LONDRES - Além de invadir a caixa de mensagens do telefone celular de uma adolescente sequestrada e morta, o jornal popular News of the World, que deixou de circular ontem em meio a um escândalo de escutas telefônica clandestinas e ilegais, subornou um segurança da família real britânica para tenter obter números de telefone e assim piratear suas ligações.
Em meio à crise, foi revelado hoje que o então primeiro-ministro Gordon Brown teve o sigilo de suas comunicações violado por The Sunday Times, outro jornal da empresa News International, do magnata da mídia Rupert Murdoch. Brown declarou estar indignado com a revelação.
A oposição trabalhista e o Partido Liberal Democrata, aliado da coalizão governista liderada pelo Partido Conservador, pressionam Murdoch a desistir da compra do total controle acionário da Sky TV, a maior rede de televisão por assinatura do Reino Unido.
Murdoch detém 39% das ações e quer chegar a 100%. Os conservadores são seus aliados.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 11 de julho de 2011
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Cameron veta Gordon Brown no FMI
O primeiro-ministro David Cameron praticamente vetou o nome de seu antecessor, o trabalhista Gordon Brown, para diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), alegando que, se ele não previu o aumento colossal da dívida pública do Reino Unido, não está qualificado para dirigir a organização internacional.
Brown e Cameron disputaram as últimas eleições gerais britânicas em 6 de maio de 2010.
Brown e Cameron disputaram as últimas eleições gerais britânicas em 6 de maio de 2010.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Blair defende guerra e acusa Brown
Em entrevista à BBC sobre seu livro de memórias, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair defende a decisão de invadir o Iraque e acusa seu ministro das Finanças e successor, Gordon Brown, de ser “enlouquecedor” às vezes.
Blair, que governou o Reino Unido de 1997 a 2007, responsabilizou Brown pela derrota eleitoral de maio, acusando o Partido Trabalhista de abandonar os princípios do neotrabalhismo.
É uma maneira de entrar na disputa pela liderança, já que um dos candidatos, o ex-ministro do Meio Ambiente Ed Miliband, apoiado por Brown, redigiu o programa de governo da última campanha.
Resta ver se a interferência vai ajudar ou prejudicar seu candidato, o ex-ministro do Exterior David Miliband, irmão de Ed.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Primeiro-ministro Gordon Brown renuncia
O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, acaba de apresentar sua renúncia à rainha Elizabeth II, acabando com uma série de 13 anos de governos do neotrabalhismo, inicialmente liderado por Tony Blair.
Cabe agora ao líder conservador, David Cameron, a iniciativa de formar um novo governo no Reino Unido.
Desde a manhã, estava claro que a negociação entre trabalhistas e liberais-democratas não evoluíra. O Partido Trabalhista deve ter entendido que perdeu as eleições de 6 de maio de 2010. Não teria condições de formar um governo estável.
Uma aliança entre os 255 deputados trabalhistas e os 57 do Partido Liberal-Democrata somaria 212. Dependeria de partidos nanicos para atingir a maioria absoluta, de 323 deputados.
A Câmara dos Comuns tem hoje 650 cadeiras. Como o Sinn Féin, o partido católico, republicano e nacionalista ligado ao Exército Republicano Irlandês (IRA) não jura lealdade à rainha e assim não assume, a maioria absoluta cai de 326 para 323 deputados.
Sem condições de governar, os trabalhistas jogaram a crise econômica com déficit orçamentário de 11,5% para a aliança liberal-conservadora, talvez na esperança de que o novo governo seja fraco e tenha de convocar eleições antecipadas dentro de meses.
Brown renunciou também a liderança do partido, abrindo a disputa pela sucessão.
O favorito é o jovem ministro do Exterior, David Miliband, líder da ala blairista do partido. A turma de Brown deve apoiar o ex-ministro da Educação Ed Balls. Também deve ser candidato o ex-ministro das Finanças Alistair Darling.
Cabe agora ao líder conservador, David Cameron, a iniciativa de formar um novo governo no Reino Unido.
Desde a manhã, estava claro que a negociação entre trabalhistas e liberais-democratas não evoluíra. O Partido Trabalhista deve ter entendido que perdeu as eleições de 6 de maio de 2010. Não teria condições de formar um governo estável.
Uma aliança entre os 255 deputados trabalhistas e os 57 do Partido Liberal-Democrata somaria 212. Dependeria de partidos nanicos para atingir a maioria absoluta, de 323 deputados.
A Câmara dos Comuns tem hoje 650 cadeiras. Como o Sinn Féin, o partido católico, republicano e nacionalista ligado ao Exército Republicano Irlandês (IRA) não jura lealdade à rainha e assim não assume, a maioria absoluta cai de 326 para 323 deputados.
Sem condições de governar, os trabalhistas jogaram a crise econômica com déficit orçamentário de 11,5% para a aliança liberal-conservadora, talvez na esperança de que o novo governo seja fraco e tenha de convocar eleições antecipadas dentro de meses.
Brown renunciou também a liderança do partido, abrindo a disputa pela sucessão.
O favorito é o jovem ministro do Exterior, David Miliband, líder da ala blairista do partido. A turma de Brown deve apoiar o ex-ministro da Educação Ed Balls. Também deve ser candidato o ex-ministro das Finanças Alistair Darling.
Brown renuncia para manter partido no poder
O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, anunciou hoje que vai deixar o cargo até setembro, numa manobra para tentar manter o Partido Trabalhista no poder, apesar da derrota nas eleições parlamentares de 6 de maio de 2010.
Depois de três dias de negociações sem sucesso entre o Partido Conservador, que conseguiu mais votos e deputados, com o Partido Liberal-Democrata, que ficou em terceiro lugar, Brown anunciou hoje ter sido convidado pelo líder liberal-democrata, Nick Clegg, para iniciar negociações.
Uma aliança liberal-conservadora teria ampla maioria na Câmara dos Comuns, somando os 307 deputados conservadores com os 57 liberais-democratas. Mas o programa dos liberais está muito mais próximo das ideias do governo trabalhistas.
Clegg está sob pressão tanto da bancada quanto do eleitorado para fazer uma aliança com os trabalhistas, embora esses dois partidos juntos não tenham maioria absoluta de 326 cadeiras na Câmara.
Seria um governo instável, de curta duração. Provavelmente haverá eleições antecipadas em pouco tempo. Mas é a chance dos liberais-democratas de promover uma reforma do sistema eleitoral para introduzir algum tipo de representação proporcional.
O PLD teve 23% do voto popular, mas terá menos de 9% das cadeiras no parlamento. Desde o início, Brown acenou com a possibilidade de reforma o sistema de votação.
Ao anunciar hoje que vai deixar a liderança do Partido Trabalhista até a convenção nacional do partido, em setembro, Brown disse que antes disso vai tentar formar uma "aliança progressista" para "recolocar o país na trilha do crescimento econômico" e promover a reforma eleitoral.
Durante a campanha, Clegg deixou claro que não formaria governo sob a liderança de Brown se os trabalhistas não ganhassem as eleições no voto popular.
No fim da tarde, o principal negociar dos conservadores, o ex-líder William Hague, cedeu num ponto em que até agora seu partido era irredutível, admitindo submeter a plebiscito a proposta de mudar o sistema de votação.
Depois de três dias de negociações sem sucesso entre o Partido Conservador, que conseguiu mais votos e deputados, com o Partido Liberal-Democrata, que ficou em terceiro lugar, Brown anunciou hoje ter sido convidado pelo líder liberal-democrata, Nick Clegg, para iniciar negociações.
Uma aliança liberal-conservadora teria ampla maioria na Câmara dos Comuns, somando os 307 deputados conservadores com os 57 liberais-democratas. Mas o programa dos liberais está muito mais próximo das ideias do governo trabalhistas.
Clegg está sob pressão tanto da bancada quanto do eleitorado para fazer uma aliança com os trabalhistas, embora esses dois partidos juntos não tenham maioria absoluta de 326 cadeiras na Câmara.
Seria um governo instável, de curta duração. Provavelmente haverá eleições antecipadas em pouco tempo. Mas é a chance dos liberais-democratas de promover uma reforma do sistema eleitoral para introduzir algum tipo de representação proporcional.
O PLD teve 23% do voto popular, mas terá menos de 9% das cadeiras no parlamento. Desde o início, Brown acenou com a possibilidade de reforma o sistema de votação.
Ao anunciar hoje que vai deixar a liderança do Partido Trabalhista até a convenção nacional do partido, em setembro, Brown disse que antes disso vai tentar formar uma "aliança progressista" para "recolocar o país na trilha do crescimento econômico" e promover a reforma eleitoral.
Durante a campanha, Clegg deixou claro que não formaria governo sob a liderança de Brown se os trabalhistas não ganhassem as eleições no voto popular.
No fim da tarde, o principal negociar dos conservadores, o ex-líder William Hague, cedeu num ponto em que até agora seu partido era irredutível, admitindo submeter a plebiscito a proposta de mudar o sistema de votação.
terça-feira, 4 de maio de 2010
Brown já admite derrota no Reino Unido
A três dias das eleições parlamentares britânicas, o Partido Conservador luta para virar a tendência em 45 distritos, o que lhe daria maioria absluta na Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico.
Grande sensação da campanha, o líder do Partido Liberal-Democrata, Nick Clegg, pediu aos eleitores que não casam na pregação de voto útil dos conservadores e "votem com o coração".
Já o primeiro-ministro Gordon Brown já reconhece que será impossível ganhar. Seu sonho de ser um primeiro-ministro com mandato popular será trucidado nas urnas.
Um dos grandes articuladores do neotrabalhismo, quando chegou sua hora, Brown se revelou incompetente e impopular, incapaz de articular políticas capazes de empolgado o partido e o eleitorado, cansados de 13 anos de governos trabalhistas.
Talvez os ingleses tenham se esquecido dos 18 anos de thatcherismo.
Como as pesquisas costumam favorecer os trabalhistas, talvez as pessoas tenham medo de confessar publicamente que votaram nos conservadores. Mas eles são favoritos em 6 de maio.
Se houver maioria absoluta, na sexta-feira vai haver um novo governo em 10 Downing Street.
Grande sensação da campanha, o líder do Partido Liberal-Democrata, Nick Clegg, pediu aos eleitores que não casam na pregação de voto útil dos conservadores e "votem com o coração".
Já o primeiro-ministro Gordon Brown já reconhece que será impossível ganhar. Seu sonho de ser um primeiro-ministro com mandato popular será trucidado nas urnas.
Um dos grandes articuladores do neotrabalhismo, quando chegou sua hora, Brown se revelou incompetente e impopular, incapaz de articular políticas capazes de empolgado o partido e o eleitorado, cansados de 13 anos de governos trabalhistas.
Talvez os ingleses tenham se esquecido dos 18 anos de thatcherismo.
Como as pesquisas costumam favorecer os trabalhistas, talvez as pessoas tenham medo de confessar publicamente que votaram nos conservadores. Mas eles são favoritos em 6 de maio.
Se houver maioria absoluta, na sexta-feira vai haver um novo governo em 10 Downing Street.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Cameron vence último debate no Reino Unido
Depois de 13 anos de governos trabalhistas, o Partido Conservador aumentou ontem a chance de conseguir maioria absoluta na Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico nas eleições da próxima quinta-feira, 6 de maio, o Reino Unido.
Seu líder, David Cameron, foi considerado vencedor do terceiro e último debate televisionado entre os três principais candidatos a primeiro-ministro britânico.
O tema de hoje era a economia. Mas o primeiro-ministro Gordon Brown cometeu uma gafe há dois dias. Chamou uma eleitora de "intolerante" com microfone aberto depois que ela reclamou da violência e da imigração estrangeira.
Esses temas de grande apelo para a classe média empobrecida pela crise e humilhada pelo desemprego na pior crise econômica do pós-guerra favorecem os conservadores.
É a primeira vez que o país realiza debates na TV entre os líderes dos três grandes partidos. Isso deu grande visibilidade a Nick Clegg, líder do Partido Liberal-Democrata, considerado vencedor do primeiro debate.
Com a vitória de Clegg, os liberais-democratas ultrapassaram os trabalhistas nas pesquisas de opinião e em algumas até os conservadores. O partido prepara-se para ter uma grande votação, mas ninguém acredita que possa eleger a maioria dos 650 deputados no sistema eleitoral britânico, de voto distrital num turno único.
Assim, nas últimas eleições, sob a liderança de Tony Blair, o Partido Trabalhista conseguiu maioria de 67 deputados com os votos de apenas 36% do eleitorado.
Nestas eleições, teme-se algo ainda pior. Os trabalhistas podem ficar em terceiro lugar no cômputo geral dos votos mas eleger o maior número de deputados. Isso lhes dá o direito de indicar seu líder para primeiro-ministro.
Se nenhum partido tiver maioria absoluta, o mais votado tem prioridade para tentar formar um governo de coalizão. Como na monarquia constitucional do Reino Unido o regime é parlamentarista, o novo governo precisa de maioria absoluta na Câmara dos Comuns.
Para os analistas, Brown desperdiçou sua última chance. Na condição de chefe de governo, é o alvo de todas as críticas pela crise econômica. Afinal, antes de ser primeiro-ministro, foi todo-poderoso ministro das Finanças de Blair, quando prometia acabar com os ciclos de euforia e depressão.
Agora que o país enfrenta déficits e dívida elevadas por conta da crise, é evidente que o governo deveria ter reduzido a dívida nos momentos de maior expansão do setor privado para ter maior capacidade de endividamento nos momentos difíceis. Tudo fica na conta de Brown.
Clegg culpou os "partidos tradicionais", que dominam a política britânica do pós-guerra.
Cameron promete cortar gastos e equilibrar as contas públicas. Põe toda a culpa pela crise em Brown. Isso o ajudou a passar a imagem de um líder novo, jovem e dinâmico confiável para conduzir a economia do país.
O Instituto de Estudos Fiscais divulgou um relatório acusando todos os partidos de mentirem para o eleitorado. Suas contas não fecham com as propostas de campanha.
A crise, a Grande Recessão de 2008-09, só acaba quando as dívidas contraírem forem pagas ou se tornarem pagáveis sem um esforço extra. Os tempos serão difíceis no Reino Unido e na Europa de modo geral.
Com a crise das dívidas públicas da Grécia e de outros paísea da Eurozona, o Reino Unido não só corre de contaminação por causa de déficits e dívida elevados. Perde mercado enquanto seus parceiros da União Europeia estiverem endividados.
Seu líder, David Cameron, foi considerado vencedor do terceiro e último debate televisionado entre os três principais candidatos a primeiro-ministro britânico.
O tema de hoje era a economia. Mas o primeiro-ministro Gordon Brown cometeu uma gafe há dois dias. Chamou uma eleitora de "intolerante" com microfone aberto depois que ela reclamou da violência e da imigração estrangeira.
Esses temas de grande apelo para a classe média empobrecida pela crise e humilhada pelo desemprego na pior crise econômica do pós-guerra favorecem os conservadores.
É a primeira vez que o país realiza debates na TV entre os líderes dos três grandes partidos. Isso deu grande visibilidade a Nick Clegg, líder do Partido Liberal-Democrata, considerado vencedor do primeiro debate.
Com a vitória de Clegg, os liberais-democratas ultrapassaram os trabalhistas nas pesquisas de opinião e em algumas até os conservadores. O partido prepara-se para ter uma grande votação, mas ninguém acredita que possa eleger a maioria dos 650 deputados no sistema eleitoral britânico, de voto distrital num turno único.
Assim, nas últimas eleições, sob a liderança de Tony Blair, o Partido Trabalhista conseguiu maioria de 67 deputados com os votos de apenas 36% do eleitorado.
Nestas eleições, teme-se algo ainda pior. Os trabalhistas podem ficar em terceiro lugar no cômputo geral dos votos mas eleger o maior número de deputados. Isso lhes dá o direito de indicar seu líder para primeiro-ministro.
Se nenhum partido tiver maioria absoluta, o mais votado tem prioridade para tentar formar um governo de coalizão. Como na monarquia constitucional do Reino Unido o regime é parlamentarista, o novo governo precisa de maioria absoluta na Câmara dos Comuns.
Para os analistas, Brown desperdiçou sua última chance. Na condição de chefe de governo, é o alvo de todas as críticas pela crise econômica. Afinal, antes de ser primeiro-ministro, foi todo-poderoso ministro das Finanças de Blair, quando prometia acabar com os ciclos de euforia e depressão.
Agora que o país enfrenta déficits e dívida elevadas por conta da crise, é evidente que o governo deveria ter reduzido a dívida nos momentos de maior expansão do setor privado para ter maior capacidade de endividamento nos momentos difíceis. Tudo fica na conta de Brown.
Clegg culpou os "partidos tradicionais", que dominam a política britânica do pós-guerra.
Cameron promete cortar gastos e equilibrar as contas públicas. Põe toda a culpa pela crise em Brown. Isso o ajudou a passar a imagem de um líder novo, jovem e dinâmico confiável para conduzir a economia do país.
O Instituto de Estudos Fiscais divulgou um relatório acusando todos os partidos de mentirem para o eleitorado. Suas contas não fecham com as propostas de campanha.
A crise, a Grande Recessão de 2008-09, só acaba quando as dívidas contraírem forem pagas ou se tornarem pagáveis sem um esforço extra. Os tempos serão difíceis no Reino Unido e na Europa de modo geral.
Com a crise das dívidas públicas da Grécia e de outros paísea da Eurozona, o Reino Unido não só corre de contaminação por causa de déficits e dívida elevados. Perde mercado enquanto seus parceiros da União Europeia estiverem endividados.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Gafe enterra ainda mais Gordon Brown
O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, cometeu uma gafe hoje na campanha para as eleições gerais de 6 de maio no Reino Unido. Chamou de intolerante uma mulher que o pressionou sobre imigração e violência, os temas preferidos da direita nas eleições da próxima semana.
Uma câmera ligada registrou a reclamação de Brown para os responsáveis por sua campanha. Ele foi pessoalmente à casa da mulher pedir desculpas. Mas o estrago está feito e será explorado pelos tabloides conservadores.
É mais um prego no caixão de Brown. O Partido Trabalhista está em terceiro lugar nas pesquisas, atrás de conservadores e liberais-democratas.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Crescimento do Reino Unido cai
A economia do Reino Unido cresceu apenas 0,2% no primeiro trimestre do ano, uma redução no ritmo da recuperação do país, que saiu da recessão no último trimestre de 2009, com uma expansão de 0,4%.
É uma má notícia para o primeiro-ministro trabalhista Gordon Brown, que convocou eleições gerais para 6 de maio e esperava uma reação da economia para salvar o governo.
Com o bom desempenho do líder liberal-democrata, Nick Clegg, nos dois primeiros debates de candidatos a primeiro-ministro britânico da História, o Partido Trabalhista caiu para um incômodo terceiro lugar nas pesquisas de opinião.
É uma má notícia para o primeiro-ministro trabalhista Gordon Brown, que convocou eleições gerais para 6 de maio e esperava uma reação da economia para salvar o governo.
Com o bom desempenho do líder liberal-democrata, Nick Clegg, nos dois primeiros debates de candidatos a primeiro-ministro britânico da História, o Partido Trabalhista caiu para um incômodo terceiro lugar nas pesquisas de opinião.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Brown promete não aumentar imposto de renda
Ao lançar hoje o manifesto e o programa do Partido Trabalhista para os próximos anos, o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, prometeu não aumentar impostos e promover uma ampla reforma do Estado para diminuir a dívida pública.
Com uma plataforma centrista, Brown tenta recuperar o terreno perdido para o Partido Conservador, favorito para as eleições parlamentares de 6 de maio de 2010.
As últimas pesquisas divulgadas no fim de semana apontam uma forte probabilidade de um Parlamento Britânico dividido, sem maioria absoluta para nenhum partido. Os conservadores não conseguiriam eleger 326 deputados na Câmara dos Comuns, de 650 cadeiras.
Com uma plataforma centrista, Brown tenta recuperar o terreno perdido para o Partido Conservador, favorito para as eleições parlamentares de 6 de maio de 2010.
As últimas pesquisas divulgadas no fim de semana apontam uma forte probabilidade de um Parlamento Britânico dividido, sem maioria absoluta para nenhum partido. Os conservadores não conseguiriam eleger 326 deputados na Câmara dos Comuns, de 650 cadeiras.
domingo, 21 de março de 2010
BA cancela mil voos por greve
Os aeronautas da companhia aérea British Airways iniciaram hoje uma greve de três dias na luta para aumentar os salários e evitar demissões.
Cerca de 12 mil pilotos e funcionários de bordo da BA pararam de trabalhar à meia-noite de sexta-feira (21h pelo horário de Brasília).
A empresa treinou mil empregados para atuarem temporariamente como comissários de bordo, transferiu passageiros para voos de outras companhias e fretou voos para ver se consegue manter 60% do serviço, transportando 49 mil dos 70 mil passageiros que transporta todos os dias.
O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, pediu o fim da greve, que está sendo explorada politicamente pela oposição conservadora, favorita para ganhar as eleições parlamentares previstas para maio. Pelo primeira vez desde a vitória de Tony Blair em 1º de maio de 1997, os trabalhistas devem perder.
Uma nova greve da BA, de quatro dias, está marcada para começar em 27 de março para coincidir com a Semana Santa.
Cerca de 12 mil pilotos e funcionários de bordo da BA pararam de trabalhar à meia-noite de sexta-feira (21h pelo horário de Brasília).
A empresa treinou mil empregados para atuarem temporariamente como comissários de bordo, transferiu passageiros para voos de outras companhias e fretou voos para ver se consegue manter 60% do serviço, transportando 49 mil dos 70 mil passageiros que transporta todos os dias.
O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, pediu o fim da greve, que está sendo explorada politicamente pela oposição conservadora, favorita para ganhar as eleições parlamentares previstas para maio. Pelo primeira vez desde a vitória de Tony Blair em 1º de maio de 1997, os trabalhistas devem perder.
Uma nova greve da BA, de quatro dias, está marcada para começar em 27 de março para coincidir com a Semana Santa.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Kraft compra Cadbury por US$ 19 bilhões
A fabricante americana de chocolate e guloseimas Kraft comprou hoje a empresa britânica Cadbury, que vende chocolates em máquinas caça-níqueis no metrô de Londres, por US$ 19 bilhões.
O negócio precisa ser aprovado pelos acionistas da Cadbury, que tendem a aceitar a proposta.
Ao comentar a transação, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, manifestou preocupação com a perda de empregos, já que o controle da empresa está saindo do Reino Unido.
Brown tem de se submeter a eleições no primeiro semestre. Precisa desesperadamente de boas notícias. A desnacionalização do chocolate que os ingleses compram no metrô e nas estações de trem não é algo que mobilize positivamente o eleitorado trabalhista.
É mais um tombo na longa via crucis de Gordon Brown.
O negócio precisa ser aprovado pelos acionistas da Cadbury, que tendem a aceitar a proposta.
Ao comentar a transação, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, manifestou preocupação com a perda de empregos, já que o controle da empresa está saindo do Reino Unido.
Brown tem de se submeter a eleições no primeiro semestre. Precisa desesperadamente de boas notícias. A desnacionalização do chocolate que os ingleses compram no metrô e nas estações de trem não é algo que mobilize positivamente o eleitorado trabalhista.
É mais um tombo na longa via crucis de Gordon Brown.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Brown e Sarkozy querem supertaxar bancos
Em artigo publicado hoje no jornal americano The Wall St. Journal, o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, e o presidente da França, Nicolas Sarkozy, pediram maior coordenação internacional para corrigir os desequilíbrios da economia mundial.
Eles defenderam a supertaxação dos bônus pagos a executivos do setor financeiro e estudos sobre a cobrança de um imposto sobre todas as transações financeiras internacionais.
A supertaxação de bônus acima do equivalente a R$ 70 mil foi anunciada ontem pelo governo britânico. Os dois líderes querem que seja adotada pela União Europeia e no mundo inteiro.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Brown resiste a pressão após derrota eleitoral
Diante de uma enorme pressão para renunciar, em meio a um escândalo de corrupção de gastos de deputados, depois da demissão de vários ministros e de uma derrota esmagadora do Partido Trabalhista nas eleições locais e regionais desta quinta, o primeiro-ministro Gordon Brown anunciou uma reforma ministrerial e prometeu permanecer no cargo "até concluir o trabalho".
É uma indicação de que pretende ficar pelo menos até as próximas eleições gerais, que precisam ser convocadas até junho de 2010. Os analistas apostam que cai antes.
Brown herdou há dois a chefia do governo e a liderança do partido de Tony Blair sem se submeter ao julgamento das urnas para ter legitimidade. Ameaçou convocar eleições, mas recuou e desde então vem caindo nas pesquisas de opinião.
No momento, ele tenta ganhar tempo para que as políticas de combate à crise econômica deem resultado. Quem ainda o apoia defende o primeiro-ministro como a pessoa mais capacitada para enfrentar a recessão mundial. Brown foi ministro das Finanças durante os 10 anos do governo Blair, mas uma de suas promessas foi acabar com os ciclos de euforia e depressão.
Para o eleitorado britânico, ele é pelo menos cúmplice da desregulamentação que aprofundou a crise.
Nesta quinta-feira, nas eleições locais, o Partido Conservador obteve 38% dos votos, os liberais-democratas 28% e os trabalhistas apenas 23%. No sábado, saem os resultados das eleições para o Parlamento Europeu.
Outra derrota vai aumentar a revolta da bancada contra Brown. Os deputados trabalhistas devem se reunir segunda-feira na Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico para analisar a questão.
É uma indicação de que pretende ficar pelo menos até as próximas eleições gerais, que precisam ser convocadas até junho de 2010. Os analistas apostam que cai antes.
Brown herdou há dois a chefia do governo e a liderança do partido de Tony Blair sem se submeter ao julgamento das urnas para ter legitimidade. Ameaçou convocar eleições, mas recuou e desde então vem caindo nas pesquisas de opinião.
No momento, ele tenta ganhar tempo para que as políticas de combate à crise econômica deem resultado. Quem ainda o apoia defende o primeiro-ministro como a pessoa mais capacitada para enfrentar a recessão mundial. Brown foi ministro das Finanças durante os 10 anos do governo Blair, mas uma de suas promessas foi acabar com os ciclos de euforia e depressão.
Para o eleitorado britânico, ele é pelo menos cúmplice da desregulamentação que aprofundou a crise.
Nesta quinta-feira, nas eleições locais, o Partido Conservador obteve 38% dos votos, os liberais-democratas 28% e os trabalhistas apenas 23%. No sábado, saem os resultados das eleições para o Parlamento Europeu.
Outra derrota vai aumentar a revolta da bancada contra Brown. Os deputados trabalhistas devem se reunir segunda-feira na Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico para analisar a questão.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Mais um ministro britânico renuncia
Mais um ministro britânico pediu demissão nesta quinta-feira, aumentando a pressão para que o primeiro-ministro Gordon Brown renuncie ao cargo de chefe de governo do Reino Unido e convoque eleições gerais antecipadas.
A carta-renúncia do ministro do Trabalho e das Pensões, James Purnell está na capa da edição desta sexta-feira, 5 de junho de 2009, do jornal The Times, sob a manchete: "Querido Gordon, eu desisto!"
Até o jornal de esquerda The Guardian, que tradicionalmente apóia o Partido Trabalhista, publicou editorial pedindo que o primeiro-ministro vá embora por "falta de idéias, planos e projetos".
Com a derrota praticamente certa nas eleições de hoje para os governos municipais e o Parlamento Europeu, a pressão pode se tornar insuportável. Com o Partido Trabalhista desprestigiado, os conservadores lideram as pesquisas de opinião com ampla vantagem.
A carta-renúncia do ministro do Trabalho e das Pensões, James Purnell está na capa da edição desta sexta-feira, 5 de junho de 2009, do jornal The Times, sob a manchete: "Querido Gordon, eu desisto!"
Até o jornal de esquerda The Guardian, que tradicionalmente apóia o Partido Trabalhista, publicou editorial pedindo que o primeiro-ministro vá embora por "falta de idéias, planos e projetos".
Com a derrota praticamente certa nas eleições de hoje para os governos municipais e o Parlamento Europeu, a pressão pode se tornar insuportável. Com o Partido Trabalhista desprestigiado, os conservadores lideram as pesquisas de opinião com ampla vantagem.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Segunda ministra cai em escândalo no Reino Unido
A renúncia da segunda ministra em dois dias, na véspera de eleições municipais e para o Parlamento Europeu, aumentou a pressão para que o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, renuncie ao cargo e convoque eleições antecipadas.
Agora à noite, uma rebelião começou a se formar dentro da própria bancada do Partido Trabalhista, que teme ser arrasada se marchar para as próximas eleições sob uma liderança abalada. O Partido Conservador, na oposição há 12 anos, lidera todas as pesquisas.
Brown precisa convocar eleições até junho de 2010. Gostaria de dar um tempo para o país se recuperar da crise econômica. Mas sua autoridade se dissolve rapidamente.
O governo se desmancha. É uma debandada geral. Ontem, foi a ministra do Interior, Jacqui Smith. Hoje foi a vez de Hazel Blears, a ministra dos governos locais. Depois das eleições de hoje, esse número podem aumentar. Alguns deputados devem declarar que não vão concorrer nas próximas eleições.
Agora à noite, uma rebelião começou a se formar dentro da própria bancada do Partido Trabalhista, que teme ser arrasada se marchar para as próximas eleições sob uma liderança abalada. O Partido Conservador, na oposição há 12 anos, lidera todas as pesquisas.
Brown precisa convocar eleições até junho de 2010. Gostaria de dar um tempo para o país se recuperar da crise econômica. Mas sua autoridade se dissolve rapidamente.
O governo se desmancha. É uma debandada geral. Ontem, foi a ministra do Interior, Jacqui Smith. Hoje foi a vez de Hazel Blears, a ministra dos governos locais. Depois das eleições de hoje, esse número podem aumentar. Alguns deputados devem declarar que não vão concorrer nas próximas eleições.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
G-20 promete mais um US$ 1 trilhão contra crise
Eles tiveram quatro horas e meia para salvar o mundo.
Há duas horas, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, anunciou os principais pontos do documento final da conferência de cúpula do Grupo dos Vinte (G-20), que reúne os 19 países mais ricos do mundo e a União Europeia. São as maiores potências industriais capitalistas do Grupo dos Sete (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá) e os grandes emergentes (África do Sul, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, China, Coréia, Índia, Indonésia, México, Rússia e Turquia).
A Declaração de Londres promete criar uma nova ordem mundial para, “juntos, administrarmos o processo de globalização”, manter o compromisso de ajuda aos pobres e promover uma recuperação econômica verde. Um novo encontro deve ser realizado ainda este ano.
Brown declarou que o Consenso de Washington está morto e que o G-20 “fará tudo o que for necessário” para recuperar a economia mundial. Os principais pontos são os seguintes:
1. REFORMA DO SISTEMA FINANCEIRO INTERNACIONAL: foram estabelecidos os princípios, como fiscalização dos fundos de hedge e de todos os produtos financeiros, criação de normas internacionais de contabilidade, regulamentação das agências de classificação de risco e enquadramento dos paraísos fiscais, que serão obrigados a fornecer informações sobre depositantes, acabando com o sigilo bancário como existia antes. Será criado um novo Conselho de Estabilidade Econômica (o órgão regulador que a Alemanha e a França queriam), com novos mecanismos de supervisão, um colégio internacional de supervisores e novas regras para bônus e salários de executivos do setor. Sarkozy admitiu que gostaria de ter ido mais longe, mas disse que foi um grande passo a frente.
2. SANEAMENTO FINANCEIRO: foram adotadas regras para remover os títulos indesejáveis dos balanços dos bancos.
3. RETOMADA DO CRESCIMENTO: os líderes mundiais prometem fazer tudo o que for necessário para acabar com a recessão. Brown estimou que os planos de estímulo fiscal, os maiores da História, devem chegar a US$ 5 trilhões até o ano que vem, com o objetivo central de gerar empregos. Além de cortar as taxas de juros numa escala e num alcance sem precedentes, os bancos centrais estão tomando outras medidas, como aumentar a quantidade de dinheiro em circulação. O FMI terá uma linha de crédito de US$ 1 trilhão, uma espécie de limite de cheque especial que os países-membros poderão sacar de acordo com suas cotas de contribuição ao Fundo. Os recursos para ajuda de emergência do FMI serão triplicados, com mais US$ 500 bilhões em dinheiro novo. Brown prevê uma recuperação mais rápida do que o Fundo prevê. Os planos de estímulo devem ser usados para promover uma economia mais verde, com menos emissões de carbono, tendo em vista também a Conferencia de Copenhague, que deve fechar em dezembro um acordo pós-Quioto.
4. FORTALECIMENTO DAS INSTITUIÇÕES ECONÔMICAS INTERNACIONAIS para aumentar a supervisão da economia internacional e combate à pobreza, com mais voz e votos para países emergentes e em desenvolvimento, e indicação de diretores com base no mérito (hoje os EUA indicam o presidente do Banco Mundial e a Europa o diretor-geral do FMI).
5. RELANÇAR O COMÉRCIO INTERNACIONAL: concluir a Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio e resolver o problema de financiamento do comércio internacional com uma linha de crédito de US$ 250 bilhões.
6. COMPROMISSO COM OS POBRES: o G-20 reafirma o compromisso com as Metas do Milênio de redução da pobreza e com as promessas de ajuda anteriores à crise. O FMI vai vender US$ 50 bilhões em ouro de suas reservas para isso.
Há duas horas, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, anunciou os principais pontos do documento final da conferência de cúpula do Grupo dos Vinte (G-20), que reúne os 19 países mais ricos do mundo e a União Europeia. São as maiores potências industriais capitalistas do Grupo dos Sete (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá) e os grandes emergentes (África do Sul, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, China, Coréia, Índia, Indonésia, México, Rússia e Turquia).
A Declaração de Londres promete criar uma nova ordem mundial para, “juntos, administrarmos o processo de globalização”, manter o compromisso de ajuda aos pobres e promover uma recuperação econômica verde. Um novo encontro deve ser realizado ainda este ano.
Brown declarou que o Consenso de Washington está morto e que o G-20 “fará tudo o que for necessário” para recuperar a economia mundial. Os principais pontos são os seguintes:
1. REFORMA DO SISTEMA FINANCEIRO INTERNACIONAL: foram estabelecidos os princípios, como fiscalização dos fundos de hedge e de todos os produtos financeiros, criação de normas internacionais de contabilidade, regulamentação das agências de classificação de risco e enquadramento dos paraísos fiscais, que serão obrigados a fornecer informações sobre depositantes, acabando com o sigilo bancário como existia antes. Será criado um novo Conselho de Estabilidade Econômica (o órgão regulador que a Alemanha e a França queriam), com novos mecanismos de supervisão, um colégio internacional de supervisores e novas regras para bônus e salários de executivos do setor. Sarkozy admitiu que gostaria de ter ido mais longe, mas disse que foi um grande passo a frente.
2. SANEAMENTO FINANCEIRO: foram adotadas regras para remover os títulos indesejáveis dos balanços dos bancos.
3. RETOMADA DO CRESCIMENTO: os líderes mundiais prometem fazer tudo o que for necessário para acabar com a recessão. Brown estimou que os planos de estímulo fiscal, os maiores da História, devem chegar a US$ 5 trilhões até o ano que vem, com o objetivo central de gerar empregos. Além de cortar as taxas de juros numa escala e num alcance sem precedentes, os bancos centrais estão tomando outras medidas, como aumentar a quantidade de dinheiro em circulação. O FMI terá uma linha de crédito de US$ 1 trilhão, uma espécie de limite de cheque especial que os países-membros poderão sacar de acordo com suas cotas de contribuição ao Fundo. Os recursos para ajuda de emergência do FMI serão triplicados, com mais US$ 500 bilhões em dinheiro novo. Brown prevê uma recuperação mais rápida do que o Fundo prevê. Os planos de estímulo devem ser usados para promover uma economia mais verde, com menos emissões de carbono, tendo em vista também a Conferencia de Copenhague, que deve fechar em dezembro um acordo pós-Quioto.
4. FORTALECIMENTO DAS INSTITUIÇÕES ECONÔMICAS INTERNACIONAIS para aumentar a supervisão da economia internacional e combate à pobreza, com mais voz e votos para países emergentes e em desenvolvimento, e indicação de diretores com base no mérito (hoje os EUA indicam o presidente do Banco Mundial e a Europa o diretor-geral do FMI).
5. RELANÇAR O COMÉRCIO INTERNACIONAL: concluir a Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio e resolver o problema de financiamento do comércio internacional com uma linha de crédito de US$ 250 bilhões.
6. COMPROMISSO COM OS POBRES: o G-20 reafirma o compromisso com as Metas do Milênio de redução da pobreza e com as promessas de ajuda anteriores à crise. O FMI vai vender US$ 50 bilhões em ouro de suas reservas para isso.
sexta-feira, 27 de março de 2009
Comentário de Lula atinge Gordon Brown
Ao acusar "brancos de olhos azuis" pela crise financeira global ontem ao receber o primeiro-ministro Gordon Brown no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acabou atingindo o convidado, que enfrenta uma situação política muito difícil no Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte. A assessoria do primeiro-ministro tentou reduzir a importância da alfinetada de Lula dizendo que ela se destina ao público brasileiro.
Como anfitrião da conferência de cúpula do Grupo dos Vinte (G-20), acuado por uma forte queda de popularidade em casa mesmo antes da crise e tendo de se submeter a eleições até a metade de 2010, Brown precisa definitivamente apresentar a reunião como um sucesso e ele como o grande articulador mundial do combate à crise. Afinal, como ministro das Finanças do governo Tony Blair (1997-2007), Brown passou anos prometendo acabar com os ciclos de euforia e depressão.
Para isso, tenta compatibilizar as posições conflitantes da Europa, que quer uma regulamentação internacional do sistema financeiro, e dos Estados Unidos, que querem regulamentações nacionais articuladas por uma supervisão global flexível e planos de estímulo fiscal para aumentar o investimento, a produção e o consumo.
A proposta de reforma do sistema financeiro americano apresentada ontem pelo secretário do Tesouro, Timothy Geithner para reformar e endurecer a regulamentação financeira dos EUA visa a fortalecer a posição americana em Londres para suportar o assédio, especialmente da Alemanha e da França, por uma instância reguladora internacional, o que me parece inaceitável do ponto de visto americano.
Como anfitrião da conferência de cúpula do Grupo dos Vinte (G-20), acuado por uma forte queda de popularidade em casa mesmo antes da crise e tendo de se submeter a eleições até a metade de 2010, Brown precisa definitivamente apresentar a reunião como um sucesso e ele como o grande articulador mundial do combate à crise. Afinal, como ministro das Finanças do governo Tony Blair (1997-2007), Brown passou anos prometendo acabar com os ciclos de euforia e depressão.
Para isso, tenta compatibilizar as posições conflitantes da Europa, que quer uma regulamentação internacional do sistema financeiro, e dos Estados Unidos, que querem regulamentações nacionais articuladas por uma supervisão global flexível e planos de estímulo fiscal para aumentar o investimento, a produção e o consumo.
A proposta de reforma do sistema financeiro americano apresentada ontem pelo secretário do Tesouro, Timothy Geithner para reformar e endurecer a regulamentação financeira dos EUA visa a fortalecer a posição americana em Londres para suportar o assédio, especialmente da Alemanha e da França, por uma instância reguladora internacional, o que me parece inaceitável do ponto de visto americano.
sexta-feira, 6 de março de 2009
Brown faz proposta para regulação financeira
Em discurso numa reunião do Partido Trabalhista britânico na Escócia, o primeiro-ministro Gordon Brown apresentou uma proposta de quatro pontos para reformar o sistema financeiro internacional:
• fim da autonomia dos paraísos fiscais, que devem ser regulamentados;
• fim da cultura de bonificação de executivos por ganhos de curto prazo;
• monitorar todo o sistema e cada empresa do setor financeiro; e
• criar uma estrutura global para coordenar a supervisão do sistema financeiro.
• fim da autonomia dos paraísos fiscais, que devem ser regulamentados;
• fim da cultura de bonificação de executivos por ganhos de curto prazo;
• monitorar todo o sistema e cada empresa do setor financeiro; e
• criar uma estrutura global para coordenar a supervisão do sistema financeiro.
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Brown critica "práticas inaceitáveis" dos bancos
O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, cobrou hoje uma regulamentação global rigorosa do sistema financeiro que não deixe furos para fundos e paraísos fiscais.
Durante uma reunião do Fórum Nacional de Política do Partido Trabalhista realizado em Bristol, na Inglaterra, Brown declarou que "não deve haver lugar para esconder mecanismos especiais de investimento.
A Grã-Bretanha será sede de uma reunião de cúpula do Grupo dos Vinte países mais ricos do mundo, inclusive o Brasil, marcada para 2 de abril em Londres. Mas as autoridades europeias tem vários problemas imediatos a resolver até lá.
Os bancos europeus teriam emprestado US$ 1,5 trilhão a cidadãos, empresas e governos da Europa Oriental. Como a região está sendo duramente afetada pela crise financeira global, o risco de um grande calote é enorme.
Se a Europa Oriental quebrar, arrasta junto a União Europeia.
Durante uma reunião do Fórum Nacional de Política do Partido Trabalhista realizado em Bristol, na Inglaterra, Brown declarou que "não deve haver lugar para esconder mecanismos especiais de investimento.
A Grã-Bretanha será sede de uma reunião de cúpula do Grupo dos Vinte países mais ricos do mundo, inclusive o Brasil, marcada para 2 de abril em Londres. Mas as autoridades europeias tem vários problemas imediatos a resolver até lá.
Os bancos europeus teriam emprestado US$ 1,5 trilhão a cidadãos, empresas e governos da Europa Oriental. Como a região está sendo duramente afetada pela crise financeira global, o risco de um grande calote é enorme.
Se a Europa Oriental quebrar, arrasta junto a União Europeia.
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