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terça-feira, 4 de novembro de 2014

Arábia Saudita prende suspeitos de ataque terrorista

A polícia da Arábia Saudita prendeu hoje seis suspeitos de uma ação terrorista na Província Oriental em que mascarados mataram cinco pessoas e feriram outras nove ontem num bairro da cidade de Al-Dalwa de maioria xiita, informaram as agências de notícias Gulf News e Reuters.

O ataque aconteceu no momento em que a comunidade xiita celebrava o Festival da Achura, que lembra o martírio do imã Hussein ibn Ali, neto do profeta Maomé, na Batalha de Carbalá, no ano 680 da era cristã, uma das datas-chaves do cisma entre sunitas e xiitas, observa a televisão pública britânica BBC.

Como o wahabismo, uma corrente sunita, é considerado pelo governo saudita como a interpretação correta do Corão, os xiitas, cerca de 15% dos 20 milhões de sauditas, são vistos como suspeitos e discriminados, embora as autoridades neguem. Isso explica atos terroristas como o de ontem. De acordo com relatos publicados nas redes sociais, três homens armados com revólveres e metralhadoras dispara contra a multidão que deixava um local de oração.

A tensão aumentou na Província Oriental depois da condenação à morte por sedição do clérigo e ativista xiita xeque Nimr al-Nimr, em 15 de outubro de 2014, sob protestos de sua família, que alega que ele sempre usou "métodos pacíficos e não violentos" em sua pregação, noticia o jornal inglês The Guardian.

No Oriente Médio, há hoje um amplo conflito entre sunitas e xiitas no Iraque, na Síria e no Líbano capaz de conflagrar toda a região.

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

Atentados matam 42 no último dia da Achura

Uma série de atentados contra fiéis matou pelo menos 42 iraquianos no último dia da Achura, a mais importante festa religiosa do calendário xiita, que celebra o martírio do imã Hussein, neto do profeta Maomé, em 680.

O primeiro ataque matou 12 pessoas em Janakin, perto da fronteira com o Irã, durante uma procissão em que os xiitas se autoflagelavam, punindo-se por não terem acorrido em defesa de Hussein no século 7. Outras 17 pessoas morreram num ataque com morteiros contra o bairro de Adamia, no Noroeste de Bagdá. Em Dour Mondali, a 100 quilômetros a noroeste da capital iraquiana, um homem-bomba detonou seus explosivos quando estava no meio de uma multidão de 150 pessoas que entravam numa mesquista, matando 23 e ferindo outros 60.

Em 2004, atentados suicidas mataram 171 pessoas em Bagdá e Carbalá, onde Hussein foi morto na batalha que marca o cisma entre sunitas e xiitas, cerca de 10% dos mais de 1 bilhão de muçulmanos. Neste ano, com 11 mil soldados e policiais patrulhando Carbalá, os terroristas procuraram outras localidades.

Ao depor no Senado dos Estados Unidos, o novo comandante das operações militares americanas no Oriente Médio, almirante William Fallon, declarou que "chegou o momento" de dar a volta por cima no Iraque.