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quarta-feira, 8 de abril de 2020

Total de casos confirmados da pandemia do coronavírus passa de 1,5 milhão

O total de casos confirmados da pandemia do novo coronavírus passa de 1,5 milhão de pessoas, com mais de 88 mil mortes e 329 mil pacientes curados. Os Estados Unidos têm mais de 400 mil casos registrados e mais de 1.900 mortes em 24 horas pelo segundo dia seguido.

A China reabre a cidade de Wuhan, berço da pandemia, depois de 76 dias. A Alemanha e a França, as duas maiores economias da União Europeia, entram em recessão. E a Organização Mundial do Comércio prevê uma queda de até 32 por cento no comércio internacional.

No mundo inteiro, o total de casos confirmado passa de 1,518 milhão, com 88.495 mortes, letalidade de 5,8 por cento. 

Depois da ameaça do presidente Donald Trump de cortar a contribuição dos Estados Unidos à Organização Mundial da Saúde, o diretor-geral Tedros Adhanom apelou aos governos que não politizem a pandemia para não aumentar o número de mortes. 

Os Estados Unidos têm 430.902 casos confirmados e 14.766 mortes, letalidade de 3,4 por cento. Só no estado de Nova York, foram 779 mortes num dia, elevando o total para 4.571. A boa notícia é que o isolamento físico e social está funcionando. A previsão do número de mortes caiu. Meu comentário:

terça-feira, 12 de março de 2019

Poluição do ar matou 8,8 milhões de pessoas em 2015

A poluição do ar mata duas vezes mais do que era estimado antes na Europa. Foram 790 mil mortes em 2015, concluiu uma pesquisa do  Centro Médico da Universidade Johannes Gutenberg, em Mainz, na Alemanha. No mundo inteiro, o total de mortes causadas pela contaminação do ar chegou a 8,8 milhões.

Com um novo modelo para avaliar o impacto de várias fontes de poluição do ar sobre a taxa de mortalidade, os pesquisadores estimaram o número de mortes causadas pelo ar impuro nos 28 países da União Europeia em 659 mil mortes.

Destas mortes, 40 a 80% são causadas por doenças cardiovasculares, como ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais, duas vezes mais do que por problemas respiratórios.

"Para colocar em perspectiva, a poluição causa mais mortes por ano do que fumar produtos de tabaco, que a Organização Mundial da Saúde (OMS) acredita ter sido responsável por 7,2 milhões de mortes em 2015", observou o professor Thomas Münzel, do Departamento de Cardiologia do Centro Médico da Universidade de Mainz, na Alemanha, um dos autores do relatório. "A fumaça do cigarro é evitável, a poluição do ar não é."

Os pesquisadores usaram um modelo que simula os processos químicos da atmosfera e sua interação com a terra, as águas e as substâncias químicas emitidas pelo homem com a geração de energia, a indústria, os transportes e a agricultura. Concentraram-se na poluição de partículas mínimas, o material particulado, que tem no máximo 2,5 micros de diâmetro.

No mundo inteiro, a taxa de mortalidade por poluição do ar é de 120 por 100 mil. Na Alemanha, a poluição do ar mata 154 de cada 100 mil pessoas por ano, reduzindo a expectativa de vida em 2,4 anos. Esta redução é de 2,9 anos na Polônia, 1,9 ano na Itália, 1,6 na França e 1,5 no Reino Unido.

"Como a maior parte do material particulado e de outros poluentes do ar na Europa vem da queima de combustíveis fósseis, precisamos mudar com urgência para outras fontes de geração de energia", comentou o professor Jos Lelieveld, do Instituto Max Plank para Química, em Mainz.

"Quando usamos energia limpa e renovável", acrescentou, "não estamos apenas cumprindo o Acordo de Paris para mitigar os efeitos da mudança no clima. Podemos também reduzir as mortes causadas pela poluição do ar na Europa em 55%.

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Londres fecha rua a veículos poluentes para melhorar qualidade do ar

A City, o centro financeiro de Londres, vai fechar um trecho de uma suas ruas, a Moor Lane, a partir de abril, ao trânsito de veículos poluentes para reduzir as emissões de gases tóxicos de uma de suas áreas mais movimentadas.

Uma consulta pública iniciada hoje vai decidir se a proibição será permanente ou de 7h às 23 horas de segundas a sextas-feiras. Os carros elétricos, de emissão zero, poderão circular.

No mês passado, Chris Hayward presidente do comitê de planejamento e transportes da Corporação da Cidade de Londres, que administra a City, uma área de 2,5 quilômetros quadrados do centro da capital do Reino Unido, anunciou: "A qualidade do ar é uma das prioridades mais importantes hoje. Estamos em guerra contra a poluição do ar. Queremos soluções radicais e queremos rapidamente."

A Rua Alto Tâmisa (Upper Thames Street), no limite sul da City, tem o maior índice de poluição de Londres. No ano passado, excedeu o limite tolerável  de dióxido de nitrogênio mais de 120 vezes.

O número de carros que circulam no centro financeiro londrino caiu 40% de 1999 a 2017 para 124 mil veículos. O número de bicicletas quadruplicou para um total de mais de 30 mil.

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Poluição do ar mata 7 milhões de pessoas por ano no mundo

Nove em cada dez habitantes da Terra respiram um ar com excesso de material particulado fino. Cerca de 7 milhões de pessoas morrem por ano por causa da poluição do ar, adverte um relatório publicado hoje pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com base em dados colhidos em 4,3 mil cidades de 108 países.

Este número de mortos supera os de mortes por diabete (1,6 milhão), tuberculose (1,4 milhão), acidentes de trânsito (1,3 milhão) e aids (1,1 milhão) somados.

A poluição do ar é "um grande fator de risco" para doenças não transmissíveis que estão na origem de 70% das mortes no mundo, acrescenta o documento da agência das Nações Unidas. É responsável por 29% das mortes por câncer de pulmão, 25% das mortes por acidentes vasculares cerebrais (AVCs), 24% das mortes por infarto e por 43% das doenças pulmonares obstrutivas, como asma, enfizema e broncopneumonias.

O maior número de mortes é registrado na Ásia sem o Oriente Médio (2 milhões), seguida pela África (1 milhão), Europa incluindo a Rússia (500 mil), o Oriente Médio (500 mil) e a América (300 mil).

"A poluição ameaça a todos nós, mas os mais pobres e mais marginalizados recebem a maior parte da carga", declarou o diretor-geral da OMS, o médico e ex-ministro etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus. "É inaceitável que 3 bilhões de pessoas - na maioria, mulheres e crianças - ainda inalem todos os dias fumaça mortal por usarem combustíveis e fogões poluentes dentro de suas próprias casas."

A OMS recomenda um limite anual de 10 microgramas por metro cúbico de material particulado fino, com diâmetro inferior a 2,5 micrômetros.

"Várias megalópoles do mundo inteiro, como Nova Déli, Beijim, Xangai, Lima e a Cidade do México, ultrapassam mais de cinco vezes este limite", comentou a diretora do Departamento de Saúde Pública da OMS, a médica espanhola María Neira.

Para coordenar os esforços dos países na luta contra esse "assassino invisível", a OMS vai realizar de 30 de outubro a 1º de novembro, em Genebra, na Suíça, a 1ª Conferência Mundial sobre Poluição do Ar e Saúde.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Poluição causou 9 milhões de mortes em 2015

A poluição foi responsável por 9 milhões de mortes em 2015, 16% do total. Cerca de 92% dessas mortes ocorreram em países de renda baixa ou média, como a China, a Índia, o Paquistão, Bangladesh, o Quênia e Madagascar, revelou um novo estudo publicado hoje na revista médica britânica The Lancet.

O prejuízo anual com a poluição é estimado em US$ 4,6 trilhões, equivalente a 6,2% do produto mundial bruto. A poluição do ar matou 6,5 milhões, enquanto a água poluída causou 1,8 milhão de mortes e a contaminação nos locais de trabalho, outras 800 mil mortes.

A maioria das mortes aconteceu na Índia (2,5 milhões) e na China (1,8 milhão), dois países com mais de um bilhão de habitantes e em crescimento acelerado. Os autores alegam que a poluição não é consequência inevitável do desenvolvimento. Basta aplicar as normas e leis dos países ricos para proteger suas populações.

Muitas dessas mortes foram causadas por doenças do coração, acidentes vasculares cerebrais, câncer de pulmão e enfizema pulmonar, tornando a contaminação ambiental um dos maiores fatores de risco para a morte prematura.

Como os países com mais mortes são pobres ou de renda média e a poluição afeta desproporcionalmente os mais pobres, em muitos casos, o problema é negligenciado, geralmente em nome de interesses econômicos. Agora mesmo, nos Estados Unidos, o país mais rico do mundo, o governo Donald Trump declarou "o fim da guerra ao carvão".

A Comissão sobre Saúde e Poluição da Lancet é um projeto de dois anos envolvendo mais de 40 cientistas das áreas de saúde e meio ambiente. Com base nos dados da pesquisa Peso Global da Doença, faz estimativas do impacto da poluição, seus custos econômicos e as dimensões da contaminação ambiental em escala global.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Índia pode gerar 100% da energia elétrica de fontes renováveis

Alguns países em desenvolvimento, entre eles a Índia, têm abundância de fontes de energia renováveis e não precisam depender de carvão e petróleo como os países desenvolvidos para elevar o nível de vida. Até 2050, a Índia pode gerar toda sua energia elétrica de fontes renováveis, concluiu uma pesquisa da Universidade de Tecnologia de Lappeeranta, na Finlândia.

O estudo aponta a energia solar como principal alternativa. As células fotovoltaicas são a fonte mais barata e baterias garantiriam o suprimento durante a noite. As necessidades de energia incluem dessalinização de água.

"A possibilidade de que um país como a Índia possa se mover rumo a um sistema elétrico dentro de três décadas e que possa fazê-lo mais economicamente do que no sistema atual mostram que os países em desenvolvimento podem pular a fase de emissões intensivas. É uma vantagem competitiva", observou o coordenador do maior projeto de desenvolvimento de energia solar da Finlândia, Pasi Vainikka.

Só numa época do ano, durante as chuvas torrenciais da temporada das monções, o sol brilha menos na Índia. A insolação menor seria compensada pelo aumento da geração de energia hidrelétrica e energia do vento.

Com menos emissões de gases carbônicos, a Índia também reduziria a poluição do ar, responsável por milhares de mortes todos os anos. Quatro cidades indianas, inclusive a capital, Nova Déli, estão entre as dez cidades com ar mais poluído do mundo.

Pelas estimativas da pesquisa, o custo da energia renovável em 2050 seria de 52 euros (R$ 194,40) por megavate-hora se for computado apenas o setor de energia. Com a dessalinização e o uso industrial de gás natural, o custo cairia para 46 euros (R$ 172) por MWh. O custo atual é de 57 euros (R$ 213,09) por MWh.

O investimento necessário para tornar a energia elétrica indiana 100% renovável é de 3,38 trilhões de euros (R$ 12,636 trilhões), estimando-se um aumento da demanda de 1,72 bilhões de MWh em 2015 para 6,2 bilhões de MWh em 2050.

Com a mudança da matriz energética, a Índia teria plenas condições de atingir suas metas dentro do Acordo do Clima para conter o aquecimento global assinado em 2015 em Paris para limitar o aumento da temperatura da Terra em dois graus centígrados em relação à era pré-industrial.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Metade dos chineses aceita menos crescimento em troca de ar mais limpo

Cerca de 50% dos habitantes da China estão dispostos a aceitar um crescimento econômico mais lento em troca de um ar menos poluído, indica uma sondagem do Centro de Pesquisas Pew, dos Estados Unidos. De outra parte, 24% disseram que a poluição é o preço a pagar por uma economia mais forte.

Com o mais rápido crescimento econômico da história da humanidade nos últimos 30 anos, sob a ditadura do Partido Comunista, a China negligenciou a questão ambiental. Tornou-se o país mais poluidor da atmosfera.

A geração de energia é feita principalmente com carvão e desde a era de Mao Tsé-tung no poder (1949-76) as fábricas foram instaladas dentro das grandes cidades para ficarem próximas dos trabalhadores. É tanta poluição que chega até o vale central da Califórnia, na costa leste dos Estados Unidos.

Durante a Olimpíada de Beijim, em 2008, a indústria da capital chinesa parou para melhorar a qualidade do ar.

No ano passado, um estudo do grupo de estudos Berkeley Earth conclui que 4 mil pessoas morrem por dia na China por causa da poluição ambiental. Durante o estudo, realizado de 5 de abril de 2014 a 5 de abril de 2015, 92% dos 1,38 bilhão de chineses respiraram ar sujo durante pelo menos 120 horas.