As vendas do varejo na China cresceram em abril no menor ritmo em 16 anos, enquanto a produção industrial e o investimento em capital fixo ficaram abaixo da expectativa do governo, que tenta revigorar a economia para enfrentar a guerra comercial com os Estados Unidos, noticiou o jornal inglês Financial Times.
De acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas da China, as vendas no varejo registraram um avanço anual de 7,2% no mês passado, o menor desde 2003, com queda no comércio de cosméticos e artigos de uso pessoal. Os economistas entrevistados pela agência Reuters esperavam alta de 8,6%, depois um crescimento de 8,7% em março.
A produção industrial subiu 5,4% nos últimos 12 meses, abaixo da expectativa, que era de 6,5%, caindo para o nível de novembro, o menor desde a crise financeira internacional de 2008.
O investimento em capital fiou nos primeiros quatro meses do anos cresceu 6,1% em relação ao mesmo período no ano passado, ficando abaixo dos 6,3% do mês passado e dos 6,4% das previsões. O investimento privado avançou 5,5% e o das empresas estatais 7,8%.
No mês passado, a segunda maior economia do mundo, com PIB rondando os US$ 14 trilhões, parecia mais robusta. O presidente Donald Trump se vangloria de que os EUA estão mais fortes economicamente para o embate.
O cacife americano é maior. Os EUA importaram no ano passado US$ 539 bilhões em produtos chineses e exportaram bens no valor de US$ 120 bilhões. A China precisa dos dólares americanos para manter o ritmo de sua economia.
Houve uma escalada na guerra comercial entre os dois países. Na seta-feira, o governo Trump impôs tarifas de 25% sobre US$ 200 bilhões em importações anuais da China, que reagiu ontem aplicando a mesma taxa a US$ 60 bilhões das exportações anuais dos EUA para lá.
Trump prometeu ontem uma grande vitória, mas a China não vai aceitar nenhum tipo de humilhação, acordo desfavorável e mudança de seu modelo econômico, do capitalismo de Estado que a transformou numa potência mundial. Nenhum líder chinês pode dar a impressão de estar fazendo muitas concessões ao Ocidente.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 15 de maio de 2019
quinta-feira, 6 de dezembro de 2018
Índia faz acordo com o Irã para importar petróleo em rúpias
A República da Índia, um dos poucos países a receber isenção das sanções impostas pelos Estados Unidos ao Irã, fechou um acordo para importar petróleo iraniano pagando em rúpias, noticiou hoje a agência Reuters.
A Índia busca um equilíbrio em que a crescente parceria militar com os EUA não prejudique o fortalecimento das relações com o Irã. A República Islâmica é a terceira maior fornecedora de petróleo da Índia, que importa 80% do petróleo que consome.
Antes das sanções impostas pelo presidente Donald Trump depois de romper o acordo do nuclear das cinco grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas (EUA, China, França, Reino Unido e Rússia) e a Alemanha, a Índia pagava o Irã pelas importações de petróleo através de bancos europeus.
Na isenção dada pelos EUA por seis, a Índia pode importar 300 mil barris de petróleo iraniano por dia. Antes das sanções, comprava 560 mil barris por dia.
A Índia busca um equilíbrio em que a crescente parceria militar com os EUA não prejudique o fortalecimento das relações com o Irã. A República Islâmica é a terceira maior fornecedora de petróleo da Índia, que importa 80% do petróleo que consome.
Antes das sanções impostas pelo presidente Donald Trump depois de romper o acordo do nuclear das cinco grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas (EUA, China, França, Reino Unido e Rússia) e a Alemanha, a Índia pagava o Irã pelas importações de petróleo através de bancos europeus.
Na isenção dada pelos EUA por seis, a Índia pode importar 300 mil barris de petróleo iraniano por dia. Antes das sanções, comprava 560 mil barris por dia.
terça-feira, 14 de agosto de 2018
Alemanha puxa crescimento da Zona do Euro
A Alemanha, quarta maior economia do mundo e primeira da Europa, cresceu 0,5% no segundo trimestre, acima do esperado, num ritmo anual de 1,8%, e ajudou na expansão da Zona do Euro, que foi de 0,3% no trimestre e de 1,5% em bases anuais.
O dado do primeiro trimestre foi revisado para cima na Alemanha, de 0,3% para 0,4%. No segundo, foi um pouco melhor do que o 0,4% esperado pela média dos economistas. O consumo dos lares e do governo aumentaram, assim como o investimento para formação de capital fixo, as exportações e as importações.
"De modo geral, a economia alemã mostrou um crescimento impressionante no segundo trimestre, desafiando o sentimento negativo e a tensão comercial do momento", observou o economia Carsten Brzeski, do banco ING na Alemanha.
O dado do primeiro trimestre foi revisado para cima na Alemanha, de 0,3% para 0,4%. No segundo, foi um pouco melhor do que o 0,4% esperado pela média dos economistas. O consumo dos lares e do governo aumentaram, assim como o investimento para formação de capital fixo, as exportações e as importações.
"De modo geral, a economia alemã mostrou um crescimento impressionante no segundo trimestre, desafiando o sentimento negativo e a tensão comercial do momento", observou o economia Carsten Brzeski, do banco ING na Alemanha.
segunda-feira, 2 de julho de 2018
Guerra comercial ameaça 19% das exportações dos EUA, adverte UE
Se impuserem sobretaxas às importações de automóveis, os Estados Unidos correm o risco de sofrer retaliações tarifárias sobre 19% de suas exportações, num valor anual de US$ 300 bilhões, advertiu a União Europeia em documento enviado a Washington na sexta-feira passada. É o valor que os americanos gastam por ano comprando carros importados.
Pela primeira vez, a Comissão Europeia apresentou por escrito seus argumentos contra a guerra comercial do governo Donald Trump no setor automobilístico. A UE é segundo maior mercado do mundo, com um produto interno bruto de US$ 17,3 trilhões no ano passado, quando importou carros americanos no valor de US$ 58 bilhões.
O presidente de CE, Jean-Claude Juncker, ex-primeiro-ministro de Luxemburgo, vai levar a questão diretamente ao presidente Trump em visita à Casa Branca ainda neste mês de julho de 2018. Depois do fracasso da reunião de cúpula do Grupo dos Sete (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá) no início do mês, Trump convidou Juncker a ir a Washington.
A Europa tenta evitar uma guerra comercial iniciada por Trump ao sobretaxar as importações de aço e de alumínio sem poupar os aliados. O presidente americano chegou a dizer que "a Europa é pior do que a China", seu principal alvo para tentar reduzir o déficit comercial dos EUA, de US$ 566 bilhões em 2017.
No documento de 11 páginas, a CE destaca o impacto da guerra comercial sobre o desemprego e o compromisso de longo prazo das empresas europeias com o mercado americano. As fábricas de automóveis de companhias da Europa geram 120 mil empregos diretos e mais 420 mil de maneira indireta nos EUA. No ano passado, fabricaram 2,9 milhões de veículos no país, cerca de 60% destinados à exportação.
"Qualquer medida que prejudique estas empresas seria contraproducente e enfraqueceria a economia americana", alegam os analistas da comissão de Bruxelas no documento, enviado também aos chefes de Estado e de governo dos 28 países da UE.
Por fim, a Europa rejeita o argumento dos EUA para impor sobretaxas: a segurança nacional. "Carece de legitimidade" e "viola as regras do comércio internacional", acusa o documento. Afinal, os EUA e a maioria dos países da UE são aliados na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
Pela primeira vez, a Comissão Europeia apresentou por escrito seus argumentos contra a guerra comercial do governo Donald Trump no setor automobilístico. A UE é segundo maior mercado do mundo, com um produto interno bruto de US$ 17,3 trilhões no ano passado, quando importou carros americanos no valor de US$ 58 bilhões.
O presidente de CE, Jean-Claude Juncker, ex-primeiro-ministro de Luxemburgo, vai levar a questão diretamente ao presidente Trump em visita à Casa Branca ainda neste mês de julho de 2018. Depois do fracasso da reunião de cúpula do Grupo dos Sete (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá) no início do mês, Trump convidou Juncker a ir a Washington.
A Europa tenta evitar uma guerra comercial iniciada por Trump ao sobretaxar as importações de aço e de alumínio sem poupar os aliados. O presidente americano chegou a dizer que "a Europa é pior do que a China", seu principal alvo para tentar reduzir o déficit comercial dos EUA, de US$ 566 bilhões em 2017.
No documento de 11 páginas, a CE destaca o impacto da guerra comercial sobre o desemprego e o compromisso de longo prazo das empresas europeias com o mercado americano. As fábricas de automóveis de companhias da Europa geram 120 mil empregos diretos e mais 420 mil de maneira indireta nos EUA. No ano passado, fabricaram 2,9 milhões de veículos no país, cerca de 60% destinados à exportação.
"Qualquer medida que prejudique estas empresas seria contraproducente e enfraqueceria a economia americana", alegam os analistas da comissão de Bruxelas no documento, enviado também aos chefes de Estado e de governo dos 28 países da UE.
Por fim, a Europa rejeita o argumento dos EUA para impor sobretaxas: a segurança nacional. "Carece de legitimidade" e "viola as regras do comércio internacional", acusa o documento. Afinal, os EUA e a maioria dos países da UE são aliados na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
segunda-feira, 18 de junho de 2018
Trump ameaça impor tarifas sobre US$ 200 bilhões em importações da China
Numa ameaça de escalada rumo a uma guerra comercial, o presidente Donald Trump pediu a assessores que identifiquem uma lista de produtos chineses importados no valor de US$ 200 bilhões para aplicar tarifas de 10%, se a China não aceitar sua exigência de reduzir o déficit dos Estados Unidos no comércio bilateral, de US$ 375 bilhões no ano passado.
O governo Trump anunciou em 15 junho que os EUA passarão a cobrar tarifas de 25% sobre produtos chineses importados no valor de US$ 34 bilhões por ano a partir de 6 de julho e que estudam uma lista com produtos no valor US$ 16 bilhões. Prometeu assim sobretaxar um total de US$ 50 bilhões em importações anuais da China.
Imediatamente, a China prometeu fazer exatamente o mesmo nos mesmos valores e nas mesmas datas, para fúria de Trump: "Desafortunadamente, a China decidiu aumentar as tarifas sobre US$ 50 bilhões em importações dos EUA", declarou o presidente na mensagem em que pediu ao representante comercial do país, Robert Lighthizer, a nova lista de US$ 200 bilhões.
"Se a China aumentar suas tarifas de novo, vamos responder com tarifas adicionais sobre US$ 200 bilhões em bens", advertiu Trump. Mais uma vez, o governo chinês alerta: vai responder na mesma moeda.
O governo Trump anunciou em 15 junho que os EUA passarão a cobrar tarifas de 25% sobre produtos chineses importados no valor de US$ 34 bilhões por ano a partir de 6 de julho e que estudam uma lista com produtos no valor US$ 16 bilhões. Prometeu assim sobretaxar um total de US$ 50 bilhões em importações anuais da China.
Imediatamente, a China prometeu fazer exatamente o mesmo nos mesmos valores e nas mesmas datas, para fúria de Trump: "Desafortunadamente, a China decidiu aumentar as tarifas sobre US$ 50 bilhões em importações dos EUA", declarou o presidente na mensagem em que pediu ao representante comercial do país, Robert Lighthizer, a nova lista de US$ 200 bilhões.
"Se a China aumentar suas tarifas de novo, vamos responder com tarifas adicionais sobre US$ 200 bilhões em bens", advertiu Trump. Mais uma vez, o governo chinês alerta: vai responder na mesma moeda.
sexta-feira, 15 de junho de 2018
EUA sobretaxam importações e China anuncia retaliação
As duas maiores economias do mundo estão mais perto de uma guerra comercial capaz de abalar toda a economia mundial, com queda na produção e no comércio e aumento de preços.
Os Estados Unidos anunciaram hoje o aumento para 25% da tarifa de importação sobre produtos chineses, no valor total de US$ 50 bilhões, com foco no setor de alta tecnologia.
A China prometeu responder na mesma medida. Vai cobrar uma taxa de 25% sobre produtos agropecuários, pesqueiros, automobilísticos e energéticos dos EUA.
"Minha grande amizade com o presidente Xi [Jinping], da China, e o relacionamento do nosso país com a China são ambos muito importantes para mim", declarou o presidente americano, Donald Trump. "O comércio entre nossas nações, no entanto, tem sido muito injusto por um tempo muito longo. Esta situação não é mais sustentável."
Desde a campanha eleitoral, Trump acusa a China de roubo de propriedade intelectual, de manipular o câmbio e de ter um mercado muito mais fechado do que os EUA. Depois de chegar à Casa Branca, parou de falar na manipulação do câmbio, mas exige uma forte queda no saldo comercial da China no comércio bilateral, que no ano passado foi de US$ 375 bilhões.
"Os EUA não podem mais tolerar a perda de tecnologia e propriedade intelectual através de práticas econômicas injustas", afirmou Trump, acrescentando as sobretaxas "serviriam como um passo inicial rumo ao equilíbrio nas relações comerciais entre os EUA e a China".
As sobretaxas americanas visam retardar desenvolvimento do setor de alta tecnologia da China e punir o alegado roubo de propriedade intelectual dos EUA. Um dos principais alvos do governo Trump é o programa Made in China 2025 (Fabricado na China 2025). A meta é atingir independência tecnológica até 2025. Seria uma ameaça à superioridade militar dos EUA.
A partir de 6 de julho, serão aplicadas tarifas de 25% a 818 linhas de produtos importados chineses, inclusive carros, tratadores, retroescavadeiras, helicópteros, máquinas e ferramentas industriais, no valor de US$ 34 bilhões de exportações anuais para os EUA.
Outras 284 linhas de produtos, cuja importação anual soma US$ 16 bilhões, serão objeto de consulta pública antes da aplicação das tarifas, entre eles máquinas industriais, plásticos e semicondutores chineses.
Em 24 de julho, o representante comercial dos EUA vai se reunir com representantes da indústria, que devem pedir a exclusão de produtos intermediários de suas cadeias produtivas. Os chips produzidos nos EUA, por exemplo, são enviados à China para embalagem e testes. Podem ser sobretaxados na volta.
"Tarifas sobre semicondutores vão prejudicar mais do que ajudar as companhias de semicondutores dos EUA, seus trabalhadores e os consumidores americanos", afirmou um porta-voz do setor. A proteção pressionaria as empresas americanas de alta tecnologia a tirar suas fábricas de China.
Neste caso, parte da produção pode voltar para os EUA, mas é provável que a maior parte vá para outros países de baixo custo de produção, com salários menores, onde as empresas estariam menos sujeitas a pressões para transferir tecnologia.
"Vamos parar, espero, a transferência de tecnologia, a transferência forçada de tecnologia", afirmou o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, entrevista à televisão Fox News.
A Associação Americana da Indústria Têxtil e de Calçados agradeceu que as máquinas industrias do setor não foram sobretaxadas e observou que "quaisquer novas tarifas representam um peso enorme para o povo americano".
Depois de acusar os EUA de "provocar uma guerra comercial", o Ministério do Comércio da China prometeu impor "imediatamente medidas contrárias na mesma escala e força". O governo chinês vai ampliar de 106 para 653 a lista de tipos de produtos americanos visados.
Para manter a reciprocidade, a China vai dividir a retaliação em duas fases. Como os EUA, a partir de 6 de julho, o governo chinês vai impor tarifas de 25% sobre, no caso chinês 545 tipos de produtos americanos cuja importação soma US$ 34 bilhões por ano. Entre eles, estão soja, carnes de porco e de aves, pescados, veículos utilitários esportivos e carros elétricos.
Na segunda etapa, em data a ser definida dependendo da iniciativa do governo Trump, serão sobretaxadas pela China as importações de produtos químicos, carvão, petróleo bruto e equipamentos médicos. Aviões, motores de aviões e outros equipamentos aeronáuticos ficaram fora da lista.
Antes desta nova rodada de tarifaços, a China se ofereceu para comprar mais US$ 70 bilhões em produtos agropecuários e energia por ano dos EUA para evitar um conflito comercial. O presidente americano preferiu manter sua estratégia agressiva de negociações.
Trump ameaçou responder a qualquer retaliação da China com imposição de tarifas sobre US$ 100 bilhões de exportações chinesas. "A guerra comercial foi iniciada há muitos anos pela China e por outros", alegou o presidente americano, rejeitando as críticas de que o protecionismo vá aumentar preços e prejudicar a economia.
A economia já está bombando, disse Trump, e "depois que fizermos nossos acordos comerciais, espere para ver nossos números".
O problema é abrir conflitos em várias frentes. Os EUA acabam de sobretaxar as importações de aço e alumínio de aliados, o Canadá, o México e a União Europeia, em nome da "segurança nacional". Isso irritou aliados históricos isolou Trump na recente reunião de cúpula do Grupo dos Sete (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá) quando ele deveria formar uma grande aliança contra a China.
Os Estados Unidos anunciaram hoje o aumento para 25% da tarifa de importação sobre produtos chineses, no valor total de US$ 50 bilhões, com foco no setor de alta tecnologia.
A China prometeu responder na mesma medida. Vai cobrar uma taxa de 25% sobre produtos agropecuários, pesqueiros, automobilísticos e energéticos dos EUA.
"Minha grande amizade com o presidente Xi [Jinping], da China, e o relacionamento do nosso país com a China são ambos muito importantes para mim", declarou o presidente americano, Donald Trump. "O comércio entre nossas nações, no entanto, tem sido muito injusto por um tempo muito longo. Esta situação não é mais sustentável."
Desde a campanha eleitoral, Trump acusa a China de roubo de propriedade intelectual, de manipular o câmbio e de ter um mercado muito mais fechado do que os EUA. Depois de chegar à Casa Branca, parou de falar na manipulação do câmbio, mas exige uma forte queda no saldo comercial da China no comércio bilateral, que no ano passado foi de US$ 375 bilhões.
"Os EUA não podem mais tolerar a perda de tecnologia e propriedade intelectual através de práticas econômicas injustas", afirmou Trump, acrescentando as sobretaxas "serviriam como um passo inicial rumo ao equilíbrio nas relações comerciais entre os EUA e a China".
As sobretaxas americanas visam retardar desenvolvimento do setor de alta tecnologia da China e punir o alegado roubo de propriedade intelectual dos EUA. Um dos principais alvos do governo Trump é o programa Made in China 2025 (Fabricado na China 2025). A meta é atingir independência tecnológica até 2025. Seria uma ameaça à superioridade militar dos EUA.
A partir de 6 de julho, serão aplicadas tarifas de 25% a 818 linhas de produtos importados chineses, inclusive carros, tratadores, retroescavadeiras, helicópteros, máquinas e ferramentas industriais, no valor de US$ 34 bilhões de exportações anuais para os EUA.
Outras 284 linhas de produtos, cuja importação anual soma US$ 16 bilhões, serão objeto de consulta pública antes da aplicação das tarifas, entre eles máquinas industriais, plásticos e semicondutores chineses.
Em 24 de julho, o representante comercial dos EUA vai se reunir com representantes da indústria, que devem pedir a exclusão de produtos intermediários de suas cadeias produtivas. Os chips produzidos nos EUA, por exemplo, são enviados à China para embalagem e testes. Podem ser sobretaxados na volta.
"Tarifas sobre semicondutores vão prejudicar mais do que ajudar as companhias de semicondutores dos EUA, seus trabalhadores e os consumidores americanos", afirmou um porta-voz do setor. A proteção pressionaria as empresas americanas de alta tecnologia a tirar suas fábricas de China.
Neste caso, parte da produção pode voltar para os EUA, mas é provável que a maior parte vá para outros países de baixo custo de produção, com salários menores, onde as empresas estariam menos sujeitas a pressões para transferir tecnologia.
"Vamos parar, espero, a transferência de tecnologia, a transferência forçada de tecnologia", afirmou o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, entrevista à televisão Fox News.
A Associação Americana da Indústria Têxtil e de Calçados agradeceu que as máquinas industrias do setor não foram sobretaxadas e observou que "quaisquer novas tarifas representam um peso enorme para o povo americano".
Depois de acusar os EUA de "provocar uma guerra comercial", o Ministério do Comércio da China prometeu impor "imediatamente medidas contrárias na mesma escala e força". O governo chinês vai ampliar de 106 para 653 a lista de tipos de produtos americanos visados.
Para manter a reciprocidade, a China vai dividir a retaliação em duas fases. Como os EUA, a partir de 6 de julho, o governo chinês vai impor tarifas de 25% sobre, no caso chinês 545 tipos de produtos americanos cuja importação soma US$ 34 bilhões por ano. Entre eles, estão soja, carnes de porco e de aves, pescados, veículos utilitários esportivos e carros elétricos.
Na segunda etapa, em data a ser definida dependendo da iniciativa do governo Trump, serão sobretaxadas pela China as importações de produtos químicos, carvão, petróleo bruto e equipamentos médicos. Aviões, motores de aviões e outros equipamentos aeronáuticos ficaram fora da lista.
Antes desta nova rodada de tarifaços, a China se ofereceu para comprar mais US$ 70 bilhões em produtos agropecuários e energia por ano dos EUA para evitar um conflito comercial. O presidente americano preferiu manter sua estratégia agressiva de negociações.
Trump ameaçou responder a qualquer retaliação da China com imposição de tarifas sobre US$ 100 bilhões de exportações chinesas. "A guerra comercial foi iniciada há muitos anos pela China e por outros", alegou o presidente americano, rejeitando as críticas de que o protecionismo vá aumentar preços e prejudicar a economia.
A economia já está bombando, disse Trump, e "depois que fizermos nossos acordos comerciais, espere para ver nossos números".
O problema é abrir conflitos em várias frentes. Os EUA acabam de sobretaxar as importações de aço e alumínio de aliados, o Canadá, o México e a União Europeia, em nome da "segurança nacional". Isso irritou aliados históricos isolou Trump na recente reunião de cúpula do Grupo dos Sete (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá) quando ele deveria formar uma grande aliança contra a China.
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domingo, 10 de junho de 2018
Trump exclui EUA do comunicado final do G-7
Irritado com críticas do primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, a seu protecionismo, o presidente Donald Trump orientou os representantes dos Estados Unidos a não assinar o comunicado final da reunião de cúpula do Grupo dos Sete (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá), as maiores potências industriais democráticas.
A caminho de Cingapura, onde se encontra na terça-feira com o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong Un, horas depois do fim do encontro, que havia terminado em clima positivo, Trump retirou os EUA do comunicado e ameaçou impor tarifas sobre a importação de automóveis do Canadá, numa escalada do conflito comercia com tradicionais aliados dos EUA.
"Baseado nas declarações falsas de Justin em sua entrevista coletiva e no fato de que o Canadá cobra tarifas maciças de nossos fazendeiros, trabalhadores e companhias, instruí os representantes dos EUA a não endossar o comunicado final enquanto examinamos a imposição de tarifas sobre os automóveis que inundam o mercado dos EUA", disparou Trump.
Em seguida, considerou-se traído: "O primeiro-ministro Justin Trudeau, do Canadá, foi tão delicado e suave durante nossos encontros do G-7 para dar uma entrevista coletiva depois que fui embora. Muito desonesto e fraco."
Trudeau declarou que o Canadá vai impor tarifas retaliatórias a partir de 1º de julho porque "os canadenses são polidos, são razoáveis, mas não serão intimidados".
Os países europeus, decepcionados com mais uma briga de Trump, preferiram manter "o comunicado acertado por todos os participantes". Foi a primeira reunião de cúpula do G-7 a terminar sem uma declaração final conjunta aprovada por todos os países-membros.
Antes de partir, o presidente americano afirmou que suas relações com Trudeau, a chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da França, Emmanuel Macron, são nota 10. Trump culpou os governos anteriores dos EUA, e não os aliados, pelos acordos comerciais que deplora.
Trump propôs a criação de uma zona de livre comércio do G-7. Diante da imensidão da tarefa de negociar um acordo comercial deste tamanho, os aliados tomaram como uma jogada para desviar a atenção dos atuais conflitos comerciais.
Todos os países, menos os EUA, concordaram sobre a necessidade de combater o aquecimento global, enquanto os americanos "acreditam que o crescimento e o desenvolvimento econômico sustentável dependem do acesso universal a fontes de energia baratas e confiáveis".
Os EUA e o Japão não endossaram uma referência à necessidade de combater a poluição de plástico nos mares. No sábado, Trump voltou a defender o reingresso da Rússia no G-7, de onde foi excluída por anexar ilegamente a Crimeia, em clara violação ao direito internacional.
"Não estamos nem remotamente pensando nisso", comentou o primeiro-ministro do Canadá. A chanceler alemã considerou a proposta inaceitável porque "a Rússia não tomou nenhuma medida para restaurar a paz na Ucrânia".
A caminho de Cingapura, onde se encontra na terça-feira com o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong Un, horas depois do fim do encontro, que havia terminado em clima positivo, Trump retirou os EUA do comunicado e ameaçou impor tarifas sobre a importação de automóveis do Canadá, numa escalada do conflito comercia com tradicionais aliados dos EUA.
"Baseado nas declarações falsas de Justin em sua entrevista coletiva e no fato de que o Canadá cobra tarifas maciças de nossos fazendeiros, trabalhadores e companhias, instruí os representantes dos EUA a não endossar o comunicado final enquanto examinamos a imposição de tarifas sobre os automóveis que inundam o mercado dos EUA", disparou Trump.
Em seguida, considerou-se traído: "O primeiro-ministro Justin Trudeau, do Canadá, foi tão delicado e suave durante nossos encontros do G-7 para dar uma entrevista coletiva depois que fui embora. Muito desonesto e fraco."
Trudeau declarou que o Canadá vai impor tarifas retaliatórias a partir de 1º de julho porque "os canadenses são polidos, são razoáveis, mas não serão intimidados".
Os países europeus, decepcionados com mais uma briga de Trump, preferiram manter "o comunicado acertado por todos os participantes". Foi a primeira reunião de cúpula do G-7 a terminar sem uma declaração final conjunta aprovada por todos os países-membros.
Antes de partir, o presidente americano afirmou que suas relações com Trudeau, a chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da França, Emmanuel Macron, são nota 10. Trump culpou os governos anteriores dos EUA, e não os aliados, pelos acordos comerciais que deplora.
Trump propôs a criação de uma zona de livre comércio do G-7. Diante da imensidão da tarefa de negociar um acordo comercial deste tamanho, os aliados tomaram como uma jogada para desviar a atenção dos atuais conflitos comerciais.
Todos os países, menos os EUA, concordaram sobre a necessidade de combater o aquecimento global, enquanto os americanos "acreditam que o crescimento e o desenvolvimento econômico sustentável dependem do acesso universal a fontes de energia baratas e confiáveis".
Os EUA e o Japão não endossaram uma referência à necessidade de combater a poluição de plástico nos mares. No sábado, Trump voltou a defender o reingresso da Rússia no G-7, de onde foi excluída por anexar ilegamente a Crimeia, em clara violação ao direito internacional.
"Não estamos nem remotamente pensando nisso", comentou o primeiro-ministro do Canadá. A chanceler alemã considerou a proposta inaceitável porque "a Rússia não tomou nenhuma medida para restaurar a paz na Ucrânia".
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quinta-feira, 31 de maio de 2018
Trump sobretaxa aço e alumínio da UE, do Canadá e do México
Enquanto late mas não morde no conflito comercial com a China, o presidente Donald Trump preferiu sair atacando aliados dos Estados Unidos. Seu governo passa a cobrar a partir de amanhã tarifas de 25% sobre o aço e de 10% sobre o alumínio importados da União Europeia, do Canadá e do México, que imediatamente anunciaram retaliações.
"Hoje é um dia muito ruim para o comércio internacional", reagiu o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, ao anunciar a resposta da UE: aumento das tarifas de produtos tipicamente americanos, como bourbon, motocicletas e manteiga de amendoim.
No Canadá, o primeiro-ministro Justin Trudeau prometeu sobretaxas no valor de US$ 12,8 bilhões sobre produtos americanos. O México promete retaliar na mesma pedida das perdas que lhe forem impostas.
O governo Trump passou as últimas semanas negociando reduções no déficit comercial dos EUA com seus maiores parceiros comerciais, o que também inclui a China. Washington queria impor cotas.
A proposta de Trump foi considerada inaceitável por violar as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), especialmente pelo México e o Canadá, sócios dos EUA no Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta).
Por enquanto, só Argentina e Coreia do Sul aceitaram as restrições de exportação exigidas pelos EUA. O Brasil e a Austrália ainda estão isentos das sobretaxas americanas. As empresas brasileiras estariam dispostas a aceitar as cotas.
Outros países, como Índia, Japão, Rússia e Turquia, nunca estiveram isentos das sobretaxas.
Era o que a Europa temia. A guerra comercial de Trump não começa com a China, a superpotência ascendente que ameaça a liderança mundial dos EUA, mas com os aliados. Com sua mentalidade negocista, Trump quer levar vantagem em tudo. Ataca primeiro os mais fracos, embora sejam aliados, a recuam diante da China.
Os EUA decidiram colocar em lista negra a companhia de equipamentos de telecomunicações chinesa ZTE, suspeita de colaborar com espionagem e de estar a serviço do aparato militar da China. Bastou um telefonema do ditador Xi Jinping para Trump mudar de ideia.
Há muita insatisfação dentro do próprio Partido Republicano. Os conservadores entendem que Trump está perdendo a guerra comercial com a China.
A longo prazo, uma guerra comercial tende a deixar o muito inteiro mais pobre, além do risco de deflagrar guerras de verdade.
A Grande Depressão (1929-39) começou com o colapso da Bolsa de Valores de Nova York, mas foi alimentada por uma guerra comercial. Em 1932, 25% dos americanos e 12,5% dos alemães estavam desempregados. Franklin Delano Roosevelt foi eleito presidente dos EUA. O Partido Nacional-Socialista Trabalhista Alemão (nazista) tornou-se o mais votado na Alemanha.
Trump não conhece história. Como observou Edward Luce, no Financial Times, quer retroceder a 1929.
"Hoje é um dia muito ruim para o comércio internacional", reagiu o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, ao anunciar a resposta da UE: aumento das tarifas de produtos tipicamente americanos, como bourbon, motocicletas e manteiga de amendoim.
No Canadá, o primeiro-ministro Justin Trudeau prometeu sobretaxas no valor de US$ 12,8 bilhões sobre produtos americanos. O México promete retaliar na mesma pedida das perdas que lhe forem impostas.
O governo Trump passou as últimas semanas negociando reduções no déficit comercial dos EUA com seus maiores parceiros comerciais, o que também inclui a China. Washington queria impor cotas.
A proposta de Trump foi considerada inaceitável por violar as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), especialmente pelo México e o Canadá, sócios dos EUA no Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta).
Por enquanto, só Argentina e Coreia do Sul aceitaram as restrições de exportação exigidas pelos EUA. O Brasil e a Austrália ainda estão isentos das sobretaxas americanas. As empresas brasileiras estariam dispostas a aceitar as cotas.
Outros países, como Índia, Japão, Rússia e Turquia, nunca estiveram isentos das sobretaxas.
Era o que a Europa temia. A guerra comercial de Trump não começa com a China, a superpotência ascendente que ameaça a liderança mundial dos EUA, mas com os aliados. Com sua mentalidade negocista, Trump quer levar vantagem em tudo. Ataca primeiro os mais fracos, embora sejam aliados, a recuam diante da China.
Os EUA decidiram colocar em lista negra a companhia de equipamentos de telecomunicações chinesa ZTE, suspeita de colaborar com espionagem e de estar a serviço do aparato militar da China. Bastou um telefonema do ditador Xi Jinping para Trump mudar de ideia.
Há muita insatisfação dentro do próprio Partido Republicano. Os conservadores entendem que Trump está perdendo a guerra comercial com a China.
A longo prazo, uma guerra comercial tende a deixar o muito inteiro mais pobre, além do risco de deflagrar guerras de verdade.
A Grande Depressão (1929-39) começou com o colapso da Bolsa de Valores de Nova York, mas foi alimentada por uma guerra comercial. Em 1932, 25% dos americanos e 12,5% dos alemães estavam desempregados. Franklin Delano Roosevelt foi eleito presidente dos EUA. O Partido Nacional-Socialista Trabalhista Alemão (nazista) tornou-se o mais votado na Alemanha.
Trump não conhece história. Como observou Edward Luce, no Financial Times, quer retroceder a 1929.
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quarta-feira, 30 de maio de 2018
EUA voltam a ameaçar a China com imposição de tarifas de importação
Depois de uma breve trégua de pouco mais de uma semana, os Estados Unidos voltaram a pressionar a China, ameaçando impor tarifas de importação sobre produtos chineses na tentativa de reduzir o déficit no comércio bilateral, que no ano passado chegou a US$ 375 bilhões.
Até meados de junho, os EUA vão apresentar uma lista de produtos importados no valor de US$ 50 bilhões por ano a serem taxados em 25%, sob a alegação de que a China leva vantagem sobre em propriedade intelectual e transferência de tecnologia. E vão continuar processando a China na Organização Mundial do Comércio (OMC).
Os EUA também vão restringir investimentos e exportações de setores de alta tecnologia para tentar retardar o desenvolvimento chinês num setor essencial para a manutenção da superioridade militar americana. O alvo principal é o programa Made in China 2025.
"Há muitos anos, a China usa práticas industriais e comerciais injustas - inclusive dumping, barreiras discriminatórias, transferência forçada de tecnologia, excesso de capacidade e subsídios à indústria - que favorecem firmas chinesas e tornam impossível a competição de empresas americanas no mesmo nível", declarou em nota a Casa Branca.
"Os custos destas políticas para a indústria americana continuam crescendo", acrescentou a nota:
A resposta chinesa será dada diretamente ao secretário do Comércio dos EUA, Wilbur Ross, que visita à China de 2 a 4 de junho.
Até meados de junho, os EUA vão apresentar uma lista de produtos importados no valor de US$ 50 bilhões por ano a serem taxados em 25%, sob a alegação de que a China leva vantagem sobre em propriedade intelectual e transferência de tecnologia. E vão continuar processando a China na Organização Mundial do Comércio (OMC).
Os EUA também vão restringir investimentos e exportações de setores de alta tecnologia para tentar retardar o desenvolvimento chinês num setor essencial para a manutenção da superioridade militar americana. O alvo principal é o programa Made in China 2025.
"Há muitos anos, a China usa práticas industriais e comerciais injustas - inclusive dumping, barreiras discriminatórias, transferência forçada de tecnologia, excesso de capacidade e subsídios à indústria - que favorecem firmas chinesas e tornam impossível a competição de empresas americanas no mesmo nível", declarou em nota a Casa Branca.
"Os custos destas políticas para a indústria americana continuam crescendo", acrescentou a nota:
- O roubo de propriedade intelectual pela China custa bilhões de dólares a cada ano aos inovadores americanos.
- A China é responsável por 87% dos produtos falsificados apreendidos ao tentar entrar nos EUA.
- Beijim proibiu as importações de carne de aves, tirando de seu mercado os agricultores e fazendeiros americanos.
- Os EUA cobram tarifa de 2,5% sobre carros importados da China, enquanto a China mantém uma tarifa de 25% sobre carros americanos.
A resposta chinesa será dada diretamente ao secretário do Comércio dos EUA, Wilbur Ross, que visita à China de 2 a 4 de junho.
sexta-feira, 6 de abril de 2018
Trump ameaça China com tarifas de US$ 100 bilhões
Em uma escalada no conflito com a China capaz de levar a uma guerra comercial, o presidente Donald Trump ameaçou ontem impor tarifas de importação sobre produtos chineses no valor de US$ 100 bilhões (R$ 337 bilhões) por ano. Foi sua resposta ao anúncio chinês de impor tarifas de 25% sobre 106 produtos importados dos Estados Unidos, num valor anual de US$ 50 bilhões (R$ 168 bilhões).
Se esses anúncios eram vistos como instrumentos para negociar, ao dobrar a aposta, Trump não dá sinais de ceder: "Em vez de remediar sua má conduta, a China escolheu prejudicar nossos fazendeiros e industriais", protestou Trump.
"À luz da injusta retaliação chinesa, instruí [o representante comercial dos EUA] a considerar se seriam apropriadas tarifas adicionais de US$100 bilhões e, se tal, identificar os produtos para impor estas tarifas", acrescentou o presidente americano.
O conflito comercial começou quando Trump decidiu impor tarifas de 25% sobre as importações de aço e de 15% sobre as de alumínio e, em seguida, isentou aliados dos EUA, mas não a China. O governo chinês reagiu anunciando aumento de tarifas sobre 128 produtos importados dos EUA, quase todos do setor primário, no valor de US$ 3 bilhões (R$ 10 bilhões) por ano, mas deixou claro que não tem interesse numa guerra comercial que "não interessa à China, nem aos EUA, nem à economia global".
Quando o problema parecia se encaminhar para negociações, Trump anunciou há três dias uma retaliação no valor anual de US$ 50 bilhões sobre 1.333 produtos chineses com foco em setores de alta tecnologia. Parece uma jogada para conter o desenvolvimento tecnológico chinês e manter a supremacia dos EUA como maior potência mundial. O presidente alegou que há décadas a China rouba a propriedade intelectual dos EUA.
A China respondeu rapidamente na mesma moeda. Na quarta-feira, decidiu impor tarifas no valor de US$ 50 bilhões por ano, com foco em produtos agrícolas e industriais de estados onde o Partido Republicano venceu as últimas eleições.
De olho nas eleições no meio de seu mandato, em novembro deste ano, Trump pediu ao Departamento da Agricultura que "implemente um plano para proteger nossos fazendeiros e interesses agrícolas". É uma preparação para um conflito prolongado.
Nesta sexta-feira, o Ministério do Comércio chinês repetiu que "a China não quer uma guerra comercial, mas não tem medo de travar uma guerra comercial". Está pronta a aumentar a aposta e pagar para ver. Já recorreu à Organização Mundial do Comércio (OMC).
O governo Trump está dividido. O secretário do Tesouro, Steve Mnuchin, defende negociações para reduzir o saldo comercial chinês no comércio bilateral, que no ano passado chegou a US$ 375 bilhões (R$ 1,263 trilhão), enquanto o novo secretário de Estado, Mike Pompeo, e o novo assessor de Segurança Nacional, John Bolton, ambos da linha dura, querem confrontar a China.
A estratégia de Trump visa a reduzir um déficit comercial, que em fevereiro chegou a US$ 57,6 bilhões (R$ 194 bilhões), sendo US$ 34,7 bilhões (R$ 117 bilhões) só no comércio com a China.
No momento, o Índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, cai mais de 400 pontos por medo de uma guerra comercial entre as maiores economias do mundo, capaz de levar a economia mundial a uma nova recessão. O mercado já se acostumou com o sobe e desce. Na era Trump, a volatilidade é o normal.
Se esses anúncios eram vistos como instrumentos para negociar, ao dobrar a aposta, Trump não dá sinais de ceder: "Em vez de remediar sua má conduta, a China escolheu prejudicar nossos fazendeiros e industriais", protestou Trump.
"À luz da injusta retaliação chinesa, instruí [o representante comercial dos EUA] a considerar se seriam apropriadas tarifas adicionais de US$100 bilhões e, se tal, identificar os produtos para impor estas tarifas", acrescentou o presidente americano.
O conflito comercial começou quando Trump decidiu impor tarifas de 25% sobre as importações de aço e de 15% sobre as de alumínio e, em seguida, isentou aliados dos EUA, mas não a China. O governo chinês reagiu anunciando aumento de tarifas sobre 128 produtos importados dos EUA, quase todos do setor primário, no valor de US$ 3 bilhões (R$ 10 bilhões) por ano, mas deixou claro que não tem interesse numa guerra comercial que "não interessa à China, nem aos EUA, nem à economia global".
Quando o problema parecia se encaminhar para negociações, Trump anunciou há três dias uma retaliação no valor anual de US$ 50 bilhões sobre 1.333 produtos chineses com foco em setores de alta tecnologia. Parece uma jogada para conter o desenvolvimento tecnológico chinês e manter a supremacia dos EUA como maior potência mundial. O presidente alegou que há décadas a China rouba a propriedade intelectual dos EUA.
A China respondeu rapidamente na mesma moeda. Na quarta-feira, decidiu impor tarifas no valor de US$ 50 bilhões por ano, com foco em produtos agrícolas e industriais de estados onde o Partido Republicano venceu as últimas eleições.
De olho nas eleições no meio de seu mandato, em novembro deste ano, Trump pediu ao Departamento da Agricultura que "implemente um plano para proteger nossos fazendeiros e interesses agrícolas". É uma preparação para um conflito prolongado.
Nesta sexta-feira, o Ministério do Comércio chinês repetiu que "a China não quer uma guerra comercial, mas não tem medo de travar uma guerra comercial". Está pronta a aumentar a aposta e pagar para ver. Já recorreu à Organização Mundial do Comércio (OMC).
O governo Trump está dividido. O secretário do Tesouro, Steve Mnuchin, defende negociações para reduzir o saldo comercial chinês no comércio bilateral, que no ano passado chegou a US$ 375 bilhões (R$ 1,263 trilhão), enquanto o novo secretário de Estado, Mike Pompeo, e o novo assessor de Segurança Nacional, John Bolton, ambos da linha dura, querem confrontar a China.
A estratégia de Trump visa a reduzir um déficit comercial, que em fevereiro chegou a US$ 57,6 bilhões (R$ 194 bilhões), sendo US$ 34,7 bilhões (R$ 117 bilhões) só no comércio com a China.
No momento, o Índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, cai mais de 400 pontos por medo de uma guerra comercial entre as maiores economias do mundo, capaz de levar a economia mundial a uma nova recessão. O mercado já se acostumou com o sobe e desce. Na era Trump, a volatilidade é o normal.
quinta-feira, 8 de março de 2018
Trump sobretaxa importações e ameaça impor tarifas recíprocas
O presidente Donald Trump deu hoje o primeiro tiro numa guerra comercial de consequências imprevisíveis, capaz de abalar o sistema multilateral de comércio criado pelos Estados Unidos depois da Segunda Mundial (1939-45) para evitar a volta da Grande Depressão (1929-39).
Além de sobretaxar as importações de aço em 25% e de alumínio em 10%, Trump ameaçou impor tarifas-espelho ou recíprocas no comércio exterior dos EUA. As novas tarifas entram em vigor em 15 dias. O Canadá e o México ficam isentos "por enquanto". Segundo maior exportador de aço para o mercado americano, o Brasil será afetado.
Ao lado de trabalhadores dos setores de aço e alumínio, o presidente se queixou do tratamento injusto que a maior economia da Terra teria recebido de seus rivais menos poderosos nas últimas décadas. Em seu estilo de palanque, mentiu sobre o déficit comercial dos EUA, dizendo ser de US$ 800 bilhões. No ano passado, foi de US$ 566 bilhões.
"Vocês qual a tarifa que carros importados dos EUA pagam na China? 25%. E os carros chineses pagam tarifa de 2,5?% para entrar nos EUA", afirmou Trump. "Isto vai mudar. Se cobram 25%, vamos cobrar 25%, tarifas-espelho, recíprocas."
Trump usou o argumento da segurança nacional, o artigo 232 da Lei de Comércio dos EUA, que não faz sentido porque o país não importa muito aço da China, só 2% do total. Os maiores exportadores de aço para o mercado americano são o Canadá e o Brasil, aliados e não inimigos dos EUA.
"Temos amigos e inimigos que lucraram muito conosco em comércio e defesa", acrescentou o presidente americano. "Se olharmos a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), a Alemanha paga 1% do produto interno bruto e nós pagamos 4,2% de um PIB muito maior. Não é justo."
Os maiores parceiros comerciais dos EUA, a China, a União Europeia e o Canadá, ameaçaram impor tarifas retaliatórias às exportações americanas, numa guerra comercial. A UE exporta aço no valor de cerca de 5 milhões de euros por ano e outro milhão de euros em alumínio para os EUA. A comissária de Comércio Exterior, Cecilia Malmström, preparou uma lista de produtos tradicionais americanos a serem sobretaxados, inclusive manteiga de amendoin e whiskey bourbon.
A decisão de excluir o Canadá e o México aumenta a pressão sobre esses países na renegociação do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta).
Em protesto, depois de perder o debate com a ala protecionista, o principal assessor econômico da Casa Branca, Gary Cohn, um democrata, anunciou sua saída. A maioria dos economista prevê um aumento nos preços do aço e do alumínio com reflexos na fabricação de todos os produtos industriais dependentes destas matérias-primas.
Uma guerra comercial pode ter consequências arrasadoras. A última guerra comercial em escala global levou à Grande Depressão, principal causa econômica da Segunda Guerra Mundial.
Dentro do próprio Partido Republicano, os defensores do liberalismo econômico criticaram a decisão de Trump. O presidente da Câmara, deputado Paul Ryan, foi claro: "Estou em desacordo com estas decisão e creio que as consequências são imprevisíveis."
Enquanto os EUA adotavam o protecionismo econômico, 11 países (Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Cingapura, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru e Vietnã) assinaram hoje em Santiago, no Chile, a Parceria Transpacífica (TPP).
O acordo comercial negociado pelo governo Barack Obama foi repudiado por Trump assim que chegou à Casa Branca, em janeiro de 2017. Os outros países decidiram tocar a frente a TTP mesmo sem os EUA.
Além de sobretaxar as importações de aço em 25% e de alumínio em 10%, Trump ameaçou impor tarifas-espelho ou recíprocas no comércio exterior dos EUA. As novas tarifas entram em vigor em 15 dias. O Canadá e o México ficam isentos "por enquanto". Segundo maior exportador de aço para o mercado americano, o Brasil será afetado.
Ao lado de trabalhadores dos setores de aço e alumínio, o presidente se queixou do tratamento injusto que a maior economia da Terra teria recebido de seus rivais menos poderosos nas últimas décadas. Em seu estilo de palanque, mentiu sobre o déficit comercial dos EUA, dizendo ser de US$ 800 bilhões. No ano passado, foi de US$ 566 bilhões.
"Vocês qual a tarifa que carros importados dos EUA pagam na China? 25%. E os carros chineses pagam tarifa de 2,5?% para entrar nos EUA", afirmou Trump. "Isto vai mudar. Se cobram 25%, vamos cobrar 25%, tarifas-espelho, recíprocas."
Trump usou o argumento da segurança nacional, o artigo 232 da Lei de Comércio dos EUA, que não faz sentido porque o país não importa muito aço da China, só 2% do total. Os maiores exportadores de aço para o mercado americano são o Canadá e o Brasil, aliados e não inimigos dos EUA.
"Temos amigos e inimigos que lucraram muito conosco em comércio e defesa", acrescentou o presidente americano. "Se olharmos a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), a Alemanha paga 1% do produto interno bruto e nós pagamos 4,2% de um PIB muito maior. Não é justo."
Os maiores parceiros comerciais dos EUA, a China, a União Europeia e o Canadá, ameaçaram impor tarifas retaliatórias às exportações americanas, numa guerra comercial. A UE exporta aço no valor de cerca de 5 milhões de euros por ano e outro milhão de euros em alumínio para os EUA. A comissária de Comércio Exterior, Cecilia Malmström, preparou uma lista de produtos tradicionais americanos a serem sobretaxados, inclusive manteiga de amendoin e whiskey bourbon.
A decisão de excluir o Canadá e o México aumenta a pressão sobre esses países na renegociação do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta).
Em protesto, depois de perder o debate com a ala protecionista, o principal assessor econômico da Casa Branca, Gary Cohn, um democrata, anunciou sua saída. A maioria dos economista prevê um aumento nos preços do aço e do alumínio com reflexos na fabricação de todos os produtos industriais dependentes destas matérias-primas.
Uma guerra comercial pode ter consequências arrasadoras. A última guerra comercial em escala global levou à Grande Depressão, principal causa econômica da Segunda Guerra Mundial.
Dentro do próprio Partido Republicano, os defensores do liberalismo econômico criticaram a decisão de Trump. O presidente da Câmara, deputado Paul Ryan, foi claro: "Estou em desacordo com estas decisão e creio que as consequências são imprevisíveis."
Enquanto os EUA adotavam o protecionismo econômico, 11 países (Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Cingapura, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru e Vietnã) assinaram hoje em Santiago, no Chile, a Parceria Transpacífica (TPP).
O acordo comercial negociado pelo governo Barack Obama foi repudiado por Trump assim que chegou à Casa Branca, em janeiro de 2017. Os outros países decidiram tocar a frente a TTP mesmo sem os EUA.
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sexta-feira, 2 de março de 2018
Trump inicia guerra comercial
Ao impor tarifas de 25% sobre as importações de aço e de 10% sobre as importações de alumínio, o presidente Donald Trump deflagrou uma guerra comercial em escala global. Os maiores parceiros comerciais dos Estados Unidos, a China, a União Europeia e o Canadá ameaçam impor tarifas retaliatórias sobre exportações americanas.
Diante da ameaça de um grande conflito comercial, o Índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, caiu 586 pontos. Teve uma recuperação, mas terminou o dia em queda de 380 pontos (1,5%). O índice amplo Standard & Poor's 500 e a bolsa de ações de alta tecnologia Nasdaq fecharam em queda de 1,3%.
O dia começou com boas notícias. O número de novos pedidos de seguro-desemprego caiu na semana encerrada em 24 de fevereiro em 10 mil para 210 mil. É o menor desde 1969. O índice dos gerentes de compras do Institute for Supply Management chegou a 60,8, a maior leitura desde maio de 2004.
Com o anúncio inesperado de Trump impondo tarifas pesadas em nome da "segurança nacional" e da proteção de empregos nos EUA, repudiadas pelos deputados e senadores liberais economicamente do Partido Republicano e pelas grandes empresas transnacionais americanas, o mercado desandou.
Em consequência, o Índice Dow Jones voltou a ficar negativo para o ano. A Nasdaq registra alta de 4%. "Os comerciantes estão focando na questão das tarifas, enquanto os investidores estão olhando para o aumento dos lucros, a inflação baixa e as taxas de juros bastante baixas."
O Brasil, onde o aço representa 3% das exportações, ameaça recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) junto com outros países prejudicados. Mas Trump pode rejeitar a decisão e romper com a OMC, uma criação americana para promover o livre comércio e resolver conflitos comerciais, como ameaçou fazer tantas vezes, sob a alegação de que diminui a soberania dos EUA para negociar acordos internacionais.
Diante da ameaça de um grande conflito comercial, o Índice Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, caiu 586 pontos. Teve uma recuperação, mas terminou o dia em queda de 380 pontos (1,5%). O índice amplo Standard & Poor's 500 e a bolsa de ações de alta tecnologia Nasdaq fecharam em queda de 1,3%.
O dia começou com boas notícias. O número de novos pedidos de seguro-desemprego caiu na semana encerrada em 24 de fevereiro em 10 mil para 210 mil. É o menor desde 1969. O índice dos gerentes de compras do Institute for Supply Management chegou a 60,8, a maior leitura desde maio de 2004.
Com o anúncio inesperado de Trump impondo tarifas pesadas em nome da "segurança nacional" e da proteção de empregos nos EUA, repudiadas pelos deputados e senadores liberais economicamente do Partido Republicano e pelas grandes empresas transnacionais americanas, o mercado desandou.
Em consequência, o Índice Dow Jones voltou a ficar negativo para o ano. A Nasdaq registra alta de 4%. "Os comerciantes estão focando na questão das tarifas, enquanto os investidores estão olhando para o aumento dos lucros, a inflação baixa e as taxas de juros bastante baixas."
O Brasil, onde o aço representa 3% das exportações, ameaça recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) junto com outros países prejudicados. Mas Trump pode rejeitar a decisão e romper com a OMC, uma criação americana para promover o livre comércio e resolver conflitos comerciais, como ameaçou fazer tantas vezes, sob a alegação de que diminui a soberania dos EUA para negociar acordos internacionais.
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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018
Déficit comercial EUA-China chegou a recorde de US$ 375 bilhões
Durante a campanha eleitoral, o presidente Donald Trump acusou a China de comércio desleal. Em seu primeiro ano de governo, o déficit dos Estados Unidos no comércio bilateral aumentou de US$ 347 bilhões para um recorde de US$ 375,2 bilhões, revelou ontem o Departamento do Comércio.
O déficit comercial global dos EUA aumentou 12,1% em 2017 para US$ 566 bilhões. Foi o maior desde 2008. Com a recuperação econômica e o aumento do poder aquisitivo, crescem as importações. Apesar das promessas, Trump não conseguiu renegociar acordos comerciais significativos nem reindustrializar o país.
A queda do dólar no ano passado tornou os produtos americanos mais baratos no exterior. As exportações aumentaram, mas não o suficiente para neutralizar o consumo de importados. Em dezembro de 2017, os EUA exportaram US$ 203,35 bilhões e importaram US$ 256,46 bilhões. O saldo negativo foi de US$ 53,11 bilhões.
Em sintonia com o pensamento de Trump, o secretário do Comércio, Wilber Ross, declarou que o governo vai reduzir o déficit comercial aplicando as regras do comércio, renegociando acordos existentes e novos acordos.
Ross citou a decisão recente do governo de impor sobretaxas às importações de painéis solares e máquinas de lavar e as renegociações em andamento com o México, o Canadá e a Coreia do Sul. "Um esforço extenuante está em andamento, mas não faz sentido estabelecer um prazo fatal", disse o secretário.
Quando Trump era candidato, em setembro de 2016, seus assessores econômicos Peter Navarro e Wilbur Ross afirmaram que a eliminação do déficit comercial de US$ 500 bilhões geraria uma arrecadação de impostos capaz de neutralizar o custo dos cortes de impostos.
Navarro, hoje diretor do Conselho Nacional de Comércio da Casa Branca, prometeu acabar com o déficit "num ano ou dois".
O déficit comercial global dos EUA aumentou 12,1% em 2017 para US$ 566 bilhões. Foi o maior desde 2008. Com a recuperação econômica e o aumento do poder aquisitivo, crescem as importações. Apesar das promessas, Trump não conseguiu renegociar acordos comerciais significativos nem reindustrializar o país.
A queda do dólar no ano passado tornou os produtos americanos mais baratos no exterior. As exportações aumentaram, mas não o suficiente para neutralizar o consumo de importados. Em dezembro de 2017, os EUA exportaram US$ 203,35 bilhões e importaram US$ 256,46 bilhões. O saldo negativo foi de US$ 53,11 bilhões.
Em sintonia com o pensamento de Trump, o secretário do Comércio, Wilber Ross, declarou que o governo vai reduzir o déficit comercial aplicando as regras do comércio, renegociando acordos existentes e novos acordos.
Ross citou a decisão recente do governo de impor sobretaxas às importações de painéis solares e máquinas de lavar e as renegociações em andamento com o México, o Canadá e a Coreia do Sul. "Um esforço extenuante está em andamento, mas não faz sentido estabelecer um prazo fatal", disse o secretário.
Quando Trump era candidato, em setembro de 2016, seus assessores econômicos Peter Navarro e Wilbur Ross afirmaram que a eliminação do déficit comercial de US$ 500 bilhões geraria uma arrecadação de impostos capaz de neutralizar o custo dos cortes de impostos.
Navarro, hoje diretor do Conselho Nacional de Comércio da Casa Branca, prometeu acabar com o déficit "num ano ou dois".
quarta-feira, 8 de março de 2017
Comércio Brasil-Portugal caiu 16% em fevereiro
O fluxo comercial entre o Brasil e Portugal recuou 16% em fevereiro de 2017 em relação ao mesmo mês no ano passado para US$ 86,9 milhões, o menor nível em cinco meses. Em janeiro, houve uma alta de 24%.
De acordo com os dados divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços do Brasil, as exportações brasileiras para Portugal baixaram 34,5% em fevereiro para US$ 34,5 milhões. As importações brasileiras de Portugal diminuíram 7% para US$ 52,5 milhões.
Nos dois primeiros meses do ano, as exportações brasileiras para a antiga potência colonial cresceram 5,7% para US$ 117 milhões, enquanto as importações subiram 2,7% para US$ 107,2 milhões.
O petróleo foi responsável por 36% das exportações brasileiras neste ano, seguido por aço, ferro e laminados com 24%. Das importações brasileiras, o principal item foi o azeite (20%), seguido de peças para aviões e helicópteros (17%), do bacalhau (11%), peras (7,7%) e vinho (5,3%).
De acordo com os dados divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços do Brasil, as exportações brasileiras para Portugal baixaram 34,5% em fevereiro para US$ 34,5 milhões. As importações brasileiras de Portugal diminuíram 7% para US$ 52,5 milhões.
Nos dois primeiros meses do ano, as exportações brasileiras para a antiga potência colonial cresceram 5,7% para US$ 117 milhões, enquanto as importações subiram 2,7% para US$ 107,2 milhões.
O petróleo foi responsável por 36% das exportações brasileiras neste ano, seguido por aço, ferro e laminados com 24%. Das importações brasileiras, o principal item foi o azeite (20%), seguido de peças para aviões e helicópteros (17%), do bacalhau (11%), peras (7,7%) e vinho (5,3%).
sábado, 13 de agosto de 2016
Alemanha cresceu 0,4% no segundo trimestre
A economia alemã, a maior da Europa e quarta do mundo, cresceu 0,4% de abril a junho de 2016, um ritmo mais fraco do que no primeiro trimestre, quando a alta foi de 0,7%, anunciou ontem o Destatis, escritório oficial da estatísticas da República Federal da Alemanha.
O comércio exterior foi o principal motor do crescimento no segundo trimestre, com aumento das exportações e queda das importações. A queda no investimento para formação de capital bruto causou a desaceleração.
Nos últimos 12 meses, o produto interno bruto da Alemanha avançou 1,8%, um pouco abaixo do 1,9% registrado no primeiro trimestre, chegando a 4,78 trilhões de euros.
O comércio exterior foi o principal motor do crescimento no segundo trimestre, com aumento das exportações e queda das importações. A queda no investimento para formação de capital bruto causou a desaceleração.
Nos últimos 12 meses, o produto interno bruto da Alemanha avançou 1,8%, um pouco abaixo do 1,9% registrado no primeiro trimestre, chegando a 4,78 trilhões de euros.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
Comércio exterior da China recua ainda mais
O comércio exterior da China sofreu nova queda em janeiro de 2016. As exportações recuaram 6,6% na comparação anual e as importações, 14,4% num ano e 4% nos valores em iuanes em relação a dezembro de 2015.
Hoje a moeda chinesa se valorizou em 1,2%, na maior alta desde que o Banco Popular da China, o banco central do país, acabou com a cotação fixa em relação ao dólar, em julho de 2015.
Este começo de ano tem sido difícil para a segunda maior economia do mundo, que tenta se reorientar do mercado externo para o mercado interno, da exportação e do investimento para o consumo interno.
Em consequência, os preços dos produtos primários caem no mundo inteiro, com forte impacto sobre países em desenvolvimento como o Brasil.
Hoje a moeda chinesa se valorizou em 1,2%, na maior alta desde que o Banco Popular da China, o banco central do país, acabou com a cotação fixa em relação ao dólar, em julho de 2015.
Este começo de ano tem sido difícil para a segunda maior economia do mundo, que tenta se reorientar do mercado externo para o mercado interno, da exportação e do investimento para o consumo interno.
Em consequência, os preços dos produtos primários caem no mundo inteiro, com forte impacto sobre países em desenvolvimento como o Brasil.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
Rússia divulga lista de sanções contra a Turquia
A Rússia anunciou hoje uma série de sanções econômicas a Turquia em retaliação pelo abate de um caça-bombardeiro russo Su-24 que teria invadido o espaço aéreo turco em 24 de novembro de 2015, noticiou o jornal The Moscow Times.
O maior impacto para a Turquia está na suspensão dos projetos de cooperação energética, a construção de uma usina nuclear de US$ 20 bilhões e do gasoduto TurkStream para levar gás natural da Rússia até o Mar Mediterrâneo.
A Turquia importa da Rússia uns 20% da energia que consome, mas, no momento, há um excesso de oferta de petróleo e gás natural. O Iraque aumenta sua produção. O Irã volta ao mercado com o fim das sanções a seu programa nuclear.
Entre outras medidas, Moscou também proibiu os voos fretados da Rússia para a Turquia e a importação de vários tipos de alimentos.
O comércio bilateral está em cerca de US$ 60 bilhões por ano. Pode chegar a US$ 100 bilhões até 2023, se a cooperação energética for reiniciada.
O maior impacto para a Turquia está na suspensão dos projetos de cooperação energética, a construção de uma usina nuclear de US$ 20 bilhões e do gasoduto TurkStream para levar gás natural da Rússia até o Mar Mediterrâneo.
A Turquia importa da Rússia uns 20% da energia que consome, mas, no momento, há um excesso de oferta de petróleo e gás natural. O Iraque aumenta sua produção. O Irã volta ao mercado com o fim das sanções a seu programa nuclear.
Entre outras medidas, Moscou também proibiu os voos fretados da Rússia para a Turquia e a importação de vários tipos de alimentos.
O comércio bilateral está em cerca de US$ 60 bilhões por ano. Pode chegar a US$ 100 bilhões até 2023, se a cooperação energética for reiniciada.
terça-feira, 10 de novembro de 2015
Exportações da Alemanha avançam 2,6% num mês
As vendas ao exterior da República Federal da Alemanha cresceram 2,6% em setembro na comparação com o mês anterior e 4,4% num ano, revelou ontem o Destatis, escritório oficial de estatísticas do país.
As compras externas subiram 3,6% no mês e 3,9% em 12 meses.
Com exportações de 105,9 bilhões de euros (US$ 114 bilhões) e importações de 83 bilhões de euros (US$ 89,4 bilhões), o saldo comercial de setembro ficou em 22,9 bilhões de euros (US$ 24,6 bilhões).
As compras externas subiram 3,6% no mês e 3,9% em 12 meses.
Com exportações de 105,9 bilhões de euros (US$ 114 bilhões) e importações de 83 bilhões de euros (US$ 89,4 bilhões), o saldo comercial de setembro ficou em 22,9 bilhões de euros (US$ 24,6 bilhões).
terça-feira, 18 de agosto de 2015
Comércio do Brasil com países lusófonos cai 42%
Nos primeiros sete meses do ano, o comércio entre o Brasil e os outros membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (Lusofonia) diminuiu 42% em relação ao mesmo período no ano passado para US$ 1,5 bilhão. Portugal responde por dois terços deste total.
De janeiro a julho de 2014, o comércio entre os países lusófonos chegou a US$ 2,6 bilhões. Julho foi o melhor mês de 2015, com negócios de US$ 320,4 milhões. O pior foi fevereiro, com transações de US$ 126 milhões.
Em 2015, até julho, o Brasil vendeu US$ 968 milhões para os sócios da CPLP e comprou deles US$ 548,5 milhões, com saldo comercial positivo. Os produtos brasileiros mais vendidos foram soja e petróleo, seguidos de açúcar, carne e tratores.
O Brasil importou principalmente gás natural liquefeito e azeite, ambos taxados com imposto de importação superior a 17%. Peças para aviões, pêras, produtos químicos e minério de cobre também tiveram destaque.
De janeiro a julho de 2014, o comércio entre os países lusófonos chegou a US$ 2,6 bilhões. Julho foi o melhor mês de 2015, com negócios de US$ 320,4 milhões. O pior foi fevereiro, com transações de US$ 126 milhões.
Em 2015, até julho, o Brasil vendeu US$ 968 milhões para os sócios da CPLP e comprou deles US$ 548,5 milhões, com saldo comercial positivo. Os produtos brasileiros mais vendidos foram soja e petróleo, seguidos de açúcar, carne e tratores.
O Brasil importou principalmente gás natural liquefeito e azeite, ambos taxados com imposto de importação superior a 17%. Peças para aviões, pêras, produtos químicos e minério de cobre também tiveram destaque.
sexta-feira, 14 de agosto de 2015
Economia da França ficou estagnada no segundo trimestre de 2015
Segunda maior economia da Zona do Euro, a França não cresceu no no segundo trimestre de 2015, indicou hoje a primeira estimativa do Insee (Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos). O resultado do primeiro trimestre foi revisado para cima de 0,6% para 0,7%.
O governo socialista declarou que a meta de alta de 1% no produto interno bruto francês neste ano será atingida, uma vez que o crescimento acumulado do primeiro semestre foi de 0,8%.
A estagnação foi causada pelo baixo consumo doméstico, que subiu 0,1% e a queda de 0,4% nos estoques das empresas, enquanto o consumo interno subiu 0,1% e a demanda externa 0,3%. Os investimentos para formação de capital bruto caíram 1,6%.
O crescimento das importações se desacelerou de 2,2% para 0,6%, enquanto as exportações avançaram 1,2% para 1,7%.
O governo socialista declarou que a meta de alta de 1% no produto interno bruto francês neste ano será atingida, uma vez que o crescimento acumulado do primeiro semestre foi de 0,8%.
A estagnação foi causada pelo baixo consumo doméstico, que subiu 0,1% e a queda de 0,4% nos estoques das empresas, enquanto o consumo interno subiu 0,1% e a demanda externa 0,3%. Os investimentos para formação de capital bruto caíram 1,6%.
O crescimento das importações se desacelerou de 2,2% para 0,6%, enquanto as exportações avançaram 1,2% para 1,7%.
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