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quinta-feira, 28 de abril de 2016

Economia dos EUA tem pior desempenho em dois anos

Com a desaceleração da economia mundial, especialmente da China, e a alta do dólar afetando exportações, investimento e o consumo, os Estados Unidos cresceram no primeiro trimestre de 2016 num ritmo de 0,5% ao ano, em contraste com 1,4% no fim do ano passado e 2% ao ano no terceiro trimestre de 2015, anunciou hoje o Departamento do Comércio.

Foi o pior resultado do produto interno bruto desde o primeiro trimestre de 2014, quando a maior economia do mundo recuou em ritmo de 0,9%. No início de 2015, a alta fora de 0,6% ao ano.

Em todo o ano passado, o crescimento foi de 2,4%, o mesmo índice de 2014. No primeiro trimestre deste ano, os analistas do centro financeiro de Nova York esperavam uma expansão de 0,7% ao ano.

O fraco desempenho projeta um avanço reduzido em 2016: "Sem um milagre, parece que o crescimento do PIB está em curso para outro ganho decepcionante de cerca de 2% neste ano", previu o economista Paul Ashworth, analista sênior da empresa Capital Economics, citado pelo jornal The Wall Street Journal. O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê alta de 2,4% no ano.

Enquanto o consumo pessoal, responsável por dois terços do PIB americano, cresceu em ritmo 1,9% ao ano no trimestre, abaixo dos 2,4% do trimestre anterior, o investimento fixo não residencial, uma medida dos gastos das empresas, caiu 5,9%, na maior baixa desde a Grande Recessão (2008-9).

Há um paradoxo na fraqueza do consumo: os salários aumentaram 2,3% num ano e o petróleo barato reduz o preço dos combustíveis, deixando mais dinheiro no bolso. Mesmo assim, o consumidor está receoso.

Com o petróleo em baixa, os investimentos na indústria de extração diminuíram 86%, a maior queda desde o início da série estatística, em 1958. A expectativa é que o investimento aumente com a recuperação nos preços do petróleo, que hoje está cotado na Bolsa Mercantil de Nova York em US$ 45,49 por barril. O investimento na compra e reforma de imóveis residenciais subiu 14,8%, melhor resultado desde o fim de 2012.

Ontem, o Comitê de Mercado Aberto da Reserva Federal (Fed), o conselho de política monetária do banco central dos EUA, decidiu manter inalteradas suas taxas básicas de juros numa faixa de 0,25% a 0,5% ao ano.

O Fed aumentou os juros pela primeira vez em nove anos em dezembro de 2015. No comunicado da reunião encerrada ontem, observou que "as condições do mercado de trabalho melhoraram mesmo com a aparente redução da atividade econômica" e que as preocupações com a economia internacional diminuíram. O mercado espera no máximo duas altas de juros em 2016.

sexta-feira, 25 de março de 2016

Venda de casas novas aumentou 2% nos EUA em fevereiro

A venda de unidades residenciais novas subiu 2% em fevereiro de 2016 nos Estados Unidos, projetando um total de 512 mil novas casas e apartamentos num ano, ligeiramente acima da expectativa dos analistas, anunciou na quarta-feira o Departamento de Comércio.

Em janeiro, o ritmo de vendas projetava a construção de 502 mil casas por ano. Os economistas previam 510 mil em fevereiro.

Apesar do ganho mensal, na comparação anual, a venda de casas novas ficou 6% abaixo do nível de fevereiro de 2015. Os imóveis novos representam 7% do setor habitacional do mercado imobiliário americano.

O preço médio de uma casa nova subiu 6,2% para US$ 301 mil. O estoque de imóveis residenciais novos a venda em fevereiro aumentou 1,7% para 240 mil unidades. É o maior desde outubro de 2009, em plena crise.

Como a Grande Recessão (2008-9) começou no setor habitacional do mercado imobiliário, ele tem sido observado de perto como indicador da recuperação econômica dos EUA.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Venda de casas novas avançou 14,5% nos EUA em 2015

A venda de novas unidades habitacionais nos Estados Unidos cresceu 14,5% para 507 mil no ano passado, revelou ontem o Departamento do Comércio.

O preço médio das casas novas vendidas em dezembro ficou em US$ 288.900, uma queda de 4,3% em comparação com dezembro de 2014. No mês passado, havia 237 imóveis residenciais novos à venda, um estoque que deve durar pouco mais de cinco meses no atual ritmo de negócios.

A recuperação do setor habitacional do mercado imobiliário americano, onde começou a Grande Recessão de 2008-9, é considera essencial para a normalização da maior economia do mundo.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Preços de casas mantêm alta nos EUA

Os preços dos imóveis residenciais subiram 4,7% em julho nos Estados Unidos na comparação anual, mantendo o forte ritmo de negócios no setor habitacional no primeiro semestre de 2015, apontou o índice S&P Case-Shiller. Em junho, a alta anual estava em 4,5%.

Nas 10 maiores cidades, o avanço foi de 4,5%. Se consideradas as 20 maiores cidades, o crescimento foi de 5%. Em agosto, houve uma queda de 1,4% no ritmo de vendas de imóveis residenciais usados, informou o jornal The Wall Street Journal.

Um analista observou que o setor habitacional costuma ser visto como um todo por ter sido a origem da Grande Recessão de 2008-9. À medida que a situação se normaliza, cada mercado local reagem da sua própria maneira.

Na maioria das regiões metropolitanas a oeste do Rio Mississípi, houve aumento de preços em junho e julho, enquanto as cidades a leste sofreram quedas, com baixa de 1,2% em Chicago e de 0,5% em Nova York.

Em Los Angeles, São Francisco e São Diego, na Califórnia, os preços das casas dobraram desde janeiro de 2000. Em Detroit, subiram só 3% e, em Cleveland, 10%, apontou o índice Case-Shiller.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Bolsas da China perderam US$ 3 trilhões em semanas

Enquanto o mundo foca suas atenções na Grécia, uma bolha especulativa está estourando nas bolsas de valores da China, apesar de uma série de medidas recentes como um corte nas taxas básicas de juros do banco central, a redução do percentual que os bancos devem manter como reservas e uma investigação sobre possíveis ações fraudulentas. 

Desde o pico em 12 de junho de 2015, a Bolsa de Xangai caiu quase 30%. As ações chinesas perderam US$ 3 trilhões, oito vezes mais do que a dívida publica grega, estimada hoje em 340 bilhões de euros (US$ 373 bilhões).

O índice CSI300, que mede o desempenho das principais ações cotadas nas bolsa de Xangai e de Xenzen, caiu hoje 1,3%.

Na sexta-feira, numa tentativa de restaurar a confiança dos investidores, o órgão regulador anunciou um inquérito sobre possíveis manipulações do mercado. Deve manter nas próximas semanas o esforço para evitar um colapso nos preços das ações.

Com a desaceleração da economia e a demanda interna relativamente fraca, aparentemente os chineses aproveitaram a baixa das taxas de juros para investir na bolsa. O objetivo do governo é fortalecer o mercado interno para que seja capaz de sustentar o crescimento nacional nestes anos de crise em que a demanda externa enfraqueceu, prejudicando as exportações.

A partir de 1978, a abertura econômica promovida por Deng Xiaoping criou uma máquina de exportações que elevou a China a segunda maior economia do mundo em termos nominais e maior do que a americana pelo critério de paridade do poder de compra do Banco Mundial.

Para sustentar esse modelo econômico, o governo chinês manteve os salários baixos para manter o baixo custo e a competitividade das exportações, e os juros baixos para garantir crédito barato para as empresas. O desafio agora é estimular o consumo interno sem minar o modelo baseado em investimentos dirigidos pelo governo e o baixo custo das exportações.

Ao mesmo tempo, o regime precisava criar instrumentos de poupança para manter o poder de compra diante da inflação. Fez duas opções: o mercado imobiliário e a bolsa de valores. Nos últimos 20 anos, as aplicações em imóveis foram preferidas pela maioria dos poupadores chineses.

Enquanto os preços subiam, e aumentaram consistentemente nas últimas duas décadas, o mercado imobiliário oferecia oportunidades sem paralelo, especialmente depois da crise de 2008-9, que afetou o setor exportador. Em 2009, a maioria dos chineses via as bolsas de valores como cassinos.

Mas, nos últimos anos, o setor habitacional entrou em declínio. Com a queda na lucratividade e a desaceleração da economia, muitos investidores correram para a bolsa, inflando a bolha especulativa.

A transição para uma economia sustentada pelo consumo interno é o maior desafio para o país que mais cresceu no mundo nos últimos 35 anos, no maior processo de desenvolvimento da história.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Crescimento da China cai para 7% ao ano

O produto interno da China cresceu num ritmo de 7% ao ano no primeiro trimestre de 2015. Esse crescimento seria espetacular para quase todos os outros países do mundo. É o dobro da média mundial. Mas mantém a tendência de desaceleração da segunda maior economia do mundo em termos nominais e primeira pelo critério de paridade do poder de compra do Banco Mundial.

Foi o pior resultado do primeiro trimestre em seis anos. A China havia crescido 7,3% no último trimestre de 2014, fechando o ano com alta de 7,4%, o menor avanço desde 1990, quando o país estava sob sanções por causa do massacre na Praça da Paz Celestial, em Beijim, em junho de 1989.

Ontem, foi anunciada uma queda de 15% nas exportações chinesas. Diante da crise internacional, o governo tenta reorientar a economia para o mercado interno. Mas o mercado imobiliário também enfrenta dificuldades e excesso de oferta.

A produção industrial no primeiro trimestre avançou 6,4% na comparação anual. Em março de 2015, a produção industrial cresceu 5,6% em relação a março de 2014. As vendas no varejo aumentaram 10,6% num ano.

No primeiro trimestre, a geração de energia elétrica caiu 0,1% na comparação anual e a produção de aço, 1,7%.

O investimento em imóveis aumentou 8,5% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período no ano passado, mas a venda de casas caiu 9,1%. O início de novas construções registrou baixa de 18,4%, informou a coluna Macro Horizontes, do jornal The Wall Street Journal.

A era do crescimento espetacular movido a investimento está se esgotando. Como é o espetacular desenvolvimento econômico chinês que legitima a ditadura do Partido Comunista, preocupado com o impacto político, o governo tende a usar as políticas fiscal e de crédito que deram certo nas últimas décadas. Com uma economia muito maior e excesso de capacidade instalada, o impacto dessas políticas vem diminuindo.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Venda de casas novas sobe 11,6% nos EUA

As vendas de unidades habitacionais novas avançaram 11,6% em dezembro de 2014, projetando a construção de 481 mil casas e apartamentos num ano nos Estados Unidos, acima da expectativa dos analistas de mercado, que era de 455 mil unidades. O dado de novembro foi reduzido para 431 mil casas, informou o Departamento do Comércio.

O preço médio de uma casa ficou em US$ 298,1 mil, 8,2% acima da média de dezembro de 2013.

As casas e os apartamentos novos representam apenas 8% do setor habitacional do mercado imobiliário americano, onde começou a Grande Recessão de 2008-9. A total recuperação desse mercado será o sinal definitivo do fim da crise econômica nos EUA.

Os números de dezembro apontam para uma melhoria em 2015, com o fortalecimento do mercado de trabalho e uma queda nos juros do financiamento imobiliário, mas as vendas devem ficar bem abaixo da média anual de 700 mil dos anos 1990s.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Inflação sobe e construção de casas cai nos EUA

Os preços ao consumidor tiveram em maio de 2014 a maior alta em mais de um ano e o ritmo da construção de casas novas caiu 6,5%, destacando problemas renitentes da recuperação dos Estados Unidos. Com o impacto de duas notícias ruins, as bolsas de Nova York caíram, mas às 15h operavam em alta.

A recuperação do setor habitacional do mercado imobiliário americano, onde começou a Grande Recessão de 2008-9, é um indicador-chave. Em maio, projetou a construção de 1 milhão de unidade habitacionais nos próximos 12 meses, queda de 6,5%. Houve ainda uma baixa de 6,4% na concessão de novos alvarás de construção de casas, revelou o Departamento do Comércio dos EUA, citado pela agência Reuters.

No mês passado, a presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, Janet Yellen, observou que o ritmo lento da construção imobiliária ameaça a economia americana como um todo.

O mercado luta para não perder o ímpeto da retomada, mas o aumento da demanda levou a uma alta nos preços das casas e nos juros dos financiamentos. Também há uma escassez de propriedades à venda. Se o Fed tiver de aumentar suas taxas básicas para combater a inflação, a desaceleração do setor habitacional pode piorar.

A inflação registrou alta de 0,4% em maio de 2014, acima da expectativa do mercado, que era de 0,2%. Foi o maior aumento em mais de um ano. Os preços dos alimentos subiram como não se via desde agosto de 2011, anunciou hoje o Departamento do Trabalho, informa a agência Reuters.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Preços de casas têm maior alta nos EUA desde 2005

Com taxas de juros baixas, o setor habitacional do mercado imobiliário dos Estados Unidos, onde começou a Grande Recessão (2008-9) registrou uma alta de preços de 11,3% no quarto trimestre de 2013, na comparação anual, aponta o índice S&P Case-Shiller. Nas 20 maiores regiões metropolitanas do país, a valorização foi de 13,4%.

Em relação a novembro, houve queda de 0,1% em dezembro, indicando uma desaceleração ou acomodação dos preços nos últimos meses atribuída em parte ao rigor do inverno.

Os preços dos imóveis residenciais caíram em média 35% entre 2006 e 2012. Chegaram ao nível mais baixo nesse período no início de 2012. Desde então, subiram 21%, voltando aos níveis de 2004.

Todas as 20 maiores regiões metropolitanas dos EUA tiveram altas na comparação anual no fim de 2013. Em apenas seis, os preços subiram em dezembro. Os maiores ganhos anuais aconteceram em Las Vegas (25,5%), São Francisco (22,6%) e Los Angeles (20,3%).

Outra pesquisa, divulgada ontem pela empresa imobiliária Black Knight Financial Services, apontou uma valorização de 8,4% nos preços dos imóveis dos EUA em 2013, informa o jornal The Wall St. Journal

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Venda de casas sobe ao maior nível em 5 anos nos EUA

A venda de casas novas avançou 8,3% em junho em relação a maio e 38,1% na comparação anual, a maior alta desde janeiro de 1992. Isso projeta a venda de 497 mil casas num ano, o maior nível deste segmento do setor habitacional do mercado imobiliário desde maio de 2008, antes do agravamento da crise financeira internacional com a quebra do banco de investimentos Lehman Brothers, em 15 de setembro daquele ano.

Para os economistas, que previam em média a venda de 482 mil unidades habitacionais, os compradores podem ter apressado seus negócios temendo altas nos juros do crédito hipotecário num futuro próximo.

A recuperação do mercado imobliário, onde a crise começou, é essencial para consolidar a recuperação da economia americana, a maior do mundo, que apresentou indicadores positivos hoje também na indústria. O Índice dos Gerentes de Compras do setor manufatureiro medido pela empresa de consultoria Markit subiu de 51,9 em junho para 53,2 em julho. Números acima de 50 sinalizam crescimento.

Em contraste, na China, o índice de gerentes de compras da indústria caiu de 48,2 em junho para 47,7 em julho, o pior resultado em 11 meses. Os indicadores de produção, empregos, novas encomendas e novas ordens de exportação caíram.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Venda de casas novas atinge maior nível em 5 anos nos EUA

As vendas de imóveis residenciais novos subiram 2,1% em maio nos Estados Unidos, o que projeta a venda de 476 mil casas num ano, o maior nível desde julho de 2008, antes do agravamento da crise financeira internacional, noticiou hoje o Departamento do Comércio.

Em outra pesquisa, o índice Standard & Poor's Case-Shiller apontou um aumento de 12,1% nos preços dos imóveis residenciais de 20 regiões metropolitanas em abril de 2013 em relação ao mesmo mês do ano passado. Na comparação com março deste ano, o avanço foi de 2,5%, o maior registrado até hoje.

A taxa média de juros cobrada em financiamento de 30 anos para compra da casa própria subiu de 3,59% ao ano no início de maio para 4,17% em meios de junho de 2013.

Na semana passada, a Associação Nacional das Empresas do Mercado Imobiliário informou que as vendas de imóveis residenciais usados subiram 4,2% em maio, projetando uma revenda anual de 5,2 milhões de casas.

Como a Grande Recessão começou no setor habitacional do mercado imobiliário americano, sua recuperação é considerada um sinal importante da retomada do crescimento sustentado da maior economia do mundo.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Venda de casas usadas avança 4,2% nos EUA

A revenda de imóveis residenciais superou a expectativa do mercado e cresceu 4,2% em maio, a maior alta desde 2009, em mais um sinal de recuperação do setor habitacional do mercado imobiliário dos Estados Unidos, onde começou a crise financeira internacional que explodiu em setembro de 2008.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Preço das casas nos EUA têm maior alta em 7 anos

O preço médio dos imóveis residenciais avançou 10,9% em março em 20 regiões metropolitanas dos Estados Unidos na comparação anual, indica o índice S&P/Case-Shiller. Foi a maior alta em quase sete anos, um sinal de recuperação do setor habitacional, onde começou a pior crise econômico-financeira internacional depois da Grande Depressão (1929-39).

Os preços ainda estão 28% abaixo do pico, registrado em 2006. Há um ano, estavam 35% mais baratos.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Setor privado tem saldo de 198 mil empregos nos EUA

As empresas privadas dos Estados Unidos abriram 198 mil vagas de emprego a mais do que fecharam em fevereiro, acima da expectativa dos economistas, aumentando a esperança de recuperação do mercado de trabalho, estimou hoje a companhia de recursos humanos ADP.

Os economistas esperavam um saldo de 170 mil novos empregos. Em outro sinal positivo, o total de janeiro foi revisado para cima, de 192 mil para 215 mil.

Um forte aumento da contratação na construção civil indica a recuperação do setor habitacional do mercado imobiliário, onde começou a Grande Depressão de 2008-9. Os preços dos imóveis residenciais sobem desde fevereiro do ano passado. Em 2012, pela primeira vez desde desde 2005, o setor contribuiu para o crescimento da economia americana.

"Parece que as condições básicas para o crescimento do nível de emprego continuam. O ritmo atual deve ser suficiente para reduzir o desemprego", comentou o economista Mark Zandi, da empresa Moodys Analytics, que participou da redação do relatório. "Numa economia em plena recuperação, estaríamos criando cerca de 300 mil empregos por mês. Ainda não chegamos lá, mas estamos no bom caminho", acrescentou, em entrevista à agência de notícias Reuters.

O índice oficial de desemprego está hoje em 7,9%. Na sexta-feira, o Departamento do Trabalho divulga o relatório oficial de emprego, que nem sempre coincide com o da ADP.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Venda de casas novas cresce 28,9% nos EUA

Na maior alta em quatro anos, a venda de imóveis residenciais novos avançou 28,9% em janeiro de 2013, informou ontem o Departamento do Comércio dos Estados Unidos. O início da construção de casas novas projeta um total anual de 613 mil unidades, um ganho de 20% num ano.

Os negócios com imóveis usados cresceram 9,1%. Uma casa nova custa em média 37% a mais do que uma usada, a maior diferença desde 1968, quando esse dado passou a ser avaliado.

Muitos imóveis estão envolvidos em processos de retomada por falta de pagamento ou seus donos tentam renegociar o financiamento, enquanto outros esperam a recuperação do mercado para obter melhores preços. Em muitos casos, ficou mais fácil comprar uma casa nova, especialmente porque as empresas da construção civil estão ajudando os compradores a obter financiamento, revela o jornal The Wall St. Journal.

Como a pior crise econômica mundial dos últimos 70 anos começou no setor habitacional do mercado imomilário dos EUA, a expectativa do mercado é que sua recuperação sinalize o fim da Grande Recessão.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Construção de casas cresce 12% nos EUA

O início da construção de moradias teve uma alta de 12% em dezembro nos Estados Unidos, em um sinal de que a recuperação do setor habitacional do mercado imobiliário, onde a crise internacional começou, está se consolidando.

Ontem, o Livro Bege, uma análise conjuntural feita oito vezes por ano pela Reserva Federal (Fed), o banco central americano, apontou um crescimento moderado da maior economia do mundo em dezembro e no início de janeiro atribuído à expansão do setor imobiliário. Já o mercado de trabalho, uma das maiores preocupações do Fed, mostrou pequena variação.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Construção de casas tem maior ritmo em 4 anos nos EUA

A construção de casas novas atingiu o maior ritmo dos últimos quatro anos nos Estados Unidos em outubro, uma alta de 3,6% que projeta a construção de 894 mil residências num ano, informou hoje o Departamento do Comércio. Na comparação anual, o crescimento é de 41,9%, o maior desde julho de 2008, antes do agravamento da crise financeira mundial.

Os economistas ouvidos pelo jornal The Wall St. Journal esperavam uma queda de 4,5% em relação a setembro para 833 mil unidades. O início da construção de casas em setembro foi revisado para baixo para 863 mil, um aumento de 15,1% em relação a agosto.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Construção de casas novas sobe 15% nos EUA

O início da construção de imóveis residenciais cresceu 15% em setembro nos Estados Unidos em relação a agosto, a maior alta em mais de quatro anos, num sinal de que o setor habitacional do mercado imobiliário americano, onde a crise mundial começou, finalmente começa a se recuperar, anunciou hoje o Departamento do Comércio.

Na comparação anual, o avanço foi de 34,8%, reporta The Wall St. Journal.

Esse ritmo projeta a construção de 872 mil casas num ano. As casas representam 69% do total ou 603 mil unidades, alta de 43% nos últimos 12 meses.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Venda de imóveis usados cresce 10,4% nos EUA

As vendas de imóveis residenciais usados registraram nova alta em julho nos Estados Unidos. No mês passado, foram negociados 4,47 milhões de casas e apartamentos usados, 2,3% a mais do que em junho e 10,4% a mais na comparação anual, informou ontem a Associação Nacional de Empresas do Mercado Imobiliário.

Foi o quinto mês seguido de alta nos preços, um sinal de que os americanos estão voltando ao mercado imobiliário, onde começou a crise econômico-financeira internacional dos últimos anos.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Venda de imóveis usados cresce 3,4% nos EUA

A revenda de imóveis residenciais usados avançou 3,4% em abril de 2012 em relação a março, nos Estados Unidos, projetando um total anual de 4,62 milhões de transações e renovando a esperança de recuperação, depois de seis anos de crise, do mercado imobiliário, onde começou a atual crise econômica e financeira internacional, anunciou hoje a Associação Nacional das Empresas do Mercado Imobiliário.

O resultado ficou acima da expectativa dos analistas, que era de um crescimento de 2,7% e de uma projeção de 4,6 milhões de negócios num ano.

Na comparação anual, houve uma alta de 10%. Foi o décimo mês seguido de avanço em relação ao ano anterior.

O preço médio dos imóveis vendidos em abril foi de US$ 177,4 mil, 10,1% acima dos US$ 161,1 mil de abril de 2011. Dos imóveis vendidos, 28% haviam sido retomados por falta de pagamento; em abril do ano passado, eram 37%.