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sábado, 6 de julho de 2019

Ditador demite presidente do Banco Central da Turquia

O ditador Recep Tayyip Erdogan demitiu hoje o presidente do Banco Central da Turquia, Murat Cetinkaya, minando a independência da autoridade monetária encarregada de estabelecer a taxa básica de juros da economia do país.

Um decreto divulgado nas primeiras horas deste sábado afastou Cetinkaya um ano antes do fim de seu mandato de quatro anos. Ele será substituído pelo economista Murat Uysal, que fez carreira no banco estatal Halk antes de se tornar um dos vice-presidentes do Banco Central.

Num momento de fraqueza da economia turca, Erdogan havia se queixado das taxas básicas de juros, que estariam prejudicando a atividade empresarial. A taxa básica de juros de curto prazo está em 8,5% ao ano, depois de chegar em 24% em setembro de 2018 para combater a inflação.

O índice de crescimento de preços caiu do pico de 25% ao ano em outubro do ano passado para 15,7% no mês passado.

A lira turca perdeu 30% do valor desde o ano passado. A expectativa é de forte queda da moeda turca na segunda-feira.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Fed aumenta taxas de juros e anuncia plano para vender ativos

Como era esperado, a Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, aumentou hoje a taxa básica de juros de curto prazo em 0,25 ponto percentual para uma faixa de 1%-1,25% ao ano. Também anunciou planos para vender títulos que comprou para estimular a economia durante a crise, quando não tinha mais a opção de baixar os juros.

Em dezembro de 2008, o Fed reduziu sua taxa básica para uma faixa de 0-0,25% ao ano. Depois, adotou a política chamada de alívio quantitativo, comprando papéis no mercado financeiro para aumentar a quantidade de dinheiro em circulação e estimular a economia. Acumulou assim US$ 4,5 trilhões em ativos.

Os juros só voltaram a subir em dezembro de 2015. No ano passado, houve mais duas altas. Todas foram de 0,25 ponto percentual, como agora. Hoje, no fim de uma reunião de dois dias, o Comitê do Mercado Aberto do Fed indicou que deve haver novo aumento neste ano.

Ao formular a política monetária, o Fed presta atenção em alguns indicadores principais da economia americana, como a inflação, que está abaixo da meta informal de 2% ao ano; o desemprego, que caiu para 4,3%; e o crescimento.

Em entrevista coletiva no fim do encontro, a presidente do Fed, Janet Yellen, declarou que o Fed "estão monitorando de perto o desenvolvimento da inflação" e alertou: "É importante não ter uma reação exagerada. Os dados sobre inflação podem ser ruidosos."

A venda de títulos no mercado financeiro será feita gradualmente para não afetar a estabilidade. O plano inicial é vender US$ 6 bilhões por mês em bônus da dívida pública do Tesouro dos EUA e US$ 4 bilhões em títulos hipotecários.

Esse volume será aumentado gradualmente até um limite de US$ 30 bilhões por mês em bônus da dívida pública e de US$ 20 bilhões de títulos de hipotecas.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Banco central da China faz maior injeção de dinheiro em três anos

O Banco Popular da China fez a maior injeção de dinheiro no sistema financeiro do país em três anos, revelou hoje o jornal The Wall Street Journal. 

Na expectativa de um aumento da demanda antes dos feriados do Ano Novo Lunar chinês, ofereceu ontem mais US$ 67 bilhões em empréstimos de curto prazo aos bancos. Hoje o banco central chinês ofereceu mais US$ 51,9 bilhões.

Os analistas entendem que a economia chinesa é sólida, apesar da desaceleração do crescimento, mas estão atentos às reações do regime comunista à forte queda nas bolsas de valores para avaliar a capacidade do governo de enfrentar os problemas da transição de uma economia voltada para o investimento e a exportação para uma orientada para o consumo e o mercado interno.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Moeda da Rússia cai a mais de 80 por dólar

A cotação da moeda da Rússia registrou hoje um novo recorde de baixa, com o dólar sendo vendido a mais de 80 rublos, noticiou hoje a Agência France Presse (AFP). Um assessor do presidente Vladimir Putin afirmou que o Banco Central tomará medidas para sustentar a moeda nacional.

O BC russo usaria as reservas cambias em moedas fortes, estimadas em US$ 320 bilhões no fim de 2015, para estabilizar o mercado de câmbio, acrescentou o assessor, esclarecendo que cabe o banco decidir como fazer isso para não "desperdiçar reservas".

Do início de 2014 a meados de 2015, o governo russo injetou US$ 144 bilhões das reservas do país na Bolsa de Valores de Moscou e nos mercados de câmbio sem conseguir conter a crise, causada principalmente pela queda nos preços internacionais do petróleo e as sanções internacionais contra a intervenção militar da Rússia na ex-república soviética da Ucrânia.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Banco central da China reduz juros pela sexta vez num ano

Para estimular o crescimento da segunda maior economia do mundo, o Banco Popular da China anunciou hoje o sexto corte na sua taxa básica de juros desde novembro de 2014. O depósito obrigatório que os bancos têm de fazer no banco central também foi reduzido.

A taxa básica para empréstimos do BPC aos bancos caiu em 0,25 ponto percentual para 4,35% ao ano e a taxa paga pelos depósitos dos bancos no BPC em 0,25 para 1,5% ao ano.

O volume de depósitos que os bancos precisam manter como garantia no BPC baixou 0,5 ponto percentual. Para os grandes bancos, ficou em 17,5%.

As medidas entram em vigor neste sábado. Visam a conter a desaceleração do crescimento da economia chinesa. Oficialmente, o país cresceu no terceiro trimestre de 2015 num ritmo anual de 6,9%, um pouco abaixo da meta de 7% ao ano.

Foi a menor expansão desde 2009, mas ficou só 0,1 abaixo da meta oficial. No ano passado, a China cresceu 7,3%, quando a meta era 7,4%. Nos dois primeiros trimestres de 2015, o avanço teria sido de 7%.

Isso levantou suspeitas de que o regime comunista chinês esteja manipulando as estatísticas oficiais. Se a queda foi tão pequena e a economia está praticamente na meta, por que seriam necessários tantos cortes de juros, além da valorização da moeda chinesa em agosto? O mercado tem a impressão de que o governo está escondendo algo.

Com a crise econômico-financeira mundial dos últimos anos e seu impacto sobre o comércio internacional, há um consenso de que a China não pode continuar crescendo a taxas de 10% ao ano ou mais que marcaram o extraordinário desenvolvimento do país nas últimas três décadas e meia. O governo tenta reorientar a economia do investimento e da exportação para o consumo interno.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Banco central da China adota sistema de pagamentos padrão FMI

Em mais uma etapa para a internacionalização da moeda nacional, o Banco Popular da China (BPC) lançou hoje um sistema de pagamentos para o iuane de acordo com os padrões do Fundo Monetário Internacional (FMI), anunciaram a agência oficial Nova China e o jornal britânico Financial Times.

O banco central chinês adotou os Padrões Especiais de Disseminação de Dados, um modelo estatístico criado pelo FMI para aumentar a transparência do sistema financeiro. A China já pediu ao Fundo para o iuane ser considerado moeda de reserva ou moeda forte.

Com sede em Xangai, a maior cidade do país, o Sistema de Pagamentos Internacionais da China vai oferecer serviços de compensação nacional e internacional a instituições financeiras de dentro e de fora do país.

Outro objetivo do regime comunista chinês seria evitar o risco de espionagem de agentes estrangeiros através do sistema de pagamentos Swift, sediado na Bélgica, sob a supervisão dos Estados Unidos e da União Europeia.

Em meados do mês passado, o BPC mandou instruções detalhadas a 19 bancos, sendo oito estrangeiros, anunciando o início do funciomento do novo sistema de pagamentos neste mês de outubro.

Desde o início das reformas de Deng Xiaoping, em 1978, a China adotou um modelo da crescimento baseado na exportação de produtos industriais a preços baixos que lhe rendeu altos saldos comerciais. O país acumulou reservas cambiais que chegaram a US$ 4 trilhões em junho de 2014.

Com a desaceleração da economia e a intervenção do governo para conter a queda nas bolsas de valores, onde gastou US$ 94 bilhões só em agosto, as reservas caíram para US$ 3,5 trilhões.

Quando os EUA passaram a imprimir dólares para enfrentar a crise, depois de baixar as taxas básicas de juros para praticamente zero, as empresas chinesas tomaram empréstimos baratos. De junho de 2014 a março de 2015, diminuíram a dívida de US$ 877 bilhões para US$ 730 bilhões na expectativa do reinício das altas de juros nos EUA, ainda têm muito a pagar.

A compra de dólares para honrar a dívida fortaleceu a moeda americana, levando à maior desvalorização do iuane em anos no último mês de agosto.

Durante a crise, o presidente do banco central chinês observou que o dólar precisa deixar de ser a moeda dominante do sistema financeiro internacional. A China não tem a ilusão de que consiga fazer isso em curto prazo.

Para o presidente Xi Jinping, a internacionalização do iuane é um passo importante para a ascensão da China à superpotência econômica, mas outros setores do regime comunista devem resistir. Exige uma série de reformas.

A China está deixando de ser uma economia movida por investimentos e exportações para se reorientar para o mercado interno. Será uma reestruturação dolorosa, com elevado risco político para o regime comunista, legitimado nas últimas décadas pelo crescimento econômico espetacular.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Moeda da China cai pelo segundo dia seguido

O Banco Popular da China manteve a promessa de deixar a moeda flutuar de acordo com a orientação do mercado, dentro da margem estreita de 2% para não perder o controle, fechando em queda pelo segundo dia seguido.

Depois de chegar 6,3231 iuanes por dólar na terça-feira, com queda de 1,97%, a maior em mais de duas décadas para a moeda chinesa, o banco central fixou a cotação de hoje em 6,3306, 1,6% abaixo do valor de ontem.

Para os economistas, é um sinal de que o regime comunista chinês está promovendo uma desvalorização competitiva para revigorar o setor exportador, responsável por centenas de milhões de empregos. Tudo o que o Partido Comunista não quer é um aumento do desemprego capaz de abalar sua legitimidade, assentada hoje sobre o milagre econômico chinês.

Enquanto oficialmente o governo insiste na proposta de reorientar a economia para o mercado interno, a depreciação da moeda, a maior desde 1994, indica a decisão de manter o modelo exportador  tão bem-sucedido nas últimas décadas como garantia do emprego e da renda de sua formidável força de trabalho.

As bolsas do mundo inteiro caíram ontem com a baixa na moeda chinesa, interpretada como um sintoma de fraqueza da segunda maior economia do mundo, de US$ 10 trilhões por ano. Hoje, uma nova onda de choque atinge os mercados.

Se a queda do iuane por dois dias seguidos for um sinal de uma lenta desvalorização a longo prazo, deverá deflagrar uma nova rodada de desvalorizações competitivas ou guerras cambiais de países preocupados em preservar seu espaço no mercado internacional.

Nos Estados Unidos, a medida desencoraja o Comitê de Mercado Aberto da Reserva Federal (Fed) a aumentar as taxas básicas de juros da economia americana em setembro. Isto valorizaria ainda mais o dólar, ameaçando a recuperação dos EUA.

Sem aumento real nos salários e pressões inflacionárias, o banco central dos EUA pode deixar o reinício da normalização da política monetária, com uma alta de juros, para 2016.

Para o Brasil, o possível adiamento da alta de juros nos EUA parece positivo, assim como a determinação das autoridades chinesas de manter um crescimento forte, dentro da meta de 7% ao ano. A China é hoje a maior parceira comercial do país, grande importadora de produtos primários como soja, carvão e minério de ferro.

Ao mesmo tempo, um guerra cambial pode abalar a recuperação da economia mundial depois da crise financeira de 2008-9. A Crise da Ásia de 1997-8 foi causada por um desajuste de moedas atreladas ao dólar depois de uma desvalorização competitiva de 1993 comparada com a baixa desses dois dias.

sábado, 27 de junho de 2015

China corta taxas de juros após forte queda na bolsa

Depois de mais de uma semana de forte desvalorização no mercado de ações, o Banco Popular da China anunciou hoje um corte nas taxas básicas de juros para reduzir o custo do dinheiro e "estabilizar o crescimento", noticiou o jornal americano The Wall Street Journal. 

A taxa que o banco central chinês cobra para emprestar dinheiro aos bancos caiu 0,25 ponto percentual para 4,85% ao ano e a taxa que paga pelo dinheiro dos bancos depositado no banco central baixou 0,25 ponto percentual para 2%. O percentual de depósitos a vista que os bancos são obrigados a manter no banco central como reserva também foi diminuído em meio ponto.

Foi o quarto corte de juros desde novembro de 2014, desta vez numa reação da autoridade monetária à queda de 7,4% na Bolsa de Valores de Xangai na sexta-feira, a maior em anos. As ações perderam desde 12 de junho de 2015, o pico dos últimos 12 meses, 19% do valor ou US$ 1,25 trilhão, o equivalente ao produto interno bruto do México.

O banco central tenta desviar recursos do mercado financeiro para o setor produtivo da segunda maior economia do mundo, mas os bancos relutam em emprestar num momento de consumo interno e comércio exterior mais fracos.

domingo, 19 de abril de 2015

China reduz exigência de reservas dos bancos

O Banco Popular da China reduziu hoje em um ponto a porcentagem dos depósitos que os bancos são obrigados a manter como reserva para enfrentar problemas inesperados, reportou hoje a agência de notícias Bloomberg. A medida entra em vigor amanhã. Deve liberar o equivalente a US$ 194 bilhões para estimular a economia.

A porcentagem exigida pelo banco central chinês, de 18,5%, é considerada relativamente alta para os padrões globais.

A China cresceu 7,3% em 2014, o pior resultado desde 1990. O ritmo de crescimento caiu para 7% ao ano no primeiro trimestre de 2015. O governo trabalha para reorientar a economia do comércio exterior para o mercado interno.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Suécia baixa taxa básica de juros para -0,25% ao ano

Para combater a queda da moeda nacional e a deflação, e incentivar o crescimento econômico, o Banco Central da Suécia baixou hoje sua taxa básica de juros de -0,1%para -0,25% ao mês. Também anunciou a compra de bônus da dívida pública no valor de 30 bilhões de coroas suecas, cerca de US$ 3,45 bilhões.

Com a notícia, a coroa sueca caiu um pouco. Um euro passou a comprar 9,32 coroas em vez de 9,17. No mês passado, a moeda sueca havia se valorizado em 4%. O presidente do Riksbank (BC), Stefan Ingves, declarou estar pronto a tomar novas medidas se a situação econômica não melhorar.

Além da Suécia, a Dinamarca e a Suíça também adotaram taxas de juros negativas para combater os efeitos da estagnação econômica e da deflação na Zona do Euro. A decisão do Banco Central Europeu (BCE) de comprar títulos públicos no valor de 1 trilhão de euros em num ano e meio, a partir de março de 2015, para combater a deflação e a estagnação, enfraqueceu a moeda comum europeia, reduzindo a competitividade das exportações daqueles países.

Na Suíça, os trabalhadores fizeram um acordo com as empresas para trabalhar uma hora a mais por dia, 45 horas ao todo por semana, sem aumento de salários para ajudar as empresas a enfrentar a valorização do franco suíço diante do euro e assim evitar o desemprego.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Banco central da Coreia do Sul reduz taxa básica de juros

O Banco da Coreia anunciou hoje um corte de 0,25 ponto percentual na sua taxa básica de juros, que cai para 1,75%, a menor da história do país. A redução surpreendente na Coreia do Sul acontece um dia depois que o banco central da Tailândia fez o mesmo, observa o jornal americano The Wall St. Journal.

Desde o início do ano, os bancos centrais da China e da Índia também baixaram suas taxas de juros com medo da deflação causada pela queda nos preços do petróleo e a desaceleração do crescimento na maior parte do mundo.

A poderosa indústria sul-coreana enfrenta a concorrência de produtos de baixo custo, na China, na Indonésia, em Taiwan e no Vietnã, além da desvalorização do iene, que aumenta a competitividade dos produtos do Japão. Quarta maior economia da Ásia, a Coreia do Sul deve crescer em torno de 3% em 2015.

Ao aumentar os juros, o Brasil está na contramão da tendência mundial. Por causa da inflação e do desequilíbrio nas contas públicas, o governo brasileiro não pode baixar os juros para estimular a economia.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

China corta juros para estimular economia em desaceleração

Em mais uma medida para evitar uma aterrissagem forçada da economia que mais cresceu no mundo nos últimos 35 anos, o Banco Popular da China anunciou hoje um corte de 0,25 ponto percentual na taxa cobrada dos bancos para empréstimos de um ano, que ficou em 5,35%, informou o jornal The New York Times.

Foi o segundo corte na taxa básica de juros do banco central chinês num delicado momento de transição.

A China é a segunda maior economia do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, com produto interno bruto de cerca de US$ 9 trilhões. Pelo critério de paridade do poder de compra adotado pelo Banco Mundial, ultrapassou os EUA em 2014 depois de crescer acima de 10% durante muito tempo.

No ano passado, o crescimento chinês recuou para 7,4%, a menor taxa em 24 anos. Sob o impacto da crise internacional, o governo tenta reorientar a economia para o consumo interno. Em janeiro, a inflação caiu para 0,8% ao ano, a menor taxa desde o fim de 2009, acenando com a ameaça de deflação. É um problema que o vizinho Japão enfrenta há duas décadas, o que ajudou a China a superá-lo.

"A atividade econômica se desacelerou ainda mais nos últimos meses na China, principalmente por causa do mercado imobiliário", observou o economista Wang Tao, do banco suíço UBS. "A demanda doméstica fraca foi agravada pelo excesso de capacidade em muitos setores, junto com um forte declínio nos preços do petróleo e de outros produtos primários. Tendo em vista tudo isso, a política de afrouxo monetário [queda de juros] deve ser mais agressiva."

Em novembro de 2014, pela primeira vez em dois anos, o governo reduziu as taxas básicas de juros. Em fevereiro de 2015, reduziu o depósito compulsório que os bancos são obrigados a fazer no banco central para garantia de suas reservas. Essa é outra maneira de aumentar o dinheiro disponível para empréstimos.

Ao cortar novamente as taxas de juros, o governo da China mostra claramente a intenção de reduzir os custos financeiros para empresas endividadas, tomadores de empréstimos em geral e especialmente os compradores de casa própria.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Banco central da Índia corta taxa básica de juros

Numa surpresa para o mercado, o Banco da Reserva da Índia reduziu hoje sua taxa básica de juros de 8% para 7,75% ao ano. Foi a primeira queda desde março de 2013. Seu presidente, Raguharum Rajan justificou o corte declarando que o país avançou no controle da inflação.

Rajan adotou a linha-dura no combate à inflação. Depois de conquistar a confiança do mercado, resolveu surpreendê-lo. Apesar do elevado déficit em conta corrente da Índia, não se espera uma forte desvalorização da rúpia.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Banco Central da Rússia eleva taxa básica de 10,5% para 17% ao ano

Para tentar conter a queda do rublo, que perdeu 10% do valor e a metade desde o início do ano, o Banco Central da Rússia elevou sua taxa básica de juros de 10,5% para 17% ao ano. É a sexta vez que o BC russo aumenta os juros em 2014 e a maior alta desde 1998, quando o país declarou uma moratória no pagamento das dívidas públicas.

A economia da Rússia sofre por causa das sanções internacionais impostas em retaliação à intervenção militar na ex-república soviética da Ucrânia e da queda nos preços internacionais do petróleo, principal produto de exportação do país.

Até agora, o BC evitava grandes altas de juros para não agravar a recessão causada pelas crises política e econômica. Na sua previsão mais sombria, o banco estimou em 4,5% a 4,7% o recuo do produto interno bruto da Rússia, se os preços internacionais do barril de petróleo ficarem em torno de US$ 60. Neste ano, US$ 134 bilhões devem sair do país; em 2015, a fuga de capital será de US$ 120 bilhões.

"Não é só o petróleo, são as sanções, o risco geopolítico e a inação política das autoridades russas", comentou no jornal inglês Financial Times, o economista Timothy Ash, estrategista de mercados emergentes do Standard Bank, que descreveu o dia como uma Segunda-Feira Vermelha.

A moeda russa encerrou o dia cotada a 64,45 rublos por dólar e 81,35 por euro. Em todo o mundo, é a que mais perdeu valor em 2014.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

EIIL pode ser grupo terrorista mais rico do mundo

Ao tomar Mossul, segunda maior cidade do Iraque e importante centro de produção de petróleo, os terroristas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) soltaram milhares de prisioneiros, realizaram execuções em massa podem ter saqueado a sede regional do banco central, roubando 500 bilhões de dinares iraquianos lá depositados, noticia o jornal The Washington Post.

São cerca de US$ 425 milhões, dinheiro que tornaria o EIIL no grupo terrorista mais rico do mundo. Com esse dinheiro, a milícia tem condições de pagar US$ 600 por mês para 60 mil guerreiros.

O governador da província de Nínive, Athil al-Nujaifi, confirmou que os jihadistas saquearam outros bancos e também levaram "uma grande quantidade de ouro em barras".

Pelos cálculos do jornal The New York Times, a milícia fundamentalista dos Talebã (Estudantes) tem um orçamento anual de US$ 70 milhões a US$ 400 milhões. A milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus) trabalha com US$ 200 milhões a US$ 500 milhões por ano.

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), aliadas a traficantes de drogas, faturam de US$ 80 milhões a US$ 350 milhões por anos, enquanto o grupo extremista somaliano Al Chababe (Os Jovens ou A Juventude) gasta por ano US$ 70 milhões a US$ 100 milhões.

Só para comparar, quando realizou os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, a rede terrorista Al Caeda operava com um orçamento anual de US$ 30 milhões, pela estimativa do Conselho de Relações Exteriores.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Erdogan quer juros mais baixos e eleições depois

Com a vitória do seu Partido da Justiça e do Desenvolvimento, islamita moderado, nas eleições municipais de 30 de março de 2014, com 45% da votação geral, o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan rejeitou hoje as pressões da oposição para antecipar as eleições parlamentares e pediu ao Banco Central que reduza as taxas de juros.

O partido governista ganhou até mesmo em Istambul, a maior cidade turca, palco de violentos confrontos entre manifestantes e a polícia há dez meses e recentemente.

As taxas básicas de juros foram elevadas de 7,5% para 12,5% ao ano no fim de janeiro para conter a desvalorização da lira turca em meio à fuga de capitais dos mercados emergentes em razão da redução dos estímulos do banco central dos Estados Unidos à economia americana.

Depois da vitória, Erdogan relaxou a censura imposta ao Twitter para dificultar a circulação de denúncias de corrupção vistas pelo primeiro-ministro como uma ameaça durante a campanha eleitoral, mas disse que fazia isso por ordem da Justiça.

O YouTube também foi censurado, desta vez em nome da segurança nacional, por causa da divulgação de uma reunião onde o governo turco discutia uma intervenção militar na guerra civil da Síria.

sábado, 15 de março de 2014

China dobra banda de flutuação do iuã

O Banco Central da China flexibilizou um pouco o controle sobre a cotação da moeda nacional, o iuã, dobrando sua margem de flutuação diária para mais ou menos 2% a partir de uma cotação-base fixada pela autoridade monetária no início do dia. A medida entra em vigor em 17 de março de 2014.

A maior flexibilidade vai "melhorar a eficiência e aumentar o papel decisivo do mercado na alocação de recursos", declarou um porta-voz do banco central chinês.

Com o primeiro calote de bônus de empresas privadas e uma grande volume de dívidas incobráveis em poder dos bancos estatais, este será um ano de testes importantes para ver se o Banco Central da China comunista consegue enfrentar as crises do sistema capitalista.

Até agora, como na Grande Recessão mundial de 2008-9, a solução foi gastar um monte de dinheiro, no caso, US$ 600 bilhões de um programa de estímulo aprovado em novembro de 2008. No caso de dívidas podres e excesso de capacidade instalada, não basta jogar dinheiro novo em cima de negócios ruins.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Turquia eleva juros básicos de 7,75% para 12% ao ano

Para tentar conter a queda da lira, o Banco Central da Turquia aumentou ontem de 7,75% para 12% ao ano a taxa básica de juros do país, um dos que mais sofrem com a retirada dos estímulos monetários à recuperação da economia dos Estados Unidos.

A alta de juros ocorre num momento de grande luta política antes das eleições municipais de março de 2014. Os analistas econômicos acreditam que a elevação dos juros pode estabilizar a moeda turca em curto prazo. Em longo prazo, vai depender da crise política.

Mais cedo, o Banco da Reserva da Índia anunciara uma alta de 0,25 ponto percentual na sua taxa básica de juros, que passou para 8% ao ano.

domingo, 21 de julho de 2013

Egito recebe US$ 2 bilhões da Arábia Saudita

O Banco Central do Egito recebeu hoje um empréstimo de US$ 2 bilhões com juro zero da Arábia Saudita, informou o jornal estatal Al Ahram.

A Arábia Saudita, Kuwait e os Emirados Árabes Unidos ofereceram US$ 12 bilhões ao país depois do golpe contra o presidente Mohamed Mursi, da Irmandade Muçulmana. O objetivo é melhorar uma situação econômica dramática que foi uma das causas da queda do ditador Hosni Mubarak, em 11 de fevereiro de 2011, e só se agravou desde então.

sábado, 30 de março de 2013

Grandes depositantes podem perder até 60% no Chipre

O Banco Central do Chipre anunciou hoje que 37,5% dos depósitos bancários no Banco do Chipre acima de 100 mil euros serão convertidos em ações especiais como parte do processo de reestruturação do sistema financeiro do país acertado com a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Na prática, esse dinheiro vai desaparecer das contas bancárias, enquanto outros 22,5% serão congelados e colocados numa conta não remunerada. Também poderão ser usados para recapitalizar o Banco do Chipre, dependendo da avaliação de auditores independentes.

Quem tem depósitos de até 100 mil euros terá seu dinheiro garantido, de acordo com as normas adotadas pela UE no início da crise. Já os grandes depositantes podem perder até 60% de seu dinheiro.

No início desta semana, o governo cipriota concordou em fazer uma reforma profunda do seu sistema financeiro em troca de um empréstimo de emergência de 10 bilhões de euros para evitar o colapso da economia do país.

Como parte do acordo, Banco Laiki (Popular), o segundo maior do país, será fechado, e seus bons ativos serão transferidos para o Banco do Chipre, o maior. Os grandes depositantes no Laiki devem rever só 20% do seu dinheiro, estima o ministro das Finanças, Michalis Sarris.

Cerca de 19 mil correntistas terão perdas, uma exigência da Alemanha, que relutava em ajudar Chipre porque os bancos do país são usados para lavagem de dinheiro pela máfia russa.

Forçado a levantar 5,8 bilhões como sua parte no acordo, o governo cipriota não tem alternativa. Espera levantar 1,2 bilhão com o programa de privatização, mas ainda tem um grande rombo a cobrir. Vai tirar dos grandes poupadores.