Mostrando postagens com marcador rebelião. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador rebelião. Mostrar todas as postagens

sábado, 24 de junho de 2023

Senhor da guerra conclama a rebelião militar na Rússia

 Depois do anúncio de que pode pegar 20 anos de cadeia, o senhor da guerra Yevgueni Prigojin conclamou a uma rebelião militar na Rússia, cercou um quartel no sul do país, chamou a guerra contra a Ucrânia de "uma agressão insana", ameaçou marchar até Moscou e alertou que os 25 mil mercenários de sua empresa de segurança Wagner estão prontos para morrer. 

É o maior desafio até hoje à ditadura de Vladimir Putin, que reagiu imediatamente pedindo a união de todas as forças para evitar o que aconteceu em 1917, quando a derrota na Primeira Guerra Mundial levou à "destruição do Exército e do Estado", duas revoluções e uma guerra civil.

Sem citar Putin, Prigojin atacou os argumentos usados pelo ditador para justificar a guerra contra a Ucrânia e acusou os comandantes militares de mentir ao ditador, porque "não havia ameaça ucraniana nem da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), nada de extraordinário, não havia qualquer razão especial" para a invasão de 24 de fevereiro do ano passado. 

Suas forças cercaram o quartel de Rostov-sobre-o-Dom, sede do Comando Militar do Sul do Exército da Rússia, teriam tomado o aeroporto da cidade e também estariam em Voronej, a caminho de Moscou. O governo regional de Voronej anunciou que as Forças Armadas estão realizando operações de combate.

Ex-condenado por fraude, roubo e corrupção de menores, Prigojin fez fortuna com supermercados e restaurantes. Conseguiu um contrato para fornecer alimentos para as Forças Armadas e ficou conhecido como o chef de cozinha do Kremlin. Fundou a empresa de segurança Wagner em 2014, no início da guerra no Leste da Ucrânia. Seus mercenários fazem o jogo sujo para a Rússia na África e no Oriente Médio, em troca da exploração de recursos naturais.

“A traição, a chantagem e terrorismo serão punidos. As Forças Armadas vão restaurar a ordem. Uma ação resoluta será tomada para controlar a situação em Rostov e no Dom. Como comandante supremo e cidadão, farei tudo para defender a Rússia e a Constituição, as vidas, a segurança e a liberdade do novo povo”, afirmou Putin. “Tenho a certeza de que vou defender tudo o que é sagrado para nós."

Seu desafio é conter a rebelião sem um grande derramamento de sangue que leve a guerra contra a Ucrânia ainda mais para dentro do território russo. Meu comentário:

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Venezuela prende vice-presidente da Assembleia Nacional

Na primeira retaliação contra um dos líderes da fracassada rebelião de 30 de abril, o Serviço Bolivarista de Inteligência Nacional (Sebin) prendeu hoje o vice-presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Edgar Zambrano.

Dez líderes da oposição são acusados de "traição, conspiração e rebelião" por terem convocado militares e a população em geral para um levante contra a ditadura de Nicolás Maduro, inclusive o presidente da Assembleia Nacional e autoproclamado presidente interino, Juan Guaidó, e o líder de seu partido, Vontade Popular, Leopoldo López.

Guaidó reagiu no Twitter: "Estão tentando destruir o poder que representa todos os venezuelanos, mas não vão vencer."

O próprio Zambrano transmitiu sua prisão ao vivo. Seu carro foi cercado por agentes do Sebin. Como ele se recusou a sair, o carro foi guinchado até a prisão de Helicoide, onde o regime chavista mantém vários prisioneiros políticos.

A oposição obteve maioria de dois terços na Assembleia Nacional nas últimas eleições democráticas realizadas na Venezuela, em 6 de dezembro de 2015. Desde então, Maduro tomou várias medidas para anular a vitória da oposição, em especial a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte eleita sob medida pelo regime para usurpar o poder do parlamento eleito democraticamente.

Em maio do ano passado, Maduro foi reeleito com fraude generalizada. Os principais candidatos da oposição foram impedidos de concorrer. Depois da posse, em 10 de janeiro de 2019, a Assembleia Nacional o considerou um presidente ilegítimo e proclamou Guaidó como presidente interino até a realização de nova eleição.

Por três vezes, Guaidó tentou derrubar Maduro: ao se apresentar como presidente legítimo, em 23 de janeiro, ao tentar promover uma entrega de ajuda humanitária e no fim do mês passado, ao convocar a rebelião.

Apesar dos apelos da oposição e uma suposta negociação de seus líderes com os militares, a cúpula das Forças Armadas manteve o apoio a Maduro. A prisão de Zambrano marca o início de uma repressão mais dura contra os chefes da rebelião.

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Justiça chavista manda prender líder da oposição na Venezuela

O Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela, leal ao regime chavista, ordenou hoje a prisão de Leopoldo López, o líder da oposição que fugiu da prisão domiciliar na segunda-feira à noite e se refugiou na residência do embaixador da Espanha diante do fracasso do levante para derrubar o ditador Nicolás Maduro. O governo espanhol se nega a entregá-lo.

Em comunicado oficial, o primeiro-ministro socialista Pedro Sánchez declarou que López é hóspede da embaixada e que a Espanha acredita que as autoridades venezuelanas vão respeitar a imunidade diplomática da residência do embaixador.

A Venezuela é signatária de duas convenções internacionais que garantem a imunidade das representações diplomáticas, seus funcionários e seus veículos. Violar estas regras causaria forte reação internacional.

Em entrevista na porta da residência do embaixador, López afirmou ter negociado com oficiais e dissidentes do chavismo: "Em 30 de abril, um grande número de militares deu um passo importante. Falei com muitos generais. (...) Nada do que temos peito foi de improviso. Virão mais rupturas no Exército. Esta ditadura vai acabar."

O TSJ quer que López volte para a prisão militar de Ramo Verde, em Caracas, para cumprir o restante de sua pena pela acusação de incitar à violência durante manifestações de protestos em fevereiro de 2014. Pelo menos 42 pessoas foram mortas na época. O regime chavista responsabilizou o líder oposicionista.

Ontem e hoje, pelo menos quatro manifestantes foram mortos pelas forças de segurança. Maduro desfilou da madrugada ao lado de 4,5 mil soldados para reafirmar que tem o apoio das Forças Armadas.

A oposição promete manter a pressão nas ruas até a queda do ditador, mas a expectativa de que conseguiria isso rapidamente se dissipou.

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Maduro demite chefe da inteligência nacional na Venezuela

O ditador Nicolás Maduro demitiu o general Manuel Ricardo Christopher Figuera da direção do Serviço Boliviariano de Inteligência Nacional (Sebin), o serviço secreto do regime chavista, por apoiar o levante convocado pelo presidente da Assembleia Nacional e autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó.

Volta ao comando o general Gustavo González López, que havia sido afastado em outubro de 2018 sob suspeita de não ser leal a Maduro por ser mais ligado ao número dois do chavismo, o atual presidente da Assembleia Nacional Constituinte, Diosdado Cabello. Sua tarefa será demitir os agentes que estariam ao lado de Guaidó.

Em apoio à rebelião, Figuera orientou seus agentes a apoiar o movimento da oposição. Horas depois, declarou lealdade a Maduro, mas criticou os erros do atual governo, que levou o país a uma situação econômica catastrófica, com queda de 50% no produto interno bruto, inflação de 1.000.000% ao ano e desabastecimento generalizado.

A situação na Venezuela ainda é incerta, com milhares de manifestantes nas ruas protestando contra o atual governo e pedindo a queda de Maduro. A oposição não teve o apoio que esperava das Forças Armadas. Um grande número de soldados e oficiais de baixa patente está ao lado de Guaidó, mas a cúpula militar permanece fiel ao regime chavista.

Na análise do ministro da Segurança Institucional do Brasil, general Augusto Heleno, em entrevista aO Globo, a multidão que saiu às ruas "era pouca gente para derrubar um governo". O general considerou o "esquema militar" de Guaidó "precário" e reafirmou que o Brasil não tem a menor intenção de intervir na Venezuela.

terça-feira, 30 de abril de 2019

Chefe da inteligência da Venezuela adere à revolta contra Maduro

O general Manuel Ricardo Christopher Figuera, chefe do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin), e outros dois generais apoiam o levante contra a ditadura de Nicolás Maduro na Venezuela, noticiou o boletim de notícias Argus, especializado no setor de energia .

A situação ainda é incerta, com conflitos nas ruas de Caracas e outras cidades do país. Os rebeldes tomaram várias guarnições militares, mas a maioria das Forças Armadas parece leal a Maduro. Pelo menos uma pessoa morreu, mais de 70 saíram feridas e 25 soldados das Forças Armadas leais à oposição pediram asilo à Embaixada do Brasil em Caracas.

As últimas notícias indicam que a rebelião foi maior do que se imaginava inicialmente. O apoio de Figuera ao autoproclamado presidente interino Juan Guaidó é uma indicação clara de que o movimento oposicionista conseguiu abalar a unidade das Forças Armadas.

Figuera se tornou chefe do Sebin em outubro de 2018, quando Maduro demitiu o general Gustavo González López, mais ligado ao número dois do chavismo, o presidente da Assembleia Nacional Constituinte, Diosdado Cabello. Há meses, a oposição tenta negociar o apoio de comandantes militares.

Líder da oposição na Venezuela se refugia em embaixadas

Num sinal de que a rebelião em curso não deve derrubar a ditadura de Nicolás Maduro de imediato, o líder da oposição Leopoldo López entrou na Embaixada do Chile em Caracas. 

Preso desde 2014 e em prisão domiciliar desde 2017, López foi libertado ontem à noite por seus carcereiros como parte do movimento. Mais tarde, ele e a família foram para a representação diplomática da Espanha, país de que têm cidadania.

López é o principal líder do partido Vontade Popular, do presidente da Assembleia Nacional e autoproclamado presidente interino, Juan Guaidó. É o homem por trás de Guaidó.

De madrugada, López foi à base aérea de La Carlota, a maior da capital venezuelana. Estava ao lado de Guaidó quando este convocou o povo e as Forças Armadas a se rebelar contra o regime chavista.

Mais tarde, os dois foram a uma manifestação na Praça França e lideraram uma marcha de protesto no Oeste de Caracas, enquanto as forças de segurança leais a Maduro dispersaram uma concentração oposicionista em Chacaito.

O ditador convocou os coletivos, as milícias populares criadas pelo regime, que teriam hoje 2 milhões de membros. Mas, de acordo com o jornal venezuelano El Nacional, poucos saíram para defender Maduro.

Guaidó convoca rebelião e há luta nas ruas de Caracas

O presidente da Assembleia Nacional e autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, reconhecido por 52 países, inclusive o Brasil, convocou hoje o povo e as Forças Armadas a uma rebelião contra a ditadura de Nicolás Maduro. 

Algumas unidades militares aderiram à revolta, mas o ministro da Defesa, general Padrino López, fez pronunciamento em apoio a Maduro, ameaçando usar a força para controlar a rebelião.

Na madrugada, Guaidó fez um pronunciamento diante da base aérea de La Carlota, perto do aeroporto de Caracas, ao lado de soldados da Guarda Nacional Bolivariana que o apoiam e de Leopoldo López, líder do partido Vontade Popular e padrinho de Guaidó. Em seguida, os dois foram a um comício na  Praça da França.

Guaidó pediu à população para sair às ruas para derrubar o "usurpador Nicolás Maduro". O regime chavista acusou a oposição de golpe. Maduro convocou os coletivos, as milícias populares criadas para defender o regime, que teriam hoje 2 milhões de membros.

Em Chacao, uma parte rica da capital onde López foi prefeito, as milícias abriram fogo contra um grupo de manifestantes. Perto dali, em Chacaito, a polícia não conseguiu controlar os manifestantes.

Os Estados Unidos prometeram o fim das sanções aos membros do regime que aderirem a Guaidó. O secretário de Estado, Mike Pompeo, afirmou que havia um avião pronto para levar Maduro para o exílio em Cuba, mas a Rússia o mandou ficar. E o assessor para Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, declarou que o governo Donald Trump espera uma transição pacífica na Venezuela.

Trump, por sua vez, ameaçou aumentar as sanções econômicas a Cuba se o regime comunista cubano continuar apoiando Maduro.

O Brasil também reiterou o apoio a Guaidó, enquanto Rússia, Cuba, Bolívia, Nicarágua e Turquia repudiaram o que descreveram como uma "tentativa de golpe".

A oposição venezuelana alega que Maduro é um "usurpador", um presidente ilegítimo porque foi eleito de modo fraudulento.

Se a rebelião tiver sucesso, a Venezuela terá um governo mais liberal que terá a tarefa hercúlea de reconstruir a economia do país, arrasada pelas políticas fracassadas que o finado caudilho Hugo Chávez chamava de "socialismo do século 21".

Se a rebelião fracassar, deve haver um endurecimento do regime, com repressão mais rigorosa aos dissidentes e aumento da participação de aliados externos como a Rússia na segurança do que resta do chavismo.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Venezuela prende 27 militares que tentaram iniciar uma rebelião

Soldados de uma unidade da Guarda Nacional da Venezuela iniciaram uma revolta hoje em Caracas. Chegaram a divulgar um vídeo em redes sociais pedindo que a população saísse às ruas, mas foram presos pelas forças de segurança da ditadura de Nicolás Maduro em Cotiza, uma região da capital que fica a três quilômetros do palácio presidencial de Miraflores.

Pouco antes das três horas da madrugada (5h em Brasília), cerca de 40 rebeldes chegaram ao quartel de Cotiza, no Norte de Caracas, e apelaram aos soldados e a à população para que se rebelassem contra o regime: "Nos somos contra este regime, que repudiamos completamente e precisamos do seu apoio, que saiam às ruas."

De acordo com um comunicado oficial do Ministério da Defesa, os rebeldes haviam tomado colegas militares como reféns em duas outras unidades e roubado um estoque de armas, mas "a Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) está unida para restabelecer a ordem constitucional".

Horas depois, 27 rebeldes se renderam. Ao serem levados em blindados da Força de Ações Especiais (Faes), um soldado gritou: "Liberdade!" As forças de segurança usaram gás lacrimogênio para dispersar a multidão que atendeu ao chamado dos rebeldes.

Durante o combate à revolta, a ditadura venezuelana bloqueou o acesso às redes sociais Twitter e Instagram.

Com a instabilidade política e a crise econômica sem precedentes, a rebelião poderia se espalhar por outras unidades. Um confronto armado para derrubar Maduro poderia causar danos ainda maiores, complicando a recuperação econômica do país.

A ditadura da Venezuela conta com o apoio de agentes cubanos para garantir a sobrevivência do regime chavista. Assim, tem tido sucesso em evitar que rebeliões se alastrem. Em fevereiro do ano passado, um capitão e piloto de helicóptero da polícia que atacara a sede do Ministério do Interior foi fuzilado sumariamente. Fez vários apelos para se render, mas foi morto.

Maduro acaba de ser empossado para um segundo mandato não reconhecido pela maioria da comunidade internacional. Só Bolívia, Cuba, Nicarágua e alguns países da região do Mar do Caribe participaram da posse.

O Grupo de Lima, do qual o Brasil faz parte, declarou que o único órgão legítimo e democrático da Venezuela é a Assembleia Nacional eleita em 6 de dezembro de 2015, onde a oposição tem maioria de dois terços. Numa tentativa de deflagar um processo de transição para redemocratizar o país, apoiaram o presidente da AN, Juan Guaidó, como o verdadeiro líder da Venezuela.

A Venezuela tinha a maior renda per capita da América Latina em 1970 por causa de suas reservas de petróleo, as maiores do mundo. A corrupção, a desigualdade, muito menor do que em outros países da região, e uma forte queda nos preços do petróleo depois da crise econômica da Ásia, em 1997, levaram à eleição do caudilho militar e ex-golpista Hugo Chávez em 1998.

Vinte anos depois, o país enfrenta uma inflação superior a 1.000.000% ao ano e um desabastecimento generalizado, especialmente de alimentos e medicamentos. Desde a morte de Chávez e a ascensão de Maduro, o produto interno bruto caiu pela metade. A produção de petróleo é 25% do pico. Mais de 4 milhões de pessoas fugiram do país.

Apesar da economia estar em virtual colapso, o regime se mantém por causa da lealdade da maioria das forças de segurança e da repressão realizada com o apoio de agentes cubanos. Só uma cisão dentro do regime e da FANB pode mudar esta situação catastrófica,

quinta-feira, 29 de março de 2018

Incêndio em prisão deixa 68 mortos na Venezuela

Pelo menos 68 pessoas morreram, inclusive 10 mulheres, num incêndio durante uma rebelião de presos numa cadeia da cidade de Valência, no estado de Carabobo, na região central da Venezuela. Foi a segunda pior tragédia no sistema penal da história do país, atrás apenas de outro motim de presos com incêndio, em Sabaneta, há mais de 20 anos.

"Antes os terríveis atos acontecidos na Comando da Polícia do Estado de Carabobo, designamos quatro procuradores para esclarecer os fatos dramáticos", declarou o procurador-geral da ditadura de Nicolás Maduro, Tarek William Saab, citado pelo jornal espanhol El País.

Era de visitas íntimas. O cárcere da Polícia de Carabobo estava superlotado como todas as prisões da Venezuela, um dos países mais violentos do mundo. Com uma navalha, os réus atacaram um agente penitenciário, fazendo-o refém. Um líder da rebelião impôs condições para soltar o agente e ameaçou explodir uma granada.

Como as autoridades não cederam, os presos começaram a queimar colchões, desencadeando a tragédia. Os bombeiros de duas cidades combatem o fogo. Além dos 68 mortos, a maior parte por asfixia, há um número indeterminado de feridos, entre eles dois agentes penitenciários.

A oposição e organizações não governamentais responsabilizaram a ministra de Assuntos Penitenciários, Iris Varela, um dos quadros mais extremistas do chavismo.

domingo, 25 de março de 2018

Ex-governador da Catalunha é preso na Alemanha

O ex-governador Carles Puigdemont foi preso hoje ao cruzar a fronteira da Dinamarca para a Alemanha por força de um mandado de prisão europeu emitido pela Espanha. É acusado de rebelião, sedição e malversação de dinheiro público por organizar um plebiscito ilegal, realizado em 1ª de outubro de 2017, sobre a independência da Catalunha. Pode pegar até 30 anos de prisão.

Puigdemont saiu da Finlândia na sexta-feira, mesmo dia em que a Espanha reativou o mandado de prisão. Ele passou pela Suécia e a Dinamarca de carro rumo à Bélgica, onde se refugiou desde que a Justiça espanhola decretou sua prisão. Os serviços secretos espanhóis avisaram a polícia da Alemanha sobre a movimentação do ex-governador, revelou a revista alemã Focus em sua edição digital

Eram 11h19 pela hora local (5h19 em Brasília), quando Puigdemont foi detido na rodovia A7 perto da localidade de Schuby, no estado Schleswig-Holstein, que fica na fronteira com a Dinamarca. Depois de ser fichado numa delegacia de polícia, Puigdemont foi levado para a prisão de Neumünster, informou a agência de notícias alemã DPA.

Amanhã, o ex-governador catalão será apresentado a um juiz, que vai identificá-lo e pode decidir se põe Puigdemont em liberdade ou encaminha o caso a um tribunal superior encarregado de examinar o pedido de extradição feito pela Espanha. Este processo pode levar de 10 a 60 dias, noticiou o jornal catalão La Vanguardia, de Barcelona.

Milhares de pessoas protestaram na capital da Catalunha. Quase cem saíram feridas de um confronto quando a polícia regional catalã, Los Mossos d'Esquadra, tentou impedir manifestantes de ultrapassar uma barreira diante da sede da delegação do governo central espanhol em Barcelona.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Juíza decreta prisão de todo o governo deposto da Catalunha

A juíza Carmen Lamela decretou hoje a prisão incondicional, sem direito a fiança, do ex-vice-governador da Catalunha, Oriol Junqueras, e dos ex-conselheiros (secretários de governo) Jordi Turull, Raúl Romeva, Josep Rull, Dolors Bassa, Meritxell Borrás, Joaquim Forn e Carles Mundó. 

A única exceção é o ex-conselheiro Santi Vila, apontado como provável futuro governador regional depois das eleições de 21 de dezembro. Ele poderá ficar solto se pagar 50 mil euros (R$ 190 mil) de fiança, noticiou o jornal La Vanguardia, de Barcelona.

Ao justificar a decisão, a juíza alegou haver alto risco de que continuem cometendo crimes, alta probabilidade de destruição de provas e risco de que fujam da Espanha, a exemplo do que fizeram o ex-governador Carles Puigdemont e quatro secretários que estão em Bruxelas na Bélgica. Há um mandado de prisão europeu de prisão contra eles.

Todos são acusados de rebelião, sedição e malversação de fundos públicos na tentativa de promover a independência da Catalunha. A pena para rebelião é de até 30 anos de prisão.

A mesma juíza mandou prender dois líderes de movimentos sociais pela independência da Catalunha, Jordi Sànchez, da Assembleia Nacional Catalã (ANC), e Jordi Cuixart, da Òmnium, por destruir carros da polícia e impedir o trabalho da Guarda Civil durante a preparação do plebiscito ilegal realizado em 10 de outubro. Eles são considerados presos políticos pelo movimento separatista.

Os dois maiores partidos políticos do país, o Partido Popular (PP), de Rajoy, e o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), o maior da oposição, pediram respeito à decisão em nome da independência do Poder Judiciário.

Com certeza, as prisões vão inflamar o movimento pela independência e agravar a tensão, no fim da primeira semana de intervenção do governo central espanhol na Catalunha.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Presidente filipino expulsa forças especiais dos EUA de Mindanao

Em mais um sinal de aproximação com a China, o presidente Rodrigo Duterte avisou os Estados Unidos que devem retirar suas forças especiais da ilha de Mindanao, no Sul das Filipinas, onde assessoram o Exército do país na luta contra separatistas muçulmanos, noticiou a Agência France Presse (AFP).

Duterte está empenhado em negociar a paz tanto com os rebeldes comunistas como com os muçulmanos que há décadas lutam contra o governo central das Filipinas. Um porta-voz da Presidência confirmou que a decisão reflete uma mudança na política externa e um afastamento dos EUA, a antiga potência colonial.

Na semana passada, Duterte chegou a chamar o presidente Barack Obama de "filho da puta" numa língua nativa de seu país, repudiando críticas às violações dos direitos humanos na sua guerra contra as drogas, que em dois meses matou mais de 2,4 mil pessoas.

As Filipinas têm uma disputa territorial com a China no Mar do Sul da China. Em 12 de julho, receberam uma decisão favorável da Corte Permanente de Arbitragem, um tribunal internacional com sede em Haia, na Holanda, que desconheceu os "direitos históricos" da China sobre 90% do Mar do Sul da China. A China ignorou o resultado do julgamento.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

União Africana vai criar força militar de reação rápida

A União Africana, que está completando 50 anos, vai criar uma força de reação rápida para intervir em crises no continente como golpes de Estado, guerras, massacres e rebeliões, anunciou seu presidente, o primeiro-ministro da Etiópia, Hailemarian Desalegn.

O principal objetivo da Capacidade Africana para Resposta Imediata a Crises será reduzir a dependência do continente de ajuda militar externa, na maioria dos casos oferecida pelas antigas potências coloniais.

Quando nasceu, em 1963, como Organização de Unidade Africana, a UA decidiu aceitar as fronteiras nacionais impostas pelo colonialismo europeu por dois motivos. Primeiro, a unidade do continente iria além das fronteiras artificiais. Segundo, os novos países independentes sabiam que as disputas sobre limites levariam a guerras sem fim.

A organização tem sede na Etiópia por causa de sua luta histórica contra o imperialismo europeu, especialmente depois da invasão do país, em 1935 e 1936, pela Itália fascista de Benito Mussolini. Isso levou o imperador Hailé Salassié a percorrer o mundo em defesa da soberania nacional, tornando-o um ídolo na África.

De modo geral, os países africanos apoiam a UA, mas o bloco regional não tem muita força porque seus membros não querem ceder poderes a uma entidade supranacional nem aceitar sua interferência em questões internas. A soberania nacional ainda fala mais alto.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Congo propõe acordo de paz a rebeldes do M23

A República Democrática do Congo ofereceu nesta segunda-feira anistia e integração ao Exército para os rebeldes do M23, mas o líder do grupo declarou serem necessárias mais negociações.

Na rebelião, que já dura um ano, o M23 chegou a tomar a capital provincial de Goma, humilhando tanto o Exército do Congo quanto a maior força de paz das Nações Unidas em atividade. Neste período, os rebeldes se dividiram em duas facções que lutaram entre si.

Pela proposta de paz do governo, os rebeldes devem entrar suas armas à missão de paz da ONU. O M23 é formado pela etnia tútsi e tinha o apoio do governo de Ruanda. Foi criado originalmente para combater os hutus da milícia Interahamwe, responsável pelo genocídio de pelo menos 800 mil tútsis e hutus moderados na guerra civil ruandesa em 1994.

Depois de décadas de guerra civil em que se estima que mais de 5 milhões de africanos foram mortos, o presidente Joseph Kabila prometeu pacificar o Leste do Congo, até agora sem sucesso.

Kabila deve se encontrar amanhã em Luanda, a capital de Angola, com os presidentes angolano, José Eduardo dos Santos, e da África do Sul, Jacob Zuma, para avaliar a situação, antecipou a agência de notícias Reuters.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Tuaregues tomam capital do Norte no Máli

Uma semana depois do golpe militar que derrubou o presidente Amadou Touré, acusado de não equipar as Forças Armadas, os rebeldes tuaregues tomaram Kidal, no Nordeste do Máli, perto das fronteiras com a Argélia e o Níger.

"Kidal está sob nosso controle total", declarou à BBC um porta-voz do Movimento Nacional pela Libertação de Azawade, nome da região do Deserto do Saara revindicada pelos tuaregues. Com 40 mil habitantes, conhecida no Máli como a capital do deserto, é a maior cidade conquistada até agora pelos rebeldes.

O líder golpista, capitão Amadou Sanogo, pediu ajuda internacional. Como a Comunidade Econômica dos Países da África Ocidental (Ecowas, do inglês) deu um ultimato aos militares malineses, ameaçando fechar as fronteiras, congelar os bens e ativos do país no exterior, e impor um embargo financeiro, a ajuda não virá sem a devolução do poder.

Sede de uma grande base militar, Kidal é uma grande perda para o governo golpista. Desde que tomaram o poder a pretexto de intensificar o combate à revolta tuaregue, os jovens oficiais amotinados estão mais preocupados com a segurança na capital, Bamako, do que no Deserto do Saara.

É difícil imaginar que o golpe resista a um boicote econômico.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Revolta provoca fuga de 14,5 mil no Norte do Máli

Cerca de 14,5 mil pessoas fugiram nos últimos dias de uma ofensiva do Exército do Máli contra rebeldes tuaregues no Norte deste país africano.

A Cruz Vermelha Internacional estima que 10 mil malinenses foram para o Norte do Níger, enquanto outros 4,5 mil teriam entrado na Mauritânia. "Suas condições de vida são extremamente precárias", alerta a organização humanitária.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Vila chinesa expulsa dirigentes comunistas

Uma vila de pescadores e agricultores desafia o Partido Comunista, que detém o monopólio do poder na China há 62 anos. Em Wukan, na província de Cantão, no Sudeste, principal zona industrial do país, os moradores cansados da corrupção expulsaram os agentes públicos.

A questão central é sobre terras que teriam sido desapropriadas pelo governo e entregues a empresas de engenharia. Quando a população soube que um de seus negociadores junto aos dirigentes comunistas tinha morrido na prisão, na segunda-feira, a violência explodiu.

Na versão oficial, o homem de 42 anos teria sofrido um ataque cardíaco, mas seus parentes denunciam sinais de tortura.

Agora, os moradores acusam a polícia de bloquear a chegada de suprimentos como água e comida para sufocar a rebelião, reporta o jornal The New York Times. As autoridades exigem o fim da revolta e ameaçam reprimi-la com dureza.