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sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Hoje na História do Mundo: 14 de Agosto

RÚSSIA COLONIZA O ALASCA

     Em 1784, o comerciante de peles russo Grigory Chelikhov funda na ilha de Kodiak a Baía de Três Santos, o primeiro assentamento permanente da Rússia no Alasca. 

Chelikhov mora lá dois anos com a mulher e cerca de 200 homens. Os índios aleutas sofrem com as doenças transmitidas pelos eurasianos.

Os europeus descobrem o Alasca em 1741, quando uma expedição da Rússia sob o comando do navegador dinamarquês Vitus Bering avista a parte continental do Alasca. A colônia fundada em 1784 serve de base para a exploração e os negócios com peles.

Quando Chelikhov volta à Rússia, em 1786, envia Alexander Baranov em 1790 para cuidar dos negócios no Alasca. Baranov cria em 1799 a Companhia Russo-Americana e amplia a área de atuação da empresa em 1812 até o que hoje é o Norte da Califórnia. Diante da reação de norte-americanos e britânicos, recua até a atual fronteira sul do Alasca.

Depois da derrota na Guerra da Crimeia (1853-56) para uma aliança da França, do Reino Unido, da Sardenha e do Império Otomano, a Rússia está quebrada e decide vender o território. Oferece ao presidente James Buchanan (1857-61), mas o início da Guerra da Secessão (1861-65) paralisa as negociações com os Estados Unidos.

Com o fim da guerra civil, em 30 de março de 1867, o secretário de Estado norte-americano, William Seward, compra o Alasca por US$ 7,2 milhões de dólares, cerca de oito décimos de centavo por hectare. Apesar do preço irrisório, Seward é ridiculizado no Congresso. O Senado aprova o negócio em abril por apenas um voto.

A descoberta de ouro em 1896 provoca uma onda migratória. Desde a maior corrida do ouro da história da América, o Alasca, rico em recursos naturais, contribui para a prosperidade dos EUA.

CATEDRAL DE COLÔNIA

    Em 1880, a construção da Catedral de Colônia, na Alemanha, um dos maiores exemplos da arquitetura gótica, iniciada em 1248, finalmente chega ao fim.

Quando o imperador alemão Frederico Barba Ruiva saqueia Milão, em 1164, leva para Colônia o que seriam os restos mortais dos Reis Magos: Baltazar, Gaspar e Melchior. Colônia vira um local de peregrinação. A catedral anterior se torna pequena para tantos fiéis.

A obra começa no século 13 e leva mais de 600 anos para ser concluída. Quando fica pronta, é o prédio mais alto do mundo. Hoje, é a quinta igreja mais alta do mundo. As duas torres têm 157 metros de altura. A nave tem 144m de comprimento. A largura máxima é de 86 metros. 

EUA CRIAM PREVIDÊNCIA SOCIAL

    Em 1935, durante a Grande Depressão (1929-39), o presidente Franklin Delano Roosevelt sanciona a Lei da Seguridade Social, que cria a previdência social nos Estados Unidos  garantindo pensão aos aposentados e uma renda mínima para desempregados.

Roosevelt é eleito em 1932, no auge da Depressão, quando o desemprego nos EUA chega a 25%, com a promessa do New Deal, um novo pacto social para amenizar o impacto da crise e recuperar a economia do país.

Ao assinar a lei, FDR manifesta "preocupação com os jovens que se perguntam qual será seu quinhão quando envelhecerem". Mesmo reconhecendo que "não podemos nunca proteger 100% dos cidadãos contra 100% dos riscos e vicissitudes", Roosevelt quer garantir uma velhice sem miséria. 

A previdência social cria uma rede de proteção social para aposentados e deficientes, além de auxílios e benefícios sociais. Com a ascensão do neoliberalismo econômico a partir do governo Ronald Reagan (1981-89), a direita conservadora passa a atacar a previdência social como fonte de acomodação e desestímulo aos trabalhadores.

CARTA DO ATLÂNTICO

    Em 1941, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), o presidente dos Estados Unidos, Franklin Roosevelt, e o primeiro-ministro do Império Britânico, Winston Churchill, lançam a Carta do Atlântico, uma declaração conjunta com os princípios da ordem internacional que desejam construir no pós-guerra. Entre eles, está a proibição de conquista territorial e mudança de fronteiras sem o consentimento dos povos.

A carta é escrita durante a Conferência do Atlântico, quando Churchill e Roosevelt se encontram a bordo do navio britânico Príncipe de Gales, em Argentina, na Terra Nova, no Canadá. Os EUA ainda não estão em guerra. A União Soviética, invadida pela Alemanha Nazista em 22 de junho de 1941, não participa. 

Os principais pontos da carta são:

  1. Os EUA e o Reino não buscam nenhum ganho territorial.
  2. As mudanças territoriais devem ter o consentimento dos povos envolvidos.
  3. Todos os povos têm direito à autodeterminação.
  4. As barreiras comerciais devem ser eliminadas.
  5. É necessária uma cooperação econômica global para promover o bem-estar social.
  6. Deve haver garantia de viver livre de medo e de privações.
  7. Deve haver liberdade de navegação nos mares.
  8. Depois da guerra, as nações agressoras serão desarmadas.
Quando os EUA entram na guerra, com o ataque do Japão a Pearl Harbor, no Havaí, em 7 de dezembro de 1941, a Conferência de Arcádia aprova em 1º de janeiro de 1942 a Declaração das Nações Unidas, assinada pelos quatro grandes aliados (EUA, URSS, Reino Unido e China), nove aliados dos EUA na América Central e no Caribe, quatro domínios britânicos, a Índia Britânica e oito governos aliados no exílio, num total de 26 países. O Brasil assina em 1943.

A Declaração das Nações Unidas, precursora da Carta das Nações Unidos, que cria a Organização das Nações Unidas no pós-guerra, em 1945, inclui no preâmbulo uma adesão aos princípios da Carta do Atlântico.

Todos os signatários se comprometem a "empregar todos os seus recursos militares e econômicos contra os membros do Pacto Tripartite [Alemanha, Itália e Japão] e seus adeptos" e "a cooperar com os governos signatários deste acordo e a não fazer um armistício ou paz com o inimigos separadamente."

PRESO CARLOS, O CHACAL 

   Em 1994, o serviço secreto da França prende em Cartum, a capital do Sudão, o terrorista venezuelano Illich Ramírez Sánchez, mais conhecido como Carlos, o Chacal.

Como o país não tem tratado de extradição com a França, os agentes sedam e sequestram Carlos. O governo sudanês alega que ajudou e pede para ser excluído pelos Estados Unidos da lista de países que apoiam o terrorismo.

Carlos é ligado à Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), à Organização Árabe para a Luta Armada e ao Exército Vermelho. É acusado de uma série de atentados realizados entre 1973 e 1992. Em 1974, toma o embaixador da França e outras 10 pessoas como reféns em Haia, na Holanda, para exigir a libertação de Yutaka Furuya, do Exército Vermelho Japonês.

Em 27 de junho de 1975, cercado pela polícia francesa em Paris, Carlos mata dois policiais e um informante, e consegue fugir. Julgado à revelia, é condenado à prisão perpétua por estes assassinatos em junho de 1992.

Sua ação mais espetacular acontece em 21 de dezembro de 1975, quando toma 70 altos funcionários como reféns durante uma reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) em Viena, a capital da Áustria. Carlos e seu grupo recebem um resgate estimados em US$ 25 milhões a US$ 50 milhões e escapam, depois de matar três reféns.

Na prisão, Carlos pega mais uma pena de prisão perpétua em 2011, por ataques que mataram 11 pessoas e feriram outras 150 na França, e uma terceira em 2017.

HOMEM-RELÂMPAGO

    Em 2016, na Olimpíada do Rio de Janeiro, o atleta jamaicano Usain Bolt torna-se o primeiro corredor a vencer a prova dos 100 metros rasos em três olimpíadas. Nos mesmos Jogos, Bolt é tricampeão olímpico dos 200m, outro feito sem precedentes.

Em 2009, Bolt reduz seu próprio recorde mundial nos 100 metros em rasos em 11 décimos de segundo, com o tempo de 9,58seg, no Estádio Olímpico de Berlim, onde na Olimpíada de 1936 o negro americano Jesse Owens conquista quatro medalhas de ouro e destrói o mito nazista da superioridade da raça ariana (branca).

Bolt bate o recorde mundial na Olimpíada de 2008, em Beijim, na China, com o tempo de 9,69seg. É o primeiro homem a correr 100m em menos de 9,7seg. Em Berlim, é o primeiro a baixar a marca para menos de 9,6seg.

O homem mais rápido da história promete reduzir o tempo para 9,4seg. Deixa as pistas no Campeonato Mundial de Atletismo de 2017 sem conseguir, mas o recorde mundial é seu até hoje.

quinta-feira, 14 de agosto de 2025

Hoje na História do Mundo: 14 de Agosto

 RÚSSIA COLONIZA O ALASCA

     Em 1784, o comerciante de peles russo Grigory Chelikhov funda na ilha de Kodiak a Baía de Três Santos, o primeiro assentamento permanente da Rússia no Alasca. 

Chelikhov mora lá dois anos com a mulher e cerca de 200 homens. Os índios aleutas sofrem com as doenças transmitidas pelos eurasianos.

Os europeus descobrem o Alasca em 1741, quando uma expedição da Rússia sob o comando do navegador dinamarquês Vitus Bering avista a parte continental do Alasca. A colônia fundada em 1784 serve de base para a exploração e os negócios com peles.

Quando Chelikhov volta à Rússia, em 1786, envia Alexander Baranov em 1790 para cuidar dos negócios no Alasca. Baranov cria em 1799 a Companhia Russo-Americana e amplia a área de atuação da empresa em 1812 até o que hoje é o Norte da Califórnia. Diante da reação de norte-americanos e britânicos, recua até a atual fronteira sul do Alasca.

Depois da derrota na Guerra da Crimeia (1853-56) para uma aliança da França, do Reino Unido, da Sardenha e do Império Otomano, a Rússia está quebrada e decide vender o território. Oferece ao presidente James Buchanan (1857-61), mas o início da Guerra da Secessão (1861-65) paralisa as negociações com os Estados Unidos.

Com o fim da guerra civil, em 30 de março de 1867, o secretário de Estado norte-americano, William Seward, compra o Alasca por US$ 7,2 milhões de dólares, cerca de oito décimos de centavo por hectare. Apesar do preço irrisório, Seward é ridiculizado no Congresso. O Senado aprova o negócio em abril por apenas um voto.

A descoberta de ouro em 1896 provoca uma onda migratória. Desde a maior corrida do ouro da história da América, o Alasca, rico em recursos naturais, contribui para a prosperidade dos EUA.

CATEDRAL DE COLÔNIA

    Em 1880, a construção da Catedral de Colônia, na Alemanha, um dos maiores exemplos da arquitetura gótica, iniciada em 1248, finalmente chega ao fim.

Quando o imperador alemão Frederico Barba Ruiva saqueia Milão, em 1164, leva para Colônia o que seriam os restos mortais dos Reis Magos: Baltazar, Gaspar e Melchior. Colônia vira um local de peregrinação. A catedral anterior se torna pequena para tantos fiéis.

A obra começa no século 13 e leva mais de 600 anos para ser concluída. Quando fica pronta, é o prédio mais alto do mundo. Hoje, é a quinta igreja mais alta do mundo. As duas torres têm 157 metros de altura. A nave tem 144m de comprimento. A largura máxima é de 86 metros. 

EUA CRIAM PREVIDÊNCIA SOCIAL

    Em 1935, durante a Grande Depressão (1929-39), o presidente Franklin Delano Roosevelt sanciona a Lei da Seguridade Social, que cria a previdência social nos Estados Unidos  garantindo pensão aos aposentados e uma renda mínima para desempregados.

Roosevelt é eleito em 1932, no auge da Depressão, quando o desemprego nos EUA chega a 25%, com a promessa do New Deal, um novo pacto social para amenizar o impacto da crise e recuperar a economia do país.

Ao assinar a lei, FDR manifesta "preocupação com os jovens que se perguntam qual será seu quinhão quando envelhecerem". Mesmo reconhecendo que "não podemos nunca proteger 100% dos cidadãos contra 100% dos riscos e vicissitudes", Roosevelt quer garantir uma velhice sem miséria. 

A previdência social cria uma rede de proteção social para aposentados e deficientes, além de auxílios e benefícios sociais. Com a ascensão do neoliberalismo econômico a partir do governo Ronald Reagan (1981-89), a direita conservadora passa a atacar a previdência social como fonte de acomodação e desestímulo aos trabalhadores.

CARTA DO ATLÂNTICO

    Em 1941, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), o presidente dos Estados Unidos, Franklin Roosevelt, e o primeiro-ministro do Império Britânico, Winston Churchill, lançam a Carta do Atlântico, uma declaração conjunta com os princípios da ordem internacional que desejam construir no pós-guerra. Entre eles, está a proibição de conquista territorial e mudança de fronteiras sem o consentimento dos povos.

A carta é escrita durante a Conferência do Atlântico, quando Churchill e Roosevelt se encontram a bordo do navio britânico Príncipe de Gales, em Argentina, na Terra Nova, no Canadá. Os EUA ainda não estão em guerra. A União Soviética, invadida pela Alemanha Nazista em 22 de junho de 1941, não participa. 

Os principais pontos da carta são:

  1. Os EUA e o Reino não buscam nenhum ganho territorial.
  2. As mudanças territoriais devem ter o consentimento dos povos envolvidos.
  3. Todos os povos têm direito à autodeterminação.
  4. As barreiras comerciais devem ser eliminadas.
  5. É necessária uma cooperação econômica global para promover o bem-estar social.
  6. Deve haver garantia de viver livre de medo e de privações.
  7. Deve haver liberdade de navegação nos mares.
  8. Depois da guerra, as nações agressoras serão desarmadas.
Quando os EUA entram na guerra, com o ataque do Japão a Pearl Harbor, no Havaí, em 7 de dezembro de 1941, a Conferência de Arcádia aprova em 1º de janeiro de 1942 a Declaração das Nações Unidas, assinada pelos quatro grandes aliados (EUA, URSS, Reino Unido e China), nove aliados dos EUA na América Central e no Caribe, quatro domínios britânicos, a Índia Britânica e oito governos aliados no exílio, num total de 26 países. O Brasil assina em 1943.

A Declaração das Nações Unidas, precursora da Carta das Nações Unidos, que cria a Organização das Nações Unidas no pós-guerra, em 1945, inclui no preâmbulo uma adesão aos princípios da Carta do Atlântico.

Todos os signatários se comprometem a "empregar todos os seus recursos militares e econômicos contra os membros do Pacto Tripartite [Alemanha, Itália e Japão] e seus adeptos" e "a cooperar com os governos signatários deste acordo e a não fazer um armistício ou paz com o inimigos separadamente."

PRESO CARLOS, O CHACAL 

   Em 1994, o serviço secreto da França prende em Cartum, a capital do Sudão, o terrorista venezuelano Illich Ramírez Sánchez, mais conhecido como Carlos, o Chacal.


Como o país não tem tratado de extradição com a França, os agentes sedam e sequestram Carlos. O governo sudanês alega que ajudou e pede para ser excluído pelos Estados Unidos da lista de países que apoiam o terrorismo.

Carlos é ligado à Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), à Organização Árabe para a Luta Armada e ao Exército Vermelho. É acusado de uma série de atentados realizados entre 1973 e 1992. Em 1974, toma o embaixador da França e outras 10 pessoas como reféns em Haia, na Holanda, para exigir a libertação de Yutaka Furuya, do Exército Vermelho Japonês.

Em 27 de junho de 1975, cercado pela polícia francesa em Paris, Carlos mata dois policiais e um informante, e consegue fugir. Julgado à revelia, é condenado à prisão perpétua por estes assassinatos em junho de 1992.

Sua ação mais espetacular acontece em 21 de dezembro de 1975, quando toma 70 altos funcionários como reféns durante uma reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) em Viena, na Áustria. Carlos e seu grupo recebem um resgate estimados em US$ 25 milhões a US$ 50 milhões e escapam, depois de matar três reféns.

Na prisão, Carlos pega mais uma pena de prisão perpétua em 2011, por ataques que mataram 11 pessoas e feriram outras 150 na França, e uma terceira em 2017.

HOMEM-RELÂMPAGO

    Em 2016, na Olimpíada do Rio de Janeiro, o atleta jamaicano Usain Bolt torna-se o primeiro corredor a vencer a prova dos 100 metros rasos em três olimpíadas. Nos mesmos Jogos, Bolt é tricampeão olímpico dos 200m, outro feito sem precedentes.

Em 2009, Bolt reduz seu próprio recorde mundial nos 100 metros em rasos em 11 décimos de segundo, com o tempo de 9,58seg, no Estádio Olímpico de Berlim, onde na Olimpíada de 1936 o negro americano Jesse Owens conquista quatro medalhas de ouro e destrói o mito nazista da superioridade da raça ariana (branca).

Bolt bate o recorde mundial na Olimpíada de 2008, em Beijim, na China, com o tempo de 9,69seg. É o primeiro homem a correr 100m em menos de 9,7seg. Em Berlim, é o primeiro a baixar a marca para menos de 9,6seg.

O homem mais rápido da história promete reduzir o tempo para 9,4seg. Deixa as pistas no Campeonato Mundial de Atletismo de 2017 sem conseguir, mas o recorde mundial é seu até hoje.

quarta-feira, 14 de agosto de 2024

Hoje na História do Mundo: 14 de Agosto

 RÚSSIA COLONIZA O ALASCA

    Em 1784, o comerciante de peles russo Grigory Chelikhov funda na ilha de Kodiak a Baía de Três Santos, o primeiro assentamento permanente da Rússia no Alasca. 

Chelikhov mora lá dois anos com a mulher e cerca de 200 homens. Os índios aleutas sofrem com as doenças transmitidas pelos eurasianos.

Os europeus descobrem o Alasca em 1741, quando uma expedição da Rússia sob o comando do navegador dinamarquês Vitus Bering avista a parte continental do Alasca. A colônia fundada em 1784 serve de base para a exploração e os negócios com peles.

Quando Chelikhov volta à Rússia, em 1786, envia Alexander Baranov em 1790 para cuidar dos negócios no Alasca. Baranov cria em 1799 a Companhia Russo-Americana e amplia a área de atuação da empresa em 1812 até o que hoje é o Norte da Califórnia. Diante da reação de norte-americanos e britânicos, recua até a atual fronteira sul do Alasca.

Depois da derrota na Guerra da Crimeia (1853-56) para uma aliança da França, do Reino Unido, da Sardenha e do Império Otomano, a Rússia está quebrada e decide vender o território. Oferece ao presidente James Buchanan (1857-61), mas o início da Guerra da Secessão (1861-65) paralisa as negociações com os Estados Unidos.

Com o fim da guerra civil, em 30 de março de 1867, o secretário de Estado norte-americano, William Seward, compra o Alasca por US$ 7,2 milhões de dólares, cerca de oito décimos de centavo por hectare. Apesar do preço irrisório, Seward é ridiculizado no Congresso. O Senado aprova o negócio em abril por apenas um voto.

A descoberta de ouro em 1896 provoca uma onda migratória. Desde a maior corrida do ouro da história da América, o Alasca, rico em recursos naturais, contribui para a prosperidade dos EUA.

CATEDRAL DE COLÔNIA

    Em 1880, a construção da Catedral de Colônia, na Alemanha, um dos maiores exemplos da arquitetura gótica, iniciada em 1248, finalmente chega ao fim.

Quando o imperador alemão Frederico Barba Ruiva saqueia Milão, em 1164, leva para Colônia o que seriam os restos mortais dos Reis Magos: Baltazar, Gaspar e Melchior. Colônia vira um local de peregrinação. A catedral anterior se torna pequena para tantos fiéis.

A obra começa no século 13 e leva mais de 600 anos para ser concluída. Quando fica pronta, é o prédio mais alto do mundo. Hoje, é a quinta igreja mais alta do mundo. As duas torres têm 157 metros de altura. A nave tem 144m de cumprimentos. A largura máxima é de 86 metros. 

EUA CRIAM PREVIDÊNCIA SOCIAL

    Em 1935, durante a Grande Depressão (1929-39), o presidente Franklin Delano Roosevelt sanciona a Lei da Seguridade Social, que cria a previdência social nos Estados Unidos  garantindo pensão aos aposentados e uma renda mínima para desempregados.

Roosevelt é eleito em 1932, no auge da depressão, quando o desemprego nos EUA chega a 25%, com a promessa de um New Deal, um novo pacto social para amenizar o impacto da crise e recuperar a economia do país.

Ao assinar a lei, FDR manifesta "preocupação com os jovens que se perguntam qual será seu quinhão quando envelhecerem". Mesmo reconhecendo que "não podemos nunca proteger 100% dos cidadãos contra 100% dos riscos e vicissitudes", Roosevelt quer garantir uma velhice sem miséria. 

A previdência social cria uma rede de proteção social para aposentados e deficientes, além de auxílios e benefícios sociais. Com a ascensão do neoliberalismo econômico a partir do governo Ronald Reagan (1981-89), a direita conservadora passa a atacar a previdência social como fonte de acomodação e desestímulo aos trabalhadores.

CARTA DO ATLÂNTICO

    Em 1941, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), o presidente dos Estados Unidos, Franklin Roosevelt, e o primeiro-ministro do Império Britânico, Winston Churchill, lançam a Carta do Atlântico, uma declaração conjunta com os princípios da ordem internacional que desejam construir no pós-guerra. Entre eles, está a proibição de conquista territorial e mudança de fronteiras sem o consentimento dos povos.

A carta é escrita durante a Conferência do Atlântico, quando Churchill e Roosevelt se encontram a bordo do navio britânico Príncipe de Gales em Argentina, na Terra Nova, no Canadá. Os EUA ainda não entraram na guerra. A União Soviética, invadida pela Alemanha Nazista em 22 de junho de 1941, não participa. 

Os principais pontos da carta são:

  1. Os EUA e o Reino não buscam nenhum ganho territorial.
  2. As mudanças territorias devem ter o consentimento dos povos envolvidos.
  3. Todos os povos têm direito à autodeterminação.
  4. As barreiras comerciais devem ser eliminadas.
  5. É necessária uma cooperação econômica global para promover o bem-estar social.
  6. Deve haver garantia de viver livre de medo e de privações.
  7. Deve haver liberdade de navegação nos mares.
  8. Depois da guerra, as nações agressoras serão desarmadas.
Depois que os EUA entram na guerra, com o ataque do Japão a Pearl Harbor, no Havaí, em 7 de dezembro de 1941, a Conferência de Arcádia aprova em 1º de janeiro de 1942 a Declaração das Nações Unidas, assinada pelos quatro grandes aliados (EUA, URSS, Reino Unido e China), nove aliados dos EUA na América Central e no Caribe, quatro domínios britânicos, a Índia Britânica e oito governos aliados no exílio, num total de 26 países. O Brasil assina em 1943.

A Declaração das Nações Unidas, precursora da Carta das Nações Unidos, que cria a Organização das Nações Unidas (ONU) no pós-guerra, em 1945, inclui no preâmbulo uma adesão aos princípios da Carta do Atlântico.

Todos os signatários se comprometem a "empregar todos os seus recursos militares e econômicos contra os membros do Pacto Tripartite [Alemanha, Itália e Japão] e seus adeptos", "a cooperar com os governos signatários deste acordo e a não fazer um armistício ou paz com o inimigos separadamente."

PRESO CARLOS, O CHACAL 

   Em 1994, o serviço secreto da França prende em Cartum, capital do Sudão, o terrorista venezuelano Illich Ramírez Sánchez, mais conhecido como Carlos, o Chacal.


Como o país não tem tratado de extradição com a França, os agentes sedam e sequestram Carlos. O governo sudanês alega que ajudou e pede para ser excluído pelos Estados Unidos da lista de países que apoiam o terrorismo.

Carlos é ligado à Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), à Organização Árabe para a Luta Armada e ao Exército Vermelho. É acusado de uma série de atentados realizados entre 1973 e 1992. Em 1974, toma o embaixador da França e outras 10 pessoas como reféns em Haia, na Holanda, para exigir a libertação de Yutaka Furuya, do Exército Vermelho Japonês.

Em 27 de junho de 1975, cercado pela polícia francesa em Paris, Carlos mata dois policiais e um informante, e consegue fugir. Julgado à revelia, é condenado à prisão perpétua por estes assassinatos em junho de 1992.

Sua ação mais espetacular acontece em 21 de dezembro de 1975, quando toma 70 altos funcionários como reféns durante uma reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) em Viena, na Áustria. Carlos e seu grupo recebem um resgate estimados em US$ 25 milhões a US$ 50 milhões e escapam, depois de matar três reféns.

Na prisão, Carlos pega mais uma pena de prisão perpétua em 2011, por ataques que mataram 11 pessoas e feriram outras 150 na França, e uma terceira em 2017.

HOMEM-RELÂMPAGO

    Em 2016, na Olimpíada do Rio de Janeiro, o atleta jamaicano Usain Bolt torna-se o primeiro corredor a vencer a prova dos 100 metros rasos em três olimpíadas. Nos mesmos Jogos, Bolt é tricampeão olímpico dos 200m, outro feito sem precedentes.

Em 2009, Bolt reduz seu próprio recorde mundial nos 100 metros em rasos em 11 décimos de segundo, com o tempo de 9,58seg, no Estádio Olímpico de Berlim, onde na Olimpíada de 1936 o negro americano Jesse Owens conquista quatro medalhas de ouro e destrói o mito nazista da superioridade da raça ariana (branca).

Bolt bate o recorde mundial na Olimpíada de 2008, em Beijim, na China, com o tempo de 9,69seg. É o primeiro homem a correr 100m em menos de 9,7seg. Em Berlim, é o primeiro a baixar a marca para menos de 9,6seg.

O homem mais rápido da história promete reduzir o tempo para 9,4seg. Deixa as pistas no Campeonato Mundial de Atletismo de 2017 sem conseguir, mas o recorde mundial é seu até hoje.

segunda-feira, 14 de agosto de 2023

Hoje na História do Mundo: 14 de Agosto

 RÚSSIA COLONIZA O ALASCA

    Em 1784, o comerciante de peles russo Grigory Chelikhov funda na ilha de Kodiak a Baía de Três Santos, o primeiro assentamento permanente da Rússia no Alasca. 

Chelikhov mora lá dois anos com a mulher e cerca de 200 homens. Os índios aleutas sofrem com as doenças transmitidas pelos eurasianos.

Os europeus descobrem o Alasca em 1741, quando uma expedição da Rússia sob o comando do navegador dinamarquês Vitus Bering avista a parte continental do Alasca. A colônia fundada em 1784 serve de base para a exploração e os negócios com peles.

Quando Chelikhov volta à Rússia, em 1786, envia Alexander Baranov em 1790 para cuidar dos negócios no Alasca. Baranov cria em 1799 a Companhia Russo-Americana e amplia a área de atuação da empresa em 1812 até o que hoje é o Norte da Califórnia. Diante da reação de norte-americanos e britânicos, recua até a atual fronteira sul do Alasca.

Depois da derrota na Guerra da Crimeia (1853-56) para uma aliança da França, do Reino Unido, da Sardenha e do Império Otomano, a Rússia está quebrada e decide vender o território. Oferece ao presidente James Buchanan (1857-61), mas o início da Guerra da Secessão (1861-65) paralisa as negociações com os Estados Unidos.

Com o fim da guerra civil, em 30 de março de 1867, o secretário de Estado americano, William Seward, compra o Alasca por US$ 7,2 milhões de dólares, cerca de oito décimos de centavo por hectare. Apesar do preço irrisório, Seward é ridiculizado no Congresso. O Senado aprova o negócio em abril por apenas um voto.

A descoberta de ouro em 1896 provoca uma onda migratória. Desde a maior corrida do ouro da história da América, o Alasca, rico em recursos naturais, contribui para a prosperidade dos EUA.

EUA CRIAM PREVIDÊNCIA SOCIAL

    Em 1935, durante a Grande Depressão (1929-39), o presidente Franklin Delano Roosevelt sanciona a Lei da Seguridade Social, que cria a previdência social nos Estados Unidos  garantindo pensão aos aposentados e uma renda mínima para desempregados.

Roosevelt é eleito em 1932, no auge da depressão, quando o desemprego nos EUA chega a 25%, com a promessa de um New Deal, um novo pacto social para amenizar o impacto da crise e recuperar a economia do país.

Ao assinar a lei, FDR manifesta "preocupação com os jovens que se perguntam qual será seu quinhão quando envelhecerem". Mesmo reconhecendo que "não podemos nunca proteger 100% dos cidadãos contra 100% dos riscos e vicissitudes", Roosevelt quer garantir uma velhice sem miséria. 

A previdência social cria uma rede de proteção social para aposentados e deficientes, além de auxílios e benefícios sociais. Com a ascensão do neoliberalismo econômico a partir do governo Ronald Reagan (1981-89), a direita conservadora passou a atacar a previdência social como fonte de acomodação e desestímulo aos trabalhadores.

PRESO CARLOS, O CHACAL 

   Em 1994, o serviço secreto da França prende em Cartum, no Sudão, o terrorista venezuelano Illich Ramírez Sánchez, mais conhecido como Carlos, o Chacal.


 Como o país não tem tratado de extradição com a França, os agentes sedam e sequestram Carlos. O governo sudanês alega que ajudou e pede para ser excluído pelos Estados Unidos da lista de países que apoiam o terrorismo.

Carlos é ligado à Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), à Organização Árabe para a Luta Armada e ao Exército Vermelho. É acusado de uma série de atentados realizados entre 1973 e 1992. Em 1974, toma o embaixador da França e outras 10 pessoas como reféns em Haia, na Holanda, para exigir a libertação de Yutaka Furuya, do Exército Vermelho Japonês.

Em 27 de junho de 1975, cercado pela polícia francesa em Paris, Carlos mata dois policiais e um informante, e consegue fugir. Julgado à revelia, é condenado à prisão perpétua por estes assassinatos em junho de 1992.

Sua ação mais espetacular acontece em 21 de dezembro de 1975, quando toma 70 altos funcionários como reféns durante uma reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) em Viena, na Áustria. Carlos e seu grupo recebem um resgate estimados em US$ 25 milhões a US$ 50 milhões e escapam, depois de matar três reféns.

Na prisão, Carlos pega mais uma pena de prisão perpétua em 2011, por ataques que mataram 11 pessoas e feriram outras 150 na França, e uma terceira em 2017.

domingo, 14 de agosto de 2022

Hoje na História do Mundo: 14 de Agosto

 RÚSSIA COLONIZA O ALASCA

    Em 1784, o comerciante de peles russo Grigory Chelikhov funda na ilha de Kodiak a Baía de Três Santos, o primeiro assentamento permanente da Rússia no Alasca

Chelikhov mora lá dois anos com a mulher e cerca de 200 homens. Os índios aleutas sofrem com as doenças transmitidas pelos eurasianos.

Os europeus descobrem o Alasca em 1741, quando uma expedição da Rússia sob o comando do navegador dinamarquês Vitus Bering avista a parte continental do Alasca. A colônia fundada em 1784 serve de base para a exploração e os negócios com peles.

Quando Chelikhov volta à Rússia, em 1786, envia Alexander Baranov em 1790 para cuidar dos negócios no Alasca. Baranov cria em 1799 a Companhia Russo-Americana e amplia a área de atuação da empresa em 1812 até o que hoje é o Norte da Califórnia. Diante da reação de norte-americanos e britânicos, recua até a atual fronteira sul do Alasca.

Depois da derrota na Guerra da Crimeia (1853-56) para uma aliança da França, do Reino Unido, da Sardenha e do Império Otomano, a Rússia está quebrada e decide vender o território. Oferece ao presidente James Buchanan (1857-61), mas o início da Guerra da Secessão (1861-65) paralisa as negociações com os Estados Unidos.

Com o fim da guerra civil, em 30 de março de 1867, o secretário de Estado americano, William Seward, compra o Alasca por US$ 7,2 milhões de dólares, cerca de oito décimos de centavo por hectare. Apesar do preço irrisório, Seward é ridiculizado no Congresso. O Senado aprova o negócio em abril por apenas um voto.

A descoberta de ouro em 1896 provoca uma onda migratória. Desde a maior corrida do ouro da história da América, o Alasca, rico em recursos naturais, contribui para a prosperidade dos EUA.

EUA CRIAM PREVIDÊNCIA SOCIAL

    Em 1935, o presidente Franklin Delano Roosevelt sanciona a Lei da Seguridade Social, que cria a previdência social nos Estados Unidos durante a Grande Depressão (1929-39), garantindo pensão para aposentados e uma renda mínima para desempregados.

Roosevelt é eleito em 1932, no auge da depressão, quando o desemprego nos EUA chega a 25% com a promessa de um New Deal, um novo pacto social para amenizar as consequências da crise e recuperar a economia do país.

Ao assinar a lei, FDR manifestou "preocupação com os jovens que se perguntam qual será seu quinhão quando envelhecerem". Mesmo reconhecendo que "não podemos nunca proteger 100% dos cidadãos contra 100% dos riscos e vicissitudes", Roosevelt quer garantir uma velhice sem miséria. 

A previdência social cria uma rede de proteção social para aposentados e deficientes, além de auxílios e benefícios sociais. Com a ascensão do neoliberalismo econômico a partir do governo Ronald Reagan (1981-89), a direita conservadora passou a atacar a previdência social como fonte de acomodação e desestímulo aos trabalhadores.

PRESO CARLOS, O CHACAL 

   Em 1994, o serviço secreto da França prende em Cartum, no Sudão, o terrorista venezuelano Illich Ramírez Sánchez, mais conhecido como Carlos, o Chacal

Como o país não tem tratado de extradição com a França, os agentes sedam e sequestram Carlos. O governo sudanês alega que ajudou e pede para ser excluído pelos Estados Unidos da lista de países que apoiam o terrorismo.

Carlos é ligado à Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), à Organização Árabe para a Luta Armada e ao Exército Vermelho. É acusado de uma série de atentados realizados entre 1973 e 1992. Em 1974, toma o embaixador da França e outras 10 pessoas como reféns em Haia, na Holanda, para exigir a libertação de Yutaka Furuya, do Exército Vermelho Japonês.

Em 27 de junho de 1975, cercado pela polícia francesa em Paris, Carlos mata dois policiais e um informante, e consegue fugir. Julgado à revelia, é condenado à prisão perpétua por estes assassinatos em junho de 1992.

Sua ação mais espetacular acontece em 21 de dezembro de 1975, quando toma 70 altos funcionários como reféns durante uma reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) em Viena, na Áustria. Carlos e seu grupo recebem um resgate estimados em US$ 25 milhões a US$ 50 milhões e escapam, depois de matar três reféns.

Na prisão, Carlos pega mais uma pena de prisão perpétua em 2011, por ataques que mataram 11 pessoas e feriram outras 150 na França, e uma terceira em 2017.

sábado, 14 de agosto de 2021

Hoje na História do Mundo: 14 de Agosto

RÚSSIA COLONIZA O ALASCA

    Em 1784, o comerciante de peles russo Grigory Chelikhov funda na ilha de Kodiak a Baía de Três Santos, o primeiro assentamento permanente da Rússia no Alasca. Chelikhov mora lá dois anos com a mulher e cerca de 200 homens. Os índios aleutas sofrem com as doenças transmitidas pelos eurasianos.

Os europeus descobrem o Alasca em 1741, quando uma expedição da Rússia sob o comando do navegador dinamarquês Vitus Bering avista a parte continental do Alasca. A colônia fundada em 1784 serve de base para a exploração e os negócios com peles.

Quando Chelikhov volta à Rússia, em 1786, envia Alexander Baranov em 1790 para cuidar dos negócios no Alasca. Baranov cria em 1799 a Companhia Russo-Americana e amplia a área de atuação da empresa em 1812 até o que hoje é o Norte da Califórnia. Diante da reação de americanos e britânicos, recua até a atual fronteira sul do Alasca.

Depois da derrota na Guerra da Crimeia (1853-56) para uma aliança da França, do Reino Unido, da Sardenha e do Império Otomano, a Rússia está quebrada e decide vender o território. Oferece ao presidente James Buchanan (1857-61), mas o início da Guerra da Secessão (1861-65) paralisa as negociações com os Estados Unidos.

Com o fim da guerra civil, em 30 de março de 1867, o secretário de Estado americano, William Seward, por US$ 7,2 milhões de dólares, cerca de oito décimos de centavo por hectare. Apesar do preço irrisório, Seward é ridiculizado no Congresso. O Senado aprova o negócio em abril por apenas um voto.

A descoberta de ouro em 1896 provoca uma onda migratória. Desde a maior corrida do ouro da história da América, o Alasca, rico em recursos naturais, contribui para a prosperidade dos EUA.

EUA CRIAM PREVIDÊNCIA SOCIAL

    Em 1935, o presidente Franklin Delano Roosevelt sanciona a Lei da Seguridade Social, que cria a previdência social nos Estados Unidos durante a Grande Depressão (1929-39), garantindo pensão para aposentados e uma renda mínima para desempregados.

Roosevelt é eleito em 1932, no auge da depressão, quando o desemprego nos EUA chega a 25% com a promessa de um New Deal, um novo pacto social para amenizar as consequências da crise e recuperar a economia do país.

Ao assinar a lei, FDR manifestou "preocupação com os jovens que se perguntam qual será seu quinhão quando envelhecerem". Mesmo reconhecendo que "não podemos nunca proteger 100% dos cidadãos contra 100% dos riscos e vicissitudes", Roosevelt quer garantir uma velhice sem miséria. 

A previdência social cria uma rede de proteção social para aposentados e deficientes, além de auxílios e benefícios sociais. Com a ascensão do neoliberalismo econômico a partir do governo Ronald Reagan (1981-89), a direita conservadora passou a atacar a previdência social como fonte de acomodação e desestímulo aos trabalhadores.

PRESO CARLOS, O CHACAL 

   Em 1994, o serviço secreto da França prende em Cartum, no Sudão, o terrorista venezuelano Illich Ramírez Sánchez, mais conhecido como Carlos, o Chacal. Como o país não tem tratado de extradição com a França, os agentes sedam e sequestram Carlos. O governo sudanês alega que ajudou e pede para ser excluído pelos Estados Unidos da lista de países que apoiam o terrorismo.

Carlos é ligado à Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), à Organização Árabe para a Luta Armada e ao Exército Vermelho. É acusado de uma série de atentados realizados entre 1973 e 1992. Em 1974, toma o embaixador da França e outras 10 pessoas como reféns em Haia, na Holanda, para exigir a libertação de Yutaka Furuya, do Exército Vermelha Japonês.

Em 27 de junho de 1975, cercado pela polícia francesa em Paris, Carlos mata dois policiais e um informante, e consegue fugir. Julgado à revelia, é condenado à prisão perpétua por estes assassinatos em junho de 1992.

Sua ação mais espetacular acontece em 21 de dezembro de 1975, quando toma 70 altos funcionários como reféns durante uma reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) em Viena, na Áustria. Carlos e seu grupo recebem um resgate estimados em US$ 25 milhões a US$ 50 milhões e escapam, depois de matar três reféns.

Na prisão, Carlos pega mais uma pena de prisão perpétua em 2011, por ataques que mataram 11 pessoas e feriram outras 150 na França, e uma terceira em 2017.

terça-feira, 28 de março de 2017

Carlos o Chacal é condenado à terceira prisão perpétua

O terrorista venezuelano Ilich Ramírez Sánchez, mais conhecido como Carlos o Chacal, foi condenado hoje à prisão perpétua por um tribunal da França por um atentado cometido com granada em Paris em 1974, informou a agência Reuters.

Em 15 de setembro daquele ano, Carlos jogou uma granada numa drogaria. Duas pessoas morreram e outras 34 saíram feridas.

Durante os anos 1970s e 1980s, Sánchez foi um dos criminosos mais procurados do mundo por causa de atentados em defesa da causa palestina e de movimentos de libertação nacional esquerdistas e anti-imperialistas.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Carlos o Chacal pode pegar prisão perpétua mais 18 anos

A Justiça da França deve pedir a pena máxima de prisão perpétua e mais 18 anos de medida de segurança para o venezuelano Ilich Ramírez Sánchez, mais conhecido como Carlos, o Chacal, denunciado por quatro atentados terroristas que deixaram 11 mortos e mais de 150 feridos no país em 1982 e 1983, noticia hoje o jornal Le Monde.

sábado, 21 de novembro de 2009

Chávez defende o terrorista Carlos, o Chacal

Em uma reunião de partidos socialistas, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, defendeu o terrorista venezuelano Ilich Ramírez Sánchez, mais conhecido como Carlos, o Chacal. Para Chávez, Carlos não é um terrorista, mas um importante "combatente revolucionário".

O Chacal ganhou esse apelido nos anos 70, quando organizou ataques a bomba, atentados e sequestros. Ele foi preso em 1994 no Sudão e foi deportado para a França, onde foi condenado a prisão perpétua pelo assassinato, em 1975, de dois agentes secretos franceses e um suposto informante.

Além do Chacal, Chávez elogiou ditadores sanguinários como Idi Amin, responsável por cerca de 300 mil mortes em Uganda; Robert Mugabe, que transformou o Zimbábue de celeiro da África em um Estado em colapso, e o iraniano Mahmoud Ahmadinejad, que chega segunda-feira ao Brasil, depois de ser reeleito fraudulentamente em 12 de junho de 2009 e usar a Guarda Revolucionária para acabar com os protestos da oposição.