Mostrando postagens com marcador Terrorismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Terrorismo. Mostrar todas as postagens

sábado, 5 de setembro de 2026

Hoje na História do Mundo: 5 de Setembro

 CONGRESSO CONTINENTAL

    Em 1774, em resposta a leis coercitivas impostas pelo Parlamento Britânico aos colonos norte-americanos, o Congresso Continental se reúne na Filadélfia com 56 delegados de todas as colônias, menos da Geórgia, e redige um projeto de declaração de direitos.

A rebelião que leva à independência dos Estados Unidos começa em 1765, quando o Parlamento Britânico impõe a Lei do Selo, criando um imposto para financiar o exército colonial na América. As finanças do Reino Unido estão abaladas pela Guerra dos Sete Anos (1756-63), um conflito em quatro continentes entre os impérios britânico e francês, cada um com seus aliados. O Reino Unido vence.

Os colonos norte-americanos, que contribuem com recursos e vidas humanas para o esforço de guerra do Império Britânico, não aceitam os aumentos de impostos aprovados em Londres. A sessão do Primeiro Congresso Continental termina em 26 de outubro de 1774 com uma declaração de direitos dos colonos e ameaça de boicote econômico.

Seis meses depois, em 19 de abril de 1775, começa a Guerra da Independência (1775-83), com as batalhas de Lexington e Concord, na colônia de Massachusetts. Os britânicos atacam as duas cidades para confiscar as armas dos colonos e sufocar uma possível revolta. Ao contrário do pretendem, deflagram a guerra.

Por ironia da história, a Guerra dos Sete Anos também é uma causas da Revolução Francesa de 1789. A independência dos EUA é reconhecida pelo Tratado de Paris em 1783.

PERÍODO DO TERROR

    Em 1793, com exércitos hostis cercando a França, começa o Período do Terror da Revolução Francesa (1789-99), quando os jacobinos adotam medidas drásticas e fazem execuções em massa contra os supostos inimigos do novo regime, especialmente nobres e clérigos, que eles acreditam que possam apoiar as forças contrarrevolucionárias.

É a fase da Convenção Nacional (1792-95), a segunda da Revolução Francesa. Durante o Período do Terror, o Comitê de Salvação Pública, de 12 membros, liderado por Maximiliano Robespierre, exerce um poder ditatorial. Manda muito mais do que o rei durante a monarquia. 

Até a primavera de 1794, o comitê elimina os inimigos de esquerda, os hebertistas, e de direita, os indulgentes, liderados por George-Jacques Danton. Em 10 de junho de 1794, aprova uma lei que suspende os direitos a um julgamento público e de assistência jurídica. O júri passa a ter apenas duas opções: absolvição ou morte. Cerca de 1,4 mil pessoas são executadas sob esta lei.

O radicalismo leva à queda de Robespierre, o Incorruptível, em 27 de julho de 1794, marco do fim do Período do Terror. Ele é guihotinado no dia seguinte.

Ao todo, 16.594 pessoas são executadas depois de processos em tribunais revolucionários durante o Período do Terror, sendo 2.639 em Paris, inclusive a rainha Maria Antonieta, guilhotinada em 16 de outubro de 1793 na Praça da Concórdia. Entre 10 e 12 mil pessoas são executas sem julgamento, 10 mil morrem na prisão e outras em massacres promovidos por cidadãos. 

O total de mortes no Período do Terror pode chegar a 50 mil. Em toda a revolução, cerca de 100 mil pessoas são mortas.

MORTE DE CAVALO DOIDO

    Em 1877, um soldado do Exército dos Estados Unidos mata com uma baioneta em Forte Robinson, no estado de Nebraska, o cacique Cavalo Doido, grande líder da resistência da tribo sioux, que se nega a ser confinado numa prisão militar.


Depois do Massacre de Sand Creek, em 1864, os sioux da tribo lakota se juntam aos cheyennes. Em 2 de agosto de 1867, Cavalo Doido ataca Wagon Box Fight na guerra do chefe Nuvem Vermelha. Quando os mineiros de Black Hill desrespeitam o Tratado de Forte Laramie (1868) e matam o índio Pequeno Falcão, Touro Sentado e Cavalo Doido fazem o primeiro grande ataque ao Exército dos Estados Unidos na Batalha de Arrow Creek, em agosto de 1872.

Em 17 de junho de 1876, Cavalo Doido chefia 1,5 mil índios em ataque às forças do general George Crook, na Batalha de Rosebud. É o início da Guerra Sioux.

Um ano antes de sua morte, em 25 de junho de 1876, ao lado de Touro Sentado, Cavalo Doido lidera os indígenas na maior vitória dos nativos contra o Exército nas Guerras Indígenas dos EUA, quando o general George Custer ataca acampamentos indígenas na Batalha de Little Big Horn. Morrem 265 homens do 7º Regimento de Cavalaria, inclusive Custer.

A maior batalha contra a cavalaria acontece em 8 de janeiro de 1877, em Wolf Mountain, no estado de Montana. Com seu povo esgotado e faminto, Cavalo Doido se rende ao general Crook em 5 de maio de 1877. Morre numa suposta tentativa de fuga.

NA ESTRADA

    Em 1957, é lançado o livro On The Road (Na Estrada), do escritor norte-americano Jack Kerouac, um clássico da literatura beat.

É o segundo romance de Kerouac, considerado sua obra-prima. Mistura a filosofia da transgressão, lirismo, amor por viagens e pela estrada como universo da aventura, liberdade sexual e loucura induzida por drogas. Tem grande influência na contracultura dos anos 1960.

O livro autobiográfico relata as viagens de carro pelos Estados Unidos de Dean Moriarty (Neal Cassidy) e Sal Paradise (Jack Kerouac), com uma incursão ao México, numa prosa espontânea escrita num fluxo de consciência, entorpecido por benzedrina e café, em abril de 1951, em apenas três semanas. Para não trocar o papel da máquina, Kerouac escreve num rolo de telex.

Com tradução do jornalista e escritor Eduardo Bueno, o livro é publicado no Brasil com o ridículo nome de Pé na Estrada, exigência do editor Caio Graco Prado.

MASSACRE EM MUNIQUE

    Em 1972, durante a Olimpíada de Munique, terroristas do grupo palestino Setembro Negro atacam a delegação de Israel na vila olímpica, matam dois atletas e tomam outros nove como reféns.

Os sequestradores exigem a libertação de dois terroristas alemães e de 230 árabes detidos em prisões israelenses.

Num tiroteio no aeroporto de Munique, morrem os nove reféns israelenses, cinco terroristas palestinos e um policial alemão-ocidental. 

Depois de uma homenagem aos mortos, o Comitê Olímpico Internacional (COI) decide prosseguir com os Jogos para não dar uma vitória aos terroristas do grupo Setembro Negro, cujo nome evoca um massacre de palestinos na Jordânia em 1970, quando a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) tenta tomar o poder no país e é derrotada pelo rei Hussein.

FORD NA MIRA 

   Em 1975, Gerald Ford sobrevive a uma tentativa de assassinato quando agentes do serviço secreto dominam Lynette Fromme, uma mulher que puxa um revólver perto do presidente dos Estados Unidos, em Sacramento, a capital da Califórnia.

Fromme faz parte da gangue de Charles Manson, que matou a atriz Sharon Tate. Pega prisão perpétua.

ESTE BLOG DEPENDE DA AJUDA DE SEUS LEITORES. CONTRIBUIÇÕES VIA PIX PELO CNPJ 25.182.225/0001-37

sábado, 15 de agosto de 2026

Hoje na História do Mundo: 15 de Agosto

ABERTO O CANAL DO PANAMÁ

    Em 1914, o navio de carga e de passageiros norte-americano Ancon é o primeiro a atravessar o Canal do Panamá, que liga os oceanos Atlântico e Pacífico.

O Panamá pertencia å Colômbia, enfraquecida pela Guerra dos Mil Dias (1899-1902). Quando o Senado colombiano rejeita a proposta dos EUA para abrir o canal, uma intervenção militar norte-americana promove a independência do Panamá, que cede aos EUA o controle da Zona do Canal.

Só em 1977, o ditador Omar Torrijos negocia com o presidente Jimmy Carter a soberania sobre o canal. Em 1999, o Panamá assume o controle, fator de grande prosperidade do país nas últimas décadas.

Ao voltar à Casa Branca no início do ano, o presidente Donald Trump ameaça retomar o canal sob o pretexto de que há empresas chinesas operando portos dos dois lados.

FIM DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

     Em 1945, depois dos bombardeios nucleares dos Estados Unidos a Hiroxima e Nagasáki em 6 e 9 de agosto, num discurso de 4 minutos e 36 segundos, o imperador Hiroíto anuncia a rendição incondicional do Japão, pondo fim à Segunda Guerra Mundial (1939-45). 

A rendição é assinada oficialmente em 2 de setembro, quando países asiáticos ocupados pelo Japão declaram independência de seus colonizadores ocidentais, inclusive o Vietnã.

O Império do Japão invade a Manchúria em 1931 e o resto da China em 1937. De certa forma, começa a Segunda Guerra Mundial na Ásia antes da invasão da Alemanha Nazista à Polônia, em 1º de setembro de 1939, início da guerra na Europa.

A partir de 1940, o Japão invade os países do Sudeste Asiático colonizados por potências europeias sob a desculpa de libertá-los do imperialismo ocidental, mas é uma força de ocupação violenta e brutal. Em 7 de dezembro de 1941, quando o Japão bombardeia a 7ª Frota dos EUA em Pearl Harbor, no Havaí, os norte-americanos entram na guerra.

Diante da impressionante defesa do Japão durante as batalhas de Iwo Jima e Okinawa, em 1945, os EUA estimam que a invasão das quatro maiores ilhas do arquipélago japonês custaria 1 milhão de vidas e decidem usar a bomba atômica, testada pela primeira vez em 16 de julho em Alamogordo, no Novo México.

No seu primeiro pronunciamento pelo rádio, ao justificar a rendição, humilhante na cultura japonesa, que aconselha a lutar até a morte, Hiroíto alega que "o inimigo começou a usar a bomba mais cruel, com poder para produzir danos realmente incalculáveis, tirando muitas vidas inocentes". Em sua memória oral, publicada depois da guerra, o imperador confessa o temor de que "a raça japonesa seria destruída se a guerra continuasse".

Com a derrota, o imperador é obrigado a renunciar a seu status divino. Fica no cargo porque os americanos o mantêm como símbolo da identidade nacional. Em 1952, o Japão recupera a independência, mas até hoje há forças dos EUA no país.

INDEPENDÊNCIA E DIVISÃO DA ÍNDIA

    Em 1947, a Índia e o Paquistão conquistam a independência do Império Britânico acabando com 89 anos de dominação colonial direta e 190 anos desde que a Companhia das Índias Orientais toma Bengala.

O líder indiano Mohandas Gandhi, o Mahatma, saúda "o ato mais nobre da nação britânica". Mas o país se divide. As províncias de maioria hindu formam a República da Índia e as muçulmanas, o Paquistão. A Caxemira, de maioria muçulmana, vira o pomo da discórdia e causa a primeira e a segunda de quatro guerras entre os dois inimigos históricos e hoje potências nucleares, em 1947 e 1965.

Pelo menos 20 milhões de pessoas migram de um lado para o outro e 2 milhões morrem. Índia e Paquistão voltam a entrar em guerra em 1971, quando a Índia apoia a independência de Bangladesh, a República de Bengala, antigo Paquistão Oriental.

Também há um conflito que alguns historiadores e cientistas políticos chamam de guerra em 1999 na região de Cargill, na Cordilheira do Himalaia.

Em maio de 1998, a Índia e o Paquistão testam bombas atômicas e assumem o status de potências nucleares.

NASCE A COREIA DO SUL

    Em 1948, Syngman Rhee anuncia a fundação da República da Coreia (Coreia do Sul) com uma reivindicação de soberania sobre toda a Península Coreana.

A Coreia vive sob ocupação japonesa de 1910 até o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), quando os Estados Unidos tomam o Sul da Península Coreana e a União Soviética, o Norte. Com o início da Guerra Fria, a unificação do país se torna inviável.

Rhee cria a República da Coreia, que reivindica a soberania sobre toda a Península Coreana. O mesmo faz a República Popular Democrática da Coreia (Coreia do Norte), fundada em 9 de setembro de 1948 pelo Grande Líder Kim Il Sung. 

Isto leva à Guerra da Coreia, que começa com a invasão do Sul pelo Norte em 25 de junho de 1950 e termina em 27 de julho de 1953, com a restauração do status quo anterior à guerra. Até hoje, não há um acordo de paz definitivo.

PAZ, AMOR E MÚSICA EM WOODSTOCK

    Em 1969, começa o Festival de Woodstock, o mais emblemático dos anos 1960 e da era hippie, três dias de paz, amor e rock'n'roll numa fazenda da cidade de Bethel, no estado de Nova York, encerrado com Jimi Hendrix apresentando uma versão épica do Hino dos Estados Unidos distorcido para lembrar os bombardeios da Guerra do Vietnã.

Os organizadores querem levantar dinheiro para criar um estúdio e um retiro para músicos na cidade de Woodstock, que nega permissão para o evento, quase abandonado. A solução vem do produtor de leite Max Yasgur, que oferece sua fazenda de 240 hectares em Bethel, a cerca de 80 quilômetros de Woodstock.

Os ingressos custam 6 e 8 dólares por dia, mas a maioria das 400 mil pessoas pula a cerca e entra de graça. O prejuízo inicial é estimado em US$ 1,3 milhão, cerca de US$ 9 milhões pela cotação de hoje. Durante três dias, ouvem músicos como Hendrix, Richie Havens, Joan Baez, Janis Joplin, Joe Cocker, The Who, Jefferson Airplane, Ten Years After e Crosby Stills Nash & Young. 

Pouco mais de uma década depois, o festival começa a dar lucro, com a venda dos discos, do filme e de lembranças deste grande marco na história do rock.

APOCALIPSE NO VIETNÃ

    Em 1979, depois de muitos problemas de produção e vários adiamentos, é lançado o filme Apocalypse Now, uma ficção de Francis Ford Coppola sobre a Guerra do Vietnã inspirada no livro No Coração das Trevas, de Joseph Conrad, sobre a criminosa exploração do Congo pela Bélgica.

A história se passa em 1969, quando o capitão do Exército dos Estados Unidos e veterano de operações especiais Benjamin Willard (Martin Sheen) é encarregado de matar o coronel rebelde Walter Kurtz (Marlon Brando), que cria seu próprio feudo no Camboja, onde é venerado como um semideus.

Durante a viagem, ele passa por cenas patéticas como soldados surfando em meio a um ataque de helicópteros enquanto uma floresta vizinha atingida por bombas incendiárias de napalm pega fogo. É um dos melhores filmes de guerra da história do cinema.

PIOR ATENTADO NA IRLANDA DO NORTE

    Em 1998, depois da assinatura do Acordo de Paz da Sexta-Feira Santa, o Exército Republicano Irlandês Real ou Verdadeiro (Real IRA) explode uma bomba em Omagh, mata 29 pessoas e deixa mais de 200 feridas no pior atentado terrorista da guerra civil na Irlanda do Norte.

O Ira Real é um grupo dissidente do IRA Provisório, que luta durante 29 anos contra o domínio britânico sobre a Irlanda do Norte. Não aceita o acordo de paz. Ao contrário de ataques anteriores, o telefonema que revela a existência de uma bomba manda as pessoas irem em direção ao local da explosão.

Cerca de 3,5 mil pessoas morrem na guerra civil na Irlanda do Norte.

VOLTA DOS TALEBÃ

    Em 2021, com a retirada dos Estados Unidos, a Milícia dos Talebã (Estudantes) volta ao poder no Afeganistão depois de quase 20 anos e reimpõe o regime fundamentalismo islâmico que oprime especialmente as mulheres, proibidas de estudar, trabalhar e viajar sozinhas.

Os EUA e aliados atacam o Afeganistão em 7 de outubro de 2001 atrás dos líderes da rede terrorista Al Caeda, responsáveis pelos atentados de 11 de setembro daquele ano em Nova York e no Pentágono. Os talebã caem em três semanas. Os chefes da Caeda são cercados na Batalha de Tora Bora, em dezembro de 2001, mas Ossama ben Laden consegue fugir para o Paquistão, onde é morto por uma tropa de elite dos EUA em 2 de maio de 2011.

No ano seguinte, o governo George W. Bush reorienta a guerra contra o terrorismo para atacar o Iraque, que não tinha relação com o extremismo muçulmano. Os EUA instalam governos-fantoches no Afeganistão que nunca controlam o interior do país.

Com quase 20 anos, a Guerra do Afeganistão é a mais longa da história dos EUA. Pelo menos 169 mil pessoas morrem, sendo 2.448 soldados norte-americanos.

O governo afegão é catastrófico. Por causa das violações dos direitos humanos, o dinheiro do país depositado no exterior está congelado. A grande maioria da população sofre de insegurança alimentar.

A morte do líder d’al Caeda, Ayman al-Zawahiri, atingido por um drone dos EUA na casa onde morava num bairro nobre de Cabul em 31 de julho de 2022, indica que o Afeganistão volta a ser um refúgio para extremistas muçulmanos. 

ESTE BLOG DEPENDE DA AJUDA DE SEUS LEITORES. CONTRIBUIÇÕES VIA PIX PELO CNPJ 25.182.225/0001-37

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Hoje na História do Mundo: 14 de Agosto

RÚSSIA COLONIZA O ALASCA

     Em 1784, o comerciante de peles russo Grigory Chelikhov funda na ilha de Kodiak a Baía de Três Santos, o primeiro assentamento permanente da Rússia no Alasca. 

Chelikhov mora lá dois anos com a mulher e cerca de 200 homens. Os índios aleutas sofrem com as doenças transmitidas pelos eurasianos.

Os europeus descobrem o Alasca em 1741, quando uma expedição da Rússia sob o comando do navegador dinamarquês Vitus Bering avista a parte continental do Alasca. A colônia fundada em 1784 serve de base para a exploração e os negócios com peles.

Quando Chelikhov volta à Rússia, em 1786, envia Alexander Baranov em 1790 para cuidar dos negócios no Alasca. Baranov cria em 1799 a Companhia Russo-Americana e amplia a área de atuação da empresa em 1812 até o que hoje é o Norte da Califórnia. Diante da reação de norte-americanos e britânicos, recua até a atual fronteira sul do Alasca.

Depois da derrota na Guerra da Crimeia (1853-56) para uma aliança da França, do Reino Unido, da Sardenha e do Império Otomano, a Rússia está quebrada e decide vender o território. Oferece ao presidente James Buchanan (1857-61), mas o início da Guerra da Secessão (1861-65) paralisa as negociações com os Estados Unidos.

Com o fim da guerra civil, em 30 de março de 1867, o secretário de Estado norte-americano, William Seward, compra o Alasca por US$ 7,2 milhões de dólares, cerca de oito décimos de centavo por hectare. Apesar do preço irrisório, Seward é ridiculizado no Congresso. O Senado aprova o negócio em abril por apenas um voto.

A descoberta de ouro em 1896 provoca uma onda migratória. Desde a maior corrida do ouro da história da América, o Alasca, rico em recursos naturais, contribui para a prosperidade dos EUA.

CATEDRAL DE COLÔNIA

    Em 1880, a construção da Catedral de Colônia, na Alemanha, um dos maiores exemplos da arquitetura gótica, iniciada em 1248, finalmente chega ao fim.

Quando o imperador alemão Frederico Barba Ruiva saqueia Milão, em 1164, leva para Colônia o que seriam os restos mortais dos Reis Magos: Baltazar, Gaspar e Melchior. Colônia vira um local de peregrinação. A catedral anterior se torna pequena para tantos fiéis.

A obra começa no século 13 e leva mais de 600 anos para ser concluída. Quando fica pronta, é o prédio mais alto do mundo. Hoje, é a quinta igreja mais alta do mundo. As duas torres têm 157 metros de altura. A nave tem 144m de comprimento. A largura máxima é de 86 metros. 

EUA CRIAM PREVIDÊNCIA SOCIAL

    Em 1935, durante a Grande Depressão (1929-39), o presidente Franklin Delano Roosevelt sanciona a Lei da Seguridade Social, que cria a previdência social nos Estados Unidos  garantindo pensão aos aposentados e uma renda mínima para desempregados.

Roosevelt é eleito em 1932, no auge da Depressão, quando o desemprego nos EUA chega a 25%, com a promessa do New Deal, um novo pacto social para amenizar o impacto da crise e recuperar a economia do país.

Ao assinar a lei, FDR manifesta "preocupação com os jovens que se perguntam qual será seu quinhão quando envelhecerem". Mesmo reconhecendo que "não podemos nunca proteger 100% dos cidadãos contra 100% dos riscos e vicissitudes", Roosevelt quer garantir uma velhice sem miséria. 

A previdência social cria uma rede de proteção social para aposentados e deficientes, além de auxílios e benefícios sociais. Com a ascensão do neoliberalismo econômico a partir do governo Ronald Reagan (1981-89), a direita conservadora passa a atacar a previdência social como fonte de acomodação e desestímulo aos trabalhadores.

CARTA DO ATLÂNTICO

    Em 1941, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), o presidente dos Estados Unidos, Franklin Roosevelt, e o primeiro-ministro do Império Britânico, Winston Churchill, lançam a Carta do Atlântico, uma declaração conjunta com os princípios da ordem internacional que desejam construir no pós-guerra. Entre eles, está a proibição de conquista territorial e mudança de fronteiras sem o consentimento dos povos.

A carta é escrita durante a Conferência do Atlântico, quando Churchill e Roosevelt se encontram a bordo do navio britânico Príncipe de Gales, em Argentina, na Terra Nova, no Canadá. Os EUA ainda não estão em guerra. A União Soviética, invadida pela Alemanha Nazista em 22 de junho de 1941, não participa. 

Os principais pontos da carta são:

  1. Os EUA e o Reino não buscam nenhum ganho territorial.
  2. As mudanças territoriais devem ter o consentimento dos povos envolvidos.
  3. Todos os povos têm direito à autodeterminação.
  4. As barreiras comerciais devem ser eliminadas.
  5. É necessária uma cooperação econômica global para promover o bem-estar social.
  6. Deve haver garantia de viver livre de medo e de privações.
  7. Deve haver liberdade de navegação nos mares.
  8. Depois da guerra, as nações agressoras serão desarmadas.
Quando os EUA entram na guerra, com o ataque do Japão a Pearl Harbor, no Havaí, em 7 de dezembro de 1941, a Conferência de Arcádia aprova em 1º de janeiro de 1942 a Declaração das Nações Unidas, assinada pelos quatro grandes aliados (EUA, URSS, Reino Unido e China), nove aliados dos EUA na América Central e no Caribe, quatro domínios britânicos, a Índia Britânica e oito governos aliados no exílio, num total de 26 países. O Brasil assina em 1943.

A Declaração das Nações Unidas, precursora da Carta das Nações Unidos, que cria a Organização das Nações Unidas no pós-guerra, em 1945, inclui no preâmbulo uma adesão aos princípios da Carta do Atlântico.

Todos os signatários se comprometem a "empregar todos os seus recursos militares e econômicos contra os membros do Pacto Tripartite [Alemanha, Itália e Japão] e seus adeptos" e "a cooperar com os governos signatários deste acordo e a não fazer um armistício ou paz com o inimigos separadamente."

PRESO CARLOS, O CHACAL 

   Em 1994, o serviço secreto da França prende em Cartum, a capital do Sudão, o terrorista venezuelano Illich Ramírez Sánchez, mais conhecido como Carlos, o Chacal.

Como o país não tem tratado de extradição com a França, os agentes sedam e sequestram Carlos. O governo sudanês alega que ajudou e pede para ser excluído pelos Estados Unidos da lista de países que apoiam o terrorismo.

Carlos é ligado à Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), à Organização Árabe para a Luta Armada e ao Exército Vermelho. É acusado de uma série de atentados realizados entre 1973 e 1992. Em 1974, toma o embaixador da França e outras 10 pessoas como reféns em Haia, na Holanda, para exigir a libertação de Yutaka Furuya, do Exército Vermelho Japonês.

Em 27 de junho de 1975, cercado pela polícia francesa em Paris, Carlos mata dois policiais e um informante, e consegue fugir. Julgado à revelia, é condenado à prisão perpétua por estes assassinatos em junho de 1992.

Sua ação mais espetacular acontece em 21 de dezembro de 1975, quando toma 70 altos funcionários como reféns durante uma reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) em Viena, a capital da Áustria. Carlos e seu grupo recebem um resgate estimados em US$ 25 milhões a US$ 50 milhões e escapam, depois de matar três reféns.

Na prisão, Carlos pega mais uma pena de prisão perpétua em 2011, por ataques que mataram 11 pessoas e feriram outras 150 na França, e uma terceira em 2017.

HOMEM-RELÂMPAGO

    Em 2016, na Olimpíada do Rio de Janeiro, o atleta jamaicano Usain Bolt torna-se o primeiro corredor a vencer a prova dos 100 metros rasos em três olimpíadas. Nos mesmos Jogos, Bolt é tricampeão olímpico dos 200m, outro feito sem precedentes.

Em 2009, Bolt reduz seu próprio recorde mundial nos 100 metros em rasos em 11 décimos de segundo, com o tempo de 9,58seg, no Estádio Olímpico de Berlim, onde na Olimpíada de 1936 o negro americano Jesse Owens conquista quatro medalhas de ouro e destrói o mito nazista da superioridade da raça ariana (branca).

Bolt bate o recorde mundial na Olimpíada de 2008, em Beijim, na China, com o tempo de 9,69seg. É o primeiro homem a correr 100m em menos de 9,7seg. Em Berlim, é o primeiro a baixar a marca para menos de 9,6seg.

O homem mais rápido da história promete reduzir o tempo para 9,4seg. Deixa as pistas no Campeonato Mundial de Atletismo de 2017 sem conseguir, mas o recorde mundial é seu até hoje.

ESTE BLOG DEPENDE DA AJUDA DE SEUS LEITORES. CONTRIBUIÇÕES VIA PIX PELO CNPJ 25.182.225/0001-37

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Hoje na História do Mundo: 7 de Agosto

INDEPENDÊNCIA DE NOVA GRANADA

    Em 1819, rebeldes latino-americanos sob a liderança do libertador Simón Bolívar derrotam a Espanha na Batalha de Boyacá e conquistam a independência de Nova Granada (hoje Colômbia, Equador, Venezuela e Panamá).

Um exército rebelde de 3 mil homens, sob o comando dos generais Bolívar e Francisco de Paula Santander, surpreende e derrota os espanhóis em Gamezá (12 de julho) e Pantano de Vargas (25 de julho), e toma Tunja (5 de agosto).

Na batalha final, Santander corta o avanço das tropas espanholas perto de uma ponte sobre o Rio Boyacá, onde Bolívar ataca o núcleo da força inimiga e captura 1,8 mil soldados inimigos, inclusive o comandante espanhol.

A seguir, Bolívar captura Bogotá e em 10 de agosto e é aclamado como o libertador que acaba com o Vice-Reino de Nova Granada, criado em 1717. O libertador cria então um governo provisório com Santander como vice-presidente. Em seguida, vai para Angostura, na Venezuela, onde anuncia a intenção de fundar a República da Grã-Colômbia, que preside até sua morte, em 1830.

Bolívar tenta evitar a fragmentação da América Espanhola. Convoca a primeira conferência pan-americana, o Congresso do Panamá (1826). Sonha com nações livres e independentes política e economicamente, e com a união dos povos latino-americanos. Mas a Grã-Colômbia se dissolve em 1931 com a independência do Equador, da Venezuela e de Nova Granada (Colômbia e Panamá, que só se torna independente 1903, com uma intervenção militar dos Estados Unidos para abrir o Canal do Panamá).

Simón Bolívar não era socialista nem antinorte-americano. Foi duramente criticado por Karl Marx, o pai do comunismo. O bolivarismo propagandeado pelo caudilho venezuelano Hugo Chávez não tem nada a ver com as ideias do libertador. Melhor chamar de chavismo.

JACK, O ESTRIPADOR

    Em 1888, o primeiro homicídio cometido por Jack, o Estripador, acontece na região operária de East End, em Londres.

Entre agosto e novembro de 1888, pelo menos cinco mulheres são assassinadas no bairro de Whitechapel, em Londres. Esses crimes nunca esclarecidos são um grande mistério da história da Inglaterra.

De 1888 a 1892, dezenas de homicídios são atribuídos ao assassino em série Jack, o Estripador, mas a polícia britânica, a Scotland Yard, só liga cinco ao mesmo criminoso: Mary Ann Nichols, Annie Chapman, Elizabeth Stride, Catherine Eddowes e Mary Jane Kelly. Todas são tidas como prostitutas e estão na rua em busca de clientes na hora da morte, menos Kelly.

Em 2019, a historiadora social britânica Hallie Rubenhold publica o livro As Cinco: as vidas não contadas das mulheres mortas por Jack, o Estripador, onde alega que Nichols, Chapman e Eddowes não eram prostitutas. Stride se prostitui em momentos de miséria e desespero. Só Kelly seria prostituta.

Na visão da historiadora, a suposição de que são todas prostitutas se deve ao machismo, a preconceitos de classe social e ao moralismo hipócrita da Era Vitoriana, o auge do Império Britânico. A rainha Vitória chefia o Estado de 1837 a 1901.

Em todas as mortes, o assassino corta a garganta e mutila o corpo das vítimas de uma forma que sugere que tem noções de anatomia. Isso levanta a suspeita de que o homicida seja médico. A metade de um rim extraído de um das vítimas é enviada à polícia, que recebe várias mensagens escritas de Jack, o Estripador.

A onda de assassinatos provoca a demissão do ministro do Interior britânico e do chefe de política de Londres. 

Entre os principais suspeitos, está Montague Druitt, um advogado e professor interessado em cirurgia considerado mentalmente insano que desaparece depois dos assassinatos e é encontrado morto. Outro investigado é Michael Ostrog, um médico criminoso russo internado num hospício por tendências homicidas. Aaron Kosminski, um judeu polonês morador de Whitechapel conhecido pela animosidade em relação a mulheres, especialmente prostitutas, também é citado como o possível estripador.

Alguns notáveis da sociedade londrina na época também são mencionados, como o pintor Walter Sickert e o médico Sir William Gull. Os locais onde as mulheres são mortas viram atrações de um turismo macabro.

VW PARA PRODUÇÃO

    Em 1944, sob ameaça de bombardeio aliado durante a Segunda Guerra Mundial, a fábrica de automóveis alemã Volkswagen para a produção do Fusca.

Dez anos antes, o Terceiro Reich contrata o engenheiro Ferdinand Porsche para projetar um carro pequeno, de baixo custo para o povo alemão. O ditador nazista Adolf Hitler chama o carro de Força através da Alegria, mas Porsche prefere Carro do Povo (Volkswagen).

O regime nazista constrói a fábrica em 1938 na cidade de KdF e o Salão do Automóvel de Berlim lança o Fusca em 1939, meses antes do início da Segunda Guerra Mundial (1939-45), em 1º de setembro daquele ano. Durante o conflito, aumenta a demanda por utilitários, em vez de carros de passeio, mas a produção continua até 7 de agosto de 1944.

Depois da guerra, na Alemanha ocupada, Volfsburg, nome atual da cidade, fica no setor britânico. A produção do carrinho recomeça em dezembro de 1945. A fábrica volta ao controle alemão em 1949. Em 1972, o Fusca supera o Ford Modelo T e se torna o carro mais vendido da história do automóvel.

NORUEGUÊS ATRAVESSA PACÍFICO DE BALSA

    Em 1947, para provar que houve contato transpacífico 3 mil anos atrás, o antropólogo norueguês Thor Heyerdahl atravessa o Oceano Pacífico numa balsa madeira, numa jangada, percorrendo 6.880 quilômetros de Callao, no Peru, a Raroia, no Arquipélago Tuamotu, perto do Taiti, na Polinésia, em 101 dias.

JIHADISTAS ATACAM EMBAIXADAS DOS EUA

    Em 1998, às 10h30 pela hora local, um caminhão-bomba explode junto à Embaixada dos Estados Unidos em Nairóbi, no Quênia (foto), e, minutos depois, outro caminhão-bomba tem como alvo a Embaixada Norte-Americana em Dar es Salaam, capital da vizinha Tanzânia.

Os atentados, atribuídos à rede terrorista Al Caeda, liderada por Ossama ben Laden, matam 224 pessoas, inclusive 12 norte-americanos, e ferem mais de 4,5 mil. 

O presidente Bill Clinton ordena bombardeios retaliatórios a uma companhia farmacêutica do Sudão acusada pelos americanos de produzir armas químicas e a campos de treinamento d'al Caeda no Afeganistão. A resposta dos jihadistas vem nos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 nos EUA. 

ESQUERDA CHEGA AO PODER NA COLÔMBIA

    Em 2022, o economista, ecologista, ex-ativista da guerrilha e ex-prefeito de Bogotá Gustavo Petro toma posse como primeiro presidente de esquerda da história da Colômbia, tendo como vice-presidente Francia Márquez, negra, feminista e ativista política.

Petro, da coalizão Pacto Histórico, vence o segundo turno com 50,5% dos votos contra 47,3% para o ex-prefeito de Bucaramanga Rodolfo Hernández, de extrema direita.

Num dos países mais violentos, conservadores e oligárquicos do continente, Gustavo Francisco Petro Urrego prega uma verdadeira revolução pelo voto. Promete combater a desigualdade, taxar os ricos, abrir empregos públicos para desempregados, realizar uma reforma agrária com aumento de impostos sobre latifúndios e terras improdutivas, criar um sistema público e universal de saúde pública, fazer a transição para um regime de previdência social, levar a Internet para todos e reduzir gradualmente o uso de combustíveis fósseis como carvão, gás e petróleo, importantes riquezas do país, substituindo-os por energias renováveis.

Quer acabar com o modelo extrativista, preservar a biodiversidade e investir em alta tecnologia. Alega que a América Latina precisa deixar de ser mera exportadora de produtos primários. 

Talvez a maior revolução seja a escolha de sua vice-presidente. Francia Elena Márquez Mina, de 40 anos, é uma líder social negra, feminista, defensora dos direitos humanos e ativista ambiental. Foi empregada doméstica. Apresenta-se como “uma das inexistentes” e dos excluídos.

ESTE BLOG DEPENDE DA AJUDA DE SEUS LEITORES. CONTRIBUIÇÕES VIA PIX PELO CNPJ 25.182.225/0001-37

terça-feira, 21 de julho de 2026

Hoje na História do Mundo: 21 de Julho

NAPOLEÃO VENCE A BATALHA DAS PIRÂMIDES

    Em 1798, o Exército da França, sob o comando de Napoleão Bonaparte, vence as forças de Murad Bay na Batalha das Pirâmides e toma a cidade do Cairo durante a Campanha do Egito.

Depois de conquistar Alexandria e atravessar o deserto, os franceses obtêm uma vitória decisiva contra os mamelucos e exterminam quase todo o exército otomano baseado no Egito. A batalha mostrou o contraste entre o decadente Império Otomano e o poderio crescente da França Revolucionária.

Durante a invasão do Egito, sua primeira grande campanha, o futuro imperador francês diz uma de suas frases célebres: "Do alto destas pirâmides, 40 séculos nos contemplam."

SUL GANHA PRIMEIRA GRANDE BATALHA

    Em 1861, na primeira grande batalha da Guerra da Secessão (1861-65), a Primeira Batalha de Bull Run ou Primeira Batalha de Manassas, uma cidade da Virgínia, um exército dos Estados Confederados do Sul, sob o comando do general Pierre Beauregard, impõe uma derrota esmagadora às forças da União (Norte) lideradas pelo general Irvin McDowell.

Três meses depois do início da Guerra Civil Norte-Americana na batalha de Forte Sumter, em 12 de abril, o comando militar do Norte acredita numa vitória rápida sobre os estados do Sul, que tentam deixar a União por não aceitar a abolição da escravatura, proposta pelo presidente Abraham Lincoln.

O objetivo é atacar Richmond, na Virgínia, a capital da Confederação. Com excesso de confiança, McDowell avança com 34 mil milicianos inexperientes e mal treinados. A cerca de 50 quilômetros de Washington, num entroncamento ferroviário de Manassas, se defronta com 20 mil soldados de Beauregard reforçados por 9 mil homens do general Joseph Johnston.

As forças da União sofrem cerca de 3 mil baixas, inclusive 481 mortes, e as da Confederação, 2 mil, com 387 mortes. É uma amostra do que está por vir.

A Guerra da Secessão é o pior conflito armado da história dos EUA, com cerca de 620 mil mortes. Com mais de 1,2 milhão de mortes, a pandemia do coronavírus supera a Guerra Civil.

PRIMEIRO DUELO NO FAROESTE

    Em 1865, no primeiro duelo autêntico do Faroeste, Wild Bill Hickok mata Davis Tutt na praça do mercado em Springfield, no estado do Missouri, nos Estados Unidos.

A cena clássica dos filmes de bangue-bangue de Hollywood acontece raramente no mundo real. Em vez de se encontrar frente a frente friamente numa rua poeirenta e deserta, a maioria dos tiroteios começa em brigas de bêbados, no calor de discussões ou em emboscadas.

Os imigrantes levam o duelo, uma tradição da aristocracia europeia para resolver disputas com espadas ou tiros, para o Oeste dos EUA. Na segunda metade do século 18, é raro. Mas o conceito do duelo cria um código de honra informal no Oeste sobre como resolver disputas numa batalha legal e legítima com revólveres.

Este código prevê que um homem só pode recorrer a uma pistola de repetição com seis balas se o oponente também estiver armado. O duelo clássico foi este entre Wild Bill, um jogador profissional, e Dave Tutt, um ex-soldado dos Estados Confederados do Sul na Guerra da Secessão (1861-65).

Não se sabe exatamente se a briga é por causa de jogo ou de mulher. Os dois combinam um duelo no dia seguinte e se encontram na praça central da cidade. Quando estão a uns 70 metros de distância, Bill grita: "Não chegue mais perto Dave." Nervoso, Dave dispara, erra e é morto com um tiro no peito.

Por seguir o código de honra, Hickok é absolvido. Onze anos depois, morre com um tiro pelas costas.

NASCE HEMINGWAY

    Em 1899, nasce em Oak Park, no estado de Illinois, nos Estados Unidos, o escritor Ernest Miller Hemingway, autor de sucessos como O Velho e o Mar e Por Quem os Sinos Dobram.

Depois de concluir o ensino médio, em 1917, começa a trabalhar no jornal Kansas City Star. No ano seguinte,é ferido ao trabalhar como motorista voluntário da Cruz Vermelha Internacional durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Nos anos 1920, Hemingway mora em Paris e faz parte de um grupo de escritores expatriados, entre eles F. Scott Fitzgerald, Gertrude Stein e Ezra Pound. Em 1925, lança seu primeiro romance publicado no Brasil com o título O Sol Também se Levanta.

Em 1929, muda-se para Key West, na Flórida, e publica Adeus às Armas. No fim da década de 1930, vai para a Espanha como repórter para cobrir a Guerra Civil (1936-39). Com base nesta experiência, escreve Por Quem os Sinos Dobram, publicado em 1940. Conta a história de um jovem norte-americano que luta ao lado das Brigadas Internacionais contra o fascismo dos falangistas do generalíssimo Francisco Franco.

Sua última grande obra é O Velho e o Mar, em que um velho pescador luta para pegar um grande espadarte para ver o peixe ser devorado pelos tubarões enquanto volta para o porto.

Hemingway sobrevive a dois acidentes de avião na África em 1953, mas fica com angústia e depressão. Em 1961, mata-se com um tiro em Ketchum, no estado de Idaho. Seu pai se suicidara em 1928.

HITLER ANUNCIA QUE AINDA ESTÁ VIVO

    Em 1944, depois de sobreviver a um atentado na véspera em seu quartel-general na Prússia Oriental, conhecido como Toca do Lobo, o ditador nazista Adolf Hitler faz um pronunciamento pelo rádio ao povo alemão à uma da madrugada: "Ainda estou vivo" e alerta que "as contas serão acertadas".

A conspiração liderada pelo Conde Claus von Stauffenberg, coronel do Exército da Alemanha, contra o regime nazista dura 11 horas e meia. Os conspiradores estão certos de que Hitler morreu e tocam à frente seus planos.

O major Otto Remer, considerado apolítico pelos rebeldes, é avisado de que o Führer está morto e que cabe a ele prender Joseph Goebbels, o poderoso ministro da Propaganda nazista. Mas Goebbels informa a Remer que Hitler está vivo e prova com uma ligação telefônica para o ditador.

Hitler manda Remer reprimir qualquer rebelião e só receber ordens dele próprio, de Goebbels e de Heinrich Himmler, comandante militar da SS, a tropa de choque do regime nazista.

Com o fracasso da conspiração para matar Hitler, 5 mil pessoas são presas e 200 executadas, inclusive Stauffenberg.

BARRAGEM CRITICADA

    Em 1970, termina a obra da Barragem de Assuã, no Egito, para acabar com as cheias e secas no Vale do Rio Nilo e explorar uma grande fonte de energia renovável, mas com forte impacto ambiental.

A Barragem de Assuã tem mais de três quilômetros de extensão e custa US$ 1 bilhão. O ditador egípcio Gamal Abdel Nasser recebe apoio financeiro dos Estados Unidos e do Reino Unido, suspenso em julho de 1956 por causa de um acordo secreto do Egito com a União Soviética para compra de armas.

Em resposta, Nasser estatiza o Canal de Suez, provocando uma guerra em que a França, o Reino Unido e Israel ocupam o canal. Sob pressão das Nações Unidas, da URSS e dos EUA, que retiram o apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI) às moedas britânica e francesa, enfraquecidas pelo impacto da Segunda Guerra Mundial (1939-45), o Egito assume o controle de Suez em 1957.

A obra da barragem recomeça em 1960, com a ajuda da URSS. Desmoralizado pela derrota para Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967, Nasser morre do coração em 28 de setembro de 1970, dois meses depois da conclusão da barragem.

ATENTADO FRUSTRADO EM LONDRES

    Em 2005, terroristas muçulmanos tentam fazer um segundo ataque ao sistema de transportes públicos de Londres, duas semanas depois de explosão de bombas em três trens do metrô e um ônibus

Com 52 mortes, os atentados de 7 de julho sãp os piores no Reino Unido desde a Segunda Guerra Mundial (1939-45). Mas a ação de 21 de julho fracassa. 

No dia seguinte, a polícia mata por engano o jovem brasileiro Jean Charles de Menezes, confundindo-o com um suspeito de terrorismo. Ninguém é punido pela morte de Jean Charles. A policial que autoriza a execução sumária, Cressida Dick, vira comandante da Polícia Metropolitana da Grande Londres. A ordem de atirar para matar veio de cima.

FIM DOS ÔNIBUS ESPACIAIS

    Em 2011, a volta à Terra da nave Atlantis marca o fim do programa de ônibus espaciais dos Estados Unidos.


Durante 30 anos, Atlantis, Challenger, Columbia, Discovery e Endeavour voam mais de 800 milhões de quilômetros e transportam mais de 350 astronautas a um custo total de US$ 209 bilhões.

Nixon lança o programa em janeiro de 1972, dois anos e meio depois que a Apolo 11 leva os primeiros homens à Lua. O primeiro voo é da nave Columbia, em 12 de abril de 1981, 20 anos depois do primeiro voo espacial tripulando, que mandou ao espaço o soviético Yuri Gagarin. Dura 54 horas e dá 37 voltas na Terra.

O segundo ônibus espacial, o Challenger, entra em atividade em 1983. Na sua décima missão, em 28 de janeiro de 1986, explode no ar pouco depois do lançamento matando as sete pessoas a bordo, inclusive a professora Christa McAullife, que vencera um concurso para ser a primeira civil a participar de uma missão espacial. O programa é suspenso por dois anos.

Outro grande acidente acontece em 1º de fevereiro de 2003, quando a nave Columbia explode na reentrada na atmosfera, matando os sete astronautas a bordo. O programa é suspenso por mais dois anos e meio.

O último voo da Atlantis decola em 8 de julho de 2011. Com quatro homens a bordo, leva toneladas de equipamentos e suprimentos à Estação Espacial Internacional. Conclui a missão depois de viajar 8 milhões de quilômetros e dar 200 voltas na Terra.

ESTE BLOG DEPENDE DA AJUDA DE SEUS LEITORES. CONTRIBUIÇÕES VIA PIX PELO CNPJ 25.182.225/0001-37