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segunda-feira, 18 de maio de 2020

Estado Islâmico volta a atacar nos arredores de Bagdá

A organização terrorista Estado Islâmico está lançando ataques noturnos no Norte e no Oeste do Iraque e chegou à região de Tarmia, que fica no chamado cinturão de Bagdá, a capital do Iraque. O grupo terrorista chamou as ações de "invasões do Ramadã", o nome do mês sagrado para os muçulmanos.

Numa demonstração de força, pela primeira vez em meses, milicianos do Estado Islâmico invadiram a vila de Tarmia, sequestrou e matou um agente de segurança. Também houve ações terroristas no sábado nas províncias de Diala e Saladino, e na cidade de Samarra, onde quatro membros da mesma família foram trucidados.

Na sexta-feira à noite, o alvo foi um posto policial no Nordeste de Bagdá. As Forças de Mobilização Popular, milícias de maioria xiita financiadas e treinadas pelo Irã e pelo governo do Iraque, disseram que o ataque em Diala deixou um morto e dez feridos.

O Exército do Iraque, a Polícia de Diala e as Forças de Mobilização fizeram uma operação atrás dos terroristas na região de Buhriz. O deputado Bader al-Ziyadi, da Comissão de Segurança e Defesa da Assembleia Nacional, revelou que nos próximos dias haverá uma grande operação para conter o Estado Islâmico.

"Várias medidas serão tomadas para erradicar as células e posições do Estado Islâmico na região", declarou o deputado. "As operações planejadas em áreas onde o grupo terrorista reemergiu serão lançadas assim que todos os procedimentos preparatórios forem concluídos.

A Força Aérea do Iraque pode participar do combate aos terroristas.

Há seis anos, o Estado Islâmico tomou a cidade de Mossul, uma das mais importantes do Iraque, e proclamou a fundação de um califado unindo territórios iraquianos com os que ocupara durante a guerra civil na Síria. No ano passado, caiu o último bastião do califado. Desde então, o grupo terrorista age na clandestinidade.

sábado, 4 de janeiro de 2020

Milhares marcham em Bagdá no funeral do general iraniano morto

Uma multidão marchou hoje às ruas da capital do Iraque como parte dos funeral do general Kassem Suleimani, comandante da Força Quods (Jerusalém), a tropa de elite da Guarda Revolucionária Iraniana para ações no exterior. O Irã prometeu uma "vingança forte".

"A vingança está chegando", gritavam os manifestantes, entre outras palavras de ordem como "morte aos Estados Unidos". Suleimani foi morto na madrugada de ontem por um míssil disparado por um drone americano logo depois de chegar ao aeroporto de Bagdá.

Principal operador da política externa da República Islâmica no Oriente Médio, Suleimani era acusado pelos EUA de criar um arco ou crescente xiita que vai do Irã ao Líbano, passando pelo Iraque, a Síria e o Bahrein, como parte de uma disputa com a Arábia Saudita, majoritariamente sunita, pela liderança regional no Oriente Médio.

Depois da invasão americana ao Iraque que derrubou o ditador Saddam Hussein, arqui-inimigo do Irã, Suleimani organizou a criação de milícias xiitas responsáveis pela morte de centenas de soldados dos EUA. Era o oficial de ligação com a milícia fundamentalista xiita Hesbolá (Partido de Deus) no Líbano e com o Movimento de Resistência Islâmica palestino (Hamas).

A partir de 2011, foi o grande arquiteto da defesa da ditadura de Bachar Assad durante a guerra civil na Síria até a intervenção militar da Rússia, em 30 de setembro de 2015.

Em Miami, na Flórida, o presidente Donald Trump declarou ontem que "agimos para parar uma guerra, não para começar uma guerra." E ameaçou atacar 52 alvos iraquianos, se vidas americanas foram atacadas.

A resposta iraniana deve ser calibrada para desestimular futuros ataques dos EUA sem escalar ainda mais a situação.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

EUA pedem a americanos que saiam do Iraque

Com medo de uma retaliação do Irã, os Estados Unidos apelaram a todos os cidadãos americanos para que saiam do Iraque depois que um ataque de drones ordenados pelo presidente Donald Trump matou ontem perto do aeroporto de Bagdá o comandante da Força Quods, tropa de elite da Guarda Revolucionária do Irã para ações no exterior.

O Supremo Líder Espitirual da Revolução Islâmica, aiatolá Ali Khamenei, homem-forte da ditadura teocrática iraniana, prometeu vingança e o ministro do Exterior, Mohamed Javad Zarif, responsabilizou os EUA por "todas as consequências do seu aventureirismo ilegal" ao elevar as tensões entre os dois países a um "nível extremamente perigoso" numa "escalada tola".

Em Washington, o Departamento da Defesa declarou que o ataque foi lançado "para deter futuros planos de ataque iranianos" e que "os EUA realizarão todas as ações necessárias para proteger nosso povo e nossos interesses."

Se agora o Departamento de Estado está recomendando aos americanos que saiam do Iraque e especialmente que não se aproximem da embaixada, onde os serviços consulares estão suspensos, está claro que os cidadãos americanos viraram alvos para aliados do Irã no Oriente Médio.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

EUA matam alto comandante da Guarda Revolucionária do Irã

O general Kassem Soleimani, comandante da Força Quods, braço da Guarda Revolucionária do Irã para ações no exterior, foi morto hoje num bombardeio dos Estados Unidos a Bagdá, a capital do Iraque, informou há pouco a televisão iraquiana. Com a notícia, que ameaça inflamar ainda mais o Oriente Médio, os preços internacionais do petróleo subiram.

O ataque atingiu alvos perto do aeroporto de Bagdá. Os detalhes ainda são confusos, mas há relatos de que cinco pessoas morreram, entre elas o líder das milícias Kataib Hesbolá (Brigadas do Partido de Deus), Abu Mahdi al-Muhandis, e o relações públicas das Forças de Mobilização Popular, nome do conjunto das milícias xiitas, Mohamed Ridha Jabri.

A morte do general foi confirmada oficialmente nem pelos EUA. É uma grande escalada no conflito do governo Donald Trump com a República Islâmica. Com certeza, o Irã dará uma resposta forte.

"Se for verdade, será um golpe arrasador para a Guarda Revolucionária, o regime e as ambições regionais do aiatolá Ali Khamenei", o Supremo Líder Espiritual da Revolução Islâmica, comentou Mark Dubowitz, diretor executivo da Fundação para a Defesa da Democracia, um centro de pesquisas conservador que defende uma política de linha dura contra o Irã.

Durante 23 anos, o general comandou as forças de operações especiais da Guarda Revolucionária. "Era indispensável e insubstituível", acrescentou Dubowitz.

Soleimani era acusado pelos EUA pelas mortes de centenas de soldados americanos durante a invasão do Iraque, quando o Irã passou a financiar, armar e treinar milícias xiitas iraquianas. Desde 2014, quando os EUA voltaram ao Iraque para combater a organização terrorista Estado Islâmico, as milícias xiitas eram aliadas.

No domingo, os EUA fizeram o primeiro ataque a milícias xiitas no Iraque desde essa volta, em resposta a um bombardeio de mísseis contra uma base iraquiana onde havia soldados americanos e um funcionário contratado pelo Departamento da Defesa foi morto na semana passada.

Em reação, milicianos atacaram a embaixada americana em Bagdá a fizeram manifestação pedindo a retirada das forças dos EUA do país.

Os EUA e o Irã não mantêm relações diplomáticas desde que guardas revolucionários invadiram a embaixada americana em Teerã, em 4 de novembro de 1979, e mantiveram 52 americanos como reféns por 444 dias.

Em 8 de maio de 2018, o presidente Donald Trump abandonou o acordo nuclear negociado pelo governo Barack Obama, as outras grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas (China, França, Reino Unido e Rússia) e a Alemanha para congelar por dez anos o programa nuclear militar do Irã, evitando assim que o país fabrique armas atômicas.

Desde então, o governo Trump trava uma guerra econômica para forçar a República Islâmica a negociar um acordo mais amplo, que inclua a proibição de ter armas atômicas e mísseis de médio e longo alcances, e de interferir em outros países do Oriente Médio. Trump quer impedir o Irã de exportar petróleo.

Com uma queda nas vendas ao exterior de 3 milhões para 600 mil barris por dia, a economia iraniana está em recessão, com inflação rondando os 50% ao ano. Uma onda de protestos contra a situação econômica foi duramente reprimida pela ditadura teocrática iraniana, com mais de 200 mortes.

Sob pressão da guerra econômica de Trump, a partir de maio, a Guarda Revolucionária atacou navios petroleiros e derrubou um drone militar americano. Em 14 de setembro, um ataque de mísseis atingiu instalações de petróleo da Arábia Saudita. Uma milícia xiita que luta na guerra civil do Iêmen com o apoio do Irã reivindicou a responsabilidade pelo ataque.

A política do governo Trump é clara: os EUA só usam a força quando vidas americanas foram ameaçadas. Foi o caso em pelo menos 11 ataques contra bases militares onde há soldados americanos no Iraque nos últimos dois meses e na tentativa de invasão da embaixada dos EUA em Bagdá, atacada com pedras e bombas incendiárias.

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Milícia aliada ao Irã tenta invadir embaixada dos EUA no Iraque

Militantes das Brigadas do Partido de Deus (Kataib Hesbolá), aliadas do Irã, tentaram invadir hoje a embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, em protesto contra um bombardeio aéreo americano no domingo passado contra cinco bases da milícia que matou 25 milicianos e feriu outros 55.

Os manifestantes jogaram pedras e bombas incendiárias contra o muro alto que cerca a representação americana no Iraque e pediram a retirada total das forças dos EUA do país. Postos policiais que guarnecem a embaixada parecem ter sido incendiados. O presidente Donald Trump responsabilizou o Irã pelos danos.

O bombardeio americano foi uma resposta a um ataque de 30 mísseis contra uma base onde há militares americanos perto da cidade de Kirkuk, no Norte do Iraque. Um funcionário de empresa contratada pelo Departamento da Defesa morreu e quatro soldados dos EUA foram feridos.

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Iraque e Líbano se rebelam contra sectarismo religioso

Além da estagnação econômica, da miséria e do desemprego, as manifestações de protestos das últimas semanas em países árabes querem mudar sistemas constitucionais que institucionalizam o sectarismo religioso.

No Iraque, as manifestações de massa das últimas semanas partiram principalmente da classe operária num país onde um quarto da população vive na miséria. No Líbano, os protestos começaram pela classe média alta. No centro de Beirute na semana passada, havia mulheres com óculos e roupas de grife. 

Apesar deste contraste evidente, há algo em comum além da questão econômica. O Iraque e o Líbano enfrentam a paralisia, a corrupção e a incompetência de sistemas políticos que dividem o poder entre os principais grupos étnico-religiosos, observa um artigo de Anchal Vohra na revista Foreign Policy.

Os protestos no Líbano começaram em dezembro do ano passado. Com a paralisia do sistema político, o país estava sem governo enquanto as condições de vida da população pioravam. Faltam empregos, faltam 100 milhões de empregos nos países árabes, os cortes de energia elétrica são frequentes e a dívida pública chegou a 150% do produto interno bruto. Proporcionalmente, é a terceira maior do mundo. O Líbano está falido.

Desde que tomou posse, o atual primeiro-ministro, o sunita Saad Hariri, tentou cortar gastos, mas recuou diante de greves. Quando o governo anunciou a cobrança de impostos pelo uso do WhatsApp, uma multidão de até 1 milhão de pessoas, um sexto da população total do Líbano, saiu às ruas.Meu comentário:

domingo, 13 de janeiro de 2019

Casa Branca pediu opções ao Pentágono para atacar o Irã

O Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos pediu ao Departamento da Defesa uma lista de possibilidades para atacar a República Islâmica do Irã, gerando preocupação no Pentágono e no Departamento de Estado de envolvimento do país numa nova guerra no Oriente Médio, revelou o jornal Wall Street Journal.

O pedido foi feito depois que milicianos ligados ao Irã dispararam três morteiros contra a Embaixada dos EUA, em Bagdá, no Iraque. Uma equipe do Conselho de Segurança Nacional, sob a chefia do assessor John Bolton participou de uma série de reuniões para preparar uma resposta, inclusive opções militares.

A tensão em Washington aumentou: "Definitivamente, abalou muita gente", comentou um alto funcionário aposentado. "As pessoas ficaram chocadas. É de fundir a cuca a arrogância a propósito de um ataque ao Irã.

Não ficou claro, de acordo com o Journal, se o presidente Donald Trump pediu as opções militares nem se chegou a pedir planos para atacar o Irã. No passado, Bolton defendeu ações militares contra o regime dos aiatolás.

O assessor de Segurança Nacional da Casa Branca não esconde que gostaria de ver uma mudança de regime no Irã. Foi um dos responsáveis pela decisão do presidente de romper o acordo para desarmar o programa nuclear iraniano negociado no governo Barack Obama (2009-17).

domingo, 24 de julho de 2016

Atentado suicida do Estado Islâmico mata 20 pessoas em Bagdá

Em uma rotina quase diária, a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou hoje um atentado suicida contra um posto de controle militar de Bagdá, a capital do Iraque. Mais de 20 pessoas morreram e outras 35 saíram feridas, noticiou a televisão pública britânica BBC.

O alvo foi a entrada do distrito majoritariamente xiita de Cadímia. A agência de notícias Amaq, porta-voz do Estado Islâmico, anunciou que os alvos eram soldados iraquianos. 

Um atentado que matou 281 pessoas em 3 de julho no distrito de Karrada foi o maior no Iraque desde a invasão americana de 2003 e o mais mortífero do Estado Islâmico até hoje.

Sob ataque em várias frentes, o Estado Islâmico perdeu no Iraque o controle de Ramadi e Faluja. Recorre cada vez mais a atentados terroristas suicidas.

domingo, 3 de julho de 2016

Atentado do Estado Islâmico mata 215 pessoas em Bagdá

No atentado mais mortífero do ano no Iraque, pelo menos 215 pessoas foram mortas e outras 200 feridas hoje em Bagdá em um ataque com carro-bomba reivindicado pela milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, informou a polícia local, citada pela televisão pública britânica BBC.

Um carro-bomba explodiu no distrito de Karrada, perto do centro da capital do Iraque, no início da noite, momento de grande movimentação no comércio, quando os muçulmanos quebram o jejum que são obrigados a seguir durante o sagrado mês do Ramadã, que termina neste fim de semana.

Ao visitar o local, o primeiro-ministro Haider al-Abadi foi hostilizado por populares.

O ataque foi realizado pouco mais de uma semana depois da queda da cidade de Faluja, que estava em poder do Estado Islâmico desde janeiro de 2014. A milícia terrorista ainda ocupa grandes faixas do Norte e do Oeste do território iraquiano, mas vem perdendo terreno progressivamente.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Exército do Iraque lança assalto final a Faluja

Depois de tomar as vilas nos arredores da cidade, o Exército do Iraque e aliados lançaram hoje o assalto final contra Faluja, que está em poder da milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante desde janeiro de 2014, informou a televisão pública britânica BBC.

A ofensiva para retomar Faluja foi lançada há uma semana. As forças de segurança, inclusive membros da unidade antiterrorismo, avançam sobre Faluja por diversas frentes e já se infiltram no perímetro urbano.

Os milicianos do Estado Islâmico resistem com atentados suicidas e carros-bomba. Até agora, a luta se concentra nas defesas externas ao perímetro urbano. Líderes de milícias aliadas ao governo central de Bagdá disseram que é provável que haja uma pausa antes do ataque final ao centro da cidade para permitir a fuga da população civil.

Num alerta aos civis, o Exército do Iraque fez um apelo a que saiam da cidade ou se refugiem nas suas casas. O Estado Islâmico tenta impedir a fuga de civis, que usa como escudos humanos.

Se Faluja, onde os Estados Unidos travaram em 2004 duas das mais violentas batalhas da invasão do Iraque, cair, restará Mossul, a segunda maior cidade iraquiana, em poder do Estado Islâmico. Os EUA calculam que a mílicia tenha perdido 20% dos territórios que tomou na Síria e 40% no Iraque.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Aiatolá xiita retira milícia das ruas de Bagdá

O aiatolá xiita Muktada al-Sader ordenou hoje a retirada de centenas de milicianos das ruas da capital do Iraque, um dia depois do início de patrulhas para combater o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, responsável por uma série de ataques terroristas suicidas que deixaram centenas de mortos nas últimas semanas.

Com metralhadoras montadas em veículos, combatentes da milícia Saraya al-Salam, o antigo Exército Mehdi, saíram às ruas do bairro conhecido como Cidade de Sáder e outras áreas de maioria xiita de Bagdá revistando veículos e pessoas que faziam compras em mercados públicos.

Em comunicado a seus seguidores, Muktada afirmou que os atentados terroristas comprovam que o governo do Iraque não consegue proteger os civis dos ataques do Estado Islâmico.

Sob pressão nos campos de batalha, perdendo territórios, o Estado Islâmico regride cada vez mais a grupo terrorista. Os ataques contra os xiitas visam a fomentar um conflito sectário para se apresentar como defensor dos sunitas.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Carros-bomba do Estado Islâmico matam 93 em Bagdá

Três atentados a bomba deixaram pelo menos 93 mortos e 165 feridos hoje na capital do Iraque. A organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou a autoria dos ataques.

Com a perda de territórios no Iraque e na Síria, o protoestado está encolhendo e a milícia volta cada vez mais a ser apenas um grupo terrorista. Os atentados de 13 de novembro de 2015 em Paris foram um sinal de fraqueza.

Mais de 1,7 mil pessoas foram mortas em março e abril de 2016 pela estimativa das Nações Unidas. No atentado mais violento, uma caminhonete bomba deixou 63 mortos e 85 feridos ao explodir perto de um salão de beleza da Cidade de Sader, no Sul de Bagdá, onde havia várias noivas que se preparavam para casar.

O segundo alvo foi uma delegacia no distrito de Kadimia, no Noroeste da cidade, onde 18 pessoas morreram e outras 34 saíram feridas. Um terceiro-carro bomba explodiu em Jamia, no Norte da capital, matando 12 pessoas e feriu outras 46.

O Estado Islâmico é sunita e ataca sistematicamente os xiitas, que considera infiéis, para fomentar um conflito sectário.

sábado, 30 de abril de 2016

Caminhão-bomba do Estado Islâmico mata 21 pessoas em Bagdá

Um caminhão-bomba explodiu hoje perto de um mercado público da capital do Iraque que fica na rota de uma peregrinação de xiitas matando pelo menos 21 pessoas, noticiou a televisão pública britânica BBC

Em nota divulgada na Internet, a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante assumiu a autoria do atentado em que disse ter usado três toneladas de explosivos. O alvo era um posto de controle de uma milícia xiita.

Mais de 40 civis foram mortos em atentados a bomba em Bagdá nos últimos 30 dias. Os peregrinos xiitas iam para o santuário de Cadímia.

O Estado Islâmico ataca sistematicamente os muçulmanos xiitas, que considera infiéis, para atiçar um conflito com a minoria sunita, que mandava no Iraque durante a ditadura de Saddam Hussein (1979-2003), e se apresentar como defensor dos sunitas.

Iraque declara emergência em Bagdá após invasão do Parlamento

O Iraque decretou estado de emergência na capital hoje depois que centenas de partidários do aiatolá xiita rebelde Muktada al-Sader entraram na chamada Zona Verde do centro de Bagdá e invadiram a sede da Assembleia Nacional para exigir a aprovação de um novo ministério tecnocrático, informou a televisão pública britânica BBC.

Num ato sem precedentes, os militantes xiitas passaram pelas barricadas e postos de controle da ultrafortificada Zona Verde, onde ficam os principais prédios públicos e embaixadas estrangeiras de Bagdá. A polícia usou gás lacrimogênio para dispersar os manifestantes e reforçou os postos de controle, mas uma multidão se concentrou hoje numa praça dentro da Zona Verde para continuar o protesto.

O aiatolá rebelde denuncia a corrupção e a incompetência do governo central iraquiano. Muktada pressiona o primeiro-ministro Haider al-Abadi a formar um ministério de tecnocratas sem vínculo com partidos políticos. Em 30 de abril, seus partidários entraram na Zona Verde e saquearam prédios governamentais.

A mobilização começou em 18 de março com um protesto sentado contra a corrupção e a incompetência fora da Zona Verde. Há mais de um ano, está em discussão uma reforma ministerial anunciada pelo chefe de governo, adiada até agora.

Quando a Organização Bader, de Muktada, entrou na luta, começaram as manifestações de rua. Muktada também lidera sua própria milícia, o Exército Mehdi. Filho de um aiatolá morto pela ditadura de Saddam Hussein, Muktada foi um dos grandes beneficiários da invasão do Iraque pelos Estados Unidos em 2003.

Logo, passou a liderar uma rebelião xiita contra a ocupação estrangeira. Sua milícia atacou as tropas americanas e entrou no conflito sectário com a minoria sunita, que mandava no país durante a ditadura de Saddam Hussein (1979-2003) e desde muito antes, desde que o atual Iraque caiu sob o controle do Império Otomano, em 1638.

Muktada chegou a se refugiar no Irã para escapar da prisão durante a ocupação americana. De volta ao país, lidera um bloco parlamentar de mais de 30 deputados que usa para pressionar o governo de maioria xiita do primeiro-ministro Abadi.

Pelo arranjo de poder da frágil democracia iraquiana, o poder é dividido entre a maioria árabe xiita e as minorias árabe sunita e curda. Muktada quer acabar com o loteamento dos cargos públicos entre os partidos. Ao invadir pacificamente o Parlamento para pressionar os deputados, é a democracia funcionando.

domingo, 24 de abril de 2016

Curdos e xiitas se enfrentam no Norte do Iraque

Pelo menos dez pessoas morreram em confrontos entre guerrilheiros curdos e forças paramilitares turcomenas xiitas no Norte do Iraque. O combate fechou a rodovia estratégica entre Bagdá e Kirkuk, noticiou a agência Reuters citando fontes das forças de segurança iraquianas.

Uma explosão em Tuz Khurmatu perto das sedes de dois partidos políticos rivais deflagrou o conflito armado entre as duas comunidades. Por ordem do primeiro-ministro Haider al-Abadi, o Exército do Iraque reforçou sua presença na área enquanto delegações das duas partes iniciaram negociações para resolver a disputa.

A tensão e o conflito entre xiitas e curdos aumenta o risco de fragmentação do Iraque. O país luta para retomar territórios conquistados pela milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que se aproveitou da revolta sunita contra o governo central majoritariamente xiita para tomar há dois anos Mossul, a segunda maior cidade iraquiana.

O governo regional do Curdistão iraquiano já tem autonomia e as políticas discriminatórias contra os sunitas diminuem a confiabilidade do governo Abadi, que negocia uma reforma ministerial. A retomada de Mossul é considerada essencial para o governo central de Bagdá reafirmar sua autoridade.

sábado, 26 de março de 2016

Ban Ki Moon pede união entre sunitas e xiitas contra Estado Islâmico

Ao chegar hoje a Bagdá, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon fez, ao lado do primeiro-ministro do Iraque, Haider al-Abadi, um apelo às comunidades sunitas e xiitas para que se unam no combate à organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, informou a agência Reuters.

Do lado de fora da Zona Verde, onde estão os prédios governamentais na capital iraquiana, partidários do aiatolá radical xiita Muktada al-Sader protestam sentados para exigir a queda de todos os ministros do atual governo. As manifestações começaram em 18 de março na cidade de Samarra.

O primeiro-ministro anunciou em fevereiro a intenção de mudar nove ministros, mas ainda não revelou quem pretende nomear. Hoje a Aliança Nacional Iraquiana, um bloco parlamentar xiita, ameaçou exigir a mudança de todo o ministério.

Amanhã, Abadi deve se reunir com os líderes de cinco bancadas parlamentares. Os atuais protestos liderados por Muktada devem acabar em 28 de março, mas não devem parar por aí. Ele vai continuar exigindo uma reformulação total no governo iraquiano.

Ban Ki Moon viaja acompanhado dos presidentes do Banco Mundial, Jim Yong Kim, e do Banco de Desenvolvimento Islâmico, Ahmad Mohamed Ali al-Madani. Hoje mesmo eles seguiram para Erbil, capital do governo semitautônomo do Curdistão iraquiano.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Iraque lança nova ofensiva contra o Estado Islâmico

Depois de ataques contra um bairro xiita de Bagdá e a cidade-satélite de Abu Ghraib, o Exército do Iraque e milícias aliadas lançaram ontem uma ofensiva na área ao norte da capital, informou a agência Associated Press (AP).

A ofensiva é considerada um passo importante para retomar Mossul, a segunda maior cidade iraquiana, conquistada pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante em junho de 2014. Os principais alvos são as linhas de suprimento do Estado Islâmico ao redor da cidade de Samarra, situada a 95 quilômetros ao norte de Bagdá.

Em Haditha, a 240 km a noroeste da capital, um atentado terrorista suicida do Estado Islâmico matou oito soldados. Sob intenso bombardeio dos Estados Unidos e aliados e da Rússia, e ofensivas de forças terrestres, o Estado Islâmico está perdendo espaço no Oriente Médio e apelando cada vez mais ao terrorismo.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Assessores militares do Irã e da Rússia chegam a Bagdá

Assessores militares da Rússia e do Irã chegaram hoje a Bagdá para coordenar os esforços de inteligência com o Iraque, a Síria e o Líbano na luta contra a milícia terrorista sunita Estado Islâmico do Iraque e do Levante, anunciou o presidente do Comitê de Segurança e Defesa da Assembleia Nacional iraquiana, deputado Hakim al-Zamili.

O deputado justificou a aliança com a Rússia e o Irã, que viola acordos de segurança e defesa firmados com os Estados Unidos. Alegou que os americanos não entraram para valer na guerra civil iraquianos e que os bombardeios aéreos ordenados pelo presidente Barack Obama há pouco mais de um ano não deram resultado.

Doze anos depois da invasão ordenada pelo presidente americano George W. Bush, o Iraque é um país destroçado. No Norte, a região curda conquistou autonomia e sonha em recriar o Curdistão. O Centro e o Sul estão sob o controle do governo majoritariamente xiita de Bagdá, apoiado pelo Irã. A região majoritariamente sunita é dominada pelo Estado Islâmico.

O atual primeiro-ministro Heidar al-Abadi tentou diminuir a influência iraniana com o apoio do Grão-Aiatolá Ali al-Sistani, maior autoridade religiosa xiita do Iraque. Há rumores de golpe de Estado em Bagdá. O ex-primeiro-ministro Nuri al-Maliki estaria arquitetando um retorno.

Em sua luta para combater a influência do Irã e do xiismo, a Arábia Saudita reabriu sua embaixada em Bagdá depois de 25 anos e outras monarquias petroleiras do Golfo Pérsico devem seguir o exemplo.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Estado Islâmico reivindica atentados terroristas a hotéis em Bagdá

A milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou hoje a autoria de atentados a bomba que deixaram pelo menos 15 mortos e 42 feridos em dois hotéis de cinco estrelas de Bagdá.

De acordo com a declaração do Estado Islâmico, um terrorista suicida estacionou um carro-bomba no Hotel Ishtar e em seguida dirigiu o segundo carro-bomba até o Hotel Babylon, detonando os dois simultaneamente.

Os ataques à capital do Iraque são uma reação do EI no momento em que o Exército do Iraque e milícias aliadas contra-atacam Ramadi, capital da província de Ambar, tomada pela organização terrorista na sua maior vitória desde a queda de Mossul, em junho de 2014. Ramadi fica a 130 quilômetros da capital

terça-feira, 19 de maio de 2015

Estado Islâmico anuncia ofensiva rumo a Bagdá

Em novo vídeo divulgado na Internet, a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante festeja a conquista de Ramadi, capital da maior província iraquiana, e anuncia a continuação da ofensiva rumo a Bagdá e Carbalá.

O vídeo chamado Estado Islâmico controla Ramadi mostra milicianos festejando na cidade tomada dois dias atrás, quando as forças de segurança do Iraque fugiram. Impotente, o primeiro-ministro Heidar al-Abadi convocou milícias xiitas iraquianas coordenadas pelo Irã para tentar reconquistar Ramadi.

As forças governistas se concentram num quartel a 30 quilômetros de Ramadi para lançar o contra-ataque. O primeiro-ministro saiu enfraquecido.

Na prática, numa situação esdrúxula, os Estados Unidos vão ser a força aérea de milícias xiitas comandadas por generais iranianos. Pelo menos 500 pessoas morreram na queda de Ramadi.