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quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Ditadura de Daniel Ortega sufoca imprensa livre na Nicarágua

Sob pressão de um ano e meio de protestos populares, o ditador Daniel Ortega Saavedra tenta calar a imprensa livre e independente, ignorando as lições de história da Nicarágua. Naquele país, o oprimido de ontem é o opressor de hoje.

Quarenta anos depois da queda do ditador Anastasio Somoza Debayle, o atual ditador, Daniel Ortega, eleito pelo voto popular, é chamado nas ruas de o novo Somoza. 

Em dezembro do ano passado, a alta comissária das Nações Unidas para direitos humanos, a ex-presidente do Chile Michelle Bachelet, denunciou o governo Ortega, exigindo “a suspensão imediata de perseguição a defensores dos direitos humanos, organizações da sociedade civil, jornalistas e empresas jornalísticas”. 

Ortega foi chefe da junta de governo depois da vitória da Revolução Sandinista, em 1979. Em 1984, foi eleito presidente em eleição boicotada pela oposição. Em 1990, perdeu para Violeta Chamorro, viúva do jornalista Pedro Joaquín Chamorro, assassinado pela ditadura somozista. 

Desde que voltou ao poder democraticamente, em 2007, Ortega se tornou cada vez mais autoritário, especialmente nos últimos dois anos.Meu comentário:

domingo, 29 de julho de 2018

Dono do NY Times pede a Trump não chamar jornalistas de “inimigos do povo”

O presidente Donald Trump voltou a acusar jornalistas hoje de serem “antipatróticos” e de colocarem vidas em risco ao criticar o governo, enquanto o diretor do jornal The New York Times, Arthur G. Sulzberger, revelou ter pedido ao presidente que pare de chamar jornalistas de “inimigos do povo”, advertindo que vai levar à violência.

Do seu clube de golfe em Bridgewater, no estado de Nova Jérsei, Trump disparou: “Quando a mídia - tornada insana pela Síndrome de Transtorno de Trump - revela deliberações internas do nosso governo, ela verdadeiramente coloca as vidas de muitos, e não apenas jornalistas, em risco! Muito antipatriótico!”

Em seguida, voltou à ofensiva: “Não vou deixar nosso grande país ser vendido por odiadores anti-Trump na moribunda indústria de jornais”, acusando The New York Times and The Washington Post de publicar “histórias ruins mesmo diante de realizações muito positivas”.

Trump estava reagindo ao relato de Sulzberger sobre a conversa privada que tiveram na Casa Branca em 20 de julho. A notícia não teria vindo à público se o presidente não rompesse o sigilo ao descrever   a discussão como “um encontro muito bom e interessante”.

O presidente declarou que “passamos muito tempo falando sobre a grande quantidade de notícias falsas divulgadas pela mídia e como as notícias falsas se metamorfosearam na expressão ‘inimigo do povo’.”

Em sua versão, o diretor do NY Times, que estava acompanhado pelo editor de opinião do jornal, James Bennet, afirmou ter ido à Casa Branca “para levantar preocupações sobre a retórica profundamente problemática do presidente contra a imprensa”.

“Eu disse ao presidente diretamente que penso que sua linguagem não apenas divide, mas é cada vez mais perigosa”, contou Sulzberger. “Eu disse a ele que, embora a expressão ‘notícia falsa’ seja uma inverdade prejudicial, estou muito mais preocupado com rotular jornalistas como ‘inimigos do povo’. Adverti que esta linguagem inflamatória está contribuindo para um aumento das ameaças contra jornalistas e vai levar à violência.”

Onde não há democracia, o impacto tende a ser ainda maior: “Repetidamente acentuei que isto é verdade, especialmente no exterior, onde a retórica do presidente está sendo usada por alguns regimes para justificar a repressão violenta a jornalistas. Adverti-o de que está minando os ideais democráticos de nossa nação e erodindo uma das maiores exportações do nosso país: um compromisso com a liberdade de expressão e uma imprensa livre.”

Sulzberger concluiu: “Durante a conversa, enfatizei que, se o presidente Trump, como presidentes anteriores, estiver contrariado com a cobertura jornalística de seu governo, é claro que ele é livre para dizer ao mundo. Deixei claro que não estava pedindo para suavizar seus ataques ao Times, se ele sente que a cobertura é injusta. Em vez disso, implorei para que reconsidere seus ataques genéricos ao jornalismo, que acredito serem perigosos e prejudiciais ao país.”

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Atirador ataca jornal local e mata cinco pessoas nos EUA

No maior ataque a jornalistas em décadas nos Estados Unidos, um homem armado com uma espingarda e granadas invadiu a sala de redação de um jornal de Anápolis, capital do estado de Maryland, e disparou, matando cinco pessoas e ferindo outras duas. A polícia o identificou com Jarrod Ramos, de 38 anos, que foi preso na hora.

Há anos, Ramos tinha uma relação de conflitos com a Capital Gazette, que publica vários jornais na região de Maryland. Ele processou jornalistas por difamação e fazia campanha contra a companhia jornalística nas redes sociais.

"Este foi um ataque visando a Capital Gazette", declarou o delegado William Krampf, chefe interino do Departamento de Polícia do Condado de Arundel. "Esta pessoa estava preparada para atirar em pessoas. Sua intenção era fazer o mal."

Pelo Twitter, um estágio identificado como Anthony Messenger pediu socorro e deu o endereço do prédio atacado. Phil Davis, repórter de polícia, contou que Ramos "atirou na porta de vidro" da entrada da sala de redação.

A empresa, do século 18, se orgulha de ter lutado contra o imposto do selo, uma das causas da    revolta que levou à independência dos EUA, em 4 de julho de 1776. The Capital Gazette foi fundado em 1884.

Em julho de 2011, o jornal publicou uma reportagem sob o título: "Jarrod quer ser seu amigo", contando que ele pediu amizade no Facebook para uma ex-colega de escola e ao longo de vários meses "alternava pedidos de ajuda, a chamava com palavras vulgares e a mandava se matar".

Depois de mais de um ano de assédio, Ramos confessou a culpa e foi condenado a um ano e meio com direito a liberdade condicional sob supervisão, com a obrigação de fazer psicoterapia. Engenheiro eletrônico, ele não tinha antecedentes criminais. Tinha trabalho durante seis anos para o Escritório de Estatísticas do Trabalho dos EUA.

Ramos processou a companhia, o diretor responsável e o editor-chefe em julho de 2012, acusando-os de abalar sua reputação por causa da notícia. Três meses depois, entrou com uma segunda ação, por invasão de privacidade.

"Jarrod Ramos tinha uma longa história de raiva e de ações contra o jornal", declarou o ex-diretor Tom Marquandt. "Eu disse uma vez a meus advogados que esse cara viria um dia para atirar em nós. Estava preocupado comigo e com minha equipe que ele fosse ir além das ações legais."

Os mortos eram Gerald Fischman, de 61 anos, editor da página de opinião; Rob Hiaasen, de 59 anos, colunista e editor de reportagens especiais; John McNamara, de 56 anos, repórter esportivo e editor de jornais locais semanais; Wendi Winters, de 65 anos, repórter de cidade e colunista de jornais comunitários; e Rebecca Smith, contato do setor de vendas.

O ataque levou as polícias de todos os EUA a tomarem medidas para proteger jornalistas numa época de ataques diários à imprensa partindo do presidente Donald Trump.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Jornalistas denunciam censura da Frente Nacional

As associações de jornalistas de 29 meios de comunicação da França, inclusive o jornal Le Monde, protestaram hoje contra a decisão da neonazista Frente Nacional de "escolher as mídias autorizadas a seguir Marine Le Pen", candidata da ultradireita à Presidência da República.

Depois de vários casos em que jornalistas foram impedidos de cobrir eventos da campanha de Marine, os jornalistas divulgaram a seguinte nota:

"Por ocasião da campanha para o segundo turno da eleição presidencial, a Frente Nacional decidiu escolher os meios de comunicação autorizados a seguir Marine Le Pen. Várias publicações viram assim seus representantes ser privado de toda informação e de toda possibilidade de seguir a candidata da Frente Nacional no terreno.

"Assim, depois da Mediapart e do Quotidien (e antes dele, de seu predecessor Le Petit Journal), a Agência France Presse (AFP), a Rádio France, a Rádio France International, France 24, Le Monde, Libération e Marianne foram em algum momento vítimas dessas exclusões. Não se trata portanto de um recurso à prática do pool de jornalistas, quando informações e imagens são compartilhadas.

"Protestamos da maneira mais firme contra este entrave à liberdade de fazer nosso trabalho e cumprir nosso dever de informar. Não cabe a uma formação política, qualquer que seja, de dedicir que meios de comunicação estão habilitados a exercer seu papel democrático na nossa sociedade", concluíram os jornalistas.

O segundo turno da eleição presidencial na França, marcado para 7 de maio, é um duelo entre o liberalismo de Emmanuel Macron e o antiliberalismo neofascista da FN.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Carro-bomba mata na Ucrânia jornalista crítico de Putin

Ele dirigia um Subaru vermelho num cruzamento do centro de Kiev quando uma explosão abriu violentamente a porta. O motorista foi jogado no banco de trás. O carro começou a andar para trás, enquanto ele tentava escapar das ferragens. Populares o ajudaram a sair momentos antes do veículo explodir em chamas diante de uma lanchonete do McDonald's. Mas os ferimentos foram mortais, reportou o jornal The New York Times.

A bomba estava colocada sob o carro e foi detonada por controle remoto. A explosão deixou uma cratera, uma carcaça e mais uma morte misteriosa de jornalista na antiga União Soviética. Pavel Cheremet nasceu em Minsk, a capital da Bielorrússia em 1971, na era soviética, onde se tornou jornalista.

Preso em 1997 pela ditadura de Alexander Lukachenko depois de assinar a Carta 97, uma manifesto pela democracia, Cheremet foi para a Rússia, onde trabalhou na televisão pública ORT.

Em julho de 2014, depois da anexação da Crimeia e do início da guerra civil fomentada por Moscou no Leste da Ucrânia, Cheremet deixou a ORT alegando que jornalistas que "não seguem o estilo de propaganda do Kremlin" estavam sendo perseguidos.

Cheremet era um grande crítico dos presidentes da Rússia, Vladimir Putin; da Bielorrússia, Alexander Lukachenko; e da Ucrânia, Petro Porochenko. O governo ucraniano rapidamente acusou o Kremlin.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

França prende sete suspeitos e tem outros incidentes suspeitos

Sete pessoas ligadas aos suspeitos de atacar ontem o jornal humorístico Charlie Hebdo em Paris, matando 12 pessoas, foram presas, anunciou hoje de manhã o primeiro-ministro da França, Manuel Valls, mas não os principais suspeitos, Chérif e Saïd Kouachi, que teriam sido vistos num posto de gasolina no Norte do país.

Uma policial foi morta a tiros num subúrbio da periferia da capital francesa. O caso está sendo tratado como terrorismo. Também houve a explosão de uma bomba perto de um restaurante especializado em kebabs no interior do país.

Os franceses acordaram num pesadelo já comparado aos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos. Paris, uma cidade-símbolo da cultura e da civilização ocidental está sitiada. E os jornalistas têm consciência de que alguém os espreita pela mira de fuzis Kalashnikov.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Morre diretor do Washington Post durante escândalo de Watergate

O jornalista Benjamin Bradlee, o lendário diretor de redação do jornal The Washington Post, que denunciou o escândalo de Watergate, em 1972, e derrubou o presidente dos Estados Unidos Richard Nixon, morreu hoje aos 93 anos.

Ao comandar a cobertura do escândalo que levou à única renúncia até hoje de um presidente americano, Bradlee tornou-se o diretor de jornal mais importante de sua geração. Ele dirigiu o diário mais importante da capital dos EUA durante 26 anos. Foi responsável por sua modernização.

O escândalo Watergate, revelado pelos repórteres Bob Woodward e Carl Bernstein, é um dos momentos mais importantes do jornalismo no século passsado. A partir uma invasão de propriedade e de um roubo aparentemente comum em que a presença de um advogado importante despertou suspeita, eles revelaram uma tentativa de instalar sistemas de escuta na sede central do Partido Democrata, na época na oposição, durante a campanha eleitoral de 1972, e uma rede de intrigas que levaria até o Salão Oval da Casa Branca. 

Leia mais no Washington Post, hoje propriedade de Jeff Bezos, o bilionário fundador da Amazon.com, que o comprou por US$ 250 milhões.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Nate Silver lança Manifesto do Jornalismo de Dados

Depois de prever com sucesso o resultado da eleição presidencial de 2012 nos Estados Unidos em todos os estados com base num modelo matemático, o matemático Nate Silver defende a ideia de um jornalismo de dados, em que a análise estatística se torne um instrumento fundamental da reportagem.

Enquanto alguns comentaristas, sobretudo conservadores, previam a vitória do republicano Mitt Romney, Silver cravou a vitória de Barack Obama, batendo, na prática, todas as especulações do jornalismo tradicional, inclusive nos estados onde a eleição parecia indefinida. A mesma metodologia, entende o estatístico, pode ser usada na cobertura de economia, esportes, ciência e da vida cotidiana.

Nesta semana, Silver lançou o Manifesto do Jornalismo de Dados em seu sítio fivethirtyeight.com (538 é o número de votos do Colégio Eleitoral que elege o presidente americano). Ele observa que "a maioria dos alunos de jornalismo e comunicação social tem nota acima da média em redação e intrerpretação de textos, mas fica abaixo da média em matemática". Quem é bom em matemática geralmente vai para engenharia, ciências exatas, economia e finanças, outras carreiras.

É um problema, raciocina o matemático. Mais de 80% dos americanos se informa através do jornalismo, enquanto apenas 25% estão matriculados em algum curso regular. A qualidade da informação jornalística é importante.

Silver acredita que "o grande volume de dados ainda não se traduziu em ganhos generalizados nas condições econômicas, no bem-estar social e nem mesmo no crescimento tecnológico". Não é um problema só do jornalismo, mas também da ciência, do governo, da academia e do setor privado.

Na sua opinião, o jornalismo cria uma oportunidade imediata. O primeiro passo da investigação jornalística é coletar dados, indícios e provas. No jornalismo tradicional, isso combina uma série de entrevistas, leitura e análise de documentos, além da observação pessoal do repórter. No jornalismo de dados, também haveria coleta de dados via Internet, pesquisas de opinião e experiências práticas.

A segunda etapa é a organização das informações a serem apresentadas a leitores, ouvintes e telespectadores. Normalmente os jornalistas usam o estilo chamado de pirâmide invertida, do mais importante para o menos importante, e às vezes o estilo cronológico para ser mais didático ao reconstruir uma história, mas têm toda a liberdade para para escreverem como quiserem. O jornalismo de dados acrescentaria gráficos e tabelas para ajudar na análise quantitativa.

Na terceira etapa, o jornalista tenta explicar e interpretar os fatos que são notícia. Silver argumenta que os jornalistas tradicionais são muito bons para apurar notícias e contar histórias, mas suas explanações muitas vezes são baseados em instintos ou achismo sem base nos dados e, portanto, na realidade.

Uma interpretação só sobrevive ao teste da objetividade se puder apresentar relações de causa e efeito comprováveis além da subjetividade. Caso contrário, o jornalismo opinativo vira mero opinionismo. As previsões viram jogos de palavras que exigem pouco esforço e não são cobradas por editores e pela opinião pública.

O maior defeito do jornalismo, adverte o estatístico, é saltar à frente dos fatos e chegar a grandes conclusões baseadas em indícios frágeis. Ele admite que raramente dará furos. Sacrifica a velocidade em nome da precisão.

Por tudo isso, argumenta Silver, uma abordagem mais sustentada por dados ajuda no que ele chama de quarta etapa da produção jornalística, chegar a generalizações e conclusões. A generalização é um aspecto central da ciência: uma hipótese pode ser testada por experiências e previsões.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

70 jornalistas morreram exercendo profissão em 2013

Pelo menos 70 jornalistas foram mortos em serviço em 2013, dos quais 29 na Síria e 10 no Iraque, anunciou ontem o Comitê de Proteção a Jornalistas, uma organização não governamental com sede em Nova York.

Os mortos na Síria são repórteres que documentaram os combates em suas comunidades, jornalistas de rádios e televisões controladas pelo governo ou pelos rebeldes, e alguns correspondentes internacionais como Mohamed al-Messama, assassinado por um franco atirador. Além dos mortos, pelo menos 60 jornalistas foram sequestrados na Síria; 30 ainda estão desaparecidos.

No Egito, seis jornalistas foram mortos, a metade em 14 de agosto, quando as forças de segurança abriram fogo contra manifestantes da Irmandade Muçulmana que protestavam contra o golpe que derrubou o presidente Mohamed Mursi em 3 de julho.

"O Oriente Médio transformou-se numa zona de morte para jornalistas", declarou o presidente do comitê, Robert Mahoney, citado pela agência de notícias Associated Press. "A sociedade internacional precisa obrigar governos e grupos rebeldes a reonhecer o status civil dos jornalistas e perseguir seus assassinos".

Outros fatores responsáveis pela morte de repórteres foram corrupção, violência policial e tráfico de drogas, em países como Bangladesh, Brasil, Colômbia, Filipinas, Índia, Paquistão e Rússia. Pela primeira vez em uma década, não houve denúncia de assassinato de jornalistas no México.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Estudantes de jornalismo não leem jornais impressos

A maioria dos formandos de jornalismo que procura empregos hoje em jornais e revistas dos Estados Unidos não costuma ler impressos. Cerca de 70% se informam em jornais e revistas online e nas redes sociais, indica uma pesquisa da Universidade da Geórgia.

O estudo tentou identificar os hábitos, salários e empregos nos novos graduandos em jornalismo. Só 36,6% tinham lido um jornal impresso na véspera do dia em que foram entrevistados; em 1994, eram 81%.

sábado, 3 de setembro de 2011

WikiLeaks divulga 251 mil documentos e ameaça fontes

Os grandes jornais e a revista que divulgavam notícias com base em informações sigilosas do Departamento de Estado americano vazadas pela organização não governamental WikiLeaks criticaram a liberação de mais de 251 mil despachos diplomáticos sem edição para proteger as fontes, um principio fundamental do jornalismo.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Egito rejeita pressões por transição imediata

O Ministério das Relações Exteriores do Egito divulgou comunicado hoje rejeitando as pressões internacionais por uma transição imediata para a democracia.

Pouco depois do discurso do ditador do Egito, Hosni Mubarak, anunciando que deixa o cargo em setembro, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ligou para ele e fez um pronunciamento pela televisão.

Publicamente, Obama repudiou o uso da força contra os manifestantes, declarou que os EUA defendem direitos universais e pediu que a transição para a democracia começasse imediatamente. É claro que isso não está nos planos da ditadura militar egípcia.

Pelo menos três pessoas morreram e 600 saíram feridas dos confrontos entre partidários de Mubarak e os manifestantes. A violência seguiu durante a noite.

Vários jornalistas foram atacados, inclusive enviados especiais da imprensa brasileira, que tiveram seus quartos invadidos e foram intimidados para não gravar imagens do conflito das janelas.

sábado, 6 de novembro de 2010

Jornalista é brutalmente atacado em Moscou

Em mais um ataque brutal contra repórteres investigativos na Rússia, o jornalista russo Oleg Kachin, de 30 anos, do jornal Kommersant, está em estado de coma depois de ter sido atacado com barras de ferro quando chegava em casa na madrugada de hoje em Moscou.

O dignóstico é aterrador: fraturas nas duas mandíbulas, numa perna, no crânio e em vários dedos, concussão cerebral, hemorragia pulmonar e amputação de um dedo.

Há três meses, a Jovem Guarda do partido Rússia Unida, do primeiro-ministro Vladimir Putin, denunciou Kachin como um "repórter traidor" que desenvolvimento "atividades subversivas semiclandestinas e depravava seus leitores desacreditando os órgãos do poder".

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Irã prende jornalistas estrangeiros

A República Islâmica do Irã prendeu ontem dois repórteres de um jornal alemão que tentavam o filho de Sakineh Ashtiani, a iraniana condenada à morte sob a acusação de matar o marido. O regime fundamentalista iraniano alegou que eles não teriam visto de jornalista.

A correspondente do jornal espanhol El País, Ángeles Espinoza, foi expulsa e tem duas semanas para deixar o país. Ela foi detida e teve a credencial cassada quanto entrevistava um filho do falecido aiatolá Hussein Montazeri na cidade sagrada de Kom.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Coreia do Norte condena jornalistas a 12 anos

Duas jornalistas americanas de origem asiáticas foram condenadas a 12 anos de prisão num campo de trabalhos forçados pela ditadura stalinista da Coreia do Norte.

Euna Lee e Laura Ling foram presas quando faziam uma reportagem na fronteira com a China, para onde milhares de norte-coreanos fugiram nas últimas duas décadas, quando a Coreia do Norte afundou com a crise do comunismo soviético. Pelo menos 2 milhões de norte-coreanos morreram de fome nesse período.

A agência de notícias oficial do regime comunista declara que "o julgamento confirmou que elas cruzaram a fronteira ilegalmente e cometeram um crime grave contra a nação coreana".

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Polícia russa mata jornalista de oposição

O jornalista russo Magomed Ievloiev, dono do website de oposição www.ingushetiya.ru, morreu domingo baleado pela polícia depois de ser preso. Ele era um crítico importante do governo da república da Inguchétia, apoiado pelo Kremlin.

A república da Inguchétia é uma das 89 unidades da Federação Russa. Fica entre a Ossétia do Norte e a Chechênia, no Norte do Cáucaso.

Ievloiev é o mais importante jornalista russo assassinado desde a morte de Anna Politkovskaia, em outubro de 2006.

Há dois meses, o Comitê de Proteção aos Jornalistas, com sede em Nova Iorque, nos EUA, descreveu a Inguchétia como "uma terra sem lei, onde os inimigos da liberdade podem atacar jornalistas com total impunidade".

terça-feira, 6 de março de 2007

Mais de 1.100 jornalistas foram mortos em 10 anos

Jornalismo, profissão perigosa: mais de 1,1 mil jornalistas e auxiliares foram mortos nos últimos 10 anos, revelou hoje um estudo do Instituto Internacional para Segurança da Notícia, uma associação de organizações de mídia, grupos de defesa da liberdade de imprensa e ativistas dos direitos humanos. O total de mortes aumenta desde 2003, quando os Estados Unidos invadiram o Iraque.

Não por acaso, o Iraque tornou-se o lugar mais perigoso do mundo para jornalistas, com 138 mortos, sendo 70% de jornalistas iraquianos, seguido pela Rússia com 88, a Colômbia com 72 e as Filipinas com 55.

O relatório Matando o Mensageiro aponta o ano passado como o pior para os trabalhadores da notícia, com 167 mortes no mundo inteiro, em comparação com 149 em 2005, 131 em 2004, 94 em 2003, 70 em 2002 e 103 em 2001.

Mais da metade dos 1.101 mortos foi baleada e pelo menos 657 jornalistas foram mortos cobrindo notícias em tempo de paz em seus países, especialmente de corrupção, crime organizado e tráfico de drogas. Em dois terços dos casos, os assassinos não foram identificados e apenas 27 terminaram em condenações.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

Telefone celular vira estrela da notícia

A gravação clandestina do enforcamento do ex-ditador iraquiano Saddam Hussein, com três minutos de imagens tremidas, tornou-se um dos vídeos mais assistidos do mundo na Internet, realçando a importância do telefone celular com filmadora como um dos mais poderosos instrumentos de coleta de notícias exclusivas.

Os celulares começaram a ter câmeras no ano 2000. Registraram o impacto devastador das ondas gigantes provocadas pelo maremoto de 26 de dezembro de 2004 no Oceano Índico. Testemunharam a fuga dos passageiros do metrô de Londres depois dos atentados terroristas de 7 de julho de 2005. Agora, entram definitivamente para a História ao gravar os últimos momentos da vida do ex-ditador.

Dezenas de milhões de pessoas andam pelo mundo hoje com telefones celulares com câmeras fotográficas e cinematográficas, o que as torna repórteres em potencial.