A Bélgica, a Dinamarca, a Finlândia, a Holanda, a Noruega e a Suécia aderiram no fim de semana ao sistema de pagamentos Intex, criado por países da Europa para contornar as sanções impostas pelos Estados Unidos ao Irã, que impede negócios com dólar com a República Islâmica.
Em nota, os países fundadores, Alemanha, França e Reino Unido, deram as boas vindas aos novos "sócios acionistas". O Instex, com sede em Paris, substitui o sistema Swift, que funciona como um centro de processamento e compensação das transações realizadas em dólar.
O presidente Donald Trump retirou os EUA do acordo nuclear negociado por todas as grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas (EUA, China, França, Reino Unido e Rússia) e a Alemanha para congelar por dez anos a parte militar do programa nuclear do Irã para impedir o país de fabricar armas atômicas, em 8 de maio de 2018.
Seis meses depois, reimpôs duras sanções econômicas com o objetivo de zerar as exportações de petróleo do Irã para forçar o país a renegociar o acordo incluindo renúncia ao desenvolvimento de mísseis de médio e longo alcances e parar de interferir politicamente em outros países do Oriente Médio.
Desde então, as exportações de petróleo do Irã caíram de 3 milhões para cerca de 500 mil barris por dia. A República Islâmica voltou a enriquecer urânio além do teor autorizado pelo acordo e instalou mais milhares de centrífugas, numa provocação para causar uma reação dos países europeus que tentam manter o acordo nuclear.
O sistema de pagamentos é uma resposta europeia para manter o compromisso do Irã com o acordo.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 2 de dezembro de 2019
Mais seis países aderem ao sistema para fazer negócios com o Irã
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terça-feira, 25 de junho de 2019
Reino Unido proíbe venda de armas para a Arábia Saudita e aliados
O governo britânico não vai conceder novas licenças de exportação de armas para a Arábia Saudita, o Egito, os Emirados Árabes Unidos, o Bahrein e o Kuwait, noticiou hoje a televisão árabe especializada em notícias Al Jazira. A medida atende a uma determinação da Justiça do Reino Unido, que proibiu a venda de armas para países envolvidos na guerra civil do Iêmen.
O Reino Unido é o segundo maior fornecedor da armas à monarquia absolutista saudita e uma parte importante da cadeia europeia de produção de equipamentos de defesa comprados por países do Oriente Médio. A proibição só se aplica a novos contratos
Vários movimentos da sociedade civil se opõem à venda de armas à Arábia Saudita e aliados por causa da crise humanitária no Iêmen e do assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi em 2 de outubro do ano passado no consulado saudita em Istambul, na Turquia.
Na semana passada, um relatório das Nações Unidos acusou o príncipe-herdeiro saudita, Mohamed ben Salman, pela morte de Khashoggi. Em 20 de junho, o Senado dos Estados Unidos aprovou resolução proibindo a venda de armas à Arábia Saudita, mas o presidente Donald Trump deve vetar.
O Reino Unido é o segundo maior fornecedor da armas à monarquia absolutista saudita e uma parte importante da cadeia europeia de produção de equipamentos de defesa comprados por países do Oriente Médio. A proibição só se aplica a novos contratos
Vários movimentos da sociedade civil se opõem à venda de armas à Arábia Saudita e aliados por causa da crise humanitária no Iêmen e do assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi em 2 de outubro do ano passado no consulado saudita em Istambul, na Turquia.
Na semana passada, um relatório das Nações Unidos acusou o príncipe-herdeiro saudita, Mohamed ben Salman, pela morte de Khashoggi. Em 20 de junho, o Senado dos Estados Unidos aprovou resolução proibindo a venda de armas à Arábia Saudita, mas o presidente Donald Trump deve vetar.
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quarta-feira, 15 de maio de 2019
Produção industrial e vendas do varejo na China desapontam
As vendas do varejo na China cresceram em abril no menor ritmo em 16 anos, enquanto a produção industrial e o investimento em capital fixo ficaram abaixo da expectativa do governo, que tenta revigorar a economia para enfrentar a guerra comercial com os Estados Unidos, noticiou o jornal inglês Financial Times.
De acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas da China, as vendas no varejo registraram um avanço anual de 7,2% no mês passado, o menor desde 2003, com queda no comércio de cosméticos e artigos de uso pessoal. Os economistas entrevistados pela agência Reuters esperavam alta de 8,6%, depois um crescimento de 8,7% em março.
A produção industrial subiu 5,4% nos últimos 12 meses, abaixo da expectativa, que era de 6,5%, caindo para o nível de novembro, o menor desde a crise financeira internacional de 2008.
O investimento em capital fiou nos primeiros quatro meses do anos cresceu 6,1% em relação ao mesmo período no ano passado, ficando abaixo dos 6,3% do mês passado e dos 6,4% das previsões. O investimento privado avançou 5,5% e o das empresas estatais 7,8%.
No mês passado, a segunda maior economia do mundo, com PIB rondando os US$ 14 trilhões, parecia mais robusta. O presidente Donald Trump se vangloria de que os EUA estão mais fortes economicamente para o embate.
O cacife americano é maior. Os EUA importaram no ano passado US$ 539 bilhões em produtos chineses e exportaram bens no valor de US$ 120 bilhões. A China precisa dos dólares americanos para manter o ritmo de sua economia.
Houve uma escalada na guerra comercial entre os dois países. Na seta-feira, o governo Trump impôs tarifas de 25% sobre US$ 200 bilhões em importações anuais da China, que reagiu ontem aplicando a mesma taxa a US$ 60 bilhões das exportações anuais dos EUA para lá.
Trump prometeu ontem uma grande vitória, mas a China não vai aceitar nenhum tipo de humilhação, acordo desfavorável e mudança de seu modelo econômico, do capitalismo de Estado que a transformou numa potência mundial. Nenhum líder chinês pode dar a impressão de estar fazendo muitas concessões ao Ocidente.
De acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas da China, as vendas no varejo registraram um avanço anual de 7,2% no mês passado, o menor desde 2003, com queda no comércio de cosméticos e artigos de uso pessoal. Os economistas entrevistados pela agência Reuters esperavam alta de 8,6%, depois um crescimento de 8,7% em março.
A produção industrial subiu 5,4% nos últimos 12 meses, abaixo da expectativa, que era de 6,5%, caindo para o nível de novembro, o menor desde a crise financeira internacional de 2008.
O investimento em capital fiou nos primeiros quatro meses do anos cresceu 6,1% em relação ao mesmo período no ano passado, ficando abaixo dos 6,3% do mês passado e dos 6,4% das previsões. O investimento privado avançou 5,5% e o das empresas estatais 7,8%.
No mês passado, a segunda maior economia do mundo, com PIB rondando os US$ 14 trilhões, parecia mais robusta. O presidente Donald Trump se vangloria de que os EUA estão mais fortes economicamente para o embate.
O cacife americano é maior. Os EUA importaram no ano passado US$ 539 bilhões em produtos chineses e exportaram bens no valor de US$ 120 bilhões. A China precisa dos dólares americanos para manter o ritmo de sua economia.
Houve uma escalada na guerra comercial entre os dois países. Na seta-feira, o governo Trump impôs tarifas de 25% sobre US$ 200 bilhões em importações anuais da China, que reagiu ontem aplicando a mesma taxa a US$ 60 bilhões das exportações anuais dos EUA para lá.
Trump prometeu ontem uma grande vitória, mas a China não vai aceitar nenhum tipo de humilhação, acordo desfavorável e mudança de seu modelo econômico, do capitalismo de Estado que a transformou numa potência mundial. Nenhum líder chinês pode dar a impressão de estar fazendo muitas concessões ao Ocidente.
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terça-feira, 14 de agosto de 2018
Alemanha puxa crescimento da Zona do Euro
A Alemanha, quarta maior economia do mundo e primeira da Europa, cresceu 0,5% no segundo trimestre, acima do esperado, num ritmo anual de 1,8%, e ajudou na expansão da Zona do Euro, que foi de 0,3% no trimestre e de 1,5% em bases anuais.
O dado do primeiro trimestre foi revisado para cima na Alemanha, de 0,3% para 0,4%. No segundo, foi um pouco melhor do que o 0,4% esperado pela média dos economistas. O consumo dos lares e do governo aumentaram, assim como o investimento para formação de capital fixo, as exportações e as importações.
"De modo geral, a economia alemã mostrou um crescimento impressionante no segundo trimestre, desafiando o sentimento negativo e a tensão comercial do momento", observou o economia Carsten Brzeski, do banco ING na Alemanha.
O dado do primeiro trimestre foi revisado para cima na Alemanha, de 0,3% para 0,4%. No segundo, foi um pouco melhor do que o 0,4% esperado pela média dos economistas. O consumo dos lares e do governo aumentaram, assim como o investimento para formação de capital fixo, as exportações e as importações.
"De modo geral, a economia alemã mostrou um crescimento impressionante no segundo trimestre, desafiando o sentimento negativo e a tensão comercial do momento", observou o economia Carsten Brzeski, do banco ING na Alemanha.
terça-feira, 31 de julho de 2018
Economia da Europa perdeu força no segundo trimestre
Com queda nas exportações e na confiança do empresariado, a economia da Europa manteve a desaceleração registrada no primeiro trimestre de de 2018. Em conjunto, os 19 países da Zona do Euro avançaram 0,3% e a União Europeia como um todo, com 28 países, 0,4%, revelou hoje o Eurostat, o escritório oficial de estatísticas do bloco europeu.
Esses números projetam um crescimento de 1,4% ao ano para a Eurozona e de 1,5% na UE, em contraste com 4,1% ao ano no mesmo período nos Estados Unidos. No primeiro trimestre, tanto a Eurozona como a UE tiveram expansão de 0,4%, depois de 0,7% e 0,6% no fim de 2017.
Na França, o crescimento foi de 0,2% no primeiro e no segundo trimestres. Pela manhã, o ministro de Economia e Finanças, Bruno Le Maire, reconheceu que a meta do governo de uma alta de 2% no ano não será atingida. Os economistas preveem expansão de 1,5% a 1,7%.
O desemprego na Eurozona ficou estável em 8,3% em junho de 2018 em relação a maio, a menor taxa desde dezembro de 2008. Em junho do ano passado, estava em 9%. Na UE como um todo, se manteve em 6,9% em maio e junho deste ano, abaixo dos 7,6% de junho de 2017.
As menores taxas de desemprego são da República Tcheca (2,4%) e da Alemanha (3,4%), em forte contraste com a Grécia (20,2%) e da Espanha (15,2%). Nos EUA, o desempregou subiu de 3,8% para 4% em junho, mas ficou abaixo dos 4,3% de junho do ano passado.
Em 12 meses, o desemprego baixou de 11% para 8,2% no Chipre, de 9,1% para 6,7% em Portugal e de 11,2% para 9,1% na Croácia.
A inflação anual na Eurozona ficou em 2,1% em julho, levemente acima dos 2% de junho, que é a meta do Banco Central Europeu (BCE), com alta de 9,3% nos preços de energia. Em junho, esse aumento era de 8% num ano. O item comida, álcool e tabaco registrou o segundo maior crescimento de preços, 2,5%.
Esses números projetam um crescimento de 1,4% ao ano para a Eurozona e de 1,5% na UE, em contraste com 4,1% ao ano no mesmo período nos Estados Unidos. No primeiro trimestre, tanto a Eurozona como a UE tiveram expansão de 0,4%, depois de 0,7% e 0,6% no fim de 2017.
Na França, o crescimento foi de 0,2% no primeiro e no segundo trimestres. Pela manhã, o ministro de Economia e Finanças, Bruno Le Maire, reconheceu que a meta do governo de uma alta de 2% no ano não será atingida. Os economistas preveem expansão de 1,5% a 1,7%.
O desemprego na Eurozona ficou estável em 8,3% em junho de 2018 em relação a maio, a menor taxa desde dezembro de 2008. Em junho do ano passado, estava em 9%. Na UE como um todo, se manteve em 6,9% em maio e junho deste ano, abaixo dos 7,6% de junho de 2017.
As menores taxas de desemprego são da República Tcheca (2,4%) e da Alemanha (3,4%), em forte contraste com a Grécia (20,2%) e da Espanha (15,2%). Nos EUA, o desempregou subiu de 3,8% para 4% em junho, mas ficou abaixo dos 4,3% de junho do ano passado.
Em 12 meses, o desemprego baixou de 11% para 8,2% no Chipre, de 9,1% para 6,7% em Portugal e de 11,2% para 9,1% na Croácia.
A inflação anual na Eurozona ficou em 2,1% em julho, levemente acima dos 2% de junho, que é a meta do Banco Central Europeu (BCE), com alta de 9,3% nos preços de energia. Em junho, esse aumento era de 8% num ano. O item comida, álcool e tabaco registrou o segundo maior crescimento de preços, 2,5%.
sábado, 21 de julho de 2018
Soja do Brasil pode ganhar com guerra comercial de Trump
Como maior exportador mundial de soja, o Brasil pode se beneficiar da guerra comercial de Trump, embora de modo geral ela seja nociva à economia mundial. Pelos cálculos do Fundo Monetário Internacional (FMI), pode custar até meio ponto percentual a menos no crescimento da economia mundial.
A China é a maior importadora mundial de soja, com 60% do mercado. Compra 50% do Brasil e 40% dos EUA. A tarifa de 25% para retaliar as sobretaxas de Trump torna a soja brasileira, em princípio 20% mais cara, mais competitiva.
O Brasil produziu 113 milhões de toneladas de soja num ano e exportou 70 milhões. Com a demanda de 46,5 milhões de toneladas no mercado interno, não deve ter condições de atender plenamente ao aumento da procura chinesa. Mas a tendência a longo prazo favorece o Brasil, que pode aumentar a área cultivada e reduzir custos com melhora na infraestrutura, especialmente de transportes.
Com estoques de 20 milhões de toneladas de soja em grão e subsídio à produção doméstica nas províncias de Heilongjiang, Jilin e Liaoning, o governo chinês se prepara para a batalha da soja dentro da guerra comercial de Trump.
A China é a maior importadora mundial de soja, com 60% do mercado. Compra 50% do Brasil e 40% dos EUA. A tarifa de 25% para retaliar as sobretaxas de Trump torna a soja brasileira, em princípio 20% mais cara, mais competitiva.
O Brasil produziu 113 milhões de toneladas de soja num ano e exportou 70 milhões. Com a demanda de 46,5 milhões de toneladas no mercado interno, não deve ter condições de atender plenamente ao aumento da procura chinesa. Mas a tendência a longo prazo favorece o Brasil, que pode aumentar a área cultivada e reduzir custos com melhora na infraestrutura, especialmente de transportes.
Com estoques de 20 milhões de toneladas de soja em grão e subsídio à produção doméstica nas províncias de Heilongjiang, Jilin e Liaoning, o governo chinês se prepara para a batalha da soja dentro da guerra comercial de Trump.
segunda-feira, 16 de julho de 2018
China tem o menor crescimento desde 2016
Com menor crescimento industrial e o temor dos exportadores diante da guerra comercial de Donald Trump, a China, segunda maior economia do mundo, teve uma queda no ritmo de expansão de 6,8% ao ano no primeiro trimestre para 6,7% ao ano no segundo trimestre de 2018.
A expectativa é que o conflito comercial com os Estados Unidos pese negativamente. De 18 produtos inicialmente, a lista de Trump tem hoje 10 mil produtos chineses que podem ser sobretaxados ao entrar no mercado americano.
O governo chinês freou as reformas para combater o endividamento das empresas e o excesso de capacidade instalada. Está cobrando dos governos municipais e provinciais metas para manter o crescimento econômico, hoje a maior fonte de legitimidade do regime comunista.
A expectativa é que o conflito comercial com os Estados Unidos pese negativamente. De 18 produtos inicialmente, a lista de Trump tem hoje 10 mil produtos chineses que podem ser sobretaxados ao entrar no mercado americano.
O governo chinês freou as reformas para combater o endividamento das empresas e o excesso de capacidade instalada. Está cobrando dos governos municipais e provinciais metas para manter o crescimento econômico, hoje a maior fonte de legitimidade do regime comunista.
segunda-feira, 2 de julho de 2018
Guerra comercial ameaça 19% das exportações dos EUA, adverte UE
Se impuserem sobretaxas às importações de automóveis, os Estados Unidos correm o risco de sofrer retaliações tarifárias sobre 19% de suas exportações, num valor anual de US$ 300 bilhões, advertiu a União Europeia em documento enviado a Washington na sexta-feira passada. É o valor que os americanos gastam por ano comprando carros importados.
Pela primeira vez, a Comissão Europeia apresentou por escrito seus argumentos contra a guerra comercial do governo Donald Trump no setor automobilístico. A UE é segundo maior mercado do mundo, com um produto interno bruto de US$ 17,3 trilhões no ano passado, quando importou carros americanos no valor de US$ 58 bilhões.
O presidente de CE, Jean-Claude Juncker, ex-primeiro-ministro de Luxemburgo, vai levar a questão diretamente ao presidente Trump em visita à Casa Branca ainda neste mês de julho de 2018. Depois do fracasso da reunião de cúpula do Grupo dos Sete (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá) no início do mês, Trump convidou Juncker a ir a Washington.
A Europa tenta evitar uma guerra comercial iniciada por Trump ao sobretaxar as importações de aço e de alumínio sem poupar os aliados. O presidente americano chegou a dizer que "a Europa é pior do que a China", seu principal alvo para tentar reduzir o déficit comercial dos EUA, de US$ 566 bilhões em 2017.
No documento de 11 páginas, a CE destaca o impacto da guerra comercial sobre o desemprego e o compromisso de longo prazo das empresas europeias com o mercado americano. As fábricas de automóveis de companhias da Europa geram 120 mil empregos diretos e mais 420 mil de maneira indireta nos EUA. No ano passado, fabricaram 2,9 milhões de veículos no país, cerca de 60% destinados à exportação.
"Qualquer medida que prejudique estas empresas seria contraproducente e enfraqueceria a economia americana", alegam os analistas da comissão de Bruxelas no documento, enviado também aos chefes de Estado e de governo dos 28 países da UE.
Por fim, a Europa rejeita o argumento dos EUA para impor sobretaxas: a segurança nacional. "Carece de legitimidade" e "viola as regras do comércio internacional", acusa o documento. Afinal, os EUA e a maioria dos países da UE são aliados na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
Pela primeira vez, a Comissão Europeia apresentou por escrito seus argumentos contra a guerra comercial do governo Donald Trump no setor automobilístico. A UE é segundo maior mercado do mundo, com um produto interno bruto de US$ 17,3 trilhões no ano passado, quando importou carros americanos no valor de US$ 58 bilhões.
O presidente de CE, Jean-Claude Juncker, ex-primeiro-ministro de Luxemburgo, vai levar a questão diretamente ao presidente Trump em visita à Casa Branca ainda neste mês de julho de 2018. Depois do fracasso da reunião de cúpula do Grupo dos Sete (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá) no início do mês, Trump convidou Juncker a ir a Washington.
A Europa tenta evitar uma guerra comercial iniciada por Trump ao sobretaxar as importações de aço e de alumínio sem poupar os aliados. O presidente americano chegou a dizer que "a Europa é pior do que a China", seu principal alvo para tentar reduzir o déficit comercial dos EUA, de US$ 566 bilhões em 2017.
No documento de 11 páginas, a CE destaca o impacto da guerra comercial sobre o desemprego e o compromisso de longo prazo das empresas europeias com o mercado americano. As fábricas de automóveis de companhias da Europa geram 120 mil empregos diretos e mais 420 mil de maneira indireta nos EUA. No ano passado, fabricaram 2,9 milhões de veículos no país, cerca de 60% destinados à exportação.
"Qualquer medida que prejudique estas empresas seria contraproducente e enfraqueceria a economia americana", alegam os analistas da comissão de Bruxelas no documento, enviado também aos chefes de Estado e de governo dos 28 países da UE.
Por fim, a Europa rejeita o argumento dos EUA para impor sobretaxas: a segurança nacional. "Carece de legitimidade" e "viola as regras do comércio internacional", acusa o documento. Afinal, os EUA e a maioria dos países da UE são aliados na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
sexta-feira, 15 de junho de 2018
EUA sobretaxam importações e China anuncia retaliação
As duas maiores economias do mundo estão mais perto de uma guerra comercial capaz de abalar toda a economia mundial, com queda na produção e no comércio e aumento de preços.
Os Estados Unidos anunciaram hoje o aumento para 25% da tarifa de importação sobre produtos chineses, no valor total de US$ 50 bilhões, com foco no setor de alta tecnologia.
A China prometeu responder na mesma medida. Vai cobrar uma taxa de 25% sobre produtos agropecuários, pesqueiros, automobilísticos e energéticos dos EUA.
"Minha grande amizade com o presidente Xi [Jinping], da China, e o relacionamento do nosso país com a China são ambos muito importantes para mim", declarou o presidente americano, Donald Trump. "O comércio entre nossas nações, no entanto, tem sido muito injusto por um tempo muito longo. Esta situação não é mais sustentável."
Desde a campanha eleitoral, Trump acusa a China de roubo de propriedade intelectual, de manipular o câmbio e de ter um mercado muito mais fechado do que os EUA. Depois de chegar à Casa Branca, parou de falar na manipulação do câmbio, mas exige uma forte queda no saldo comercial da China no comércio bilateral, que no ano passado foi de US$ 375 bilhões.
"Os EUA não podem mais tolerar a perda de tecnologia e propriedade intelectual através de práticas econômicas injustas", afirmou Trump, acrescentando as sobretaxas "serviriam como um passo inicial rumo ao equilíbrio nas relações comerciais entre os EUA e a China".
As sobretaxas americanas visam retardar desenvolvimento do setor de alta tecnologia da China e punir o alegado roubo de propriedade intelectual dos EUA. Um dos principais alvos do governo Trump é o programa Made in China 2025 (Fabricado na China 2025). A meta é atingir independência tecnológica até 2025. Seria uma ameaça à superioridade militar dos EUA.
A partir de 6 de julho, serão aplicadas tarifas de 25% a 818 linhas de produtos importados chineses, inclusive carros, tratadores, retroescavadeiras, helicópteros, máquinas e ferramentas industriais, no valor de US$ 34 bilhões de exportações anuais para os EUA.
Outras 284 linhas de produtos, cuja importação anual soma US$ 16 bilhões, serão objeto de consulta pública antes da aplicação das tarifas, entre eles máquinas industriais, plásticos e semicondutores chineses.
Em 24 de julho, o representante comercial dos EUA vai se reunir com representantes da indústria, que devem pedir a exclusão de produtos intermediários de suas cadeias produtivas. Os chips produzidos nos EUA, por exemplo, são enviados à China para embalagem e testes. Podem ser sobretaxados na volta.
"Tarifas sobre semicondutores vão prejudicar mais do que ajudar as companhias de semicondutores dos EUA, seus trabalhadores e os consumidores americanos", afirmou um porta-voz do setor. A proteção pressionaria as empresas americanas de alta tecnologia a tirar suas fábricas de China.
Neste caso, parte da produção pode voltar para os EUA, mas é provável que a maior parte vá para outros países de baixo custo de produção, com salários menores, onde as empresas estariam menos sujeitas a pressões para transferir tecnologia.
"Vamos parar, espero, a transferência de tecnologia, a transferência forçada de tecnologia", afirmou o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, entrevista à televisão Fox News.
A Associação Americana da Indústria Têxtil e de Calçados agradeceu que as máquinas industrias do setor não foram sobretaxadas e observou que "quaisquer novas tarifas representam um peso enorme para o povo americano".
Depois de acusar os EUA de "provocar uma guerra comercial", o Ministério do Comércio da China prometeu impor "imediatamente medidas contrárias na mesma escala e força". O governo chinês vai ampliar de 106 para 653 a lista de tipos de produtos americanos visados.
Para manter a reciprocidade, a China vai dividir a retaliação em duas fases. Como os EUA, a partir de 6 de julho, o governo chinês vai impor tarifas de 25% sobre, no caso chinês 545 tipos de produtos americanos cuja importação soma US$ 34 bilhões por ano. Entre eles, estão soja, carnes de porco e de aves, pescados, veículos utilitários esportivos e carros elétricos.
Na segunda etapa, em data a ser definida dependendo da iniciativa do governo Trump, serão sobretaxadas pela China as importações de produtos químicos, carvão, petróleo bruto e equipamentos médicos. Aviões, motores de aviões e outros equipamentos aeronáuticos ficaram fora da lista.
Antes desta nova rodada de tarifaços, a China se ofereceu para comprar mais US$ 70 bilhões em produtos agropecuários e energia por ano dos EUA para evitar um conflito comercial. O presidente americano preferiu manter sua estratégia agressiva de negociações.
Trump ameaçou responder a qualquer retaliação da China com imposição de tarifas sobre US$ 100 bilhões de exportações chinesas. "A guerra comercial foi iniciada há muitos anos pela China e por outros", alegou o presidente americano, rejeitando as críticas de que o protecionismo vá aumentar preços e prejudicar a economia.
A economia já está bombando, disse Trump, e "depois que fizermos nossos acordos comerciais, espere para ver nossos números".
O problema é abrir conflitos em várias frentes. Os EUA acabam de sobretaxar as importações de aço e alumínio de aliados, o Canadá, o México e a União Europeia, em nome da "segurança nacional". Isso irritou aliados históricos isolou Trump na recente reunião de cúpula do Grupo dos Sete (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá) quando ele deveria formar uma grande aliança contra a China.
Os Estados Unidos anunciaram hoje o aumento para 25% da tarifa de importação sobre produtos chineses, no valor total de US$ 50 bilhões, com foco no setor de alta tecnologia.
A China prometeu responder na mesma medida. Vai cobrar uma taxa de 25% sobre produtos agropecuários, pesqueiros, automobilísticos e energéticos dos EUA.
"Minha grande amizade com o presidente Xi [Jinping], da China, e o relacionamento do nosso país com a China são ambos muito importantes para mim", declarou o presidente americano, Donald Trump. "O comércio entre nossas nações, no entanto, tem sido muito injusto por um tempo muito longo. Esta situação não é mais sustentável."
Desde a campanha eleitoral, Trump acusa a China de roubo de propriedade intelectual, de manipular o câmbio e de ter um mercado muito mais fechado do que os EUA. Depois de chegar à Casa Branca, parou de falar na manipulação do câmbio, mas exige uma forte queda no saldo comercial da China no comércio bilateral, que no ano passado foi de US$ 375 bilhões.
"Os EUA não podem mais tolerar a perda de tecnologia e propriedade intelectual através de práticas econômicas injustas", afirmou Trump, acrescentando as sobretaxas "serviriam como um passo inicial rumo ao equilíbrio nas relações comerciais entre os EUA e a China".
As sobretaxas americanas visam retardar desenvolvimento do setor de alta tecnologia da China e punir o alegado roubo de propriedade intelectual dos EUA. Um dos principais alvos do governo Trump é o programa Made in China 2025 (Fabricado na China 2025). A meta é atingir independência tecnológica até 2025. Seria uma ameaça à superioridade militar dos EUA.
A partir de 6 de julho, serão aplicadas tarifas de 25% a 818 linhas de produtos importados chineses, inclusive carros, tratadores, retroescavadeiras, helicópteros, máquinas e ferramentas industriais, no valor de US$ 34 bilhões de exportações anuais para os EUA.
Outras 284 linhas de produtos, cuja importação anual soma US$ 16 bilhões, serão objeto de consulta pública antes da aplicação das tarifas, entre eles máquinas industriais, plásticos e semicondutores chineses.
Em 24 de julho, o representante comercial dos EUA vai se reunir com representantes da indústria, que devem pedir a exclusão de produtos intermediários de suas cadeias produtivas. Os chips produzidos nos EUA, por exemplo, são enviados à China para embalagem e testes. Podem ser sobretaxados na volta.
"Tarifas sobre semicondutores vão prejudicar mais do que ajudar as companhias de semicondutores dos EUA, seus trabalhadores e os consumidores americanos", afirmou um porta-voz do setor. A proteção pressionaria as empresas americanas de alta tecnologia a tirar suas fábricas de China.
Neste caso, parte da produção pode voltar para os EUA, mas é provável que a maior parte vá para outros países de baixo custo de produção, com salários menores, onde as empresas estariam menos sujeitas a pressões para transferir tecnologia.
"Vamos parar, espero, a transferência de tecnologia, a transferência forçada de tecnologia", afirmou o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, entrevista à televisão Fox News.
A Associação Americana da Indústria Têxtil e de Calçados agradeceu que as máquinas industrias do setor não foram sobretaxadas e observou que "quaisquer novas tarifas representam um peso enorme para o povo americano".
Depois de acusar os EUA de "provocar uma guerra comercial", o Ministério do Comércio da China prometeu impor "imediatamente medidas contrárias na mesma escala e força". O governo chinês vai ampliar de 106 para 653 a lista de tipos de produtos americanos visados.
Para manter a reciprocidade, a China vai dividir a retaliação em duas fases. Como os EUA, a partir de 6 de julho, o governo chinês vai impor tarifas de 25% sobre, no caso chinês 545 tipos de produtos americanos cuja importação soma US$ 34 bilhões por ano. Entre eles, estão soja, carnes de porco e de aves, pescados, veículos utilitários esportivos e carros elétricos.
Na segunda etapa, em data a ser definida dependendo da iniciativa do governo Trump, serão sobretaxadas pela China as importações de produtos químicos, carvão, petróleo bruto e equipamentos médicos. Aviões, motores de aviões e outros equipamentos aeronáuticos ficaram fora da lista.
Antes desta nova rodada de tarifaços, a China se ofereceu para comprar mais US$ 70 bilhões em produtos agropecuários e energia por ano dos EUA para evitar um conflito comercial. O presidente americano preferiu manter sua estratégia agressiva de negociações.
Trump ameaçou responder a qualquer retaliação da China com imposição de tarifas sobre US$ 100 bilhões de exportações chinesas. "A guerra comercial foi iniciada há muitos anos pela China e por outros", alegou o presidente americano, rejeitando as críticas de que o protecionismo vá aumentar preços e prejudicar a economia.
A economia já está bombando, disse Trump, e "depois que fizermos nossos acordos comerciais, espere para ver nossos números".
O problema é abrir conflitos em várias frentes. Os EUA acabam de sobretaxar as importações de aço e alumínio de aliados, o Canadá, o México e a União Europeia, em nome da "segurança nacional". Isso irritou aliados históricos isolou Trump na recente reunião de cúpula do Grupo dos Sete (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá) quando ele deveria formar uma grande aliança contra a China.
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quinta-feira, 31 de maio de 2018
Trump sobretaxa aço e alumínio da UE, do Canadá e do México
Enquanto late mas não morde no conflito comercial com a China, o presidente Donald Trump preferiu sair atacando aliados dos Estados Unidos. Seu governo passa a cobrar a partir de amanhã tarifas de 25% sobre o aço e de 10% sobre o alumínio importados da União Europeia, do Canadá e do México, que imediatamente anunciaram retaliações.
"Hoje é um dia muito ruim para o comércio internacional", reagiu o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, ao anunciar a resposta da UE: aumento das tarifas de produtos tipicamente americanos, como bourbon, motocicletas e manteiga de amendoim.
No Canadá, o primeiro-ministro Justin Trudeau prometeu sobretaxas no valor de US$ 12,8 bilhões sobre produtos americanos. O México promete retaliar na mesma pedida das perdas que lhe forem impostas.
O governo Trump passou as últimas semanas negociando reduções no déficit comercial dos EUA com seus maiores parceiros comerciais, o que também inclui a China. Washington queria impor cotas.
A proposta de Trump foi considerada inaceitável por violar as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), especialmente pelo México e o Canadá, sócios dos EUA no Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta).
Por enquanto, só Argentina e Coreia do Sul aceitaram as restrições de exportação exigidas pelos EUA. O Brasil e a Austrália ainda estão isentos das sobretaxas americanas. As empresas brasileiras estariam dispostas a aceitar as cotas.
Outros países, como Índia, Japão, Rússia e Turquia, nunca estiveram isentos das sobretaxas.
Era o que a Europa temia. A guerra comercial de Trump não começa com a China, a superpotência ascendente que ameaça a liderança mundial dos EUA, mas com os aliados. Com sua mentalidade negocista, Trump quer levar vantagem em tudo. Ataca primeiro os mais fracos, embora sejam aliados, a recuam diante da China.
Os EUA decidiram colocar em lista negra a companhia de equipamentos de telecomunicações chinesa ZTE, suspeita de colaborar com espionagem e de estar a serviço do aparato militar da China. Bastou um telefonema do ditador Xi Jinping para Trump mudar de ideia.
Há muita insatisfação dentro do próprio Partido Republicano. Os conservadores entendem que Trump está perdendo a guerra comercial com a China.
A longo prazo, uma guerra comercial tende a deixar o muito inteiro mais pobre, além do risco de deflagrar guerras de verdade.
A Grande Depressão (1929-39) começou com o colapso da Bolsa de Valores de Nova York, mas foi alimentada por uma guerra comercial. Em 1932, 25% dos americanos e 12,5% dos alemães estavam desempregados. Franklin Delano Roosevelt foi eleito presidente dos EUA. O Partido Nacional-Socialista Trabalhista Alemão (nazista) tornou-se o mais votado na Alemanha.
Trump não conhece história. Como observou Edward Luce, no Financial Times, quer retroceder a 1929.
"Hoje é um dia muito ruim para o comércio internacional", reagiu o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, ao anunciar a resposta da UE: aumento das tarifas de produtos tipicamente americanos, como bourbon, motocicletas e manteiga de amendoim.
No Canadá, o primeiro-ministro Justin Trudeau prometeu sobretaxas no valor de US$ 12,8 bilhões sobre produtos americanos. O México promete retaliar na mesma pedida das perdas que lhe forem impostas.
O governo Trump passou as últimas semanas negociando reduções no déficit comercial dos EUA com seus maiores parceiros comerciais, o que também inclui a China. Washington queria impor cotas.
A proposta de Trump foi considerada inaceitável por violar as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), especialmente pelo México e o Canadá, sócios dos EUA no Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta).
Por enquanto, só Argentina e Coreia do Sul aceitaram as restrições de exportação exigidas pelos EUA. O Brasil e a Austrália ainda estão isentos das sobretaxas americanas. As empresas brasileiras estariam dispostas a aceitar as cotas.
Outros países, como Índia, Japão, Rússia e Turquia, nunca estiveram isentos das sobretaxas.
Era o que a Europa temia. A guerra comercial de Trump não começa com a China, a superpotência ascendente que ameaça a liderança mundial dos EUA, mas com os aliados. Com sua mentalidade negocista, Trump quer levar vantagem em tudo. Ataca primeiro os mais fracos, embora sejam aliados, a recuam diante da China.
Os EUA decidiram colocar em lista negra a companhia de equipamentos de telecomunicações chinesa ZTE, suspeita de colaborar com espionagem e de estar a serviço do aparato militar da China. Bastou um telefonema do ditador Xi Jinping para Trump mudar de ideia.
Há muita insatisfação dentro do próprio Partido Republicano. Os conservadores entendem que Trump está perdendo a guerra comercial com a China.
A longo prazo, uma guerra comercial tende a deixar o muito inteiro mais pobre, além do risco de deflagrar guerras de verdade.
A Grande Depressão (1929-39) começou com o colapso da Bolsa de Valores de Nova York, mas foi alimentada por uma guerra comercial. Em 1932, 25% dos americanos e 12,5% dos alemães estavam desempregados. Franklin Delano Roosevelt foi eleito presidente dos EUA. O Partido Nacional-Socialista Trabalhista Alemão (nazista) tornou-se o mais votado na Alemanha.
Trump não conhece história. Como observou Edward Luce, no Financial Times, quer retroceder a 1929.
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segunda-feira, 26 de março de 2018
França cresceu 2% e reduziu déficit público em 2017
O governo Emmanuel Macron festeja: a França teve uma pequena aceleração do crescimento no último trimestre do ano passado, quando a economia avançou 0,7% e fechou o ano com expansão de 2%, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística e Estudos Econômicos (Insee).
Pela primeira vez em uma década, o déficit orçamentário caiu abaixo do limite de 3% do produto interno bruto fixado pela União Europeia, noticiou o jornal inglês Financial Times, citando o Insee.
O crescimento de 2,5% nas exportações no fim do ano passado foi responsável pela aceleração do crescimento, elevando o PIB de 2017 para 2%, quase o dobro do 1,1% de 2016. A alta no consumo caiu de 0,5% para 0,2% e os últimos indicadores apontam uma desaceleração no início de 2018.
De acordo com o Insee, o déficit fiscal do ano passado ficou em 2,6% do PIB, abaixo da meta oficial do governo, de 2,9%. Em 2016, antes da eleição de Macron, o déficit foi de 3,4%. Desde 2007, o déficit não ficava abaixo dos 3%, a meta fixada pelo pacto de estabilidade para sustentar o euro, moeda comum de 19 dos 28 países da UE.
A dívida pública subiu um pouco, de 96,6% para 97% do PIB, bem acima do limite fixado no pacto de sustentabilidade, de 60% do PIB. Ficou em 2,218 trilhões de euros no fim de 2017.
Pela primeira vez em uma década, o déficit orçamentário caiu abaixo do limite de 3% do produto interno bruto fixado pela União Europeia, noticiou o jornal inglês Financial Times, citando o Insee.
O crescimento de 2,5% nas exportações no fim do ano passado foi responsável pela aceleração do crescimento, elevando o PIB de 2017 para 2%, quase o dobro do 1,1% de 2016. A alta no consumo caiu de 0,5% para 0,2% e os últimos indicadores apontam uma desaceleração no início de 2018.
De acordo com o Insee, o déficit fiscal do ano passado ficou em 2,6% do PIB, abaixo da meta oficial do governo, de 2,9%. Em 2016, antes da eleição de Macron, o déficit foi de 3,4%. Desde 2007, o déficit não ficava abaixo dos 3%, a meta fixada pelo pacto de estabilidade para sustentar o euro, moeda comum de 19 dos 28 países da UE.
A dívida pública subiu um pouco, de 96,6% para 97% do PIB, bem acima do limite fixado no pacto de sustentabilidade, de 60% do PIB. Ficou em 2,218 trilhões de euros no fim de 2017.
quinta-feira, 8 de março de 2018
Trump sobretaxa importações e ameaça impor tarifas recíprocas
O presidente Donald Trump deu hoje o primeiro tiro numa guerra comercial de consequências imprevisíveis, capaz de abalar o sistema multilateral de comércio criado pelos Estados Unidos depois da Segunda Mundial (1939-45) para evitar a volta da Grande Depressão (1929-39).
Além de sobretaxar as importações de aço em 25% e de alumínio em 10%, Trump ameaçou impor tarifas-espelho ou recíprocas no comércio exterior dos EUA. As novas tarifas entram em vigor em 15 dias. O Canadá e o México ficam isentos "por enquanto". Segundo maior exportador de aço para o mercado americano, o Brasil será afetado.
Ao lado de trabalhadores dos setores de aço e alumínio, o presidente se queixou do tratamento injusto que a maior economia da Terra teria recebido de seus rivais menos poderosos nas últimas décadas. Em seu estilo de palanque, mentiu sobre o déficit comercial dos EUA, dizendo ser de US$ 800 bilhões. No ano passado, foi de US$ 566 bilhões.
"Vocês qual a tarifa que carros importados dos EUA pagam na China? 25%. E os carros chineses pagam tarifa de 2,5?% para entrar nos EUA", afirmou Trump. "Isto vai mudar. Se cobram 25%, vamos cobrar 25%, tarifas-espelho, recíprocas."
Trump usou o argumento da segurança nacional, o artigo 232 da Lei de Comércio dos EUA, que não faz sentido porque o país não importa muito aço da China, só 2% do total. Os maiores exportadores de aço para o mercado americano são o Canadá e o Brasil, aliados e não inimigos dos EUA.
"Temos amigos e inimigos que lucraram muito conosco em comércio e defesa", acrescentou o presidente americano. "Se olharmos a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), a Alemanha paga 1% do produto interno bruto e nós pagamos 4,2% de um PIB muito maior. Não é justo."
Os maiores parceiros comerciais dos EUA, a China, a União Europeia e o Canadá, ameaçaram impor tarifas retaliatórias às exportações americanas, numa guerra comercial. A UE exporta aço no valor de cerca de 5 milhões de euros por ano e outro milhão de euros em alumínio para os EUA. A comissária de Comércio Exterior, Cecilia Malmström, preparou uma lista de produtos tradicionais americanos a serem sobretaxados, inclusive manteiga de amendoin e whiskey bourbon.
A decisão de excluir o Canadá e o México aumenta a pressão sobre esses países na renegociação do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta).
Em protesto, depois de perder o debate com a ala protecionista, o principal assessor econômico da Casa Branca, Gary Cohn, um democrata, anunciou sua saída. A maioria dos economista prevê um aumento nos preços do aço e do alumínio com reflexos na fabricação de todos os produtos industriais dependentes destas matérias-primas.
Uma guerra comercial pode ter consequências arrasadoras. A última guerra comercial em escala global levou à Grande Depressão, principal causa econômica da Segunda Guerra Mundial.
Dentro do próprio Partido Republicano, os defensores do liberalismo econômico criticaram a decisão de Trump. O presidente da Câmara, deputado Paul Ryan, foi claro: "Estou em desacordo com estas decisão e creio que as consequências são imprevisíveis."
Enquanto os EUA adotavam o protecionismo econômico, 11 países (Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Cingapura, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru e Vietnã) assinaram hoje em Santiago, no Chile, a Parceria Transpacífica (TPP).
O acordo comercial negociado pelo governo Barack Obama foi repudiado por Trump assim que chegou à Casa Branca, em janeiro de 2017. Os outros países decidiram tocar a frente a TTP mesmo sem os EUA.
Além de sobretaxar as importações de aço em 25% e de alumínio em 10%, Trump ameaçou impor tarifas-espelho ou recíprocas no comércio exterior dos EUA. As novas tarifas entram em vigor em 15 dias. O Canadá e o México ficam isentos "por enquanto". Segundo maior exportador de aço para o mercado americano, o Brasil será afetado.
Ao lado de trabalhadores dos setores de aço e alumínio, o presidente se queixou do tratamento injusto que a maior economia da Terra teria recebido de seus rivais menos poderosos nas últimas décadas. Em seu estilo de palanque, mentiu sobre o déficit comercial dos EUA, dizendo ser de US$ 800 bilhões. No ano passado, foi de US$ 566 bilhões.
"Vocês qual a tarifa que carros importados dos EUA pagam na China? 25%. E os carros chineses pagam tarifa de 2,5?% para entrar nos EUA", afirmou Trump. "Isto vai mudar. Se cobram 25%, vamos cobrar 25%, tarifas-espelho, recíprocas."
Trump usou o argumento da segurança nacional, o artigo 232 da Lei de Comércio dos EUA, que não faz sentido porque o país não importa muito aço da China, só 2% do total. Os maiores exportadores de aço para o mercado americano são o Canadá e o Brasil, aliados e não inimigos dos EUA.
"Temos amigos e inimigos que lucraram muito conosco em comércio e defesa", acrescentou o presidente americano. "Se olharmos a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), a Alemanha paga 1% do produto interno bruto e nós pagamos 4,2% de um PIB muito maior. Não é justo."
Os maiores parceiros comerciais dos EUA, a China, a União Europeia e o Canadá, ameaçaram impor tarifas retaliatórias às exportações americanas, numa guerra comercial. A UE exporta aço no valor de cerca de 5 milhões de euros por ano e outro milhão de euros em alumínio para os EUA. A comissária de Comércio Exterior, Cecilia Malmström, preparou uma lista de produtos tradicionais americanos a serem sobretaxados, inclusive manteiga de amendoin e whiskey bourbon.
A decisão de excluir o Canadá e o México aumenta a pressão sobre esses países na renegociação do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta).
Em protesto, depois de perder o debate com a ala protecionista, o principal assessor econômico da Casa Branca, Gary Cohn, um democrata, anunciou sua saída. A maioria dos economista prevê um aumento nos preços do aço e do alumínio com reflexos na fabricação de todos os produtos industriais dependentes destas matérias-primas.
Uma guerra comercial pode ter consequências arrasadoras. A última guerra comercial em escala global levou à Grande Depressão, principal causa econômica da Segunda Guerra Mundial.
Dentro do próprio Partido Republicano, os defensores do liberalismo econômico criticaram a decisão de Trump. O presidente da Câmara, deputado Paul Ryan, foi claro: "Estou em desacordo com estas decisão e creio que as consequências são imprevisíveis."
Enquanto os EUA adotavam o protecionismo econômico, 11 países (Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Cingapura, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru e Vietnã) assinaram hoje em Santiago, no Chile, a Parceria Transpacífica (TPP).
O acordo comercial negociado pelo governo Barack Obama foi repudiado por Trump assim que chegou à Casa Branca, em janeiro de 2017. Os outros países decidiram tocar a frente a TTP mesmo sem os EUA.
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sexta-feira, 2 de março de 2018
Trump inicia guerra comercial
Ao impor tarifas de 25% sobre as importações de aço e de 10% sobre as importações de alumínio, o presidente Donald Trump deflagrou uma guerra comercial em escala global. Os maiores parceiros comerciais dos Estados Unidos, a China, a União Europeia e o Canadá ameaçam impor tarifas retaliatórias sobre exportações americanas.
Diante da ameaça de um grande conflito comercial, o Índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, caiu 586 pontos. Teve uma recuperação, mas terminou o dia em queda de 380 pontos (1,5%). O índice amplo Standard & Poor's 500 e a bolsa de ações de alta tecnologia Nasdaq fecharam em queda de 1,3%.
O dia começou com boas notícias. O número de novos pedidos de seguro-desemprego caiu na semana encerrada em 24 de fevereiro em 10 mil para 210 mil. É o menor desde 1969. O índice dos gerentes de compras do Institute for Supply Management chegou a 60,8, a maior leitura desde maio de 2004.
Com o anúncio inesperado de Trump impondo tarifas pesadas em nome da "segurança nacional" e da proteção de empregos nos EUA, repudiadas pelos deputados e senadores liberais economicamente do Partido Republicano e pelas grandes empresas transnacionais americanas, o mercado desandou.
Em consequência, o Índice Dow Jones voltou a ficar negativo para o ano. A Nasdaq registra alta de 4%. "Os comerciantes estão focando na questão das tarifas, enquanto os investidores estão olhando para o aumento dos lucros, a inflação baixa e as taxas de juros bastante baixas."
O Brasil, onde o aço representa 3% das exportações, ameaça recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) junto com outros países prejudicados. Mas Trump pode rejeitar a decisão e romper com a OMC, uma criação americana para promover o livre comércio e resolver conflitos comerciais, como ameaçou fazer tantas vezes, sob a alegação de que diminui a soberania dos EUA para negociar acordos internacionais.
Diante da ameaça de um grande conflito comercial, o Índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, caiu 586 pontos. Teve uma recuperação, mas terminou o dia em queda de 380 pontos (1,5%). O índice amplo Standard & Poor's 500 e a bolsa de ações de alta tecnologia Nasdaq fecharam em queda de 1,3%.
O dia começou com boas notícias. O número de novos pedidos de seguro-desemprego caiu na semana encerrada em 24 de fevereiro em 10 mil para 210 mil. É o menor desde 1969. O índice dos gerentes de compras do Institute for Supply Management chegou a 60,8, a maior leitura desde maio de 2004.
Com o anúncio inesperado de Trump impondo tarifas pesadas em nome da "segurança nacional" e da proteção de empregos nos EUA, repudiadas pelos deputados e senadores liberais economicamente do Partido Republicano e pelas grandes empresas transnacionais americanas, o mercado desandou.
Em consequência, o Índice Dow Jones voltou a ficar negativo para o ano. A Nasdaq registra alta de 4%. "Os comerciantes estão focando na questão das tarifas, enquanto os investidores estão olhando para o aumento dos lucros, a inflação baixa e as taxas de juros bastante baixas."
O Brasil, onde o aço representa 3% das exportações, ameaça recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) junto com outros países prejudicados. Mas Trump pode rejeitar a decisão e romper com a OMC, uma criação americana para promover o livre comércio e resolver conflitos comerciais, como ameaçou fazer tantas vezes, sob a alegação de que diminui a soberania dos EUA para negociar acordos internacionais.
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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018
Déficit comercial EUA-China chegou a recorde de US$ 375 bilhões
Durante a campanha eleitoral, o presidente Donald Trump acusou a China de comércio desleal. Em seu primeiro ano de governo, o déficit dos Estados Unidos no comércio bilateral aumentou de US$ 347 bilhões para um recorde de US$ 375,2 bilhões, revelou ontem o Departamento do Comércio.
O déficit comercial global dos EUA aumentou 12,1% em 2017 para US$ 566 bilhões. Foi o maior desde 2008. Com a recuperação econômica e o aumento do poder aquisitivo, crescem as importações. Apesar das promessas, Trump não conseguiu renegociar acordos comerciais significativos nem reindustrializar o país.
A queda do dólar no ano passado tornou os produtos americanos mais baratos no exterior. As exportações aumentaram, mas não o suficiente para neutralizar o consumo de importados. Em dezembro de 2017, os EUA exportaram US$ 203,35 bilhões e importaram US$ 256,46 bilhões. O saldo negativo foi de US$ 53,11 bilhões.
Em sintonia com o pensamento de Trump, o secretário do Comércio, Wilber Ross, declarou que o governo vai reduzir o déficit comercial aplicando as regras do comércio, renegociando acordos existentes e novos acordos.
Ross citou a decisão recente do governo de impor sobretaxas às importações de painéis solares e máquinas de lavar e as renegociações em andamento com o México, o Canadá e a Coreia do Sul. "Um esforço extenuante está em andamento, mas não faz sentido estabelecer um prazo fatal", disse o secretário.
Quando Trump era candidato, em setembro de 2016, seus assessores econômicos Peter Navarro e Wilbur Ross afirmaram que a eliminação do déficit comercial de US$ 500 bilhões geraria uma arrecadação de impostos capaz de neutralizar o custo dos cortes de impostos.
Navarro, hoje diretor do Conselho Nacional de Comércio da Casa Branca, prometeu acabar com o déficit "num ano ou dois".
O déficit comercial global dos EUA aumentou 12,1% em 2017 para US$ 566 bilhões. Foi o maior desde 2008. Com a recuperação econômica e o aumento do poder aquisitivo, crescem as importações. Apesar das promessas, Trump não conseguiu renegociar acordos comerciais significativos nem reindustrializar o país.
A queda do dólar no ano passado tornou os produtos americanos mais baratos no exterior. As exportações aumentaram, mas não o suficiente para neutralizar o consumo de importados. Em dezembro de 2017, os EUA exportaram US$ 203,35 bilhões e importaram US$ 256,46 bilhões. O saldo negativo foi de US$ 53,11 bilhões.
Em sintonia com o pensamento de Trump, o secretário do Comércio, Wilber Ross, declarou que o governo vai reduzir o déficit comercial aplicando as regras do comércio, renegociando acordos existentes e novos acordos.
Ross citou a decisão recente do governo de impor sobretaxas às importações de painéis solares e máquinas de lavar e as renegociações em andamento com o México, o Canadá e a Coreia do Sul. "Um esforço extenuante está em andamento, mas não faz sentido estabelecer um prazo fatal", disse o secretário.
Quando Trump era candidato, em setembro de 2016, seus assessores econômicos Peter Navarro e Wilbur Ross afirmaram que a eliminação do déficit comercial de US$ 500 bilhões geraria uma arrecadação de impostos capaz de neutralizar o custo dos cortes de impostos.
Navarro, hoje diretor do Conselho Nacional de Comércio da Casa Branca, prometeu acabar com o déficit "num ano ou dois".
quarta-feira, 8 de março de 2017
Comércio Brasil-Portugal caiu 16% em fevereiro
O fluxo comercial entre o Brasil e Portugal recuou 16% em fevereiro de 2017 em relação ao mesmo mês no ano passado para US$ 86,9 milhões, o menor nível em cinco meses. Em janeiro, houve uma alta de 24%.
De acordo com os dados divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços do Brasil, as exportações brasileiras para Portugal baixaram 34,5% em fevereiro para US$ 34,5 milhões. As importações brasileiras de Portugal diminuíram 7% para US$ 52,5 milhões.
Nos dois primeiros meses do ano, as exportações brasileiras para a antiga potência colonial cresceram 5,7% para US$ 117 milhões, enquanto as importações subiram 2,7% para US$ 107,2 milhões.
O petróleo foi responsável por 36% das exportações brasileiras neste ano, seguido por aço, ferro e laminados com 24%. Das importações brasileiras, o principal item foi o azeite (20%), seguido de peças para aviões e helicópteros (17%), do bacalhau (11%), peras (7,7%) e vinho (5,3%).
De acordo com os dados divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços do Brasil, as exportações brasileiras para Portugal baixaram 34,5% em fevereiro para US$ 34,5 milhões. As importações brasileiras de Portugal diminuíram 7% para US$ 52,5 milhões.
Nos dois primeiros meses do ano, as exportações brasileiras para a antiga potência colonial cresceram 5,7% para US$ 117 milhões, enquanto as importações subiram 2,7% para US$ 107,2 milhões.
O petróleo foi responsável por 36% das exportações brasileiras neste ano, seguido por aço, ferro e laminados com 24%. Das importações brasileiras, o principal item foi o azeite (20%), seguido de peças para aviões e helicópteros (17%), do bacalhau (11%), peras (7,7%) e vinho (5,3%).
quarta-feira, 30 de novembro de 2016
EUA cresceram mais do que estimado no terceiro trimestre
O ritmo de crescimento da economia dos Estados Unidos de julho a setembro de 2016 superou a expectativa do mercado e a estimativa oficial, de 2,9%, avançando 3,2%, o melhor desempenho em dois anos, anunciou a agência Reuters citando como fonte o Departamento do Comércio. Em média, os analistas previam 3%.
A maior economia do mundo avançou num ritmo anual de 0,8% no primeiro trimestre, 1,4% no segundo e 3,2% no terceiro. A aceleração é atribuída ao consumo doméstico e às exportações.
Foi o crescimento mais forte desde o terceiro trimestre de 2014. As exportações tiveram o maior avanço desde o quarto trimestre de 2013.
Outra pesquisa indicou uma alta em setembro de 5,5% num ano nos preços das casas, um sinal de plena recuperação do setor habitacional do mercado imobiliário, onde começou a Grande Recessão de 2008-9.
Uma terceira sondagem apontam um aumento da confiança do consumidor americano em novembro para o maior nível em nove anos, apesar das incertezas ao redor das políticas do presidente eleito, Donald Trump.
Com a delegacia regional da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, em Atlanta prevendo uma expansão de 3,6% ao ano no quarto trimestre, aumenta a expectativa de aumento nas taxas básicas de juros na próxima reunião do Comitê de Mercado Aberto do Fed, marcada para 13 e 14 de dezembro.
A maior economia do mundo avançou num ritmo anual de 0,8% no primeiro trimestre, 1,4% no segundo e 3,2% no terceiro. A aceleração é atribuída ao consumo doméstico e às exportações.
Foi o crescimento mais forte desde o terceiro trimestre de 2014. As exportações tiveram o maior avanço desde o quarto trimestre de 2013.
Outra pesquisa indicou uma alta em setembro de 5,5% num ano nos preços das casas, um sinal de plena recuperação do setor habitacional do mercado imobiliário, onde começou a Grande Recessão de 2008-9.
Uma terceira sondagem apontam um aumento da confiança do consumidor americano em novembro para o maior nível em nove anos, apesar das incertezas ao redor das políticas do presidente eleito, Donald Trump.
Com a delegacia regional da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, em Atlanta prevendo uma expansão de 3,6% ao ano no quarto trimestre, aumenta a expectativa de aumento nas taxas básicas de juros na próxima reunião do Comitê de Mercado Aberto do Fed, marcada para 13 e 14 de dezembro.
sábado, 13 de agosto de 2016
Alemanha cresceu 0,4% no segundo trimestre
A economia alemã, a maior da Europa e quarta do mundo, cresceu 0,4% de abril a junho de 2016, um ritmo mais fraco do que no primeiro trimestre, quando a alta foi de 0,7%, anunciou ontem o Destatis, escritório oficial da estatísticas da República Federal da Alemanha.
O comércio exterior foi o principal motor do crescimento no segundo trimestre, com aumento das exportações e queda das importações. A queda no investimento para formação de capital bruto causou a desaceleração.
Nos últimos 12 meses, o produto interno bruto da Alemanha avançou 1,8%, um pouco abaixo do 1,9% registrado no primeiro trimestre, chegando a 4,78 trilhões de euros.
O comércio exterior foi o principal motor do crescimento no segundo trimestre, com aumento das exportações e queda das importações. A queda no investimento para formação de capital bruto causou a desaceleração.
Nos últimos 12 meses, o produto interno bruto da Alemanha avançou 1,8%, um pouco abaixo do 1,9% registrado no primeiro trimestre, chegando a 4,78 trilhões de euros.
sexta-feira, 29 de abril de 2016
França cresceu 0,5% no primeiro trimestre de 2016
A economia da França, a segunda maior da Zona do Euro e sexta do mundo, avançou 0,5% no primeiro trimestre de 2016, acima da expectativa do mercado, que era de 0,4%, e da alta de 0,3% registrada no fim de 2015, anunciou o Insee (Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos).
Esse crescimento se deve principalmente a um aumento no consumo doméstico, que teve o maior avanço desde o fim de 2004 (1,2%), depois de sofrer uma queda de 0,1% no fim do ano passado.
O investimento na formação de capital bruto subiu de alta de 0,7% no quarto trimestre de 2015 para 0,9% nos primeiros três meses deste ano. As exportações tiveram uma pequena queda de 0,2%, em contraste com um aumento de 1% no trimestre anterior.
O consumo pessoal, das empresas e do governo contribuiu com 0,9 ponto percentual para a alta no PIB, de US$ 2,42 trilhões em 2015 pelos cálculos do Fundo Monetário Internacional (FMI). O comércio exterior reduziu o crescimento em 0,2 ponto percentual e a queda nos preços das ações em mais 0,2 ponto percentual.
Com o aumento das contratações em março, a taxa de desemprego caiu para 10% da população economicamente ativa.
Esse crescimento se deve principalmente a um aumento no consumo doméstico, que teve o maior avanço desde o fim de 2004 (1,2%), depois de sofrer uma queda de 0,1% no fim do ano passado.
O investimento na formação de capital bruto subiu de alta de 0,7% no quarto trimestre de 2015 para 0,9% nos primeiros três meses deste ano. As exportações tiveram uma pequena queda de 0,2%, em contraste com um aumento de 1% no trimestre anterior.
O consumo pessoal, das empresas e do governo contribuiu com 0,9 ponto percentual para a alta no PIB, de US$ 2,42 trilhões em 2015 pelos cálculos do Fundo Monetário Internacional (FMI). O comércio exterior reduziu o crescimento em 0,2 ponto percentual e a queda nos preços das ações em mais 0,2 ponto percentual.
Com o aumento das contratações em março, a taxa de desemprego caiu para 10% da população economicamente ativa.
quinta-feira, 28 de abril de 2016
Economia dos EUA tem pior desempenho em dois anos
Com a desaceleração da economia mundial, especialmente da China, e a alta do dólar afetando exportações, investimento e o consumo, os Estados Unidos cresceram no primeiro trimestre de 2016 num ritmo de 0,5% ao ano, em contraste com 1,4% no fim do ano passado e 2% ao ano no terceiro trimestre de 2015, anunciou hoje o Departamento do Comércio.
Foi o pior resultado do produto interno bruto desde o primeiro trimestre de 2014, quando a maior economia do mundo recuou em ritmo de 0,9%. No início de 2015, a alta fora de 0,6% ao ano.
Em todo o ano passado, o crescimento foi de 2,4%, o mesmo índice de 2014. No primeiro trimestre deste ano, os analistas do centro financeiro de Nova York esperavam uma expansão de 0,7% ao ano.
O fraco desempenho projeta um avanço reduzido em 2016: "Sem um milagre, parece que o crescimento do PIB está em curso para outro ganho decepcionante de cerca de 2% neste ano", previu o economista Paul Ashworth, analista sênior da empresa Capital Economics, citado pelo jornal The Wall Street Journal. O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê alta de 2,4% no ano.
Enquanto o consumo pessoal, responsável por dois terços do PIB americano, cresceu em ritmo 1,9% ao ano no trimestre, abaixo dos 2,4% do trimestre anterior, o investimento fixo não residencial, uma medida dos gastos das empresas, caiu 5,9%, na maior baixa desde a Grande Recessão (2008-9).
Há um paradoxo na fraqueza do consumo: os salários aumentaram 2,3% num ano e o petróleo barato reduz o preço dos combustíveis, deixando mais dinheiro no bolso. Mesmo assim, o consumidor está receoso.
Com o petróleo em baixa, os investimentos na indústria de extração diminuíram 86%, a maior queda desde o início da série estatística, em 1958. A expectativa é que o investimento aumente com a recuperação nos preços do petróleo, que hoje está cotado na Bolsa Mercantil de Nova York em US$ 45,49 por barril. O investimento na compra e reforma de imóveis residenciais subiu 14,8%, melhor resultado desde o fim de 2012.
Ontem, o Comitê de Mercado Aberto da Reserva Federal (Fed), o conselho de política monetária do banco central dos EUA, decidiu manter inalteradas suas taxas básicas de juros numa faixa de 0,25% a 0,5% ao ano.
O Fed aumentou os juros pela primeira vez em nove anos em dezembro de 2015. No comunicado da reunião encerrada ontem, observou que "as condições do mercado de trabalho melhoraram mesmo com a aparente redução da atividade econômica" e que as preocupações com a economia internacional diminuíram. O mercado espera no máximo duas altas de juros em 2016.
Foi o pior resultado do produto interno bruto desde o primeiro trimestre de 2014, quando a maior economia do mundo recuou em ritmo de 0,9%. No início de 2015, a alta fora de 0,6% ao ano.
Em todo o ano passado, o crescimento foi de 2,4%, o mesmo índice de 2014. No primeiro trimestre deste ano, os analistas do centro financeiro de Nova York esperavam uma expansão de 0,7% ao ano.
O fraco desempenho projeta um avanço reduzido em 2016: "Sem um milagre, parece que o crescimento do PIB está em curso para outro ganho decepcionante de cerca de 2% neste ano", previu o economista Paul Ashworth, analista sênior da empresa Capital Economics, citado pelo jornal The Wall Street Journal. O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê alta de 2,4% no ano.
Enquanto o consumo pessoal, responsável por dois terços do PIB americano, cresceu em ritmo 1,9% ao ano no trimestre, abaixo dos 2,4% do trimestre anterior, o investimento fixo não residencial, uma medida dos gastos das empresas, caiu 5,9%, na maior baixa desde a Grande Recessão (2008-9).
Há um paradoxo na fraqueza do consumo: os salários aumentaram 2,3% num ano e o petróleo barato reduz o preço dos combustíveis, deixando mais dinheiro no bolso. Mesmo assim, o consumidor está receoso.
Com o petróleo em baixa, os investimentos na indústria de extração diminuíram 86%, a maior queda desde o início da série estatística, em 1958. A expectativa é que o investimento aumente com a recuperação nos preços do petróleo, que hoje está cotado na Bolsa Mercantil de Nova York em US$ 45,49 por barril. O investimento na compra e reforma de imóveis residenciais subiu 14,8%, melhor resultado desde o fim de 2012.
Ontem, o Comitê de Mercado Aberto da Reserva Federal (Fed), o conselho de política monetária do banco central dos EUA, decidiu manter inalteradas suas taxas básicas de juros numa faixa de 0,25% a 0,5% ao ano.
O Fed aumentou os juros pela primeira vez em nove anos em dezembro de 2015. No comunicado da reunião encerrada ontem, observou que "as condições do mercado de trabalho melhoraram mesmo com a aparente redução da atividade econômica" e que as preocupações com a economia internacional diminuíram. O mercado espera no máximo duas altas de juros em 2016.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
Comércio exterior da China recua ainda mais
O comércio exterior da China sofreu nova queda em janeiro de 2016. As exportações recuaram 6,6% na comparação anual e as importações, 14,4% num ano e 4% nos valores em iuanes em relação a dezembro de 2015.
Hoje a moeda chinesa se valorizou em 1,2%, na maior alta desde que o Banco Popular da China, o banco central do país, acabou com a cotação fixa em relação ao dólar, em julho de 2015.
Este começo de ano tem sido difícil para a segunda maior economia do mundo, que tenta se reorientar do mercado externo para o mercado interno, da exportação e do investimento para o consumo interno.
Em consequência, os preços dos produtos primários caem no mundo inteiro, com forte impacto sobre países em desenvolvimento como o Brasil.
Hoje a moeda chinesa se valorizou em 1,2%, na maior alta desde que o Banco Popular da China, o banco central do país, acabou com a cotação fixa em relação ao dólar, em julho de 2015.
Este começo de ano tem sido difícil para a segunda maior economia do mundo, que tenta se reorientar do mercado externo para o mercado interno, da exportação e do investimento para o consumo interno.
Em consequência, os preços dos produtos primários caem no mundo inteiro, com forte impacto sobre países em desenvolvimento como o Brasil.
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