Com medo de uma retaliação do Irã, os Estados Unidos apelaram a todos os cidadãos americanos para que saiam do Iraque depois que um ataque de drones ordenados pelo presidente Donald Trump matou ontem perto do aeroporto de Bagdá o comandante da Força Quods, tropa de elite da Guarda Revolucionária do Irã para ações no exterior.
O Supremo Líder Espitirual da Revolução Islâmica, aiatolá Ali Khamenei, homem-forte da ditadura teocrática iraniana, prometeu vingança e o ministro do Exterior, Mohamed Javad Zarif, responsabilizou os EUA por "todas as consequências do seu aventureirismo ilegal" ao elevar as tensões entre os dois países a um "nível extremamente perigoso" numa "escalada tola".
Em Washington, o Departamento da Defesa declarou que o ataque foi lançado "para deter futuros planos de ataque iranianos" e que "os EUA realizarão todas as ações necessárias para proteger nosso povo e nossos interesses."
Se agora o Departamento de Estado está recomendando aos americanos que saiam do Iraque e especialmente que não se aproximem da embaixada, onde os serviços consulares estão suspensos, está claro que os cidadãos americanos viraram alvos para aliados do Irã no Oriente Médio.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Mostrando postagens com marcador regime dos aiatolás. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador regime dos aiatolás. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 3 de janeiro de 2020
quarta-feira, 4 de dezembro de 2019
Iraniana ganhadora do Nobel de Paz prevê fim da República Islâmica
A advogada e defensora dos direitos humanos iraniana Shirin Ebadi, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 2003, vê o início do fim da ditadura teocrática do Irã nas manifestações de protesto, no momento em que os Estados Unidos cogitam enviar mais 14 mil soldados para o Oriente Médio tendo em vista a República Islâmica.
Em entrevista à televisão francesa France 24, Shirin Ebadi descreveu a repressão às atuais manifestações de protesto contra o regime dos aiatolás como a mais violenta desde a vitória da Revolução Islâmica, em 1979.
Em entrevista à televisão francesa France 24, Shirin Ebadi descreveu a repressão às atuais manifestações de protesto contra o regime dos aiatolás como a mais violenta desde a vitória da Revolução Islâmica, em 1979.
Os protestos começaram em 15 de novembro, depois de um aumento de 300% no preço da gasolina. O número de mortos é estimado entre 300 e 500 pessoas. Mais mil
pessoas foram feridas e 7 mil presas. A ditadura cortou a Internet para
dificultar a mobilização popular.
Para Shirin Ebadi, quanto mais fraco é um
regime mais violenta é a repressão: “Estamos assistindo ao início do fim do
regime fundamentalista islâmico. É claro que isto é um processo que vai durar
anos, mas a hora vai chegar. O povo está revoltado, a corrupção é enorme e a
desigualdade também. 90 por cento vivem mal, enquanto 10 por cento são muito
ricos”, disse ela. “A censura é muito forte. O regime não tolera qualquer contestação.” Meu comentário:
Marcadores:
Corrupção,
Donald Trump,
EUA,
Irã,
Israel,
Morte,
Oriente Médio,
queda,
regime dos aiatolás,
regime fundamentalista,
Repressão,
República Islâmica,
Shirin Ebadi
quarta-feira, 21 de maio de 2014
Irã deve abraçar a Internet, diz presidente
Em mais um desafio à linha dura do regime dos aiatolás, o presidente Hassan Rouhani declarou que a República Islâmica do Irã deve abraçar a Internet, em vez de ver a rede mundial de computadores como uma ameaça.
A Internet se tornou inimiga do regime fundamentalista iraniano em 2009, quando foi o principal instrumento do Movimento Verde, de oposição, que contestou a reeleição fraudulenta de Mahmoud Ahmadinejad. Seu candidato a presidente, Mir Hussein Mussavi, está até hoje em prisão domiciliar e também sua mulher e outro candidato dissidente, Mehdi Karroubi.
Com a eleição do moderado Rouhani, sob sanções internacionais pesadas contra seu programa nuclear, o Irã abriu negociações com os Estados Unidos e as outras grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas para desarmar seu programa nuclear.
O presidente promove uma abertura limitada. A liberalização da Internet faz parte.
A Internet se tornou inimiga do regime fundamentalista iraniano em 2009, quando foi o principal instrumento do Movimento Verde, de oposição, que contestou a reeleição fraudulenta de Mahmoud Ahmadinejad. Seu candidato a presidente, Mir Hussein Mussavi, está até hoje em prisão domiciliar e também sua mulher e outro candidato dissidente, Mehdi Karroubi.
Com a eleição do moderado Rouhani, sob sanções internacionais pesadas contra seu programa nuclear, o Irã abriu negociações com os Estados Unidos e as outras grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas para desarmar seu programa nuclear.
O presidente promove uma abertura limitada. A liberalização da Internet faz parte.
Assinar:
Postagens (Atom)