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sexta-feira, 13 de maio de 2016

Alemanha teve crescimento acelerado no primeiro trimestre

Com aumento do consumo interno e do ritmo da construção civil, a economia da Alemanha, a maior da Europa e quarta do mundo cresceu 0,7% nos três primeiros meses de 2016, mais do que o dobro do 0,3% do fim do ano passado, anunciou hoje o Destatis, o escritório oficial de estatísticas do país.

Esse ritmo projeta uma expansão anual de 2,7%. A expectativa dos economistas eram de uma alta trimestral de 0,6%.

O avanço da Alemanha contrasta com a desaceleração do crescimento nos Estados Unidos e no Reino Unido. Como o Japão está praticamente estagnado, a não ser que o Canadá surpreenda, a Alemanha está com a atividade econômica mais forte entre os países do Grupo dos Sete (maiores potências industriais capitalistas).

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

China anuncia crescimento de 6,9% no ano passado

O ritmo de crescimento da China caiu para 6,8% ao ano no quarto trimestre de 2015. No ano como um todo, a segunda maior economia do mundo avançou oficialmente 6,9%, desacelerando em relação aos 7,3% de 2014. 

Foi o quarto ano de desaceleração e o pior resultado desde 1990, quando o país estava sob o impacto das sanções internacionais por causa do Massacre na Praça da Paz Celestial em Beijim em 1989 - e muitos analistas duvidam dos dados oficiais chineses.

Se a economia estivesse realmente dentro da meta, o governo não faria as intervenções nos mercados financeiro e de câmbio realizadas ao longo do ano, e o Banco Popular da China não teria reduzido as taxas básicas de juros cinco vezes.

Em 2015, a produção de aço da China baixou 2,5%, a primeira queda em 30 anos. A produção industrial de valor agregado cresceu 5,9% num ano, abaixo da expectativa. A melhor notícia foi um avanço de 11,1% nas vendas no varejo na comparação anual.

As exportações e as importações diminuíram, as bolsas de valores e a moeda perderam valor. O governo interveio nos mercados financeiros sem resolver o problema, abalando sua reputação de administrador econômico competente.

Até onde vai a desaceleração da China é talvez a maior pergunta a intrigar o mercado neste início de ano. O regime comunista chinês parecia determinado a reorientar a economia do comércio exterior para o mercado interno, mas as desvalorizações do iuane indicam uma intenção de voltar ao modelo exportador para garantir o crescimento e a geração de empregos necessários para manter a estabilidade social.

Com excesso de capacidade instalada na indústria e um grande estoque de apartamentos desabitados, 2016 deve ser ainda mais difícil. Os instrumentos usados tradicionalmente pelo governo chinês para estimular a economia, investimento em infraestrutura, crédito fácil e incentivo às exportações, parecem cada vez menos eficazes.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Produção industrial do Japão cai pelo segundo mês seguido

A produção das fábricas do Japão caiu inesperadamente pelo segundo mês consecutivo em agosto de 2015, acumulando uma baixa de 0,5% desde julho, anunciou hoje o Ministério da Indústria e do Comércio do país, citado pela agência Reuters.

As vendas no varejo cresceram pelo quinto mês seguido, mas menos do que nos meses anteriores revelando a persistente fragilidade do consumo interno japonês. Uma pesquisa do governo com empresários da indústria previu uma alta de 0,1% em setembro e de 4,4% em outubro.

Esses números indicam o fracasso das tentativas do primeiro-ministro Shinzo Abe de estimular o crescimento para combater a deflação e a estagnação, duas pragas da economia do Japão desde os anos 1990s.

A expectativa é de que a terceira maior economia do mundo tenha recuado no terceiro trimestre e que o país esteja em recessão, definida como queda do produto interno bruto por dois trimestres consecutivos.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

China corta juros para estimular economia em desaceleração

Em mais uma medida para evitar uma aterrissagem forçada da economia que mais cresceu no mundo nos últimos 35 anos, o Banco Popular da China anunciou hoje um corte de 0,25 ponto percentual na taxa cobrada dos bancos para empréstimos de um ano, que ficou em 5,35%, informou o jornal The New York Times.

Foi o segundo corte na taxa básica de juros do banco central chinês num delicado momento de transição.

A China é a segunda maior economia do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, com produto interno bruto de cerca de US$ 9 trilhões. Pelo critério de paridade do poder de compra adotado pelo Banco Mundial, ultrapassou os EUA em 2014 depois de crescer acima de 10% durante muito tempo.

No ano passado, o crescimento chinês recuou para 7,4%, a menor taxa em 24 anos. Sob o impacto da crise internacional, o governo tenta reorientar a economia para o consumo interno. Em janeiro, a inflação caiu para 0,8% ao ano, a menor taxa desde o fim de 2009, acenando com a ameaça de deflação. É um problema que o vizinho Japão enfrenta há duas décadas, o que ajudou a China a superá-lo.

"A atividade econômica se desacelerou ainda mais nos últimos meses na China, principalmente por causa do mercado imobiliário", observou o economista Wang Tao, do banco suíço UBS. "A demanda doméstica fraca foi agravada pelo excesso de capacidade em muitos setores, junto com um forte declínio nos preços do petróleo e de outros produtos primários. Tendo em vista tudo isso, a política de afrouxo monetário [queda de juros] deve ser mais agressiva."

Em novembro de 2014, pela primeira vez em dois anos, o governo reduziu as taxas básicas de juros. Em fevereiro de 2015, reduziu o depósito compulsório que os bancos são obrigados a fazer no banco central para garantia de suas reservas. Essa é outra maneira de aumentar o dinheiro disponível para empréstimos.

Ao cortar novamente as taxas de juros, o governo da China mostra claramente a intenção de reduzir os custos financeiros para empresas endividadas, tomadores de empréstimos em geral e especialmente os compradores de casa própria.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Indústria da China se contrai pelo quinto mês seguido

A atividade industrial da China registra em março contração pelo quinto mês seguido, indica o índice de gerentes de compras calculado pelo banco HSBC.

Além da queda na demanda por exportações, "o enfranquecimento do consumo interno deve continuar pesando sobre o crescimento", comentou o economista Hu Hongbin, principal especialista do banco sobre China.

O estudo indica uma contração mais forte na atividade e nas encomendas, e uma queda menor na contração das ordens de exportação e nos preços.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Japão anuncia mais um plano de estímulo

Sob ameaça de deflação e estagnação, o Japão lança um novo plano de estímulo, de US$ 80 bilhões, para incentivar o consumo interno.

O país voltou a crescer, mas o investimento e o consumo interno ainda são fracos. A deflação está de volta e o novo governo teme a volta da recessão.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Japão cresce acima do previsto

A segunda maior economia do mundo cresceu 0,6% de julho a setembro, num ritmo anual de 2,6% no terceiro trimestre do ano, superando a expectativa do mercado. O esperado era uma expansão de 0,4%, o que daria uma taxa anualizada de 1,8%.

Houve um aumento de 2,9% nas exportações em relação ao trimestre anterior, o que aumenta a preocupação com a recente valorização do iene diante do dólar, e uma alta de 0,3% no consumo doméstico, que estava estagnada. Isso compensou a queda de 7,8% no investimento imobiliário, a maior em 10 anos.

Como o crescimento ainda é frágil, o Banco do Japão manteve hoje sua taxa básica de juros inalterada em 0,5% ao ano.