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sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

EUA pedem a americanos que saiam do Iraque

Com medo de uma retaliação do Irã, os Estados Unidos apelaram a todos os cidadãos americanos para que saiam do Iraque depois que um ataque de drones ordenados pelo presidente Donald Trump matou ontem perto do aeroporto de Bagdá o comandante da Força Quods, tropa de elite da Guarda Revolucionária do Irã para ações no exterior.

O Supremo Líder Espitirual da Revolução Islâmica, aiatolá Ali Khamenei, homem-forte da ditadura teocrática iraniana, prometeu vingança e o ministro do Exterior, Mohamed Javad Zarif, responsabilizou os EUA por "todas as consequências do seu aventureirismo ilegal" ao elevar as tensões entre os dois países a um "nível extremamente perigoso" numa "escalada tola".

Em Washington, o Departamento da Defesa declarou que o ataque foi lançado "para deter futuros planos de ataque iranianos" e que "os EUA realizarão todas as ações necessárias para proteger nosso povo e nossos interesses."

Se agora o Departamento de Estado está recomendando aos americanos que saiam do Iraque e especialmente que não se aproximem da embaixada, onde os serviços consulares estão suspensos, está claro que os cidadãos americanos viraram alvos para aliados do Irã no Oriente Médio.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Iraniana ganhadora do Nobel de Paz prevê fim da República Islâmica

A advogada e defensora dos direitos humanos iraniana Shirin Ebadi, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 2003, vê o início do fim da ditadura teocrática do Irã nas manifestações de protesto, no momento em que os Estados Unidos cogitam enviar mais 14 mil soldados para o Oriente Médio tendo em vista a República Islâmica.

Em entrevista à televisão francesa France 24, Shirin Ebadi descreveu a repressão às atuais manifestações de protesto contra o regime dos aiatolás como a mais violenta desde a vitória da Revolução Islâmica, em 1979.

Os protestos começaram em 15 de novembro, depois de um aumento de 300% no preço da gasolina. O número de mortos é estimado entre 300 e 500 pessoas. Mais mil pessoas foram feridas e 7 mil presas. A ditadura cortou a Internet para dificultar a mobilização popular. 

Para Shirin Ebadi, quanto mais fraco é um regime mais violenta é a repressão: “Estamos assistindo ao início do fim do regime fundamentalista islâmico. É claro que isto é um processo que vai durar anos, mas a hora vai chegar. O povo está revoltado, a corrupção é enorme e a desigualdade também. 90 por cento vivem mal, enquanto 10 por cento são muito ricos”, disse ela. “A censura é muito forte. O regime não tolera qualquer contestação.” Meu comentário: 

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Irã deve abraçar a Internet, diz presidente

Em mais um desafio à linha dura do regime dos aiatolás, o presidente Hassan Rouhani declarou que a República Islâmica do Irã deve abraçar a Internet, em vez de ver a rede mundial de computadores como uma ameaça.

A Internet se tornou inimiga do regime fundamentalista iraniano em 2009, quando foi o principal instrumento do Movimento Verde, de oposição, que contestou a reeleição fraudulenta de Mahmoud Ahmadinejad. Seu candidato a presidente, Mir Hussein Mussavi, está até hoje em prisão domiciliar e também sua mulher e outro candidato dissidente, Mehdi Karroubi.

Com a eleição do moderado Rouhani, sob sanções internacionais pesadas contra seu programa nuclear, o Irã abriu negociações com os Estados Unidos e as outras grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas para desarmar seu programa nuclear.

O presidente promove uma abertura limitada. A liberalização da Internet faz parte.