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terça-feira, 7 de abril de 2026

Hoje na História do Mundo: 7 de Abril

NASCE BILLIE HOLIDAY

    Em 1915, Eleanora Fagan Gough, mais conhecida pelo nome artístico Billie Holiday, uma das maiores cantoras de jazz e blues da história, nasce na Filadélfia.

Negra e pobre, abandonada pelos pais que eram adolescentes quando ela nasceu, violentada por um vizinho aos 10 anos e aos 14 pelo dono de um prostíbulo onde lava o chão para sobreviver, agredida física e psicologicamente num asilo para meninas abusadas sexualmente, moradora de rua e prostituta, tem uma vida trágica. 

Aos 15 anos, engravida sem saber de quem e a mãe, com quem volta a viver, a obriga a fazer um aborto aos três meses de gestação. Deprimida, recorre a drogas e álcool e faz várias tentativa de suicídio.

Em 1930, procura emprego como dançarina no Harlem, o bairro negro de Nova York, mas não agrada ao público. Com pena dela, o pianista pergunta se sabe cantar. Ela diz que não, mas que é seu sonho. Aplaudida de pé, consegue um emprego nos fins de semana. Para complementar a renda, continua se prostituindo.

Billie Holiday nunca recebe educação formal como música. Autodidata, aprende ouvindo Louis Armstrong e Bessie Smith. Depois de três anos cantando no Harlem, chama a atenção do crítico musical John Hammond, que a leva a uma gravadora.

Seu primeiro disco, com a banda de Benny Goodman, é um sucesso. Ela compra um apartamento e abandona a vida de garota de programa. Passa a cantar nas melhoras casas noturnas de Nova York. Sua voz levemente rouca e sensual expressa uma profunda emoção.

Nos anos 1940, apesar do sucesso, a depressão que a atormenta desde a infância a conduz ao vício de cigarros, álcool, maconha e heroína, que injeta na veia. Seus relacionamentos amorosos fracassam e terminam com violência e abuso. Ela cogita abandonar a carreira para não ter a vida exposta.

Em 1947, é presa com uma quantidade de heroína que caracteriza tráfico, mas fica poucos dias na cadeia, paga fiança e é solta.

Três anos antes de morrer, em 1956, ela publica uma autobiografia, Lady Sings the Blues, que vira filme com Diana Ross no papel principal. Billie Holiday morre aos 44 anos em Nova York em 17 de julho de 1959 de edema pulmonar, cirrose hepática e insuficiência cardíaca.

CERVEJA LIBERADA

    Em 1933, oito meses antes do fim da Lei Seca, a cerveja de baixo teor alcoólico é liberada nos Estados Unidos. A data vira Dia Nacional da Cerveja.

O movimento contra as bebidas alcoólicas começa no início do século 19 e ganha força no fim do século 19. A Emenda nº 18 é aprovada em dezembro de 1917 e ratificada por três quartos dos estados, como exige a Constituição dos EUA, em janeiro de 1919.

Nove meses depois, a Lei Volstead regulamenta sua aplicação, inclusive a criação de uma unidade especial do Departamento do Tesouro para fiscalizar sua aplicação. A Lei Seca entra em vigor em 17 de janeiro de 1920. A proibição não funciona e cria um mercado negro em que prospera o crime organizado.

Em 1933, a 21ª Emenda acaba com a proibição a partir de 5 de dezembro de 1933.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE

    Em 1948, a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma agência das Nações Unidas, é instalada em Genebra, na Suíça, onde fica a segunda maior sede da ONU.

A OMS herda funções específicas de controle de epidemias, medidas de quarentena e padronização de medicamentos do Escritório Internacional de Saúde Pública, instalado em 1907 em Paris, e da Organização de Saúde da Liga das Nações, precursora da ONU, instalada em 1923. Mas tem um mandato maior para promover "o padrão de saúde mais alto possível para todos os povos".

A definição de saúde inclui o aspecto positivo. É "um estado de bem-estar físico, mental e social completo, e não apenas a ausência de doenças e enfermidades".

A Assembleia Mundial da Saúde reúne anualmente delegações dos 194 países-membros para traçar as políticas de saúde a serem implementadas pelo Secretariado sob a liderança de um diretor-geral nomeado pelo comitê executivo. Abaixo dele, há um subdiretor-geral e diretores-gerais adjuntos para cada área de atuação.

As prioridades da OMS são:

  1. Auxiliar os países a progredir rumo à cobertura universal de saúde.
  2. Ajudar os países a ter capacidade de aderir às Regulamentações de Saúde Internacional.
  3. Aumentar o acesso a produtos médicos essenciais e de alta qualidade
  4. Abordar o papel dos fatores sociais, econômicos e ambientais na saúde pública.
  5. Coordenar as respostas a doenças não transmissíveis.
  6. Promover a saúde pública e o bem-estar de acordo com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estabelecidos pela Assembleia Geral da ONU.

GENOCÍDIO EM RUANDA

    Em 1994, no dia seguinte à morte do presidente Juvenal Habyarimana num avião abatido pela Frente Patriótica de Ruanda (FPR), o Exército dominado pela maioria hutu e milícias aliadas, em fuga, iniciam um genocídio em que 800 mil tútsis, tuás e hutus moderados são mortos até 15 de julho. 

O genocídio é cometido principalmente com facões pelas milícias. A principal é Interahamwe (os que lutam juntos). Quem queria uma morte mais rápida e menos dolorosa tinha de pagar a bala.

Os hutus fogem para o Leste do Zaire, onde entram em conflito com os baniamulengues, que são etnicamente tútsis. Começa uma guerra civil que leva o guerrilheiro Laurent Kabila, que lutara no Congo nos anos 1960 com Ernesto Che Guevara, que o chamou de bêbado e mulherengo, "incapaz de fazer uma revolução", a sair de seu refúgio nas Montanhas da Lua, no coração da África, marchar até Kinshasa e derrubar, em 1997, o ditador Joseph Mobutu, que estava no poder desde aquela época.

No poder, Kabila muda o nome do país para República Democrática do Congo. A revolta contra Mobutu deflagra a Primeira Guerra Mundial Africana (1997-2002) com o envolvimento de nove exércitos interessados em pilhar as riquezas minerias do Congo e centenas de grupos armados irregulares. É o conflito armado mais violento depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45). Cerca de 5 milhões de pessoas morrem em combate e de fome e doenças causadas pela guerra.

ODISSEIA EM MARTE

    Em 2001, os Estados Unidos lançam a nave espacial Odisseia em Marte, que entra na órbita do Planeta Vermelho em outubro e envia fotos e dados à Terra.

A sonda sai da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, na Flórida, a bordo de um foguete Delta II. Seus principais objetivos são usar espectômetros e imagens térmicas para detectar a presença de água e gelo, estudar a geologia e a radiação em Marte. Atua também como uma estação de satélite que envia à Terra as imagens e mensagens de outros instrumentos de exploração espacial.

O custo do projeto é avaliado em US$ 297 milhões. O nome da nave é uma homenagem ao filme 2001: Uma Odisseia Espacial, de Stanley Kubrick, com base no livro do mesmo nome escrito por Arthur Clarke.

A missão descobre grande quantidade de hidrogênio e gelo em Marte, indicando que o planeta tem muito mais água do que se pensava. Também detecta a presença de ferro, potássio, silício e tório. Mapeia, vulcões, derramamentos de lava, desfiladeiros e crateras abertas por impacto. A radiação elevada exige que os astronautas que um dia cheguem lá usem trajes protetores.

O presidente Donald Trump anunciou a intenção de enviar uma missão tripulada a morte. O bilionário Elon Musk, o homem mais rico do mundo, assessor de Trump, sonha em criar colônias no planeta.

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segunda-feira, 7 de abril de 2025

Hoje na História do Mundo: 7 de Abril

NASCE BILLIE HOLIDAY

    Em 1915, Eleanora Fagan Gough, mais conhecida pelo nome artístico Billie Holiday, uma das maiores cantoras de jazz e blues da história, nasce na Filadélfia.

Negra e pobre, abandonada pelos pais que eram adolescentes quando ela nasceu, violentada por um vizinho aos 10 anos e aos 14 pelo dono de um prostíbulo onde lava o chão para sobreviver, agredida física e psicologicamente num asilo para meninas abusadas sexualmente, moradora de rua e prostituta, tem uma vida trágica. 

Aos 15 anos, engravida sem saber de quem e a mãe, com quem volta a viver, a obriga a fazer um aborto aos três meses de gestação. Deprimida, recorre a drogas e álcool e faz várias tentativa de suicídio.

Em 1930, procura emprego como dançarina no Harlem, o bairro negro de Nova York, mas não agrada ao público. Com pena dela, o pianista pergunta se sabe cantar. Ela diz que não, mas que é seu sonho. Aplaudida de pé, consegue um emprego nos fins de semana. Para complementar a renda, continua se prostituindo.

Billie Holiday nunca recebe educação formal como música. Autodidata, aprende ouvindo Louis Armstrong e Bessie Smith. Depois de três anos cantando no Harlem, chama a atenção do crítico musical John Hammond, que a leva a uma gravadora.

Seu primeiro disco, com a banda de Benny Goodman, é um sucesso. Ela compra um apartamento e abandona a vida de garota de programa. Passa a cantar nas melhoras casas noturnas de Nova York. Sua voz levemente rouca e sensual expressa uma profunda emoção.

Nos anos 1940, apesar do sucesso, a depressão que a atormentava desde a infância a conduz ao vício de cigarros, álcool, maconha e heroína, que injeta na veia. Seus relacionamentos amorosos fracassam e terminam com violência e abuso. Ela cogita abandonar a carreira para não ter a vida exposta.

Em 1947, é presa com uma quantidade de heroína que caracteriza tráfico, mas fica poucos dias na cadeia, paga fiança e é solta.

Três anos antes de morrer, em 1956, ela publica uma autobiografia, Lady Sings the Blues, que vira filme com Diana Ross no papel principal. Billie Holiday morre aos 44 anos em Nova York em 17 de julho de 1959 de edema pulmonar, cirrose hepática e insuficiência cardíaca.

CERVEJA LIBERADA

    Em 1933, oito meses antes do fim da Lei Seca, a cerveja de baixo teor alcoólico é liberada nos Estados Unidos. A data vira Dia Nacional da Cerveja.

O movimento contra as bebidas alcoólicas começa no início do século 19 e ganha força no fim do século 19. A Emenda nº 18 é aprovada em dezembro de 1917 e ratificada por três quartos dos estados, como exige a Constituição dos EUA, em janeiro de 1919.

Nove meses depois, a Lei Volstead regulamenta sua aplicação, inclusive a criação de uma unidade especial do Departamento do Tesouro para fiscalizar sua aplicação. A Lei Seca entra em vigor em 17 de janeiro de 1920. A proibição não funciona e cria um mercado negro em que prospera o crime organizado.

Em 1933, a 21ª Emenda acaba com a proibição a partir de 5 de dezembro de 1933.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE

    Em 1948, a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma agência das Nações Unidas, é instalada em Genebra, na Suíça, onde fica a segunda maior sede da ONU.

A OMS herda funções específicas de controle de epidemias, medidas de quarentena e padronização de medicamentos do Escritório Internacional de Saúde Pública, instalado em 1907 em Paris, e da Organização de Saúde da Liga das Nações, precursora da ONU, instalada em 1923. Mas tem um mandato maior para promover "o padrão de saúde mais alto possível para todos os povos".

A definição de saúde inclui o aspecto positivo. É "um estado de bem-estar físico, mental e social completo, e não apenas a ausência de doenças e enfermidades".

A Assembleia Mundial da Saúde reúne anualmente delegações dos 194 países-membros para traçar as políticas de saúde a serem implementadas pelo Secretariado sob a liderança de um diretor-geral nomeado pelo comitê executivo. Abaixo dele, há um subdiretor-geral e diretores-gerais adjuntos para cada área de atuação.

As prioridades da OMS são:

  1. Auxiliar os países a progredir rumo à cobertura universal de saúde.
  2. Ajudar os países a ter capacidade de aderir às Regulamentações de Saúde Internacional.
  3. Aumentar o acesso a produtos médicos essenciais e de alta qualidade
  4. Abordar o papel dos fatores sociais, econômicos e ambientais na saúde pública.
  5. Coordenar as respostas a doenças não transmissíveis.
  6. Promover a saúde pública e o bem-estar de acordo com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estabelecidos pela Assembleia Geral da ONU.

GENOCÍDIO EM RUANDA

    Em 1994, no dia seguinte à morte do presidente Juvenal Habyarimana num avião abatido pela Frente Patriótica de Ruanda (FPR), o Exército dominado pela maioria hutu e milícias aliadas, em fuga, iniciam um genocídio em que 800 mil tútsis, tuás e hutus moderados são mortos até 15 de julho. 

O genocídio é cometido principalmente com facões pelas milícias. A principal é Interahamwe (os que lutam juntos). Quem queria uma morte mais rápida e menos dolorosa tinha de pagar a bala.

Os hutus fogem para o Leste do Zaire, onde entram em conflito com os baniamulengues, que são etnicamente tútsis. Começa uma guerra civil que leva o guerrilheiro Laurent Kabila, que lutara no Congo nos anos 1960 com Ernesto Che Guevara, que o chamou de bêbado e mulherengo, "incapaz de fazer uma revolução", a sair de seu refúgio nas Montanhas da Lua, no coração da África, marchar até Kinshasa e derrubar, em 1997, o ditador Joseph Mobutu, que estava no poder desde aquela época.

No poder, Kabila muda o nome do país para República Democrática do Congo. A revolta contra Mobutu deflagra a Primeira Guerra Mundial Africana (1997-2002) com o envolvimento de nove exércitos interessados em pilhar as riquezas minerias do Congo e centenas de grupos armados irregulares. É o conflito armado mais violento depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45). Cerca de 5 milhões de pessoas morrem em combate e de fome e doenças causadas pela guerra.

ODISSEIA EM MARTE

    Em 2001, os Estados Unidos lançam a nave espacial Odisseia em Marte, que entra na órbita do Planeta Vermelho em outubro e envia fotos e dados à Terra.

A sonda sai da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, na Flórida, a bordo de um foguete Delta II. Seus principais objetivos são usar espectômetros e imagens térmicas para detectar a presença de água e gelo, estudar a geologia e a radiação em Marte. Atua também como uma estação de satélite que envia à Terra as imagens e mensagens de outros instrumentos de exploração espacial.

O custo do projeto é avaliado em US$ 297 milhões. O nome da nave é uma homenagem ao filme 2001: Uma Odisseia Espacial, de Stanley Kubrick, com base no livro do mesmo nome escrito por Arthur Clarke.

A missão descobre grande quantidade de hidrogênio e gelo em Marte, indicando que o planeta tem muito mais água do que se pensava. Também detecta a presença de ferro, potássio, silício e tório. Mapeia, vulcões, derramamentos de lava, desfiladeiros e crateras abertas por impacto. A radiação elevada exige que os astronautas que um dia cheguem lá usem trajes protetores.

O presidente Donald Trump anunciou a intenção de enviar uma missão tripulada a morte. O bilionário Elon Musk, o homem mais rico do mundo, assessor de Trump, sonha em criar colônias no planeta.

domingo, 7 de abril de 2024

Hoje na História do Mundo: 7 de Abril

NASCE BILLIE HOLIDAY

    Em 1915, Eleanora Fagan Gough, mais conhecida pelo nome artístico Billie Holiday, uma das maiores cantoras de jazz e blues da história, nasce na Filadélfia.

Negra e pobre, abandonada pelos pais que eram adolescentes quando ela nasceu, violentada por um vizinho aos 10 anos e aos 14 pelo dono de um prostíbulo onde lava o chão para sobreviver, agredida física e psicologicamente num asilo para meninas abusadas sexualmente, moradora de rua e prostituta, tem uma vida trágica. 

Aos 15 anos, engravida sem saber de quem e a mãe, com quem volta a viver, a obriga a fazer um aborto aos três meses de gestação. Deprimida, recorre a drogas e álcool e faz várias tentativa de suicídio.

Em 1930, procura emprego como dançarina no Harlem, o bairro negro de Nova York, mas não agrada ao público. Com pena dela, o pianista pergunta se sabe cantar. Ela diz que não, mas que é seu sonho. Aplaudida de pé, consegue um emprego nos fins de semana. Para complementar a renda, continua se prostituindo.

Billie Holiday nunca recebe educação formal como música. Autodidata, aprende ouvindo Louis Armstrong e Bessie Smith. Depois de três anos cantando no Harlem, chama a atenção do crítico musical John Hammond, que a leva a uma gravadora.

Seu primeiro disco, com a banda de Benny Goodman, é um sucesso. Ela compra um apartamento e abandona a vida de garota de programa. Passa a cantar nas melhoras casas noturnas de Nova York. Sua voz levemente rouca e sensual expressa uma profunda emoção.

Nos anos 1940, apesar do sucesso, a depressão que a atormentava desde a infância a conduz ao vício de cigarros, álcool, maconha e heroína, que injeta na veia. Seus relacionamentos amorosos fracassam e terminam com violência e abuso. Ela cogita abandonar a carreira para não ter a vida exposta.

Em 1947, é presa com uma quantidade de heroína que caracteriza tráfico, mas fica poucos dias na cadeia, paga fiança e é solta.

Três anos antes de morrer, em 1956, ela publica uma autobiografia, Lady Sings the Blues, que vira filme com Diana Ross no papel principal. Billie Holiday morre aos 44 anos em Nova York em 17 de julho de 1959 de edema pulmonar, cirrose hepática e insuficiência cardíaca.

CERVEJA LIBERADA

    Em 1933, oito meses antes do fim da Lei Seca, a cerveja de baixo teor alcoólico é liberada nos Estados Unidos. A data vira Dia Nacional da Cerveja.

O movimento contra as bebidas alcoólicas começa no início do século 19 e ganha força no fim do século 19. A Emenda nº 18 é aprovada em dezembro de 1917 e ratificada por três quartos dos estados, como exige a Constituição dos EUA, em janeiro de 1919.

Nove meses depois, a Lei Volstead regulamenta sua aplicação, inclusive a criação de uma unidade especial do Departamento do Tesouro para fiscalizar sua aplicação. A Lei Seca entra em vigor em 17 de janeiro de 1920. A proibição não funciona e cria um mercado negro em que prospera o crime organizado.

Em 1933, a 21ª Emenda acaba com a proibição a partir de 5 de dezembro de 1933.

GENOCÍDIO EM RUANDA

    Em 1994, no dia seguinte à morte do presidente Juvenal Habyarimana num avião abatido pela Frente Patriótica de Ruanda (FPR), o Exército dominado pela maioria hutu e milícias aliadas, em fuga, iniciam um genocídio em que 800 mil tútsis, tuás e hutus moderados são mortos até 15 de julho. 

O genocídio é cometido principalmente com facões pelas milícias. A principal é Interahamwe (os que lutam juntos). Quem queria uma morte mais rápida e menos dolorosa tinha de pagar a bala.

Os hutus fogem para o Leste do Zaire, onde entram em conflito com os baniamulengues, que são etnicamente tútsis. Começa uma guerra civil que leva o guerrilheiro Laurent Kabila, que lutara no Congo nos anos 1960 com Ernesto Che Guevara, que o chamou de bêbado e mulherengo, "incapaz de fazer uma revolução", a sair de seu refúgio nas Montanhas da Lua, no coração da África, marchar até Kinshasa e derrubar, em 1997, o ditador Joseph Mobutu, que estava no poder desde aquela época.

No poder, Kabila muda o nome do país para República Democrática do Congo.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Ex-comandante de Ruanda pega 30 anos

O ex-comandante do Exército de Ruanda general Augustin Bizimungu foi sentenciado hoje a 30 anos de prisão por crimes cometidos durante o genocídio de 1994, revela a TV pública britânica BBC

Outros dois generais foram condenados a 20 anos pelo Tribunal Penal Internacional para Ruanda, criado pelas Nações Unidas, com sede em Arusha, na vizinha Tanzânia.

Cerca de 800 mil pessoas da minoria tútsi e hutus moderados foram massacrados num período de cem dias a partir da morte do presidente Juvenal Habyarimana e do avanço dos rebeldes da Frente Patriótica Ruandesa, no poder desde então.

sábado, 28 de agosto de 2010

ONU acusa Ruanda de genocídio contra hutus

Um relatório das Nações Unidas sobre a brutal violência que assolou o Congo durante uma década acusa o governo de Ruanda de perseguir os hutus em fuga e cometer atrocidades contra civis que podem ser caracterizadas como genocídio.

Em 6 de abril de 1994, a Frente Patriótica de Ruanda derrubou o avião do presidente Juvenal Habyarimana, matando-o, e marchou para tomar o poder na capital, Kigali. Na fuga, o exército derrotado e deposto, e milícias aliadas, mataram 800 mil pessoas em 100 dias, no que ficou conhecido como Genocídio de Ruanda.

Os hutus fugiram em massa para a província de Kivu do Norte, no Nordeste do Zaire, rebatizado como República Democrática do Congo depois da queda do ditador Joseph Mobutu, em 1997.

Agora, um relatório de 545 páginas sobre as 600 piores atrocidades cometidas no Zaire-Congo entre 1994 e 2004, citado pelo The New York Times acusa o Exército de Ruanda de invadir o país e "massacrar civis, inclusive, velhos, mulheres e crianças refugiadas e mal nutridas, que não representavam nenhuma ameaça".

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Kagame é reeleito presidente de Ruanda

Dezesseis anos depois do genocídio em Ruanda, o país vota para presidente pela segunda vez. O presidente Paul Kagame, líder do grupo guerrilheiro que tomou o poder depois do genocídio, é o franco favorito.

Kagame conseguiu estabilizar o país e promover um crescimento de 7% ao ano, mas é acusado pelas mortes de vários oponentes durante a campanha e não terá oposição real na cédula, apenas candidatos de partidos aliados.

Ele foi reeleito com 93% dos votos. Dá para acreditar numa eleição dessas?

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Congo entrega genocida a tribunal da ONU

A República Democrática do Congo entregou hoje ao Tribunal Penal Internacional sobre Ruanda Gregoire Ndahimana, acusado por pelo menos 2 mil mortes durante o genocídio em Ruanda, em 1994.

Ndahimana foi preso no mês passado numa operação do Exército congolês contra as Forças Populares de Libertação de Ruanda, formadas pela milícia Interahamwe, responsável pelo genocídio de 800 mil a 1 milhão de pessoas entre abril e julho de 1994.

O tribunal das Nações Unidas, com sede em Arucha, na Tanzânia, pediu a prisão de Ndahimane por genocídio, conspiração para cometer genocídio e crimes contra a humanidade.

Ao justificar a extradição, o ministro da Informação do Congo afirmou que o acusado era um dos chefes da milícia genocida no exílio.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

ONU pede aumento da força de paz no Congo

O secretário-geral Ban Ki Moon fez um apelo hoje aos países-membros das Nações Unidas para que enviem pelo menos mais 3 mil soldados para reforçar a força de paz da ONU no Leste da República Democrática do Congo.

Depois de uma noite de combates que deixaram vários mortos, o primeiro vôo com ajuda americano chegou hoje à cidade de Goma, capital da província de Kivu do Norte, no Leste da República Democrática do Congo. O representante americano entregou os suprimentos ao Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), que tem mais experiência para atuar numa das regiões mais perigosas do mundo.

Os corpos de rebeldes e soldados congoleses ficaram jogados ao longo das estradas. Há três meses, o Congresso Nacional de Defesa do Povo, liderado pelo general congolês renegado Laurent Nkunda, ataca o Exército do Congo e milícias aliadas que acusa de serem responsáveis pelo genocídio de 800 mil pessoas em 1994 na vizinha Ruanda, como a Frente Democrática pela Libertação de Ruanda.

Cerca de 250 mil pessoas estão em fuga por causa desde reinício da guerra civil congolesa, também conhecida como a Primeira Guerra Mundial Africana, porque envolveu nove países e centenas de grupos irregulares, com um total de mortos estimado em 5,4 milhões, incluindo os casos de fome e doenças provocadas pela guerra.

domingo, 9 de novembro de 2008

ONU investiga crimes de guerra no Congo

A morte de 26 pessoas na última explosão de violência na República Democrática do Congo pode ter sido um crime de guerra, se forem todos civis inocentes, declarou hoje o porta-voz da força de paz das Nações Unidas no país, a maior do mundo.

Ainda não se sabe com certeza quem foi responsável pelas mortes na vila de Kiwanja. Residentes da localidade acusaram os rebeldes de matar civis suspeitos de colaborar com o Exército do Congo.

"Alguns eram combatentes, outros não", declarou em Kinshasa o porta-voz Madnodje Mounoubai. "Se ficar comprovado que eles não foram pegos no fogo-cruzada, que foram tirados de suas casas para interrogatório e mortos, isso caracterizaria um crime de guerra".

Na sexta-feira, uma reunião de cúpula de líderes africanos de que participou o secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, exigiu um cessar-fogo imediato e a abertura de corredores de ajuda humanitária.

A guerra civil congolesa recomeçou no final de agosto, quando forças rebeldes lideradas pelo general Laurent Nkunda entraram em conflito com o Exército do Congo e milícias que Nkunda acusa de serem remanescentes dos responsáveis pelo genocídio de 800 mil pessoas em 1994 em Ruanda.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Africanos exigem cessar-fogo no Congo

Os líderes africanos, reunidos em reunião de cúpula de emergência em Nairóbi, no Quênia, com a presença do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon, exigiram hoje um cessar-fogo no Leste da República Democrática do Congo.

Como anfitrião do encontro, o ministro das Relações Exteriores do Quênia, Moses Wetangula, insistiu em que "precisa haver um cessar-fogo imediato na província de Kivu do Norte".

Para mediar as negociações de paz, o presidente da Tanzânia e da União Africana, Jakaya Kikwete, indicou o ex-presidente da Nigéria Olusegun Obasanjo, pacificador da guerra civil em Biafra (1967-70), uma das tragédias africanas. Caberá a ele entrar em contato com o líder rebelde, general Laurent Nkunda, chefe do Congresso Nacional pela Defesa do Congo.

Nkunda justifica a atual ofensiva contra o Exército do Congo, iniciada em agosto, alegando que os militares congoleses estão protegendo os responsáveis pelo genocídio de 1994 em Ruanda, quando 800 mil pessoas foram mortas pelo Exército e milícias do governo que estava sendo derrotado.

Em Kibati, no Leste do Congo, milhares de pessoas fugiram do reinício dos combates. Os refugiados denunciam atrocidades. Acusam os rebeldes de bater de casa em casa para matar homens adultos que possam se transformar em combatentes.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Campos de refugiados são arrasados no Congo

As Nações Unidas denunciaram hoje que campos de refugiados do Leste da República Democrática do Congo foram saqueados, esvaziados e incendiados. Cerca de 50 mil pessoas foram expulsas.

Os campos foram atacados pela milícia rebelde Congresso Nacional pela Defesa do Povo, que alega proteger o povo tútsi da milícia responsável pelo genocídio de 800 mil pessoas em 1994 em Ruanda.

Hoje, os campos estavam vazios e arrasados. Alguns refugiados contaram que os rebeldes nos os deixaram fugir para Goma nem para o outro lado, no rumo norte. Cerca de mil cruzaram a fronteira com Uganda.

A vila de Kibumba está sob controle rebelde. Só a força de paz da ONU no Congo impede a queda de Goma, capital da província de Kivu do Norte.

Há dois dias, o líder rebelde, o general congolês renegado Laurent Nkunda, declarou um cessar-fogo, mas o enviado especial da ONU no Congo, Alan Doss, adverte que "é uma trégua frágil".

Com 17 mil soldados, a força de paz da ONU no Congo é a maior do mundo. Mesmo assim, se não receber reforços, será incapaz de conter os rebeldes.

Doss confia nas negociações entre os governos do Congo e de Ruanda, que apóia a milícia tútsi para combater no exterior os responsáveis pelo genocídio de 1994.

O líder rebelde também protesta contra um acordo de US$ 5 bilhões para que a China explore as riquezas minerais da região.

A situação em Goma é caótica. Os soldados do Exército congolês em fuga são acusados de saques, assassinatos e violência sexual. Rico em ouro, diamantes, nióbio, zinco, cobalto, cobre, estranha e manganês, o Congo é vítima de sua própria riqueza desde a exploração colonial pela Bélgica.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

ONU e UE exigem trégua no Coração das Trevas

As Nações Unidas e a União Européia exigiram hoje um cessar-fogo imediato no Leste da República Democrática do Congo, na região dos Grandes Lagos da África. Só a maior força de paz das Nações Unidas hoje, com 17 mil soldados, impede a queda da cidade Goma.

Os rebeldes de uma milícia da etnia tútsi cercaram hoje Goma, capital da província de Kivu do Norte. A maioria da população local é da etnia hutu, inimiga histórica dos tútsis, que foram massacrados no genocídio na vizinha Ruanda, onde 800 mil pessoas foram mortas em 1994.

Naquela época, o Exército hutu derrotado em Ruanda e a milícia Interahamwe (os que se juntam para atacar), responsáveis pelo genocídio, se misturaram com a população civil e fugiram para o Leste do Congo, que na época se chamava Zaire.

Lá, os hutus entraram em conflito com o povo baniamulengue, que também é da etnia tútsi e teve o apoio do novo governo de Ruanda, chefiado pelo coronel Paul Kagame, da Frente Patriótica de Ruanda (FPR), que tomou o poder em abril de 1994, provocando o genocídio, cometido pelo governo derrotado e seus asseclas.

Em 1996, o guerrilheiro Laurent Kabila, que lutara ao lado de Ernesto Che Guevara nos anos 60, saiu do seu refúgio nas Montanhas da Lua, no coração da África, para entrar na guerra.

Che Guevara o considerava Kabila "bêbado" e "mulherengo", e portanto incapaz de liderar uma revolução. Mas Kabila atravessou o país - que vai da Região dos Grandes Lagos até o Oceano Atlântico, para onde tem uma saída estreita - e derrubou no ano seguinte o ditador Joseph Désiré Mobutu (1965-97).

No início da 1ª Guerra Civil Congolesa, em 1960, Mobutu liderou um golpe apoiado pela agência de espionagem americana CIA (Agência Central de Informações) contra o primeiro-ministro Patrice Lumumba, um líder democrático e popular que pedira ajuda militar à União Soviética. Lumumba foi assassinado em janeiro de 1961 e Mobutu tomou o poder em 1965.

Com uma política de africanização, mudou o nome do país para Zaire e o da capital para Kinshasa em vez de Leopoldville, que homenageava um dos tiranos que destruíram esse imenso país, conhecido no período colonial como Congo Belga.

A colonização belga sob o rei Leopoldo II foi especialmente cruel, como descreve o escritor Joseph Conrad em O Coração das Trevas, livro que inspirou o cineasta Francis Ford Coppola a fazer Apocalipse Now, talvez o melhor filme sobre a Guerra do Vietnã, e o título acima.

Com imensos recursos naturais o Congo sempre foi vítima de predadores interessados em suas riquezas minerais: ouro, diamantes, nióbio, zinco, estanho, cobre, cobalto e manganês.

Em 1998, depois da queda de Mobutu, começa uma guerra civil pelas riquezas do país que envolveu oito países africanos e centenas de grupos armados irregulares como o do general Nkunda. É a chamada Primeira Guerra Mundial Africana. O total de mortos em combate, de fome e de doenças causadas pela guerra é estimado em 5,4 milhões.

O Congo é vítima de uma anarquia que vem da cruel colonização belga e prossegue sob Mobutu. Nenhuma das tiranias criou uma infra-estrutura capaz de integrar o país e dar um sentido de nação a tribos isoladas geográfica, linguística e culturalmente.

Agora, cerca de 45 mil pessoas fugiram de Goma, enquanto soldados do Exécito congolês em fuga saquearam a cidade. As imagens lembram o êxodo de Ruanda em 1994.

O líder rebelde, o general congolês renegado Laurent Nkunda, declarou um cessar-fogo. Não houve bombardeio à cidade, mas a trégua não é totalmente respeitada.

Nkunda acusa a Frente Democrática pela Libertação de Ruanda de ser formada pelos responsáveis pelo genocídio e de ser uma ameaça para os tútsis congoleses. Ele só aceita negociar com o presidente Joseph Kabila.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Mulheres serão maioria no parlamento em Ruanda

A Frente Patriótica de Ruanda, que venceu a guerra civil de 1994, liderada pelo atual presidente, Paul Kagame, elegeu 42 dos 53 deputados, mas a grande novidade é que será o primeiro país do mundo com maioria feminina no parlamento.

Além das 20 deputadas eleitas pelo voto direto, o peculiar sistema eleitoral de Ruanda reserva 24 cadeiras a serem preenchidas em escolha indireta para mulheres.

Kagame venceu a guerra civil que provocou o genocídio de 800 mil pessoas, cometido pelo Exército hutu em retirada. Na sua opinião, todos os ruandeses devem contribuir para a pacificação do país, "mas as mulheres fazem isso melhor do que os homens".

Elas teriam também o papel de serem porta-vozes das ruas, da base da sociedade.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

2007 foi um dos piores anos para pessoal da ONU

O ano passado foi o segundo pior da História das Nações Unidas. Pelo menos 42 funcionários civis e soldados de forças de paz da ONU foram mortos em 2007. Só em 1994, quando houve 64 mortes, a maioria relacionada ao genocício em Ruanda, a situação foi pior.

Em 11 de dezembro, pelo menos 37 pessoas morreram em Argel, capital da Argélia, com a explosão de uma bomba junto à representação da ONU no país, matando 127 funcionários da organização internacional. O grupo terrorista Al Caeda no Magreb assumiu a responsabilidade pelo atentado.

No Líbano em 24 de junho, uma bomba explodiu perto da cidade de Kiã, no Sul do Líbano, matando três soldados espanhóis e três colombianos da força de paz da ONU na região.

Outros incidentes fatais ocorreram no Afeganistão, no Chade, na Faixa de Gaza, no Sudão e em Uganda.