Mostrando postagens com marcador Hutu. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Hutu. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Ex-militar é condenado por matar rainha tútsi em Ruanda

O Tribunal Penal Internacional para Ruanda condenou ontem o ex-oficial do Exército Ildephonse Nizeyimana, de 48 anos, à prisão perpétua pelo assassinato da rainha tútsi, Rosalie Gicanda, entre outros crimes cometidos em 1994, quando pelo menos 800 mil pessoas foram mortas naquele país do centro da África, no último genocídio do século 20. Ele foi absolvido de denúncias de estupro.

Nizeyimana era chefe de inteligência e de operações militares de uma academia militar de elite da maioria hutu. Diante do avanço das forças da Frente Patriótica de Ruanda depois da morte do presidente Juvenal Habyarimana, em 6 de abril de 1994, o Exército hutu em retirada e a milícia aliada Interahamwe iniciaram a tentativa de exterminar o povo considerado inimigo e mesmo hutus moderados contrário ao genocídio.

Em 1999, um relatório da organização não governamental Human Rights Watch (Observatório dos Direitos Humanos) afirmou que a rainha tútsi foi presa em sua casa na cidade de Butare, no Sudeste de Ruanda, e executada sumariamente atrás do Museu Nacional. A rainha Rosalie Gicanda era viúva desde 1959, quando o rei Mutara III morreu, pouco depois do país se tornar uma república.

Desde sua criação, o Tribunal Penal Internacional para Ruanda condenou 54 e absolveu oito acusados pelo genocídio. Deve encerrar suas atividades no fim de 2012, informa a TV pública britânica BBC.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Ajuda começa a chegar a refugiados no Congo

Depois de mais de dois meses de conflito no Leste da República Democrática do Congo, o primeiro comboio com ajuda humanitária entrou hoje, sob a proteção da força de paz das Nações Unidas, em território dominado pelos rebeldes da milícia tútsi Congresso Nacional pela Defesa do Povo.

Ao desembarcar em Goma, a capital da província de Kivu do Norte, o enviado especial da ONU ao Congo, Alan Doss, declarou ter informações de que a vizinha Ruanda bombardeou o território congolês em apoio ao grupo rebelde, liderado pelo general congolês renegado Laurent Nkunda.

Nkunda é contra um acordo de US$ 5 bilhões para abrir as riquezas minerais do Leste do Congo à exploração chinesa.

O CNDP também acusa o Exército do Congo de ser aliado da milícia hutu responsável pelo genocídio de 800 mil pessoas em 1994, em Ruanda. Aquela matança sem precedentes de tanta gente em poucos meses está na origem da guerra civil no Congo. Levou à queda do ditador Joseph Mobutu (1965-97) e a um conflito generalizado, com a intervenção de oito países africanos.

A chamada Primeira Guerra Mundial Africana é considerada o pior conflito no mundo desde a Segunda Guerra Mundial, com um total de mortos em combate, de doenças e de fome chegando a impressionantes 5,4 milhões de pessoas.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Campos de refugiados são arrasados no Congo

As Nações Unidas denunciaram hoje que campos de refugiados do Leste da República Democrática do Congo foram saqueados, esvaziados e incendiados. Cerca de 50 mil pessoas foram expulsas.

Os campos foram atacados pela milícia rebelde Congresso Nacional pela Defesa do Povo, que alega proteger o povo tútsi da milícia responsável pelo genocídio de 800 mil pessoas em 1994 em Ruanda.

Hoje, os campos estavam vazios e arrasados. Alguns refugiados contaram que os rebeldes nos os deixaram fugir para Goma nem para o outro lado, no rumo norte. Cerca de mil cruzaram a fronteira com Uganda.

A vila de Kibumba está sob controle rebelde. Só a força de paz da ONU no Congo impede a queda de Goma, capital da província de Kivu do Norte.

Há dois dias, o líder rebelde, o general congolês renegado Laurent Nkunda, declarou um cessar-fogo, mas o enviado especial da ONU no Congo, Alan Doss, adverte que "é uma trégua frágil".

Com 17 mil soldados, a força de paz da ONU no Congo é a maior do mundo. Mesmo assim, se não receber reforços, será incapaz de conter os rebeldes.

Doss confia nas negociações entre os governos do Congo e de Ruanda, que apóia a milícia tútsi para combater no exterior os responsáveis pelo genocídio de 1994.

O líder rebelde também protesta contra um acordo de US$ 5 bilhões para que a China explore as riquezas minerais da região.

A situação em Goma é caótica. Os soldados do Exército congolês em fuga são acusados de saques, assassinatos e violência sexual. Rico em ouro, diamantes, nióbio, zinco, cobalto, cobre, estranha e manganês, o Congo é vítima de sua própria riqueza desde a exploração colonial pela Bélgica.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Mulheres serão maioria no parlamento em Ruanda

A Frente Patriótica de Ruanda, que venceu a guerra civil de 1994, liderada pelo atual presidente, Paul Kagame, elegeu 42 dos 53 deputados, mas a grande novidade é que será o primeiro país do mundo com maioria feminina no parlamento.

Além das 20 deputadas eleitas pelo voto direto, o peculiar sistema eleitoral de Ruanda reserva 24 cadeiras a serem preenchidas em escolha indireta para mulheres.

Kagame venceu a guerra civil que provocou o genocídio de 800 mil pessoas, cometido pelo Exército hutu em retirada. Na sua opinião, todos os ruandeses devem contribuir para a pacificação do país, "mas as mulheres fazem isso melhor do que os homens".

Elas teriam também o papel de serem porta-vozes das ruas, da base da sociedade.