Um alto comandante da milícia Forças Democráticas pela Libertação de Ruanda (FDLR), ligada aos responsáveis pelo genocídio de 1994, general Leopol Mujyambere, foi preso ontem na cidde de Goma, na República Democrática do Congo, anunciou hoje o ministro das Comunicações congolês, Lambert Mende Omalanga, citado pela agência de notícias Bloomberg.
O ministro declarou que o general rebelde está sendo interrogado e que não há decisão sobre a extradição para Ruanda. As FDLR foram formadas por refugiados que saíram de Ruanda quando a Frente Patriótica Ruandesa, dominada pela minoria étnica tútsi, derrubou o governo da maioria hutu.
Em resposta, o governo deposto de Ruanda, um país do centro da África, promoveu um genocídio de tútsis e hutus moderados com o apoio da milícia Interahamwe. Pelo menos 800 mil pessoas foram mortas de abril e junho de 1994, com omissão da sociedade internacional.
O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton considera não intervir para evitar o genocídio de Ruanda o maior erro de seu governo.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quinta-feira, 5 de maio de 2016
quarta-feira, 12 de março de 2014
Congo e ONU atacam rebeldes hutus de Ruanda
O Exército da República Popular do Congo e as forças de paz das Nações Unidas atacaram os rebeldes hutus das Forças Democráticas para Libertação de Ruanda (FDLR), baseadas no Leste do Congo.
As FDLR foram formadas pela milícia Interahamwe, responsável pelo genocídio de pelo menos 800 mil tútsis e hutus moderados em Ruanda em 1994.
Desde aquela época, são uma fonte de instabilidade no Leste do Congo. Foram responsáveis pelo início do conflito que levou à queda do ditador Joseph Mobutu, em 1997, e à chamada Primeira Guerra Mundial Africana, em que mais de 5 milhões de pessoas morreram em combates e massacres, de fome e doenças.
As FDLR foram formadas pela milícia Interahamwe, responsável pelo genocídio de pelo menos 800 mil tútsis e hutus moderados em Ruanda em 1994.
Desde aquela época, são uma fonte de instabilidade no Leste do Congo. Foram responsáveis pelo início do conflito que levou à queda do ditador Joseph Mobutu, em 1997, e à chamada Primeira Guerra Mundial Africana, em que mais de 5 milhões de pessoas morreram em combates e massacres, de fome e doenças.
segunda-feira, 11 de março de 2013
Congo propõe acordo de paz a rebeldes do M23
A República Democrática do Congo ofereceu nesta segunda-feira anistia e integração ao Exército para os rebeldes do M23, mas o líder do grupo declarou serem necessárias mais negociações.
Na rebelião, que já dura um ano, o M23 chegou a tomar a capital provincial de Goma, humilhando tanto o Exército do Congo quanto a maior força de paz das Nações Unidas em atividade. Neste período, os rebeldes se dividiram em duas facções que lutaram entre si.
Pela proposta de paz do governo, os rebeldes devem entrar suas armas à missão de paz da ONU. O M23 é formado pela etnia tútsi e tinha o apoio do governo de Ruanda. Foi criado originalmente para combater os hutus da milícia Interahamwe, responsável pelo genocídio de pelo menos 800 mil tútsis e hutus moderados na guerra civil ruandesa em 1994.
Depois de décadas de guerra civil em que se estima que mais de 5 milhões de africanos foram mortos, o presidente Joseph Kabila prometeu pacificar o Leste do Congo, até agora sem sucesso.
Kabila deve se encontrar amanhã em Luanda, a capital de Angola, com os presidentes angolano, José Eduardo dos Santos, e da África do Sul, Jacob Zuma, para avaliar a situação, antecipou a agência de notícias Reuters.
Na rebelião, que já dura um ano, o M23 chegou a tomar a capital provincial de Goma, humilhando tanto o Exército do Congo quanto a maior força de paz das Nações Unidas em atividade. Neste período, os rebeldes se dividiram em duas facções que lutaram entre si.
Pela proposta de paz do governo, os rebeldes devem entrar suas armas à missão de paz da ONU. O M23 é formado pela etnia tútsi e tinha o apoio do governo de Ruanda. Foi criado originalmente para combater os hutus da milícia Interahamwe, responsável pelo genocídio de pelo menos 800 mil tútsis e hutus moderados na guerra civil ruandesa em 1994.
Depois de décadas de guerra civil em que se estima que mais de 5 milhões de africanos foram mortos, o presidente Joseph Kabila prometeu pacificar o Leste do Congo, até agora sem sucesso.
Kabila deve se encontrar amanhã em Luanda, a capital de Angola, com os presidentes angolano, José Eduardo dos Santos, e da África do Sul, Jacob Zuma, para avaliar a situação, antecipou a agência de notícias Reuters.
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Ex-militar é condenado por matar rainha tútsi em Ruanda
O Tribunal Penal Internacional para Ruanda condenou ontem o ex-oficial do Exército Ildephonse Nizeyimana, de 48 anos, à prisão perpétua pelo assassinato da rainha tútsi, Rosalie Gicanda, entre outros crimes cometidos em 1994, quando pelo menos 800 mil pessoas foram mortas naquele país do centro da África, no último genocídio do século 20. Ele foi absolvido de denúncias de estupro.
Nizeyimana era chefe de inteligência e de operações militares de uma academia militar de elite da maioria hutu. Diante do avanço das forças da Frente Patriótica de Ruanda depois da morte do presidente Juvenal Habyarimana, em 6 de abril de 1994, o Exército hutu em retirada e a milícia aliada Interahamwe iniciaram a tentativa de exterminar o povo considerado inimigo e mesmo hutus moderados contrário ao genocídio.
Em 1999, um relatório da organização não governamental Human Rights Watch (Observatório dos Direitos Humanos) afirmou que a rainha tútsi foi presa em sua casa na cidade de Butare, no Sudeste de Ruanda, e executada sumariamente atrás do Museu Nacional. A rainha Rosalie Gicanda era viúva desde 1959, quando o rei Mutara III morreu, pouco depois do país se tornar uma república.
Desde sua criação, o Tribunal Penal Internacional para Ruanda condenou 54 e absolveu oito acusados pelo genocídio. Deve encerrar suas atividades no fim de 2012, informa a TV pública britânica BBC.
Nizeyimana era chefe de inteligência e de operações militares de uma academia militar de elite da maioria hutu. Diante do avanço das forças da Frente Patriótica de Ruanda depois da morte do presidente Juvenal Habyarimana, em 6 de abril de 1994, o Exército hutu em retirada e a milícia aliada Interahamwe iniciaram a tentativa de exterminar o povo considerado inimigo e mesmo hutus moderados contrário ao genocídio.
Em 1999, um relatório da organização não governamental Human Rights Watch (Observatório dos Direitos Humanos) afirmou que a rainha tútsi foi presa em sua casa na cidade de Butare, no Sudeste de Ruanda, e executada sumariamente atrás do Museu Nacional. A rainha Rosalie Gicanda era viúva desde 1959, quando o rei Mutara III morreu, pouco depois do país se tornar uma república.
Desde sua criação, o Tribunal Penal Internacional para Ruanda condenou 54 e absolveu oito acusados pelo genocídio. Deve encerrar suas atividades no fim de 2012, informa a TV pública britânica BBC.
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sexta-feira, 7 de setembro de 2007
Franceses estupraram em genocídio em Ruanda
Soldados da França baseados em Ruanda durante o genocídio de 1994 são acusados de "estupros em grande escala", acusa uma comissão ruandesa que investiga a atuação dos franceses durante o conflito.
A comissão, que conclui seu relatório em outubro, afirma que vai apresentar novas provas de que os franceses treinaram a Interahamwe, a milícia responsável pelo genocídio em que 800 mil e 1 milhão de pessoas foram mortas.
A comissão, que conclui seu relatório em outubro, afirma que vai apresentar novas provas de que os franceses treinaram a Interahamwe, a milícia responsável pelo genocídio em que 800 mil e 1 milhão de pessoas foram mortas.
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