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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Ahmadinejad demite chanceler do Irã

O presidente Mahmoud Ahmadinejad demitiu o ministro do Exterior, Manouchehr Mottaki, e nomeou o vice-presidente e principal negociador nuclear do país, Ali Akbar Salehi, interinamente para o cargo.

Mottaki estava no cargo desde a primeira eleição de Ahmadinejad, em 2005. Foi demitido durante uma viagem à África. Não houve explicação oficial. 

Os analistas suspeitam que seja uma questão política interna.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Irã nega execução iminente de Sakineh

O Irã negou hoje que Sakineh Ashtiani esteja para ser enforcada a qualquer momento, como afirmou o Comitê Internacional contra o Apedrejamento.

Em conversa telefônica com o ministro do Exterior da França, Bernard Kouchner, seu colega iraniano, Manouchehr Mottaki, afirmou que "o processo ainda está em andamento".

Sakineh foi condenada à morte por apedrejamento por adultério. Supostamente, teria mantido relações sexuais com dois homens depois da morte do marido.

Diante da forte reação internacional negativa, o regime fundamentalista do Irã suspendeu o apedrejamento, mas a sentenciou à morte na forca por supostamente ter colaborado no assassinato do marido.

Ontem, o Comitê Internacional de Apedrejamento anunciou que as autoridades da prisão de Tabriz, onde ela está presa, receberam ordens para enforcá-la.

sábado, 9 de outubro de 2010

Irã pede reinício do diálogo sobre questão nuclear

O ministro do Exterior do Irã, Manouchehr Mottaki, afirmou hoje que a república islâmica está pronta para retomar as negociações sobre seu programa nuclear no fim deste mês ou início do próximo.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Chanceler do Irã é hostilizado no Parlamento Europeu

O ministro do Exterior do Irã, Manouchehr Mottaki, foi hostilizado ontem, antes de depor na Comissão de Relações Exteriores do Parlamento Europeu, em Bruxelas, na Bélgica.

Vários eurodeputados esperaram Mottaki com fotos de Neda Soltan, a jovem estudante morta diante das câmeras durante os protestos contra a reeleição de Mahmoud Ahmadinejad.

No meio da confusão, Mottaki foi chamado de "assassino".

O deputado britânico Struan Stevenson justificou a hostilidade: "Eles abusam das mulheres. Executam homens, mulheres e crianças. Executam prisioneiros políticos e manifestantes pacíficos. Quero saber quantos eles mataram nesta semana. A presença deste homem é uma desgraça para o Parlamento Europeu. É ultrajante que ele esteja aqui.

Mottaki declarou que o regime fundamentalista iraniano vai continuar enriquecendo urânio, se o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovar a quarta rodada de sanções contra o país. Se não aprovar, tudo indica que o Irã vai continuar enriquecendo urânio do mesmo jeito.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Irã reage com fúria à doutrina nuclear dos EUA

O presidente radical do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, reagiu furiosamente hoje contra a revisão da política nuclear dos Estados Unidos e ameaçou com uma resposta "contundente".

Em discurso na cidade de Urmia, no Norte do Irã, Ahmadinejad acusou Obama de ser "um jovem amador e inexperiente", de agir como um cowboy a serviço de Israel e de fazer ameaças que outros líderes americanos supostamente mais fortes do que ele não conseguiram cumprir.

A nova doutrina nuclear anunciada ontem determina que os EUA não vão atacar países sem a bomba atômica que respeitem o Tratado de Não Prolifeiração Nuclear.

Sem dúvida, o governo Obama está mandando um recado clara à Coreia do Norte e ao Irã: eles podem ser alvo de um ataque nuclear americano. Daí a indignação do dirigente iraniano.

"Eu o aconselho a tomar cuidado", afirmou Ahmadinejad. "Se quiser seguidas as mesmas políticas erradas de George Bush, terá a mesma resposta contundente".

Sob pressão da China, o ministro do Exterior do Irã, Manouchehr Mottaki, declarou que a possibilidade de enviar urânio para enriquecimento no exterior ainda pode ser negociada.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Irã começa a enriquecer urânio a 20%

república islâmica do Irã começou hoje oficialmente o processo de enriquecimento de urânio de 3,5%, usado em reatores de produção de energia, para 20%, o teor necessário para pesquisas médicas.

Cerca de 25kg de urânio com 3,5% de U-235 foram injetados numa cascata de centrífugas num laboratório em Natanz, ao sul de Teerã. Especialistas estimam que sejam necessários mais seis meses para o enriquecimento chegar a 90%, o grau necessário para fabricar armas atômicas.

• O ministro do Exterior do Irã, Manouchehr Mottaki, declarou que o país ainda está aberto à negociação sobre o enriquecimento no exterior. É a velha tática de avançar rumo à bomba atômica e usar as negociações para ganhar tempo.

• O ministro do Exterior da Alemanha, Guido Westerwelle, apoiou novas sanções, mas rejeitou o uso da força para tentar neutralizar o programa nuclear iraniano
.
• Já o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pede sanções duras imediatamente contra o regime fundamentalista iraniano.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Ahmadinejad chama protestos de "palhaçada"

O presidente do Parlamento do Irã, Ali Larijani, pediu hoje "pena máxima" para os responsáveis pelas manifestações de protesto da oposição de domingo passado, que terminaram em choque com as forças de segurança e pelo menos oito mortes.

Para o presidente Mahmoud Ahmadinejad, que descreveu os protestos como “palhaçada”, a culpa é de “sionistas e americanos”.

O ministro do Exterior, Manouchehr Mottaki, voltou a acusar os EUA e o Reino Unido de interferência nos assuntos internos da república islâmica, que vive sua pior crise desde a reeleição fradulenta de Ahmadinejad, em 12 de junho.

A Guarda Revolucionária denuncia uma guerra psicológica da imprensa estrangeira. O governo organizou hoje mais uma manifestação a favor para exigir punição aos rebeldes.

Cerca de 20 líderes da oposição e a irmã da ganhadora do Prêmio Nobel da Paz Shrin Ebadi foram detidos. Ao todo, cerca de 1,5 mil pessoas foram presas desde domingo em Teerã e Isfahã.

• O chanceler iraniano declarou hoje que o país está pronto para mandar urânio para enriquecimento no exterior.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Irã admite enriquecer urânio no exterior

O Ministério do Exterior do Irã pediu hoje garantias para mandar urânio para enriquecimento no exterior. A proposta foi feita pelas cinco potências com direito de veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas, a própria ONU, a Alemanha e a União Europeia para acabar com as suspeitas de que o programa nuclear iraniano esteja desenvolvendo armas nucleares.

Na semana passada, o chanceler iraniano, Manouchehr Mottaki, declarou que todo o processo de enriquecimento seria feito no país. Isso foi interpretado como uma recusa da proposta de negociação.

Hoje, em entrevista em Teerã, um porta-voz iraniano pediu "100 por cento de garantias" de que, se o país enviar ao exterior urânio enriquecido a um teor de 3,5%, receberá de volta urânio enriquecido a 20% para pesquisas médicas num reator nuclear.

Para se tornar carga de armas atômicas, o urânio precisa ser enriquecido a teores acima de 90%.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Irã acusa Bush de iranofobia

O governo do Irã reagiu às declarações do presidente George W. Bush em sua recente viagem ao Oriente Médio, acusando-o de ser o "maior patrocinador estatal do terrorismo no mundo" e uma ameaça à paz internacional, acusando o líder americano de fomentar a "iranofobia".

Ao comentar a declaração de Bush em Abu Dhabi na rede de televisão árabe Al Jazira, o ministro do Exterior do Irã, Manouchehr Mottaki, alegou que os Estados Unidos "são a maior causa de extremismo na região e vêm apoiando grupos extremistas e terroristas há seis anos".

Mottaki denunciou ainda um suposto incidente entre barcos iranianos e navios de guerra dos EUA no Estreito de Ormuz, entrada do Golfo Pérsico, em 6 de janeiro, como forjado.

Como Bush pediu que os aliados dos EUA na região isolem e enfrentem o Irã, o chanceler iraniano afirmou que os americanos "não entendem os laços históricos, religiosos e culturais entre o Irã e os outros países da região".

sábado, 5 de maio de 2007

Rice fala com a Síria mas não com o Irã

Durante a conferência ministerial sobre o Iraque realizada ontem e anteontem em Charm al-Cheik, no Egito, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, encontrou-se com seu colega sírio, Walid al-Moallem, durante 30 minutos. Foi o primeiro contato de alto nível entre os Estados Unidos e a Síria em mais de dois anos. Rice pediu o fim do apoio sírio aos rebeldes sunitas no Iraque.

"Eu não lhe dei lições nem ele a mim", disse a secretária, comentando o encontro com o chanceler sírio.

A secretária de Estado também planejava falar com o ministro do Exterior do Irã, Manouchehr Mottaki, mas ele saiu antes do jantar oferecido pelo ministro do Exterior do Egito, Aboul Gheit.

O início de um diálogo com a Síria e o interesse de falar com o Irã marcam uma mudança da posição da política externa de Bush. Esse diálogo com os maiores inimigos estatais dos EUA fora sugerido no final do ano passado pelo Grupo de Estudos sobre o Iraque. Na época, o governo George W. Bush rejeitou a proposta como contraproducente.

Em abril, a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, principal líder democrata no Congresso, foi duramente criticada por ter ido a Damasco conversar pessoalmente com o presidente sírio, Bachar Assad.