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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Moeda do Irã perdeu 80% do valor em 2012

Sob a pressão de sanções internacionais contra seu programa nuclear, suspeito de desenvolver armas atômicas, a moeda do Irã, o rial, perdeu 18% do valor ontem, acumulando uma desvalorização de 80% neste ano. Depois de negar repetidas vezes o impacto das sanções, o presidente Mahmoud Ahmadinejad acusou hoje o Ocidente de fazer uma "guerra econômica" contra o país.

A queda do rial é tão espetacular que suas cotações foram removidas da Internet.

"Da nossa perspectiva, isto fala da incessante e cada vez mais bem-sucedida pressão internacional sobre a economia iraniana" que "está sob uma tensão incrível", comemorou a porta-voz do Departamento de Estado americano, Victoria Nuland.

Com inflação em alta, escassez ou carestia de alguns alimentos, congelamento de suas relações com o sistema financeiro internacional e a queda na renda do petróleo, a crise atinge diretamente o bolso do consumidor, nota a televisão pública britânica BBC.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Cinegrafista de Ahmadinejad pede asilo aos EUA

Um dos cinegrafistas da delegação do Irã que participou do debate de alto nível da Assembleia Geral das Nações Unidas, sob a liderança do presidente Mahmoud Ahmadinejad, pediu asilo aos Estados Unidos, revelou hoje o advogado Paul O'Dwyer.

Hassan Golkanbhan tem o direito de ficar legalmente nos EUA enquanto seu pedido é analisado.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Ahmedinejad ignora ONU e prega "eliminação" de Israel

Antes mesmo do início dos discursos de chefes de Estado no debate anual da Assembleia Geral das Nações Unidas, que deve ser dominada pelo guerra civil na Síria, o presidente linha-dura do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, voltou a defender a tese de que Israel não tem raízes no Oriente Médio e será "eliminado".

Ahmadinejad ignorou as críticas do secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, por suas ameaças a um país-membro da organização e ignorar os apelos para evitar a retórica inflamada.

Em entrevista à imprensa em Nova York, ele disse não levar a sério as ameaças de Israel de atacar as instalações nucleares do Irã para impedir o país de fabricar armas atômicas, negou o envio de armas à ditadura de Bachar Assad na Síria e descreveu as condições econômicas iranianas como "não tão ruins como retratadas", apesar das sanções impostas pelo Conselho de Segurança da ONU.

"Não levo a sério as ameaças dos sionistas", afirmou o presidente iraniano. "Temos todos os meios defensivos à nossa disposição e estamos prontos para nos defender", acrescentou Ahmadinejad, reporta a agência de notícias Reuters. Ele também acusou a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) de ignorar as armas nucleares de Israel.

sábado, 18 de agosto de 2012

Ahmadinejad: "regime sionista é tumor cancerígeno"

Em mais uma de suas ameaças de destruir Israel, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, declarou ontem numa manifestação anti-israelense que "o regime sionista e os sionistas são um tumor cancerígeno que deve ser extirpado".

É mais uma ameaça vinda de uma ditadura teocrática suspeita de desenvolver armas nucleares. Há um grande debate interno em Israel sobre a conveniência de atacar as instalações atômicas iranianas para atrasar a fabricação da bomba.

sábado, 5 de maio de 2012

Ahmadinejad perde eleições no Irã

Os aliados do presidente Mahmoud Ahmadinejad conquistaram apenas 13 das 65 cadeiras de deputado em jogo ontem, no segundo turno das eleições parlamentares no Irã, consolidando sua derrota diante do Supremo Líder Espiritual da Revolução Islâmica, aiatolá Ali Khamenei.

A bancada leal a Khamenei já tinha conquistado ampla maioria no Majlis (Parlamento), de 290 cadeiras, no primeiro turno, realizado em março. Ganhou mais 41 deputados. Os outros 11 eleitos ontem são independentes, noticia a TV pública britânica BBC.

Como o regime fundamentalista iraniano esmagou o Movimento Verde, que contestou a reeleição de Ahmadinejad em 2009, e vetou as candidaturas dos verdadeiros oposicionistas, as eleições acabaram sendo um duelo interno do regime entre Khamenei e o presidente.

Ahmadinejad perde poder desde maio de 2011, quando desafiou o Supremo Líder, herdeiro do aiatolá Khomeini. Desde então, vários aliados do presidente foram afastados.

A derrota eleitoral sela seu destino. Ele nunca foi mais do que uma figura decorativa, um servo leal da república dos aiatolás. Procurou consolidar seu poder se aproximando da Guarda Revolucionária, de onde saíra para ser prefeito de Teerã e depois presidente. Mas nunca teve forças para enfrentar o núcleo central do regime.

Na reeleição fraudulenta de Ahmadinejad, ele foi útil para derrotar uma oposição verdadeira, que questionava a legitimidade dos clérigos que mandam no Irã.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Eleições marginalizam Ahmadinejad no Irã

O Irã realiza hoje o segundo turno de suas eleições legislativas com 65 das 290 cadeiras do Majlis em jogo. Como a oposição foi proibida de se candidatar, o pleito virou um duelo entre partidários do Supremo Líder Espiritual da Revolução Islâmica, aiatolá Ali Khamenei, e o presidente Mahmoud Ahmadinejad, que na opinião dos analistas deve ser marginalizado politicamente.

No primeiro turno, realizado em março, os adversários do presidente ganharam. Uma nova derrota agora deve marcar o fim da carreira política do presidente que ameaça varrer Israel do mapa.

Ahmadinejad perde força política desde que desafio o aiatolá supremo, em abril de 2011. Desde então, vários aliados do presidente perderam cargos na república islâmica, noticia a TV pública britânica BBC.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Irã e Rússia aperfeiçoam a fraude eleitoral

Nas ditaduras stalinistas, o governo costumava ganhar eleições com 99% dos votos. Atribui-se ao Camarada Stalin a frase: "Em eleições, o importante é o resultado, não a votação". No Iraque, Saddam Hussein chegou a 100%. Agora, a fraude é mais sofisticada para ganhar um verniz democrático.

"Em eleições fraudulentas, 65% é o novo 99%", argumenta Ali Ansari, professor de História do Irã na Universidade de Saint Andrew, em Edimburgo, na Escócia, comparando as eleições legislativas de 2 de março de 2012 no Irã com a eleição presidencial de 4 de março de 2012 na Rússia, na revista The World Today, publicada pelo Royal Institute of International Affairs, a Chatham House.

Ansari fez, em 2009, uma das mais completas análises dos dados da apuração da reeleição de Mahmoud Ahmadinejad para concluir que houve fraude, como agora, com percentuais parecidos.

Ahmadinejad tinha enfrentado o segundo turno na sua primeira e surpreendente eleição para presidente, em 2005. Um de seus adversários, Mehdi Karroubi, teve votação expressiva em 2005 e menos de 1% em 2009.

A apuração foi rápida e centralizada. Não houve fiscalização urna a urna como nos regimes democráticos. E o percentual de votos dos candidatos basicamente não se altertou ao longa da apuração, numa homogeneidade suspeita.

Não há uma prova material do delito, admitiu Ansari em 2009, porque não houve investigação dentro do Irã. Mas com base nos dados disponíveis, Ansari apontou a fraude, que agora se repete nas eleições parlamentares. Elas deveriam servir para desanuviar o ambiente político, carregado desde que a fraude levou o Movimento Verde às ruas para um confronto violento com a milícia Bassij, braço paramilitar da Guarda Revolucionária.

Com a verdadeira oposição esmagada, resta hoje uma oposição consentida e o regime veta as candidaturas supostamente antirrevolucionárias de milhares de pessoas. Isso garante antecipadamente um resultado e uma representação parlamentar dentro das expectativas da ditadura teocrática dos aiatolás.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Irã vota sem oposição

Com 2 mil candidatos vetados pelo Conselho dos Guardiães da Revolução e autoridades locais, o Irã votou hoje para escolher os 290 deputados do Majlis (Parlamento) sem oposição. Os líderes do Movimento Verde, que contestou a reeleição fraudulenta do presidente Mahmoud Ahmadinejad em 12 de junho de 2009, estão há mais de um ano em prisão domiciliar.

O governo anunciou oficialmente que 64% dos eleitores participaram, mas repórteres estrangeiros que esstava em Teerã consideraram fraco o movimento nas zonas eleitorais.

A maior disputa acontece dentro do regime fundamentalista iraniano, entre partidários do Supremo Líder Espiritual da Revolução Islâmica, aiatolá Ali Khamenei, e de Ahmadinejad.

Nas últimas semanas, o presidente foi obrigado a prestar contas ao Parlamento sobre atividades de assessores acusados de corrupção.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Ahmadinejad nega Holocausto e 11 de setembro

NOVA YORK - Em mais um discurso desafiando os Estados Unidos e Israel, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, voltou a levantar dúvidas sobre o Holocausto, o genocídio de 6 milhões de judeus na Segunda Guerra Mundial, e considerou os atentados de 11 de setembro de 2001 "misteriosos", sugerindo que não foram cometidos por extremistas muçulmanos.

Diante dessas declarações, as delegações dos EUA, da Alemanha, da França e do Reino Unido se retiraram do plenário da Assembleia Geral das Nações Unidas.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Ahmadinejad promete soltar alpinistas americanos

NOVA YORK - Depois de um anúncio de que dois alpinistas americanos presos no Irã há mais de dois anos só seriam soltos mediante pagamento de fiança de US$ 1 milhão, o presidente Mahmoud Ahmadinejad prometeu lhes dar um "perdão unilateral" e libertá-los em breve, informa o jornal The Washington Post.

Shane Bauer e Josh Fattal, de 29 anos, foram presos junto com Sarah Shourd em 31 de julho de 2009, quando teriam cruzado sem saber a fronteira entre o Iraque e o Irã, em meio à revolta popular contra a reeleição fraudulenta de Ahmadinejad.

Ela foi solta em setembro de 2010 depois do pagamento de US$ 500 mil de fiança.

As decisões do presidente precisam ser referendadas pelas autoridades religiosas que dominam a república islâmica.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Corrupção ameaça derrubar Ahmadinejad

Depois de sobreviver a uma revolta popular contra sua reeleição fraudulenta, o presidente Mahmoud Ahmadinejad está prestes a ser derrubado por um conflito interno com os aiatolás que mandam no Irã e pelos escândalos de corrupção envolvendo o poderoso chefe da Casa Civil, Esfandiar Rahim Mashaei.

Na semana passada, apertando o cerco sobre o presidente e seu ministro, três aliados próximos de Mashaei foram demitidos, conta Robert Fisk, o laureado correspondente de Oriente Médio do jornal inglês The Independent.

De Teerã, Fisk aponta o ministro do Exterior e ex-chefe por quatro anos da agência de energia atômica do Irã, Ali Akbar Salehi, como favorito para substituir Ahmadinejad.

O conflito deixa claro mais uma vez que o poder real no regime fundamentalista iraniano está nas mãos dos aiatolás e cada vez mais da Guarda Revolucionária Iraniana.

Ahmadinejad é comparado ao aiatolá Sayed Hussein Ali Montazeri. Sucessor escolhido pelo aiatolá Ruhollah Khomeini, caiu em desgraça por causa de um genro que teria muito influência sobre ele.

No caso do presidente, a eminência parda é Mashaei, um engenheiro civil da região do Mar Cáspio casado com a filha de Ahmadinejad. Ele teria colocado vários aliados de sua região na Presidência da República Islâmica e teria planos para afastar os líderes religiosos da política. Isso teria irritado o Supremo Líder Espiritual da Revolução, aiatolá Ali Khamenei.

Para o clero conservador e a velha guarda, que se consideram guardiães da revolução, Ahmadinejad sempre foi considerado um estranho no ninho.

Desde sua primeira, inesperada e improvável eleição no segundo turno em 2005, ele tenta reafirmar sua lealdade ao regime. Mas pode ser vítima de mais um golpe palaciano espetacular. 

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Ahmadinejad é acusado de abuso de poder

Por 168 a 1, com 32 abstenções, o Parlamento do Irã (Majlis) aprovou hoje uma reclamação de abuso de poder contra o presidente Mahmoud Ahmadinejad a ser enviada à Justiça, revela o jornal americano The Wall St. Journal, sem esclarecer se pode ser o início de um processo de impeachment.

Em maio, em meio a uma disputa de poder com o Supremo Líder Espiritual da Revolução Islâmica do Irã, aiatola Ali Khamanei, Ahmadinejad dissolveu o Ministério do Petróleo e nomeou a si mesmo como ministro.

Além do conflito interno no regime fundamentalista iraniano, o clima político ficou ainda mais pesado em Teerã com o ataque da milícia Bassij, braço paramilitar da Guarda Revolucionária Iraniana, ao funeral do famoso oposicionista Ezatollah Sahabi. Sua irmã Haleh Sahabi foi espancada a morta por um bassiji, aumentando a revolta.

O Movimento Verde convocou através do Facebook uma concentração diante da casa dela na capital iraniana.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Khamenei ameaça afastar Ahmadinejad

Numa luta pelo poder sem precedentes dentro da ditadura teocrática do Irã, o Supremo Líder Espiritual da Revolução Islâmica, aiatolá Ali Khamenei ameaça afastar o presidente Mahmoud Ahmadinejad.

Khamenei rejeitou a demissão do ministro da Inteligência, Heidar Moslehi, e o recolocou no cargo, conta o Huffington Post, segundo sítio de notícias mais visitado do mundo, depois do New York Times.

Em retaliação, Ahmadinejad boicotou duas reuniões ministeriais em 11 dias. Voltou em 1º de maio, quando Moslehi não foi. Na última quarta-feira, ele teria sido convidado a se retirar pelo presidente.

O deputado Morteza Agha Tehrani, um dos conselheiros do presidente, disse hoje num encontro de aliados politicos que o Supremo Líder deu um ultimato a Ahmadinejad para aceitar sua intervenção no governo ou renunciar, reportou o jornal inglês The Guardian.

Pela Constituição da República Islâmica do Irã, Khamenei não deveria interferir em nomeações para o ministério. Mas a regra básica da ditadura teocrática iraniana imposta pelo aiatolá Ruhollah Khomeini em 1979 é que ninguém deve se opor ao Supremo Líder.

Como é o “representante de Deus na Terra”,  não pode sofrer oposição.

Diante do conflito evidente, 90 deputados assinaram uma petição para que o presidente preste esclarecimentos ao Majlis (parlamento). Seriam necessárias mais 85 para abertura de um processo de impeachment de Ahmadinejad.

Entre os boatos que correm na rede de intrigas do regime dos aiatolás, o chefe da Casa Civil, Esfandiar Rahim Mashaei, é acusado de invocar poderes sobrenaturais, magia e espiritismo.

Mashaei gostaria de reduzir a participação de clérigos na política iraniana e estaria interessado no diálogo com os Estados Unidos, outro anátema para o aiatolá Khamenei.

De acordo com o jornal The Washington Post, Mashaei enviou múltiplos sinais de que gostaria de se reunir com representantes dos EUA. Se não houve encontro, foram os americanos que não quiseram por não entender quem ele representa e o que quer.

Ontem, o comandante da poderosa Guarda Revolucionária Iraniana, Mohamed Ali Jafari, declarou que “as pessoas próximas a Khamenei não estão se fiando em fadas, espíritos ou demônios e não vão aceitar nenhum desvio.

A Guarda Revolucionária foi decisiva para conter os protestos da oposição e garantir a reeleição fraudulenta de Ahmadinejad em 12 de junho de 2009.

Com os ex-candidatos a presidente Mir Hussein Mussavi e Mehdi Karroubi em prisão domiciliar há 80 dias por medo de contaminação do país pelas revoluções democráticas no mundo árabe, a oposição iraniana assiste de casa.

sábado, 9 de abril de 2011

Ahmadinejad demite chefe da Casa Civil do Irã

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, demitiu hoje um de seus principais assessores, o chefe da Casa Civil, Esfandiar Rahim Mashaei, que enfrentava resistência da linha dura por suas visões não ortodoxas sobre a religião, noticiou o jornal Los Angeles Times.

Mashaei era companheiro de Ahmadinejad desde a Guerra Irã-Iraque (1980-88) e seu principal assessor. Sua defesa da supremacia dos valores tradicionais do Irã sobre o Islã irritou a linha dura da república dos aiatolás e da Guarda Revolucionária.

Em 2009, quando Ahmadinejad foi reeleito, o Supremo Líder Espiritual da Revolução Islâmica, aiatolá Ali Khamenei, interveio para impedir que Mashaei fosse indicado para 1º vice-presidente. Isso o colocaria como um possível sucessor do velho companheiro.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Irã prende líderes da oposição

Os dois candidatos derrotados pelo presidente Ahmadinejad na eleição de 2009, o ex-primeiro-ministro Mir Hussein Mussavi e o ex-presidente do parlamento Mehdi Karroubi, foram presos, denunciou um sítio de Internet da oposição.

A república islâmica negou a prisão, dizendo que eles estão apenas sendo submetidos a "restrições". Ambos já estavam em prisão domiciliar.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Ditadura do Irã convoca Dia do Ódio

O regime fundamentalista do Irã convocou um Dia do Ódio para a sexta-feira, em resposta às novas manifestações do Movimento Verde, que repudiou a reeleição fradulenta do presidente Mahmoud Ahmadinejad, em 2009.

Depois dos deputados governistas, hoje o procurador-geral da república islâmica acusou os líderes da oposição de atos criminosos e ilegais por apoiarem manifestação contra o governo. Prometeu punição rigorosa. 

Houve novos choques entre oposicionistas e milicianos ligados ao regime no enterro de um dos mortos durante o protesto de segunda-feira.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Irã condena cineasta a seis anos de prisão

O cineasta iraniano Jaafar Panahi foi condenado ontem a seis anos de prisão por ter ousado fazer um filme sobre os protestos contra a reeleição fraudulenta do presidente Mahmoud Ahmadinejad, em 12 de junho de 2009.

De nada adiantaram os apelos do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, amigo pessoal de Panahi. Além da prisão, ele foi proibido de filmar, escrever roteiros, dar entrevistas e sair do país durante 20 anos pelo regime fundamentalista iraniano.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Ahmadinejad demite chanceler do Irã

O presidente Mahmoud Ahmadinejad demitiu o ministro do Exterior, Manouchehr Mottaki, e nomeou o vice-presidente e principal negociador nuclear do país, Ali Akbar Salehi, interinamente para o cargo.

Mottaki estava no cargo desde a primeira eleição de Ahmadinejad, em 2005. Foi demitido durante uma viagem à África. Não houve explicação oficial. 

Os analistas suspeitam que seja uma questão política interna.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Irã volta a negociar questão nuclear

O presidente Mahmoud Ahmadinejad declarou hoje que o Irã concordou em participar de uma nova rodada de discussões sobre o programa nuclear do país com os Estados Unidos, a Rússia, a China e a União Europeia, mas afirmou que o enriquecimento de urânio é inegociável.

A comissária de relações exteriores da UE, Catherine Ashton, revelou que as reuniões devem ser realizadas em Genebra nos próximos dias 6 e 7 de dezembro.

domingo, 17 de outubro de 2010

Ahmadinejad diz que "Israel vai logo para o inferno"

De volta ao Irã depois de visitar o Líbano, o presidente Mahmoud Ahmadinejad declarou em discurso no Norte do país que "Israel vai logo para o inferno".

"O terreno está sendo preparado para que o regime sionista vá para o inferno logo, e os regimes que o apoiam irão junto", vociferou em Ardebil o presidente iraniano, que ameaça repetidamente destruir Israel.