O inquérito sobre o suposto atentado com drones contra o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, em 4 de agosto já identificou 34 suspeitos, dos quais 14 foram presos, entre eles o general de divisão Alejandro Pérez, da Guarda Nacional Bolivarista (GNB), e o coronel Pedro Zambrano.
"A cifra de implicados neste caso chegou a 34 sem que se descarte que este número aumente. Até agora, há 14 detidos que foram apresentados [à Justiça] e denunciados", declarou o procurador-geral Tarek William Saab, citado pelo jornal venezuelano El Nacional.
Sem apresentar nenhuma prova de envolvimento do governo da Colômbia e de financiamento vinda da Flórida, nos Estados Unidos, como alegou Maduro, Saab concentrou o fogo no deputado oposicionista Juan Requesens, "denunciado por traição à pátria, homicídio doloso qualificado em grau de frustração em prejuízo do presidente da República".
Além do mais, foi acusado de "homicídio doloso qualificado cometido com aleivosia em grau de frustração contra sete militares, terrorismo, associação para delinquir, instigação pública continuada e posse ilícita de armas e munições."
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 14 de agosto de 2018
terça-feira, 3 de abril de 2018
Panamá divulga lista de suspeitos com altos dirigentes da Venezuela
A Comissão Nacional contra a Lavagem de Capitais do Panamá divulgou uma lista de suspeitos de "lavagem de dinheiro" e "financiamento do terrorismo" com 55 altos funcionários do regime chavista da Venezuela .
Entre eles, estão o ditador Nicolás Maduro; o vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e número dois do regime, Diosdado Cabello; o presidente do Tribunal Supremo de Justiça, Maikel Moreno; a presidente do Conselho Nacional Eleitoral, Tibisay Lucena; e o procurador-geral da República, Tarek William Saab.
O supremo tribunal venezuelano considerou "grotescas" e "ilegais" as medidas adotadas pelo Panamá e pela Suíça, que na semana passada congelou as contas bancárias de sete altos dirigentes chavistas, inclusive Saab e Moreno.
"As autoridades do Panamá e da Confederação Suíça demonstram à comunidade internacional o descaramento de sua subordinação, convertendo-se assim em cúmplices de uma potência militarista que busca aniquilar a democracia venezuelana e suas instituições", protestou, em nota, o TSJ.
Em resposta, a vice-presidente e ministra do Exterior do Panamá, Isabel Saint Malo, declarou que a lista foi elaborada para "proteger" o sistema financeiro do país porque os dirigentes venezuelanos são considerados de "alto risco" para o crime de lavagem de dinheiro.
"O Panamá considerou, para proteção do nosso sistema financeiro internacional, que era importante pegar a lista da União Europeia, do Canadá e dos Estados Unidos e compartilhar com o setor bancário panamenho quais são as pessoas incluídas nestas listas para que o tomem em conta em suas avaliações de risco", acrescentou a chanceler.
Paraíso fiscal, o Panamá foi incluído na lista de suspeitos do Grupo de Ação Financeira Internacional (GAFI) de combate à evasão fiscal depois da divulgação dos Papéis do Panamá, em fevereiro de 2016. Desde então, passou a colaborar com as autoridades da Europa e dos EUA para manter sua posição de centro financeiro internacional.
Entre eles, estão o ditador Nicolás Maduro; o vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e número dois do regime, Diosdado Cabello; o presidente do Tribunal Supremo de Justiça, Maikel Moreno; a presidente do Conselho Nacional Eleitoral, Tibisay Lucena; e o procurador-geral da República, Tarek William Saab.
O supremo tribunal venezuelano considerou "grotescas" e "ilegais" as medidas adotadas pelo Panamá e pela Suíça, que na semana passada congelou as contas bancárias de sete altos dirigentes chavistas, inclusive Saab e Moreno.
"As autoridades do Panamá e da Confederação Suíça demonstram à comunidade internacional o descaramento de sua subordinação, convertendo-se assim em cúmplices de uma potência militarista que busca aniquilar a democracia venezuelana e suas instituições", protestou, em nota, o TSJ.
Em resposta, a vice-presidente e ministra do Exterior do Panamá, Isabel Saint Malo, declarou que a lista foi elaborada para "proteger" o sistema financeiro do país porque os dirigentes venezuelanos são considerados de "alto risco" para o crime de lavagem de dinheiro.
"O Panamá considerou, para proteção do nosso sistema financeiro internacional, que era importante pegar a lista da União Europeia, do Canadá e dos Estados Unidos e compartilhar com o setor bancário panamenho quais são as pessoas incluídas nestas listas para que o tomem em conta em suas avaliações de risco", acrescentou a chanceler.
Paraíso fiscal, o Panamá foi incluído na lista de suspeitos do Grupo de Ação Financeira Internacional (GAFI) de combate à evasão fiscal depois da divulgação dos Papéis do Panamá, em fevereiro de 2016. Desde então, passou a colaborar com as autoridades da Europa e dos EUA para manter sua posição de centro financeiro internacional.
quinta-feira, 29 de março de 2018
Incêndio em prisão deixa 68 mortos na Venezuela
Pelo menos 68 pessoas morreram, inclusive 10 mulheres, num incêndio durante uma rebelião de presos numa cadeia da cidade de Valência, no estado de Carabobo, na região central da Venezuela. Foi a segunda pior tragédia no sistema penal da história do país, atrás apenas de outro motim de presos com incêndio, em Sabaneta, há mais de 20 anos.
"Antes os terríveis atos acontecidos na Comando da Polícia do Estado de Carabobo, designamos quatro procuradores para esclarecer os fatos dramáticos", declarou o procurador-geral da ditadura de Nicolás Maduro, Tarek William Saab, citado pelo jornal espanhol El País.
Era de visitas íntimas. O cárcere da Polícia de Carabobo estava superlotado como todas as prisões da Venezuela, um dos países mais violentos do mundo. Com uma navalha, os réus atacaram um agente penitenciário, fazendo-o refém. Um líder da rebelião impôs condições para soltar o agente e ameaçou explodir uma granada.
Como as autoridades não cederam, os presos começaram a queimar colchões, desencadeando a tragédia. Os bombeiros de duas cidades combatem o fogo. Além dos 68 mortos, a maior parte por asfixia, há um número indeterminado de feridos, entre eles dois agentes penitenciários.
A oposição e organizações não governamentais responsabilizaram a ministra de Assuntos Penitenciários, Iris Varela, um dos quadros mais extremistas do chavismo.
"Antes os terríveis atos acontecidos na Comando da Polícia do Estado de Carabobo, designamos quatro procuradores para esclarecer os fatos dramáticos", declarou o procurador-geral da ditadura de Nicolás Maduro, Tarek William Saab, citado pelo jornal espanhol El País.
Era de visitas íntimas. O cárcere da Polícia de Carabobo estava superlotado como todas as prisões da Venezuela, um dos países mais violentos do mundo. Com uma navalha, os réus atacaram um agente penitenciário, fazendo-o refém. Um líder da rebelião impôs condições para soltar o agente e ameaçou explodir uma granada.
Como as autoridades não cederam, os presos começaram a queimar colchões, desencadeando a tragédia. Os bombeiros de duas cidades combatem o fogo. Além dos 68 mortos, a maior parte por asfixia, há um número indeterminado de feridos, entre eles dois agentes penitenciários.
A oposição e organizações não governamentais responsabilizaram a ministra de Assuntos Penitenciários, Iris Varela, um dos quadros mais extremistas do chavismo.
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