Cerca de dez pessoas foram mortas hoje em confrontos entre as forças de segurança da Nigéria e muçulmanos xiitas no estado de Kaduna, no Norte do país. O conflito começou quando uma multidão de xiitas se concentrou para participar da festa religiosa da Achura, proibida pelas autoridades locais.
A polícia e soldados do Exército tentaram dispersar a manifestação com gás lacrimogênio. Como não conseguiram, começaram a dar tiros. As autoridades não confirmaram as mortes, mas admitiram ter ordenado a dispersão da multidão.
No meio da confusão, um grupo de pessoas cercou, atacou e tocou fogo na casa de um líder xiita em Kaduna. Há pouco menos de um ano, o Exército na Nigéria matou centenas de xiitas em três dias de confrontos no estado do Norte do país, onde a maioria é muçulmana.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 12 de outubro de 2016
terça-feira, 4 de novembro de 2014
Arábia Saudita prende suspeitos de ataque terrorista
A polícia da Arábia Saudita prendeu hoje seis suspeitos de uma ação terrorista na Província Oriental em que mascarados mataram cinco pessoas e feriram outras nove ontem num bairro da cidade de Al-Dalwa de maioria xiita, informaram as agências de notícias Gulf News e Reuters.
O ataque aconteceu no momento em que a comunidade xiita celebrava o Festival da Achura, que lembra o martírio do imã Hussein ibn Ali, neto do profeta Maomé, na Batalha de Carbalá, no ano 680 da era cristã, uma das datas-chaves do cisma entre sunitas e xiitas, observa a televisão pública britânica BBC.
Como o wahabismo, uma corrente sunita, é considerado pelo governo saudita como a interpretação correta do Corão, os xiitas, cerca de 15% dos 20 milhões de sauditas, são vistos como suspeitos e discriminados, embora as autoridades neguem. Isso explica atos terroristas como o de ontem. De acordo com relatos publicados nas redes sociais, três homens armados com revólveres e metralhadoras dispara contra a multidão que deixava um local de oração.
A tensão aumentou na Província Oriental depois da condenação à morte por sedição do clérigo e ativista xiita xeque Nimr al-Nimr, em 15 de outubro de 2014, sob protestos de sua família, que alega que ele sempre usou "métodos pacíficos e não violentos" em sua pregação, noticia o jornal inglês The Guardian.
No Oriente Médio, há hoje um amplo conflito entre sunitas e xiitas no Iraque, na Síria e no Líbano capaz de conflagrar toda a região.
O ataque aconteceu no momento em que a comunidade xiita celebrava o Festival da Achura, que lembra o martírio do imã Hussein ibn Ali, neto do profeta Maomé, na Batalha de Carbalá, no ano 680 da era cristã, uma das datas-chaves do cisma entre sunitas e xiitas, observa a televisão pública britânica BBC.
Como o wahabismo, uma corrente sunita, é considerado pelo governo saudita como a interpretação correta do Corão, os xiitas, cerca de 15% dos 20 milhões de sauditas, são vistos como suspeitos e discriminados, embora as autoridades neguem. Isso explica atos terroristas como o de ontem. De acordo com relatos publicados nas redes sociais, três homens armados com revólveres e metralhadoras dispara contra a multidão que deixava um local de oração.
A tensão aumentou na Província Oriental depois da condenação à morte por sedição do clérigo e ativista xiita xeque Nimr al-Nimr, em 15 de outubro de 2014, sob protestos de sua família, que alega que ele sempre usou "métodos pacíficos e não violentos" em sua pregação, noticia o jornal inglês The Guardian.
No Oriente Médio, há hoje um amplo conflito entre sunitas e xiitas no Iraque, na Síria e no Líbano capaz de conflagrar toda a região.
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