O Banco da Inglaterra, banco central do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, aumentou hoje sua taxa básica de juros pela primeira vez desde julho de 2007, de 0,25% para 0,5% ao ano. Deve fazer duas elevações graduais de 0,25 ponto percentual até o fim de 2020. Com a notícia, a libra esterlina caiu 1,7% para 1,121 euro e 1,4% para US$ 1,306.
A medida, aprovada por 7 a 2, visa a controlar a inflação, que chegou a 3% ao ano em setembro. Está acima da meta fixada pelo ministro das Finanças, de 2% ao ano, num momento em que há uma expectativa de crescimento mais lento da economia britânica com a saída do país da União Europeia (UE), em março de 2019.
"O ritmo em que a economia pode crescer sem gerar pressões inflacionárias caiu em relação ao normal antes da crise", declarou o presidente do banco, o canadense Mark Carney. "Nos próximos anos, um aumento da demanda modesto deve usar a pequena capacidade ociosa remanescente na economia. A pressão inflacionária doméstica tende a crescer."
Enquanto a Zona do Euro cresce em ritmo de 2,5% ao ano e os Estados Unidos de 3% ao ano, na sua última análise conjuntural trimestral, o Banco da Inglaterra reduziu o potencial de crescimento do Reino Unido para 1,5% ao ano, bem abaixo da média de 2% a 2,25% anterior à crise e à expectativa da Brexit (saída britânica).
Com a alta nos juros, o Banco da Inglaterra segue a tendência dos grandes bancos centrais de retirar gradualmente os estímulos adotados para combater a Grande Recessão, a crise internacional deflagrada em setembro de 2008 pela falência do banco de investimentos americano Lehman Brothers, como sinalizou mais uma vez ontem a Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA.
"A economia mundial está bombando na maioria dos cilindros. Vai indo muito bem", comentou Carney. "Não surpreende que a política esteja mudando. O Reino Unido está participando menos desta alta. Estamos passando por um período incomum de performance abaixo do esperado".
É a incerteza gerada pela Brexit. "Qualquer resolução sobre a natureza e a transição do futuro relacionamento do Reino Unido com a UE, até onde afetar o comportamento dos lares, das empresas e dos participantes do mercado financeiro, levará a uma reavaliação imediata da perspectiva econômica", alertou o presidente do Banco da Inglaterra.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quinta-feira, 2 de novembro de 2017
quarta-feira, 7 de abril de 2010
GM perde bilhões depois da concordata
A General Motors perdeu US$ 4,3 bilhões no segundo semestre do ano passado.
A empresa já tinha anos de problemas crônicos quando foi atingida em cheio pela crise econômica global de 2008. Faliu e pediu concordata no fim de março do ano passado.
Hoje, divulgou hoje seu primeiro balanço desde que saiu da concordata, em 10 de julho de 2009.
A empresa já tinha anos de problemas crônicos quando foi atingida em cheio pela crise econômica global de 2008. Faliu e pediu concordata no fim de março do ano passado.
Hoje, divulgou hoje seu primeiro balanço desde que saiu da concordata, em 10 de julho de 2009.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Eurozona tem deflação recorde
O índice de preços ao consumidor no conjunto dos 16 países que usam o euro como moeda registrou em julho a maior queda da história, uma deflação de 0,7% ao ano.
No mês anterior, a Eurozona havia tido uma queda de preços de 0,1% ao ano, muito pequena para indicar uma tendência. O segundo mês consecutivo de redução desperta temores de uma espiral deflacionária, que desestimularia a produção, o investimento e o consumo.
Um porta-voz da Comissão Europeia, órgão executivo da UE, explicou a deflação dizendo que os preços da energia e dos alimentos estavam muito mais altos em julho de 2008, quando o barril de petróleo chegou a US$ 147,50.
No mês anterior, a Eurozona havia tido uma queda de preços de 0,1% ao ano, muito pequena para indicar uma tendência. O segundo mês consecutivo de redução desperta temores de uma espiral deflacionária, que desestimularia a produção, o investimento e o consumo.
Um porta-voz da Comissão Europeia, órgão executivo da UE, explicou a deflação dizendo que os preços da energia e dos alimentos estavam muito mais altos em julho de 2008, quando o barril de petróleo chegou a US$ 147,50.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
GM anuncia fim da concordata
O diretor-presidente da General Motors, Fritz Henderson, admitiu que "sabemos que é preciso mudar", ao lançar a nova GM 40 dias depois que a empresa que foi a maior fabricante de automóveis do mundo por 77 anos pediu concordata.
Por enquanto, o controle acionário da empresa fica com o governo dos Estados Unidos, que terá 60,8% das ações.
Por enquanto, o controle acionário da empresa fica com o governo dos Estados Unidos, que terá 60,8% das ações.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Nova GM sai da concordata neste mês
Um juiz federal de Nova York autorizou ontem a venda dos ativos da General Motors, abrindo caminho para o fim da concordata da empresa que durante 77 anos foi a maior fabricante de automóveis do mundo.
A nova GM pode ser lançada ainda este mës.
Pelo projeto aprovado pelo juiz, o governo dos Estados Unidos fica com 60,8% da nova GM; o Canadá, com 10,7%; os sindicatos americanos, com 17,5%; e os credores que tinham bônus da GM trocam uma dívida de US$ 27 bilhões por 10% das ações da nova companhia.
Em 31 de março de 2009, a GM tinha ativos no valor de US$ 82 bilhões e dívidas de US$ 172 bilhões.
Se a recuperação der certo, a nova empresa deve vender ações no próximo ano para a transferência do controle acionário do governo dos EUA para investidores privados.
A nova GM pode ser lançada ainda este mës.
Pelo projeto aprovado pelo juiz, o governo dos Estados Unidos fica com 60,8% da nova GM; o Canadá, com 10,7%; os sindicatos americanos, com 17,5%; e os credores que tinham bônus da GM trocam uma dívida de US$ 27 bilhões por 10% das ações da nova companhia.
Em 31 de março de 2009, a GM tinha ativos no valor de US$ 82 bilhões e dívidas de US$ 172 bilhões.
Se a recuperação der certo, a nova empresa deve vender ações no próximo ano para a transferência do controle acionário do governo dos EUA para investidores privados.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Total de famintos do mundo passam de 1 bilhão
Por causa da crise econômica, que aumentou o desemprego e reduziu a massa salarial, o total de pessoas que passam fome no mundo chegou a 1,02 bilhão, alertou hoje a Organização para Agricultura e Alimentos (FAO), órgão das Nações Unidas.
Ao fazer o anúncio, o diretor-geral da FAO, Jacques Diouf, defendeu a criação de "uma nova ordem alimentar mundial" que garanta o "o direito à comida como parte do direito à vida".
Ao fazer o anúncio, o diretor-geral da FAO, Jacques Diouf, defendeu a criação de "uma nova ordem alimentar mundial" que garanta o "o direito à comida como parte do direito à vida".
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Obama promete criar 600 mil empregos
Um dia depois de chegar de uma viagem pela Europa e o Oriente Médio, o presidente Barack Obama promete acelerar a liberação de dinheiro público do programa de estímulo econômico de US$ 787 bilhões para gerar ou manter 600 mil empregos nos próximos 100 dias.
Nos próximos dias, devem ser aceleradas as obras de ampliação de 1.129 centros de saúde, recuperar 107 parques nacionais, contratar 5 mil policiais federais e descontaminar 20 áreas poluídas.
Quando lançou o programa de estímulo, Obama prometeu criar ou preservar 3,5 milhões de empregos. Ele afirma já ter gerado 150 mil com seus projetos. Já os críticos alegam que as obras citadas acima não impulsionam a retomada do crescimento econômico.
Nos próximos dias, devem ser aceleradas as obras de ampliação de 1.129 centros de saúde, recuperar 107 parques nacionais, contratar 5 mil policiais federais e descontaminar 20 áreas poluídas.
Quando lançou o programa de estímulo, Obama prometeu criar ou preservar 3,5 milhões de empregos. Ele afirma já ter gerado 150 mil com seus projetos. Já os críticos alegam que as obras citadas acima não impulsionam a retomada do crescimento econômico.
OCDE já vê sinais de recuperação
A Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) acredita que alguns países já chegaram ao fundo do poço e devem voltar a crescer.
O estudo divulgado hoje na sede da entidade, em Paris, observa uma queda no declínio econômico dos 30 países-membros do grupo, com fortes sinais de uma possível retomada no Canadá, França, Itália e Reino Unido. Já os Estados Unidos, o Japão e a Alemanha apresentam sinais positivos.
Entre os países em desenvolvimento, só a China e a Índia retomaram o crescimento. O Brasil ainda estaria piorando.
No Japão, o número de falências caiu em abril pela primeira vez em um ano. O saldo de conta corrente do Japão caiu 54,5% em abril, na comparação com abril do ano passado, ficando em US$ 6,4 bilhões. As exportações subiram 7,2%.
Na Alemanha, as encomendas à indústria cresceram 3,7% em março e ficaram estáveis em abril.
O estudo divulgado hoje na sede da entidade, em Paris, observa uma queda no declínio econômico dos 30 países-membros do grupo, com fortes sinais de uma possível retomada no Canadá, França, Itália e Reino Unido. Já os Estados Unidos, o Japão e a Alemanha apresentam sinais positivos.
Entre os países em desenvolvimento, só a China e a Índia retomaram o crescimento. O Brasil ainda estaria piorando.
No Japão, o número de falências caiu em abril pela primeira vez em um ano. O saldo de conta corrente do Japão caiu 54,5% em abril, na comparação com abril do ano passado, ficando em US$ 6,4 bilhões. As exportações subiram 7,2%.
Na Alemanha, as encomendas à indústria cresceram 3,7% em março e ficaram estáveis em abril.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Anistia alerta que crise piora direitos humanos
A crise econômica global não é apenas econômica, adverte a organização não governamental Anistia Internacional, em seu relatório anual, divulgado hoje. É também uma crise de direitos humanos, na medida em que bilhões de pessoas que sofrem de insegurança e injustiças tem a situação agravada e milhões são jogadas na miséria, onde estão sujeitas a violações dos direitos sociais e econômicos, fome e privações.
No Brasil, a Anistia denuncia que muitas comunidades urbanas pobres não tem acesso a serviços básicos e às vezes só tem contato com as autoridades em ações policiais de estilo militar, com blindados e helicópteros, caracterizadas pelo uso excessivo da força, execuções extrajudiciais, tortura e comportamento abusivo contra os moradores.
No Brasil, a Anistia denuncia que muitas comunidades urbanas pobres não tem acesso a serviços básicos e às vezes só tem contato com as autoridades em ações policiais de estilo militar, com blindados e helicópteros, caracterizadas pelo uso excessivo da força, execuções extrajudiciais, tortura e comportamento abusivo contra os moradores.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Bancos centrais veem retomada do crescimento
Depois de uma reunião de diretores dos principais bancos centrais do mundo, o presidente do Banco Central da Europa (BCE), Jean-Claude Trichet, declarou hoje na Suíça que a economia mundial está fazendo a curva e voltando a crescer. Mas a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) observa apenas uma redução do declínio.
A OCDE vê uma pausa na deterioração no Reino Unido, na França e na Itália. Dos grandes emergentes, só a China está em recuperação. No Brasil, na Índia e na Rússia, a situação ainda deve piorar.
Na China, os preços no varejo registraram deflação pelo terceiro mês seguido. Em abril, a queda foi de 1,5% ao ano, depois de 1,6% ao ano em fevereiro e de 1,2% em março.
O governo chinês alega não estar preocupado. Aposta no aumento do consumo interno, que acabaria com o risco de uma queda prolongada nos preços.
Na Europa, a produção industrial caiu em março 1,4% na França e 4,6% na Itália.
A OCDE vê uma pausa na deterioração no Reino Unido, na França e na Itália. Dos grandes emergentes, só a China está em recuperação. No Brasil, na Índia e na Rússia, a situação ainda deve piorar.
Na China, os preços no varejo registraram deflação pelo terceiro mês seguido. Em abril, a queda foi de 1,5% ao ano, depois de 1,6% ao ano em fevereiro e de 1,2% em março.
O governo chinês alega não estar preocupado. Aposta no aumento do consumo interno, que acabaria com o risco de uma queda prolongada nos preços.
Na Europa, a produção industrial caiu em março 1,4% na França e 4,6% na Itália.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Construção dá sinais de recuperação nos EUA
Depois de cinco meses de queda, as gastos com a construção civil cresceram 0,3% em março nos Estados Unidos.
Como as vendas pendentes de casas subiram pelo segundo mês seguido em março, desta vez em 3,2%, as boas notícias foram interpretadas como sinais de início da recuperação do setor imobiliário americano, onde a crise financeira mundial começou.
Como as vendas pendentes de casas subiram pelo segundo mês seguido em março, desta vez em 3,2%, as boas notícias foram interpretadas como sinais de início da recuperação do setor imobiliário americano, onde a crise financeira mundial começou.
UE prevê contração econômica de 4% este ano
A Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia (UE), previu hoje que o produto regional bruto dos 27 países do bloco caia 4%, com queda de 5,4% na Alemanha, maior economia do continente, e de 13,1% na Letônia.
Com o fechamento de 8,5 milhões de postos de trabalho, a taxa de desemprego deve subir para 11,5%.
Com o fechamento de 8,5 milhões de postos de trabalho, a taxa de desemprego deve subir para 11,5%.
sábado, 2 de maio de 2009
Itália prevê recessão mais profunda
O governo da Itália previu uma recessão ainda mais profunda neste sábado, ao projetar uma contração do produto interno bruto (PIB, a soma de todas as riquezas produzidas em um país menos as importações) de 4,2% para este ano, com uma pequena recuperação de 0,3% em 2010.
A estimativa anterior era de uma queda de 2%. O déficit orçamentário deve subir para 4,6% do PIB em 2010 e baixar para 4,3% em 2011. Até o fim de 2009, o desemprego deve subir para 8,6%. Em dezembro do ano passado, estava em 6,9%.
Sétima maior economia do mundo, a Itália está estagnada desde o início do século. Sofre com sua histórica indisciplina fiscal e perde competitividade na era do euro.
A estimativa anterior era de uma queda de 2%. O déficit orçamentário deve subir para 4,6% do PIB em 2010 e baixar para 4,3% em 2011. Até o fim de 2009, o desemprego deve subir para 8,6%. Em dezembro do ano passado, estava em 6,9%.
Sétima maior economia do mundo, a Itália está estagnada desde o início do século. Sofre com sua histórica indisciplina fiscal e perde competitividade na era do euro.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
FMI e Banco Mundial veem calamidade humanitária
No fim de sua reunião anual, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial advertiram que a crise econômica mundial está provocando uma calamidade humanitária.
Em nota oficial, as duas instituições econômicas internacionais observaram que "a economia global se deteriorou dramaticamente... Os países em desenvolvimento enfrentam consequencias especialmente sérias na medida em que a crise econômica e financeira se transforma numa calamidade humana e desenvolvimentista".
Desde o agravamento da crise financeira, em setembro, mais 50 milhões de pessoas no mundo inteiro caíram abaixo da linha de pobreza absoluta. Até o final do ano, podem ser 90 milhões. O total de famintos passou de 1 bilhão.
O FMI reduziu sua previsão para o crescimento da África este ano para 2%, depois de uma expansão de 5,25% no ano passado.
Para o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, "é de uma importância vital que os programas de estímulo dos países desenvolvidos sejam acompanhados por ajuda para quem não pode pagar planos bilionários".
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, concordou: "A ajuda aos países mais pobres deve ser uma prioridade".
Em nota oficial, as duas instituições econômicas internacionais observaram que "a economia global se deteriorou dramaticamente... Os países em desenvolvimento enfrentam consequencias especialmente sérias na medida em que a crise econômica e financeira se transforma numa calamidade humana e desenvolvimentista".
Desde o agravamento da crise financeira, em setembro, mais 50 milhões de pessoas no mundo inteiro caíram abaixo da linha de pobreza absoluta. Até o final do ano, podem ser 90 milhões. O total de famintos passou de 1 bilhão.
O FMI reduziu sua previsão para o crescimento da África este ano para 2%, depois de uma expansão de 5,25% no ano passado.
Para o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, "é de uma importância vital que os programas de estímulo dos países desenvolvidos sejam acompanhados por ajuda para quem não pode pagar planos bilionários".
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, concordou: "A ajuda aos países mais pobres deve ser uma prioridade".
sexta-feira, 24 de abril de 2009
PIB do Reino Unido caiu 1,9% no início do ano
Com forte queda na produção industrial, o produto interno bruto do Reino Unido diminuiu 1,9% nos primeiros três meses do ano, minando a credibilidade da proposta orçamentária do governo britânico, que previu uma queda de 3,5% no ano inteiro, enquanto o Fundo Monetário Internacional projeta uma contração de 3,9%.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Banco Mundial alerta contra protecionismo
O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, advertiu hoje que as medidas protecionistas adotadas pelos países do Grupo dos 20 vão retardar a recuperação econômica mundial.
Para compensar as perdas com a queda no comércio com os Estados Unidos, a Europa e a China, o Banco Mundial, o Banco Interamericano de Desenvolvimento e outras instituições multilaterais vão emprestar US$ 90 bilhões para a América Latina nos próximos dois anos.
Para compensar as perdas com a queda no comércio com os Estados Unidos, a Europa e a China, o Banco Mundial, o Banco Interamericano de Desenvolvimento e outras instituições multilaterais vão emprestar US$ 90 bilhões para a América Latina nos próximos dois anos.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
FMI prevê contração mundial de 1,3% este ano
O Fundo Monetário Internacional divulgou hoje novas previsões sombrias para a economia mundial, prevendo uma contração mundial de 1,3% este ano, com recuo de 2,8% nos Estados Unidos, de 6,2% no Japão e de 11% no comércio internacional. Pela primeira vez, o FMI prevê uma contração da economia brasileira.
Há três meses, o Fundo esperava uma queda de 0,5% na produção mundial. Agora, reduziu sua expectativa para um recuo de 1,3% . Para 2010, espera um crescimento mundial de 1,9%.
Já os EUA devem ficar estagnados em 2010, depois de uma queda de 2,8% no produto interno bruto este ano. Como um conjunto, os 16 países que usam o euro como moeda devem perder 4,2% este ano e 0,2% no próximo.
O Japão, país rico mais atingido pela crise, deve voltar a crescer a uma taxa de 0,5% em 2010, depois de uma queda de 6,2% em 2009.
Para o Brasil, em janeiro, o FMI estimava um crescimento de 1,8% em 2009. Agora, prevê uma contração de 1,3% este com ano, com crescimento de 2,2% em 2010.
A China deve manter a condição de país que mais cresce no mundo, com expansão de 6,5% este ano e 7,5% no próximo, abaixo da meta oficial de 8% ao ano.
Há três meses, o Fundo esperava uma queda de 0,5% na produção mundial. Agora, reduziu sua expectativa para um recuo de 1,3% . Para 2010, espera um crescimento mundial de 1,9%.
Já os EUA devem ficar estagnados em 2010, depois de uma queda de 2,8% no produto interno bruto este ano. Como um conjunto, os 16 países que usam o euro como moeda devem perder 4,2% este ano e 0,2% no próximo.
O Japão, país rico mais atingido pela crise, deve voltar a crescer a uma taxa de 0,5% em 2010, depois de uma queda de 6,2% em 2009.
Para o Brasil, em janeiro, o FMI estimava um crescimento de 1,8% em 2009. Agora, prevê uma contração de 1,3% este com ano, com crescimento de 2,2% em 2010.
A China deve manter a condição de país que mais cresce no mundo, com expansão de 6,5% este ano e 7,5% no próximo, abaixo da meta oficial de 8% ao ano.
Popularidade de Taro Aso sobre no Japão
Com os planos de US$ 250 bilhões de combate à crise e a posição firme diante do teste de míssil da Coreia do Norte, a popularidade do primeiro-ministro do Japão, Taro Aso, dobrou, passando de 13% para 26%. Ainda é baixa, mas a simples recuperação em meio à pior crise econômica no país depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45) é um sucesso para o combalido chefe de governo do Japão.
Aso, do Partido Liberal-Democrata (PLD), precisa convocar eleições legislativas até setembro deste ano.
O PLD governa o Japão desde 1955, com uma breve interrupção de um ano na década de 90. Na prática, é um partido da oligarquia que mandam no país. Tem um monopólio do poder. Mas, no momento, as pesquisas dão vantagem ao Partido Democrático do Japão.
Aso, do Partido Liberal-Democrata (PLD), precisa convocar eleições legislativas até setembro deste ano.
O PLD governa o Japão desde 1955, com uma breve interrupção de um ano na década de 90. Na prática, é um partido da oligarquia que mandam no país. Tem um monopólio do poder. Mas, no momento, as pesquisas dão vantagem ao Partido Democrático do Japão.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Estrangeiros procuram emprego na China
Com a crise nos países ricos, mais de 1,3 mil estrangeiros de 40 países procuram trabalho na China.
Em uma feira de emprego realizada em Beijim, mais de 60 empresas e organizações chinesas ofereceram 943 vagas, de professor de inglês a especialista em comércio exterior. Mais de cem candidatos assinaram contrato na hora.
O crescimento chinês, mesmo caindo para 6,1% ao ano no início deste ano, ainda é um dos maiores do mundo.
Em uma feira de emprego realizada em Beijim, mais de 60 empresas e organizações chinesas ofereceram 943 vagas, de professor de inglês a especialista em comércio exterior. Mais de cem candidatos assinaram contrato na hora.
O crescimento chinês, mesmo caindo para 6,1% ao ano no início deste ano, ainda é um dos maiores do mundo.
domingo, 19 de abril de 2009
Sarkozy critica outros líderes mundiais
Com a popularidade em baixa por causa da crise econômica global, o presidente Nicolas Sarkozy afia a linguagem e alfineta líderes mundiais, mas quase ninguém mais, além dele, ainda acredita no mito do hiperpresidente da França.
O jornal francês Courrier International publicou uma capa O Hiperpresidente (o Verdadeiro), com o presidente americano Barack Obama.
Entre os três pratos servidos a parlamentares franceses no Palácio do Eliseu, em Paris, na semana passada, as inconfidências de Sarkozy atingiram o presidente dos Estados Unidos e os primeiros-ministros da Espanha e da Alemanha.
Para Sarkô, que se acha o máximo, Obama "nem sempre está altura das exigências em eficiência tomada de decisões". O primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, "talvez não seja muito inteligente", enquanto a chanceler Angela Merkel "não tinha outra opção senão aderir à minha posição”, quando percebeu a situação de crise dos bancos da Alemanha.
Apesar de ser conhecido pela língua solta e pela facilidade para fazer inimigos, desta vez Sarkozy se superou, atingindo três aliados de uma vez só.
Foi mais uma sucessão de gafes de um presidente cada vez mais desacreditado por seu próprio eleitorado. Hoje, a maioria dos franceses confia mais nos sindicatos do que no presidente para manter seu emprego e seu poder aquisitivo em meio à crise econômica.
O jornal francês Courrier International publicou uma capa O Hiperpresidente (o Verdadeiro), com o presidente americano Barack Obama.
Entre os três pratos servidos a parlamentares franceses no Palácio do Eliseu, em Paris, na semana passada, as inconfidências de Sarkozy atingiram o presidente dos Estados Unidos e os primeiros-ministros da Espanha e da Alemanha.
Para Sarkô, que se acha o máximo, Obama "nem sempre está altura das exigências em eficiência tomada de decisões". O primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, "talvez não seja muito inteligente", enquanto a chanceler Angela Merkel "não tinha outra opção senão aderir à minha posição”, quando percebeu a situação de crise dos bancos da Alemanha.
Apesar de ser conhecido pela língua solta e pela facilidade para fazer inimigos, desta vez Sarkozy se superou, atingindo três aliados de uma vez só.
Foi mais uma sucessão de gafes de um presidente cada vez mais desacreditado por seu próprio eleitorado. Hoje, a maioria dos franceses confia mais nos sindicatos do que no presidente para manter seu emprego e seu poder aquisitivo em meio à crise econômica.
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