Os Estados Unidos deram isenção ao Iraque para importar gás natural do Irã para geração de energia elétrica, noticiou hoje a agência Bloomberg.
Desde ontem, o governo Donald Trump reimpôs sanções econômicas à República Islâmica, seis meses depois de abandonar o acordo para congelar o programa nuclear militar iraniano por dez anos. Oito países receberam isenção para poder continuar importando petróleo iraniano, inclusive a China e a Índia.
Apesar dos fortes laços econômicos com o Irã, o Iraque não foi incluído entre os países isentos. Como depende do gás natural iraniano, os EUA abriram mais uma exceção, não se sabe durante quanto tempo.
O corte das importações de petróleo e gás natural do Irã no Sul do Iraque provocou uma onda de protestos e manifestações na província iraquiana de Bássora, rica em petróleo, mas muito pobre.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 6 de novembro de 2018
segunda-feira, 25 de setembro de 2017
Índia pode gerar 100% da energia elétrica de fontes renováveis
Alguns países em desenvolvimento, entre eles a Índia, têm abundância de fontes de energia renováveis e não precisam depender de carvão e petróleo como os países desenvolvidos para elevar o nível de vida. Até 2050, a Índia pode gerar toda sua energia elétrica de fontes renováveis, concluiu uma pesquisa da Universidade de Tecnologia de Lappeeranta, na Finlândia.
O estudo aponta a energia solar como principal alternativa. As células fotovoltaicas são a fonte mais barata e baterias garantiriam o suprimento durante a noite. As necessidades de energia incluem dessalinização de água.
"A possibilidade de que um país como a Índia possa se mover rumo a um sistema elétrico dentro de três décadas e que possa fazê-lo mais economicamente do que no sistema atual mostram que os países em desenvolvimento podem pular a fase de emissões intensivas. É uma vantagem competitiva", observou o coordenador do maior projeto de desenvolvimento de energia solar da Finlândia, Pasi Vainikka.
Só numa época do ano, durante as chuvas torrenciais da temporada das monções, o sol brilha menos na Índia. A insolação menor seria compensada pelo aumento da geração de energia hidrelétrica e energia do vento.
Com menos emissões de gases carbônicos, a Índia também reduziria a poluição do ar, responsável por milhares de mortes todos os anos. Quatro cidades indianas, inclusive a capital, Nova Déli, estão entre as dez cidades com ar mais poluído do mundo.
Pelas estimativas da pesquisa, o custo da energia renovável em 2050 seria de 52 euros (R$ 194,40) por megavate-hora se for computado apenas o setor de energia. Com a dessalinização e o uso industrial de gás natural, o custo cairia para 46 euros (R$ 172) por MWh. O custo atual é de 57 euros (R$ 213,09) por MWh.
O investimento necessário para tornar a energia elétrica indiana 100% renovável é de 3,38 trilhões de euros (R$ 12,636 trilhões), estimando-se um aumento da demanda de 1,72 bilhões de MWh em 2015 para 6,2 bilhões de MWh em 2050.
Com a mudança da matriz energética, a Índia teria plenas condições de atingir suas metas dentro do Acordo do Clima para conter o aquecimento global assinado em 2015 em Paris para limitar o aumento da temperatura da Terra em dois graus centígrados em relação à era pré-industrial.
O estudo aponta a energia solar como principal alternativa. As células fotovoltaicas são a fonte mais barata e baterias garantiriam o suprimento durante a noite. As necessidades de energia incluem dessalinização de água.
"A possibilidade de que um país como a Índia possa se mover rumo a um sistema elétrico dentro de três décadas e que possa fazê-lo mais economicamente do que no sistema atual mostram que os países em desenvolvimento podem pular a fase de emissões intensivas. É uma vantagem competitiva", observou o coordenador do maior projeto de desenvolvimento de energia solar da Finlândia, Pasi Vainikka.
Só numa época do ano, durante as chuvas torrenciais da temporada das monções, o sol brilha menos na Índia. A insolação menor seria compensada pelo aumento da geração de energia hidrelétrica e energia do vento.
Com menos emissões de gases carbônicos, a Índia também reduziria a poluição do ar, responsável por milhares de mortes todos os anos. Quatro cidades indianas, inclusive a capital, Nova Déli, estão entre as dez cidades com ar mais poluído do mundo.
Pelas estimativas da pesquisa, o custo da energia renovável em 2050 seria de 52 euros (R$ 194,40) por megavate-hora se for computado apenas o setor de energia. Com a dessalinização e o uso industrial de gás natural, o custo cairia para 46 euros (R$ 172) por MWh. O custo atual é de 57 euros (R$ 213,09) por MWh.
O investimento necessário para tornar a energia elétrica indiana 100% renovável é de 3,38 trilhões de euros (R$ 12,636 trilhões), estimando-se um aumento da demanda de 1,72 bilhões de MWh em 2015 para 6,2 bilhões de MWh em 2050.
Com a mudança da matriz energética, a Índia teria plenas condições de atingir suas metas dentro do Acordo do Clima para conter o aquecimento global assinado em 2015 em Paris para limitar o aumento da temperatura da Terra em dois graus centígrados em relação à era pré-industrial.
terça-feira, 24 de maio de 2016
Brasil precisa negociar com mundo inteiro sem discriminação
A proposta do novo ministro das
Relações Exteriores, senador José Serra, de dar mais destaque ao Itamaraty e
usar a política externa para ampliar as relações econômicas do país foi tema de
matéria do jornal O
Globo de 22 de maio de 2016
em que fui citado. Abaixo, outras considerações além do que foi publicado.
Em princípio, é uma boa ideia um
ministro do Exterior que não seja diplomata de carreira por causa do
corporativismo do Itamaraty, mas Serra não é lá muito diplomático.
Foi correta a resposta pronta aos
governos latino-americanos que denunciam golpe no Brasil, mas conceder
passaporte diplomático a um pastor evangélico num Estado laico é um erro. Sou a
favor de taxar as religiões e não de fazer concessões eleitoreiras.
É importante retomar as relações com
as grandes potências democráticas, falo de EUA, Europa, Canadá, Japão e
Austrália. Temos em comum a defesa da democracia liberal e dos direitos
humanos. Devemos rejeitar atitudes colonialistas, mas não hostilizar EUA e
Europa como potências imperiais como fazia o PT.
A Guerra Fria acabou. No mundo globalizado,
é preciso negociar soberanamente com o mundo todo.
O grupo BRICS me parece mais um
instrumento de política externa da China, com quem precisamos manter boas
relações por causa da importância econômica, mas China e Rússia são defensoras
de um autoritarismo que não interessa a países verdadeiramente democráticos. De
acordo com a Constituição, os direitos humanos são um pilar importante da
política externa brasileira.
A cooperação econômica é importante,
mas a aliança política com qualquer potência não pode ser automática. Não pode
haver alinhamento automático nem com China nem com EUA e o maior desafio será
sempre negociar com as superpotências.
Precisamos de uma política externa
independente, soberana e flexível. O Brasil é um ator global e precisa
continuar sendo.
Serra sempre foi contra o Mercosul,
o que me parece um equívoco. Sob a orientação do embaixador Rubens Ricupero,
reconhece a importância do bloco na arquitetura da política externa brasileira,
que desde a redemocratização reconhece a importância da região, especialmente
da América do Sul.
Seria importante resgatar a proposta original do bloco, o regionalismo aberto, onde um grupo de países que se une para ter voz mais forte e maior poder de barganha em negociações e foros internacionais. A Venezuela de Maduro atrapalha, mas de que servem Mercosul, Unasul (União das Nações Sul-Americanas) e Celac (Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos), se não forem capazes de negociar uma transição pacífica na Venezuela?
É o problema mais urgente no nosso
entorno. Do jeito que vai, o derramento de sangue parece inevitável. O governo
Dilma Rousseff estava muito mais qualificado para fazer isso por causa da
identidade ideológica. Perdeu a oportunidade pelo desinteresse de Dilma com a política
externa.
A política externa é uma política de
Estado, que requer continuidade. Dilma esvaziou o Itamaraty, que hoje tem
excesso de terceiros-secretários porque sob Lula o Rio Branco admitia cem
pessoas por ano e Dilma teria reduzido para 20. Dilma desmontou o árduo
trabalho de Celso Amorim para aumentar a internacionalização do Brasil.
Em seu estilo pouco diplomático,
Serra mandou fazer logo uma análise de custos com o objetivo evidente de fechar
embaixadas. Todo orçamento tem limite, mas fechar as portas é dar um tapa na
cara de países com que o Brasil tentou reforçar os laços.
Imagino que o continente mais
afetado seja a África, onde Lula estabeleceu “amizades” com ditadores
sanguinários como Teodoro Obiang, da Guiné Equatorial, e Denis Sassou-Nguesso,
do Congo (ex-Francês). Não dá para ignorar graves violações dos direitos
humanos enquanto se faz negócios, mas se pode usar a influência para tentar
melhorar a situação ao contrário do que faz a China, que ignora tudo em nome da
soberania nacional.
A África é o próximo continente que
pode sofrer um crescimento acelerado, até mesmo por partir de um nível muito
baixo. O Brasil, como segundo maior país africano do mundo em população, deve
participar deste processo.
Se olharmos um mapa da África à noite, veremos uma escuridão quase
total. O ex-ministro francês Jean-Louis Borloo lançou a proposta de um Plano
Marshall para a eletrificação do continente, Energias para a África. Com energia e mão de obra barata,
pode ser um salto no desenvolvimento africano. O Brasil deveria se associar a
este projeto.
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sexta-feira, 17 de julho de 2015
Armênios voltam a protestar contra governo aliado da Rússia
As manifestações de protesto contra um aumento nas tarifas de energia elétrica lideradas pelo movimento "De Pé, Armênia!" foram reiniciadas na noite de hoje em Ierevã, a capital desta ex-república soviética aliada da Rússia.
O movimento exige a suspensão da alta nos preços da eletricidade até 1º de agosto de 2015.
As manifestações são comparadas à onda de protestos iniciada em novembro de 2013 na ex-república soviética da Ucrânia, que levaram à revolução da Praça Maidan, à queda do presidente Viktor Yanukovich e à intervenção militar russa para anexar a Crimeia e subverter a ordem no Leste da Ucrânia. Mas é improvável que ameacem o governo, a não ser que haja violência.
Como a empresa de energia elétrica é de propriedade de um oligarca russo próximo do Kremlin, os protestos têm um caráter contra a Rússia e as pretensões do protoditador Vladimir Putin de manter a influência sobre as repúblicas da antiga União Soviética.
O movimento exige a suspensão da alta nos preços da eletricidade até 1º de agosto de 2015.
As manifestações são comparadas à onda de protestos iniciada em novembro de 2013 na ex-república soviética da Ucrânia, que levaram à revolução da Praça Maidan, à queda do presidente Viktor Yanukovich e à intervenção militar russa para anexar a Crimeia e subverter a ordem no Leste da Ucrânia. Mas é improvável que ameacem o governo, a não ser que haja violência.
Como a empresa de energia elétrica é de propriedade de um oligarca russo próximo do Kremlin, os protestos têm um caráter contra a Rússia e as pretensões do protoditador Vladimir Putin de manter a influência sobre as repúblicas da antiga União Soviética.
quarta-feira, 1 de julho de 2015
Armênios protestam contra dependência da Rússia
Cerca de 10 mil manifestantes tomaram as ruas de Ierevã no último fim de semana para protestar contra o presidente da ex-república da Armênia, Serj Sarkissian, e sua aliança com a Rússia, preocupando as autoridades do Kremlin.
A onda de protestos começou com o anúncio pela comissão de serviços de públicos de um aumento de 17% na tarifa de energia elétrica. Mais do que o aumento em si num país com 17% de desemprego, está em jogo a dominação russa sobre a economia armênia e a corrupção e o compadrismo característicos do modelo de negócios do governo Vladimir Putin.
A Rede Elétrica da Armênia, a companhia nacional de energia elétrica, é uma subsidiária da empresa russa Inter RAO. Seu presidente, Igor Sechin, é um amigo próximo de Putin. Os manifestantes denunciam a corrupção na empresa.
No sábado, Sarkissian prometeu abrir inquérito e adiou o aumento até sua conclusão, prevista para agosto. Para consolidar a aliança, a Rússia deu no fim de semana US$ 200 milhões à Armênia, que disputa a região de Nagorno-Karabakh com o vizinho Azerbaijão desde os últimos anos da União Soviética, da qual ambos eram repúblicas.
Com uma base militar e 3 mil soldados russos, a Armênia é uma cabeça de ponte essencial para a Rússia no Sul do Cáucaso, ajudando-a a manter o controle sobre o Mar Cáspio e a Ásia Central pós-soviética. O sonho de Putin é restaurar o poder imperial soviético mantendo o controle da Rússia e a esfera de influência, o chamado império interior soviético.
O Cáucaso faz parte desse império russo recriado por Putin, como mostrou a guerra contra a ex-república soviética da Geórgia em agosto de 2008. A Armênia entrou para a União Eurasiana, a tentativa de Moscou de criar uma área econômica capaz de rivalizar com a União Europeia.
Sob pressão da crise da Ucrânia e de seus próprios problemas econômicos, a começar pela Grécia, a UE reduziu seu compromisso com a Parceria Oriental, que inclui Armênia, Azerbaijão e Geórgia. Ao não abrir uma rota para à integração à Europa, a UE joga estes países nas garras do Kremlin.
A onda de protestos começou com o anúncio pela comissão de serviços de públicos de um aumento de 17% na tarifa de energia elétrica. Mais do que o aumento em si num país com 17% de desemprego, está em jogo a dominação russa sobre a economia armênia e a corrupção e o compadrismo característicos do modelo de negócios do governo Vladimir Putin.
A Rede Elétrica da Armênia, a companhia nacional de energia elétrica, é uma subsidiária da empresa russa Inter RAO. Seu presidente, Igor Sechin, é um amigo próximo de Putin. Os manifestantes denunciam a corrupção na empresa.
No sábado, Sarkissian prometeu abrir inquérito e adiou o aumento até sua conclusão, prevista para agosto. Para consolidar a aliança, a Rússia deu no fim de semana US$ 200 milhões à Armênia, que disputa a região de Nagorno-Karabakh com o vizinho Azerbaijão desde os últimos anos da União Soviética, da qual ambos eram repúblicas.
Com uma base militar e 3 mil soldados russos, a Armênia é uma cabeça de ponte essencial para a Rússia no Sul do Cáucaso, ajudando-a a manter o controle sobre o Mar Cáspio e a Ásia Central pós-soviética. O sonho de Putin é restaurar o poder imperial soviético mantendo o controle da Rússia e a esfera de influência, o chamado império interior soviético.
O Cáucaso faz parte desse império russo recriado por Putin, como mostrou a guerra contra a ex-república soviética da Geórgia em agosto de 2008. A Armênia entrou para a União Eurasiana, a tentativa de Moscou de criar uma área econômica capaz de rivalizar com a União Europeia.
Sob pressão da crise da Ucrânia e de seus próprios problemas econômicos, a começar pela Grécia, a UE reduziu seu compromisso com a Parceria Oriental, que inclui Armênia, Azerbaijão e Geórgia. Ao não abrir uma rota para à integração à Europa, a UE joga estes países nas garras do Kremlin.
quarta-feira, 15 de abril de 2015
Crescimento da China cai para 7% ao ano
O produto interno da China cresceu num ritmo de 7% ao ano no primeiro trimestre de 2015. Esse crescimento seria espetacular para quase todos os outros países do mundo. É o dobro da média mundial. Mas mantém a tendência de desaceleração da segunda maior economia do mundo em termos nominais e primeira pelo critério de paridade do poder de compra do Banco Mundial.
Foi o pior resultado do primeiro trimestre em seis anos. A China havia crescido 7,3% no último trimestre de 2014, fechando o ano com alta de 7,4%, o menor avanço desde 1990, quando o país estava sob sanções por causa do massacre na Praça da Paz Celestial, em Beijim, em junho de 1989.
Ontem, foi anunciada uma queda de 15% nas exportações chinesas. Diante da crise internacional, o governo tenta reorientar a economia para o mercado interno. Mas o mercado imobiliário também enfrenta dificuldades e excesso de oferta.
A produção industrial no primeiro trimestre avançou 6,4% na comparação anual. Em março de 2015, a produção industrial cresceu 5,6% em relação a março de 2014. As vendas no varejo aumentaram 10,6% num ano.
No primeiro trimestre, a geração de energia elétrica caiu 0,1% na comparação anual e a produção de aço, 1,7%.
O investimento em imóveis aumentou 8,5% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período no ano passado, mas a venda de casas caiu 9,1%. O início de novas construções registrou baixa de 18,4%, informou a coluna Macro Horizontes, do jornal The Wall Street Journal.
A era do crescimento espetacular movido a investimento está se esgotando. Como é o espetacular desenvolvimento econômico chinês que legitima a ditadura do Partido Comunista, preocupado com o impacto político, o governo tende a usar as políticas fiscal e de crédito que deram certo nas últimas décadas. Com uma economia muito maior e excesso de capacidade instalada, o impacto dessas políticas vem diminuindo.
Foi o pior resultado do primeiro trimestre em seis anos. A China havia crescido 7,3% no último trimestre de 2014, fechando o ano com alta de 7,4%, o menor avanço desde 1990, quando o país estava sob sanções por causa do massacre na Praça da Paz Celestial, em Beijim, em junho de 1989.
Ontem, foi anunciada uma queda de 15% nas exportações chinesas. Diante da crise internacional, o governo tenta reorientar a economia para o mercado interno. Mas o mercado imobiliário também enfrenta dificuldades e excesso de oferta.
A produção industrial no primeiro trimestre avançou 6,4% na comparação anual. Em março de 2015, a produção industrial cresceu 5,6% em relação a março de 2014. As vendas no varejo aumentaram 10,6% num ano.
No primeiro trimestre, a geração de energia elétrica caiu 0,1% na comparação anual e a produção de aço, 1,7%.
O investimento em imóveis aumentou 8,5% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período no ano passado, mas a venda de casas caiu 9,1%. O início de novas construções registrou baixa de 18,4%, informou a coluna Macro Horizontes, do jornal The Wall Street Journal.
A era do crescimento espetacular movido a investimento está se esgotando. Como é o espetacular desenvolvimento econômico chinês que legitima a ditadura do Partido Comunista, preocupado com o impacto político, o governo tende a usar as políticas fiscal e de crédito que deram certo nas últimas décadas. Com uma economia muito maior e excesso de capacidade instalada, o impacto dessas políticas vem diminuindo.
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
Governo da Grécia propõe dar comida e energia grátis aos pobres
Diante da recusa pelo Grupo do Euro de sua proposta de renegociação da dívida da Grécia, dos primeiros protestos de rua contra o novo governo esquerdista e do início de uma revolta nas alas mais à esquerda de seu partido, o primeiro-ministro Alexis Tsipras anunciou hoje uma série de medidas para favorecer os mais atingidos pela crise.
Na próxima semana, o governo deve apresentar seus projetos ao Parlamento oferecendo comida e eletricidade de graça para 300 mil lares. Os prazos de pagamento de impostos atrasados serão prorrogados.
Tsipras vai propor ainda o congelamento dos despejos por falta de pagamento da casa própria, a recontratação de funcionários da televisão estatal demitidos desde 2009 e a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito sobre a crise da dívida grega. Promete cortar gastos em outras áreas para financiar os programas sociais.
Com dificuldades para honrar seus compromissos, a Grécia pediu ajuda à União Europeia (UE), ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e ao Banco Central Europeu (BCE). Desde então, recebeu empréstimos de 240 bilhões de euros, mas foi submetida a um rigoroso programa de ajuste das contas públicas que levou a uma depressão econômica, com uma queda de 25% no produto interno bruto nos últimos seis anos.
Com desemprego de 25% da população e de 55% entre os jovens, a Coligação de Esquerda Radical (Syriza), liderada por Tsipras, ganhou as eleições parlamentares de janeiro de 2015 com a promessa de romper com o programa de austeridade.
Os outros países do Grupo do Euro rejeitaram as propostas de redução ou alongamento do prazo de pagamento da dívida grega, mas estenderam o programa de ajuda em quatro meses. Neste período, a Grécia tem de apresentar novo plano de reformas para equilibrar as contas públicas.
Em Berlim, a Câmara Federal da Alemanha aprovou hoje a prorrogação do programa de ajuda à Grécia, mas o ministro das Finanças, Wolfgang Schäuble, que jogou duro com o novo governo grego, e vários deputados da União Democrata-Cristã, da chanceler (primeira-ministra) Angela Merkel, não acreditam na capacidade da Grécia de fazer as reformas e pagar as dívidas.
Hoje o dinheiro acabou nos caixas automáticos do banco grego Piraeus. Com o risco de que a Grécia seja obrigada a deixar a união monetária europeia, há uma corrida bancária para sacar euros. É mais uma ameaça ao sistema financeiro do país.
Na próxima semana, o governo deve apresentar seus projetos ao Parlamento oferecendo comida e eletricidade de graça para 300 mil lares. Os prazos de pagamento de impostos atrasados serão prorrogados.
Tsipras vai propor ainda o congelamento dos despejos por falta de pagamento da casa própria, a recontratação de funcionários da televisão estatal demitidos desde 2009 e a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito sobre a crise da dívida grega. Promete cortar gastos em outras áreas para financiar os programas sociais.
Com dificuldades para honrar seus compromissos, a Grécia pediu ajuda à União Europeia (UE), ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e ao Banco Central Europeu (BCE). Desde então, recebeu empréstimos de 240 bilhões de euros, mas foi submetida a um rigoroso programa de ajuste das contas públicas que levou a uma depressão econômica, com uma queda de 25% no produto interno bruto nos últimos seis anos.
Com desemprego de 25% da população e de 55% entre os jovens, a Coligação de Esquerda Radical (Syriza), liderada por Tsipras, ganhou as eleições parlamentares de janeiro de 2015 com a promessa de romper com o programa de austeridade.
Os outros países do Grupo do Euro rejeitaram as propostas de redução ou alongamento do prazo de pagamento da dívida grega, mas estenderam o programa de ajuda em quatro meses. Neste período, a Grécia tem de apresentar novo plano de reformas para equilibrar as contas públicas.
Em Berlim, a Câmara Federal da Alemanha aprovou hoje a prorrogação do programa de ajuda à Grécia, mas o ministro das Finanças, Wolfgang Schäuble, que jogou duro com o novo governo grego, e vários deputados da União Democrata-Cristã, da chanceler (primeira-ministra) Angela Merkel, não acreditam na capacidade da Grécia de fazer as reformas e pagar as dívidas.
Hoje o dinheiro acabou nos caixas automáticos do banco grego Piraeus. Com o risco de que a Grécia seja obrigada a deixar a união monetária europeia, há uma corrida bancária para sacar euros. É mais uma ameaça ao sistema financeiro do país.
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terça-feira, 14 de outubro de 2014
França aprova "transição energética"
Por 314 a 219 votos, a Assembleia Nacional da França aprovou hoje o projeto de lei sobre a "transição energética", com o objetivo de reduzir a dependência de combustíveis fósseis e da energia nuclear, informou a agência Reuters.
Uma das metas é reduzir a participação da energia atômica na geração de eletricidade de 75% para 50% até 2025.
Uma das metas é reduzir a participação da energia atômica na geração de eletricidade de 75% para 50% até 2025.
terça-feira, 25 de março de 2014
S&P rebaixa nota de crédito do Brasil
Por causa do baixo crescimento e da deterioração das contas públicas e da balança comercial, a agência de classficação de risco Standard & Poor's rebaixou ontem a nota de crédito da dívida soberana do Brasil em um grau, de BBB para BBB-, deixando-a apenas um nível acima do limite entre grau de investimento e investimento especulativo.
A S&P ainda manifestou preocupações com a inflação e a crise energética. As empresas estatais Petrobrás e Eletrobrás também foram rebaixados.
Quando os títulos da dívida pública de um país são rebaixados, os juros cobrados para emprestar dinheiro para e o governo e as empresas sobem. Se não tem grau de investimento, os fundos de pensão, que aplicam dinheiro para aposentadoria, são proibidos pelas legislações de vários países de aplicar nesses fundos.
Como observou o economista americano Paul Krugman em palestra recente no Brasil, a situação econômica do país não pode ser comparada com a crise permanente anterior ao Plano Real. O Brasil passou bem pela Grande Recessão de 2008-9. Mas houve uma grande deterioração das expectativas quanto ao futuro imediato da economia brasileira.
Na década passada, embalado pelo extraordinário crescimento da China, no governo Lula, o Brasil cresceu numa taxa média superior a 4% ao ano, aliás, a meta prometida pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, nos primeiros anos do governo Dilma Rousseff.
A revista inglesa The Economist já pediu várias vezes a cabeça do ministro Mantega. Dilma se nega a demiti-lo porque diz não aceitar pressões de uma publicação estrangeira. Na verdade, a verdadeira ministra da Economia é a presidente, que incluiu no seu Currículo Lattes um doutorado que não completou.
Foi Dilma quem decidiu baixar a taxa básica de juros na marra, apesar do risco inflacionário, e ainda disse que estava mais preocupada com o desemprego do que com os preços, mostrando leniência com a inflação. Foi Dilma quem reduziu as tarifas de energia elétrica deixando um rombo de R$ 18 bilhões que será pago pelo consumidor.
Agora, sabemos também que Dilma não se manifestou contra negócios ruinosos da Petrobrás, cujo conselho presidia como ministra-chefe da Casa Civil de Lula. Sob os governos petistas, a Petrobrás e a Eletrobrás perderam US$ 100 bilhões. O país ficou mais pobre. A empresa estatal de petróleo caiu de 12ª para 120ª maior empresa do mundo.
O Brasil não vai tão mal assim, mas as expectativas de desenvolvimento pioraram muito. Bastou boato de que os candidatos da oposição cresceriam na última pesquisa do Ibope para a Bolsa de Valores de São Paulo ter forte alta. Em outras palavras, na visão de empresários e investidores, a crise é Dilma.
Para gerar os empregos necessários para absorver os milhões de jovens que entram a cada ano no mercado de trabalho e resgatar a dívida social com a população carente, o Brasil precisa crescer a taxas de 5% ao ano. Com a economia dilmista, foi continuar se arrastando, perdendo competitividade e se desindustrializando.
Mas, como o povo vota com a mão no bolso, enquanto a maioria da população não sentir os efeitos da crise na inflação, no salário e no emprego, a presidente será favorita à reeleição.
A S&P ainda manifestou preocupações com a inflação e a crise energética. As empresas estatais Petrobrás e Eletrobrás também foram rebaixados.
Quando os títulos da dívida pública de um país são rebaixados, os juros cobrados para emprestar dinheiro para e o governo e as empresas sobem. Se não tem grau de investimento, os fundos de pensão, que aplicam dinheiro para aposentadoria, são proibidos pelas legislações de vários países de aplicar nesses fundos.
Como observou o economista americano Paul Krugman em palestra recente no Brasil, a situação econômica do país não pode ser comparada com a crise permanente anterior ao Plano Real. O Brasil passou bem pela Grande Recessão de 2008-9. Mas houve uma grande deterioração das expectativas quanto ao futuro imediato da economia brasileira.
Na década passada, embalado pelo extraordinário crescimento da China, no governo Lula, o Brasil cresceu numa taxa média superior a 4% ao ano, aliás, a meta prometida pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, nos primeiros anos do governo Dilma Rousseff.
A revista inglesa The Economist já pediu várias vezes a cabeça do ministro Mantega. Dilma se nega a demiti-lo porque diz não aceitar pressões de uma publicação estrangeira. Na verdade, a verdadeira ministra da Economia é a presidente, que incluiu no seu Currículo Lattes um doutorado que não completou.
Foi Dilma quem decidiu baixar a taxa básica de juros na marra, apesar do risco inflacionário, e ainda disse que estava mais preocupada com o desemprego do que com os preços, mostrando leniência com a inflação. Foi Dilma quem reduziu as tarifas de energia elétrica deixando um rombo de R$ 18 bilhões que será pago pelo consumidor.
Agora, sabemos também que Dilma não se manifestou contra negócios ruinosos da Petrobrás, cujo conselho presidia como ministra-chefe da Casa Civil de Lula. Sob os governos petistas, a Petrobrás e a Eletrobrás perderam US$ 100 bilhões. O país ficou mais pobre. A empresa estatal de petróleo caiu de 12ª para 120ª maior empresa do mundo.
O Brasil não vai tão mal assim, mas as expectativas de desenvolvimento pioraram muito. Bastou boato de que os candidatos da oposição cresceriam na última pesquisa do Ibope para a Bolsa de Valores de São Paulo ter forte alta. Em outras palavras, na visão de empresários e investidores, a crise é Dilma.
Para gerar os empregos necessários para absorver os milhões de jovens que entram a cada ano no mercado de trabalho e resgatar a dívida social com a população carente, o Brasil precisa crescer a taxas de 5% ao ano. Com a economia dilmista, foi continuar se arrastando, perdendo competitividade e se desindustrializando.
Mas, como o povo vota com a mão no bolso, enquanto a maioria da população não sentir os efeitos da crise na inflação, no salário e no emprego, a presidente será favorita à reeleição.
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Maduro expulsa três diplomatas dos EUA
Em meio a uma crise econômica tão profunda que levou o governo a tomar medidas ridículas como mandar o Exército ocupar uma fábrica de papel higiênico, o presidente Nicolas Maduro expulsou hoje três diplomatas da Embaixada dos Estados Unidos na Venezuela sob a acusação de conspirar com a oposição para sabotar o sistema elétrico nacional.
Os três diplomatas americanos têm 48 horas para sair da Venezuela, que enfrenta uma crise séria com o colapso da economia chavista e a anarquia gerada pelo "socialismo do século 21".
Se o país que se vangloria de ter as maiores reservas mundiais de petróleo não consegue gerar energia elétrica e precisa do Exército para ter papel higiênico, há algo profundamente errado na Venezuela, e a ideologia, uma herança maldita do caudilho Hugo Chávez, não dá margem de manobra a Maduro.
O regime chavista começa a implodir sob suas próprias contradições.
Os três diplomatas americanos têm 48 horas para sair da Venezuela, que enfrenta uma crise séria com o colapso da economia chavista e a anarquia gerada pelo "socialismo do século 21".
Se o país que se vangloria de ter as maiores reservas mundiais de petróleo não consegue gerar energia elétrica e precisa do Exército para ter papel higiênico, há algo profundamente errado na Venezuela, e a ideologia, uma herança maldita do caudilho Hugo Chávez, não dá margem de manobra a Maduro.
O regime chavista começa a implodir sob suas próprias contradições.
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Apagão deixa 70% da Venezuela no escuro
Um problema na rede nacional de transmissão de energia elétrica causou um apagão que deixou 70% da Venezuela sem eletricidade por mais de três horas na tarde de ontem. O metrô de Caracas foi afetado e o trânsito na capital venezuelana ficou caótico.
Sem apresentar qualquer prova, o presidente Nicolás Maduro acusou a oposição de sabotagem: "Tudo indica que a extrema direita retomou seu plano de fazer um ataque elétrico contra o país", tuitou o sucessor de Hugo Chávez, citado pela televisão pública britânica BBC.
Em pronunciamento na televisão estatal, o presidente denunciou o apagão como "parte de uma guerra de baixa intensidade" contra a Venezuela, "uma loucura de mentes distorcidas e desesperadas", e ordenou o Exército a "proteger todo o país".
No fim de 2010, o agora falecido Chávez baixou um decreto declarando "emergência elétrica" para ajudar o governo a enfrentar as quedas de energia, inexplicáveis, a não ser por incompetência, num dos países com as maiores reservas mundiais de petróleo.
Sem apresentar qualquer prova, o presidente Nicolás Maduro acusou a oposição de sabotagem: "Tudo indica que a extrema direita retomou seu plano de fazer um ataque elétrico contra o país", tuitou o sucessor de Hugo Chávez, citado pela televisão pública britânica BBC.
Em pronunciamento na televisão estatal, o presidente denunciou o apagão como "parte de uma guerra de baixa intensidade" contra a Venezuela, "uma loucura de mentes distorcidas e desesperadas", e ordenou o Exército a "proteger todo o país".
No fim de 2010, o agora falecido Chávez baixou um decreto declarando "emergência elétrica" para ajudar o governo a enfrentar as quedas de energia, inexplicáveis, a não ser por incompetência, num dos países com as maiores reservas mundiais de petróleo.
terça-feira, 1 de maio de 2012
Bolívia estatiza e ocupa empresa espanhola
O presidente Evo Morales decretou hoje a estatização da empresa Transportadora de Electricidad, que pertencia à companhia espanhola Red Eléctrica e mandou o Exército da Bolívia ocupar suas instalações, a exemplo do que tinha feito com a Petrobrás quando nacionalizou o petróleo e o gás, também num 1º de maio, em 2006.
No seu discurso em comemoração ao Dia do Trabalho, Morales justificou a estatização como resultado do baixo investimento da Red Eléctrica e de sua luta para "recuperar os recursos naturais e os serviços básicos".
Em abril, outra companhia espanhola, a Repsol, teve sua participação majoritária na empresa argentina Yacimientos Petrolíferos Fiscales (YPF) expropriada pela presidente Cristina Kirchner em nome da "recuperação da soberania energética". Por coincidência, o presidente da Repsol, Antonio Brufau, estava na Bolívia participando da inauguração de instalações para exportar gás para a Argentina.
"Lamentamos a decisão do governo boliviano, baseada em motivos que nos são desconhecidos", declarou o porta-voz da Red Eléctrica, Antonio Prada. "Estas ações vão contra o livre mercado e as leis que devem governar o investimento internacional".
A Red Eléctrica comprou a empresa transmissora de eletricidade na Bolívia em 2002 por cerca de 92 milhões de euros (R$ 230 milhões). Com 2 mil quilômetros de linhas de transmissão, atendia a 85% do mercado. O governo da Espanha tem 20% das ações da companhia, avaliada em 4,45 bilhões de euros (R$ 11,125 bilhões).
Além do gás e do petróleo, Morales tinha estatizado os setores de telecomunicações e de geração de energia; agora, nacionaliza a transmissão de energia elétrica.
No seu discurso em comemoração ao Dia do Trabalho, Morales justificou a estatização como resultado do baixo investimento da Red Eléctrica e de sua luta para "recuperar os recursos naturais e os serviços básicos".
Em abril, outra companhia espanhola, a Repsol, teve sua participação majoritária na empresa argentina Yacimientos Petrolíferos Fiscales (YPF) expropriada pela presidente Cristina Kirchner em nome da "recuperação da soberania energética". Por coincidência, o presidente da Repsol, Antonio Brufau, estava na Bolívia participando da inauguração de instalações para exportar gás para a Argentina.
"Lamentamos a decisão do governo boliviano, baseada em motivos que nos são desconhecidos", declarou o porta-voz da Red Eléctrica, Antonio Prada. "Estas ações vão contra o livre mercado e as leis que devem governar o investimento internacional".
A Red Eléctrica comprou a empresa transmissora de eletricidade na Bolívia em 2002 por cerca de 92 milhões de euros (R$ 230 milhões). Com 2 mil quilômetros de linhas de transmissão, atendia a 85% do mercado. O governo da Espanha tem 20% das ações da companhia, avaliada em 4,45 bilhões de euros (R$ 11,125 bilhões).
Além do gás e do petróleo, Morales tinha estatizado os setores de telecomunicações e de geração de energia; agora, nacionaliza a transmissão de energia elétrica.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Apagão cala o presidente Hugo Chávez
Um apagão calou ontem o presidente da Venezuela. A luz se apagou quando Hugo Chávez dava uma entrevista no Palácio Miraflores em Caracas. O país enfrenta uma séria crise energética causada pela falta de energia hidrelétrica por causa de uma seca.
Durante 30 segundos, Chávez ficou no escuro. Como o palácio tem gerador próprio, logo a luz voltou. O caudilho se desculpa: "Estava aqui tomando um café. Já mandei investigar o que aconteceu. Não foi um apagão".
Durante 30 segundos, Chávez ficou no escuro. Como o palácio tem gerador próprio, logo a luz voltou. O caudilho se desculpa: "Estava aqui tomando um café. Já mandei investigar o que aconteceu. Não foi um apagão".
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
Vida no Iraque melhora muito devagar
Quatro anos e meio depois da invasão americana, a capital do Iraque ainda tem menos de 12 horas por dia em média de energia elétrica. Mesmo no bairro rico de Mansour, em Bagdá, faltou luz durante três dias seguidos nesta semana. Sem eletricidade, seus moradores também ficaram sem água. Nas ruas, acumula-se o lixo não-recolhido, exalando um forte cheiro ruim.
Com a melhora na segurança nos últimos dias, o sucesso da ocupação começa a ser avaliado também por outros parâmetros como o funcionamento dos serviços básicos: água, energia, gasolina e saneamento básico. Mas o progresso gradual é empanado pelos problemas recorrentes.
"Que tipo de governo é esse que pemite que o povo viva assim? Eles não sabem como prover serviços. Não sabem fazer nada. Tudo fica cada vez pior", desabafa Ghaida al-Banna em entrevista ao jornal The Washington Post.
Com a melhora na segurança nos últimos dias, o sucesso da ocupação começa a ser avaliado também por outros parâmetros como o funcionamento dos serviços básicos: água, energia, gasolina e saneamento básico. Mas o progresso gradual é empanado pelos problemas recorrentes.
"Que tipo de governo é esse que pemite que o povo viva assim? Eles não sabem como prover serviços. Não sabem fazer nada. Tudo fica cada vez pior", desabafa Ghaida al-Banna em entrevista ao jornal The Washington Post.
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