Nove em cada dez habitantes da Terra respiram um ar com excesso de material particulado fino. Cerca de 7 milhões de pessoas morrem por ano por causa da poluição do ar, adverte um relatório publicado hoje pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com base em dados colhidos em 4,3 mil cidades de 108 países.
Este número de mortos supera os de mortes por diabete (1,6 milhão), tuberculose (1,4 milhão), acidentes de trânsito (1,3 milhão) e aids (1,1 milhão) somados.
A poluição do ar é "um grande fator de risco" para doenças não transmissíveis que estão na origem de 70% das mortes no mundo, acrescenta o documento da agência das Nações Unidas. É responsável por 29% das mortes por câncer de pulmão, 25% das mortes por acidentes vasculares cerebrais (AVCs), 24% das mortes por infarto e por 43% das doenças pulmonares obstrutivas, como asma, enfizema e broncopneumonias.
O maior número de mortes é registrado na Ásia sem o Oriente Médio (2 milhões), seguida pela África (1 milhão), Europa incluindo a Rússia (500 mil), o Oriente Médio (500 mil) e a América (300 mil).
"A poluição ameaça a todos nós, mas os mais pobres e mais marginalizados recebem a maior parte da carga", declarou o diretor-geral da OMS, o médico e ex-ministro etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus. "É inaceitável que 3 bilhões de pessoas - na maioria, mulheres e crianças - ainda inalem todos os dias fumaça mortal por usarem combustíveis e fogões poluentes dentro de suas próprias casas."
A OMS recomenda um limite anual de 10 microgramas por metro cúbico de material particulado fino, com diâmetro inferior a 2,5 micrômetros.
"Várias megalópoles do mundo inteiro, como Nova Déli, Beijim, Xangai, Lima e a Cidade do México, ultrapassam mais de cinco vezes este limite", comentou a diretora do Departamento de Saúde Pública da OMS, a médica espanhola María Neira.
Para coordenar os esforços dos países na luta contra esse "assassino invisível", a OMS vai realizar de 30 de outubro a 1º de novembro, em Genebra, na Suíça, a 1ª Conferência Mundial sobre Poluição do Ar e Saúde.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 2 de maio de 2018
Poluição do ar mata 7 milhões de pessoas por ano no mundo
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terça-feira, 10 de abril de 2018
Guerra na Síria tira Trump da Cúpula das Américas
Diante da possibilidade de um bombardeio dos Estados Unidos à Síria em retaliação a um ataque químico contra rebeldes na cidade de Duma, o presidente Donald Trump desistiu de participar da 8ª Reunião de Cúpula das Américas, marcada para 13 e 14 de abril em Lima, no Peru, anunciou hoje a Casa Branca.
"A pedido do presidente, o vice-presidente vai viajar em seu lugar", declarou a porta-voz do governo, Sarah Huckabee Sanders. "O presidente vai ficar nos EUA para supervisionar a resposta americana à Síria e acompanhar os acontecimentos ao redor do mundo."
Depois de mais ataque químico, o 210º em pouco mais de sete anos de guerra, desta vez 60 mortos e mil feridos, que descreveu como "atroz" e "horrível", Trump ameaçou contra-atacar a ditadura de Bachar Assad: "Vamos tomar a decisão rapidamente, provavelmente ainda hoje. Não podemos permitir atrocidades como essa."
Seria a primeira visita de Trump à região. A desistência deixa claro mais uma vez o desinteresse pela América Latina.
Seria a primeira visita de Trump à região. A desistência deixa claro mais uma vez o desinteresse pela América Latina.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
Países vão propor metas voluntárias de cortes de emissões de carbono
Cerca de 190 países das Nações Unidas concordaram na 20º Conferência das Partes da Convenção sobre a Mudança do Clima, realizada em Lima, no Peru, em apresentar até março de 2015 metas voluntárias de redução das emissões de gases que agravam o efeito estufa. A meta é chegar a um novo acordo a ser acertado na 21ª Conferência do Clima, marcada para daqui a um ano, em Paris.
As negociações ganham um forte impulso quando os presidentes da China, Xi Jinping, e dos Estados Unidos, Barack Obama, os maiores poluidores mundiais anunciaram um acordo durante a reunião do fórum de Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (APEC), em Beijim, no mês passado.
De modo geral, os países em desenvolvimento, liderados pela China e a Índia, exigiram ajuda financeira e tecnológica para reduzir as emissões sem comprometer o crescimento e programas de combate à pobreza, enquanto os países ricos, a começar pelos EUA, alegam que hoje a maior parte da poluição vem do mundo em desenvolvimento.
A expectativa é que em Paris seja possível chegar a um acordo global para substituir o Protocolo de Quioto, de 1997, que expirou em 2012 e impunha obrigações apenas aos países industrializados.
As negociações ganham um forte impulso quando os presidentes da China, Xi Jinping, e dos Estados Unidos, Barack Obama, os maiores poluidores mundiais anunciaram um acordo durante a reunião do fórum de Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (APEC), em Beijim, no mês passado.
De modo geral, os países em desenvolvimento, liderados pela China e a Índia, exigiram ajuda financeira e tecnológica para reduzir as emissões sem comprometer o crescimento e programas de combate à pobreza, enquanto os países ricos, a começar pelos EUA, alegam que hoje a maior parte da poluição vem do mundo em desenvolvimento.
A expectativa é que em Paris seja possível chegar a um acordo global para substituir o Protocolo de Quioto, de 1997, que expirou em 2012 e impunha obrigações apenas aos países industrializados.
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