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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Maduro muda ministério para não mudar políticas

Sob pressão de uma crise econômica com desabastecimento e inflação superior a 60% ao ano, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta semana uma reforma ministerial para "fazer os ajustes necessários" para lançar "cinco revoluções: econômica, do conhecimento, das missões socialistas, da política estatal e do socialismo territorial". Na prática, apontam os críticos, muda para não alterar as linhas básicas da "revolução bolivarista" pregada pelo falecido caudilho Hugo Chávez.

O fato mais notável dessa "mudança cosmética", nas palavras do jornal francês Le Monde, foi a substituição de Rafael Ramírez, vice-presidente para questões econômicas, ministro da Energia e presidente da companhia estatal Petroleos de Venezuela S. A. (PdVSA), onde ele estava há uma década, pelo tecnocrata Eulogio del Pino.

O poderoso Ministério do Petróleo e da Mineração foi entregue a Asdrubal Chávez, sobrinho do presidente morto por um câncer há um ano e meio. Um tecnocrata assumiu a direção da PdVSA.

Para o jornal americano The Wall St. Journal, porta-voz do centro financeiro de Nova York, isso indica que Maduro "não rompeu com o núcleo mais radical no seio do partido no poder". Ramírez era considerado "menos dogmático".

Sua substituição não alimenta esperanças de mudança numa administração tão desastrosa e incompetente que a Venezuela, país com maiores reservas mundiais de petróleo, está prestes a se tornar importador, observa o comentarista Andrés Oppenheimer no jornal Miami Herald.

Enquanto a oposição ensaia uma retomada das manifestações de protesto e o governo não divulga índices de inflação desde maio, quando chegou a 60% ao ano, Maduro insiste em levar a revolução chavista até o fim.

O delírio é tanto na Venezuela que foi feita uma versão do Pai Nosso para canonizar Chávez, durante um encontro do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV): "Chávez nosso que estás no céu, na terra, no mar e em nós, delegados, santificado seja o vosso nome. Venha a nós o teu legado para levá-lo aos povos daqui e de lá. Dai-nos hoje a tua luz para que nos guie a cada dia e não nos deixeis cair na tentação do capitalismo, mas livrai-nos da maldade da oligarquia, do crime e do contrabando. Porque nossa é a pátria por séculos e séculos. Amém. Viva Chávez!"

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Esquerda sem rumo

A esquerda latino-americana não discute. Tem certezas. Tem a História na mão? Não, desde a queda do Muro de Berlim e do colapso do comunismo. É uma realidade que a esquerda latino-americana, que apoia Fidel, Chávez e outros caudilhos que a esquerda europeia rejeita, insiste em ignorar.

Enquanto direita e esquerda forem democráticas, tudo bem, mas o socialismo democrático é a social-democracia. O PT e o lulismo são social-democratas, mas o MST não é. Como vivi sob uma ditadura e prezo minha liberdade, não gostaria de viver sob um governo do MST, nem do camarada Kim Jong Un ou dos irmãos Castro. 

Como sou contra a tirania, posso me identificar com a blogueira cubana Yoani Sánchez, com os intelectuais e artistas dissidentes chineses, com os sindicalistas que vaiaram o enterro de Lady Thatcher, com os líbios que se livraram de Kadafi com a ajuda da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), com os sírios não fundamentalistas que tentam se livrar de Assad, com os egípcios na Praça da Libertação, com as vítimas da ditadura argentina que denunciaram a omissão do novo papa na época e de todas as ditaduras latino-americanas. Na Guatemala, estão julgando o general Efraín Ríos Montt, ditador de plantão quando passei lá, em 1982, mas o Brasil esquece deliberadamente o guarda de banco que o Lamarca matou. Também foi vítima, também merecia reparação e reconhecimento, a família merecia indenização, mas a Comissão é da Meia-Verdade.  

Estou do lado da liberdade individual, da maioria desarmada que não quer se submeter ao poder arbitrário do Estado seja em nome de que ideologia for.

Como o mundo não é preto e branco, só quem é extremista pode ter certezas. Qualquer ideia política que se considere progressista tem de promover a emancipação humana. Para isso, é preciso que as pessoas tenham suas necessidades básicas atendidas e uma educação de qualidade para poder pensar com a própria cabeça e não a do partido.

O marxismo-leninismo se tornou uma doutrina reacionária e autoritária com origem no autoritarismo alemão que pretende falar em nome do povo sem ter delegação para isso. É usada para justificar os mais variados abusos dos direitos humanos e arbitrariedades, corrupção, tortura...

Desde 1989, desde a queda do Muro, as revoluções são feitas para lutar pela liberdade. As pessoas vão para o meio da praça lutar pela liberdade e não gritar slogans socialistas e marxistas, pedir a estatização dos meios de produção, a não ser na América Latina, o continente do atraso, onde as esquerdas são teleguiadas pelo Estado.

Neste sentido, reacionário é quem luta contra as revoluções liberais que fazem parte das últimas ondas de democratização iniciadas pelo fim da Guerra Fria e a queda do Muro de Berlim.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Venezuela megadesvaloriza moeda em 31,7%

Sob pressão da inflação de 20% ao ano, de um déficit público de 15% do produto interno bruto e da ausência do presidente Hugo Chávez, que aumenta a incerteza, o governo da Venezuela anunciou ontem uma desvalorização de 31,7% na cotação oficial do bolívar que passou de 4,30 para 6,30 por dólar.

A medida vai ajudar a fechar as contas públicas, já que a Venezuela vai ganhar mais bolívares por seus petrodólares. Por outro lado, vai pressionar ainda mais a inflação.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Chávez não tem condições de tomar posse

Como era previsto, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, hospitalizado em Cuba depois de ser submetido a uma quarta cirurgia para tratamento de um câncer, não está em condições de tomar posse em 10 de janeiro, confirmou hoje o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello.

Se o presidente não puder tomar posse, a Constituição da República Bolivarista da Venezuela prevê a realização de nova eleição presidencial, mas o regime chavista tenta ignorar esse dispositivo.

O candidato oposicionista derrotado na última eleição, Henrique Capriles, fez um apelo ao Supremo Tribunal da Venezuela, onde o chavismo tem ampla maioria, para que se manifeste sobre o caso e pediu o apoio de outros líderes sul-americanos, inclusive da presidente Dilma Rousseff, na busca de uma solução constitucional para a crise venezuelana.

Consciente da gravidade da situação, antes de ir para Cuba, Chávez designou o vice-presidente e ministro do Exterior, Nicolás Maduro, como sucessor. Mas Maduro não foi eleito. Constitucionalmente, o poder deveria passar para Cabello, acirrando a disputa pela sucessão.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Chávez impede transmissão de comício da oposição

Em mais uma demonstração de que faz qualquer coisa para se reeleger, o presidente Hugo Chávez impediu a transmissão ao vivo pela televisão de um comício do candidato da oposição à Presidência da Venezuela, Henrique Capriles, na eleição de 7 de outubro. Assim que ele começou a falar, entrou no ar uma cadeia nacional de rádio e televisão convocada pelo ditador para exaltar as conquistas de seu governo e as virtudes do socialismo.

"Outra cadeia de rádio e televisão continua mentindo para o povo venezuelano a apenas 20 dias da eleição", protestou Capriles através do Twitter.

Os chavistas rejeitaram a acusação alegando que os programas sociais servem para ajudar os pobres e não para comprar votos. Chávez diz que só usa as cadeias nacionais para negócios de Estado e não para fazer campanha, mas às vezes fica horas no ar e não perde oportunidades para atacar seus adversários políticos.

Desde o início oficial da campanha, em 1º de julho, Chávez ficou mais de 70 horas no ar, reporta a agência de notícias Reuters. O presidente lidera as pesquisas eleitorais.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Chávez teria só mais um ou dois anos de vida

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, teria apenas mais um ou dois anos de vida, estimam os médicos cubanos e russos que o trataram de um câncer em junho de 2011, revelaram mensagens de correio eletrônico da empresa de segurança americana Stratfor pirateadas pela organização não governamental WikiLeaks.

Chávez está em Cuba desde sexta-feira para fazer uma terceira cirurgia na região abdominal, de onde foi tirado um tumor no ano passado.

Em 5 de dezembro, uma mensagem do fundador da Stratfor para sua diretora de análise revela críticas de médicos russos ao tratamento feito pelos cubanos. Os russos afirmam que os cubanos não tinham o equipamento apropriado e fizeram uma "cirurgia errada".

Dias depois, a equipe russa teria sido forçada a fazer uma segunda intervenção cirúrgica, quando foi removido um tumor descrito pelo próprio Chávez como do "tamanho de uma bola de tênis". O câncer surgiu na próstata e se alastrou.

"É por isso que os russos dão menos de um ano de vida ao líder venezuelano, enquanto os cubanos dão dois", diz o documento vazado pelo WikiLeaks.

Depois de liderar uma tentativa de golpe contra o presidente Carlos Andrés Pérez em fevereiro de 1992, Chávez foi preso e anistiado. Em 1998, foi eleito presidente da Venezuela, cargo que ocupa até hoje.

No poder, Chávez sobreviveu a um golpe de Estado, em abril de 2002, e a uma longa greve da companhia estatal Petroleos de Venezuela (PdVSA). Venceu um referendo sobre a revogação de seu mandato e foi reeleito em 2006.

Agora, é candidato à reeleição mais uma vez, mas já admite que não tem saúde para governar além de 2019, quando terminaria seu próximo mandato, se for reeleito.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Deputado chavista ameaça candidata da oposição

Em mais uma tirada de caráter fascistoide, o deputado Freddy Bernal, ex-prefeito de Caracas e aliado próximo do presidente Hugo Chávez, advertiu a pré-candidata à Presidência da Venezuela María Corina Machado, alvo de um ataque a tiros no fim de semana, a ficar longe dos redutos eleitorais governistas.

No sábado, María Corina dava declarações à televisão que foi obrigada a sair correndo, junto com partidários e assessores, como mostrou o jornal online The Huffington Post. Ela foi à Justiça exigir o esclarecimento total dos fatos.

Mas o deputado chavista, revelando o caráter autoritário e antidemocrático do neocaudilhismo venezuelano, afirmou: "Eles sabem que não terá votos lá. Eles sabem que ninguém vai votar neles lá, que não são queridos. Então, o que vão fazer lá?"

A Venezuela vai pagar um preço alto para fascistização da era Chávez.

sábado, 5 de novembro de 2011

Daniel Ortega será reeleito domingo na Nicarágua

Apesar das acusações de corrupção e enriquecimento ilícito, o presidente Daniel Ortega, que governou a Nicarágua durante dez anos depois da Revolução Sandinista e voltou há quatro anos pelo voto popular, deve ser reeleito domingo sem problemas.

Ortega, da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN),  tem 48% das preferências contra 30% do empresário e radialista Fabio Gadea, do Partido Liberal Independente, uma aliança de direitistas com dissidentes do sandinismo.

Em terceiro, com 11%, vem o ex-presidente e ex-aliado Arnoldo Alemán (1997-2002), do Partido Liberal Constitucional, que não vai reconhecer a vitória do presidente alegando que a reeleição é inconstitucional.

Pela legislação nicaraguense, para ganhar a eleição presidencial no primeiro turno bastam 40% dos votos válidos ou 35% e cinco pontos percentuais de vantagem sobre o segundo colocado, informa a revista América Economia.

Num dos países mais pobres da América depois do Haiti, com seu autoritarismo suave, Ortega termina o mandato mais popular do que começou graças aos programas sociais financiados com a ajuda da Venezuela de Hugo Chávez. A Nicarágua é um dos países membros da Alba (Aliança Bolivarista para as Américas).

Ele manteve a retórica antiamericana, afinado com seus aliados Chávez, Fidel e Raúl Castro, mas seguiu rigorosamente as orientações do Fundo Monetário Internacional. Isso lhe permitiu combinar atração de investimentos com o combate à miséria.

Em 2010, a Nicarágua recebeu da Venezuela o equivalente a US$ 511 milhões em ajuda direta e petróleo subsidiado. É 7,6% do produto interno bruto nicaraguense.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Chávez volta mas não vai à festa

O presidente Hugo Chávez voltou hoje à Venezuela depois de ficar quase um mês em Cuba tratando de um câncer, mas não vai participar das comemorações dos 200 anos de independência do país, marcadas para amanhã.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Keiko Fujimori amplia vantagem sobre Humala

A deputada Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, condenado a 25 anos de cadeia por corrupção e crimes contra os direitos humanos amplia sua vantagem na luta pela Presidência do Peru. Se a tendência apontada nas últimas pesquisas se confirmar, ela deve vencer o segundo turno, em 5 de junho.

Pela pesquisa do instituto Datum, excluídos os votos brancos e nulos, Keiko teria 53,4% das preferências contra 46,6% para o candidato nacionalista Ollanta Humala, que perdeu para o atual presidente, Alan García, em 2006, por ser visto como muito próximo do presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

Agora, Humala adotou uma postura moderada. Procurou se associar à imagem do ex-presidente Lula, inclusive com a assessoria do Partido dos Trabalhadores. Mas virou alvo de uma intensa campanha de grupos direitistas que consideram Keiko menos ruim para seus negócios.

Outra pesquisa, do instituto CPI, dá 52,9% para Keiko e 47,1% para Humala, uma vantagem de 5,8 pontos percentuais, maior do que a margem de erro da pesquisa.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Chávez acusa EUA por violência na Síria

Em mais uma de suas análises políticas estapafúrdias, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, acusou as potências ocidentais de infiltrar terroristas na Síria para derrubar o ditador Bachar Assad.

O regime sírio é acusado de ter matado mais de 300 pessoas do movimento que há cinco semanas luta pacificamente pela democratização do país.

Chávez externou seu apoio a Assad em entrevista à agência de notícias Zawya: "Mais uma vez, acusam o presidente sem que nada tenha sido investigado. Vão impor sanções, congelar seus bens, bloqueá-lo e bombardeá-lo a pretexto de defender o povo".

E acrescentou: "Que cinismo! É o império, a loucura imperial".

Para o caudilho venezuelano, Assad é "um líder árabe socialista, humanista e irmão, com grande sensibilidade" e "não é radical de modo algum".

domingo, 14 de março de 2010

Chávez quer censura à Internet

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, pediu hoje a regulamentação da Internet e a censura a um sítio de oposição que acusa de divulgar notícias falsas.

"A Internet não pode ser um lugar totalmente livre, onde tudo possa ser feito ou dito", reclamou o caudilho. "Não, cada país deve impor suas regras e regulamentações."

Seu principal alvo é o sítio Noticiero Digital. Chávez persegue sistematicamente rádios, TVs e jornais que fazem oposição a seu governo.

domingo, 7 de março de 2010

ETA treinou FARC na Venezuela

As provas da ligação entre o grupo terrorista basco ETA (Euskadi ta Askatasuna, Pátria Basca e Liberdade) e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) não estão no computador do subcomandante Raúl Reyes, morto no Equador em 1ª de março de 2008, afirma neste domingo o jornal espanhol El País.

Em outubro de 2009, dois policiais espanhóis interrogaram em Bogotá quatro ex-guerrilheiros das FARC que confessaram ter recebido treinamento de explosivos da ETA num acampamento na Venezuela.

O treinamento seria organizado pelo Arturo Cubillas, assessor do presidente Hugo Chávez. A procuradoria-geral da Espanha investiga o envolvimento de outros funcionários do governo Chávez.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Apagão cala o presidente Hugo Chávez

Um apagão calou ontem o presidente da Venezuela. A luz se apagou quando Hugo Chávez  dava uma entrevista no Palácio Miraflores em Caracas. O país enfrenta uma séria crise energética causada pela falta de energia hidrelétrica por causa de uma seca.

Durante 30 segundos, Chávez ficou no escuro. Como o palácio tem gerador próprio, logo a luz voltou. O caudilho se desculpa: "Estava aqui tomando um café. Já mandei investigar o que aconteceu. Não foi um apagão".

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Chávez desapropria prédios históricos de Caracas

Em mais uma decisão aparentemente intempestiva, o presidente Hugo Chávez ordenou hoje a desapropriação de prédios históricos da Praça Bolívar, no centro da capital da Venezuela.

Durante seu programa dominical de rádio e televisão, Chávez passeou pela praça lentamente, lembrando fatos históricos ocorridos ali. Depois de mostrar uma casa onde o libertador Simón Bolívar viveu antes de se casar, ao saber que nela funcionam várias empresas privadas, o caudilho venezuelano resolveu expropriá-la.

Outros prédios da praça também serão desapropriados.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Chávez acusa EUA e Canadá por crise venezuelana

Em mais um de seus tiroteios verbais pela televisão, o presidente Hugo Chávez acusou neste sábado os Estados Unidos e o Canadá de incentivar os protestos da oposição ma Venezuela.

"Os EUA e o governo ultraconservador do Canadá estão atacando a Venezuela numa tentativa de provocar violência e desestabilizar a situação do país", declarou o caudilho venezuelano, cada vez mais impopular por falta do racionamento de energia, da censura aos meios de comunicação, de uma inflação de 28% no ano passado que pode chegar a 60% por causa da maxidesvalorização do "bolívar forte".

Na caudilhada de hoje, Chávez desembainhou a espada de Simón Bolívar e prometeu construir o socialismo. Como fascista de esquerda e manipulador de massas, esqueceu-se que Bolíver nunca foi socialista nem antiamericano.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Mais de 60% dos venezuelanos estão pessimistas

Seis em cada dez venezuelanos estão pessimistas quanto ao futuro do país, indica uma pesquisa da empresa Hinterlaces, enquanto 37% acham que a Venezuela vai muito bem.

Para o diretor de pesquisas da Hinterlaces, Oscar Schemel, esse clima de incerteza e de insegurança abala a liderança do presidente Hugo Chávez. Na sua opinião, a maioria da população rejeita as "medidas radicais" do governo.


Cerca de 61% apoiam os protestos dos estudantes.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Chávez corta transmissão a cabo da RCTV

A Venezuela suspendeu as transmissões via cabo da Radio Caracas Televisión (RCTV), tirada do ar em sinal aberto em 2007, e de outras cinco emissoras, alegando que descumpriram a lei que obriga a transmitir os pronunciamentos do presidente Hugo Chávez.

Quando não teve a concessão renovada, sob a acusação de ter apoiado o golpe de abril de 2002, a RCTV era a emissora de maior audiência da televisão venezuelana.

O novo bloqueio às operações da RCTV provocou um panelaço em bairros da classe média da capital onde a maioria é oposicionista.

Se é inegável o apoio dos barões da mídia venezuelana ao golpe de abril, a não revovação da licença da RCTV não foi precedida do devido processo administrativo, nem houve um processo criminal para apurar responsabilidade pela cobertura distorcida dos conflitos de rua com 15 mortos que levaram ao golpe.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Chávez estatiza supermercados franco-colombianos

No seu programa semanal de rádio e televisão Alô Presidente! deste domingo, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou a estatização da rede de supermercados franco-colombiana Éxito, acusada de "remarcação de preços e de especulação depois da desvalorização do bolívar.

"Eu ordeno que se abra um processo para expropriação da rede Éxito", declarou o caudilho venezuelano.

Durante a semana passada, Chávez insistiu na mudança da lei de proteção ao consumidor para facilitar a desapropriação de lojas que aumentem os preços: "A proposta que me mandaram ainda é muito suave. Vou escrever a eles para ver se entendem o que o povo precisa", afirmou o presidente venezuelano.

"De todo modo, já disse: senhores donos da cadeia Éxito, podem procurar o ministro do Comércio, Eduardo Samán. A rede agora passa a ser da república", decidiu Chávez. "Não há volta atrás."

domingo, 10 de janeiro de 2010

Chávez quer "telenovelas socialistas"

Em mais um de seus arroubos, o presidente Hugo Chávez pediu às televisões da Venezuela nesta domingo que produzam "telenovelas socialistas", alegando que "existe capitalismo demais na TV".

"Estive há pouco em Cuba", disse o caudillho venezuelano durante o programa Alô Presidente!, diante de roteiristas, diretores e produtores, "e lá eles transmitem telenovelas com conteúdo social, telenovelas socialistas".