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quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Forças de segurança da Nigéria matam dez pessoas

Cerca de dez pessoas foram mortas hoje em confrontos entre as forças de segurança da Nigéria e muçulmanos xiitas no estado de Kaduna, no Norte do país. O conflito começou quando uma multidão de xiitas se concentrou para participar da festa religiosa da Achura, proibida pelas autoridades locais.

A polícia e soldados do Exército tentaram dispersar a manifestação com gás lacrimogênio. Como não conseguiram, começaram a dar tiros. As autoridades não confirmaram as mortes, mas admitiram ter ordenado a dispersão da multidão.

No meio da confusão, um grupo de pessoas cercou, atacou e tocou fogo na casa de um líder xiita em Kaduna. Há pouco menos de um ano, o Exército na Nigéria matou centenas de xiitas em três dias de confrontos no estado do Norte do país, onde a maioria é muçulmana.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Atirador que matou cinco policiais no Texas é identificado

O atirador que baleou 12 policiais ontem à noite na cidade de Dallas, no estado do Texas, nos Estados Unidos, foi identificado hoje como Micah Xavier Johnson, de 25 anos. Ele era negro, veterano da Guerra do Afeganistão e não tinha antecedentes criminais nem ligação com grupos terroristas.

O ataque aconteceu durante manifestações de protesto em várias cidades americanas contra o assassinato de dois negros pela polícia em incidentes diferentes. Depois de horas de negociações com a polícia, Johnson foi morto por um robô-bomba, noticiou o jornal Los Angeles Times.

Durante as negociações, Johnson blefou. Ameaçou explodir uma bomba que a polícia não encontrou: "O suspeito disse que no fim encontraríamos uma bomba", declarou o chefe de polícia de Dallas, David Brown. "Ele queria matar policiais, expressou o desejo de matar brancos, especialmente policiais brancos". Ao mesmo tempo, "expressou raiva em relação ao movimento Vidas Negras Importam."

Na casa dele, a polícia encontrou armas e material para fabricação de bombas.

domingo, 27 de março de 2016

Polícia de Bélgica dispersa neofascistas que ameaçavam muçulmanas

Com jatos d'água, a polícia de choque da Bélgica dispersou hoje uma manifestação de neofascistas. Eles invadiram a Praça da Bolsa de Bruxelas para confrontar mulheres muçulmanas que prestavam homenagem aos 28 mortos nos atentados de 22 de março de 2016.

A Marcha contra o Medo, convocada para hoje, foi adiada a pedido do ministro do Interior e do prefeito da capital para permitir que a polícia se concentre na caçada aos terroristas. A organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a autoria dos atentados.

Hoje foram realizadas mais 13 operações policiais de busca e apreensão. Um homem preso na Bélgica foi denunciado por ligação com os atentados de 13 de março do ano passado em Paris. No Sul da Itália, a policia prendeu um argeliano suspeito de falsificar documentos para os terroristas envolvidos nos ataques.

domingo, 3 de maio de 2015

Milhares fecham ruas de Telavive em protesto antirracista em Israel

Depois de uma manifestação antirracista que terminou em violência na quinta-feira em Jerusalém, milhares de israelenses de origem etíope e seus simpatizantes fecharam hoje ruas do centro de Telavive em protesto contra o racismo institucionalizado e a brutalidade policial em Israel. Pelo menos 46 pessoas saíram feridas, sendo 23 policiais, e 15 foram presas, noticiou o jornal liberal israelense Haaretz.

A onda de protestos com o racismo da polícia chegou a Israel depois da divulgação na semana passada de um vídeo em que um soldado etíope do Exército de Israel foi agredido e ameaçado por dois policiais. Veja no jornal conservador The Times of Israel.

Neste domingo, a violência explodiu na Praça Yitzhak Rabin, em Telavive. A polícia usou bombas de efeito moral e gás lacrimogênio para dispersar a multidão.

O chefe de polícia, Yohanan Danino, declarou que "a maioria das reclamações dos etíopes israelenses não tem a ver com a polícia. Há um problema mais profundo de assimilação. Assumo a responsabilidade pelos casos onde houve abusos, que serão investigados e punidos."

No início da noite, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu pediu calma e prometeu investigar as denúncias da comunidade etíope-israelense, mas declarou que "não há lugar para a violência e atos fora da lei".

Amanhã, o primeiro-ministro participa de uma reunião entre líderes da comunidade etíope-israelense e representantes dos ministérios da Segurança Pública, do Interior e da Previdência Social. O soldado agredido pela polícia, Demas Fekadeh, também estará presente.

Baltimore suspende o toque de recolher noturno

O governo municipal de Baltimore, nos Estados Unidos, suspendeu o toque de recolher noturno de 22h às 5h imposto a partir de terça-feira para conter manifestações de protesto violentas contra a morte do jovem negro Freddie Gray, anunciou hoje a prefeita Stephanie Rawlings-Blake.

Gray foi preso ilegamente pela polícia em 12 de abril de 2015 e morreu uma semana depois de lesões na medula sofridas enquanto estava detido. Seis policiais foram denunciados pelo crime. Todos foram presos, mas pagaram fiança e vão responder ao processo em liberdade.

Desde o início dos protestos, depois do enterro de Gray, em 23 de abril, 113 policiais foram feridos e 486 pessoas detidas.

A morte de Gray foi mais uma de uma série de assassinatos de negros que revela um racismo institucionalizados nas polícias dos EUA. A cada 28 horas, um negro é morto pela polícia.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Promotoria denuncia policiais por homicídio de Freddie Gray nos EUA

A morte do jovem negro Freddie Gray, em 19 de abril de 2015, na cidade de Baltimore, nos Estados Unidos, foi declarada um homicídio. Seis policiais foram denunciados pelo crime, anunciou hoje promotora do estado de Maryland Marilyn Mosby ao fazer hoje um balanço das investigações, noticiou o jornal digital The Huffington Post. Cinco estão presos.

Gray, de 25 anos, filho de uma viciada em heroína, nunca trabalhou. Já havia sido detido 22 vezes por posse de drogas e pequenos furtos. Em 12 de abril, ele foi preso ilegalmente numa esquina da Zona Oeste de Baltimore. Tinha uma faca de um tipo que não é proibido pela lei.

Ele morreu uma semana depois de múltiplas lesões na coluna. Antes de ser levado para a delegacia, a caminhonete da polícia parou em vários lugares, adiando o atendimento médico que o preso precisava.

Quatro policiais foram acusados de homicídio culposo, sem a intenção de matar, por imperícia, imprudência ou negligência, com pena máxima de 10 anos de prisão. Só o motorista Caesar Goodson Jr. foi denunciado por homicídio em segundo grau porque poderia ter parado a viatura num hospital ou posto de saúde para dar assistência ao preso. Todos foram acusados por agressão e dois por prisão ilegal.

O homicídio em segundo grau pode ser caracterizado por morte intencional não planejada nem premeditada ou por conduta perigosa ou desprezo pela vida humana que levem à morte.

A morte de Gray faz parte de uma longa lista de negros inocentes mortos pela polícia nos EUA que provocou uma onda de protestos em várias cidades e um debate sobre o racismo institucionalizado das polícias muncipais e estaduais.

Para lembrar alguns casos, Michael Brown foi morto em agosto de 2014 com um tiro em Ferguson, no estado do Missouri. Em Nova York, Eric Garner, que vendia cigarros avulsos na rua ilegalmente, foi sufocado e morto pelo golpe imobilizante conhecido como gravata. Em Charleston do Norte, na Carolina do Norte, no início do mês passado, um policial deu oito tiros pelas costas em Walter Scott.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Baltimore está em chamas

O governo do estado de Maryland, Larry Hogan, decretou estado de emergência e a prefeita da cidade de Baltimore, Stephanie Rawlings-Blake, impôs um toque de recolher noturno de 22h às 5h por uma semana a partir desta terça-feira.

O objetivo é conter uma onda de violentos protestos, saques e incêndios deflagrada pelo enterro de mais um negro assassinado por um policial branco nos Estados Unidos. Pelo menos 15 policiais saíram feridos. Mais de 300 pessoas foram presas.

Ao declarar emergência, o governador convocou a Guarda Nacional. Em entrevista transmitida ao vivo pela televisão americana CNN, ambos disseram ter feito tudo o que estava a seu alcance e afirmaram que a situação estava sob controle. Os incêndios em maisde 100 carros e lojas da cidade os desmentiam no ar.

A prefeita, do Partido Democrata, alegou não ter acionado as autoridades estaduais antes dos protestos violentos e dos saques para não dar a impressão de estar reagindo exageradamente diante da insatisfação popular. As manifestações eram pacíficas, mas, no sábado passado e hoje os protestos degeneraram para ações violentas de jovens negros revoltados.

Filho de uma viciada, Freddie Gray é uma encarnação do pesadelo americano. Nunca teve um emprego nem chamou muito a atenção nos 25 anos de vida na pobre Zona Oeste de Baltimore. Ele morreu em 19 de abril de 2015, uma semana depois de ser jogado ao chão numa esquina, preso e arrastado até uma camionete da polícia, reportou o jornal The Washington Post.

De acordo com a autópsia, Gray sofreu várias lesões na coluna. Seis policiais envolvidos no caso foram afastados do serviço sem remuneração. Várias investigações estão em andamento.

Baltimore, de 660 mil habitantes, é uma cidade histórica onde 25% da população vivem na miséria e na desesperança, a um passo do crime e da violência. O problema lá é a miséria, não é o racismo, alega o repórter Michael Fletcher, do Washington Post, que morou 31 anos na cidade.

"A prefeita é negra, assim como o presidente da Câmara Municipal, o chefe de polícia, o promotor público e muitos outros líderes da cidade são negros

É mais um de muitos casos de negros mortos por policiais brancos. Em agosto de 2014, Michael Brown foi morto em Ferguson, no estado do Missouri. Quando a Justiça decidiu não processar o policial responsável, Darren Wilson, houve uma onda de violência na cidade.

Em dezembro do ano passado, Eric Garner, um vendedor de cigarros avulsos foi sufocado até a morte pela polícia de Nova York, apesar de reclamar que não estava conseguindo respirar. Em 4 de abril de 2015, Walter Scott foi perseguido por causa de um farolete queimado em Charleston do Norte, na Carolina do Norte.

O racismo institucionalizado das polícias municipais e estaduais dos EUA é um desafio para a nova ministra da Justiça, Loretta Lynch, de origem africana como o presidente Barack Obama e as vítimas desta história.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Ditador da Chechênia manda atirar para matar agentes russos

Num desafio ao Kremlin, Ramzan Kadirov, o ditador da república da Chechênia, uma das 85 unidades da Federação Russa, autorizou há dois dias as forças de segurança locais a "atirar para matar" agentes que realizem operações na Chechênia sem seu consentimento, revelou hoje a Rádio Europa Livre.

Suas declarações foram divulgadas dois dias depois que a polícia da região vizinha de Stavropol matou um checheno.

As tensões entre o líder checheno e o governo Vladimir Putin aumentaram desde o assassinato do líder da oposição Boris Nemtsov, em Moscou, a 50 metros das muralhas do Kremlin, em 27 de janeiro de 2015.

Durante as investigações, a polícia russa prendeu dois agentes chechenos de Kadirov, que chegaram a confessar o crime e depois recuaram. O líder checheno chegou a atribuir a morte a muçulmanos indignados com o apoio de Nemtsov aos jornalistas franceses mortos no ataque terrorista contra o jornal humorístico Charlie Hebdo.

Ramzan Kadirov é filho de Akhmad Kadirov, um senhor da guerra que terminou sendo cooptado por Moscou e governou a Chechênia de 5 de outubro de 2003 a 9 de maio de 2004, depois da Segunda Guerra da Chechênia. Akhmad oi assassinado por extremistas muçulmanos durante a parada militar para festejar o Dia da Vitória na Segunda Guerra Mundial. Mantém com Moscou a mesma relação dúbia do pai.

O líder checheno tem seu exército privado, Kadirovtsy, fez fortuna com o petróleo da Chechência e é acusado de graves violações dos direitos humanos.

Senado confirma Loretta Lynch como ministra da Justiça dos EUA

Depois de mais de cinco meses, por 56-43 votos, o Senado dos Estados Unidos aprovou hoje a nomeação pelo presidente Barack Obama de Loretta Lynch para ministra da Justiça, num momento de grande debate sobre o racismo institucionalizado da polícia e como combater o terrorismo, noticiaram os jornais The Washington Post e The Wall Street Journal.

Todos os senadores democratas e dez republicanos, inclusive o líder da maioria, Mitch McConnell, votaram a favor.

Durante o debate no Senado, Loretta Lynch foi elogiada por seu trabalho como procuradora federal no bairro do Brooklyn, em Nova York, mas criticada pela oposição conservadora por supostamente retardar e evitar a deportação de milhares de imigrantes ilegais.

Loretta Lynch substitui Eric Holder, o primeiro negro a ocupar o cargo de ministro da Justiça, que nos EUA acumula as funções de procurador-geral da República. A festa de despedida de Holder está marcada para sexta-feira. Lynch toma posse na segunda-feira, 27 de abril de 2015. Será a primeira mulher negra a ocupar o cargo.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Policial branco mata negro com vários tiros pelas costas nos EUA

Mais um negro inocente foi vítima do racismo institucionalizado nas polícias dos Estados Unidos. Walter Scott, de 50 anos, foi seguido por causa de um farolete quebrado do carro no sábado à tarde em Charleston do Norte, no estado da Carolina do Sul, e baleado pelas costas. 

O policial Michael Slager, de 33 anos, alegou legítima defesa, dizendo que a vítima tentou tomar uma pistola, mas um vídeo divulgado pelo jornal The New York Times mostra Scott fugindo e sendo atingido por cinco dos oito disparos. Hoje, ele foi demitido e indiciado por homicídio.

Em entrevista coletiva realizada há pouco, o prefeito da cidade afirmou só ter visto as imagens ontem. A polícia local não participou da entrevista porque o caso está sendo investigado por uma polícia estadual.

Nos últimos meses, vários casos de negros inocentes e desarmados baleados e mortos por policiais brancos provocaram revolta nos EUA. Em agosto de 2014, Michael Brown foi morto em Ferguson, no estado do Missouri. Quando a Justiça decidiu não processar o policial Darren Wilson, em novembro do mesmo ano, houve uma onda de protestos.

Charleston do Norte é uma cidade onde 47% são negros, construída por desalojados quando Charleston foi destruída pelo fogo na Guerra Civil Americana, em 1861.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Polícia matou mais de 100 pessoas nos EUA em março

Mais de 100 pessoas foram mortas em encontros com a polícia nos Estados Unidos em março de 2015, uma média de mais de três mortes por dia, denunciou hoje a União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU). O padrão de muitas vítimas se repete: são negros pobres desarmados vistos como suspeitos, alguns com problemas mentais.

São casos como o de Charly Keunang, em Los Angeles, na Califórnia; Anthony Hill, no condado de DeKalb, na Geórgia; e Brandon Jones, em Cleveland, em Ohio.

Na opinião da organização de defesa dos direitos humanos, é evidente que há um problema com as polícias dos EUA, que devem limitar o uso da força e tentar desescalar os conflitos. Há um racismo institucionalizado.

Em 9 de agosto de 2014, o jovem negro Michael Brown foi morto pela polícia de Ferguson, no estado do Missouri. Dois meses depois, quando a Justiça decidiu não processar o policial que atirou, houve uma explosão de violência e protestos na Grande São Luís.

O problema se repetiu em Nova York, onde um negro que vendia ilegalmente cigarros a varejo foi esgoelado depois de gritar várias vezes que estava sendo sufocado.

A chegada do primeiro presidente negro à Casa Branca não significa que a questão racial esteja perto da solução nos EUA.

sábado, 25 de outubro de 2014

Rússia detém 6.830 migrantes em Moscou

A polícia de Moscou prendeu 6.830 estrangeiros nas últimas 24 horas para verificar se sua presença na Rússia é legal, informou a agência de notícias Itar-Tass, citando com fonte a assessoria de imprensa da polícia.

A detenção em massa faz parte de uma grande operação que está sendo realizada de 23 de outubro a 2 de novembro de 2014 pela polícia, os serviços secretos e de migração para expulsar os imigrantes ilegais.

É um endurecimento do regime cada vez mais ditatorial do presidente Vladimir Putin diante da virtual intervenção militar russa na ex-república soviética da Ucrânia e, em consequência, do maior atrito da Rússia com a Europa e os Estados Unidos desde o fim da Guerra Fria e o desaparecimento da União Soviética, em 1991.

Em resposta às sanções internacionais impostas pelo Ocidente, há um cerco à oposição interna, às organizações não governamentais e a empresas de mídia com participação estrangeira.

Curiosamente, Putin virou ídolo da extrema direita neofascista europeia e da esquerda latino-americana, neste caso por seu antiamericanismo.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Polícia de Dubai vai usar óculos do Google

A polícia de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, vai equipar seus detetives com óculos do Google com tecnologia de reconhecimento facial para identificar criminosos e suspeitos, informa a agência de notícias Reuters.

O artefato tem um computador montado numa armação de óculos. Com programas desenvolvidos pela polícia de Dubai, permite tirar fotos, gravar vídeos, emitir sons e conectar o agente com um banco de dados de procurados pela polícia. Também servirá para combater violações das leis do trânsito e seguir veículos suspeitos.

Nos Estados Unidos, os Google Glasses saem por US$ 1,5 mil.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Boko Haram toma academia de polícia na Nigéria

Com veículos blindados e motocicletas, rebeldes da milícia extremista muçulmana Boko Haram atacaram e dominaram um centro de treinamento da polícia de choque no estado de Borno, no Nordeste da Nigéria, noticiou a televisão pública britânica BBC, citando como fonte uma testemunha não identificada.

A data e hora do ataque não foram revelados. Uma alta fonte do governo nigeriano disse que desde ontem foi perdido o contato com a academia da polícia. Pelo menos 35 policiais estão desaparecidos.

Desde que aderiu à luta armada para tentar impor a lei islâmica, em 2009, a insurgência do grupo Boko Haram causou a morte de 15 mil pessoas na Nigéria. Em abril, a milícia terrorista, que se opõe à educação ocidental, sequestrou quase 300 meninas em Borno. Mais de 250 ainda estão  desaparecidas.

sábado, 5 de julho de 2014

Iraque demite comandante do Exército e chefe de Polícia

Diante da ofensiva da milícia terrorista sunita Estado Islâmico do Iraque e do Levante, o primeiro-ministro xiita Nuri al-Maliki demitiu hoje o comandante do Exército do Iraque, general Ali Ghaidan, e o chefe da Polícia Federal, Mohsen al-Kaabi, informou a agência de notícias Associated Press (AP).

Os substitutos ainda não foram indicados.

Onze anos depois da invasão americana para derrubar o ditador Saddam Hussein, as forças de segurança iraquianas criadas pelos Estados Unidos se mostraram incapazes de defender o país da ofensiva jihadista.

terça-feira, 11 de março de 2014

Maoístas matam 16 policiais na Índia

Guerrilheiros maoístas mataram hoje 16 policiais e deixaram outros 25 feridos num ataque no estado de Chattisgarh, na Índia, um reduto dos rebeldes.

Os policiais foram atacados quando iam dar segurança a trabalhadores que constroem uma estrada no distrito de Sukma.

domingo, 19 de maio de 2013

Salafistas enfrentam a polícia na Tunísia

Os salafistas da Tunísia entraram em choque com a polícia hoje na cidade de Kairoun, quando tentavam realizar seu congresso anual, que estava proibidos. Um militante do grupo Ansar al-Charia morreu.

Os extremistas muçulmanos atacaram com pedras, e a polícia reagiu com gás lacrimogênio. Embora não ameacem o poder constituído, os salafistas tunisianos realizam protestos violentos para aumentar seu poder de barganha.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Polícia das marcas entra na luta contra pirataria olímpica

LONDRES - A crise com a empresa de segurança privada que se revelou incapaz de treinar agentes em número suficiente para cumprir sua missão ainda não foi resolvida, mas cerca de 300 oficiais da Olimpíada de 2012 entraram em ação hoje em Londres para combater a pirataria das marcas dos patrocinadores dos Jogos, como Adidas, Coca-Cola, BP e McDonald's.

Como as Forças Armadas terão de fornecer na última hora 3,5 mil soldados para preencher a lacuna deixada pela empresa privada G4S, os comandantes militares vão se reunir com ministros para pedir que os soldados recebam remuneração extra. Muitos acabaram de voltar da Guerra do Afeganistão e terão de canceler ou adiar férias e casamentos.

Agora, são os militares que dão as ordens, afirma o jornal inglês The Independent.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Aliado de Bo deixa chefia do aparelho de segurança

O poderoso chefe do aparelho de segurança do regime comunista da China, que inclui a Polícia, a Justiça e os serviços secretos, Zhou Yongkang, caiu em desgraça, a exemplo do que aconteceu com seu aliado, o membro do Politburo Bo Xilai, expurgado em março de 2012.

Zhou faz parte do seleto Comitê Permanente do Politburo, onde Bo esperava chegar na renovação a ser realizada no fim do ano. É um dos chamados nove imperadores que realmente governam a China. Foi o maior defensor de Bo no debate interno do PC chinês que precedeu seu afastamento, primeiro da chefia do partido em Xunquim, uma grande cidade com status de província, em março, e depois do Politburo do Comitê Central, no mês passado.

No papel, afirma hoje o jornal inglês Financial Times, Zhou mantém o cargo de secretário do comitê de assuntos políticos e legislativos do partido. Na prática, o controle do aparelho de segurança do Estado passou para o ministro da Segurança Pública, Meng Zianzhu, diz o jornal, citando como fontes altos funcionários do PC e diplomatas.

A defesa obstinada de Bo teria selado a sorte de Zhou.

O expurgo de Bo Xilai revelou as divisões na cúpula dirigente chinesa e os métodos brutais usados na luta pelo poder. Sua mulher, Gu Kailai, foi presa sob acusação de envolvimento no assassinato do empresário britânico Neil Heywood.

Para não aumentar o descontentamento popular com as práticas arbitrárias e antidemocráticas do regime, Zhou deve manter o cargo sem nenhum poder real. Ele teria inclusive feito uma autocrítica diante do Comitê Permanente, reconhecendo o erro de tentar proteger Bo.

Por trás, há o duelo entre a ala reformista representada atualmente pelo primeiro-ministro Wen Jiabao, defensora de reforma políticas liberalizantes, e a velha guarda maoísta, que aproveitou a crise financeira internacional para defender o aumento do controle do Estado sobre a economia.

As quedas de Bo e Zhou são derrotas dos saudosos do maoísmo e das canções - e também dos métodos - da Revolução Cultural. Esta batalha ideológica que marca as reformas promovidas por Deng Xiaoping a partir de 1978 recomeça e está longe de terminar. Em jogo, o futuro da China, que em breve será o país mais rico do mundo.

sábado, 12 de maio de 2012

Polícia da Alemanha deu apenas 85 tiros em 2011

A polícia alemã deu somente 85 tiros no ano passado, e a maioria dos tiros não disparada contra pessoas: 49 foram tiros de advertência e 36 foram contra suspeitos, dos quais seis foram mortos e 15 saíram feridos.

Em comparação, nos Estados Unidos, 84 tiros foram dados no mês passado contra um suspeito de assassinato no bairro nova-iorquino do Harlem e 90 contra um homem desarmado que fugiu da polícia de Los Angeles.