Em mais um desafio à linha dura do regime dos aiatolás, o presidente Hassan Rouhani declarou que a República Islâmica do Irã deve abraçar a Internet, em vez de ver a rede mundial de computadores como uma ameaça.
A Internet se tornou inimiga do regime fundamentalista iraniano em 2009, quando foi o principal instrumento do Movimento Verde, de oposição, que contestou a reeleição fraudulenta de Mahmoud Ahmadinejad. Seu candidato a presidente, Mir Hussein Mussavi, está até hoje em prisão domiciliar e também sua mulher e outro candidato dissidente, Mehdi Karroubi.
Com a eleição do moderado Rouhani, sob sanções internacionais pesadas contra seu programa nuclear, o Irã abriu negociações com os Estados Unidos e as outras grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas para desarmar seu programa nuclear.
O presidente promove uma abertura limitada. A liberalização da Internet faz parte.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 21 de maio de 2014
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Funeral vira protesto contra ditadura no Irã
Dez dias antes da eleição presidencial de 14 de junho de 2013, em que só participam candidatos aprovados pelo regime fundamentalista do Irã, o funeral de um clérigo dissidente na cidade histórica de Isfahã terminou em protesto.
A multidão pedia "morte ao ditador", numa referência ao líder espiritual da Revolução Islâmica, aiatolá Ali Khamenei, "liberdade para os presos políticos" e "liberdade para Mussavi e Karroubi", dois oposicionistas derrotados na fraudulenta eleição presidencial de 2009.
Dezenas de milhares de iranianos participaram ontem do enterro do aiatolá Jalaludin Taheri, que morreu aos 87 e era um crítico da linha dura que domina o Irã. Foi o maior protesto desde a onda de manifestações do Movimento Verde, que apoiava Mir Hussein Mussavi há quatro anos.
Mussavi e Karroubi estão em prisão domiciliar desde aquela época. Quando começaram as revoltas da chamada Primavera Árabe, havia expectativa de que o mesmo pudesse acontecer no Irã, mas a ditadura teocrática dos aiatolás conseguiu mais uma vez reprimir a oposição.
O favorito para a eleição presidencial é o principal negociador nuclear do país, Said Jalili, de 47 anos, que teria o apoio do aiatolá supremo.
Dois candidatos importantes foram rejeitado pelo Conselho dos Guardiães da Constituição, o ex-presidente Ali Akbar Hachemi Rafsanjani (1989-97), derrotado pelo atual presidente, Mahmoud Ahmadinejad, no segundo turno em 2005, e Esfandiar Machaie, chefe de gabinete e principal assessor de Ahmadinejad, que perdeu o apoio de Khamenei.
Assim, os reformistas apostam no ex-negociador nuclear Hassan Rohani, que seria mais moderado, mas não acreditam que Khamenei aceite sua vitória num possível segundo turno.
Em 2009, o presidente linha-dura Mahmoud Ahmadinejad, que não pode se candidatar à reeleição, foi reeleito no primeiro turno sob fortes suspeitas, com 64% dos votos. Ao contrário das eleições anteriores, a apuração foi centralizada no Ministério do Interior.
Durante toda a apuração, realizada em seis horas, praticamente não houve variação percentual na votação dos candidatos. Karroubi teve 0,38% dos votos, muito menos do que na eleição anterior. Como só o próprio regime investigou as denúncias de fraude e admitiu erros menores que não afetaram o resultado, só há provas circunstanciais
A multidão pedia "morte ao ditador", numa referência ao líder espiritual da Revolução Islâmica, aiatolá Ali Khamenei, "liberdade para os presos políticos" e "liberdade para Mussavi e Karroubi", dois oposicionistas derrotados na fraudulenta eleição presidencial de 2009.
Dezenas de milhares de iranianos participaram ontem do enterro do aiatolá Jalaludin Taheri, que morreu aos 87 e era um crítico da linha dura que domina o Irã. Foi o maior protesto desde a onda de manifestações do Movimento Verde, que apoiava Mir Hussein Mussavi há quatro anos.
Mussavi e Karroubi estão em prisão domiciliar desde aquela época. Quando começaram as revoltas da chamada Primavera Árabe, havia expectativa de que o mesmo pudesse acontecer no Irã, mas a ditadura teocrática dos aiatolás conseguiu mais uma vez reprimir a oposição.
O favorito para a eleição presidencial é o principal negociador nuclear do país, Said Jalili, de 47 anos, que teria o apoio do aiatolá supremo.
Dois candidatos importantes foram rejeitado pelo Conselho dos Guardiães da Constituição, o ex-presidente Ali Akbar Hachemi Rafsanjani (1989-97), derrotado pelo atual presidente, Mahmoud Ahmadinejad, no segundo turno em 2005, e Esfandiar Machaie, chefe de gabinete e principal assessor de Ahmadinejad, que perdeu o apoio de Khamenei.
Assim, os reformistas apostam no ex-negociador nuclear Hassan Rohani, que seria mais moderado, mas não acreditam que Khamenei aceite sua vitória num possível segundo turno.
Em 2009, o presidente linha-dura Mahmoud Ahmadinejad, que não pode se candidatar à reeleição, foi reeleito no primeiro turno sob fortes suspeitas, com 64% dos votos. Ao contrário das eleições anteriores, a apuração foi centralizada no Ministério do Interior.
Durante toda a apuração, realizada em seis horas, praticamente não houve variação percentual na votação dos candidatos. Karroubi teve 0,38% dos votos, muito menos do que na eleição anterior. Como só o próprio regime investigou as denúncias de fraude e admitiu erros menores que não afetaram o resultado, só há provas circunstanciais
terça-feira, 7 de maio de 2013
Irã começa a receber candidaturas presidenciais
A República Islâmica do Irã inicia hoje o período do registro de candidaturas à eleição presidencial de 14 de junho de 2013. Vários candidatos leais ao Supremo Líder Espiritual, aiatolá Ali Khamenei, devem concorrer.
Os favoritos incluem o ex-ministro do Exterior Ali Akbar Valayati, assessor de Khamenei, o prefeito de Teerã, Mohammad Bagher Kalibaf, e o ex-negociador nuclear Hassan Rowhani. Todas as candidaturas devem ser submetidas ao Conselho dos Guardiães da Revolução, de 12 membros.
Em eleições presidenciais anteriores, até mil candidatos foram vetados. O Irã realiza eleições regularmente desde a revolução de 1979, mas está longe de ser uma democracia. Há quatro anos, a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad foi contestada nas ruas pela oposição, que denunciou uma fraude generalizada.
Durante toda a apuração dos 46 milhões de votos, realizada em apenas seis horas, os percentuais dos candidatos não se alteraram significativamente como se a votação fosse uniforme em todo o país. Mehdi Karroubi, que tivera votação expressiva em 2005, ficou com menos de 0,5% em 2009.
O líder da oposição e provável vencedor, Mir Hussein Mussavi, e Karroubi estão até hoje em prisão domiciliar.
Os favoritos incluem o ex-ministro do Exterior Ali Akbar Valayati, assessor de Khamenei, o prefeito de Teerã, Mohammad Bagher Kalibaf, e o ex-negociador nuclear Hassan Rowhani. Todas as candidaturas devem ser submetidas ao Conselho dos Guardiães da Revolução, de 12 membros.
Em eleições presidenciais anteriores, até mil candidatos foram vetados. O Irã realiza eleições regularmente desde a revolução de 1979, mas está longe de ser uma democracia. Há quatro anos, a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad foi contestada nas ruas pela oposição, que denunciou uma fraude generalizada.
Durante toda a apuração dos 46 milhões de votos, realizada em apenas seis horas, os percentuais dos candidatos não se alteraram significativamente como se a votação fosse uniforme em todo o país. Mehdi Karroubi, que tivera votação expressiva em 2005, ficou com menos de 0,5% em 2009.
O líder da oposição e provável vencedor, Mir Hussein Mussavi, e Karroubi estão até hoje em prisão domiciliar.
terça-feira, 24 de abril de 2012
Irã e Rússia aperfeiçoam a fraude eleitoral
Nas ditaduras stalinistas, o governo costumava ganhar eleições com 99% dos votos. Atribui-se ao Camarada Stalin a frase: "Em eleições, o importante é o resultado, não a votação". No Iraque, Saddam Hussein chegou a 100%. Agora, a fraude é mais sofisticada para ganhar um verniz democrático.
"Em eleições fraudulentas, 65% é o novo 99%", argumenta Ali Ansari, professor de História do Irã na Universidade de Saint Andrew, em Edimburgo, na Escócia, comparando as eleições legislativas de 2 de março de 2012 no Irã com a eleição presidencial de 4 de março de 2012 na Rússia, na revista The World Today, publicada pelo Royal Institute of International Affairs, a Chatham House.
Ansari fez, em 2009, uma das mais completas análises dos dados da apuração da reeleição de Mahmoud Ahmadinejad para concluir que houve fraude, como agora, com percentuais parecidos.
Ahmadinejad tinha enfrentado o segundo turno na sua primeira e surpreendente eleição para presidente, em 2005. Um de seus adversários, Mehdi Karroubi, teve votação expressiva em 2005 e menos de 1% em 2009.
A apuração foi rápida e centralizada. Não houve fiscalização urna a urna como nos regimes democráticos. E o percentual de votos dos candidatos basicamente não se altertou ao longa da apuração, numa homogeneidade suspeita.
Não há uma prova material do delito, admitiu Ansari em 2009, porque não houve investigação dentro do Irã. Mas com base nos dados disponíveis, Ansari apontou a fraude, que agora se repete nas eleições parlamentares. Elas deveriam servir para desanuviar o ambiente político, carregado desde que a fraude levou o Movimento Verde às ruas para um confronto violento com a milícia Bassij, braço paramilitar da Guarda Revolucionária.
Com a verdadeira oposição esmagada, resta hoje uma oposição consentida e o regime veta as candidaturas supostamente antirrevolucionárias de milhares de pessoas. Isso garante antecipadamente um resultado e uma representação parlamentar dentro das expectativas da ditadura teocrática dos aiatolás.
"Em eleições fraudulentas, 65% é o novo 99%", argumenta Ali Ansari, professor de História do Irã na Universidade de Saint Andrew, em Edimburgo, na Escócia, comparando as eleições legislativas de 2 de março de 2012 no Irã com a eleição presidencial de 4 de março de 2012 na Rússia, na revista The World Today, publicada pelo Royal Institute of International Affairs, a Chatham House.
Ansari fez, em 2009, uma das mais completas análises dos dados da apuração da reeleição de Mahmoud Ahmadinejad para concluir que houve fraude, como agora, com percentuais parecidos.
Ahmadinejad tinha enfrentado o segundo turno na sua primeira e surpreendente eleição para presidente, em 2005. Um de seus adversários, Mehdi Karroubi, teve votação expressiva em 2005 e menos de 1% em 2009.
A apuração foi rápida e centralizada. Não houve fiscalização urna a urna como nos regimes democráticos. E o percentual de votos dos candidatos basicamente não se altertou ao longa da apuração, numa homogeneidade suspeita.
Não há uma prova material do delito, admitiu Ansari em 2009, porque não houve investigação dentro do Irã. Mas com base nos dados disponíveis, Ansari apontou a fraude, que agora se repete nas eleições parlamentares. Elas deveriam servir para desanuviar o ambiente político, carregado desde que a fraude levou o Movimento Verde às ruas para um confronto violento com a milícia Bassij, braço paramilitar da Guarda Revolucionária.
Com a verdadeira oposição esmagada, resta hoje uma oposição consentida e o regime veta as candidaturas supostamente antirrevolucionárias de milhares de pessoas. Isso garante antecipadamente um resultado e uma representação parlamentar dentro das expectativas da ditadura teocrática dos aiatolás.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Khamenei ameaça afastar Ahmadinejad
Numa luta pelo poder sem precedentes dentro da ditadura teocrática do Irã, o Supremo Líder Espiritual da Revolução Islâmica, aiatolá Ali Khamenei ameaça afastar o presidente Mahmoud Ahmadinejad.
Khamenei rejeitou a demissão do ministro da Inteligência, Heidar Moslehi, e o recolocou no cargo, conta o Huffington Post, segundo sítio de notícias mais visitado do mundo, depois do New York Times.
Em retaliação, Ahmadinejad boicotou duas reuniões ministeriais em 11 dias. Voltou em 1º de maio, quando Moslehi não foi. Na última quarta-feira, ele teria sido convidado a se retirar pelo presidente.
O deputado Morteza Agha Tehrani, um dos conselheiros do presidente, disse hoje num encontro de aliados politicos que o Supremo Líder deu um ultimato a Ahmadinejad para aceitar sua intervenção no governo ou renunciar, reportou o jornal inglês The Guardian.
Pela Constituição da República Islâmica do Irã, Khamenei não deveria interferir em nomeações para o ministério. Mas a regra básica da ditadura teocrática iraniana imposta pelo aiatolá Ruhollah Khomeini em 1979 é que ninguém deve se opor ao Supremo Líder.
Como é o “representante de Deus na Terra”, não pode sofrer oposição.
Diante do conflito evidente, 90 deputados assinaram uma petição para que o presidente preste esclarecimentos ao Majlis (parlamento). Seriam necessárias mais 85 para abertura de um processo de impeachment de Ahmadinejad.
Entre os boatos que correm na rede de intrigas do regime dos aiatolás, o chefe da Casa Civil, Esfandiar Rahim Mashaei, é acusado de invocar poderes sobrenaturais, magia e espiritismo.
Mashaei gostaria de reduzir a participação de clérigos na política iraniana e estaria interessado no diálogo com os Estados Unidos, outro anátema para o aiatolá Khamenei.
De acordo com o jornal The Washington Post, Mashaei enviou múltiplos sinais de que gostaria de se reunir com representantes dos EUA. Se não houve encontro, foram os americanos que não quiseram por não entender quem ele representa e o que quer.
Ontem, o comandante da poderosa Guarda Revolucionária Iraniana, Mohamed Ali Jafari, declarou que “as pessoas próximas a Khamenei não estão se fiando em fadas, espíritos ou demônios e não vão aceitar nenhum desvio.
A Guarda Revolucionária foi decisiva para conter os protestos da oposição e garantir a reeleição fraudulenta de Ahmadinejad em 12 de junho de 2009.
Com os ex-candidatos a presidente Mir Hussein Mussavi e Mehdi Karroubi em prisão domiciliar há 80 dias por medo de contaminação do país pelas revoluções democráticas no mundo árabe, a oposição iraniana assiste de casa.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Irã prende líderes da oposição
Os dois candidatos derrotados pelo presidente Ahmadinejad na eleição de 2009, o ex-primeiro-ministro Mir Hussein Mussavi e o ex-presidente do parlamento Mehdi Karroubi, foram presos, denunciou um sítio de Internet da oposição.
A república islâmica negou a prisão, dizendo que eles estão apenas sendo submetidos a "restrições". Ambos já estavam em prisão domiciliar.
A república islâmica negou a prisão, dizendo que eles estão apenas sendo submetidos a "restrições". Ambos já estavam em prisão domiciliar.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Protesto contra governo do Irã tem uma morte
O Irã colocou os ex-candidatos a presidente Mir Hussein Mussavi e Mehdi Karroubi em prisão domiciliar para tentar impedir um protesto de massa nesta segunda-feira e usou gás lacrimongênio para reprimi-lo. Pelo menos uma pessoa foi morta.
Milhares de manifestantes desafiaram hoje a ditadura teocrática do Irã e enfrentaram a milícia Bassij, braço paramilitar da Guarda Revolucionária do Irã, em Teerã, Isfahã e outras cidades do país.
A oposição iraniana aproveitou a onda democrática que varreu os ditadores da Tunísia e do Egito, no Norte da África, e que já atinge países do Oriente Médio, como o Iêmen, a Jordânia e agora também o Bahrein.
Milhares de manifestantes desafiaram hoje a ditadura teocrática do Irã e enfrentaram a milícia Bassij, braço paramilitar da Guarda Revolucionária do Irã, em Teerã, Isfahã e outras cidades do país.
A oposição iraniana aproveitou a onda democrática que varreu os ditadores da Tunísia e do Egito, no Norte da África, e que já atinge países do Oriente Médio, como o Iêmen, a Jordânia e agora também o Bahrein.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Filho de dissidente iraniano denuncia ataque ao pai
O filho do líder oposicionista iraniano Mehdi Karroubi, um dos candidatos derrotados na eleição presidencial fraudulenta do ano passado, denunciou que a casa de seu pai foi atacada na noite de quinta-feira por membros da milícia Bassij, braço paramilitar da Guarda Revolucionária do Irã, a tropa de choque do regime fundamentalista.
Em trajes civis, os milicianos, que andam com um tipo de jaqueta usado frequentemente pelo presidente Mahmoud Ahmadinejad, um ex-guarda, invadiram a residência de Karroubi armados com pistolas e canivetes, afirmou Mohamad Taghi Karroubi. Eles teriam quebrado vidraças, tocado fogo no estacionamento e arrombado a porta diante.
Enquanto a família se refugiava num quarto seguro, sem janelas para a rua, os guarda-costas de Karroubi teriam trocado tiros com os bassijis durante uma hora e meia, acrescentou o filho dele.
Onze pessoas teriam saído feridas, inclusive o chefe de segurança de Karroubi, que teria sido internado em estado grave.
A história não foi confirmada por fontes independentes.
Em trajes civis, os milicianos, que andam com um tipo de jaqueta usado frequentemente pelo presidente Mahmoud Ahmadinejad, um ex-guarda, invadiram a residência de Karroubi armados com pistolas e canivetes, afirmou Mohamad Taghi Karroubi. Eles teriam quebrado vidraças, tocado fogo no estacionamento e arrombado a porta diante.
Enquanto a família se refugiava num quarto seguro, sem janelas para a rua, os guarda-costas de Karroubi teriam trocado tiros com os bassijis durante uma hora e meia, acrescentou o filho dele.
Onze pessoas teriam saído feridas, inclusive o chefe de segurança de Karroubi, que teria sido internado em estado grave.
A história não foi confirmada por fontes independentes.
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