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segunda-feira, 3 de março de 2014

EUA e Europa ameaçam isolar a Rússia

Os Estados Unidos e a União Europeia começam a se articular para isolar e punir economicamente a Rússia pela intervenção militar na Ucrânia, exigindo a retirada das forças que tomaram a região da Crimeia.

A primeira medida foi suspender os preparativos para a reunião de cúpula do Grupo dos Oito (EUA, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Canadá e Rússia) marcada para junho em Sóchi, onde foi realizada a Olimpíada de Inverno de 2014, "até que haja um ambiente em que seja possível ao G-8 manter discussões significativas".

Nos EUA, a Casa Branca e o Congresso começaram a discutir sanções econômicas e financeiras focadas nas empresas russas e nos líderes do Kremlin, se insistirem em manter a ocupação da Crimeia. O objetivo é enfraquecer a economia russa e o valor do rublo.

"As forças russas têm total controle operacional da Península da Crimeia, com a frota naval e mais de 6 mil soldados aerotransportados, além de um equipamento considerável", observou um alto funcionário americano. "Não há dúvida de que tomaram posições para ocupar a Crimeia, estão levando mais reforços por via aérea e consolidando essa ocupação."

segunda-feira, 17 de junho de 2013

EUA e UE lançam negociações de livre comércio

Durante a reunião de cúpula do Grupo dos Oito (G-8) realizada em Belfast, na Irlanda do Norte, a União Europeia (UE) e os Estados Unidos, os dois maiores mercados consumidores do mundo, lançaram negociações de livre comércio para criar um mercado comum juntando os dois.

É uma parceria transatlântica. Em última análise, tenta contrabalançar a ascensão da Ásia, hoje o polo mais dinâmico da economia mundial. As negociações começam em julho de 2013, em Washington.

Para não vetar as negociações, a França exige que a produção cultural seja excluída do acordo. A chamada "exceção cultural" visa a permitir subsídios à produção de cinema e televisão com o objetivo de preservar a identidade cultural dos países.

A UE tem um produto interno bruto de cerca de US$ 18 trilhões, e os EUA, de mais de US$ 15 trilhões.

Carro-bomba mata dez soldados em Damasco

Pelo menos dez soldados morreram e outros dez saíram feridos ontem com a explosão de um carro-bomba num posto de controle próximo a uma base aérea que fica no distrito de Maze, no Oeste de Damasco, a capital da Síria, noticiou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

A mídia estatal síria confirmou a explosão, mas não divulgou estimativas de mortos e feridos.

Em Belfast, na Irlanda do Norte, durante a reunião do Grupo dos Oito (EUA, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Canadá e Rússia), o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que seu país vai impedir a criação de uma zona de proibição de voo na Síria junto à fronteira com a Jordânia, como se discute nos Estados Unidos.

Durante encontro com o presidente Barack Obama, o líder russo também repudiou a decisão americana de armar os rebeldes que lutam contra o regime sírio.

Putin alega estar vendo armas para o "governo legítimo" da Síria. Os EUA e a Europa alegam que o ditador Bachar Assad perdeu a legitimidade ao atacar seu próprio povo.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Rússia também apoia saída de Kadafi

Durante a reunião do Grupo dos Oito (G-8) em Deauville, na França, a Rússia se associou aos países que consideram insustentável a continuação no poder do ditador da Líbia, coronel Muamar Kadafi.

"O coronel Kadafi perdeu legitimidade com suas ações", declarou o vice-ministro do Exterior russo, Serguei Riabkov. "Precisamos ajudá-lo a deixar o poder."

Sob um bombardeio da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) intensificado nos últimos dias, o regime líbio propôs ontem um cessar-fogo com a manutenção de Kadafi no poder, rejeitado pela França e o Reino Unido. Esses dois países lideram a intervenção militar aprovada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas para proteger a população civil líbia.

O G-8 também discutiu a concessão de uma ajuda de US$ 40 bilhões para colaborar com a democratização dos países árabes onde revoltas populares derrubaram tiranos.

Um projeto de declaração final do encontro exige "a suspensão imediata do uso da força pelo regime de Kadafi" e defende "a busca de uma solução que reflita a vontade popular".

domingo, 27 de junho de 2010

G-8 critica Irã e Coreia do Norte

Os líderes países do Grupo dos Oito (EUA, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Rússia e Canadá), reunidos em Toronto, no Canadá, criticaram a Coreia do Norte por afundar um navio militar da Coreia do Sul e o Irã por violações de direitos humanos.

Eles apoiaram as sanções impostas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas contra o programa nuclear do Irã e consideraram o bloqueio de Israel à Faixa de Gaza "insustentável".

Mas não houve acordo sobre a proposta de criar um imposto sobre os lucros dos bancos e as transações financeiras internacionais para criar fundos de combate a futuras crises. O Japão e o Canadá são contra.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

G-20 substitui G-8 como foro internacional

O Grupo dos Vinte (G-20) vai substituir o Grupo dos Oito (G-8) como principal foro para discutir questões relacionadas à economia internacional. A decisão será anunciada hoje, na reunião de cúpula de Pittsburgh, Pensilvânia, nos Estados Unidos, que começou ontem à noite com um jantar oferecido pelo presidente Barack Obama.

O G-7 (EUA, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália e Canadá) surgiu em 1976 para coordenar as políticas macroeconômicas das maiores potências industriais capitalistas alguns anos depois que o presidente Richard Nixon acabou com o padrão-dólar, criando o sistema de câmbio flutuante.

A recessão causada pela crise do petróleo de 1973-74 aumentava a necessidade de uma resposta conjunta. Mas o G-7 sempre foi um foro informal. As grandes potências econômicas sempre se deram o direito de agir como quisessem.

De nada adiantou reclamar para o presidente Ronald Reagan (1981-89) dos déficits dos EUA nos anos 90, decorrentes de seus cortes de impostos e gastos de US$ 2 trilhões para pressionar a União Soviética no fim da Guerra Fria. Nem pedir ao então chamado SuperJapão para reduzir os formidáveis saldos comerciais que acumulava na mesma época.

Nos anos 90, depois do fim do comunismo e do colapso da URSS, a Rússia passou a fazer parte do G-7, mais por ser uma potência nuclear do que por seu poderio econômico. Surgia assim o G-8.

A China, hoje a terceira maior economia do mundo, capaz de ultrapassar o Japăo e assumir o segundo lugar já no próximo ano, está fora.

Assim, nos últimos anos, o G-8 passou a convidar informalmente as grandes economias emergentes para participar de parte de suas reuniões de cúpula, de modo a lhes dar uma representatividade maior.

O G-20 é formado pelas 19 maiores economias do mundo e a União Europeia. Além dos países do G-8, fazerm parte Brasil, Argentina e México, da América Latina; Turquia, Arábia Saudita, Índia, China, Coreia do Sul e Indonésia, na Ásia; África do Sul, na África; e Austrália, na Oceania.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

G-8 e emergentes não se acertam sobre clima

Num pré-acordo, os países ricos do Grupo dos Oito e os grandes emergentes concordaram em manter a temperatura da Terra em no máximo dois graus centígrados, mas não houve acordo sobre as metas de redução das emissões dos gases que agravam o efeito estufa.

O Brasil, a China e a Índia alegaram que as metas iriam retardar seu desenvolvimento.

Em dezembro, em uma conferência internacional em Copenhague, na Dinamarca, deve ser concluído um acordo para substituir o Protocolo de Quioto.

Para o presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima, o resultado foi "bastante ridículo".

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Hu volta por causa do conflito em Xinjiang

O presidente Hu Jintao, abandonou a reunião de cúpula do Grupo dos Oito (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Canadá e Rússia), onde participa como convidado, ao lado do presidente Lula e de outros líderes de países emergentes.

Hu voltou para a China para enfrentar o violento conflito étnico que explodiu no Extremo Oeste do país, onde a maioria da população é muçulmana de origem turca. Pelo menos 156 pessoas foram mortas, outras mil feridas e 1,4 mil presas.

Antes da Olimpíada de Beijim, no ano passado, houve supostos atentados terroristas atribuídos a um Movimento de Libertação do Turquestão Oriental. A tensão é grande, especialmente em Urumqi, a capital da província de Xinjiang.

Com uma política de migrações forçadas, o regime comunista chinês infiltra as províncias que possam lutar pela independência com chineses da etnia hã, que são 93% dos 1,3 bilhão de chineses. Faz isso no Tibete e em Xinjiang, uma província enorme rica em gás e petróleo que cobre quase um terço dos 9,6 milhões de quilômetros quadrados da China, terceiro maior país do mundo em área e primeiro em população.

A etnia uigur é maioria em Xinjiang, mas os hãs são maioria em Urumqi. O estopim da violência foi o linchamento de dois uigures acusados de estuprar uma chinesa do grupo hã na cidade onde trabalhavam, a mais de 3 mil km da cidade.

Os uigures, que se sentem cidadãos de segunda classe na sua própria terra, se rebelaram e passaram a atacar símbolos do poder dos hãs, como aconteceu em março de 2008 no Tibete.

Com a volta de Hu Jintao a Beijim, a expectativa é de endurecimento da posição do governo chinês, que não costuma tolerar o dissenso.

Mais de 40 caminhões cheios de soldados do Exército Popular de Libertação estariam chegando a Urumqi para se juntar às forças de segurança que já combatem a revolta dos uigures.

sábado, 4 de julho de 2009

Lula volta a desqualificar o G-8

Às vésperas da reunião de cúpula do Grupo dos Oito (EUA, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Canadá e Rússia), que se realiza em Áquila, na Itália, de 8 a 10 de julho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a dizer que o clube dos países ricos não está em condições de tomar decisões sem a participação dos grandes países em desenvolvimento.

"Se eles quiserem continuar com o G-8, é problema deles. Mas o lugar adequado para resolver os problemas econômicos e financeiros do mundo é o G-20", declarou Lula aos jornalistas brasileiros.

O Grupo dos Vinte reúne os 19 países mais ricos do mundo e a União Europeia.

Antes da reunião do G-8, da qual o Brasil e outros países em desenvolvimento participam como convidados, Lula vai se encontrar com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e o primeiro-ministro François Fillon. Eles devem discutir propostas conjuntas para reformar a regulamentação do sistema financeiro internacional para prevenir novas crises mundiais.

domingo, 14 de junho de 2009

G-8 adverte para riscos e incertezas

Depois de uma reunião de dois dias em Lecce, na Itália, os ministros das Finanças do Grupo dos Oito (G-8), que reúne as sete maiores potências industriais capitalistas (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá) e a Rússia, preferiram evitar a euforia. Apesar dos sinais de recuperação, o documento final do encontro adverte para os riscos e incertezas.

"Há sinais de estabilização em nossas economias, mas a situação permanece incerta, com riscos significativos para a estabilidade econômica e financeira", disse a declaração final.

Enquanto a Alemanha chama a atenção para os riscos decorrentes dos enormes déficit públicos assumidos para bancar os programas de combate à crise, os Estados Unidos insistiram na necessidade de manter os programas de estímulo para aumentar a demanda agregada.

sábado, 13 de junho de 2009

G-8 vê sinais de recuperação

Os ministros das Finanças do Grupo dos Oito (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Canadá e Rússia), reunidos em Lecce, na Itália, declararam que suas economias, as maiores do mundo, excluída a China, apresentam "crescentes sinais de recuperação".

Entre estes sinais, citam a recuperação das bolsas de valores, o aumento da confiança de empresários e consumidores, e alguma melhora no setor industrial.

A maior preocupação agora seria com medidas para conter o impacto inflacionário dos planos de retomada do crescimento. Mas a questão dos testes de estresse ou de saúde financeira dos bancos. Os europeus resistem em revelar publicamente os resultados de suas avaliações, apesar da pressão dos Estados Unidos e do Canadá.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Reunião sobre finanças será dia 15 em Washington

O presidente George Walker Bush convocou hoje para 15 de novembro, em Washington, a primeira de uma série de reuniões entre os países ricos e os grandes emergentes para discutir a reforma do sistema financeiro internacional.

Serão convidados os países do Grupo dos Vinte (G-20), os vinte países mais ricos do mundo. Além dos países do Grupo dos Oito (G-8), formado pelas maiores potências industriais capitalistas (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá) e a Rússia, serão convidados os grandes países em desenvolvimento: Brasil, China, Índia, México, Argentina e África do Sul, entre outros.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Sarkozy faz proposta para regulamentar finanças

O presidente da França e da União Européia, Nicolas Sarkozy, apresentou hoje seus planos para a reforma do sistema financeiro internacional e convidou a China e a Índia para participar da conferência internacional, a ser realizada em Nova Iorque em novembro.

Ele defendeu a criação de um governo econômico da zona do euro e a formação de fundos soberanos para defender as empresas européias, evitando que sejam compradas a preços baratos em meio a uma crise financeira global.

Em discurso no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, na França, Sarkozy declarou que "nenhum banco que receba recursos públicos deve ter dinheiro em paraísos fiscais. Nenhuma instituição financeira deve funcionar sem regulamentação, e o pagamento de salários e bônus deve recompensar a responsabilidade e não a ousadia de correr riscos elevados".

O líder francês disse ainda que o mundo não pode ficar financiando os déficits comercial e orçamentário dos Estados Unidos sem influenciar as políticas americanas.

Sarkozy também retomou uma antiga proposta francesa da época da introdução do euro: a necessidade de um governo econômico comum para os 15 países que adotam o euro como moeda. Nesta crise, os países não puderam dar uma resposta comum que sustentasse a moeda, que hoje caiu à sua menor cotação em um ano e meio. Desde março de 2007, não era vendido a US$ 1,32.

Além dos países do Grupo dos Oito (Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Canadá e Rússia), serão convidados para a conferência internacional em Nova Iorque cinco grandes países em desenvolvimento: África do Sul, Brasil, China, Índia e México.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Geldof advertiu que G-8 pode se tornar irrelevante

Diante da relutância do Grupo dos Oito (maiores potências industriais capitalistas + Rússia) em cumprir suas promessas de dobrar a ajuda à África até 2010 e tomar medidas efetivas contra o aquecimento global e as crises do petróleo e dos alimentos, o roqueiro irlandês Bob Geldof, advertiu hoje que o G-8 pode se tornar irrelevante.

Geldof, que fez sucesso no grupo Boomtown Rats, organizou o concerto Live Aid, nos anos 80, para ajudar as vítimas da fome que matou mais de um milhão de pessoas na Etiópia.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Brown pede ação contra nova crise do petróleo

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, alertou hoje que o mundo está enfrentando uma nova crise do petróleo e pediu uma ampla estratégia internacional resolver o problema, que considera uma prioridade para as reuniões de cúpula da União Européia e do Grupo dos Oito.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Um novo autoritarismo governa a Rússia

A Rússia elege seu novo presidente no próximo domingo, 2 de março. Mas não há grande expectativa. Como sempre, o vencedor será o candidato oficial do Kremlin. Desta vez, o escolhido é o vice-primeiro-ministro Dimitri Medvedev.

O grande eleitor é o presidente Vladimir Putin, que escolheu Medvedev, já que a Constituição da Rússia só permite uma reeleição. Mas Putin, ex-diretor do Serviço Federal de Segurança, sucessor do KGB (Comitê de Defesa do Estado), a temida polícia política soviética, não vai deixar o poder. Será primeiro-ministro do futuro presidente.

Putin chegou ao poder pelas mãos de seu antecessor, Boris Yeltsin. Para garantir a vitória em 2000, travou uma guerra sanguinária contra a república rebelde da Chechênia, uma política de terra arrasada.

Durante seu governo, empresários foram presos, jornalistas e adversários do regime assassinados e a imprensa censurada. Com uma canetada, o novo czar acabou com as eleições diretas para governadores das 89 unidades administrativas da Federação Russa.

Na democracia de Putin, ele escolhe os vencedores.

Em uma tentativa de resgatar o poder imperial soviético, Putin ameaça as antigas repúblicas soviéticas, por exemplo, cortando o fornecimento de gás. Aproximou-se do Irã para romper o isolamento a que o regime dos aiatolás foi submetido por estar sob suspeita de fabricar a bomba atômica. Adotou a Internacional Comunista como Hino da Rússia. Ressuscitou as paradas militares na Praça Vermelha. E adverte para o risco de uma nova corrida armamentista no espaço.

A recuperação econômica da Rússia lhe garante o apoio da classe média emergente na era pós-comunismo. Ela se deve muito mais à alta dos preços do petróleo do que às políticas de Putin. Mas a maioria dos russos não percebe isso. Prefere ter um homem-forte no Kremlin.

Depois da crise asiática, com a queda nos preços do petróleo, a Rússia quebrou em agosto de 1998. O colapso do rublo, que passou de cerca de sete para 31 por dólar, estimulou o renascimento da indústria nacional.

Com a volta do acelerado crescimento da Ásia, especialmente na China e na Índia, o preço do barril de petróleo subiu de cerca de US$ 10 para os US$ 100 de hoje.

Rica em energia, a Rússia apresenta hoje as maiores taxas de crescimento dos países do Grupo dos Oito (EUA, Japão, China, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Canadá e Rússia). Este é o segredo do sucesso de autocrata obscurantista.

Na edição deste domingo, o jornal The New York Times revela as táticas fascistas dos partidários de Putin para sufocar a oposição.

sexta-feira, 8 de junho de 2007

G-8 adia para 2009 negociação sobre efeito estufa

O Grupo dos Oito (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Canadá e Rússia) adiou as negociações sobre um tratado sobre mudança do clima que substitua o Protocolo de Quioto, que tenta controlar a emissão dos gases que causam o aquecimento da Terra, para 2009, quando o presidente George Walker Bush deixa a Casa Branca.

Mais uma vez, os EUA recusaram-se a se comprometer com metas específicas de redução nas emissões. O texto fala de "reduções substanciais nas emissões global" sem precisar quanto a como.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

EUA e Rússia vão cooperar em defesa antimísseis

Durante a reunião do Grupo dos Oito em Heiligendamm, na Alemanha, os presidentes dos Estados Unidos, George W. Bush, e da Rússia, decidiram hoje cooperar no desenvolvimento de sistemas de defesa antimíssil, aliviando a tensão e os discursos que lembravam o período da Guerra Fria (1945-91), a confrontação estratégica entre EUA e União Soviética.

"Temos um entendimento sobre ameaças comuns, mas temos diferenças", declarou Putin. "As diferenças estão nos meios e métodos para superar essas ameaças".

Putin propôs que o sistema incorpore um satélite que a Rússia aluga no Azerbaijão, dizendo que assim "a Europa estaria protegida", sugerindo que os mísseis inimigos poderiam vir do Oriente Médio.

"Eles não são uma ameaça", afirmou o presidente Bush. "É melhor trabalhar junto do que criar tensões. O que temos de descobrir é maneira de trabalhar juntos".

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Merkel quer enquadrar EUA em acordo pós-Quioto

A chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, acredita ser possível atrair os Estados Unidos para as negociações realizadas dentro das Nações Unidas para fechar um acordo para suceder o Protocolo de Quioto, que tenta controlar a emissão dos gases que provocam o aquecimento global - e considera inegociável o limite de dois graus centígrados no aumento da temperatura média do planeta. O assunto será um dos temas centrais da reunião de cúpula do Grupo dos Oito (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Canadá e Rússia) em Heiligendamm, na Alemanha, de 6 a 8 de junho.

"Não estou esperando uma solução nesta semana", ressalva a chanceler alemã.

Na semana passada, o presidente George Walker Bush, que não assinou o Protocolo de Quioto, anunciou publicamente sua primeira proposta para conter o efeito estufa: uma ampla negociação entre os 15 países mais poluidores do mundo, o que inclui grandes nações em desenvolvimento, como a Brasil, a China e a Índia.

O processo da ONU reconhece que os países pobres não são responsáveis pelo aquecimento global por causa de sua industrialização tardia, pressupondo-se que ação humana que alterou o clima foi a Revolução Industrial. Mas os EUA temem ficar em desvantagem competitiva, sobretudo diante da China, se tiver de cortar emissões sem que os chineses sejam obrigados a fazer o mesmo.

Além disso, em 2008, a China deve superar os EUA como maior emissor dos gases que aquecem a Terra.

Para cumprir a meta de limitar o aumento da temperatura em dois graus, calcula-se que será necessário cortar as emissões à metade.

Em entrevista à revista alemã Der Spiegel, Merkel, anfitriã do evento marcado por uma onda de protestos antiglobalização, fala da ameaça russa de apontar mísseis nucleares para a Europa, propõe negociações com o Irã sobre a questão nuclear mas declarou que "a construção de um sistema de trens de alta velocidade num país onde o presidente vive ameaçando destruir Israel é totalmente inaceitável".

Países ricos não dão muita ajuda aos pobres

Há dois anos, os líderes do Grupo dos Oito (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Canadá e Rússia), reunidos em Gleneagles, na Escócia, anunciaram a intenção de dobrar seus orçamentos anuais de ajuda para os países mais pobres do mundo para US$ 50 bilhões até 2010. Metade desse dinheiro iria para a África.

Ontem, um relatório da organização não-governamental Oxfam (Oxford Famine Relief) previu que os países do G-8 podem errar o alvo em US$ 30 bilhões.

O jornal inglês The Independent fez então uma série de comparações interessantes:
• Os britânicos gastam duas vezes mais com vinho e champanha do que seu governo dá em ajuda externa.
• As mulheres alemãs gastam mais com sapatos do que seu país gasta para ajudar outros países.
• O orçamento de ajuda da França é inferior ao orçamento das francesas para comprar perfumes.
• O Japão é um dos países que mais dá ajuda externa, mas ainda assim não supera o consumo de artigos de luxo pelos japoneses.
• Os Estados Unidos dão em ajuda externa menos do que o lucro anual da Exxom Mobil, sua maior companhia de petróleo.
• Os italianos gastam mais com sorvete do que seu país dá de ajuda externa.
• O orçamento de ajuda ao exterior do Canadá é metade do que seus cidadãos gastam com cerveja.