Uma caminhonete feriu pelo menos 18 pessoas, três em estado grave, ao subir uma calçada no centro de Xangai, a maior cidade da China, por volta das nove da manhã desta sexta-feira pela hora local (23h de quinta-feira em Brasília).
Quando o carro parou, começou um pequeno incêndio logo controlado pelos bombeiros. As autoridades chinesas disseram estar tratando o caso como um acidente de trânsito e não como uma ação deliberada, um ataque terrorista como tantos cometidos com veículos nos Estados Unidos, na Europa e em Israel.
A China reprime os muçulmanos da província de Xinjiang, no Noroeste do país, enviando cada vez mais chineses da etnia dominante hã para submeter os uigures, um povo islâmico de origem turca.
Há um Movimento pela Libertação do Turquestão Oriental. Em 28 de outubro de 2013, jogou um carro contra as barreiras de segurança na Praça da Paz Celestial, em Beijim. Cinco pessoas morreram no atentado, entre eles os três terroristas ocupantes do veículo.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018
sábado, 21 de junho de 2014
Rebeldes jogam carro contra delegacia na China
Os rebeldes muçulmanos da minoria uigur que lutam pela independência do Turquestão Oriental jogaram um carro contra uma delegacia de polícia da província de Xinjiang, no Oeste da China, e detonaram explosivos.
A polícia reagiu e matou 13 militantes. Três policiais saíram feridos, informou a agência de notícias Reuters.
O Movimento pela Libertação do Turquestão Oriental luta contra o regime comunista chinês e suas políticas de "assimilação cultural", que visam a impor a hegemonia do grupo étnico hã, do qual fazem parte 93% dos chineses, a exemplo do que acontece no Tibete.
Esse grupo é suspeito de ter atacado delegacias de polícia e até mesmo de jogar um carro contra a grade de proteção da Praça da Paz Celestial, no centro de Beijim, em 28 de outubro de 2013, descrito na imprensa oficial chinesa como "um atentado terrorista suicida". Cinco pessoas morreram, inclusive os três ocupantes do veículo, um utilitário esportivo. Outras 35 pessoas saíram feridas.
A polícia reagiu e matou 13 militantes. Três policiais saíram feridos, informou a agência de notícias Reuters.
O Movimento pela Libertação do Turquestão Oriental luta contra o regime comunista chinês e suas políticas de "assimilação cultural", que visam a impor a hegemonia do grupo étnico hã, do qual fazem parte 93% dos chineses, a exemplo do que acontece no Tibete.
Esse grupo é suspeito de ter atacado delegacias de polícia e até mesmo de jogar um carro contra a grade de proteção da Praça da Paz Celestial, no centro de Beijim, em 28 de outubro de 2013, descrito na imprensa oficial chinesa como "um atentado terrorista suicida". Cinco pessoas morreram, inclusive os três ocupantes do veículo, um utilitário esportivo. Outras 35 pessoas saíram feridas.
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Conflito no Oeste da China deixa 21 mortos
Pelo menos 21 pessoas foram mortas ontem em conflitos entre a polícia e rebeldes que o governo regional da província de Xinjiang, no Oeste da China, descreveu como "gângsteres". Foi o pior incidente de violência na região em meses.
Na versão oficial do regime comunista chinês, seis mortos eram "gângteres". Os outros 15 mortos eram policiais, trabalhadores comunitários e voluntários, que teriam sido presos numa casa que logo em seguida foi incendiada com eles dentro, lembra o jornal The New York Times.
A origem da violência em Xinjiang é o conflito étnico e cultural entre o povo uigur, muçulmano, que fala uma língua de origem turca, e os chineses da etnia hã, que são 94% da população da China.
O regime comunista chinês adota políticas de assimilação de províncias rebeldes que possam sonhar com a independência como o Tibete ou Xinjiang, onde há um movimento de libertação do Turquestão Oriental. Isso inclui a migração forçada de chineses do povo hã, que logo ocupam os melhores empregos e cargos públicos, e agora que a China virou capitalista, fazem os melhores negócios, revoltando ainda mais as populações locais.
Na versão oficial do regime comunista chinês, seis mortos eram "gângteres". Os outros 15 mortos eram policiais, trabalhadores comunitários e voluntários, que teriam sido presos numa casa que logo em seguida foi incendiada com eles dentro, lembra o jornal The New York Times.
A origem da violência em Xinjiang é o conflito étnico e cultural entre o povo uigur, muçulmano, que fala uma língua de origem turca, e os chineses da etnia hã, que são 94% da população da China.
O regime comunista chinês adota políticas de assimilação de províncias rebeldes que possam sonhar com a independência como o Tibete ou Xinjiang, onde há um movimento de libertação do Turquestão Oriental. Isso inclui a migração forçada de chineses do povo hã, que logo ocupam os melhores empregos e cargos públicos, e agora que a China virou capitalista, fazem os melhores negócios, revoltando ainda mais as populações locais.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
China denuncia 200 por conflitos em Xinjiang
Mais de 200 pessoas serão denunciadas criminalmente por delitos ligados aos conflitos étnicos entre a minoria uigir e chineses do grupo hã ocorridos em julho na província de Xinjiang, no extremo leste da China, informou hoje o jornal oficial Diário da China.
Os processos devem começar nesta semana em Urumqi, principal foco da revolta dos uigures contra a absolvição de chineses hãs acusados de matar uigures suspeitos de cometer um crime do outro lado do país, onde viviam como trabalhadores migrantes, o que é muito comum hoje em dia na China.
Cerca de 1,5 mil pessoas foram presas na época. O jornal não diz quantos réus são uigures nem quantos são hãs. A única indicação é o número de advogados de ofício designados para defender os acusados: 170 uigures e 20 hãs.
Os processos devem começar nesta semana em Urumqi, principal foco da revolta dos uigures contra a absolvição de chineses hãs acusados de matar uigures suspeitos de cometer um crime do outro lado do país, onde viviam como trabalhadores migrantes, o que é muito comum hoje em dia na China.
Cerca de 1,5 mil pessoas foram presas na época. O jornal não diz quantos réus são uigures nem quantos são hãs. A única indicação é o número de advogados de ofício designados para defender os acusados: 170 uigures e 20 hãs.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Hu volta por causa do conflito em Xinjiang
O presidente Hu Jintao, abandonou a reunião de cúpula do Grupo dos Oito (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Canadá e Rússia), onde participa como convidado, ao lado do presidente Lula e de outros líderes de países emergentes.
Hu voltou para a China para enfrentar o violento conflito étnico que explodiu no Extremo Oeste do país, onde a maioria da população é muçulmana de origem turca. Pelo menos 156 pessoas foram mortas, outras mil feridas e 1,4 mil presas.
Antes da Olimpíada de Beijim, no ano passado, houve supostos atentados terroristas atribuídos a um Movimento de Libertação do Turquestão Oriental. A tensão é grande, especialmente em Urumqi, a capital da província de Xinjiang.
Com uma política de migrações forçadas, o regime comunista chinês infiltra as províncias que possam lutar pela independência com chineses da etnia hã, que são 93% dos 1,3 bilhão de chineses. Faz isso no Tibete e em Xinjiang, uma província enorme rica em gás e petróleo que cobre quase um terço dos 9,6 milhões de quilômetros quadrados da China, terceiro maior país do mundo em área e primeiro em população.
A etnia uigur é maioria em Xinjiang, mas os hãs são maioria em Urumqi. O estopim da violência foi o linchamento de dois uigures acusados de estuprar uma chinesa do grupo hã na cidade onde trabalhavam, a mais de 3 mil km da cidade.
Os uigures, que se sentem cidadãos de segunda classe na sua própria terra, se rebelaram e passaram a atacar símbolos do poder dos hãs, como aconteceu em março de 2008 no Tibete.
Com a volta de Hu Jintao a Beijim, a expectativa é de endurecimento da posição do governo chinês, que não costuma tolerar o dissenso.
Mais de 40 caminhões cheios de soldados do Exército Popular de Libertação estariam chegando a Urumqi para se juntar às forças de segurança que já combatem a revolta dos uigures.
Hu voltou para a China para enfrentar o violento conflito étnico que explodiu no Extremo Oeste do país, onde a maioria da população é muçulmana de origem turca. Pelo menos 156 pessoas foram mortas, outras mil feridas e 1,4 mil presas.
Antes da Olimpíada de Beijim, no ano passado, houve supostos atentados terroristas atribuídos a um Movimento de Libertação do Turquestão Oriental. A tensão é grande, especialmente em Urumqi, a capital da província de Xinjiang.
Com uma política de migrações forçadas, o regime comunista chinês infiltra as províncias que possam lutar pela independência com chineses da etnia hã, que são 93% dos 1,3 bilhão de chineses. Faz isso no Tibete e em Xinjiang, uma província enorme rica em gás e petróleo que cobre quase um terço dos 9,6 milhões de quilômetros quadrados da China, terceiro maior país do mundo em área e primeiro em população.
A etnia uigur é maioria em Xinjiang, mas os hãs são maioria em Urumqi. O estopim da violência foi o linchamento de dois uigures acusados de estuprar uma chinesa do grupo hã na cidade onde trabalhavam, a mais de 3 mil km da cidade.
Os uigures, que se sentem cidadãos de segunda classe na sua própria terra, se rebelaram e passaram a atacar símbolos do poder dos hãs, como aconteceu em março de 2008 no Tibete.
Com a volta de Hu Jintao a Beijim, a expectativa é de endurecimento da posição do governo chinês, que não costuma tolerar o dissenso.
Mais de 40 caminhões cheios de soldados do Exército Popular de Libertação estariam chegando a Urumqi para se juntar às forças de segurança que já combatem a revolta dos uigures.
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