O Banco da Inglaterra, banco central do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, aumentou hoje sua taxa básica de juros pela primeira vez desde julho de 2007, de 0,25% para 0,5% ao ano. Deve fazer duas elevações graduais de 0,25 ponto percentual até o fim de 2020. Com a notícia, a libra esterlina caiu 1,7% para 1,121 euro e 1,4% para US$ 1,306.
A medida, aprovada por 7 a 2, visa a controlar a inflação, que chegou a 3% ao ano em setembro. Está acima da meta fixada pelo ministro das Finanças, de 2% ao ano, num momento em que há uma expectativa de crescimento mais lento da economia britânica com a saída do país da União Europeia (UE), em março de 2019.
"O ritmo em que a economia pode crescer sem gerar pressões inflacionárias caiu em relação ao normal antes da crise", declarou o presidente do banco, o canadense Mark Carney. "Nos próximos anos, um aumento da demanda modesto deve usar a pequena capacidade ociosa remanescente na economia. A pressão inflacionária doméstica tende a crescer."
Enquanto a Zona do Euro cresce em ritmo de 2,5% ao ano e os Estados Unidos de 3% ao ano, na sua última análise conjuntural trimestral, o Banco da Inglaterra reduziu o potencial de crescimento do Reino Unido para 1,5% ao ano, bem abaixo da média de 2% a 2,25% anterior à crise e à expectativa da Brexit (saída britânica).
Com a alta nos juros, o Banco da Inglaterra segue a tendência dos grandes bancos centrais de retirar gradualmente os estímulos adotados para combater a Grande Recessão, a crise internacional deflagrada em setembro de 2008 pela falência do banco de investimentos americano Lehman Brothers, como sinalizou mais uma vez ontem a Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA.
"A economia mundial está bombando na maioria dos cilindros. Vai indo muito bem", comentou Carney. "Não surpreende que a política esteja mudando. O Reino Unido está participando menos desta alta. Estamos passando por um período incomum de performance abaixo do esperado".
É a incerteza gerada pela Brexit. "Qualquer resolução sobre a natureza e a transição do futuro relacionamento do Reino Unido com a UE, até onde afetar o comportamento dos lares, das empresas e dos participantes do mercado financeiro, levará a uma reavaliação imediata da perspectiva econômica", alertou o presidente do Banco da Inglaterra.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quinta-feira, 2 de novembro de 2017
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
Preços de casas mantêm alta nos EUA
Os preços dos imóveis residenciais subiram 4,7% em julho nos Estados Unidos na comparação anual, mantendo o forte ritmo de negócios no setor habitacional no primeiro semestre de 2015, apontou o índice S&P Case-Shiller. Em junho, a alta anual estava em 4,5%.
Nas 10 maiores cidades, o avanço foi de 4,5%. Se consideradas as 20 maiores cidades, o crescimento foi de 5%. Em agosto, houve uma queda de 1,4% no ritmo de vendas de imóveis residenciais usados, informou o jornal The Wall Street Journal.
Um analista observou que o setor habitacional costuma ser visto como um todo por ter sido a origem da Grande Recessão de 2008-9. À medida que a situação se normaliza, cada mercado local reagem da sua própria maneira.
Na maioria das regiões metropolitanas a oeste do Rio Mississípi, houve aumento de preços em junho e julho, enquanto as cidades a leste sofreram quedas, com baixa de 1,2% em Chicago e de 0,5% em Nova York.
Em Los Angeles, São Francisco e São Diego, na Califórnia, os preços das casas dobraram desde janeiro de 2000. Em Detroit, subiram só 3% e, em Cleveland, 10%, apontou o índice Case-Shiller.
Nas 10 maiores cidades, o avanço foi de 4,5%. Se consideradas as 20 maiores cidades, o crescimento foi de 5%. Em agosto, houve uma queda de 1,4% no ritmo de vendas de imóveis residenciais usados, informou o jornal The Wall Street Journal.
Um analista observou que o setor habitacional costuma ser visto como um todo por ter sido a origem da Grande Recessão de 2008-9. À medida que a situação se normaliza, cada mercado local reagem da sua própria maneira.
Na maioria das regiões metropolitanas a oeste do Rio Mississípi, houve aumento de preços em junho e julho, enquanto as cidades a leste sofreram quedas, com baixa de 1,2% em Chicago e de 0,5% em Nova York.
Em Los Angeles, São Francisco e São Diego, na Califórnia, os preços das casas dobraram desde janeiro de 2000. Em Detroit, subiram só 3% e, em Cleveland, 10%, apontou o índice Case-Shiller.
terça-feira, 1 de setembro de 2015
Petróleo sobe 25% em três dias
BOSTON, EUA - O crescimento da economia dos Estados Unidos, a queda na produção americana e indicações da Organização dos Países Exportadores de Petróleo de que pode reduzir a produção para aumentar os preços elevaram a cotação do barril de petróleo em 25% em três dias.
A alta de 8,8% ontem levou o preço do barril de petróleo tipo West Texas Intermediate, do Golfo do México, padrão do mercado americano, para US$ 49,20 na Bolsa Mercantil de Nova York. Já o petróleo tipo Brent, do Mar do Norte, padrão da Bolsa de Mercadorias e Futuros de Londres, subiu 8,2% para US$ 54,15, noticiou o jornal Financial Times, principal diário econômico financeiro da Europa.
Em artigo intitulado Cooperação é a chave para o futuro, o boletim da OPEP prometeu continuar a fazer "tudo o que estiver em seu poder para criar o ambiente adequado para que o mercado de petróleo atinja o equilíbrio entre preços justos e razoáveis."
Alguns analistas interpretaram o recado como sinal de que o cartel dos países exportadores possa chegar a um acordo para diminuir a produção, forçando uma alta nos preços. Outros entendem que ainda falta um sinal claro da Arábia Saudita, maior exportador mundial, de que vai mudar sua política de baixar os preços.
Em junho, a produção dos EUA caiu para 9,3 milhões de barris por dia depois de chegar ao pico de 9,6 milhões barris diários em abril. Assim, a média da produção americana no primeiro semestre de 2015 caiu de 9,5 para 9,4 milhões de barris.
A queda nos preços do petróleo, que chegaram a ficar abaixo de US$ 38 por barril na semana passada, com a crise nas bolsas de valores da China, ajudou a conter a inflação no resto do mundo, mas não no Brasil. Ao mesmo tempo, grandes produtores como a Rússia, a Venezuela, a Argélia e a Nigéria enfrentam fortes crises orçamentárias e econômicas.
A alta de 8,8% ontem levou o preço do barril de petróleo tipo West Texas Intermediate, do Golfo do México, padrão do mercado americano, para US$ 49,20 na Bolsa Mercantil de Nova York. Já o petróleo tipo Brent, do Mar do Norte, padrão da Bolsa de Mercadorias e Futuros de Londres, subiu 8,2% para US$ 54,15, noticiou o jornal Financial Times, principal diário econômico financeiro da Europa.
Em artigo intitulado Cooperação é a chave para o futuro, o boletim da OPEP prometeu continuar a fazer "tudo o que estiver em seu poder para criar o ambiente adequado para que o mercado de petróleo atinja o equilíbrio entre preços justos e razoáveis."
Alguns analistas interpretaram o recado como sinal de que o cartel dos países exportadores possa chegar a um acordo para diminuir a produção, forçando uma alta nos preços. Outros entendem que ainda falta um sinal claro da Arábia Saudita, maior exportador mundial, de que vai mudar sua política de baixar os preços.
Em junho, a produção dos EUA caiu para 9,3 milhões de barris por dia depois de chegar ao pico de 9,6 milhões barris diários em abril. Assim, a média da produção americana no primeiro semestre de 2015 caiu de 9,5 para 9,4 milhões de barris.
A queda nos preços do petróleo, que chegaram a ficar abaixo de US$ 38 por barril na semana passada, com a crise nas bolsas de valores da China, ajudou a conter a inflação no resto do mundo, mas não no Brasil. Ao mesmo tempo, grandes produtores como a Rússia, a Venezuela, a Argélia e a Nigéria enfrentam fortes crises orçamentárias e econômicas.
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