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quarta-feira, 18 de maio de 2022

Hoje na História do Mundo: 18 de Maio

MOVIMENTO PELA DEMOCRACIA NA CHINA

    Em 1989, um milhão de pessoas marcham pelas ruas de Beijim num movimento pela liberdade e a democracia para liberalizar o regime comunista da China. A revolta é esmagada no Massacre na Praça da Paz Celestial na noite de 3 para 4 de junho.

As reformas anunciadas pelo líder Deng Xiaoping em 13 de dezembro de 1978 abriram a economia e liberalizaram o regime depois do longo trauma que foi a Grande Revolução Cultural Proletária (1966-76).

O movimento iniciado por estudantes sai às ruas em 15 de abril, quando morre o ex-secretário-geral do Partido Comunista (1981-87) Hu Yaobang, um grande responsável pelas reformas políticas e econômicas sob a liderança de Deng, favorável a liberalizar o regime.

Quando o movimento cresce, apresenta suas demandas:

  1. Reconhecer como corretas as visões de Hu Yaobang sobre democracia e liberdade.
  2. Admitir que as campanhas contra a "poluição espiritual" e a "liberalização burguesa" são erradas.
  3. Publicar informações sobre a renda dos altos dirigentes e de suas famílias.
  4. Acabar com a censura e autorizar a publicação de jornais de grupos privados.
  5. Mais dinheiro para a educação e aumento dos salários dos intelectuais.
  6. Fim das restrições a manifestações em Beijim.
  7. Fazer uma cobertura objetiva do movimento estudantil na mídia oficial.

O então secretário-geral do PC, Zhao Ziyang, defende o diálogo com os estudantes, enquanto o primeiro-ministro linha-dura Li Peng exigia uma condenação oficial das manifestações. Quando Zhao viaja à Coreia do Norte, em 23 de abril, Li toma a iniciativa.

Em 25 de abril, o primeiro-ministro e o presidente Yang Shangkun se reúnem na casa de Deng, que aprova a linha dura. No dia seguinte, o Diário do Povo, jornal oficial do PC, publica editorial de primeira página de lavra de Li sob o título: "É preciso adotar uma posição clara contra os distúrbios". Descreve o movimento como contra o partido e contra o governo.

Com a volta de Zhao, o governo retoma a tolerância. Em 13 de maio, dois dias antes do início de uma visita do líder soviético Mikhail Gorbachev, os estudantes começam uma greve de fome. Quando Zhao disse a Gorbachev que o líder supremo era Deng, este tomou como uma tentativa de lhe atribuir toda a responsabilidade.

Numa reunião do Comitê Permanente do Politburo do Comitê Central na casa de Deng, em 17 de maio, a alta cúpula do regime decidiu decretar lei marcial e convocar o Exército para tomar a capital. 

No dia 18, quando um milhão saem às ruas da capital, Li encontra os estudantes numa reunião marcada pela confrontação, sem qualquer avanço. Diante das câmeras, o primeiro-ministro mostra mais preocupação com a saúde dos estudantes em greve de fome.

A última aparição de Zhao é na madrugada do dia 19, quando ele fala com os estudantes ao lado de Wen Jiabao, que seria primeiro-ministro de Hu Jintao (2003-13). À noite, numa reunião da alta cúpula, Deng declara ter se arrependido de nomear Hu e Zhao para a liderança do partido. Zhao cai e passa o resto da vida em prisão domiciliar.

Em 20 de maio, o governo decreta lei marcial e convoca 30 divisões, num total de 250 mil soldados, para ocupar Beijim. Em 3 de junho, autoriza a ação para retirar os estudantes acampados na praça central da capital centenas. O total de mortes é estimado entre centenas e 10 mil.

As reformas políticas são enterradas definitivamente. A ascensão de Xi Jinping, em 2012, torna a ditadura mais personalista e contrária a qualquer dissidência. A liberdade acadêmica daquele período não existe mais.

segunda-feira, 22 de junho de 2020

China testa 2,3 milhões de pessoas para conter surto em Beijim

Para conter uma segunda onda de contaminação pela pandemia do novo coronavírus na capital, a China testou 2 milhões e 300 mil pessoas, 10% da população de Beijim, em uma semana. 

O novo surto, iniciado no maior mercado atacadista de alimentos da cidade, contaminou pelo menos 227 pessoas. Como só houve nove casos novos, o governo acredita que a situação esteja sob controle. 

A China aumentou a capacidade de testagem na capital para um milhão por dia. Está examinando todos os empregados em fábricas de processamento de alimentos. 

A Alemanha e a Coreia do Sul também enfrentam uma segunda onda. O Brasil passou no fim de semana de 1 milhão de casos e 50 mil mortos.

Nesta segunda-feira, a Organização Mundial da Saúde anunciou que a doença entrou uma “fase nova e perigosa”. Nas últimas duas semanas, 81 países viram crescimento de casos novos e em 36 houve declínio. 

Num ataque indireto ao presidente Donald Trump, que retirou os Estados Unidos da organização, o diretor-geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus, criticou a politização da pandemia e a falta de liderança global. Meu comentário:

terça-feira, 16 de junho de 2020

China amplia estado de emergência na capital para combater surto da covid-19

A China amplia o estado de emergência na capital. As autoridades acreditam que têm apenas três dias para controlar o novo surto que surgiu no mercado atacadista de Xinfadi, o maior de Beijim. 

Pelo menos 137 pessoas foram infectadas e algumas saíram da cidade. Uma mulher infectada em Beijim e foi para Chengdu, capital da província de Sichuã. Todos os mercados públicos da capital chinesa estão sendo examinados, noticiou o jornal South China Morning Post, de Hong Kong. 

Todos os bairros situados em distritos considerados de médio e alto riscos foram submetidos a um confinamento rigoroso. Os moradores são obrigados a ficar em casa e a fazer exames para ver se estão contaminados. 

Todas as escolas primárias e secundárias passam para educação à distância. As universidades e os locais de entretenimento serão fechados. Os táxis e carros de aluguel foram proibidos de deixar Beijim. 

As atividades produtivas não foram suspensas, mas o governo está incentivando o trabalho em casa. Oito casos importados do exterior foram identificados nas províncias de Xangai, Cantão, Liaoning e na Mongólia Interior. Xangai, a maior cidade chinesa, entrou em estado de alerta. Os 87 mercados públicos da cidade foram examinados.

No mundo inteiro, o total de casos passou de 8 milhões 264 mil, com mais de 446 mil mortes e 4 milhões 321 mil pacientes curados. Mais de 54 mil pessoas, 2 por cento dos casos em tratamento, estão em situação crítica. 

Os Estados Unidos têm mais casos confirmados, 2 milhões 208 mil e 400 e 119 mil mortes, 40 por cento em lares para idosos. O vice-presidente Mike Pence atribui o aumento do número de casos novos ao maior número de testes, mas o Dr. Anthony Fauci, principal epidemiologista da força-tarefa da Casa Branca, alerta que a situação pode sair de controle.

Com mais de 37 mil novos casos, o Brasil passou de 900 mil casos confirmados. Houve mais Mil 338 mortes, elevando o total para 45 mil 456 mortes. Oito mil 318 pessoas estão em estado crítico e 477 mil pacientes foram curados.

Na Alemanha, um dos primeiros países europeus a reativar a economia, o índice de infecção passou de 1. Cada 10 pessoas contaminadas transmitiram o vírus para 12, acelerando a propagação da doença. As vendas do comércio no Brasil tiveram a maior queda da história em abril.

As vendas do varejo nos Estados Unidos subiram 17,7 por cento em maio, a maior alta desde que a pesquisa mensal começou, em 1992, depois de uma queda de 14,7 por cento em abril, mas ficaram 6,1 por cento abaixo das vendas de maio do ano passado.

O comércio desabou no Brasil em abril, com queda em todos os setores, com vendas 16,8 por cento menores. No Brasil, só 5 por cento do comércio é via Internet. Mais um milhão de brasileiros perderam o emprego em maio. 

Um levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas prevê que só a Venezuela terá um resultado pior do que o Brasil na América do Sul no biênio 2020-2021. Meu comentário: 

quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

China investe bilhões em infraestrutura e treinamento para Olimpíada de Inverno

A República Popular da China está investindo US$ 3,9 bilhões em obras de infraestrutura e treinamento para preparar atletas para a Olimpíada de Inverno de 2022, a ser realizada de 4 a 20 de fevereiro em Beijim e Yanqing.

Em 1996, a China tinha apenas 11 estações de esqui. Vinte anos depois, eram 646. As cidades de Beijim e Zhangjiakou assistiram a uma verdadeira explosão de esportes de inverno. No fim do ano passado, Zhangjiakou tinha 169 pistas de esqui, com um total de 162 quilômetros.

O número de visitantes de estações de esqui chinesas passou de 5,5 milhões em 2009 para 15,1 milhões em 2016. A expectativa para 2022 é que 300 milhões de pessoas pratiquem esportes de inverno.

Em novembro, as autoridades fiscais chinesas anunciaram que a renda obtida durante os Jogos de Inverno de 2022 será isenta de impostos. Se necessário, o regime chinês vai usar canhões de neve para garantir a quantidade suficiente para a prática de esportes de inverno.

terça-feira, 9 de julho de 2019

Hong Kong luta pela democracia na China


Em meio a uma onda de manifestações de protesto, a governadora de Hong Kong, Carrie Lam, anunciou hoje a retirada do projeto de lei para permitir a extradição de residentes no território para a China e Taiwan. Ele havia suspendido a tramitação. Agora, aparentemente, enterrou a proposta de vez.

Os manifestantes, que inicialmente pediam apenas a retirada do projeto, passaram a exigir a renúncia da governadora, nomeada pelo governo central em Beijim. Os protestos são um desafio à autoridade do Partido Comunista e do ditador Xi Jinping, que nos últimos anos tornou o regime ainda mais autoritário e opressivo.

Os residentes de Hong Kong não têm a menor intenção de viver numa ditadura de partido único como a da China. O regime comunista, por sua vez, teme que o movimento pela democracia em Hong Kong atravesse a fronteira e atinja o país como um todo.

Como observou nesta semana o colunista Gideon Rachman, do jornal inglês Financial Times, tudo o que se sabe sobre Xi Jinping indica que ele está mais disposto a usar a força para esmagar os dissidentes do território do que aceitar um desafio permanente ao poder absoluto do partido.

“Um fantasma ronda a China, o espectro da democracia”, disse o colunista reescrevendo a frase de Karl Marx e Friedrich Engels na abertura do Manifesto Comunista, em 1848.

Se Xi enviar tropas para Hong Kong, vai acabar com a autonomia relativa do território e a promessa feita ao Reino Unido de manter o sistema capitalista liberal em Hong Kong por 50 anos a partir da devolução da colônia, em 1997. Meu comentário:

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Massacre na Praça da Paz Celestial enterrou sonho de democracia na China

O Exército Popular de Libertação da China atacou há exatamente 30 anos neste noite os estudantes que lutavam pela paz e a democracia acampados na Praça da Paz Celestial, no centro de Beijim. A ditadura comunista chinesa impôs uma censura total sobre a tragédia. Nem o número de mortos se sabe: as estimativas variam entre centenas e 10 mil.

A reação brutal da linha dura liderada pelo primeiro-ministro Li Peng acabou com a possibilidade de uma reforma política. A velha guarda maoísta temia seguir o destino da União Soviética. Mas manteve as reformas econômicas que fizeram da China de hoje o segundo país mais do mundo.

A China superpotência é governada por um regime brutal e cruel que colocou um milhão de muçulmanos da minoria uigur em campos de concentração e reeducação, não respeita os direitos humanos e apoia ditaduras sanguinárias no exterior. Meu comentário:

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Poluição do ar mata 7 milhões de pessoas por ano no mundo

Nove em cada dez habitantes da Terra respiram um ar com excesso de material particulado fino. Cerca de 7 milhões de pessoas morrem por ano por causa da poluição do ar, adverte um relatório publicado hoje pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com base em dados colhidos em 4,3 mil cidades de 108 países.

Este número de mortos supera os de mortes por diabete (1,6 milhão), tuberculose (1,4 milhão), acidentes de trânsito (1,3 milhão) e aids (1,1 milhão) somados.

A poluição do ar é "um grande fator de risco" para doenças não transmissíveis que estão na origem de 70% das mortes no mundo, acrescenta o documento da agência das Nações Unidas. É responsável por 29% das mortes por câncer de pulmão, 25% das mortes por acidentes vasculares cerebrais (AVCs), 24% das mortes por infarto e por 43% das doenças pulmonares obstrutivas, como asma, enfizema e broncopneumonias.

O maior número de mortes é registrado na Ásia sem o Oriente Médio (2 milhões), seguida pela África (1 milhão), Europa incluindo a Rússia (500 mil), o Oriente Médio (500 mil) e a América (300 mil).

"A poluição ameaça a todos nós, mas os mais pobres e mais marginalizados recebem a maior parte da carga", declarou o diretor-geral da OMS, o médico e ex-ministro etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus. "É inaceitável que 3 bilhões de pessoas - na maioria, mulheres e crianças - ainda inalem todos os dias fumaça mortal por usarem combustíveis e fogões poluentes dentro de suas próprias casas."

A OMS recomenda um limite anual de 10 microgramas por metro cúbico de material particulado fino, com diâmetro inferior a 2,5 micrômetros.

"Várias megalópoles do mundo inteiro, como Nova Déli, Beijim, Xangai, Lima e a Cidade do México, ultrapassam mais de cinco vezes este limite", comentou a diretora do Departamento de Saúde Pública da OMS, a médica espanhola María Neira.

Para coordenar os esforços dos países na luta contra esse "assassino invisível", a OMS vai realizar de 30 de outubro a 1º de novembro, em Genebra, na Suíça, a 1ª Conferência Mundial sobre Poluição do Ar e Saúde.

terça-feira, 27 de março de 2018

Kim Jong Un vai à China antes do encontro com Trump

Em sua primeira viagem ao exterior desde que virou ditador da Coreia do Norte, em 2011, Kim Jong Un foi ontem a Beijim, deixando claro que a China terá um peso importante nas negociações de sua aliada com os Estados Unidos. Kim deve receber o presidente Donald Trump até o fim de maio.

A presença de um trem blindado norte-coreano na estação central da capital da China suscitou especulações ontem. O regime comunista chinês confirmou a visita de Estado de dois dias, parte da preparação para a reunião de cúpula EUA-Coreia do Norte. Pelo esquema de segurança, Kim deve ter se encontrado com o ditador chinês, Xi Jinping.

Os dois países são antigos aliados. Durante a Guerra da Coreia (1950-53), quando a aliança liderada pelos EUA cruzou o paralelo 38º Norte na linha que divide as duas Coreias, a China entrou no conflito. Queria e conseguiu impedir a reunificação da Península Coreana sob o controle dos EUA, que ocupavam militarmente o Sul desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945.

Dentro da Guerra da Coreia, houve uma guerra particular entre a China e os EUA - e a China ganhou. Conquistou o objetivo estratégico de empurrar os americanos e aliados para baixo do paralelo 38º N, restaurando a situação anterior à guerra. Nunca mais os EUA e a China estiveram em guerra.

Depois dos testes nucleares e de mísseis da Coreia do Norte, que aumentaram o risco de guerra, a China concordou com as sanções propostas pelos EUA dentro do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Maior parceira comercial de Pyongyang, a China é decisiva para a aplicação das sanções.

Sob pressão das sanções e das ameaças de guerra de Trump, no discurso de Ano Novo, Kim abandonou o discurso belicista, enviou uma delegação à Olimpíada de Inverno de Pyeongchang, na Coreia do Sul, marcou um encontro de cúpula com o presidente sul-coreano, Moon Jae In, e finalmente convidou Trump a ir à Coreia do Norte.

Ao mesmo tempo em que pressiona a China a enquadrar Kim, Trump anunciou a imposição de tarifas de US$ 60 bilhões sobre os produtos chineses. As duas maiores potências econômicas do planeta já estão negociando em sigilo, mas a ameaça de guerra comercial deteriorou as relações EUA-China.

Kim pode usar o encontro com Trump para alegar que está pronto para negociar a paz e assim pedir à China para aliviar as sanções. Na carta-convite, ele acenou com a possibilidade de abandonar as armas nucleares em troca de garantias de segurança.

Se Kim exigir a retirada das forças dos EUA da Coreia do Sul, hoje cerca de 28 mil soldados, a resposta certamente será não. Durante a Guerra Fria, as forças americanas estavam no Leste da Ásia para proteger seus aliados do Japão e da Coreia do Norte. Hoje, fazem parte da estratégia para conter a China. Uma retirada dos EUA deixaria o controle estratégico da região nas mãos da China.

"A visita de Kim a Beijim mostra a todos os países interessados que a China é um ator central na geopolítica do Nordeste da Ásia e que qualquer solução sobre a Coreia do Norte vai precisar da aprovação chinesa", declarou Dennis Wilder, ex-assessor do governo George W. Bush (2001-9) para a Ásia.

Há muito tempo, a China defende negociações diretas entre os EUA e a Coreia do Sul. Quando a hora chegou, não quer ficar de fora. "A China quer voltar ao jogo. Beijim não gosta a ideia de ficar nas laterais", comentou Paul Haenle, diretor do Centro Carnegie-Tsinghua para a Política Global, com sede em Beijim.

"Os chineses devem andar aliviados porque, pelo menos por enquanto, o governo Trump não numa ação militar contra a Coreia do Norte e a diplomacia está de volta", observou Bonnie Glaser, do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), com sede em Washington. "Por outro lado, entendem que não podem proteger seus interesses se não estiverem envolvidos."

Beijim viu um Kim sorridente, mais autoconfiante com suas armas nucleares e sua nova estratégia diplomática.

De outra parte, o novo assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, o linha-dura John Bolton, ex-embaixador do governo George W. Bush na ONU, deixou claro seu conselho ao presidente Trump sobre o encontro com Kim: "Vamos entrar e perguntar a ele se está realmente disposto a abrir mão das armas nucleares. Em cinco minutos, o problema estará resolvido ou a reunião será encerrada."

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

China fixa salário mínino em US$ 2,90/hora em Beijim

O regime comunista chinês estabeleceu um novo salário mínimo para a capital do país, Beijim, de 18,70 iuanes (US$ 2,90) por hora, em vigor desde 28 de setembro, noticiou ontem o jornal estatal Diário da China citando como fonte o Ministério dos Recursos Humanos e Seguridade Social.

O salário mínimo de Beijim é o maior da China. A província de Heilongjiang, situada no Nordeste do país, tem o menor salário mínimo, de apenas 11 iuanes.

Dezenove regiões do país elevaram o salário mínimo em 14,1% na média. A meta do governo é de uma alta de 13% ao ano.

Até agora, o salário mínimo mensal mais alto era da cidade de Xenzen, um dos grandes centros industriais do país, de 2.030 iuanes.

Com a crise internacional e a desaceleração do crescimento, a China quer reorientar a economia do país do investimento e das exportações para o consumo interno. Isto exige um aumento do poder de compra do trabalhador chinês.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Poluição supera limites em 89% das grandes cidades da China

O maior e mais rápido desenvolvimento industrial da história, realizado sob a ditadura do Partido Comunista, levou 89% das grandes cidades chinesas a ter níveis de poluição acima dos limites considerados seguros para a saúde humana, revelou ontem o relatório anual do Ministério da Proteção Ambiental da China, citado pelo jornal Latin American Herald Tribune.

Oito das dez cidades mais poluídas ficam na região da capital, Beijim. Das 75 cidades examinadas, Hebei, próxima à capital, teve a pior qualidade do ar em 2014. A quantidade de material particulado no ar de Beijim, Hebei e Tianjin caiu de 106 microgramas em 2013 para 93 no ano passado, mas ainda é muito pouco.

De acordo com o ex-ministro da Saúde Chen Zhu, 350 a 500 mil pessoas morrem prematuramente por ano na China por causa da poluição da atmosfera. Organizações não governamentais estimam que o total chegue a 1,2 milhão.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Líderes da China e do Japão se encontram pela primeira vez

Em meio à tensão entre os dois países por causa de disputas territoriais no Mar do Leste da China, o presidente chinês, Xi Jinping, e o primeiro-ministro do Japão, Shionze Abe, se encontraram hoje em Beijim durante a reunião de cúpula do fórum deCooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (APEC, do inglês).

Foi um primeiro passo para a reaproximação das duas potências do Leste da Ásia, uma relação bilateral chave para a estabilidade da região mais dinâmica da economia mundial. Mas a frieza do encontro sugere que o degelo será lento.

Nos últimos dois anos, China e Japão estiveram perto de um conflito por causa da Ilhas Senkaku, hoje em poder do Japão, que os chineses chamam de Diaoyu. Os dois líderes concordaram hoje em criar um sistema de gerenciamento de crises.

terça-feira, 13 de maio de 2014

China vai construir novo aeroporto para a capital

Para reduzir o congestionamento no aeroporto internacional de Beijim, o governo da China vai construir um novo aeroporto ao sul da capital. O custo está estimado em US$ 13,7 bilhões.

O novo aeroporto será erguido na divisa com a província de Hebei. Será capaz de receber 72 milhões de passageiros e 2 milhões de toneladas de carga por ano.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

China prende com suspeitos de terrorismo

Cinco suspeitos foram presos pela polícia da China nas investigações sobre a explosão de um carro há dois dias na Praça da Paz Celestial, em Beijim, descrita pelas autoridades como uma ação terrorista. Dois turistas que estavam na rua e os três ocupantes do veículos, um utilitário esportivo, morreram.

O nome do motorista indica ligações com a minoria muçulmana uigur, que luta contra as políticas de assimilação cultural da ditadura comunista chinesa na província de Xinjiang, no Noroeste da China, onde um grupo rebelde armado defende a independência do que chama de Turquestão Oriental.

Nada preocupa mais o regime chinês do que o risco de independência do que considera províncias rebeldes: Taiwan, o Tibete e Xinjiang.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Carro explode na Praça da Paz Celestial em Beijim

Pelo menos três pessoas morreram quando um carro avançou sobre a multidão na Praça da Paz Celestial, no centro de Beijim, e explodiu em chamas nesta segunda-feira. Os três ocupantes do veículos, uma turista filipina e um chinês de Cantão foram mortos, e 38 pessoas saíram feridas.

Fotos da explosão divulgadas nas mídias sociais da censurada Internet chinesa foram rapidamente removidas, a área da explosão foi fechada e limpa pela polícia em cerca de meia hora. Dois repórteres da agência de notícias France Presse que investigavam o caso foram detidos.

Ainda não está claro o que aconteceu, mas parece evidentemente se tratar de uma ação deliberada. As maiores suspeitas recaem sobre os rebeldes muçulmanos uigures da província de Xinjiang, no Noroeste da China, que lutam pela independência do Turquestão Oriental, onde houve conflitos mortais recentemente.

Com uma sessão plenária do Comitê Central do Partido Comunista marcada para novembro, crescem as suspeitas de que tenha sido um ato de terrorismo político.

sábado, 20 de julho de 2013

Bomba explode no aeroporto de Beijim

Uma bomba explodiu hoje no Terminal 3 do Aeroporto de Beijim, a capital da China, anunciou a agência oficial de notícias Nova China. Os explosivos seriam caseiros e só teriam ferido o homem que os detonou.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Ex-prefeito de Beijim lamenta massacre de 1989

Um dos expoentes da linha dura que mandou o Exército Popular de Libertação atirar na multidão concentrada na Praça da Paz Celestial em 3 e 4 de junho de 1989, o ex-prefeito de Beijim Chen Xitong lamenta agora o massacre, dizendo "a tragédia poderia ter sido evitada".

Em um livro que está lançando agora, Chen trata de defender sua imagem perante a História. É a primeira que um dos líderes que foi a favor do ataque do Exército faz uma reflexão sobre o episódio mais violento da era da reforma econômica na China.

"Centenas de pessoas morreram naquele dia", admite o ex-prefeito, que lança seu livro pouco antes do 23º aniversário do massacre. "Como prefeito, fiquei triste. Esperava que pudéssemos resolver o caso pacificamente.

"Em retrospecto", acrescentou Chen, "considero que essa é uma tragédia que poderia ter sido evitada, deveria ter sido evitada, mas não foi", admite o ex-prefeito, citado pelo jornal The Washington Post.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Cidade de Beijim aumenta salário mínimo em 21%

Diante da inflação e da desigualdade social crescentes, o governo municipal de Beijim, a capital da China, decidiu aumentar o salário mínimo em 21% para US$ 175, cerca de R$ 296, por mês.

A medida entra em vigor em 1º de janeiro de 2011.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Xangai fecha metrô quando estiver superlotado

Os operadores de estações de metrô de Xangai, a maior cidade da China e uma das maiores do mundo, foram autorizados a fechar as portas até que as plataformas sejam desafogadas, nos horários de pique e momentos de superlotação.

Na sexta-feira, a Rádio Nacional da China informou que a população de Beijim, a capital chinesa, considerando os residentes temporários, chegou a 22 milhões de pessoas 10 anos antes da data prevista, que era 2010.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

População de Beijim chega a 22 milhões

A população da capital da China, incluindo residentes temporários, chegou ao nível esperado para 2020, 22 milhões de habitantes, informou a Rádio Nacional da China, citada no jornal China Daily.

O cálculo incluiu 8 a 9 milhões de "residentes temporários", trabalhadores migrantes que trabalham em Beijim mas oficialmente estão domiciliados em zonas rurais do interior do país. Portanto, se refere à conurbação.

Com 38 milhões de pessoas, Tóquio é o centro da maior aglomeração urbana do mundo. Seguem-lhe Nova York, Xangai, Beijim, Seul, Mumbai, Jacarta, Cidade do México e São Paulo, mas não encontrei fontes confiáveis para estabelecer uma ordem.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Blair ganha US$ 500 mil por fala de 20 minutos

Ao receber mais de US$ 500 mil por uma fala de apenas 20 minutos, na China, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair tornou-se o palestrante mais bem pago do mundo, superando o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton.

Os britânicos não quiseram mais o chefe de governo que levou o Reino Unido à guerra do Iraque. Mas a empresa imobiliária Dongguan Guangda gastou US$ 505 mil, incluindo os impostos, para que Blair falasse a um grupo de 600 funcionários do Partido Comunista, empresários e executivos de bancos de investimentos.

US$ 500 mil era a renda média anual de sua mulher, Cherie Blair, uma advogada de grande sucesso, quando o casal mudou-se para a residência oficial do primeiro-ministro britânico, em 10 Downing Street, em 1997. Comentava-se na época que Cherie ganhava mais do que o marido.

Agora, além de ser o palestrante mais bem pago do planeta, Blair ainda deve ganhar US$ 10 milhões por sua autobriografia.

Na viagem à China, Blair falou ainda na Câmara de Comércio de Hong Kong e numa conferência para dirigentes empresariais realizada pela revista americana Business Week em Beijim. Ele contou que seu filho menor, de 7 anos, está aprendendo chinês na escola.