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quarta-feira, 15 de julho de 2026

Hoje na História do Mundo: 15 de Julho

ÚLTIMA OFENSIVA ALEMÃ NA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

    Em 1918, a Alemanha lança perto do Rio Marne, na região de Champagne, na França, sua última ofensiva na Primeira Guerra Mundial (1914-18). É o começo da Segunda Batalha do Marne ou Batalha de Reims.

O general Erich Ludendorff está certo de que a vitória da Alemanha exige a conquista da região de Flandres, no Norte da França e na Bélgica. Decide atacar mais ao sul numa manobra diversionista para atrair os aliados e então abrir um flanco ao norte, mas os aliados lançam um grande contra-ataque sob a liderança da Franca.

Na manhã de 15 de julho, 23 divisões do 1º e 3º Exércitos da Alemanha atacam o 4º Exército da França a leste de Reims, enquanto 17 divisões do 7º Exército, apoiados pelo 9º Exército, investem contra o 6º Exército da França a oeste da cidade. Lutam ao lado dos franceses 85 mil soldados americanos e a Força Expedicionária Britânica.

Quando os alemães avançam, depois de um bombardeio de artilharia, percebem que bombardearam uma linha de trincheiras falsas criadas pelo comandante militar da França, general Philippe Pétain, que chefia um governo colaboracionista com os nazistas durante a ocupação da França pela Alemanha na Segunda Guerra Mundial (1939-45) e termina a vida como traidor.

Em 1918, Pétain consegue enganar os alemães. A linha de defesa aliada está muito atrás. Quando os alemães chegam na verdadeira frente de combate, enfrentam uma barragem de artilharia aliada. Com a emboscada, os alemães são cercados. Em 18 de julho, começa a contraofensiva de franceses, norte-americanos e britânicos.

A Segunda Batalha do Marne termina em 5 de agosto com uma grande vitória dos aliados, que lançam sua ofensiva rumo à vitória final e ao armistício, em 11 de novembro de 1918.

CANDIDATO EXTREMISTA

    Em 1964, o senador Barry Goldwater é nomeado oficialmente candidato do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos.

Ao aceitar a indicação, Goldwater declara que "extremismo em defesa da liberdade não é um vício" e que "a moderação na busca da justiça não é uma virtude". Na campanha, ele promete fazer tudo o que for necessário para vencer a Guerra no Vietnã.

Esta postura belicista ajuda o Partido Democrata a caracterizá-lo como um extremista de direita e uma ameaça para o país em plena Guerra Fria. 

Em novembro, o presidente Lyndon Johnson (1963-69), que assumira depois do assassinato do presidente John Kennedy, em 22 de novembro de 1963, vence Goldwater por 61% a 39%. O republicano só vence no seu estado, o Arizona, e em cinco estados do Sul que estavam deixando de votar nos democratas porque estes apoiavam o movimento pelos direitos civis dos negros.

A esmagadora derrota republicana ajuda a aumentar a bancada democrata no Senado, que aprova a Lei dos Direitos Civis, a Lei dos Direitos de Voto e o projeto Grande Sociedade, marcos da política social de Johnson. 

A pregação de Goldwater está na origem do movimento conservador moderno dos EUA, que leva à Casa Branca Richard Nixon, Ronald Reagan, George Bush pai e filho e Donald Trump, e à emergência de extremistas como Pat Buchanan e Newt Gingrich. Eles empurraram o partido para a direita com um discurso radical e sem concessões e uma linguagem agressiva para destruir os adversário políticos, tratados como inimigos. São precursores de Donald Trump. Este ambiente político hostil onde o diálogo e os acordos são difíceis domina hoje a política dos EUA.

Como veterano líder do partido, por causa do Escândalo de Watergate, o senador Goldwater vai à Casa Branca e avisa a Nixon que a bancada republicana na Câmara e no Senado não vai mais apoiá-lo num iminente processo de impeachment, o que leva à única renúncia até hoje de um presidente dos EUA, em 9 de agosto de 1974.

NIXON NA CHINA

    Em 1971, o presidente Richard Nixon anuncia no rádio e na televisão que vai à China em 1972, numa verdadeira revolução nas relações entre os Estados Unidos e a China comunista e na política externa norte-americana.

Conservador e linha dura, Nixon faz carreira política como notório anticomunista. Apoia investigações sobre a ameaça vermelha, a suposta infiltração comunista no governo e na sociedade norte-americanas denunciada pelo senador Joe McCarthy. Como vice-presidente de Dwight Eisenhower (1953-61), articula a fracassada invasão da Baía dos Porcos, em Cuba, em abril de 1961, realizada no início do governo John Kennedy (1961-63). 

Várias vezes Nixon declara ser contra o estabelecimento de relações com a China. Desde a vitória da revolução comunista, em 1º de outubro de 1949, os EUA reconhecem a República da China em Taiwan como o governo legítimo chinês.

Um objetivo central de Nixon é acabar com a intervenção militar dos EUA na Guerra do Vietnã (1955-75), principal motivo da decisão do presidente Lyndon Johnson de não disputar a reeleição em 1968. Nixon se elege prometendo "paz com honra".

Ao mesmo tempo, seu assessor de Segurança Nacional e futuro secretário de Estado, Henry Kissinger, vê uma oportunidade em 1969, quando a União Soviética e a China travam um conflito de fronteiras durante sete meses, com a morte de pelo menos 60 soviéticos e 72 chineses.

A aproximação começa com a diplomacia do pingue-pongue, quando o ditador chinês Mao Tsé-tung convida, em 6 de abril de 1971, uma equipe de tênis de mesa dos EUA que disputava o campeonato mundial no Japão para jogar na China.

Desde o rompimento com a URSS, em 1964, a China busca aliados e parceiros comerciais. Para os EUA, além de afastar o risco de uma aliança entre as grandes potências comunistas, é uma chance de fazer a China pressionar seu aliado Vietnã do Norte a aceitar um acordo de paz nas negociações iniciadas em 10 de maio de 1968 em Paris.

Kissinger chega a Beijim em 9 de julho de 1971, numa visita até então secreta que abala o Japão, inimigo histórico da China e principal aliado dos EUA no Leste da Ásia. Em 25 de outubro, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprova uma moção da Albânia reconhecendo a República Popular da China como representante legítima do país, que toma o lugar até então ocupado por Taiwan no Conselho de Segurança.

Nixon passa uma semana na China, de 21 a 28 de fevereiro de 1972. De 22 a 30 de maio do mesmo, vai a Moscou onde assina o Primeiro Tratado de Limitação de Armas Estratégicas (SALT I) e o Tratado de Mísseis Antibalísticos (ABM), conhecido pela sigla MAD, que significa louco em inglês e, no caso, destruição mutuamente assegurada, garantindo o equilíbrio do terror nuclear.

Com a détente com as grandes potências comunistas, a Guerra do Vietnã perde o sentido para os EUA. Em 27 de janeiro de 1973, os EUA e o Vietnã do Norte assinam um acordo que viabiliza a retirada das forças norte-americanas do país do Sudeste Asiático, depois da morte de mais de 58,2 mil soldados americanos. Mas a guerra só termina em 30 de abril de 1975, quando o Vietnã do Norte toma Saigon, a capital do Vietnã do Sul, provocando uma fuga espetacular do pessoal da Embaixada dos EUA.

MORTE DE VERSACE

    Em 1997, o famoso estilista italiano Gianni Versace é morto com dois tiros na cabeça pelo assassino serial Andrew Cunanan na escadaria de sua mansão em Miami, nos EUA.

Cunanan não tem antecedentes criminais até 27 de abril daquele ano, quando espanca Jeffrey Trail até a morte em Mineápolis. Trail era amigo de David Madson, um ex-namorado que Cunanan mata em 3 de maio com um tiro na cabeça. Em seguida, joga o corpo num lago e foge num Jeep Cherokee da vítima.

Dois dias depois, em Chicago, entra na casa do empresário do ramo imobiliário Le Miglin, mata-o e rouba seu carro Lexus. Em 9 de maio, abandona o carro em Nova Jérsei e mata o coveiro William Reese para roubar mais um carro.

Alvo de uma caçada do FBI (Birô Federal de Investigação), a polícia federal dos EUA, Cunanan foge até a Flórida. Em 11 de julho, um funcionário de lanchonete reconhece o assassino, que havia visto na televisão no programa Mais Procurados dos EUA.

A polícia demora a encontrá-lo. Quatro dias depois de ser visto, ele mata Versace na sua mansão na South Beach. Em 23 de julho, Cunanan é encontrado morto num barco. Comete suicídio com o mesmo revólver que usou para matar duas de suas vítimas.

NASCE O TWITTER

    Em 2006, a empresa Odeo, de São Francisco da Califórnia, lança o serviço de mensagens curtas para pessoas ou grupos Twttr, que seis meses depois passa a se chamar Twitter. Inicialmente com um máximo de 140 caracteres, as mensagens foram ampliadas para até 280 toques.

A empresa chega em 2013 a 2 mil funcionários e 200 milhões de usuários. É avaliada em US$ 31 bilhões de dólares. Embora tenha menos usuários que o Facebook, que tinha mais de 2 bilhões em 2019, o Twitter é uma fonte essencial para últimas notícias até ser comprado pelo bilionário Elon Musk, que o transforma numa plataforma da extrema direita.

O ex-presidente Donald Trump (2017-21) governava pelo Twitter, disparando mensagens de madrugada e às vezes o dia todo. Muitas vezes seus ministros conheciam a vontade do presidente e sabiam de suas demissões pela rede social.

Trump foi banido da rede por usá-la para promover a insurreição e tentativa de golpe de 6 de janeiro contra sua derrota nas urnas e no Colégio Eleitoral e reabilitado por Musk. Antes, a Justiça dos EUA proibiu Trump de bloquear usuários do Twitter, como aliás fazia o ex-presidente Jair Bolsonaro, porque o presidente e o governo dos EUA não podem censurar ninguém. Se usa o Twitter para governar e fazer política, tem de aceitar as respostas do público.

No momento, o X enfrenta a concorrência do Threads, criado pelo grupo Meta, de Mark Zuckerberg, dono do Facebook, do Instagram e do WhatsApp. Desde que Musk comprou o Twitter por US$ 44 bilhões, toma várias medidas que causam uma saída de usuários. Threads já é o serviço que conquistou mais usuários em curto prazo.

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terça-feira, 15 de julho de 2025

Hoje na História do Mundo: 15 de Julho

  ÚLTIMA OFENSIVA ALEMÃ

    Em 1918, a Alemanha lança perto do Rio Marne, na região de Champagne, na França, sua última ofensiva na Primeira Guerra Mundial (1914-18)É o começo da Segunda Batalha do Marne ou Batalha de Reims.

O general Erich Ludendorff está certo de que a vitória da Alemanha exige a conquista da região de Flandres, no Norte da França e na Bélgica. Decide atacar mais ao sul numa manobra diversionista para atrair os aliados e então abrir um flanco ao norte, mas os aliados lançam um grande contra-ataque sob a liderança da Franca.

Na manhã de 15 de julho, 23 divisões do 1º e 3º Exércitos da Alemanha atacam o 4º Exército da França a leste de Reims, enquanto 17 divisões do 7º Exército, apoiados pelo 9º Exército, investem contra o 6º Exército da França a oeste da cidade. Lutam ao lado dos franceses 85 mil soldados americanos e a Força Expedicionária Britânica.

Quando os alemães avançam, depois de um bombardeio de artilharia, percebem que bombardearam uma linha de trincheiras falsas criadas pelo comandante militar da França, general Philippe Pétain, que chefia um governo colaboracionista com os nazistas durante a ocupação da França pela Alemanha na Segunda Guerra Mundial (1939-45) e termina a vida como traidor.

Em 1918, Pétain consegue enganar os alemães. A linha de defesa aliada está muito atrás. Quando os alemães chegam na verdadeira frente de combate, enfrentam uma barragem de artilharia aliada. Com a emboscada, os alemães são cercados. Em 18 de julho, começa a contraofensiva de franceses, norte-americanos e britânicos.

A Segunda Batalha do Marne termina em 5 de agosto com uma grande vitória dos aliados, que lançam sua ofensiva rumo à vitória final e ao armistício, em 11 de novembro de 1918.

CANDIDATO EXTREMISTA

    Em 1964, o senador Barry Goldwater é nomeado oficialmente candidato do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos.

Ao aceitar a indicação, Goldwater declara que "extremismo em defesa da liberdade não é um vício" e que "a moderação na busca da justiça não é uma virtude". Na campanha, ele promete fazer tudo o que for necessário para vencer a Guerra no Vietnã.

Esta postura belicista ajuda o Partido Democrata a caracterizá-lo como um extremista de direita e uma ameaça para o país em plena Guerra Fria. 

Em novembro, o presidente Lyndon Johnson (1963-69), que assumira depois do assassinato do presidente John Kennedy, em 22 de novembro de 1963, vence Goldwater por 61% a 39%. O republicano só vence no seu estado, o Arizona, e em cinco estados do Sul que estavam deixando de votar nos democratas porque estes apoiavam o movimento pelos direitos civis dos negros.

A esmagadora derrota republicana ajuda a aumentar a bancada democrata no Senado, que aprova a Lei dos Direitos Civis, a Lei dos Direitos de Voto e o projeto Grande Sociedade, marcos da política social de Johnson. 

A pregação de Goldwater está na origem do movimento conservador moderno dos EUA, que leva à Casa Branca Richard Nixon, Ronald Reagan, George Bush pai e filho e Donald Trump, e à emergência de extremistas como Pat Buchanan e Newt Gingrich. Eles empurraram o partido para a direita com um discurso radical e sem concessões e uma linguagem agressiva para destruir os adversário políticos, tratados como inimigos. São precursores de Donald Trump. Este ambiente político hostil onde o diálogo e os acordos são difíceis domina hoje a política dos EUA.

Como veterano líder do partido, por causa do Escândalo de Watergate, o senador Goldwater vai à Casa Branca e avisa a Nixon que a bancada republicana na Câmara e no Senado não vai mais apoiá-lo num iminente processo de impeachment, o que leva à única renúncia até hoje de um presidente dos EUA, em 9 de agosto de 1974.

NIXON NA CHINA

    Em 1971, o presidente Richard Nixon anuncia no rádio e na televisão que vai à China em 1972, numa verdadeira revolução nas relações entre os Estados Unidos e a China comunista e na política externa norte-americana.

Conservador e linha dura, Nixon faz carreira política como notório anticomunista. Apoia investigações sobre a ameaça vermelha, a suposta infiltração comunista no governo e na sociedade norte-americanas denunciada pelo senador Joe McCarthy. Como vice-presidente de Dwight Eisenhower (1953-61), articula a fracassada invasão da Baía dos Porcos, em Cuba, em abril de 1961, realizada no início do governo John Kennedy (1961-63). 

Várias vezes Nixon declara ser contra o estabelecimento de relações com a China. Desde a vitória da revolução comunista, em 1º de outubro de 1949, os EUA reconhecem a República da China em Taiwan como o governo legítimo chinês.

Um objetivo central de Nixon é acabar com a intervenção militar dos EUA na Guerra do Vietnã (1955-75), principal motivo da decisão do presidente Lyndon Johnson de não disputar a reeleição em 1968. Nixon se elege prometendo "paz com honra".

Ao mesmo tempo, seu assessor de Segurança Nacional e futuro secretário de Estado, Henry Kissinger, vê uma oportunidade em 1969, quando a União Soviética e a China travam um conflito de fronteiras durante sete meses, com a morte de pelo menos 60 soviéticos e 72 chineses.

A aproximação começa com a diplomacia do pingue-pongue, quando o ditador chinês Mao Tsé-tung convida, em 6 de abril de 1971, uma equipe de tênis de mesa dos EUA que disputava o campeonato mundial no Japão para jogar na China.

Desde o rompimento com a URSS, em 1964, a China busca aliados e parceiros comerciais. Para os EUA, além de afastar o risco de uma aliança entre as grandes potências comunistas, é uma chance de fazer a China pressionar seu aliado Vietnã do Norte a aceitar um acordo de paz nas negociações iniciadas em 10 de maio de 1968 em Paris.

Kissinger chega a Beijim em 9 de julho de 1971, numa visita até então secreta que abala o Japão, inimigo histórico da China e principal aliado dos EUA no Leste da Ásia. Em 25 de outubro, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprova uma moção da Albânia reconhecendo a República Popular da China como representante legítima do país, que toma o lugar até então ocupado por Taiwan no Conselho de Segurança.

Nixon passa uma semana na China, de 21 a 28 de fevereiro de 1972. De 22 a 30 de maio do mesmo, vai a Moscou onde assina o Primeiro Tratado de Limitação de Armas Estratégicas (SALT I) e o Tratado de Mísseis Antibalísticos (ABM), conhecido pela sigla MAD, que significa louco em inglês e, no caso, destruição mutuamente assegurada, garantindo o equilíbrio do terror nuclear.

Com a détente com as grandes potências comunistas, a Guerra do Vietnã perde o sentido para os EUA. Em 27 de janeiro de 1973, os EUA e o Vietnã do Norte assinam um acordo que viabiliza a retirada das forças norte-americanas do país do Sudeste Asiático, depois da morte de mais de 58,2 mil soldados americanos. Mas a guerra só termina em 30 de abril de 1975, quando o Vietnã do Norte toma Saigon, a capital do Vietnã do Sul, provocando uma fuga espetacular do pessoal da Embaixada dos EUA.

MORTE DE VERSACE

    Em 1997, o famoso estilista italiano Gianni Versace é morto com dois tiros na cabeça pelo assassino serial Andrew Cunanan na escadaria de sua mansão em Miami, nos EUA.

Cunanan não tem antecedentes criminais até 27 de abril daquele ano, quando espanca Jeffrey Trail até a morte em Mineápolis. Trail era amigo de David Madson, um ex-namorado que Cunanan mata em 3 de maio com um tiro na cabeça. Em seguida, joga o corpo num lago e foge num Jeep Cherokee da vítima.

Dois dias depois, em Chicago, entra na casa do empresário do ramo imobiliário Le Miglin, mata-o e rouba seu carro Lexus. Em 9 de maio, abandona o carro em Nova Jérsei e mata o coveiro William Reese para roubar mais um carro.

Alvo de uma caçada do FBI (Birô Federal de Investigação), a polícia federal dos EUA, Cunanan foge até a Flórida. Em 11 de julho, um funcionário de lanchonete reconhece o assassino, que havia visto na televisão no programa Mais Procurados dos EUA.

A polícia demora a encontrá-lo. Quatro dias depois de ser visto, ele mata Versace na sua mansão na South Beach. Em 23 de julho, Cunanan é encontrado morto num barco. Comete suicídio com o mesmo revólver que usou para matar duas de suas vítimas.

NASCE O TWITTER

    Em 2006, a empresa Odeo, de São Francisco da Califórnia, lança o serviço de mensagens curtas para pessoas ou grupos Twttr, que seis meses depois passa a se chamar Twitter. Inicialmente com um máximo de 140 caracteres, as mensagens foram ampliadas para até 280 toques.

A empresa chega em 2013 a 2 mil funcionários e 200 milhões de usuários. É avaliada em US$ 31 bilhões de dólares. Embora tenha menos usuários que o Facebook, que tinha mais de 2 bilhões em 2019, o Twitter é uma fonte essencial para últimas notícias até ser comprado pelo bilionário Elon Musk, que o transforma numa plataforma da extrema direita.

O ex-presidente Donald Trump (2017-21) governava pelo Twitter, disparando mensagens de madrugada e às vezes o dia todo. Muitas vezes seus ministros conheciam a vontade do presidente e sabiam de suas demissões pela rede social.

Trump foi banido da rede por usá-la para promover a insurreição e tentativa de golpe de 6 de janeiro contra sua derrota nas urnas e no Colégio Eleitoral e reabilitado por Musk. Antes, a Justiça dos EUA proibiu Trump de bloquear usuários do Twitter, como aliás fazia o ex-presidente Jair Bolsonaro, porque o presidente e o governo dos EUA não podem censurar ninguém. Se usa o Twitter para governar e fazer política, tem de aceitar as respostas do público.

No momento, o X enfrenta a concorrência do Threads, criado pelo grupo Meta, de Mark Zuckerberg, dono do Facebook, do Instagram e do WhatsApp. Desde que Musk comprou o Twitter por US$ 44 bilhões, toma várias medidas que causam uma saída de usuários. Threads já é o serviço que conquistou mais usuários em curto prazo.

segunda-feira, 15 de julho de 2024

Hoje na História do Mundo: 15 de Julho

 ÚLTIMA OFENSIVA ALEMÃ

    Em 1918, a Alemanha lança perto do Rio Marne, na região de Champagne, na França, sua última ofensiva na Primeira Guerra Mundial (1914-18)É o começo da Segunda Batalha do Marne ou Batalha de Reims.

O general Erich Ludendorff está certo de que a vitória da Alemanha exige a conquista da região de Flandres, no Norte da França e na Bélgica. Decide atacar mais ao sul numa manobra diversionista para atrair os aliados e então abrir um flanco ao norte, mas os aliados lançam um grande contra-ataque sob a liderança da Franca.

Na manhã de 15 de julho, 23 divisões do 1º e 3º Exércitos da Alemanha atacam o 4º Exército da França a leste de Reims, enquanto 17 divisões do 7º Exército, apoiados pelo 9º Exército, investem contra o 6º Exército da França a oeste da cidade. Lutam ao lado dos franceses 85 mil soldados americanos e a Força Expedicionária Britânica.

Quando os alemães avançam, depois de um bombardeio de artilharia, percebem que bombardearam uma linha de trincheiras falsas criadas pelo comandante militar da França, general Philippe Pétain, que chefiaria um governo colaboracionista com os nazistas durante a ocupação da França pela Alemanha na Segunda Guerra Mundial (1939-45) e termina a vida como traidor.

Em 1918, Pétain consegue enganar os alemães. A linha de defesa aliada está muito atrás. Quando os alemães chegam na verdadeira frente de combate, enfrentam uma barragem de artilharia aliada. Com a emboscada, os alemães são cercados. Em 18 de julho, começa a contraofensiva de franceses, norte-americanos e britânicos.

A Segunda Batalha do Marne termina em 5 de agosto com uma grande vitória dos aliados, que lançam sua ofensiva rumo à vitória final e ao armistício, em 11 de novembro de 1918.

CANDIDATO EXTREMISTA

    Em 1964, o senador Barry Goldwater é nomeado oficialmente candidato do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos.

Ao aceitar a indicação, Goldwater declara que "extremismo em defesa da liberdade não é um vício" e que "a moderação na busca da justiça não é uma virtude". Na campanha, ele promete fazer tudo o que for necessário para vencer a Guerra no Vietnã.

Esta postura belicista ajuda o Partido Democrata a caracterizá-lo como um extremista de direita e uma ameaça para o país em plena Guerra Fria. 

Em novembro, o presidente Lyndon Johnson (1963-69), que assumira depois do assassinato do presidente John Kennedy, em 22 de novembro de 1963, vence Goldwater por 61% a 39%. O republicano só vence no seu estado, o Arizona, e em cinco estados do Sul que estavam deixando de votar nos democratas porque estes apoiavam o movimento pelos direitos civis dos negros.

A esmagadora derrota republicana ajuda a aumentar a bancada democrata no Senado, que aprova a Lei dos Direitos Civis e o projeto Grande Sociedade, marcos da política social de Johnson. 

A pregação de Goldwater está na origem do movimento conservador moderno dos EUA, que leva à Casa Branca Richard Nixon, Ronald Reagan, George Bush pai e filho e Donald Trump, e à emergência de extremistas como Pat Buchanan e Newt Gingrich. Eles empurraram o partido para a direita com um discurso radical e sem concessões e uma linguagem agressiva para destruir os adversário políticos, tratados como inimigos. Este ambiente político hostil onde o diálogo e os acordos são difíceis domina hoje a política dos EUA.

Como veterano líder do partido, por causa do Escândalo de Watergate, o senador Goldwater vai à Casa Branca e avisa a Nixon que a bancada republicana na Câmara e no Senado não vai mais apoiá-lo num iminente processo de impeachment, o que leva à única renúncia até hoje de um presidente dos EUA, em 9 de agosto de 1974.

NIXON NA CHINA

    Em 1971, o presidente Richard Nixon anuncia no rádio e na televisão que vai à China em 1972, numa verdadeira revolução nas relações entre os Estados Unidos e a China comunista e na política externa norte-americana.

Conservador e linha dura, Nixon faz carreira política como notório anticomunista. Apoia investigações sobre a ameaça vermelha, a suposta infiltração comunista no governo e na sociedade norte-americanas denunciada pelo senador Joe McCarthy. Como vice-presidente de Dwight Eisenhower (1953-61), articula a fracassada invasão da Baía dos Porcos, em Cuba, em abril de 1961, realizada no início do governo John Kennedy (1961-63). 

Várias vezes Nixon declara ser contra o estabelecimento de relações com a China. Desde a vitória da revolução comunista, em 1º de outubro de 1949, os EUA reconhecem a República da China em Taiwan como o governo legítimo chinês.

Um objetivo central de Nixon é acabar com a intervenção militar dos EUA na Guerra do Vietnã (1955-75), principal motivo da decisão do presidente Lyndon Johnson de não disputar a reeleição em 1968. Nixon se elege prometendo "paz com honra".

Ao mesmo tempo, seu assessor de Segurança Nacional e futuro secretário de Estado, Henry Kissinger, vê uma oportunidade em 1969, quando a União Soviética e a China travam um conflito de fronteiras durante sete meses, com a morte de pelo menos 60 soviéticos e 72 chineses.

A aproximação começa com a diplomacia do pingue-pongue, quando o ditador chinês Mao Tsé-tung convida, em 6 de abril de 1971, uma equipe de tênis de mesa dos EUA que disputava o campeonato mundial no Japão para jogar na China.

Desde o rompimento com a URSS, em 1964, a China busca aliados e parceiros comerciais. Para os EUA, além de afastar o risco de uma aliança entre as grandes potências comunistas, é uma chance de fazer a China pressionar seu aliado Vietnã do Norte a aceitar um acordo de paz nas negociações iniciadas em 10 de maio de 1968 em Paris.

Kissinger chega a Beijim em 9 de julho de 1971, numa visita até então secreta que abala o Japão, inimigo histórico da China e principal aliado dos EUA no Leste da Ásia. Em 25 de outubro, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprova uma moção da Albânia reconhecendo a República Popular da China como representante legítima do país, que toma o lugar até então ocupado por Taiwan no Conselho de Segurança.

Nixon passa uma semana na China, de 21 a 28 de fevereiro de 1972. De 22 a 30 de maio do mesmo, vai a Moscou onde assina o Primeiro Tratado de Limitação de Armas Estratégicas (SALT I) e o Tratado de Mísseis Antibalísticos, conhecido pela sigla MAD, que significa louco em inglês e, no caso, destruição mutuamente assegurada, garantindo o equilíbrio do terror nuclear.

Com a détente com as grandes potências comunistas, a Guerra do Vietnã perde o sentido para os EUA. Em 27 de janeiro de 1973, os EUA e o Vietnã do Norte assinaram um acordo que viabiliza a retirada das forças americanas do país do Sudeste Asiático, depois da morte de 58,2 mil soldados americanos. Mas a guerra só termina em 30 de abril de 1975, quando o Vietnã do Norte toma Saigon, a capital do Vietnã do Sul, provocando uma fuga espetacular do pessoal da Embaixada dos EUA.

MORTE DE VERSACE

    Em 1997, o famoso estilista italiano Gianni Versace é morto com dois tiros na cabeça pelo assassino serial Andrew Cunanan na escadaria de sua mansão em Miami, nos EUA.

Cunanan não tem antecedentes criminais até 27 de abril daquele ano, quando espanca Jeffrey Trail até a morte em Mineápolis. Trail era amigo de David Madson, um ex-namorado que Cunanan mata em 3 de maio com um tiro na cabeça. Em seguida, joga o corpo num lago e foge num Jeep Cherokee da vítima.

Dois dias depois, em Chicago, entra na casa do empresário do ramo imobiliário Le Miglin, mata-o e rouba seu carro Lexus. Em 9 de maio, abandona o carro em Nova Jérsei e mata o coveiro William Reese para roubar mais um carro.

Alvo de uma caçada do FBI (Birô Federal de Investigação), a polícia federal dos EUA, Cunanan foge até a Flórida. Em 11 de julho, um funcionário de lanchonete reconhece o assassino, que havia visto na televisão no programa Mais Procurados dos EUA.

A polícia demora a encontrá-lo. Quatro dias depois de ser visto, ele mata Versace na sua mansão na South Beach. Em 23 de julho, Cunanan é encontrado morto num barco. Comete suicídio com o mesmo revólver que usou para matar duas de suas vítimas.

NASCE O TWITTER

    Em 2006, a empresa Odeo, de São Francisco da Califórnia, lança o serviço de mensagens curtas para pessoas ou grupos Twttr, que seis meses depois passa a se chamar Twitter. Inicialmente com um máximo de 140 caracteres, as mensagens foram ampliadas para até 280 toques.

A empresa chega em 2013 a 2 mil funcionários e 200 milhões de usuários. É avaliada em US$ 31 bilhões de dólares. Embora tenha menos usuários que o Facebook, que tinha mais de 2 bilhões em 2019, o Twitter é uma fonte essencial para últimas notícias.

O ex-presidente Donald Trump (2017-21) governava pelo Twitter, disparando mensagens de madrugada e às vezes o dia todo. Muitas vezes seus ministros conheciam a vontade do presidente e sabiam de suas demissões pela rede social.

Trump foi banido da rede por usá-la para promover a insurreição e tentativa de golpe de 6 de janeiro contra sua derrota nas urnas e no Colégio Eleitoral. Antes, a Justiça dos EUA proibiu Trump de bloquear usuários do Twitter, como aliás faz o presidente Jair Bolsonaro, porque o presidente e o governo dos EUA não podem censurar ninguém. Se usa o Twitter para governar e fazer política, tem de aceitar as respostas do público.

No momento, o Twitter enfrenta a concorrência do Threads, criado pelo grupo Meta, de Mark Zuckerberg, dono do Facebook, do Instagram e do WhatsApp. Desde que o bilionário Elon Musk comprou o Twitter por US$ 44 bilhões, tomou várias medidas causaram uma saída de usuários. Threads já é o serviço que conquistou mais usuários em curto prazo.

sábado, 15 de julho de 2023

Hoje na História do Mundo: 15 de Julho

ÚLTIMA OFENSIVA ALEMÃ

    Em 1918, a Alemanha lança perto do Rio Marne, na região de Champagne, na França, sua última ofensiva na Primeira Guerra Mundial (1914-18)É o começo da Segunda Batalha do Marne ou Batalha de Reims.

O general Erich Ludendorff está certo de que a vitória da Alemanha exige a conquista da região de Flandres, no Norte da França e na Bélgica. Decide atacar mais ao sul numa manobra diversionista para atrair os aliados e então abrir um flanco ao norte, mas os aliados lançam um grande contra-ataque sob a liderança da Franca.

Na manhã de 15 de julho, 23 divisões do 1º e 3º Exércitos da Alemanha atacam o 4º Exército da França a leste de Reims, enquanto 17 divisões do 7º Exército, apoiados pelo 9º Exército, investem contra o 6º Exército da França a oeste da cidade. Lutam ao lado dos franceses 85 mil soldados americanos e a Força Expedicionária Britânica.

Quando os alemães avançam, depois de um bombardeio de artilharia, percebem que bombardearam uma linha de trincheiras falsas criadas pelo comandante militar da França, general Philippe Pétain, que chefiaria um governo colaboracionista com os nazistas durante a ocupação da França pela Alemanha na Segunda Guerra Mundial e terminou a vida como traidor.

Em 1918, Pétain consegue enganar os alemães. A linha de defesa aliada está muito atrás. Quando os alemães chegam na verdadeira frente de combate, enfrentam uma barragem de artilharia aliada. Com a emboscada, os alemães são cercados. Em 18 de julho, começa a contraofensiva de franceses, norte-americanos e britânicos.

A Segunda Batalha do Marne termina em 5 de agosto com uma grande vitória dos aliados, que lançam sua ofensiva rumo à vitória final e ao armistício, em 11 de novembro de 1918.

CANDIDATO EXTREMISTA

    Em 1964, o senador Barry Goldwater é nomeado oficialmente candidato do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos.

Ao aceitar a indicação, Goldwater declara que "extremismo em defesa da liberdade não é um vício" e que "a moderação na busca da justiça não é uma virtude". Na campanha, ele promete fazer tudo o que for necessário para vencer a Guerra no Vietnã.

Esta postura belicista ajuda o Partido Democrata a caracterizá-lo como um extremista de direita e uma ameaça para o país em plena Guerra Fria. 

Em novembro, o presidente Lyndon Johnson, que assumira depois do assassinato de John Kennedy, em 1963, vence Goldwater por 61% a 39%. O republicano só vence no seu estado, o Arizona, e em cinco estados do Sul que estavam deixando de votar nos democratas porque estes apoiavam o movimento pelos direitos civis dos negros.

Sua esmagadora derrota ajuda a aumentar a bancada democrata no Senado, que aprova a Lei dos Direitos Civis e o projeto Grande Sociedade, marcas da política social de Johnson. Mas sua pregação está na origem do movimento conservador moderno dos EUA, que levaria à Casa Branca Richard Nixon, Ronald Reagan, George Bush pai e filho e Donald Trump, e à emergência de extremistas como Pat Buchanan e Newt Gingrich, que empurraram o partido para a direita.

Como veterano líder do partido, o senador Goldwater vai à Casa Branca e avisa a Nixon que a bancada republicana na Câmara e no Senado não vai mais apoiá-lo num iminente processo de impeachment no Escândalo de Watergate, o que levou à única renúncia até hoje de um presidente dos EUA, em 9 de agosto de 1974.

NIXON NA CHINA

    Em 1971, o presidente Richard Nixon anuncia no rádio e na televisão que vai à China em 1972, numa verdadeira revolução nas relações entre os Estados Unidos e a China comunista e na política externa norte-americana.

Conservador e linha dura, Nixon faz carreira política como notório anticomunista. Apoia investigações sobre a ameaça vermelha, a suposta infiltração comunista no governo e na sociedade norte-americanas denunciada pelo senador Joe McCarthy. Como vice-presidente de Dwight Eisenhower (1953-61), articula a fracassada invasão da Baía dos Porcos, em Cuba, em abril de 1961, realizada no início do governo John Kennedy (1961-63). 

Várias vezes Nixon declara ser contra o estabelecimento de relações com a China. Desde a vitória da revolução comunista, em 1º de outubro de 1949, os EUA reconhecem a República da China em Taiwan como o governo legítimo chinês.

Um objetivo central de Nixon é acabar com a intervenção militar dos EUA na Guerra do Vietnã (1955-75), principal motivo da decisão do presidente Lyndon Johnson (1963-69) de não disputar a reeleição em 1968. Nixon se elege prometendo "paz com honra".

Ao mesmo tempo, seu assessor de Segurança Nacional e futuro secretário de Estado, Henry Kissinger, vê uma oportunidade em 1969, quando a União Soviética travam um conflito de fronteiras durante sete meses, com a morte de pelo menos 60 soviéticos e 72 chineses.

A aproximação começa com a diplomacia do pingue-pongue, quando o ditador chinês Mao Tsé-tung convida, em 6 de abril de 1971, uma equipe de tênis de mesa dos EUA que disputava o campeonato mundial no Japão para jogar na China.

Desde o rompimento com a URSS, em 1964, a China busca aliados e parceiros comerciais. Para os EUA, além de afastar o risco de uma aliança entre as grandes potências comunistas, é uma chance de fazer a China pressionar seu aliado Vietnã do Norte a aceitar um acordo de paz nas negociações iniciadas em 10 de maio de 1968 em Paris.

Kissinger chega a Beijim em 9 de julho de 1971, numa visita até então secreta que abala o Japão, inimigo histórico da China e principal aliado dos EUA no Leste da Ásia. Em 25 de outubro, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprova uma moção da Albânia, aliada do regime comunista chinês, reconhecendo a República Popular da China como representante legítima do país, que toma o lugar até então ocupado por Taiwan no Conselho de Segurança da ONU.

Nixon passa uma semana na China, de 21 a 28 de fevereiro de 1972. De 22 a 30 de maio do mesmo, vai a Moscou onde assina o Primeiro Tratado de Limitação de Armas Estratégicas (SALT I) e o Tratado de Mísseis Antibalísticos, conhecido pela sigla MAD, que significa louco em inglês e, no caso, destruição mutuamente assegurada, garantindo o equilíbrio do terror nuclear.

Com a détente com as grandes potências comunistas, a Guerra do Vietnã perde o sentido para os EUA. Em 27 de janeiro de 1973, os EUA e o Vietnã do Norte assinaram um acordo que viabiliza a retirada das forças americanas do país do Sudeste Asiático, depois da morte de 58 mil soldados americanos. Mas a guerra só termina em 30 de abril de 1975, quando o Vietnã do Norte toma Saigon, a capital do Vietnã do Sul, provocando uma fuga espetacular do pessoal da Embaixada dos EUA.

MORTE DE VERSACE

    Em 1997, o famoso estilista italiano Gianni Versace é morto com dois tiros na cabeça pelo assassino serial Andrew Cunanan na escadaria de sua mansão em Miami, nos EUA.

Cunanan não tem antecedentes criminais até 27 de abril daquele ano, quando espanca Jeffrey Trail até a morte em Mineápolis. Trail era amigo de David Madson, um ex-namorado que Cunanan mata em 3 de maio com um tiro na cabeça. Em seguida, joga o corpo num lago e foge num Jeep Cherokee da vítima.

Dois dias depois, em Chicago, entra na casa do empresário do ramo imobiliário Le Miglin, mata-o e rouba seu carro Lexus. Em 9 de maio, abandona o carro em Nova Jérsei e mata o coveiro William Reese para roubar mais um carro.

Alvo de uma caçada do FBI (Birô Federal de Investigação), a polícia federal dos EUA, Cunanan foge até a Flórida. Em 11 de julho, um funcionário de lanchonete reconhece o assassino, que havia visto na televisão no programa Mais Procurados dos EUA.

A polícia demora a encontrá-lo. Quatro dias depois de ser visto, ele mata Versace na sua mansão na South Beach. Em 23 de julho, Cunanan é encontrado morto num barco. Comete suicídio com o mesmo revólver que usou para matar duas de suas vítimas.

NASCE O TWITTER

    Em 2006, a empresa Odeo, de São Francisco da Califórnia, lança o serviço de mensagens curtas para pessoas ou grupos Twttr, que seis meses depois passa a se chamar Twitter. Inicialmente com um máximo de 140 caracteres, as mensagens foram ampliadas para até 280 toques.

A empresa chega em 2013 a 2 mil funcionários e 200 milhões de usuários. É avaliada em US$ 31 bilhões de dólares. Embora tenha menos usuários que o Facebook, que tinha mais de 2 bilhões em 2019, o Twitter é uma fonte essencial para últimas notícias.

O ex-presidente Donald Trump (2017-21) governava pelo Twitter, disparando mensagens de madrugada e às vezes o dia todo. Muitas vezes seus ministros conheciam a vontade política do presidente e sabiam de suas demissões pela rede social.

Trump foi banido da rede por usá-la para promover a insurreição e tentativa de golpe de 6 de janeiro contra sua derrota nas urnas e no Colégio Eleitoral. Antes, a Justiça dos EUA proibiu Trump de bloquear usuários do Twitter, como aliás faz o presidente Jair Bolsonaro, porque o presidente e o governo dos EUA não podem censurar ninguém. Se usa o Twitter para governar e fazer política, tem de aceitar as respostas do público.

No momento, o Twitter enfrenta a concorrência do Threads, criado pelo grupo Meta, de Mark Zuckerberg, dono do Facebook, do Instagram e do WhatsApp. Desde que o bilionário Elon Musk comprou o Twitter por US$ 44 bilhões, tomou várias medidas causaram uma saída de usuários. Threads já é o serviço que conquistou mais usuários em curto prazo.

quinta-feira, 15 de julho de 2021

Hoje na História do Mundo: 15 de Julho

    Em 1918, a Alemanha lança perto do Rio Marne, na região de Champagne, na França, sua última ofensiva na Primeira Guerra Mundial (1914-18). É o começo da Segunda Batalha do Marne ou Batalha de Reims.

O general Erich Ludendorff está certo de que a vitória da Alemanha exige a conquista da região de Flandres, no Norte da França e na Bélgica. Decide atacar mais ao sul numa manobra diversionista para atrair os aliados e então abrir um flanco ao norte, mas os aliados lançam um grande contra-ataque sob a liderança da Franca.

Na manhã de 15 de julho, 23 divisões do 1º e 3º Exércitos da Alemanha atacam o 4º Exército da França a leste de Reims, enquanto 17 divisões do 7º Exército, apoiados pelo 9º Exército, investem contra o 6º Exército da França a oeste da cidade. Lutam ao lado dos franceses 85 mil soldados americanos e a Força Expedicionária Britânica.

Quando os alemães avançam, depois de um bombardeio de artilharia, percebem que bombardearam uma linha de trincheiras falsas criadas pelo comandante militar da França, general Philippe Pétain, que chefiaria um governo colaboracionista com os nazistas durante a ocupação da França pela Alemanha na Segunda Guerra Mundial e terminou a vida como traidor.

Em 1918, Pétain consegue enganar os alemães. A linha de defesa aliada está muito atrás. Quando os alemães chegam na verdadeira frente de combate, enfrentam uma barragem de artilharia aliada. Com a emboscada, os alemães são cercados. Em 18 de julho começa a contraofensiva de franceses, americanos e britânicos.

A Segunda Batalha do Marne termina em 5 de agosto com uma grande vitória dos aliados, que lançam sua ofensiva rumo à vitória final e ao armistício em 11 de novembro de 1918.

    Em 1964, o senador Barry Goldwater é nomeado oficialmente candidato do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos. Na campanha, ele prometeu fazer tudo o que fosse necessário para vencer a Guerra no Vietnã.

Ao aceitar a indicação, Goldwater declara que "extremismo em defesa da liberdade não é um vício" e que "a moderação na busca da justiça não é uma virtude". 

Esta postura belicista ajuda o Partido Democrata a caracterizá-lo como um extremista de direita e uma ameaça para o país em plena Guerra Fria. 

Em novembro, o presidente Lyndon Johnson, que assumira depois do assassinato de John Kennedy, em 1963, venceu Goldwater por 61% a 39%. O republicano só venceu no seu estado, o Arizona, e em cinco estados do Sul que estavam deixando de votar nos democratas porque estes apoiavam o movimento pelos direitos civis dos negros.

Sua esmagadora derrota ajuda a aumentar a bancada democrata no Senado, que aprova a Lei dos Direitos Civis e o projeto Grande Sociedade, marcas da política social de Johnson. Mas sua pregação está na origem do movimento conservador moderno dos EUA, que levaria à Casa Branca Richard Nixon, Ronald Reagan, George Bush pai e filho e Donald Trump, e à emergência de extremistas como Pat Buchanan e Newt Gingrich, que empurraram o partido para a direita.

Como veterano líder do partido, o senador Goldwater vai à Casa Branca e avisa a Nixon que a bancada republicana na Câmara e no Senado não vai mais apoiá-lo num iminente processo de impeachment no Escândalo de Watergate, o que levou à única renúncia até hoje de um presidente dos EUA, em 9 de agosto de 1974.

    Em 1971, o presidente Richard Nixon anuncia no rádio e na televisão que vai à China em 1972, numa verdadeira revolução nas relações entre os Estados Unidos e a China comunista e na política externa americana.

Conservador e linha dura, Nixon fez carreira política como notório anticomunista. Apoia investigações sobre a ameaça vermelha, a suposta infiltração comunista no governo e na sociedade americanas. Como vice-presidente de Dwight Eisenhower (1953-61), articula a fracassada invasão da Baía dos Porcos, em Cuba, em abril de 1961, realizada no início do governo John Kennedy (1961-63). 

Várias vezes Nixon declara ser contra o estabelecimento de relações com a China. Desde a vitória da revolução comunista, em 1º de outubro de 1949, os EUA reconhecem a República da China em Taiwan como o governo legítimo chinês.

Um objetivo central de Nixon é acabar com a intervenção militar dos EUA na Guerra do Vietnã (1955-75), principal motivo da decisão do presidente Lyndon Johnson de não disputar a reeleição em 1968. Nixon se elege prometendo "paz com honra".

Ao mesmo tempo, seu assessor de Segurança Nacional e futuro secretário de Estado, Henry Kissinger, vê uma oportunidade em 1969, quando a União Soviética travam um conflito de fronteiras durante sete meses, com a morte de pelo menos 60 soviéticos e 72 chineses.

A aproximação começa com a diplomacia do pingue-pongue, quando o ditador chinês Mao Tsé-tung convida, em 6 de abril de 1971, uma equipe de tênis de mesa dos EUA que disputava o campeonato mundial no Japão para jogar na China.

Desde o rompimento com a URSS, em 1964, a China busca aliados e parceiros comerciais. Para os EUA, além de afastar o risco de uma aliança entre as grandes potências, é uma chance de fazer a China pressionar seu aliado Vietnã do Norte a aceitar um acordo de paz nas negociações iniciadas em 10 de maio de 1968, em Paris.

Kissinger chega a Beijim em 9 de julho de 1971, numa visita até então secreta que abala o Japão, inimigo histórico da China e principal aliado dos EUA no Leste da Ásia. Em 25 de outubro, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprova uma moção da Albânia reconhecendo a República Popular da China como representante legítima do país, que toma o lugar até então ocupado por Taiwan no Conselho de Segurança.

Nixon passa uma semana na China, de 21 a 28 de fevereiro de 1972. De 22 a 30 de maio do mesmo, vai a Moscou onde assina o Primeiro Tratado de Limitação de Armas Estratégicas (SALT I) e o Tratado de Mísseis Antibalísticos, conhecido pela sigla MAD, que significa louco em inglês e, no caso, destruição mutuamente assegurada, garantindo o equilíbrio do terror nuclear.

Com a détente com as grandes potências comunistas, a Guerra do Vietnã perde o sentido para os EUA. Em 27 de janeiro de 1973, os EUA e o Vietnã do Norte assinaram um acordo que viabiliza a retirada das forças americanas do país do Sudeste Asiático, depois da morte de 58 mil soldados americanos. Mas a guerra só termina em 30 de abril de 1975, quando o Vietnã do Norte toma Saigon, a capital do Vietnã do Sul, provocando uma fuga espetacular do pessoal da Embaixada dos EUA.

    Em 1997, o famoso estilista italiano Gianni Versace é morto com dois tiros na cabeça pelo assassino serial Andrew Cunanan na escadaria de sua mansão em Miami, nos EUA.

Cunanan não tem antecedentes criminais até 27 de abril daquele ano, quando espanca Jeffrey Trail até a morte em Mineápolis. Trail era amigo de David Madson, um ex-namorado que Cunanan mata em 3 de maio com um tiro na cabeça. Em seguida, joga o corpo num lago e foge num Jeep Cherokee da vítima.

Dois dias depois, em Chicago, entra na casa do empresário do ramo imobiliário Le Miglin, mata-o e rouba seu carro Lexus. Em 9 de maio, abandona o carro em Nova Jérsei e mata o coveiro William Reese para roubar mais um carro.

Alvo de uma caçada do FBI (Birô Federal de Investigação), a polícia federal dos EUA, Cunanan foge até a Flórida. Em 11 de julho, um funcionário de lanchonete reconhece o assassino, que havia visto na televisão no programa Mais Procurados dos EUA.

A polícia demorou a encontrá-lo. Quatro dias depois de ser visto, ele mata Versace na sua mansão na South Beach. Em 23 de julho, Cunanan é encontrado morto num barco. Cometeu suicídio com o mesmo revólver que usou para matar duas de suas vítimas.

    Em 2006, a empresa Odeo, de São Francisco da Califórnia, lança o serviço de mensagens curtas para pessoas ou grupos Twttr, que seis meses depois passa a se chamar Twitter. Inicialmente com um máximo de 140 caracteres, as mensagens foram aumentadas para até 280 toques.

A empresa chega em 2013 a 2 mil funcionários e 200 milhões de usuários. É avaliada em US$ 31 bilhões de dólares. Embora tenha menos usuários que o Facebook, que tinha mais de 2 bilhões em 2019, o Twitter é uma fonte essencial para últimas notícias.

O ex-presidente Donald Trump (2017-21) governava pelo Twitter, disparando mensagens de madrugada e às vezes o dia todo. Muitas vezes seus ministros conheciam a vontade política do presidente e sabiam de suas demissões pela rede social.

Trump foi banido da rede por usá-la para promover a insurreição e tentativa de golpe de 6 de janeiro contra sua derrota nas urnas e no Colégio Eleitoral. Antes, a Justiça dos EUA proibiu Trump de bloquear usuários do Twitter, como aliás faz o presidente Jair Bolsonaro, porque o presidente não pode censurar ninguém. Se usa o Twitter para governar e fazer política, tem de aceitar as respostas do público.

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

EUA devem ter a 300 mil mortes pela pandemia em dezembro

Pelas projeções da Universidade de Washington em Seattle, os Estados Unidos terão até dezembro um total de 300 mil mortes pela pandemia do coronavírus de 2019. No Brasil, diante da expectativa de chegar a 100 mil mortes no fim de semana, o presidente Jair Bolsonaro afirmou ter feito "o possível e o impossível", uma confissão de fracasso total.

O presidente Donald Trump anunciou que deve haver uma vacina para a época das eleições, mas mais de 60% dos americanos não acreditam no que o presidente diz sobre a pandemia. 

Pela primeira vez, o Facebook apagou declarações de Trump, no caso alegando que as escolas precisam reabrir porque as crianças correriam menor risco de contágio, o que contradiz as informações da doença.

No mundo inteiro, o total de casos confirmados passou de 19 milhões, com quase 714 mil mortes e mais de 12 milhões de pacientes recuperados. 

Os Estados Unidos registram cerca de 5 milhões de casos confirmados e mais de 160 mil mortes. 

No Brasil, houve mais 1.226 mortes e 53.511 casos novos em 24 horas, somando um total de 98 mil 644 mortes e mais de 2,916 milhões de casos confirmados. 

A Índia, terceiro país em número de casos, superou a marca de 2 milhões. Meu comentário:

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Rússia iniciou apoio a Trump assim que candidatura foi anunciada

Poucas semanas depois que o magnata imobiliário anunciou sua candidatura à Presidência dos Estados Unidos, em 16 de junho de 2015, a Rússia começou a apoiá-lo com contas falsas no Twitter supostamente criadas por americanos, revela uma análise do jornal The Wall Street Journal.

Uma avaliação feita neste ano pelos serviços secretos dos EUA concluiu que o Kremlin tinha uma "preferência clara" pela vitória de Trump, que manifestou interesse em melhorar as relações com a Rússia, mas citava dezembro de 2015 como início da propaganda fraudulenta nas redes sociais.

Agentes de Moscou semearam a discórdia entre os americanos com notícias falsas, mensagens inflamatórias e milhares de anúncios pagos dirigidos a liberais e a conservadores. Pelo menos 159 mil mensagens apagadas do Twitter foram identificadas em investigação do Congresso como operadas pela Agência de Pesquisas na Internet do Kremlin.

O Twitter suspendeu 2.752 contas com identidade falsa.

Nos primeiros três meses da campanha de Trump, a contrainformação da Rússia se concentrou em elogiar o empresário do mercado imobiliário, enquanto atacava a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, candidata do Partido Democracia, e o ex-governador Jeb Bush, considerado o favorito entre os aspirantes do Partido Republicano.

Em depoimento no Congresso na semana passada, um advogado do Twitter afirmou que a empresa leva a sério "o poder de nosso serviço de ser mal usado por um ator estrangeiro com o propósito de influenciar a eleição presidencial americana".

Trump, um usuário regular do Twitter, que o usa para atacar seus adversários, acusa a denúncia de manipulação da eleição pelos russos de ser "uma farsa".

Uma conta se apresentando como de uma "mãe e esposa conservadora" acusou Bush de ser frouxo no combate à imigração ilegal. Outra acusou Jeb de não ser um verdadeiro republicano. Nos ataques a Hillary, seu tratamento em relação a jornalistas foi comparado ao de Adolf Hitler: "Heil, Hillary!"

Às vésperas da eleição de 8 de novembro de 2017, os tuítes russos apoiaram Trump contra Hillary numa razão de 30 para 1. Nos dois meses e meio antes da votação, as 2.752 contas operadas pela Agência de Pesquisa na Internet publicaram 131 mil mensagens que foram vistas 288 milhões de vezes.

O ataque cibernético do Kremlin não se limitou a elogiar Trump e atacar seus adversários, em especial Hillary. A conta Blackativist (Ativista Negro) entrou no movimento Vidas de Negros são Importantes para explorar os problemas raciais nos EUA.

Uma conta russa atribuída a Pamela Moore, supostamente uma "conservadora texana a favor de Deus e contra o racismo", chegou a ter 70 mil seguidores, inclusive o general Michael Flynn, assessor de Segurança Nacional que caiu no início do governo Trump por mentir sobre contatos com russos, e o jornalista ultraconservador Sean Hannity, da Fox News, que mais parece um canal de propaganda de Trump e do Partido Republicano.

Na propaganda russa, "Trump é um verdadeiro líder", "Só Trump pode enfrentar o Estado Islâmico", "Hillary na cadeia", "Trump presidente".

domingo, 1 de outubro de 2017

Trump desautoriza secretário de Estado sobre Coreia do Norte

Com sua arma predileta, o Twitter, o presidente Donald Trump atacou hoje o secretário de Estado, Rex Tillerson, desautorizando como inúteis seus contatos com o regime comunista da Coreia do Norte para resolver a questão nuclear.

Durante visita ao Leste da Ásia, Tillerson revelou ontem em Beijim que os Estados Unidos abriram "canais de comunicação" com a ditadura stalinista de Pionguiangue. Em nota, o próprio Departamento de Estado esclareceu que "os oficiais norte-coreanos não mostraram nenhum interesse de conversar sobre a desnuclearização".

No Twitter, Trump considerou os contatos com a Coreia do Norte "uma perda de tempo", prometendo agir quando necessário, numa ameaça implícita de uso da força para neutralizar a ameaça das armas nucleares e dos mísseis norte-coreanos.

"Poupe sua energia, Rex", escreveu o presidente. "Faremos o que tiver de ser feito."

domingo, 10 de julho de 2016

Tráfego do Estado Islâmico no Twitter caiu 45% em dois anos

O tráfego de mensagens favoráveis à milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante diminuiu 45% em dois anos, anunciou o governo dos Estados Unidos, atribuindo a queda à estratégia de combate à propaganda de grupos jihadistas.

Nos últimos anos, o Twitter adotou uma política agressiva de cancelar as contas de partidários do extremismo muçulmano, especialmente do Estado Islâmico. A milícia que sonha em recriar o mundo à imagem da Arábia do século 7, a era do profeta Maomé, usa as redes sociais do século 21 com grande habilidade para dar publicidade às atrocidades que comete e recrutar novos voluntários para o martírio.

A Internet transformou-se num campo de batalha fundamental na guerra contra o terrorismo.

Hoje, para cada mensagem favorável ao Estado Islâmico no Twitter, há em média seis negativas, informou a agência de notícias Associated Press. Em 2014, quando uma conta favorável ao Estado Islâmico era descoberta, tinha em média 1,5 mil seguidores. Agora, essa média baixou para 300.

"Estamos negando ao Estado Islâmico a possibilidade de operar na Internet sem contestação e sua presença nas redes sociais está em declínio", afirmou Michael Lumpkin, diretor do Centro de Engajamento Global, a agência do governo americano que monitora as mensagens extremistas na rede mundial de computadores.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Turquia bloqueia redes sociais para censurar imagens da morte de procurador

O governo da Turquia bloqueou o acesso ao Facebook, Twitter e YouTube durante oito horas para pressionar esses gigantes da Internet a tirar da rede as imagens do sequestro e assassinato do procurador Mehmet Selim Kiraz, cometido há uma semana por um grupo terrorista de esquerda, o Partido Frente Popular de Libertação, noticiou o jornal turco Hürriyet.

Uma decisão do juiz Bekir Altun, da 1ª Vara Criminal de Istambul, autorizou o governo a bloquear 166 sítios de Internet que reproduziram as fotos, a pedido do procurador-chefe do Escritório de Investigações sobre o Crime Organizado e o Terrorismo. Além das redes sociais, foram censurados meios de comunicação da Turquia.

O porta-voz do presidente Recep Tayyip Erdogan, Ibrahim Kalin, justificou a medida alegando que "estavam fazendo propaganda terrorista".

Quando as empresas atenderam à determinação da Justiça, na tarde desta segunda-feira, o bloqueio das redes sociais foi suspenso na Turquia, informou Tayfun Acarer, diretor da Autoridade de Tecnologias de Telecomunicações e Informação, o órgão regulador.

A Turquia vive um momento de violência antes das eleições parlamentares de 7 de junho de 2015. No sábado, o ônibus do clube de futebol Fenerbahçe foi atingido por um tiro que feriu gravemente o motorista. O campeonato nacional foi suspenso por uma semana.

O procurador investigava a atuação na polícia na morte do jovem adolescente Berkin Elvan durante os protestos contra o governo no Parque Guézi, em Istambul, em 2013.

As próximas eleições parlamentares turcas são especialmente singulares. Depois de três mandatos como primeiro-ministro, de 2003 a 2014, não podendo mais ser reeleito chefe de governo por limitação constitucional, Recep Tayyip Erdogan foi eleito presidente no ano passado. Ele quer aumentar os poderes da Presidência para continuar mandando na Turquia.

Para fazer uma reforma constitucional sozinho, o Partido da Justiça e do Desenvolvimento, islamita moderado, precisa eleger 367 dos 550 deputados da Assembleia Nacional da Turquia. Se quiser fazer a mudança por referendo, o partido do governo precisa de 330 deputados.

Já o primeiro-ministro Ahmet Davutoglu, do mesmo partido, precisa apenas de maioria simples, de 276 deputados, para continuar mandando no país, que vai manter o sistema parlamentarista se Erdogan não conseguir emendar a Constituição.

domingo, 22 de junho de 2014

EIIL usa Copa do Mundo para fazer propaganda

A milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) está aproveitando o interesse na Copa do Mundo para fazer propaganda e tentar recrutar novos ativistas, alerta o jornal inglês The Independent.

Os tuítes difundidos pelo grupo estão sendo acompanhados de hashtags como Brazil2014, WC2014, Eng e France, e também de times como Manchester United e Liverpool, para tentar atrair a atenção especialmente de jovens muçulmanos na França e no Reino Unido.

Assim, quem pesquisa notícias sobre a Copa no Twitter encontra mensagens jihadistas.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Erdogan quer juros mais baixos e eleições depois

Com a vitória do seu Partido da Justiça e do Desenvolvimento, islamita moderado, nas eleições municipais de 30 de março de 2014, com 45% da votação geral, o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan rejeitou hoje as pressões da oposição para antecipar as eleições parlamentares e pediu ao Banco Central que reduza as taxas de juros.

O partido governista ganhou até mesmo em Istambul, a maior cidade turca, palco de violentos confrontos entre manifestantes e a polícia há dez meses e recentemente.

As taxas básicas de juros foram elevadas de 7,5% para 12,5% ao ano no fim de janeiro para conter a desvalorização da lira turca em meio à fuga de capitais dos mercados emergentes em razão da redução dos estímulos do banco central dos Estados Unidos à economia americana.

Depois da vitória, Erdogan relaxou a censura imposta ao Twitter para dificultar a circulação de denúncias de corrupção vistas pelo primeiro-ministro como uma ameaça durante a campanha eleitoral, mas disse que fazia isso por ordem da Justiça.

O YouTube também foi censurado, desta vez em nome da segurança nacional, por causa da divulgação de uma reunião onde o governo turco discutia uma intervenção militar na guerra civil da Síria.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Governo da Turquia agora censura YouTube

Depois de ser obrigado a desbloquear o acesso ao Twitter, o governo da Turquia censurou o YouTube hoje, a apenas três dias das eleições municipais, vistas como um plebiscito sobre o autoritário primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan, envolvido em escândalos de corrupção.

Nas últimas semanas, vazaram para as redes sociais gravações de telefonemas de Erdogan com assessores próximos, grandes empresários e com o próprio filho, com quem o primeiro-ministro discutia maneiras de esconder milhões de dólares supostamente oriundos de corrupção.

As últimas gravações revelam um debate interno no governo turco sobre uma possível intervenção na guerra civil da vizinha Síria com tropas e tanques. Erdogan alegou ser uma questão de segurança nacional.

Como o primeiro-ministro está sob investigação, acredita-se que os vazamentos sejam "fogo amigo", gente do próprio governo interessada em abalar Erdogan, envolvido numa disputa de poder com o presidente Abdullah Gul pela liderança do Partido da Justiça e do Desenvolvimento, islamita moderado.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Justiça da Turquia suspende bloqueio ao Twitter

Um tribunal administrativo de Ancara suspendeu hoje o bloqueio de acesso ao Twitter imposto na semana passada a pedido do primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, que tenta se safar de um escândalo de corrupção.

Até o presidente turco, Abdullah Gul, que disputa a liderança do partido do governo com Erdogan, criticou a censura. Se dependesse do primeiro-ministro, ela seria mantida até as eleições municipais de 30 de março de 2014.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Turquia bloqueia acesso ao Twitter

A pedido do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan, que luta para sobreviver a um escândalo de corrupção, a Justiça da Turquia bloqueou o acesso ao Twitter até as eleições municipais de 30 de março, informa a agência Reuters.

Horas antes, Erdogan ameaçou acabar com o Twitter, um dos principais instrumentos das críticas da oposição, observa o jornal turco T24, reproduzido no jornal francês Courrier International, uma coletânea de artigos da imprensa mundial.

O presidente Abdullah Gul, que disputa o poder com Erdogan dentro do partido do governo, criticou a medida tuitando que proibir o acesso a redes sociais é "inaceitável", noticia a agência Reuters. A Turquia é um dos dez países com mais usuários do Twitter.

Depois de uma onda de manifestações duramente reprimidas no ano passado, o clima político está criado para o crescimento dos protestos antes e depois das eleições.

Uma gravação de um telefonema do primeiro-ministro para o filho em que os dois aparentemente discutiam maneiras de esconder dinheiro sujo deflagrou a indignação nas ruas e nas redes sociais.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Twitter cresce pouco e ações têm forte queda

Os primeiros dados divulgados pelo Twitter desde sua estreia na bolsa de valores em novembro de 2013 indicam um crescimento baixo no número de usuários, o que derrubou o preço das ações em 24% hoje. De US$ 26 no lançamento, a ação do Twitter chegou a US$ 66 antes do anúncio e terminou o dia em US$ 50.

Desde que surgiu, em 2006, o Twitter ainda não deu lucro. O prejuízo foi de US$ 79 milhões em 2012 e de US$ 645 milhões no ano passado. Só no quarto semestre de 2013, a perda foi de US$ 511.

O Twitter tinha 232 milhões de usuários em 30 de setembro de 2013. No último trimestre, o aumento foi de 9 milhões ou 3,8% ao mês, uma queda em relação aos 6,4% ao mês do trimestre anterior.

Pior ainda: o interesse em tuitar e visitar a rede social aparentemente diminuiu. O número médio de visitas por usuário caiu pelo segundo trimestre consecutivo, reduzindo sua exposição aos anunciantes.

Com base nesses dados, analistas e investidores questionam se o Twitter será capaz de captar anúncios em volume suficiente para gerar grandes lucros como o Facebook, que anunciou na semana passada um lucro anual de US$ 1,5 bilhão.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Twitter estreia na bolsa com alta de 73%

Sem que a empresa jamais tenha dado lucro, as ações do Twitter chegaram a US$ 45,10 hoje, seu primeiro dia de negociação, uma valorização de 73% em relação ao preço inicial, de US$ 26.

Mesmo sem ter lucrado até hoje, a empresa é considerada um excelente negócio porque tem centenas de milhões de usuários no mundo inteiro e está aumentando o conteúdo e as opções publicitárias.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Twitter já vale US$ 9 bilhões

Um grande investimento do fundo BlackRock no Twitter está avaliando a empresa em US$ 9 bilhões, mais de 10% acima do valor 2011, reporta o jornal inglês Financial Times.

A valorização do Twitter chega num momento de turbulência no Vale do Silício, na Califórnia, principal polo de tecnologia da informação.

Nos últimos quatro meses, a Apple perdeu um terço de seu valor de mercado por causa do aumento da concorrência, e a Intel e a Microsoft ainda lutam para se adaptar à era pós-PC, dominada pelos telefones inteligentes e as tabuletas do tipo do iPad.

Nesta sexta-feira, a companhia de petróleo Exxon superou a Apple em valor de mercado e voltou a ser a maior empresa privada do mundo. A Apple perdeu um terço de seu valor nos últimos meses por causa do aumento da concorrência em setores que dominava amplamente.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Twitter pirata anuncia morte de Obama

Hackers invadiram hoje o sítio de Internet do canal de notícias conservador Fox News, nos Estados Unidos, e anunciaram no Twitter a morte do presidente Barack Obama. Tudo mentira.

O presidente teria levado vários tiros no estado de Iowa, morrido e sido substituído pelo vice-presidente Joe Biden "num sombrio 4 de julho", Dia da Independência dos EUA.

Ultraconservadora, a Fox News, do magnata da mídia Rupert Murdoch, é um novo alvo preferencial dos piratas da rede mundial de computadores.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Poder real vira poder popular no Egito

Foram os jovens da era da informação que conspiraram silenciosamente via Internet contra um ditador que se aferrava ao poder há 30 e queria fazer do filho o sucessor.

Dia após dia, desde 25 de janeiro de 2011, eles se reuniram numa praça chamada Libertação.

No primeiro dia, eram apenas 20 mil. O governo reagiu com jatos d'água, gás lacrimogênio e mais de 500 prisões. Quando bloqueou a Internet, os manifestantes tocaram fogo na sede do Partido Nacional Democrático (PND).

Mubarak nomeou um vice-presidente. O Egito não tinha vice desde que ele tinha passado de vice a presidente depois do assassinato de Anuar Sadat, em 1981. Mas escolheu Omar Suleiman, um general reformado, ex-chefe do serviço secreto, uma figura política odiada no país.

No fim de janeiro, já havia cem mortos. Em 1º de fevereiro, um milhão saíram à rua. Mubarak prometeu na televisão estatal que não seria candidato à reeleição, em setembro. Era tarde.

O dia seguinte foi o mais violento. A tropa de choque do governo invadiu a praça com cavalos e camelos. Mas a multidão ficou firme. Mubarak tinha perdido as rédeas do poder.

Sua queda é um alerta para todos os ditadores: seus inimigos conspiram, no Facebook e no Twitter, pela vitória da liberdade.