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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

TV iraniana desmente libertação de Sakineh

A notícia da libertação da iraniana condenada à morte por adultério e conspiração para matar o marido, difundida ontem pela organização não governamental Comitê Internacional contra o Apedrejamento, era furada.

Hoje, a TV estatal do Irã afirmou que Sakineh Ashtiani fez uma nova confissão de culpa. Era isso que estava sendo gravado quando algum informante da ONG alemã concluiu que ela estava sendo solta junto com o filho e o advogado. 

A ONG esperava uma confirmação. Veio a negação.

Comitê anuncia libertação de Sakineh Ashtiani

O Comitê Internacional contra o Apedrejamento, uma organização não governamental com sede na Alemanha, anunciou em 9 de dezembro de 2010 a libertação da iraniana Sakineh Ashtiani, mas a notícia não foi confirmada pelo governo do Irã.

Sakineh, seu filho e seu advogado foram vistos dando uma entrevista à televisão iraniana. Isso foi interpretado por um informante da ONG como indicação de que ela seria libertada. Mas a esperada confirmação pela TV não veio.

Imediatamente, foi levantada a suspeita de que a entrevista pudesse ser outra confissão pública.

Ela foi condenada inicialmente à morte por apedrejamento pela acusação de adultério. Diante da indignação internacional, o Irã revogou a pena de apedrejamento, mas outra sentença condenou Sakineh à forca, sob a acusação de conspirar para matar o marido.

A União Europeia considerou o apedrejamento "bárbaro", o Vaticano pediu clemência e o presidente Lula ofereceu asilo a Sakineh Ashtiani, rejeitado pelo regime fundamentalista iraniano.

Há poucos dias, em entrevista ao jornal The Washington Post
, a presidente eleita, Dilma Rousseff, criticou o voto do Brasil não condenando o apedrejamento de mulheres e outros desrespeitos aos direitos humanos na República Islâmica do Irã. Deu a entender para iranianos e americanos que, com uma mulher no poder, o Brasil pode mudar de postura em relação ao Irã.

Como revelaram os documentos vazados pela organização não governamental WikiLeaks, todos os países árabes estão inquietos com o programa nuclear iraniano, suspeito de estar desenvolvendo armas atômicas.

Isolado e dividido internamente, o regime dos aiatolás e cada vez mais da Guarda Revolucionária precisa de amigos. A libertação de Sakineh Ashtiani seria gesto de impacto.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Irã nega execução iminente de Sakineh

O Irã negou hoje que Sakineh Ashtiani esteja para ser enforcada a qualquer momento, como afirmou o Comitê Internacional contra o Apedrejamento.

Em conversa telefônica com o ministro do Exterior da França, Bernard Kouchner, seu colega iraniano, Manouchehr Mottaki, afirmou que "o processo ainda está em andamento".

Sakineh foi condenada à morte por apedrejamento por adultério. Supostamente, teria mantido relações sexuais com dois homens depois da morte do marido.

Diante da forte reação internacional negativa, o regime fundamentalista do Irã suspendeu o apedrejamento, mas a sentenciou à morte na forca por supostamente ter colaborado no assassinato do marido.

Ontem, o Comitê Internacional de Apedrejamento anunciou que as autoridades da prisão de Tabriz, onde ela está presa, receberam ordens para enforcá-la.

Europeus protestam contra execução de Sakineh

Em Paris e Bruxelas, manifestantes protestaram ontem contra o Irã por causa da possível execução hoje de Sakineh Ashtiani, condenada à morte por adultério sob a acusação de ter mantido relações sexuais com dois homens depois da morte do marido.

O Comitê Internacional contra o Apedrejamento denunciou a iminente execução de Sakineh. A primeira condenação previa morte por apedrejamento.

Diante da forte reação internacional negativa, o regime fundamentalista iraniano revisou a sentença, mas a condenou à morte na forca por uma suposta conspiração para matar o marido.

O presidente Lula chegou a oferecer asilo a Sakinek, mas a república islâmica rejeitou a oferta.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Irã prende jornalistas estrangeiros

A República Islâmica do Irã prendeu ontem dois repórteres de um jornal alemão que tentavam o filho de Sakineh Ashtiani, a iraniana condenada à morte sob a acusação de matar o marido. O regime fundamentalista iraniano alegou que eles não teriam visto de jornalista.

A correspondente do jornal espanhol El País, Ángeles Espinoza, foi expulsa e tem duas semanas para deixar o país. Ela foi detida e teve a credencial cassada quanto entrevistava um filho do falecido aiatolá Hussein Montazeri na cidade sagrada de Kom.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Paris protesta contra pena de morte para Sakineh

Cerca de 400 pessoas protestaram hoje em Paris contra a condenação à morte por adultério, no Irã, da iraniana Sakineh Ashtiani, a quem o presidente Lula ofereceu asilo, negado pelo regime fundamentalista italiano.

Os manifestantes se reuniram na Praça da República, uma das mais importantes da capital da França. Nos cartazes, havia apelos para salvar Sakineh e outras mulheres condenadas.

Para a atriz e cantora Jane Birkin, esse é um caso de proporções bíblicas. Sakineh foi sentenciada à morte por apedrejamento com pedras pequenas para sofrer mais. Birkin está certa de que "a maioria dos muçulmanos rejeita esse horror".

Na semana passada, a Justiça do Irã suspendeu o apedrejamento, mas a pena de morte está mantida. Mas o filósofo francês Bernard-Henri Lévy, que também participou do protesto, "ela pode ser libertada, se a pressão internacional for mantida".

O adultério da mulher é o único crime punido com morte por apedrejamento, com base no direito islâmico, adotado depois da vitória da revolução islâmica, em 1979.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Ahmadinejad rejeita oferta de asilo de Lula

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, rejeitou hoje a oferta do presidente Lula para que o Brasil dê asilo político à iranina Sakineh Mohamadi Ashtiani, condenada à morte por ter mantido "relações sexuais ilícitas" com dois homens depois da morte do marido.

No sábado, a Justiça do Irã adiou por uma semana a decisão final sobre a execução. Hoje, em entrevista a uma televisão estatal, Ahmadinejad alegou que os juízes são independentes. Ele disse ter conversado com o presidente do Supremo Tribunal iraniano, que também seria contra a concessão de asilo.

Ahmadinejad falou ainda que não quer criar um problema para o presidente Lula e acrescentou que é muito pequeno o número de pessoas que pedem a revisão da sentença.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Iraniana condenada à morte admite culpa na TV

Um dia depois que a organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional alertou que sua execução é iminente, a iraniana Sakineh Mohamadi Ashtiani, condenada à morte por trair o marido, confessou publicamente sua culpa na televisão do Irã.

A Anistia denunciou a confissão como uma farsa e disse ter informações de que Ashtiani foi torturada durante dois dias dias para aceitar fazer a declaração.

Ontem, o regime fundamentalista iraniano rejeitou a oferta de asilo feita pelo presidente Lula numa tentativa de evitar a execução. Ela não deve mais ser apedrejada. Deve morrer na forca.