O Irã negou hoje que Sakineh Ashtiani esteja para ser enforcada a qualquer momento, como afirmou o Comitê Internacional contra o Apedrejamento.
Em conversa telefônica com o ministro do Exterior da França, Bernard Kouchner, seu colega iraniano, Manouchehr Mottaki, afirmou que "o processo ainda está em andamento".
Sakineh foi condenada à morte por apedrejamento por adultério. Supostamente, teria mantido relações sexuais com dois homens depois da morte do marido.
Diante da forte reação internacional negativa, o regime fundamentalista do Irã suspendeu o apedrejamento, mas a sentenciou à morte na forca por supostamente ter colaborado no assassinato do marido.
Ontem, o Comitê Internacional de Apedrejamento anunciou que as autoridades da prisão de Tabriz, onde ela está presa, receberam ordens para enforcá-la.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Mostrando postagens com marcador Bernard Kouchner. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bernard Kouchner. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Kouchner quer reconhecimento da Palestina
A independência da Palestina pode ser declarada antes de um acordo de paz com Israel que defina os limites do novo país, admite o ministro do Exterior da França, Bernard Kouchner.
Em entrevista ao Journal du Dimanche, ele declarou que é "tentado pela ideia", mas reconheceu não estar certo porque poderia ser contraproducente para o processo de paz: "Podemos proclamar imediatamente um Estado palestino e obter reconhecimento imediato da comunidade internacional mesmo antes da negociação de suas fronteiras".
Israel rejeitou a sugestão, alegando que seria uma meia medida contrária aos objetivos da paz. O argumento é que os palestinos ficariam ainda mais intransigentes.
Em entrevista ao Journal du Dimanche, ele declarou que é "tentado pela ideia", mas reconheceu não estar certo porque poderia ser contraproducente para o processo de paz: "Podemos proclamar imediatamente um Estado palestino e obter reconhecimento imediato da comunidade internacional mesmo antes da negociação de suas fronteiras".
Israel rejeitou a sugestão, alegando que seria uma meia medida contrária aos objetivos da paz. O argumento é que os palestinos ficariam ainda mais intransigentes.
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Aliança pró-ocidental vence eleições na Sérvia
A coligação pró-ocidental, a favor da integração do país na União Européia, obteve uma vitória surpreendente nas eleições parlamentares da Sérvia, apesar da rejeição popular à independência do Kossovo, reconhecida pelos Estados Unidos e as principais potências da Europa.
O resultado foi festejado em Belgrado, a capital da Sérvia, onde carros circularam com as bandeiras sérvia e da UE.
"Neste momento, é importante dizer que os cidadãos da Sérvia confirmaram claramente, sem sombra de dúvida, que a Europa é o caminho para a Sérvia", festejou o presidente Boris Tadic, que assinou um pré-acordo de adesão à UE semanas antes da eleição.
Foi uma aposta arriscada. Se derrotassem a coalizão Por uma Sérvia Européia, os sérvios estariam fechando as portas da UE, cheias de oportunidades de emprego, para si mesmos.
A ex-república iugoslava da Eslovênia, que ocupa neste semestre a presidência rotativa da União Européia, saudou a "clara vitória" de uma aliança com "uma agenda européia clara".
"Os sérvios escolheram a Europa. Depois destas eleições, vamos trabalhar pelo futuro da Sérvia dentro da UE", comemorou o ministro das Relações Exteriores francês, Bernard Kouchner. "A Sérvia sabe que pode contar com a França e a Europa".
Mas a coligação liderada pelo Partido Democrático, do presidente Tadic, teve 39% dos votos. Não obteve maioria absoluta.
"É preciso formar um governo o mais rapidamente possível", declarou o presidente a seus partidários no discurso da vitória."Não podemos voltar ao isolamento do passado."
O ultranacionalista Partido Radical Sérvio, herdeiro das idéias políticas que destruíram a Iugoslávia em guerras sangrentas durante a ditadura de Slobodan Milosevic (1989-2000), advertiu que é cedo para festejar. A coalizão pró-UE pode não conseguir formar um governo.
Pelas projeções de institutos independentes, os radicais devem ter 28% dos votos. O grande derrotado é o ex-primeiro-ministro Vojislav Kostunica, que derrotou Milosevic na eleição presidencial de 2000. Agora, ele rompeu a coalizão com Tadic, dissolveu o parlamento e antecipou as eleições por não aceitar a independência do Kossovo.
O resultado foi festejado em Belgrado, a capital da Sérvia, onde carros circularam com as bandeiras sérvia e da UE.
"Neste momento, é importante dizer que os cidadãos da Sérvia confirmaram claramente, sem sombra de dúvida, que a Europa é o caminho para a Sérvia", festejou o presidente Boris Tadic, que assinou um pré-acordo de adesão à UE semanas antes da eleição.
Foi uma aposta arriscada. Se derrotassem a coalizão Por uma Sérvia Européia, os sérvios estariam fechando as portas da UE, cheias de oportunidades de emprego, para si mesmos.
A ex-república iugoslava da Eslovênia, que ocupa neste semestre a presidência rotativa da União Européia, saudou a "clara vitória" de uma aliança com "uma agenda européia clara".
"Os sérvios escolheram a Europa. Depois destas eleições, vamos trabalhar pelo futuro da Sérvia dentro da UE", comemorou o ministro das Relações Exteriores francês, Bernard Kouchner. "A Sérvia sabe que pode contar com a França e a Europa".
Mas a coligação liderada pelo Partido Democrático, do presidente Tadic, teve 39% dos votos. Não obteve maioria absoluta.
"É preciso formar um governo o mais rapidamente possível", declarou o presidente a seus partidários no discurso da vitória."Não podemos voltar ao isolamento do passado."
O ultranacionalista Partido Radical Sérvio, herdeiro das idéias políticas que destruíram a Iugoslávia em guerras sangrentas durante a ditadura de Slobodan Milosevic (1989-2000), advertiu que é cedo para festejar. A coalizão pró-UE pode não conseguir formar um governo.
Pelas projeções de institutos independentes, os radicais devem ter 28% dos votos. O grande derrotado é o ex-primeiro-ministro Vojislav Kostunica, que derrotou Milosevic na eleição presidencial de 2000. Agora, ele rompeu a coalizão com Tadic, dissolveu o parlamento e antecipou as eleições por não aceitar a independência do Kossovo.
terça-feira, 9 de outubro de 2007
Estudantes do Irã protestam contra Ahmadinejad
Duas semanas depois de ser vaiado na Universidade de Colúmbia, em Nova Iorque, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, enfrentou um protestos de estudantes em casa. Ao abrir no ano letivo na Universidade de Teerã, ele foi recebido com gritos de "ditador" por cerca de 100 estudantes rebelados porque só os escolhidos pelo regime dos aiatolás puderam entrar no antiteatro.
"Ahmadinejad é discriminação e corrupção", gritavam os manifestantes. "Queremos que ele responda a nossas perguntas, como fez em Colúmbia".
Em dezembro do ano passado, o presidente iraniano foi interrompido numa universidade iraniana por estudantes que queimaram suas fotos e o chamaram de ditador.
No discurso, Ahmadinejad voltou a defender o direito do Irã de desenvolver um programa nuclear. O país está sob intensa pressão internacional para abrir seu programa nuclear a inspeções internacionais e não fabricar armas atômicas.
No domingo, o ministro do Exterior da França, Bernard Kouchner, voltou a advertir que "não podemos aceitar um Irã com armas nucleares", alinhando-se claramente à posição dos Estados Unidos.
"Ahmadinejad é discriminação e corrupção", gritavam os manifestantes. "Queremos que ele responda a nossas perguntas, como fez em Colúmbia".
Em dezembro do ano passado, o presidente iraniano foi interrompido numa universidade iraniana por estudantes que queimaram suas fotos e o chamaram de ditador.
No discurso, Ahmadinejad voltou a defender o direito do Irã de desenvolver um programa nuclear. O país está sob intensa pressão internacional para abrir seu programa nuclear a inspeções internacionais e não fabricar armas atômicas.
No domingo, o ministro do Exterior da França, Bernard Kouchner, voltou a advertir que "não podemos aceitar um Irã com armas nucleares", alinhando-se claramente à posição dos Estados Unidos.
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
Kouchner: Irã não pode ter armas nucleares
Mais uma vez, o ministro do Exterior da França, Bernard Kouchner, mostrando o maior alinhamento do governo Nicolas Sarkozy com os Estados Unidos, declarou: "Não estamos dispostos a aceitar uma bomba nuclear do Irã".
Em entrevista ao jornal espanhol El País, Kouchner afirmou que, no momento, a França apóia a inspeção da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que deve fazer um amplo relatório sobre a natureza do programa atômica iraniano. Essa inspeção deve durar dois ou três meses.
No caso da bomba iraniana, "quando falo como minha muito estimada colega Condoleezza Rice, vejo que estamos totalmente de acordo", observou o chanceler francês.
"Sempre fomos contra a operação militar dos EUA no Iraque", reiterou Kouchner. "Vimos que não havia plano para reconstrução nacional. É um autêntico desastre. Mas não podemos fazer política com base no antiamericanismo."
Em entrevista ao jornal espanhol El País, Kouchner afirmou que, no momento, a França apóia a inspeção da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que deve fazer um amplo relatório sobre a natureza do programa atômica iraniano. Essa inspeção deve durar dois ou três meses.
No caso da bomba iraniana, "quando falo como minha muito estimada colega Condoleezza Rice, vejo que estamos totalmente de acordo", observou o chanceler francês.
"Sempre fomos contra a operação militar dos EUA no Iraque", reiterou Kouchner. "Vimos que não havia plano para reconstrução nacional. É um autêntico desastre. Mas não podemos fazer política com base no antiamericanismo."
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Chanceler francês fala em guerra contra o Irã
O ministro do Exterior da França, Bernard Kouchner, admitiu que pode haver uma guerra contra o programa nuclear do Irã, suspeito de produzir armas atômicas.
A declaração de Kouchner, um socialista ligado a causas humanitárias, foi alvo de especulações de que o novo presidente francês, Nicolas Sarkozy, estaria dando o recado dos Estados Unidos, num sinal da reaproximação entre os dois países.
Na reação oficial iraniana, a Agência de Notícias República Islâmica acusou a França de fazer o jogo dos EUA, o que seria uma mudança de Sarkozy em relação a seu antecessor, Jacques Chirac, que se opôs tenazmente à invasão do Iraque.
A declaração de Kouchner, um socialista ligado a causas humanitárias, foi alvo de especulações de que o novo presidente francês, Nicolas Sarkozy, estaria dando o recado dos Estados Unidos, num sinal da reaproximação entre os dois países.
Na reação oficial iraniana, a Agência de Notícias República Islâmica acusou a França de fazer o jogo dos EUA, o que seria uma mudança de Sarkozy em relação a seu antecessor, Jacques Chirac, que se opôs tenazmente à invasão do Iraque.
sábado, 19 de maio de 2007
Kouchner defende sua nomeação para chanceler
Sob ameaça de expulsão do Partido Socialista, o novo ministro do Exterior da França, Bernard Kouchner, defendeu sua participação no governo do presidente conservador Nicolas Sarkozy.
Em artigo no jornal Le Monde, o chanceler francês lembra sua história pessoal de defesa de causas humanitárias: "Desde 1968, em Biafra, na ONU e no Kossovo, passando pelos Médicos sem Fronteiras, os Médicos do Mundo e outras organizações da sociedade civil, agi na defesa dos mesmos ideais de solidariedade e progresso. Ministro, elevarei ainda mais estes valores da diplomacia francesa".
Depois de quase 40 anos de ação humanitária e luta pelos direitos humanos, seus objetivos são "uma mundialização mais justa e uma Europa mais forte, recuperando para a França a ambição que lhe deu a História".
Ao justificar sua adesão depois de ter sido um dos líder da candidata socialista derrotada, Ségolène Royal, Kouchner declarou ser "um homem livre, militante de uma esquerda aberta, audaciosa, moderna e, em uma palavra, social-democrata".
No governo, o chanceler pretende ser um representante da social-democracia francesa.
"A política externa não é de direita nem de esquerda. Defende os interesses da França num mundo que se reinventa a cada dia.
Deve ser determinada e inovadora", argumentou Kouchner. Ao me honrar com o convite para chefiar a diplomacia francesa, o presidente da República não imaginou que eu me tornaria um sarkozista".
O ministro concluiu prometendo respeitar sua convicções e pedindo aos amigos que o acordem se agir contra seus princípios.
Em artigo no jornal Le Monde, o chanceler francês lembra sua história pessoal de defesa de causas humanitárias: "Desde 1968, em Biafra, na ONU e no Kossovo, passando pelos Médicos sem Fronteiras, os Médicos do Mundo e outras organizações da sociedade civil, agi na defesa dos mesmos ideais de solidariedade e progresso. Ministro, elevarei ainda mais estes valores da diplomacia francesa".
Depois de quase 40 anos de ação humanitária e luta pelos direitos humanos, seus objetivos são "uma mundialização mais justa e uma Europa mais forte, recuperando para a França a ambição que lhe deu a História".
Ao justificar sua adesão depois de ter sido um dos líder da candidata socialista derrotada, Ségolène Royal, Kouchner declarou ser "um homem livre, militante de uma esquerda aberta, audaciosa, moderna e, em uma palavra, social-democrata".
No governo, o chanceler pretende ser um representante da social-democracia francesa.
"A política externa não é de direita nem de esquerda. Defende os interesses da França num mundo que se reinventa a cada dia.
Deve ser determinada e inovadora", argumentou Kouchner. Ao me honrar com o convite para chefiar a diplomacia francesa, o presidente da República não imaginou que eu me tornaria um sarkozista".
O ministro concluiu prometendo respeitar sua convicções e pedindo aos amigos que o acordem se agir contra seus princípios.
Sarkozy apresenta seu governo
O novo presidente da França, Nicolas Sarkozy, apresentou ontem no Palácio do Eliseu seu governo, reduzido para 15 ministros, sendo oito homens e sete mulheres.
Entre os destaques, estão o ministro do Exterior, Bernard Kouchner, do Partido Socialista, ex-ministro de Ação Humanitária e fundador da organização não-governamental Médicos Sem Fronteiras; o ex-primeiro ministro Alain Juppé, que fica com o superministério do Meio Ambiente, Desenvolvimento e Energia; e a ministra da Justiça, Rachida Dati, de origem marroquina.
O Partido Socialista, o maior da oposição, anunciou a expulsão de Kouchner.
Entre os destaques, estão o ministro do Exterior, Bernard Kouchner, do Partido Socialista, ex-ministro de Ação Humanitária e fundador da organização não-governamental Médicos Sem Fronteiras; o ex-primeiro ministro Alain Juppé, que fica com o superministério do Meio Ambiente, Desenvolvimento e Energia; e a ministra da Justiça, Rachida Dati, de origem marroquina.
O Partido Socialista, o maior da oposição, anunciou a expulsão de Kouchner.
Assinar:
Postagens (Atom)