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terça-feira, 13 de junho de 2023

UE quer fechar acordo com o Mercosul neste ano

 A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou ontem em visita à Brasília que espera concluir até o fim do ano o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reclamou de um protocolo adicional que prevê sanções unilaterais se o Brasil não cumprir as metas do Acordo de Paris sobre Mudança do Clima.

O acordo UE-Mercosul está sendo negociado desde 1995. Foi fechado em 2019. Depende agora da ratificação por todos os países envolvidos. O maior risco de veto vem da França, que tem um setor agrícola forte e altamente protecionista que teme a concorrência do Mercosul. Mas a Argentina e o Brasil querem alterar partes para preservar e ampliar o setor industrial.

Na Europa, há uma grande preocupação com a preservação da Floresta Amazônica, que é fundamental para combater o aquecimento global. O Brasil teme que a questão ambiental seja usada para mascarar o protecionismo econômico. Meu comentário:

quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Mundo e EUA têm contágio recorde na pandemia

Com mais de 350 mil casos novos, o mundo bateu um novo recorde de contaminação pela doença do coronavírus de 2019. Os Estados Unidos também bateram o recorde de casos novos por dia, 91.290, superado apenas pela Índia semanas atrás. 

A presidente da Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia (UE), Ursula von der Leyen, pediu uma ação imediata dos governos para evitar o colapso dos sistemas de saude e que todos os países se preparem para uma grande campanha de vacinação.

"A propagação do vírus vai sobrecarregar nossos sistemas de saúde se não agirmos com urgência", advertiu Von der Leyen durante uma conferência virtual de líderes europeus para coordenar o combate à covid-19. Nas últimas semanas, a Europa voltou a ser o centro da pandemia. As mortes estão perto de 2 mil por dia.

O Reino Unido planeja testar 10% da população a cada semana para combater a covid-19. A Europa estuda se a segunda onda foi causada por uma mutação do coronavíus identificada inicialmente na Espanha.

Mesmo sem um confinamento geral como a França, a Espanha se fecha. Só quatro regiões continuam abertas. O Congresso aprovou a prorrogação do estado de emergência até 9 de maio.

O Brasil registrou 553 mortes e 26.647 contágios nesta quarta-feira. O total de mortes chegou a 159.033 em 4,9 milhões de mortes. A média diária de mortes subiu um pouco para 439. Meu comentário:

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Brasil ultrapassa 25 mil mortes pela pandemia do novo coronavírus

O Brasil passou hoje de 414 mil casos confirmados da pandemia do novo coronavírus . As mortes chegaram a 25.697. Os Estados Unidos ultrapassaram 1,745 milhão de casos confirmados e 102 mil mortes pela covid-19, 28% do total no mundo. 

A Califórnia é o quarto estado americano a superar o total de 100 mil casos, depois de Nova York, Nova Jérsei e Illinois. 

O mundo chegou a um total de 357 mil mortes em 5,8 milhões de casos. Mais de 2,48 milhões de pacientes foram curados. Dos casos encerrados, 13% terminaram em morte.

A França decidiu proibir o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina, a não ser em testes clínicos, tendo em vista inúmeros estudos que consideram o remédio ineficaz no combate à covid-19.

Em artigo no New England Journal of Medicine, a revista médica mais prestigiada do mundo, o Dr. Marc Larochelle argumenta que as regras de volta ao trabalho precisam observar as condições específicas de diferentes trabalhadores e profissões.

A Comissão Europeia prevê uma queda de 7,5 por cento no produto regional bruto da União Europeia neste ano. O banco de investimentos Morgan Stanley espera 11 por cento. 

A UE recuou 3,5 por cento no primeiro trimestre. A Alemanha, maior economia europeia, perdeu 2,2 por cento. No ano, o banco Morgan Stanley prevê uma queda de 8% na Alemanha, 11 por cento na França e 15 por cento na Itália.

Para enfrentar a depressão, a pior crise econômica mundial desde o fim da Segunda Guerra Mundial, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, propôs hoje um plano de recuperação de 750 bilhões de euros, R$ 4,357 trilhões. 

500 bilhões de euros serão de ajuda direta e os outros 250 bilhões de empréstimos. A Itália, a Espanha e a Polônia seriam as maiores beneficiadas. Quatro países ricos, Áustria, Dinamarca, Holanda e Suécia, se opõem à ajuda direta bancada por todos sem contrapartida.

O governo do Japão, o terceiro país mais rico do mundo, aprovou um plano de recuperação do país de mais de 1 trilhão de dólares, cerca de 5 trilhões 282 bilhões de reais.

A Organização Internacional do Trabalho prevê que a pandemia vai levar à demissão de 305 milhões de pessoas no mundo inteiro. Um em cada seis jovens do mundo ficará desempregado.

No Brasil, foram fechadas 1 milhão e 100 mil vagas de emprego com carteira assinada em dois meses. Na recessão anterior, em 2015 e 2016, foram perdidos 3 milhões de empregos. Meu comentário:

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Ultradireita propõe voto de desconfiança para derrubar governo da Itália

A Liga, um partido nacionalista e fascistoide, apresentou hoje ao Congresso da Itália uma moção de desconfiança para derrubar o primeiro-ministro Giuseppe Conte. É uma manobra para derrubar o governo de coalizão entre o Movimento 5 Estrelas, anarquista, e a própria Liga, parceira menor na aliança. 

O objetivo do líder da Liga, o vice-primeiro-ministro e ministro do Interior, Matteo Salvini, é antecipar as eleições parlamentares na esperança de formar um governo sozinha ou com pequenos partidos de direita. As pesquisas de opinião dão 40% das preferências do eleitorado à Liga, que venceu as eleições para o Parlamento Europeu, em maio, com 34% dos votos.

O atual governo, no poder há um ano e dois meses, é resultado da aliança de dois países que fizeram campanha para as últimas eleições, realizadas em 4 de março de 2018, contra os partidos políticos tradicionais. Meu comentário:
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terça-feira, 16 de julho de 2019

Parlamento Europeu aprova nova presidente da Comissão Europeia

Por 383 a 327, apenas nove votos a mais do que necessário, o Parlamento Europeu aprovou hoje a indicação da ministra da Defesa da Alemanha, Ursula von der Leyen, para ser a próxima presidente da Comissão Europeia, o órgão executivo da União Europeia (UE), por um período de cinco anos, a partir de outubro. Será a primeira mulher a ocupar o cargo.

Aliada da chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, na União Democrata-Cristão (CDU), Von der Leyen é conservadora. Enfrentou forte resistência das bancadas de centro-esquerda (socialista, social-democrata e verdes) no Parlamento Europeu.

Filha de um embaixador alemão junto à UE, Ernst Albrecht, Ursula Gertrud Albrecht, seu nome de soltleira, nasceu em Ixelles, na Grande Bruxelas, em 8 de outubro de 1958. Aos 13 anos, voltou para a Alemanha, onde o pai foi governador da Baixa Saxônia.

Ursula Albrecht, estudou economia na Universidade de Göttingen, na Alemanha. No auge do terrorismo de grupos de extrema esquerda, o pai esteve sob ameaça da Facção do Exército Vermelho.

Em 1978, ela foi para o Reino Unido, onde viveu mais de um ano com o nome falso de Rose Laden, sobrenome da família de uma bisavó americana com origem no condado de Northampton, na Inglaterra, e estudou na London School of Economics.

Londres foi para ela "a epítome da modernidade: liberdade, alegria de viver e de experimentar tudo". Deu-lhe "a liberdade interior que tenho até hoje".

De volta à Alemanha em 1979, Ursula Albrecht se casou em 1986 com Heiko von der Leyen, de uma família aristocrática, comerciante de seda no tempo da Liga Hanseática. Ela mudou de carreira e estudou medicina na Universidade de Hanôver, onde concluiu o doutorado em 1991. Acusada de plágio, a Comissão de Ensino Superior da Alemanha encontrou apenas três erros graves em sua tese.

Filiada à CDU desde 1990, Ursula von der Lyen foi eleita em 2003 deputada na assembleia legislativa estadual da Baixa Saxônia. Foi ministra do Trabalho do governo Merkel antes de se tornar a primeira mulher a comandar o Ministério da Defesa.

Sua nomeação foi fruto de um acordo entre as duas potências que formam o eixo central da UE: Alemanha e França. Em troca, a ex-ministra das  Finanças francesa Christine Lagarde, hoje diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), será presidente do Banco Central Europeu (BCE).

Desde a Crise do Euro, a UE enfrenta a pior crise de sua história, com a decisão do Reino Unido de deixar o bloco, a crise dos refugiados e a volta de um ultranacionalismo de extrema direita que lembra a ascensão do fascismo nos anos 1930s e gostaria de implodir o projeto de integração da Europa.

terça-feira, 30 de abril de 2019

Itália sai da recessão com crescimento fraco

A Itália, terceira maior economia da Zona do Euro e a oitava do mundo, logo à frente do Brasil, cresceu 0,2% no primeiro trimestre de 2019 e saiu da recessão, noticiou hoje o Instituto Nacional de Estatísticas.

O governo populista da Itália deve aproveitar o indicador para justificar sua política fiscal expansionista, contrariando as regras do pacto de estabilidade que sustenta o euro. Mas com este ritmo a Itália tem a expansão mais fraca entre os países da Eurozona.

A economia italiana entrou em recessão com quedas nos dois últimos trimestres de 2018. Depois de muita discussão com a Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia (UE), o governo liderado pelo Movimento 5 Estrelas e a Liga, de extrema direita, concordou em manter o déficit orçamentário em 2,04% do produto interno bruto. Mas previa um crescimento de 1%.

quinta-feira, 21 de março de 2019

UE adia Brexit se Reino Unido aprovar acordo

Os líderes dos outros 27 países da União Europeia estão disposto a aceitar um adiamento de apenas dois meses na saída do país do bloco europeu se o Parlamento Britânico aprovar o acordo negociado com a primeira-ministra Theresa May na próxima semana, noticiou hoje o jornal britânico Financial Times.

A data marcada para a Brexit (saída britânica) é 29 de março. Como a Câmara dos Comuns rejeitou duas vezes o acordo acertado por May com os sócios europeus, a primeira-ministra britânica pediu ontem oficialmente um adiamento até 30 de junho.

O documento preparado pela Comissão Europeia deixa claro que "não há prorrogação possível" além de 22 de maio, se o Reino Unido não quiser realizar eleições para o Parlamento Europeu naquele mês.

"O Conselho Europeu se compromete a aceitar, antes de 29 de março de 2019, uma prorrogação até 22 de maio, desde que o acordo de retirada seja aprovado pela Câmara dos Comuns na próxima semana", diz o projeto de resolução.

Se o acordo não for aprovado, o Reino Unido terá de sair da UE em 12 de abril, neste caso, com uma ruptura total com o bloco europeu, com que tem cerca da metade de seu comércio exterior.

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Promessas de Macron custam 10 bilhões de euros

Sob pressão do movimento dos coletes amarelos, o presidente Emmanuel Macron anunciou ontem um aumento de cem euros no salário mínimo, a suspensão do aumentos de impostos sobre combustíveis e de aposentados de baixa renda. 

Com um custo de 10 bilhões de euros, essas medidas ameaça o equilíbrio das contas públicas da França, advertiu ontem o comissário europeu para economia e finanças, Pierre Moscovici.

É provável que a França não atinja a meta de reduzir o déficit público para 2,8% do produto interno bruto em 2019. A Comissão Europeia deve cobrar ajustes no orçamento, mas sem ameaçar punições, como fez recentemente com o governo populista da Itália.

A agitação social e manifestações violentas abalam a França há quatro semanas. Os protestos começam em reação ao aumento dos combustíveis a partir de 1º de janeiro. Agora, há pedidos de renúncia do presidente e dissolução da Assembleia Nacional.

As oposições rejeitaram as propostas de Macron como insuficiente. Ele é acusado de ser o "presidente dos ricos", de estar "desconectado" da realidade e de "oferecer migalhas ao povo". As pesquisas de opinião indicam uma divisão entre os que gostaram e não gostaram do discurso de ontem à noite.

Todos os oposicionistas veem uma oportunidade de enfraquecer o presidente, que terá muitas dificuldades para aprovar seu ambicioso programa de reformas para modernizar a economia francesa e recuperar sua competitividade. A extrema direita e a extrema esquerda lideram os protestos violentos.

Hoje houve protestos de estudantes secundaristas em 170 escolas. Vários manifestantes violentos estão sendo processados pelos protestos de sábado passado. A revolta está longe do fim. Uma das exigências dos coletes amarelos é a volta do imposto sobre grandes fortunadas, aprovado no governo François Hollande (2012-17) e revogado por Macron.

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Comissão Europeia rejeita orçamento da Itália

Numa decisão sem precedentes, a Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia (UE), rejeitou ontem a proposta de orçamento da Itália. O governo populista adotou um tom de desafio e afirmou que não vai mudar. 

A comissão de Bruxelas viu um "um desvio sem precedentes" das regras sobre déficit e dívida pública do Pacto de Estabilidade e Crescimento aprovado para sustentar a moeda comum europeia, o euro.

O pacto limita o déficit orçamentário em 3% do produto interno bruto e a dívida pública em 60% do PIB. Embora a proposta preveja um déficit de 2,4%, a UE o considera insuficiente para reduzir a dívida pública italiana, de 131% do PIB, hoje em torno de US$ 2,2 trilhões. A promessa feita em junho era de um déficit de 0,8%.

"Lamentamos que a comissão seja pela primeira vez obrigada a exigir de um país da Zona do Euro de rever seus planos orçamentários, mas não há outra opção", declarou o vice-presidente da comissão, Valdis Dombrovskis.

Ele acrescentou: "Violar as regras comuns pode ser tentador à primeira vista, mais num momento ou noutro o peso da dívida nacional é elevado demais. Em 2017, a dívida italiana chegou a 131,2% do PIB. É a segunda maior da UE e uma das mais altas do mundo. Em 2017, era de 37 mil euros por habitante."

Para o vice-primeiro-ministro e ministro do Interior, Matteo Salvini, líder da ultradireitista Liga, "isso não muda nada. Esses senhores da especulação se reassegurem, mas não recuamos. Eles não estão atacando um governo, mas um povo. São coisas que tornam os italianos cada vez mais coléricos e depois se pergunta por que a popularidade da UE é tão baixa."

O governo da Liga e do Movimento 5 Estrelas admite um "diálogo construtivo", mas não abre mão do "orçamento do povo": "Não me surpreende: é o primeiro orçamento italiano redigido em Roma e não em Bruxelas", ironizou Luigi di Maio, líder do M5E.

"Não estamos perto de um limite, mas face a um desvio claro, assumido e reivindicado", observou o comissário europeu de economia, o ex-ministro das Finanças da França Pierre Moscovici.

"A comissão não coloca em questão as prioridades do governo italiano, como por exemplo a luta contra a pobreza. Ela não vai interferir em quaisquer que sejam as escolhas políticas internas", acrescentou o comissário. "O que nos preocupa são as consequências deste orçamento sobre o povo e a economia. Este fardo sufoca a economia italiana."

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Primeiro-ministro afirma que Itália não sai da Eurozona nem da UE

Apesar dos desentendimentos com a União Europeia em torno do orçamento, o primeiro-ministro Giuseppe Conte declarou que o atual governo da Itália não pretende deixar a união monetária europeia nem o bloco europeu.

Conte tenta acalmar os mercados diante das críticas da Comissão Europeia, órgão executivo da UE, e do rebaixamento da nota de crédito da dívida soberana da Itália pela agência de classificação de risco Moody's na sexta-feira passada de Baa2 para Baa3, um nível acima de papel podre ou "lixo".

Quando a dívida de um país perde o grau de investimento, fundos de pensão não podem mais investir nos títulos de sua dívida para não colocar em risco as aposentadorias dos pensionistas. Os juros dos bônus da dívida pública italiana subiram para 3,8%.

Um dia antes, na quinta-feira, o comissário Pierre Moscovici entregou pessoalmente uma carta ao governo de Roma denunciando o "descumprimento particularmente grave das obrigações de política orçamentária previstas no Pacto de Estabilidade e Crescimento" que sustenta o euro.

No orçamento para 2019, o governo populista da Itália, formado pelo Movimento 5 Estrelas e a neofascista Liga, prevê um déficit orçamento de 2,4% do produto interno bruto, de US$ 2,2 trilhões. Isto está dentro do limite de 3% previsto pelo pacto de estabilidade, mas a dívida externa italiana está em 131% do PIB, quando o limite é de 60%.

Até 30 de novembro, a Comissão Europeia precisa decidir se aceita a proposta orçamentária da Itália.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

UE aplica multa recorde de 4,34 bilhões de euros no Google

A União Europeia aplicou hoje sua maior multa antimonopólio, de 4,34 bilhões de euros, equivalentes a US$ 5 bilhões, mais de R$ 19 bilhões por manipular o sistema operacional Android, usado em telefones inteligentes, para favorecer seu mecanismo de busca. O Google reagiu alegando que a decisão vai minar seu modelo de negócios.

É a segunda grande multa que a Comissão Europeia, órgão executivo da UE, impõe ao Google. Em junho de 2017, a empresa sofreu uma penalidade por manipular o mecanismo de busca para privilegiar seu serviço de vendas, no valor de 2,4 bilhões de euros.

O Google é alvo de uma terceira investigação por violar os princípios da livre concorrência, relativa à propaganda na Internet, um mercado que domina, ao lado do Facebook.

Grandes empresas americanas como Amazon, Apple, Google e Facebook dominam o mercado da Internet. Até hoje, a Europa não conseguiu criar concorrentes à altura, mas a Comissão de Livre Concorrência está atenta aos abusos do poder de mercado desses gigantes.

No caso do Android, a UE acusa o Google de obrigar os fabricantes de telefones inteligentes que usam o sistema operacional Android a instalar seu serviço de busca, o Google Search, excluindo outras opções, e seu navegador de Internet, o Google Chrome.

A megaempresa americana também é acusada de proibir a instalação de seus aplicativos em outras versões do Android.

Na legislação americana antimonopólio, o objetivo central é impedir que empresas que dominem seus mercados aumentem preços abusivamente. A UE está mais preocupada com a Justiça e a igualdade de oportunidades. Entende que as gigantes americanas impedem o surgimento de empresas com potencial de se tornarem concorrentes. O Facebook, por exemplo, comprou o Instagram e o WhatsApp.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Guerra comercial ameaça 19% das exportações dos EUA, adverte UE

Se impuserem sobretaxas às importações de automóveis, os Estados Unidos correm o risco de sofrer retaliações tarifárias sobre 19% de suas exportações, num valor anual de US$ 300 bilhões, advertiu a União Europeia em documento enviado a Washington na sexta-feira passada. É o valor que os americanos gastam por ano comprando carros importados.

Pela primeira vez, a Comissão Europeia apresentou por escrito seus argumentos contra a guerra comercial do governo Donald Trump no setor automobilístico. A UE é segundo maior mercado do mundo, com um produto interno bruto de US$ 17,3 trilhões no ano passado, quando importou carros americanos no valor de US$ 58 bilhões.

O presidente de CE, Jean-Claude Juncker, ex-primeiro-ministro de Luxemburgo, vai levar a questão diretamente ao presidente Trump em visita à Casa Branca ainda neste mês de julho de 2018. Depois do fracasso da reunião de cúpula do Grupo dos Sete (EUA, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá) no início do mês, Trump convidou Juncker a ir a Washington.

A Europa tenta evitar uma guerra comercial iniciada por Trump ao sobretaxar as importações de aço e  de alumínio sem poupar os aliados. O presidente americano chegou a dizer que "a Europa é pior do que a China", seu principal alvo para tentar reduzir o déficit comercial dos EUA, de US$ 566 bilhões em 2017.

No documento de 11 páginas, a CE destaca o impacto da guerra comercial sobre o desemprego e o compromisso de longo prazo das empresas europeias com o mercado americano. As fábricas de automóveis de companhias da Europa geram 120 mil empregos diretos e mais 420 mil de maneira indireta nos EUA. No ano passado, fabricaram 2,9 milhões de veículos no país, cerca de 60% destinados à exportação.

"Qualquer medida que prejudique estas empresas seria contraproducente e enfraqueceria a economia americana", alegam os analistas da comissão de Bruxelas no documento, enviado também aos chefes de Estado e de governo dos 28 países da UE.

Por fim, a Europa rejeita o argumento dos EUA para impor sobretaxas: a segurança nacional. "Carece de legitimidade" e "viola as regras do comércio internacional", acusa o documento. Afinal, os EUA e a maioria dos países da UE são aliados na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

sexta-feira, 16 de junho de 2017

UE deve multar Google em até US$ 9 bilhões por concorrência desleal

A Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia, deve anunciar nas próximas semanas uma multa recorde de até US$ 9 bilhões contra a empresa de informática Google por manipular seu mecanismo de busca de modo a favorecer seu próprio serviço de comparação de preços do comércio, revelou hoje o jornal americano The Wall Street Journal.

Pelas regras da UE, a multa pode chegar a 10% do faturamento anual da empresa, que foi de US$ 90,27 bilhões. O recorde anterior de multa por práticas monopolistas para prejudicar a concorrência era da fabricante de microchips Intel, de 2009, no valor de 1,06 bilhão (US$ 1,2 bilhão).

Além da multa, o Google pode ser obrigado a se desfazer de seu serviço de compras e ser acionado nas justiças por empresas que se considerem prejudicadas, ou ao menos colocar outros serviços de comparação de preços ao lado do seu.

A companhia jornalística News Corporation, editora dos jornais britânicos The Times e The Sun, reclamou formalmente à Comissão Europeia, alegando que suas notícias são colocadas em segundo plano pelo mecanismo de busca do Google.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

UE multa Apple em 13 bilhões de euros por impostos não pagos

A Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia, está cobrando 13 bilhões de euros (US$ 14,5 bilhões ou R$ 47 bilhões) da Apple em impostos não pagos por ter recebido durante 25 anos benefícios fiscais indevidos do governo da Irlanda, onde a companhia americana tem sua sede na Europa.

A comissária europeia antimonopólio, Margrethe Vestager, acusou a maior empresa do mundo em valor de mercado de evasão fiscal por canalizar a maior parte de suas vendas e seus lucros fora dos Estados Unidos através da empresas de fachada que não pagam impostos em lugar algum.

Os arranjos feitos entre a Apple e o governo irlandês de 1991 a 2007 levaram a empresa a pagar impostos a taxas de 0,005% a 1% sobre seus lucros até 2014. Só uma pequena parte do lucro era taxada na Irlanda.

"A comissão concluiu que a Irlanda deu incentivos fiscais ilegais à Apple, o que permitiu à empresa pagar substancialmente menos impostos do que outras empresas por muitos anos", acusou Vestager.

Tanto a empresa quanto os governos dos EUA e da Irlanda protestaram. Pode ser o início da mais uma batalha em torno da taxação das empresas transnacionais americanas e da luta interna de países europeus com carga fiscal mais pesada, como Alemanha e França, para neutralizar a competitividade dos baixos impostos empresariais da Irlanda.

O ministro das Finanças irlandês, Michael Noonan, manifestou profundo descontentamento e a decisão de apelar "para defender a integridade do nosso sistema de impostos".

Sob o impacto da saída da União Europeia do Reino Unido, com que tem fortes laços econômicos, a Irlanda aposta na relação com os EUA e suas empresas de alta tecnologia para voltar a ser o tigre europeu num continente marcado pela burocracia e altas cargas fiscais.

Em carta aberta aos consumidores de produtos Apple, o diretor-presidente da empresa, Tim Cook, chamou a decisão de "golpe devastador" na segurança jurídica das empresas dentro da UE.

"Nunca pedimos nem recebemos quaisquer favores especiais", alegou Cook. "Agora nos encontramos na posição incomum de ser obrigados a pagar retroativamente impostos adicionais a um governo que diz que não devemos mais nada além do que já pagamos."

A decisão provocou indignação, protestos e uma rara unidade nos EUA entre Casa Branca, Congresso e os dois grandes partidos politicos.

O presidente da Câmara dos Representantes, Paul Ryan, o mais alto funcionário público do Partido Republicano, repudiou a decisão como "o tipo de taxação imprevisível e pesada que mata empregos e oportunidades". Ele aproveitou para propor uma revisão imediata dos impostos pagos por empresas para estimular investimentos nos EUA.

Vestager insiste em que o lucro gerado na Europa deve ser taxado no continente. Em 2011, a filial da Irlanda, matriz das operações na Europa, registrou um lucro de 16 bilhões de euros, mas só 50 milhões de euros foram taxados. Assim, pelos cálculos da UE, pagou efetivamente 0,05% de imposto.

Com centenas de bilhões de dólares em caixa, a Apple tem dinheiro de sobra para pagar a dívida, mas vai resistir a uma conta tão salgada e tentar ao menos alongar o prazo de pagamento.

terça-feira, 5 de julho de 2016

Hungria convoca referendo sobre refugiados

A Hungria fará uma consulta popular em 2 de outubro para rejeitar o plano de distribuição de refugiados pelos diferentes países-membros da União Europeia, anunciou hoje o gabinete do presidente Janos Ader.

O país já ergueu cercas na fronteira sul para impedir a entrada de imigrantes e refugiados das guerras na África e no Oriente Médio. Para o primeiro-ministro direitista Viktor Orban, o referendo é uma forma de se opor ao que considera uma violação da soberania nacional da Hungria pela Comissão Europeia.

A oposição de esquerda defende um boicote ao referendo. A maioria dos húngaros esqueceu seu passado. Depois da frustrada revolução anti-stalinista de 1956, pelo menos 200 mil pessoas fugiram do país.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Comissão Europeia cria fundo de emergência para a África

Para combater as causas da migração em massa de africanos para a Europa, a Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia (UE), criou em seu orçamento um fundo de US$ 1,8 bilhão para combater a miséria na África e pediu aos países membros que deem suas próprias contribuições, revelou hoje a agência Reuters.

O fundo será usado para financiar uma ampla variedade de projetos, inclusive ajuda para pequenas empresas, combate à fome e à escassez de alimentos, e iniciativas contra a radicalização política e a violência no continente.

Na França, o ex-ministro da Economia, das Finanças e do Meio Ambiente Jean-Louis Borloo criou a Fundação Energia para a África com a proposta de eletrificar o continente nos próximos dez anos para permitir o desenvolvimento industrial e gerar oportunidades de trabalho e investimento. Quem observa fotos de satélite da Terra à noite vai notar a escuridão na maior parte da África.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Áustria e Eslováquia seguem Alemanha e controlam fronteiras

Depois da Alemanha, a Áustria e a Eslováquia decidiram reintroduzir temporariamente o controle de suas fronteiras dentro da União Europeia (UE) numa tentativa de controlar e conter o fluxo de migrantes e refugiados das guerras e da miséria na África e no Oriente Médio.

A pretexto de "organizar a entrada" dos migrantes, desde ontem, a Alemanha passou a controlar as fronteiras, abertas com base no Tratado de Schengen, que acabou com o controle de passaportes em 26 países da Europa.

O ministro do Interior alemão, Thomas de Maiziere, justificou a medida com base em necessidade de segurança. Depois de uma conversa telefônica entre a chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da Comissão Europeia (CE), Jean-Claude Juncker, a comissão, órgão executivo da UE, divulgou nota esclarecendo que a medida pode ser adotada com base no Tratado de Schengen em situações excepcionais como a atual crise migratória.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Comissão Europeia apresenta plano de asilo político

O presidente da Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia, Jean-Claude Juncker, apresentou hoje as bases de um plano de emergência para distribuir 160 mil refugiados em países da Europa.

Em seu primeiro discurso sobre o Estado da União perante o Parlamento Europeu, Juncker propôs a a recolocação compulsória nos países da UE e uma política comum de imigração para enfrentar a onda de imigrantes que fogem das guerras civis e da miséria na África e no Oriente Médio.

Os asilados terão direito ao trabalho. A comissão vai criar uma lista de "países seguros". Quem vier deles será considerado "migrante econômico", sem direito de residência permanente na UE.

Uma grande onda migratória pode ajudar a Europa a enfrentar os problemas econômicos decorrentes do envelhecimento da população, mas tende a agravar os conflitos políticos que levaram a uma ascensão da extrema direita nos últimos anos.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Comissão Europeia defende criação de Exército da UE

A União Europeia precisa de um exército para responder às ameaças à sua segurança e enviar um sinal claro à Rússia, declarou hoje o presidente da Comissão Europeia, o órgão executivo do bloco, o ex-primeiro-ministro de Luxemburgo Jean-Claude Juncker.

Sua proposta é que seja uma força complementar à Organização do Tratado do Atlântico Norte, a aliança militar entre a América do Norte e a Europa, liderada pelos Estados Unidos.

Desde o início do processo de integração da Europa, nos anos 1950s, o continente discute a necessidade de criar seu próprio exército. Em 1998, as duas maiores potências militares da UE, a França e o Reino Unido, assinaram a Declaração de Saint-Malo, vista como uma tentativa de colocar em ação a política externa e de segurança comum criada pelo Tratado de Maastricht, de 1991.

Cerca de 20 operações conjuntas foram realizadas desde a cúpula franco-britânica em Saint-Malo. Mas a criação de uma força de reação rápida capaz de mobilizar 60 mil homens em 60 dias e mantê-los em ação durante um ano não avançou.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Comissão Europeia reduz previsão de crescimento para a Zona do Euro

A economia dos 18 países que usam o euro como moeda deve avançar apenas 0,8% em 2014, em vez do 1,2% previstos seis meses atrás, anunciou hoje a Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia. A expectativa para 2015 baixou de 1,7% para 1,1%. Em 2016, o crescimento deve chegar a 1,7%, em vez dos 2,2% da sondagem anterior.

Para o próximo ano, a perspectiva de crescimento da Alemanha caiu de 2% para 1,1% e da França de 1,5% para 0,7%. A CE também considerou irrealistas as previsões de redução do déficit orçamentário francês, que deve ficar em 4,5% do produto interno bruto acima do limite de 3% do PIB previsto no pacto de estabilidade para sustentar o euro.

O maior crescimento deve ser na ex-república soviética da Letônia (4,1%), seguida pela ex-república soviética da Lituânia (3,7%), da Irlanda (3,6%), de Luxemburgo (3,1%), da Estônia (3%) e da Grécia (2,9%), que se recupera depois de uma depressão arrasadora.

A inflação deve ficar abaixo da meta do Banco Central Europeu, de 2% ao ano, até 2016.

O Reino Unido, que não faz parte da Eurozona, deve crescer 2,7% em 2015.