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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

Hoje na História do Mundo: 22 de Fevereiro

 CONTENÇÃO DA URSS

    Em 1946, o encarregado de negócios dos Estados Unidos em Moscou, George Kennan, envia um longo telegrama de 8 mil palavras ao Departamento de Estado com sua análise sobre a União Soviética, um dos documentos mais importantes da Guerra Fria, propondo a contenção do regime comunista até ele entrar em colapso.

O memorando observa que a URSS não acredita numa "coexistência pacífica permanente" com o Ocidente por causa da "visão neurótica das questões globais" resultante do "senso de insegurança instintivo da Rússia".

Por isso, acrescenta Kennan, os soviéticos suspeitam de todas as outras nações e entendem que sua segurança exige "uma luta paciente, mas mortal, até a destruição total da potência rival".

Assim, como a URSS é "refratária à lógica da razão", mas "altamente sensível à lógica da força", os EUA devem adotar uma política de "resistência forte" para conter a expansão soviética. Esta seria a base da política externa norte-americana durante a Guerra Fria.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

Hoje na História do Mundo: 23 de Janeiro

PRIMEIRA MÉDICA NOS EUA

    Em 1849, numa cerimônia de formatura realizada numa igreja de Genebra, no estado de Nova York, Elizabeth Blackwell torna-se a primeira mulher a se graduar em medicina nos Estados Unidos.

Seu pai era do movimento abolicionista. O irmão e a mulher dele eram ativistas da luta pelo voto feminino. Boa aluna, Elizabeth decide estudar medicina depois de ouvir de uma amiga que estava morrendo que teria sido mais bem-tratada por uma mulher.

A questão vai para o conselho universitário e é aprovada por estudantes, talvez por troça tão inacreditável é a ideia para a época. Elizabeth recebe sua carta de aceitação e começa a estudar em 1847.

Elizabeth Blackwell monta uma clínica para pobres em Nova York, funda um hospital e uma enfermaria para crianças e mulheres junto com uma irmã mais moça que também se forma em medicina,

Durante a Guerra da Secessão (1861-65), elas treinam enfermeiras para atender os feridos. Em 1868, abrem sua faculdade de medicina. Elizabeth vai então para Londres, onde dá aula de ginecologia na Escola de Medicina para Mulheres.

Blackwell é uma pioneira. Seu exemplo contribui para que as mulheres aos poucos sejam aceitas numa profissão predominantemente masculina. Em 2017, pela primeira vez, há mais mulheres do que homens estudando medicina nos EUA.

MULHER NO PODER

    Em 1997, um dia depois de aprovação unânime no Senado, Madeleine Albright toma posse como a primeira secretária de Estado, a primeira mulher a chefiar a diplomacia dos Estados Unidos.

Albright nasce em 1937 na Tcheco-Eslováquia e é batizada como Madeleine Jana Korbelova. Sua família foge para os EUA em 1948, depois que os comunistas tomam o poder. 

Ela estuda direito e política na Universidade Colúmbia, em Nova York, e vai até o doutorado. Em 1959, casa com Joseph Albright, de uma família de editores. Nos anos 1970, trabalha como funcionária do Conselho de Segurança Nacional nos anos 1970. 

Em janeiro de 1993, no início do governo, o presidente Bill Clinton a nomeia embaixadora junto às Nações Unidas. Em dezembro de 1996, Clinton a indica para secretaria da Estado, tornando-a na primeira mulher a ocupar o cargo e a mais alta funcionária até então do governo dos EUA.

Imigrante da Europa Oriental, fala francês, polonês, russo e tcheco, Madeleine Albright se interessa especialmente pelos países de sua região de origem no mundo pós-Guerra Fria. É uma das principais responsáveis pela intervenção internacional da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na Guerra do Kossovo contra o ditador sérvio Slobodan Milosevic, também conhecida como a guerra da Srª Albright.

Madeleine Albright é secretária de Estado até o fim do governo Clinton, em janeiro de 2001. Volta então a lecionar na Universidade Georgetown. Torna-se uma voz importante do antifascismo nos EUA. Ela morre em 23 de março de 2022. Um mês antes, na véspera da invasão da Ucrânia, o jornal The New York Times publica um artigo da ex-secretária advertiu o ditador russo, Vladimir Putin, para o "erro histórico" de ir à guerra.

terça-feira, 13 de março de 2018

Trump demite secretário de Estado e indica chefe da CIA para o cargo

Em mais uma decisão inesperada, o presidente Donald Trump demitiu hoje o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, alegando os dois têm "mentalidades diferentes" e discordavam em questões importantes como o acordo nuclear com o Irã. 

O novo chefe da diplomacia dos Estados Unidos será o atual diretor de Agência Central de Inteligência (CIA), Mike Pompeo, que será substituído por Gina Haspel. Ela é acusada de participar de tortura de suspeitos de terrorismo na Tailândia, em 2002, e de destruir gravações que poderiam ser provas, em 2005.

Depois de um ano e dois meses no cargo, Tillerson soube da demissão pelo Twitter, pouco depois do jornal The Washington Post dar a notícia em primeira mão. Ele agradeceu a quem trabalhou com ele nos departamento de Estado e da Defesa, mas não ao presidente.

Trump e Tillerson tiveram várias desavenças em público. Na audiência de confirmação no Senado, em fevereiro do ano passado, o secretário adotou uma posição muito mais dura em relação à Rússia do que o discurso do presidente, suspeito de conluio com o Kremlin durante a campanha.

Tillerson propôs em abril um corte de 2,3 mil empregos e de 26% do orçamento do Departamento de Estado para poupar recursos a serem investidos pelo Departamento de Defesa dentro da política de Trump de dar mais valor ao poderio militar do que à diplomacia, como se o sucesso de um não dependesse do outro.

Internamente, isso foi visto como um enfraquecimento da diplomacia americana. Muitos diplomatas pediram demissão ou se aposentaram. Subsecretários como o da América Latina não foram nomeados.

O presidente rejeitou, em maio, o nome sugerido por Tillerson para subsecretário de Estado, Elliott Abrams, um linha dura da era Ronald Reagan (1981-89), por tê-lo criticado durante a campanha.

Apesar dos apelos de Tillerson, do secretário da Defesa, James Mattis, e dos generais do Pentágono, em 2 de junho, Trump anunciou a retirada dos EUA do Acordo de Paris sobre Mudança do Clima.

Quando a Arábia Saudita, o Egito e outras monarquias petroleiras do Golfo Pérsico decidiram boicotar e isolar o Catar sob a acusação de ser próximo do Irã, Trump apoiou a iniciativa do novo príncipe herdeiro saudita, Mohamed ben Salman. Tillerson pediu união no combate ao terrorismo.

Em outubro do ano passado, a imprensa americana revelou que o secretário chamou o presidente de idiota. Trump respondeu via Twitter que é mais inteligente e tem um quociente intelectual (QI) maior.

No mesmo mês, o presidente desprezou o esforço do secretário para negociar com a Coreia do Norte no Twitter: "Poupe sua energia, Rex! Vamos fazer o que tiver de ser feito", como quem diz que não valeria a pena o esforço de negociar, numa ameaça de uso da força.

Na semana passada, convidado pelo ditador Kim Jong Un para ir a Pyongyang, Trump aceitou imediatamente, enquanto o secretário observava que seriam necessários meses para preparar tal encontro.

Quanto ao Irã, Tillerson é a favor da manutenção do acordo nuclear negociado com as grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Sob pressão da direita republicana e de Israel, Trump é contra. Não acredita que o modelo iraniano sirva para negociar com a Coreia do Norte.

A esperada reunião de cúpula com o ditador norte-coreano será organizada por Pompeo, um linha-dura que se negou a condenar a tortura, fez várias declarações preconceituosas sobre muçulmanos, é contra o acordo nuclear com o Irã e não acredita que Kim cogite abrir mão de suas armas atômicas.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Ditadura de Maduro muda local de votação de 700 mil eleitores

Em mais uma manobra da ditadura de Nicolás Maduro para fraudar o resultado das urnas, dias antes das eleições estaduais de 15 de outubro de 2017, o Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela mudou, sem prévia notificação, os locais de votação de 700 mil eleitores. O processo foi acelerado na quarta e na quinta-feira, quando 400 mil eleitores foram realocados.

A oposição está oferecendo transporte para evitar a abstenção. O Departamento de Estado americano advertiu Maduro: "Os Estados Unidos e a comunidade internacional estão prestando a atenção nestas eleições", alertou a porta-voz Heather Nauert.

"Os EUA pedem ao regime que realize eleições livres e limpas", mas "estão preocupados com uma série de ações do CNE que põem em questão a limpeza do processo eleitoral", acrescentou a porta-voz.

No estado de Miranda, mais de 200 mil eleitores, cerca de 9% do total, foram realizados entre terça e quinta-feira. Em Caracas, quem votava desde 1989 na Metropolitana, uma universidade privada, agora terá de votar a quilômetros de distância, no alto de uma favela em Petare. Talvez não queira esperar horas na fila num local perigoso.

Apesar da manobra da ditadura, as pesquisas preveem a vitória da oposição em 21 dos 23 estados.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Secretário de Estado de Trump nega ter pensado em pedir demissão

Ao desmentir uma notícia da rede de televisão NBC, o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, negou ter pensado em deixar o cargo durante o verão no Hemisfério Norte, diante do esvaziamento do Departamento de Estado no governo Donald Trump e de seu desapontamento com o presidente, que teria chamado de "idiota" após uma reunião ministerial em 20 de julho, noticiou o jornal The New York Times.

O vice-presidente Mike Pence teria convencido o secretário de Estado a ficar no cargo. Furioso, o presidente dos Estados Unidos comentou que era "uma notícia totalmente falsa".

"Nunca pensei em deixar este cargo", declarou Tillerson numa entrevista coletiva na manhã de hoje em que elogiou a política externa de Trump, dizendo fazer parte da equipe para "tornar a América grande de novo", o principal slogan da campanha eleitoral do presidente.

Tillerson se recusou a comentar a alegação de que teria chamado Trump de idiota. "O secretário não usa este tipo de linguagem para falar do presidente dos EUA", afirmou a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert. "Ele não disse isso", insistiu.

Há apenas três dias, Trump desautorizou seu próprio secretário de Estado. Durante visita à China, Tillerson anunciou haver aberto canais de comunicação direta com o regime comunista da Coreia do Norte.

Pelo Twitter, Trump chamou de "perda de tempo" e voltou a ameaçar o ditador Kim Jong Un com o uso da força. Todos os assessores militares do presidente sabem que uma guerra seria arrasadora para as duas Coreias, com centenas de milhares, talvez milhões, de mortos.

Além de minar a ação do secretário no problema de segurança internacional mais grave de seu governo, Trump cercou-se de generais, como o chefe da Casa Civil, John Kelly; o secretário da Defesa, James Mattis; e o conselheiro de Segurança Nacional, Herbert McMaster. É o chamado "núcleo racional" da Casa Branca.

O secretário de Estado teve várias desavenças com o presidente. Tillerson pediu a Trump que certifique que o Irã está cumprindo o acordo nuclear assinado em 2015 entre as grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas (EUA, China, França, Reino Unido e Rússia), a Alemanha e a República Islâmica para desarmar o programa nuclear iraniano. Trump flerta com o primeiro-ministro linha-dura de Israel, Benjamin Netanyahu, a favor de um repúdio dos EUA ao acordo.

Tillerson tenta usar o contrato de venda de armas à Arábia Saudita, de US$ 110 bilhões, para acabar com o boicote das monarquias petroleiras do Golfo Pérsico ao Catar, adotado por orientação saudita por causa da hostilidade de Trump ao Irã, com quem o Catar mantém boas relações.

A paciência do secretário se esgotou depois de uma reunião ultrassecreta no Departamento da Defesa em que Trump ameaçou demitir o alto comando militar americano na Guerra do Afeganistão e comparou a estimativa da quantidade de soldados necessários à reforma de um restaurante de alto luxo em Nova York. Aí teria sido chamado de "idiota".

Em agosto, Tillerson voltou a ter problemas quando se afastou das declarações de Trump a respeito das manifestações neonazistas em Charlottesville: "O presidente fala por si mesmo", comentou o secretário no programa jornalístico dominical Fox News Sunday. Trump não gostou.

Numa reunião no dia seguinte, Trump elogiou o assessor de Segurança Interna, Tom Bossert, que havia defendido no domingo a decisão de dar indulto ao xerife Joe Arpaio, condenado por discriminação contra latino-americanos e imigrantes ilegais no estado do Arizona.

Só depois de rever duas vezes a gravação, Trump concordou com o argumento de Tillerson de que cabe ao presidente defender suas próprias ideias.

Ao mesmo tempo, o presidente esvaziou o Departamento de Estado, que vê como um feudo de sua adversária, a ex-secretária Hillary Clinton. Afastou vários diplomatas e não nomeou subsecretários e funcionários do segundo e terceiro escalões.

Na prática, Trump paralisou a atividade da diplomacia americana, levada à frente, no caso norte-coreano, com forte empenho pessoal do secretário de Estado. Kelly e Mattis foram decisivos para a permanência de Tillerson no governo evitando uma situação ainda mais caótica em Washington. Eles entendem a importância da diplomacia e do Departamento de Estado.

domingo, 1 de outubro de 2017

Trump desautoriza secretário de Estado sobre Coreia do Norte

Com sua arma predileta, o Twitter, o presidente Donald Trump atacou hoje o secretário de Estado, Rex Tillerson, desautorizando como inúteis seus contatos com o regime comunista da Coreia do Norte para resolver a questão nuclear.

Durante visita ao Leste da Ásia, Tillerson revelou ontem em Beijim que os Estados Unidos abriram "canais de comunicação" com a ditadura stalinista de Pionguiangue. Em nota, o próprio Departamento de Estado esclareceu que "os oficiais norte-coreanos não mostraram nenhum interesse de conversar sobre a desnuclearização".

No Twitter, Trump considerou os contatos com a Coreia do Norte "uma perda de tempo", prometendo agir quando necessário, numa ameaça implícita de uso da força para neutralizar a ameaça das armas nucleares e dos mísseis norte-coreanos.

"Poupe sua energia, Rex", escreveu o presidente. "Faremos o que tiver de ser feito."

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

EUA mandam Rússia fechar três instalações diplomáticas

O Departamento de Estado ordenou à Rússia que feche o consulado em São Francisco e outras três instalações diplomáticas nos Estados Unidos, em retaliação à decisão russa de exigir o afastamento de 755 funcionários americanos que trabalham no país até 1º de setembro, noticiou hoje o jornal The Wall Street Journal.

A Rússia tem até sábado para fechar o consulado em São Francisco, escritórios consulares em Nova York e um anexo da chancelaria, em Washington, declarou a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert. Ela justificou a medida "no espírito da paridade invocada pelos russos".

"Acreditamos que esta ação [russa] é imerecida e em detrimento do relacionamento entre os dois países", declarou a porta-voz.

A medida foi tomada pelo presidente Vladimir Putin em reação às sanções impostas pelo então presidente Barack Obama em dezembro de 2016 em resposta à conclusão dos serviços secretos americanos de que a Rússia interveio na eleição presidencial nos EUA para favorecer a candidatura Donald Trump.

terça-feira, 5 de julho de 2016

FBI não indicia Hillary por usar correio eletrônico privado

O FBI (Birô Federal de Investigações), a polícia federal dos Estados Unidos, decidiu não indiciar a pré-candidata do Partido Democrata à Presidência, Hillary Clinton, por usar uma conta pessoal de correio eletrônico quando era secretária de Estado, colocando em risco a segurança nacional.

Hillary foi "extremamente descuidada", assim como seus assessores, criticou o diretor-geral do FBI, James Comey, no fim de uma investigação de um ano, mas concluiu que "nenhum promotor razoável faria uma denúncia num caso desses".

O pré-candidato do Partido Republicano, o magnata imobiliário Donald Trump, descreveu a decisão como prova de distorção do sistema político.

A secretária de Estado chegou a ter um servidor instalado em sua casa, que armazenou mais de cem mensagens sensíveis à segurança nacional dos EUA.

O resultado foi festado pela campanha de Hillary, mas as críticas deixam um flanco aberto aos ataques de Trump.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Diplomatas dos EUA defendem bombardear regime de Assad

Mais de 50 diplomatas do Departamento de Estado assinaram um memorando interno defendendo bombardeios dos Estados Unidos para derrubar a ditadura de Bachar Assad, responsável pela guerra civil na Síria, revelaram hoje a agência Reuters e o jornal The Wall Street Journal.

O documento circulou por um canal paralelo em que os funcionários da diplomacia americana expressam visões alternativas à política externa oficial dos EUA. De qualquer forma, um número tão grande de assinaturas é incomum, observou o ex-embaixador na Síria Robert Ford. O secretário de Estado, John Kerry, alegou não ter lido o documento, mas o considerou significativo.

A intervenção militar direta dos EUA contra Assad seria necessária por causa da violação de repetidos acordos de cessar-fogo e do aparente desinteresse do regime sírio de fazer quaisquer concessões nas negociações de paz.

Desde sua primeira campanha à Casa Branca, em 2008, o presidente Barack Obama prometeu retirar os EUA do Iraque e do Afeganistão. No poder, sempre relutou em envolver o país em novos conflitos no Oriente Médio.

Quando o regime sírio atacou rebeldes com armas químicas, matando mais de 1,4 mil pessoas, em agosto de 2013, Obama não cumpriu a ameaça de bombardear as forças de Assad, frustrando os planos da França, que não quis agir sozinha.

Desde 30 de setembro de 2015, a Rússia intervém militarmente na guerra civil da Síria em apoio à ditadura de Assad. Uma intervenção dos EUA agora traria um risco de confronto direto com a Rússia, que junto com o Irã sustenta o regime sírio.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

EUA retiram Cuba da lista de países que apoiam o terrorismo

O Departamento de Estado retirou hoje oficialmente Cuba da lista de países que apoiam o terrorismo, abrindo caminho para que o país possa manter contas bancárias nos Estados Unidos e assim reabrir sua embaixada em Washington selando o reatamento diplomático entre os dois países depois de 54 anos. O boicote econômico à ilha continua.

A normalização total das relações EUA-Cuba depende do fim do embargo, que se baseia em leis aprovadas pelo Congresso e só pode ser revogado por deputados e senadores. Como o Partido Republicano tem maioria absoluta tanto na Câmara como no Senado, o fim do embargo terá de esperar mais um pouco.

Na prática, o número de americanos que visitam a ilha aumentou seus vezes desde o anúncio do reatamento, em 17 de dezembro de 2014. Há um novo dinamismo no mercado imobiliário na ilha, com restauração de prédios históricos na Velha Havana à espera das crescentes oportunidades de negócios. Mas é evidente que o regime comunista não pretende promover nenhuma abertura política.

Cuba foi incluída na lista em 1982, no governo Ronald Reagan (1981-89), sob a alegação de fornecer treinamento, armas e refúgio para grupos guerrilheiros em atividade na América Latina. Em 14 de abril de 2015, o presidente Barack Obama anunciou a intenção de remover Cuba da lista negra.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Obama tira Cuba da lista de países que apoiam terrorismo

Depois de um encontro histórico com o ditador Raúl Castro, o presidente Barack Obama avisou hoje o Congresso dos Estados Unidos que vai retirar Cuba da lista do Departamento de Estado de países que apoiam o terrorismo, anunciou o jornal The Washington Post.

A medida elimina o principal obstáculo ao reatamento de relações com os Estados Unidos, permitindo ao governo cubano abrir contas bancárias no país, essencial para o funcionamento da Embaixada de Cuba em Washington. Ainda precisa ser aprovada pelo Congresso, onde os parlamentares de origem cubana ameaça bloqueá-la.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Hillary Clinton lança domingo candidatura à Presidência dos EUA

A ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama Hillary Clinton, favorita até agora nas pesquisas, vai lançar no domingo sua intenção de concorrer à candidatura do Partido Democrata à eleição presidencial de 2016 nos Estados Unidos. Em 2008, ela perdeu a disputa pela indicação para o então senador e hoje presidente Barack Obama.

Hillary hesitou em se lançar até agora, mas é considerada candidatíssima há muito tempo e já enfrenta duras críticas da oposição republicana. Seus adversários querem saber quem são os contribuintes estrangeiros da Fundação Clinton e vão acusá-la por usar uma conta pessoal de correio eletrônico quando chefiava a diplomacia americana.

Quando o escândalo dos e-mails foi revelado, Hillary declarou que repassou as mensagens de trabalho, mas apagou as pessoais. Não cabe a um alto funcionário público tomar uma decisão pessoal desta natureza.

A ex-secretária de Estado está à direita do presidente Barack Obama. A ala mais esquerdista do Partido Democrata prefere a senadora Elizabeth Warren, um professora da Universidade de Harvard extremamente crítica em relação aos banco e ao sistema financeiro de Nova York.

Entre os republicanos, os favoritos são os ex-governadores Jeb Bush e Scott Walker. Nenhum candidato, nem Hillary, que tem pouco mais de 40% das preferências, tem mais apoio do que a legalização do uso recreativo da maconha, aprovado hoje por 52% dos americanos.

Como os dois favoritos são das famílias Bush e Clinton, que governaram os EUA por 20 anos, alguns comentarista, como Edward Luce, do jornal inglês Financial Times, protestaram alegando que o país é uma república e não uma monarquia para a chefia do Estado ser trocada entre duas dinastias.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Obama pede US$ 8,8 bilhões para guerra ao Estado Islâmico

No orçamento de defesa proposto pelo presidente Barack Obama ao Congresso dos Estados Unidos, US$ 8,8 bilhões são destinados a combater a milícia extremista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, incluindo a ajuda ao governo do Iraque e a rebeldes que lutam contra o grupo na guerra civil da Síria, noticiou hoje o jornal libanês The Daily Star.

Deste total, US$ 5,3 bilhões vão para o Departamento da Defesa, o Pentágono, e US$ 3,5 bilhões para o Departamento de Estado, o ministério das relações exteriores dos EUA.

Os últimos jihadistas do Estado Islâmico abandonaram Kobane, uma cidade curda no Norte de Síria, junto à fronteira da Turquia, depois de uma batalha feroz iniciada em setembro, revelou hoje o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, com sede em Londres.

A milícia extremista reivindicou a autoria de dois atentados terroristas suicidas cometidos em Bagdá em 30 de janeiro de 2015 e afirmou ter morto ou ferido 200 policiais e soldados iraquianos. O Ministério do Interior confirmou 24 mortes.

Ao todo, a proposta orçamentária de Obama prevê gastos de US$ 4 trilhões, aumento de impostos para os ricos e os bancos, e reduções e benefícios sociais à classe média e aos mais pobres.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

EUA recomenda a americanos que saiam da Líbia

Os Estados Unidos aconselharam ontem seus cidadãos a "abandonar imediatamente" a Líbia por causa da situação do país, descrita pelo Departamento de Estado como "instável e imprevisível".

"Diante dos problemas de segurança, o Departamento de Estado reduziu o pessoal na embaixada em Trípoli e tem capacidade apenas para oferecer serviços de emergência a cidadãos americanos", disse a nota. "Os viajantes devem estar conscientes de correm risco de sequestro e morte."

Uma revolução deflagrada em fevereiro de 2011, dentro da chamada Primavera Árabe, derrubou em agosto daquele ano a ditadura do coronel Muamar Kadafi, que estava no poder desde 1969 e destruíra as instituições do país. Sem Forças Armadas regulares significativas, a Líbia é dominada até hoje pelas milícias que o derrubaram, num estado de caos e anarquia.

Na terça-feira, homens armados atacaram a casa do novo primeiro-ministro, Ahmed Miitig. Os EUA enviaram um navio de assalto anfíbio com mil fuzileiros navais a bordo para retirar funcionários e cidadãos americanos do país em caso de necessidade.

Em 12 de setembro de 2012, um ataque de milícias inicialmente confundido com uma manifestação de protesto contra um filme antimuçulmano matou quatro funcionários americanos no consulado americano em Bengázi, inclusive o embaixador Christopher Stevens.

Até hoje, a oposição republicana tenta explorar politicamente o episódio na tentativa de atingir a então secretária de Estado, Hillary Clinton, que desponta como favorita para a eleição presidencial de 2016. Deveria se preocupar mais com a estabilidade da Líbia.

terça-feira, 4 de junho de 2013

EUA oferecem US$ 23 milhões por terroristas africanos

O Departamento de Estado americano está oferecendo US$ 23 milhões por informações que levem à captura ou morte de cinco líderes terroristas da África, inclusive Abubakar Shekau, do grupo extremista muçulmano Boko Haram (Não à educação ocidental), e Mokhtar Belmokhtar, o dissidente da rede terrorista Al Caeda no Magreb responsável pelo ataque a um centro de exploração de gás na Argélia.

A maior recompensa, de até US$ 7 milhões, foi oferecida por Shekau. O grupo Boko Haram teria sido responsável por 2,8 mil mortes nos últimos quatro anos.

Desde 1984, o governo dos Estados Unidos pagou mais de US$ 125 milhões a mais de 80 pessoas por informações que levassem a captura ou morte de terroristas, ou evitassem ataques terroristas. No início deste ano, o presidente Barack Obama ampliou o programa para incluir outros crimes de repercussão internacional, reporta a televisão americana CNN.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

John Kerry será chefe da diplomacia dos EUA

O senador John Kerry, um veterano da Guerra do Vietnã que perdeu a eleição presidencial para George W. Bush em 2004 e que preside atualmente a Comissão de Relações Exteriores do Senado dos Estados Unidos, será indicado hoje pelo presidente Barack Obama como secretário de Estado de seu segundo governo, em substituição à ex-primeira-dama Hillary Clinton.

A primeira opção de Obama era aparentemente a embaixadora dos EUA nas Nações Unidas, Susan Rice, queimada pela oposição republicana por ter dito que o ataque terrorista contra o Consulado Americano em Bengázi, na Líbia, em 11 de setembro de 2012, tinha sido consequência de uma manifestação de protesto contra um filme ofensivo ao islamismo.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Equador concede asilo político a Assange

Sob a alegação de que ele não teria direito a um julgamento justo, o governo do Equador concedeu hoje asilo político ao australiano Julian Assange, fundador do sítio WikiLeaks, que vazou na Internet mais de 250 mil documentos sigilosos do Departamento de Estado americano, de outros países e de empresas. Ele é acusado de crimes sexuais na Suécia e teve seu pedido de extradição aceito pela Justiça do Reino Unido.

Como acredita que tudo não passa de uma manobra para que a Suécia o entregue aos Estados Unidos, esgotados todos os recursos jurídicos no Reino Unido, em 19 de junho, Assange entrou na Embaixada do Equador em Londres.

Hoje de manhã, o ministro do Exterior equatoriano, Ricardo Patiño, justificou a concessão de asilo alegando que Assange é um defensor dos direitos humanos e da liberdade de expressão, e é vítima de perseguição política. Se for extraditado para os EUA, Assange não será submetido a um julgamento justo, pode ser levado a uma corte marcial e executado.

O problema para Assange é que agora ele precisa de um salvo-conduto para ir da embaixada até o aeroporto, e o governo britânico ameaça prendê-lo se ele deixar a representação diplomática. Ao pedir asilo, o australiano violou os termos de sua liberdade condicional.

Agora há pouco, o ministro do Exterior britânico, William Hague, deixou claro que ele não terá salvo-conduto para sair da embaixada e deixar o Reino Unido.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Justiça britânica confirma extradição de Assange

O supremo tribunal do Reino Unido rejeitou hoje um pedido da defesa do australiano Julian Assange, fundador do sítio WikiLeaks, que revela documento secretos de governos e empresas, para impedir sua extradição para a Suécia, onde é acusado de crimes sexuais. Mas deu mais uma chance para que ele possa apelar.

Assange está há um ano e meio sob prisão domiciliar. Resiste a uma ordem de prisão europeia, um instrumento usado na União Europeia sob o pressuposto de que todo mundo terá direito a um julgamento justo em qualquer país do bloco europeu.

A defesa teme que da Suécia ele seja enviado para os Estados Unidos, onde é procurado por ter revelado mais de 250 mil documentos sigilosos do Departamento de Estado.

Na Suprema Corte britânica, Assange perdeu por 5 a 2. Numa decisão rara, o tribunal aceitou mais um recurso.

Os advogados de defesa contestam a decisão por os juízes consideraram um promotor público como "autoridade judicial". Contestam a interpretação do tribunal sobre os tratados europeus. Alegam que só um juiz poderia emitir o mandato de prisão europeu, informa o jornal inglês The Guardian.

Se perder, Assange ainda pode recorrer à Corte Europeia de Direitos Humanos.

sábado, 3 de setembro de 2011

WikiLeaks divulga 251 mil documentos e ameaça fontes

Os grandes jornais e a revista que divulgavam notícias com base em informações sigilosas do Departamento de Estado americano vazadas pela organização não governamental WikiLeaks criticaram a liberação de mais de 251 mil despachos diplomáticos sem edição para proteger as fontes, um principio fundamental do jornalismo.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

EUA apontam violações de direitos no Brasil

A violência, a corrupção e os abusos cometidos pela Polícia são os maiores problemas do Brasil apontados pelo relatório anual sobre direito humanos do Departamento de Estado americano, que pode ser obtido aqui.

Entre as piores violações, estão as seguintes:
• execuções sumárias;
• uso excessivo da força;
• espancamentos;
• abuso e tortura de presos e apenados por policiais e agentes penitenciários;
• duras condições prisionais;
• longas períodos de detenção antes do julgamento e excesso de adiamentos;
• relutância em processar funcionários do governo por corrupção;
• ineficiência dos processos de corrupção;
• violência e discriminação contra a mulher;
• violência contra menores, inclusive abuso sexual;
• tráfico de pessoas;
• discriminação contra índios e minorias;
• falhas na aplicação das leis do trabalho;
• trabalho escravo: e
• trabalho de crianças no setor informal da economia.

Em nota, o Itamaraty afirmou que “o governo brasileiro não se pronuncia sobre o conteúdo de relatórios elaborados unilateralmente por países, com base em legislações e critérios domésticos, pelos quais tais países se atribuem posição de avaliadores da situação dos direitos humanos no mundo. Tais avaliações não incluem a situação em seus próprios territórios e outras áreas sujeitas de facto à sua jurisdição.”