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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Caminhonete avança sobre a multidão e fere 18 pessoas em Xangai

Uma caminhonete feriu pelo menos 18 pessoas, três em estado grave, ao subir uma calçada no centro de Xangai, a maior cidade da China, por volta das nove da manhã desta sexta-feira pela hora local (23h de quinta-feira em Brasília).

Quando o carro parou, começou um pequeno incêndio logo controlado pelos bombeiros. As autoridades chinesas disseram estar tratando o caso como um acidente de trânsito e não como uma ação deliberada, um ataque terrorista como tantos cometidos com veículos nos Estados Unidos, na Europa e em Israel.

A China reprime os muçulmanos da província de Xinjiang, no Noroeste do país, enviando cada vez mais chineses da etnia dominante hã para submeter os uigures, um povo islâmico de origem turca.

Há um Movimento pela Libertação do Turquestão Oriental. Em 28 de outubro de 2013, jogou um carro contra as barreiras de segurança na Praça da Paz Celestial, em Beijim. Cinco pessoas morreram no atentado, entre eles os três terroristas ocupantes do veículo.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Turquia procura uigures pela massacre do Ano Novo em Istambul

As forças de segurança da Turquia estão à caça de um terrorista da etnia uiuir, presente no Noroeste da China, como principal suspeito do ataque contra o clube noturno Reina, em Istambul, onde 39 pessoas foram mortas no Massacre de Ano Novo, na madrugada de 1º de janeiro, à margem do Estreito de Bósforo, que separa Europa e Ásia, revelou o vice-primeiro-ministro Veysi Kaynak.

Vários uigures foram detidos numa operação de busca e apreensão em Selimpassa, a oeste de Istambul.

A organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivndicou a responsabilidade pelo atentado; Pela natureza do alvo e da tática empregada, o ataque teve a marca dos jihadistas, os extremistas muçulmanos.

Os uigures são um povo muçulmano de origem turca que vive principalmente na província de Xiajiang, no Noroeste da China, onde nas últimas décadas há uma política de sinificação semelhante à do Tibete que consiste em assentar na região migrantes da etnia hã, amplamente majoritária na China e normalmente confundida com o chinês, embora  o país abrige 55 nacionalidades.

Com a repressão política e cultural do regime comunista chinês, há hoje uma diáspora uigur pelo resto do mundo, concentrada sobretudo na Turquia; O Movimento pela Libertação do Turquestão Orientel quer tornar o região uigur independente da China.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Tailândia encerra caçada a terroristas que atacaram Bangkok

Com a suposta confissão de um suspeito preso no mês passado, a polícia da Tailândia anunciou hoje o fim da caçada aos terroristas responsáveis pelo atentado contra um santuário situado no centro da capital, noticiou a televisão Channel News Asia.

O suspeito foi identificado como Bilal Muhammad, também chamado de Bilal Turk e Adem Karadag, um estrangeiro. Ele teria admitido na semana passada ser o homem que aparece numa gravação de câmeras de segurança colocando a bomba no Santuário de Erawan.

No fim de semana, ele e outro suspeito da etnia uigur de nacionalidade chinesa acusado de disparar a bomba participaram de uma reconstituição do crime feita no local do atentado.

Ambos seriam membros de uma gangue de tráfico de pessoas que teria organizado o ataque como retaliação pela repressão das autoridades tailandesas. A polícia tailandesa promete continuar a investigação até desmantelar a máfia de trafico humano.

Na China, o regime comunista acusa extremistas muçulmanos da minoria étnica uigur de realizar uma campanha terrorista a partir da província de Xinjiang. Suas ações incluiriam um ataque terrorista na Praça da Paz Celestial, em Beijim, em que cinco pessoas morreram, três no carro participante do atentado, descrito pelas autoridades chinesas como terrorismo suicida.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Tailândia acusa uigures por atentado em Bangkok

O atentado a bomba que matou 20 pessoas em 17 de agosto de 2015 no centro de Bangkok foi uma vingança pela deportação de 109 migrantes uigures para a China e a repressão a gangues de tráfico de pessoas, afirmou hoje o chefe da Polícia Nacional da Tailândia, Somyot Poompanmoung.

Foi a primeira vez que as autoridades tailandesas apontam os principais suspeitos do ataque contra um santuário situado numa área de comércio do centro da capital do país. Até agora, apesar da prisão de vários suspeitos do povo uigur originários da província de Xinjiang, no Noroeste da China, a junta militar que governa a Tailândia proibia a polícia de falar em terrorismo e culpar diretamente os uigures.

De acordo com o chefe da polícia, a máfia do tráfico humano responsável pela migração ilegal de uigures foi desbaratada. Somyot acrescentou não ter indícios de ligação entre o grupo e um ataque a um consulado tailandês na Turquia.

Os uigures, majoritariamente muçulmanos, têm origem turca e lutam contra a crescente dominação econômica e cultural dos chineses do povo hã. Um grupo radical, o Movimento pela Libertação do Turquestão Oriental, é acusado pelo regime comunista da China de iniciar uma luta armada contra o governo central.

Se a responsabilidade dos uigures for confirmada, vai levar a um envolvimento maior da China nas questões de segurança no Sudeste Asiático, onde tem disputas territoriais com vários países vizinhos.

domingo, 3 de agosto de 2014

Revolta na China deixa 96 mortos numa semana

A polícia da China matou 59 supostos extremistas muçulmanos e 37 civis na semana passada em conflitos na província de Xinjiang, no Nordeste do país, revelou hoje a agência oficial de notícias Nova China, depois de uma reunião de alto nível do Partido Comunista para discutir o conflito.

Pouco antes do amanhecer de 28 de julho de 2014, em uma série de ataques coordenados, os militantes atacaram civis, automóveis e prédios públicos em duas cidades da província, onde extremistas muçulmanos da minoria étnica uigur lutam pela independência do Turquestão Oriental.

O governo chinês descreveu os ataques como "terrorismo" e os atribuiu a "intervenção estrangeira". A reportagem afirma que os rebeldes do Movimento pela Libertação do Turquestão Oriental abriram faixas e cartazes declarando uma "guerra santa" (jihad). Eles fecharam cruzamentos e atacaram civis que não quiseram aderir à manifestação por medo da repressão das autoridades chinesas.

Como no Tibete, os uigures acusam o regime comunista chinês de adotar políticas de assimilação cultural, com migrações forçadas de chineses da maioria hã para destruir a cultura local e eliminar dissidências.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Rebeldes de Xinjiang matam 13 na China

Um ataque com facas na cidade de Yarkant, na província de Xinjiang, no Leste da China, perto da fronteira com o Tajiquistão matou 13 pessoas, informou hoje a televisão pública britânica BBC.

Todas as vítimas eram chineses da etnia hã, dominante no país. Eles estão sendo enviados a regiões remotas para mudar a composição étnica e enfraquecer a minoria uigur, predominantemente muçulmana, numa política de assimilação cultural como a aplicada ao Tibete.

O governo central de Beijim está preocupado com as ações terroristas da minoria uigur e do Movimento pela Libertação do Turquestão Oriental. Nenhum meio de comunicação estatal chinês deu a notícia.

sábado, 21 de junho de 2014

Rebeldes jogam carro contra delegacia na China

Os rebeldes muçulmanos da minoria uigur que lutam pela independência do Turquestão Oriental jogaram um carro contra uma delegacia de polícia da província de Xinjiang, no Oeste da China, e detonaram explosivos.

A polícia reagiu e matou 13 militantes. Três policiais saíram feridos, informou a agência de notícias Reuters.

O Movimento pela Libertação do Turquestão Oriental luta contra o regime comunista chinês e suas políticas de "assimilação cultural", que visam a impor a hegemonia do grupo étnico hã, do qual fazem parte 93% dos chineses, a exemplo do que acontece no Tibete.

Esse grupo é suspeito de ter atacado delegacias de polícia e até mesmo de jogar um carro contra a grade de proteção da Praça da Paz Celestial, no centro de Beijim, em 28 de outubro de 2013, descrito na imprensa oficial chinesa como "um atentado terrorista suicida". Cinco pessoas morreram, inclusive os três ocupantes do veículo, um utilitário esportivo. Outras 35 pessoas saíram feridas.


quinta-feira, 22 de maio de 2014

Atentado terrorista mata 31 e fere 90 no Noroeste da China

Uma série de explosões num mercado público da cidade de Urumchi, na região de Xinjiang, no Noroeste da China, matou pelo menos 31 pessoas e feriu outras 90 nesta quinta-feira, informou hoje a agência oficial de notícias Nova China. O Ministério da Segurança Pública descreveu o ataque "como um violento incidente terrorista".

A maior suspeita recai sobre os extremistas muçulmanos da minoria uigur que lutam pela independência do Turquestão Oriental.

Por volta de 7h50, dois veículos utilitários esportivos entraram no meio da multidão e jogaram as bombas, afirmou a agência chinesa. Em seguida, um dos carros também explodiu. Uma testemunha disse ter ouvido 12 grandes explosões.

O ataque ao mercado acontece menos de um mês depois de uma explosão com três mortos e outros 79 feridos na estação ferroviária de Urumchi, em 30 de abril de 2014.

A polícia chinesa também atribuiu um ataque com facas que matou 29 pessoas na cidade de Kunming, no Sudoeste da China, aos extremistas muçulmanos de Xinjiang, que lutam pela independência do Turquestão Oriental.

domingo, 2 de março de 2014

Grupo esfaqueia e mata 29 pessoas na China

Pelo menos 29 pessoas morreram e outras cem saíram feridas quando homens armados de facas e canivetes atacaram uma estação ferroviária em Kunming, na China. A televisão local mostrou cenas de pessoas ensanguentadas caídas no chão.

O governo chinês atribuiu o ataque terrorista a rebeldes muçulmanos da etnia uigur oriundos da província de Xinjiang, no Noroeste da China, onde lutam para criar o Turquestão Oriental. No ano passado, houve uma tentativa de romper a barreira de segurança na Praça da Paz Celestial, em Beijim, também atribuída a radicais uigures.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Violência política mata mais 16 pessoas em Xinjiang

Mais 16 pessoas foram mortas na província de Xinjiang, no Noroeste da China, onde os muçulmanos uigures lutam contra as política de assimilação cultural da "sinificação", informou o governo regional.

A província é base do Movimento pela Libertação do Turquestão Oriental, o nome muçulmano da região. O atentado terrorista recente na Praça da Paz Celestial, em Beijim, foi atribuído a militantes uigures.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

China prende com suspeitos de terrorismo

Cinco suspeitos foram presos pela polícia da China nas investigações sobre a explosão de um carro há dois dias na Praça da Paz Celestial, em Beijim, descrita pelas autoridades como uma ação terrorista. Dois turistas que estavam na rua e os três ocupantes do veículos, um utilitário esportivo, morreram.

O nome do motorista indica ligações com a minoria muçulmana uigur, que luta contra as políticas de assimilação cultural da ditadura comunista chinesa na província de Xinjiang, no Noroeste da China, onde um grupo rebelde armado defende a independência do que chama de Turquestão Oriental.

Nada preocupa mais o regime chinês do que o risco de independência do que considera províncias rebeldes: Taiwan, o Tibete e Xinjiang.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

China admite ação terrorista em Beijim

A China está tratamento como um ataque terrorista a explosão e incêndio de um carro jogado contra a multidão ontem na Praça da Paz Celestial, o maior ponto de concentração de turistas de Beijim, a capital do país, onde aconteceu um massacre de manifestantes oposicionista em 4 de junho de 1989.

Os três ocupantes do carro e dois turistas morreram no atentado. Outras 38 pessoas saíram feridas. Testemunhas disseram que o carro andou uns 400 metros sobre a calçada, buzinando para afastar os pedestres até explodir perto da ponte de acesso ao Portão da Paz Celestial, onde há uma foto de Mao Tsé-tung, o fundador da República Popular da China. O portão dá acesso à Cidade Proibida, o antigo palácio imperial.

A polícia chinesa fez uma varredura ontem à noite nos hotéis da capital, divulgou o nome de dois suspeitos e sugeriu que a ação partiu de muçulmanos uigures, uma minoria étnica com forte presença na província de Xinjian, no Noroeste da China.

Nos últimos meses, houve vários confrontos entre uigures e a polícia. Há um movimento rebelde na região pela independência do Turquestão Oriental. Aparentemente, agora o conflito chega a Beijim.

sábado, 29 de junho de 2013

Uigures atacam delegacia no Noroeste da China

De moto, com facas e canivetes, cerca de 200 pessoas atacaram hoje a delegacia de polícia de Hotã, na província de Xinjiang, no Noroeste da China, onde a polícia matou 35 manifestantes de minoria étnica uigur há poucos dias.

Em outros incidente, cerca de 200 pessoas foram acusadas pelo jornal estatal publicado em inglês The Global Times, de orientação comunista linha-dura,  de "tentar criar problemas" numa zona comercial importante de Hotã.

Há um grupo rebelde na região, o Movimento pela Independênia do Turquestão Oriental, denunciado pelo governo central de Beijim como islamita e extremista.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

China mata 35 em distúrbios em Xinjiang

Pelo menos 35 pessoas foram mortas quando a polícia da China abriu fogo contra uma multidão que atacou uma delegacia de polícia e outros prédios públicos com facas, pedras e outras armas brancas a 100 quilômetros da cidade de Turpã, na província de Xinjiang, informou hoje a agência oficial de notícias Xinhua (Nova China).

A província de Xinjiang fica no Noroeste da China. É habitada por minorias étnicas como os uigures, que são muçulmanos e seguidamente entram em conflito com o regime comunista chinês, baseado em Beijim, a milhares de quilômetros de distância.