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sexta-feira, 12 de julho de 2019

França aprova imposto digital e EUA reagem

A União Europeia pode ser o próximo alvo das guerras comerciais do presidente Donald Trump. A França aprovou nesta semana um imposto sobre serviços digitais que atinge as megaempresas americanas da Internet.

A economia digital revolucionou a maneira como bens e serviços são comprados e se movem através das fronteiras. Isto é ainda mais evidente no setor de serviços, onde megaempresas dos Estados Unidos como Amazon, Apple, Google e Microsoft têm um acesso sem precedentes a dados de pessoas e empresas do mundo inteiro.

Este oligopólio e o poder de mercado das gigantes da Internet dificulta a cobrança de impostos. Agora, a França aprovou uma lei para taxar as megaempresas digitais.

O projeto foi aprovado pela Assembleia Nacional na semana passada e pelo Senado da França em 11 de julho. Para serem taxadas, as empresas precisam ter um faturamento global de pelo menos 750 milhões de euros, cerca de 3 bilhões 160 milhões de reais, e na França de pelo menos 25 milhões de euros, cerca de 105 milhões de reais.

Com estes limites, só companhias americanas têm de pagar o imposto digital. Nenhuma empresa francesa e europeia será taxada. Por isso, o governo Donald Trump vê uma discriminação.

Em 10 de julho, o Escritório de Representação Comercial dos EUA anunciou a abertura de uma investigação, a pedido do presidente, sobre o imposto digital da França com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana.

A lei autoriza o presidente americano a tomar medidas, inclusive de retaliação, para acabar com atos, políticas e práticas de governos estrangeiros que violem acordos de comércio internacional ou sejam injustificadas, não razoáveis ou discriminatórias e imponha ônus ou restrições ao comércio dos EUA. Meu comentário:
Nos EUA, a Comissão Federal de Comércio multou o Facebook em US$ 5 bilhões, cerca de R$ 18,7 bilhões, por violação de privacidade ao vender seus dados para a empresa Cambridge Analytica durante a campanha eleitoral de Donald Trump.

Em suas contradições, ao comentar as processos europeus contra megaempresas americanas por monopólio, Trump observou no passado que caberia ao governo dos EUA fazer isso. O presidente suspeita das megaempresas da Internet por acreditar que são liberais, a favor do Partido Democrata. 

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Google bloqueia atualizações do Android para a Huawei

Em mais um golpe contra a companhia chinesa de equipamentos de telecomunicações Huawei, o Google bloqueou seu acesso a atualizações do sistema operacional Android, usado nos telefones celulares da Huawei.

Os fabricantes de microchips também devem cortar o suprimento por força de um decreto do presidente Donald Trump vetando negócios com a empresa, acusada de espionagem para o regime comunista da China.

O Google alegou estar cumprindo o decreto do presidente dos Estados Unidos e revisando suas "implicações". Na quinta-feira, o governo Trump colocou a companhia chinesa numa lista negra de empresas que ameaçam à segurança nacional e declarou uma "emergência econômica nacional" para proibir a compra de tecnologia e serviços de "adversários estrangeiros".

A medida praticamente impede a Huawei - segunda maior fabricante de telefones celulares, atrás da Samsung e à frente da Apple - de fazer negócios com empresas americanas. Os EUA pressionam os países aliados a excluir a companhia chinesa da infraestrutura da Internet móvel de quinta geração (5G), sob a acusação de "espionagem" por ser próxima do regime.

Mais tarde, a megaempresa americana esclareceu que os aparelhos da Huawei poderão continuar usando o Google Play e seus mecanismos de segurança, mas as novas versões não terão acesso a aplicativos e serviços como Google Play Store, Google Maps e Gmail.

Grandes fabricantes de microchips como Intel, Qualcomm, Xilinx e Broadcom avisaram seus empregados que não venderão chips para a Huawei até segunda ordem, noticiou hoje a agência Bloomberg.

A Huawei anunciou em março que trabalha no desenvolvimento de seu próprio sistema operacional, se for proibida de usar programas de computador dos EUA: "Se algum dia acontecer de não podermos usar esses sistemas, estaremos preparados", declarou o diretor da divisão de produtos ao consumidor da companhia, Richard Yu, ao jornal alemão Die Welt.

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Apple é primeira companhia aberta a valer US$ 1 trilhão

Com o sucesso nas vendas do iPhone X e de serviços de sua loja de aplicativos, a Apple tornou-se hoje, no fechamento da Bolsa de Valores de Nova York, a primeira companhia aberta, com ações vendidas ao público, a atingir a cotação de US$ 1 trilhão.

A Apple venceu uma disputa com outras gigantes americanas da Internet, batendo a Microsoft, o Google e a Amazon para se tornar a primeira empresa trilionária cotada em bolsa.

O marco foi atingido no meio do dia, quando a ação da Apple atingiu a cotação de US$ 207,05. No fechamento, a ação valia US$ 207,39. Em dois dias, o valor da empresa aumentou em US$ 82,6 bilhões depois de divulgar um balanço trimestral acima da expectativa graças às vendas do iPhone X e de serviços como a loja de aplicativos, a armazenagem em nuvem e a transmissão de músicas.

Vinte anos depois do fundador Steve Jobs voltar para salvar a companhia da falência, a Apple tornou-se a maior companhia aberta do mundo ao lançar produtos revolucionários como o iPod, o iPhone e o iPad, a loja de música iTunes e os aplicativos vendidos através da App Store.

Esse mundo de telefones inteligentes em que se vive hoje é uma criação de Jobs, que morreu em 5 de outubro de 2011, no auge da glória. Seu sucessor na direção-geral da Apple, Tim Cook, o primeiro gay a chefiar uma grande empresa americana, festejou a nova marca: “O preço da ação é resultado, não uma conquista em si.”

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Google aceita censura para entrar na China

O Google pretende lançar uma versão de seu mecanismo de busca especial para a China com censura a certos endereços e palavras. Com outras empresas americanas de alta tecnologia, está disposto a aceitar a censura prévia do regime comunista para ter acesso ao lucrativo mercado chinês.

A China bloqueia há muitos anos o acesso a mecanismos de busca e conteúdo produzido por companhias dos Estados Unidos e do Ocidente, como o YouTube. É o único país onde estive em que não pude atualizar meu blog.

Em dezembro de 2017, o Google anunciou a intenção de abrir um centro de pesquisas sobre inteligência artificial na China, que disputa com os EUA a liderança tecnológica do setor.

Ao aceitar a censura, o Google recua em seu compromisso com a liberdade de expressão. Em 2010, saiu da China citando preocupações com a censura e a vigilância do Estado sobre o cidadão. O co-fundador da empresa Sergey Brin, que passou os primeiros seis anos de vida na União Soviética e teria apreço pelas liberdades democráticas, teria influído na decisão. Agora, o dinheiro falou mais alto.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

UE aplica multa recorde de 4,34 bilhões de euros no Google

A União Europeia aplicou hoje sua maior multa antimonopólio, de 4,34 bilhões de euros, equivalentes a US$ 5 bilhões, mais de R$ 19 bilhões por manipular o sistema operacional Android, usado em telefones inteligentes, para favorecer seu mecanismo de busca. O Google reagiu alegando que a decisão vai minar seu modelo de negócios.

É a segunda grande multa que a Comissão Europeia, órgão executivo da UE, impõe ao Google. Em junho de 2017, a empresa sofreu uma penalidade por manipular o mecanismo de busca para privilegiar seu serviço de vendas, no valor de 2,4 bilhões de euros.

O Google é alvo de uma terceira investigação por violar os princípios da livre concorrência, relativa à propaganda na Internet, um mercado que domina, ao lado do Facebook.

Grandes empresas americanas como Amazon, Apple, Google e Facebook dominam o mercado da Internet. Até hoje, a Europa não conseguiu criar concorrentes à altura, mas a Comissão de Livre Concorrência está atenta aos abusos do poder de mercado desses gigantes.

No caso do Android, a UE acusa o Google de obrigar os fabricantes de telefones inteligentes que usam o sistema operacional Android a instalar seu serviço de busca, o Google Search, excluindo outras opções, e seu navegador de Internet, o Google Chrome.

A megaempresa americana também é acusada de proibir a instalação de seus aplicativos em outras versões do Android.

Na legislação americana antimonopólio, o objetivo central é impedir que empresas que dominem seus mercados aumentem preços abusivamente. A UE está mais preocupada com a Justiça e a igualdade de oportunidades. Entende que as gigantes americanas impedem o surgimento de empresas com potencial de se tornarem concorrentes. O Facebook, por exemplo, comprou o Instagram e o WhatsApp.

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Deputados dos EUA pedem ao Google fim da parceria com a chinesa Huawei

Em carta ao diretor-geral do Google, Sundar Pichai, cinco deputados da Câmara dos Representantes pressionaram a empresa a romper a parceria com a companhia chinesa de equipamentos de telecomunicações Huawei Tecnologias, considerada uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos, noticiou ontem a agência Reuters.

O Google e a Huawei têm fazer projetos conjuntos importantes. A Huawei é hoje a terceira maior fabricante de telefones inteligentes, depois da Apple e da Samsung. Os telefones da marca Nexus foram desenvolvidos em parceria.

A Huawei está sob investigação do Departamento da Justiça dos EUA por violar as sanções que proíbem a exportação de produtos americanos para o Irã. Em 2016, os EUA vetaram as exportações para a maior rival da Huawei na China, a ZTE.

O presidente Donald Trump suspendeu o veto a pedido do ditador da China, Xi Jinping, com quem acredita haver estabelecido boas relações pessoais, mas há resistência no Congresso dos EUA por causa da ligação das empresas de alta tecnologia com o Exército Popular de Libertação da China.

Trump fez um apelo aos deputados e senadores americanos, alegando que a ajuda à ZTE faz parte de sua estratégia global de negociações comerciais. Sem componentes e equipamentos importados dos EUA, a ZTE seria inviável.

Este é um dos problemas do protecionismo de Trump. No mundo globalizado, a fabricação às vezes se estende por vários países. Os microchips fabricados nos EUA são testados e embalados na China. Se a guerra comercial de Trump começar para valer, os chips serão sobretaxados na volta aos EUA.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Google negocia construção de centro tecnológico na Arábia Saudita

Dentro do programa de reformas lança pelo príncipe-herdeiro, Mohamed ben Salman, o Google está negociando com a companhia estatal de petróleo Aramco a construção de um grande centro tecnológico na Arábia Saudita. Como parte do acordo, a empresa de alta tecnologia criaria bancos de dados para a Aramco, noticiou o jornal americano The Wall Street Journal.

As conversas duram meses. Pelo Google, o principal negociador é Larry Page, diretor-executivo do gigante tecnológico. O objetivo do príncipe é diversificar a economia saudita até 2030 para reduzir a dependência do petróleo. Ele planeja vender 5% ações da Aramco, avaliada em US$ 1,5 trilhão a US$ 2 trilhões para levantar dinheiro para investimentos na sua Visão 2030, nome do programa de reformas.

O  Google disputa com a Amazon e a Microsoft o mercado para oferecer serviços de computação e armazenagem de dados para empresas. Nenhuma das três tem um centro tecnológico na região. A Amazon planeja abrir um no Bahrein. A Microsoft anunciou a abertura de dois centros na África do Sul ainda neste ano.

A Amazon deve criar três centros na Arábia Saudita, com investimentos de US$1 bilhão. O anúncio oficial deve ser feito quando o príncipe Mohamed ben Salman visitar os Estados Unidos.

Com a abertura de centros no Oriente Médio, os gigantes da Internet vão disputar o fornecimento de serviços à indústria do petróleo.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Procurador do Missouri investiga Google por práticas desleais

Em uma nova batalha regulatória contra os gigantes da Internet, o procurador-geral do estado do Missouri, nos Estados Unidos, Josh Hawley, abriu inquérito para investigar se o Google violou leis estaduais de proteção ao consumidor e de defesa da livre concorrência contra os monopólios, abusando de seu formidável poder econômico.

O inquérito vai examinar a coleta de dados dos usuários, o uso de conteúdo de outras fontes e a suposta manipulação dos resultados de buscas para favorecer os serviços do próprio Google, anunciou o procurador-geral.

Hawley revelou que sua investigação foi motivada pela decisão das autoridades regulatórias da União Europeia de aplicar uma multa recorde de US$ 2,7 bilhões ao Google, em junho passado, pela manipulação dos resultados de buscas.

"Estamos preocupados que tenham o mesmo padrão de comportamento aqui nos EUA", declarou o procurador-geral, que já anunciou ser candidato ao Senado em 2018.

Em nota, o Google deu sua posição: "Ainda não recebemos qualquer intimação, no entanto, temos fortes proteções à privacidade dos nossos usuários e vamos continuar  operando num ambiente altamente dinâmico e competitivo."

sexta-feira, 16 de junho de 2017

UE deve multar Google em até US$ 9 bilhões por concorrência desleal

A Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia, deve anunciar nas próximas semanas uma multa recorde de até US$ 9 bilhões contra a empresa de informática Google por manipular seu mecanismo de busca de modo a favorecer seu próprio serviço de comparação de preços do comércio, revelou hoje o jornal americano The Wall Street Journal.

Pelas regras da UE, a multa pode chegar a 10% do faturamento anual da empresa, que foi de US$ 90,27 bilhões. O recorde anterior de multa por práticas monopolistas para prejudicar a concorrência era da fabricante de microchips Intel, de 2009, no valor de 1,06 bilhão (US$ 1,2 bilhão).

Além da multa, o Google pode ser obrigado a se desfazer de seu serviço de compras e ser acionado nas justiças por empresas que se considerem prejudicadas, ou ao menos colocar outros serviços de comparação de preços ao lado do seu.

A companhia jornalística News Corporation, editora dos jornais britânicos The Times e The Sun, reclamou formalmente à Comissão Europeia, alegando que suas notícias são colocadas em segundo plano pelo mecanismo de busca do Google.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Google entra na guerra contra o Estado Islâmico

Depois de criar um mecanismo de busca que virou uma empresa de meio trilhão de dólares, o Google tenta agora reorientar as mentes de jovens que procuram informações sobre a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, candidatos em potencial a voluntários do martírio, revelou na semana passada a revista de alta tecnologia americana Wired.

Há quase um ano, a empresa Jigsaw (Quebra-Cabeças), a encubadora de ideias e novas tecnologias do Google, a antiga Google Ideas, desenvolve um programa chamada Método de Redireção combinando os algoritmos do mecanismo de busca com a plataforma de vídeo YouTube para tentar entrar na mente dos jovens em processo de radicalização.

O programa oferece uma lista de vídeos em árabe e em inglês que atacam a propaganda do Estado Islâmico e denunciam seus crimes contra a humanidade, tentando evitar a lavagem cerebral de jovens aventureiros. Tem palestras de imãs criticando a interpretação jihadista do Corão, o livro sagrado dos muçulmanos, depoimentos de ex-militantes que escaparam do grupo e cenas da vida cotidiano no Califado, como longas filas para comprar comida, falta de água e de energia.

"Há uma grande demanda na Internet de material sobre o Estado Islâmico, mas também há uma série de vozes com credibilidade desmontando suas narrativas", declarou Yasmin Green, diretora de pesquisa e desenvolvimento da Jigsaw.

"O Método de Redireção é no fundo uma campanha publicitária para um público específico: vamos pegar esses indivíduos vulneráveis às mensagens de recrutamento do EIIL e apresentar a eles informações que as refutam", acrescentou Yasmin.

Em oito semanas, o programa piloto usou 1,7 mil palavras-chave e coletou dados de 320 mil indivíduos que viram mais de 500 mil horas de vídeos contra o Estado Islâmico. A sutileza também é importante. Muitas vezes a mensagem é indireta. Em vez de produzir conteúdo, o projeto pesquisou na rede o material já existente produzido por críticos do extremismo muçulmano. Fica mais autêntico.

As grandes empresas americanas da Internet colaboram há anos no combate ao terrorismo. O Twitter já fechou centenas de milhares de contas para promover a "guerra santa" islâmica. O Facebook e o YouTube também removem material apresentando e exaltando execuções em massa, degolas e outras execuções de vítimas do Estado Islâmico. Os terroristas migraram para sítios que aceitam todo tipo de conteúdo.

Esta é a primeira tentativa de propor uma visão alternativa além das advertências oficiais de governos.

Neste mês, começa uma segunda fase do projeto. Os alvos serão extremistas americanos, tanto jihadistas em potencial quanto supremacistas brancos.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

UE acusa Google de abuso de poder econômico

Depois de cinco anos de investigações, a comissária europeia para livre concorrência, a dinamarquesa Margrete Vestager, notificou hoje a megaempresa de informática americana Google por abusar de sua posição dominante no mercado comum europeu, onde é responsável por 90% das buscas na Internet, para favorecer seu serviço de compras e de comparação de preços.

"A empresa dá uma vantagem injusta a seu próprio serviço de comparação de preços, em violação das regras da União Europeia em matéria de pesquisas, abusando assim de sua posição dominante", declarou a comissária. Desta maneira, os usuários do Google "não veem necessariamente os resultados mais pertinentes em resposta a suas pesquisas".

Mais de 30 empresas de setor, entre elas a Microsoft, que disputa o mercado de buscas com o Bing, denunciaram o Google por abuso de poder econômico.

A partir da notificação, o Google tem dois meses para apresentar uma defesa prévia. Esse prazo pode ser prorrogado por um mês. A comissão ainda pode convocar diretores do Google para depor numa audiência antes de tomar sua decisão, esperada até o fim do ano.

Se for condenado, o Google poderá ser multado em até 10% do seu faturamento no mundo inteiro, que foi de US$ 66 bilhões em 2014, com lucro de US$ 14 bilhões.

A UE pode ainda impor sanções "corretivas" para obrigar o Google a alterar seu sistema de buscas para "separar radicalmente os resultados patrocinados dos outros resultados de uma pesquisa". E até exigir o desmantelamento da empresa por concorrência desleal.

Em novembro de 2014, os deputados do Parlamento Europeu aprovaram simbolicamente uma divisão do Google para separar o mecanismo de busca das outras atividades comerciais do grupo. Isso é improvável.

Outra investigação será aberta pela Comissão europeia, órgão executivo da UE, sobre possíveis infrações à lei antimonopólio pelo sistema operacional Android, usado em tabuletas e telefones inteligentes.

No início do século, a Microsoft foi multada em mais de 2 bilhões de euros por concorrência desleal e abuso do poder de mercado com o sistema operacional Windows.

Há várias ações na Europa contra abusos de empresas americanas de tecnologia da informação, da proibição das atividades do Uber em países como a França e da imposição de impostos sobre operações do Google na Alemanha e na Espanha a investigações sobre a possível ajuda governamental ilegal à Apple na Irlanda e ao Facebook em Luxemburgo.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Polícia de Dubai vai usar óculos do Google

A polícia de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, vai equipar seus detetives com óculos do Google com tecnologia de reconhecimento facial para identificar criminosos e suspeitos, informa a agência de notícias Reuters.

O artefato tem um computador montado numa armação de óculos. Com programas desenvolvidos pela polícia de Dubai, permite tirar fotos, gravar vídeos, emitir sons e conectar o agente com um banco de dados de procurados pela polícia. Também servirá para combater violações das leis do trânsito e seguir veículos suspeitos.

Nos Estados Unidos, os Google Glasses saem por US$ 1,5 mil.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Tribunal da UE garante direito de ser esquecido

Numa decisão de profundas implicações, a Corte Europeia de Justiça, o tribunal da União Europeia, decidiu hoje em Luxemburgo obrigar o Google a retirar da Internet links relacionando notícias, decisões judiciais e outros documentos ao nome de um cidadão espanhol, em nome do "direito de ser esquecido". Os tribunais decidirão caso a caso.

A partir de agora, qualquer cidadão europeu tem o direito de exigir que links para páginas com informações a seu respeito sejam removidas dos mecanismos de busca da rede mundial de computadores em defesa do direito à privacidade. Os documentos em si não serão removidos.

A decisão vale para todas os sítios de busca da Internet e pode ser um grande problema para as empresas por causa do aumento de custos. Elas não precisam atender a todos os pedidos, mas podem ser processadas com base em leis de proteção de dados pessoais.

"Desde nossa fundação há quase 20 anos, apoiamos uma Internet livre e aberta, não uma ensombrecida pela censura", declarou uma porta-voz do Yahoo.

O processo foi aberto por Mario Costeja González por causa de um anúncio publicado em 1998 anunciando o leilão de um imóvel vendido para cobrir dívidas com a Previdência Social. Como a situação foi resolvida, Costeja alegou ser vítima de uma punição eterna desabonando sua conduta.

Google, Yahoo e outros sítios de busca ainda estão analisando as implicações e esperando para ver como a decisão será aplicada por outros tribunais.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Facebook compra Oculus VR por US$ 2 bilhões

Depois de pagar US$ 19 bilhões pelo aplicativo de mensagens WhatsApp, o Facebook anuncia agora a compra da Oculus VR, uma empresa de realidade virtual que fabrica óculos digitais para videogames, capazes de incorporar os elementos de um computador, revelou hoje o jornal The Washington Post. É mais um equipamento capaz de revolucionar a tecnologia da informação.

Com a aquisição, o Facebook entre na corrida tecnológica com o Google Glass, uma pequena tela do tamanho de um selo postal ligada a uma armação de óculos que permita gravar vídeos, navegar na rede e ler o correio eletrônico através de uma conexão sem fio com telefone celular.

O Google já fez acordos para que os fabricantes de óculos Ray-Ban e Oakley incorporem a tecnologia a seus produtos.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

NSA se infiltrou em servidores do Google e Yahoo

A Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos invadiu secretamente os elos de ligação entre os servidores e bancos de dados das empresas de Internet americanas Google e Yahoo no mundo inteiro, revelam documentos vazamentos pelo ex-funcionário subcontratado pelos serviços secretos Edward Snowden, denuncia o jornal The Washington Post.

O general Keith Alexander, diretor da NSA, desmentiu a notícia, afirmando que a agência não tem autorização legal para fazer isso sem ordem judicial. Veja o esboço do esquema de espionagem.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

EUA espionam Internet em grande escala

A Agência de Segurança Nacional e a polícia federal dos Estados Unidos (FBI) estão copiando arquivos de áudio, vídeos, fotos, e-mails e documentos colocados na Internet diretamente dos servidores de nove grandes empresas.

O programa secreto chamado Prisma existe desde 2007, mas só foi revelado agora pelo jornal The Washington Post. As empresas - AoL, Apple, Facebook, Google, Microsoft, PalTalk, Skype, Yahoo e YouTube.

Assim que a notícia vazou, o governo dos EUA afirmou que só vigia estrangeiros e que o programa está apoiado na lei.

Horas antes, o jornal inglês The Guardian revelou que o presidente Barack Obama manteve um programa de monitoramento e armazagem em massa de dados de conversas telefônicas e transmissão de dados por telefone.

O Guardian conseguiu uma cópia de uma ordem secreta obrigando a maior empresa de telefonia celular dos EUA a passar diariamente ao FBI os registros telefônicos de todos os seus milhões de clientes. São informações sobre quem ligou para quem e quanto tempo duraram as ligações.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Facebook decepciona na estreia em bolsa

No primeiro dia de venda pública de ações, o Facebook decepcionou. A ação, cotada inicialmente em US$ 38, subiu para US$ 42,05 início das operações, uma alta de 11%. Mas logo começou a cair. Oscilou durante todo o dia, fechando em US$ 38,23, com valorização de 0,61%.

A estreia atrasou meio hora por problemas técnicos na bolsa eletrônica Nasdaq, que negocia ações de empresas de alta tecnologia.

Analistas ouvidos pelo sítio Investment News desaconselharam a compra das ações do Facebook, dizendo que é o lançamento mais badalado da história, mas não há garantia de sucesso da empresa a longo prazo num ambiente volátil em plena revolução tecnológica.

O Facebook ainda tem problemas de acesso em celulares e tabletes. Depende de plataformas de empresas concorrentes como a Apple e o Google.

A própria Apple, hoje a maior empresa privada do mundo, foi dada como morta quando o sistema operacional Windows, da Microsoft, tomou conta do mercado de computadores pessoais. Deu a volta por cima com produtos revolucionários como o iPod, iPhone e iPad.

Alguns comentaristas lembraram o espetacular lançamento da America on Line (AoL), que chegou a negociar uma fusão com o grupo Time Warner e desapareceu com a evolução tecnológica, tornando-se uma empresa menor.


segunda-feira, 14 de maio de 2012

Facebook aumenta preço-alvo para ações

Diante da enorme procura, o Facebook decidiu aumentar a faixa de preço na sua oferta inicial de ações, de US$ 28-35 para US$ 34-38. A empresa deve estrear na bolsa nesta sexta-feira.

Isto eleva o valor de mercado da empresa para algo entre US$ 92 bilhões e US$ 104 bilhões, reporta o jornal The Wall St. Journal.

Já o Financial Times observa que quase a metade dos 900 milhões de usuários entram na rede social mais popular da Internet através do telefone celular, e o Facebook não está preparado para concorrer neste mercado. Depende de plataformas da Apple e do Google.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Google compra telefonia celular da Motorola

A empresa de informática Google ofereceu US$ 12,5 bilhões pela Motorola Mobility, a divisão de aparelhos móveis da Motorola, que teria aceita a proposta, informa o jornal The New York Times. 

O preço, 63% acima do valor de mercado das ações da Motorola no fechamento da Bolsa de Nova York na sexta-feira passada, revela a determinação do Google de se afirmar no mercado de aparelhos móveis de telecomunicações, hoje dominado pela Apple, que a ultrapassou para se tornar a maior empresa do setor e disputa com a Exxon a posição da maior empresa privada do mundo.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Google acusa China de invadir correio eletrônico de altos funcionários dos EUA

A empresa de Internet Google acusou hoje hackers (piratas cibernéticos) chineses de invadir centenas de contas do Gmail, inclusive de altos funcionários dos Estados Unidos, de jornalistas e de dissidentes chineses, revela o jornal The Washington Post.

O Google denuncia “uma campanha para descobrir senhas de usuários, monitorar seus emails e usar as senhas para alterar parâmetros.