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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Japão é uma ilha de estabilidade política e estagnação econômica

Apesar da estagnação econômica secular, o Japão é uma ilha de estabilidade política num "mar de incertezas", argumentam Matthew Gordon e Daniel Ramler, do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS).

Com 60% de popularidade, o primeiro-ministro Shinzo Abe sonha em ficar no cargo até a Olimpíada de Tóquio, em 2020. Talvez tenha de convocar eleições em 2017, que deve ganhar. Mas sofreu dois duros golpes recentemente.

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, promete abandonar a Parceria Transpacífica, um acordo de liberalização comercial envolvendo 12 países da orla do Oceano Pacífico, inclusive o Japão, para estabelecer regras antes que a China imponha as suas.

Abe se esforçou para obter a ratificação do acordo no Parlamento do Japão, mas sabe que sem os EUA o acordo está condenado.

Ao receber o presidente da Rússia, Vladimir Putin, o primeiro-ministro pretendia barganhar ajuda econômica em troca da solução da disputa pelas Ilhas Kurilas do Sul, ocupadas pela União Soviética a mando do ditador Josef Stalin no fim da Segunda Guerra Mundial.

Stalin declarou guerra ao Japão em 9 de agosto de 1945, no dia em que os EUA jogaram a segunda bomba atômica, em Nagasaque, e ocupou as Kurilas. Setenta e um anos depois, Putin não mostrou a menor intenção de ceder, humilhando Abe.

A terceira maior economia do mundo sofre de estagdeflação desde os anos 1990s. A previsão de crescimento para 2017 é de apenas 0,6%, deixando o Japão cada vez mais distante da poderosa China, e a deflação não desaparece mesmo com as políticas expansionistas da abeconomia.

Para o próximo ano, Abe acena com um orçamento recorde de US$ 800 bilhões e a promessa de reformas trabalhista, na imigração e na participação da mulher.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Economia do Japão recua mais do que esperado

A economia do Japão, a terceira maior do mundo, recuou no último trimestre de 2016 num ritmo que projeta uma queda de 1,4% ao ano, mais do que o 1,2% previsto pelos analistas de mercado e retração de 0,4% em relação ao trimestre anterior. Nos últimos três trimestres, houve contração em dois, apesar das políticas de estímulo do primeiro-ministro Shinzo Abe.

Em todo o ano passado, o Japão cresceu 0,4% por causa do aumento de 2,7% nas exportações, que neutralizou uma queda de 1,2% no consumo pessoal. Esse resultado se soma às desacelerações nos EUA e na China, aumentando as preocupações sobre a economia mundial que derrubaram as bolsas de valores na semana passada, especialmente em Tóquio.

Hoje a Bolsa de Tóquio subiu 7,2%, depois de perder 11% na semana passada e 21% desde o início do ano, um pouco menos do que a Bolsa de Xangai, na China.

No poder desde dezembro de 2012, Abe se propôs a combater a estagnação e a deflação, duas pragas da economia japonesa desde os anos 1990s. Além de imprimir dinheiro para comprar US$ 700 bilhões de títulos no mercado financeiro e aumentar a quantidade de dinheiro em circulação, o Banco do Japão passou recentemente a pagar juros negativos sobre os depósitos dessa compra depositados como garantia pelos bancos privados no banco central.

"O gasto público para sustentar a economia mundial deve ser o foco central da próxima reunião de cúpula do Grupo dos Sete mais a China", a ser realizada em 26 e 27 de maio de 2016 no Japão, comentou o economia Mitsumaru Kumagai, do Instituto de Pesquisa Daiwa.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Corrupção derruba ministro da Economia do Japão

O ministro da Economia do Japão, Akira Amari, pediu demissão hoje em meio a acusações de corrupção, noticiou a televisão pública britânica BBC.

Amari nega ter recebido propina de uma empresa de engenharia, como alegou uma revista japonesa. Ele foi o principal negociar japonês no acordo de liberalização comercial conhecido como Parceria Transpacífica, que deve ser assinado na próxima semana na Nova Zelândia.

A queda é mais um golpe na abeconomia, as reformas do primeiro-ministro Shinzo Abe para tentar vencer a estagnação e a deflação que afetam a economia japonesa desde os anos 1990s. Amari era um dos aliados mais próximos de Abe.

Desde então, a China, inimiga histórica, ultrapassou o Japão, tornando-se a segunda maior economia do mundo. Abe está preocupado com a ascensão irresistível da China. Não quer deixar o Japão ficar para trás.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Banco do Japão amplia programa de compra de títulos

Numa surpresa para o mercado, o banco central do Japão anunciou hoje uma expansão do programa de estímulo à economia do país. O Banco do Japão vai comprar mais US$ 2,5 bilhões em títulos públicos para aumentar a quantidade de dinheiro em circulação.

Até agora, o banco central japonês tinha o compromisso de comprar títulos no valor anual de 3 trilhões de ienes, cerca de US$ 25 bilhões.

A abeconomia, a política econômica do primeiro-ministro Shinzo Abe, pretende acabar com a estagnação e a deflação, duas pragas da economia japonesa nas últimas duas décadas. O país escapou por pouco da recessão com a revisão do crescimento do produto interno bruto no terceiro trimestre, com alta anualizada de 1%.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Revisão do PIB indica que Japão evitou recessão

A segunda estimativa do produto interno bruto do Japão no terceiro trimestre de 2015 apontou um crescimento de 0,3%, em vez do recuo de 0,2% anunciado na primeira estimativa. Com dois trimestres consecutivos de queda no PIB, a terceira maior economia do mundo estaria em recessão.

Com o pequeno avanço, que projeta uma expansão anual de 1%, o Japão escapou da recessão, definida por convenção dos economistas como dois trimestres consecutivos de queda na produção.

A revisão para cima se deveu ao maior investimento das empresas na formação de capital do que estimado inicialmente. O consumo das famílias, responsável por 60% do PIB, subiu apenas 0,4%, aumentando a preocupação do governo Shinzo Abe.

Através de uma série de medidas de estímulo como reformas estruturais e aumento da quantidade de dinheiro em circulação, a chamada abeconomia tenta combater a estagnação e a deflação, duas pragas da economia japonesa desde o início dos anos 1990s, quando estourou a bolha especulativa do Super-Japão dos anos 1980s.

Entre outras medidas, o governo está pressionando as empresas a aumentar os salários. Em 4 de dezembro, foi anunciada uma alta de 1,9% nos últimos 12 meses. A taxa de desemprego está em 3,1%. O salário mínimo deve ser reajustado em 2%.

Um problema que dificulta a adoção de mais estímulos econômicos é a dívida pública japonesa, de 240% do PIB.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Índice de desemprego no Japão é o menor em 20 anos

Com o recuo do produto interno bruto nos dois últimos trimestres, o Japão voltou à recessão, mas isso não impediu uma queda na taxa de desemprego de 3,4% para 3,1% da população em idade de trabalhar. É o menor desde 1995, informou hoje o jornal Financial Times.

Outros indicadores, além do PIB, revelam os problemas da terceira maior economia do mundo para vencer a estagnação e a deflação. A inflação anual está em 0,3%, mas o núcleo do índice, excluídos os preços mais voláteis de energia e alimentos, caiu de 1,3% em setembro para 1,2% em outubro.

O consumo doméstico continua em queda. Baixou 1,8% em setembro e mais 0,4% em outubro.

Para atacar a estagdeflação, depois de comprar títulos públicos para jogar mais dinheiro em circulação, o primeiro-ministro Shinzo Abe está pressionando as empresas a dar aumentos reais aos salários.

Depois de recuar 0,3% no segundo trimestre, o PIB japonês, de pouco menos de US$ 5 trilhões, caiu 0,2% no terceiro trimestre de 2015. Dois trimestres consecutivos de queda caracterizam recessão.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Produção industrial do Japão cai pelo segundo mês seguido

A produção das fábricas do Japão caiu inesperadamente pelo segundo mês consecutivo em agosto de 2015, acumulando uma baixa de 0,5% desde julho, anunciou hoje o Ministério da Indústria e do Comércio do país, citado pela agência Reuters.

As vendas no varejo cresceram pelo quinto mês seguido, mas menos do que nos meses anteriores revelando a persistente fragilidade do consumo interno japonês. Uma pesquisa do governo com empresários da indústria previu uma alta de 0,1% em setembro e de 4,4% em outubro.

Esses números indicam o fracasso das tentativas do primeiro-ministro Shinzo Abe de estimular o crescimento para combater a deflação e a estagnação, duas pragas da economia do Japão desde os anos 1990s.

A expectativa é de que a terceira maior economia do mundo tenha recuado no terceiro trimestre e que o país esteja em recessão, definida como queda do produto interno bruto por dois trimestres consecutivos.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Índice de preços cai no Japão pela primeira vez em dois anos

O núcleo do índice de preços ao consumidor do Japão registrou queda de 0,1% ao ano em agosto de 2015. Foi a primeira baixa desde que o banco central do país lançou um programa de estímulo de US$ 670 bilhões para combater a estagnação e a deflação, duas pragas da economia japonesa desde os anos 1990s.

A inflação plena, incluindo os preços mais voláteis de energia e alimentos, foi zero em relação a julho, mas subiu 0,2% na comparação anual, informou o jornal Asahi Shimbun, citando como fonte dados oficiais do Ministério do Interior.

Desde que chegou ao poder, em dezembro de 2012, o primeiro-ministro Shinzo Abe luta para acabar com a estagdeflação, assustado com o extraordinário crescimento da China, rival histórica do Japão. A forte queda nos preços do petróleo desde o ano passado complica a tarefa da chamada abeconomia.

Ontem, depois de ser reeleito líder do Partido Liberal-Democrata (PLD) por mais três anos, Abe prometeu disparar "três novas flechas" para aumentar o produto interno bruto em 22% sem fixar prazo, melhorar os benefícios sociais para as famílias de modo a estimular a natalidade e ampliar a cobertura previdenciária para os idosos.

Enquanto o plano de 2012 parecia uma estratégia ampla para revigorar a terceira maior economia do mundo, o discurso de ontem parece mais uma jogada eleitoreira. Abe não falou em abrir mais o país para imigrantes, aparentemente a única medida eficaz contra o envelhecimento da população, o mais rápido do mundo, um forte peso sobre a Previdência Social.

Com os limites no que pode conseguir com as políticas fiscal e monetária, o chefe de governo acena com crescimento, mais nascimentos e mais cuidados à velhice, mas não apontou nenhuma medida política concreta para realizar estes objetivos.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Bolsa de Tóquio tem maior alta em sete anos

Enquanto o Brasil perde o grau de investimento pela total incompetência do governo Dilma Rousseff, a Bolsa de Valores de Tóquio fechou hoje em alta de 7,7%, a maior desde outubro de 2008. Em pontos, o Índice Nikkei teve o maior ganho desde janeiro de 1994.

O mercado de ações do Japão segue a recuperação das bolsas da China. Recebeu um impulso extra com a afirmação do primeiro-ministro Shinzo Abe na conferência anual do Bank of America Merrill Lynch no Japão que "a duradoura mentalidade deflacionária está sendo varrida pela abeconomia".

As ações da Bolsa de Tóquio tinham caído em média 2,4% na terça-feira, atingindo o menor nível em sete meses. Todo o ganho do ano havia se perdido. Desde o pico de 2015, em junho, a queda era de 16%.

Desde o estouro da bolha da euforia econômica dos anos 1980s, a economia do Japão enfrenta estagnação e deflação, uma queda consistente de preços que desestimula a produção, o investimento e o consumo. Abe chegou ao poder decidido a acabar com isso.

Nos últimos anos, o Japão foi ultrapassado pela China, passando a ser a terceira maior economia do mundo. Há uma preocupação de que o país não tenha condições de enfrentar seu inimigo histórico sem uma economia forte.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Japão cresce em ritmo de 2,4% ao ano

O Japão, terceira maior economia do mundo, acelerou o crescimento no primeiro trimestre de 2015 para um ritmo de 2,4% ao ano, o mais forte dos últimos 12 meses, por conta do aumento do consumo doméstico e dos investimentos das empresas. No fim do ano passado, o avanço foi de 1,1% por cento ao ano.

Na comparação trimestral, a alta foi de 0,6%. Esse resultado superou as expectativas de economistas entrevistados pelo jornal The Wall Street Journal, que era de 1,5% ao ano, confirmando as expectativas positivas do governo e do Banco do Japão.

Desde que chegou ao poder, em dezembro de 2012, o primeiro-ministro Shinzo Abe adotou políticas agressivas para combater a estagnação e a deflação crônicas da economia japonesa há duas décadas, com aumento de gastos públicos e colocação de mais dinheiro em circulação para atingir a meta de inflação de 2% ao ano. É a chamada abeconomia.

Como a dívida pública japonesa passa de 230% do produto interno bruto, Abe elevou a alíquota do imposto sobre consumo de 5% para 8% em 1º de abril de 2014, derrubando a recuperação da economia, que só agora retoma um ritmo mais forte.

A desvalorização do iene fez algumas companhias transnacionais japonesas como a Canon e a Panasonic aumentar a produção no país. As exportações avançaram 2,4% no trimestre.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Japão sai da recessão com crescimento fraco

O Japão, terceira maior economia do mundo, conseguiu escapar da recessão, mas teve um crescimento fraco, de 0,6% em relação ao trimestre anterior no último trimestre de 2014, o que projeta uma taxa anual de 2,2%, abaixo da expectativa dos analistas, que era de 0,9% ou 3,6% ao ano.

Esse resultado coloca em questão mais uma vez a abeconomia, a política econômica do primeiro-ministro Shinzo Abe, que prometeu ao tomar posse, no fim de 2012, livrar o Japão da estagnação e da deflação que travam o desenvolvimento do país há duas décadas.

Depois de um sucesso inicial, a economia japonesa enfrentou dois trimestres consecutivos de contração a partir de 1º de abril de 2014, quando entrou um vigor um aumento do imposto sobre o consumo de 5% para 8%. Abe suspendeu a segunda etapa do aumento da alíquota, para 10%, mas o estrago estava feito. A queda no consumo passou de 5%.

"A primeira estimativa do desempenho do produto interno bruto no quarto trimestre confirma que a economia passou do seu pior momento", declarou Yasunari Ueno, economista da corretora Mizuno Securities em Tóquio. "Mas não é fácil ser otimista quanto ao crescimento futuro."

A exemplo do que fizeram os bancos centrais dos Estados Unidos e do Reino Unido para enfrentar a crise, o Banco do Japão está comprando títulos no mercado financeiro para aumentar a quantidade de moeda em circulação e assim reinflar a economia.

Mas o consumo pessoal (+0,3%) e os investimentos das empresas (+0,1%) decepcionaram. Com a demanda fraca, o país não vai superar a hiperinflação. Foi a desvalorização do iene, a moeda nacional, que deu impulso à economia japonesa ao baratear as exportações, que avançaram 2,7%, na maior alta em um ano.

A massa salarial cresceu apenas 0,1% no fim de 2014, abaixo dos 0,6% do trimestre anterior. O governo está pressionando as empresas a dar aumentos salariais. Com a queda de 50% nos preços internacionais do petróleo nos últimos sete meses, os consumidores e as empresas terão contas de energia mais barata em 2015.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Shinzo Abe obtém ampla vitória nas eleições no Japão

Apesar da recessão, o primeiro-ministro Shinzo Abe conseguiu hoje mais mandato para aplicar a chamada abeconomia e tirar o Japão da estagnação e da deflação que atrasam a economia do país há décadas.

A coalizão formada pelo Partido Liberal-Democrata (PLD), de Abe, e o Komeito (Partido do Governo Limpo) elegeu 326 dos 475 deputados da Dieta, a câmara baixa do Parlamento do Japão, ampliando a supermaioria de dois terços necessária para mudar a Constituição.

O Partido Democrático do Japão (PDJ) terá no máximo 85 cadeiras, bem abaixo da expectativa, que era de 100 deputados.

O índice de abstenção nas eleições deste domingo foi recorde: 47,6% dos eleitores não compareceram às urnas.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Economia do Japão recuou mais do que estimado inicialmente

A economia do Japão encolheu mais do que estimado inicialmente no terceiro trimestre de 2014, indicou hoje a segunda estimativa do desempenho do produto interno bruto de julho a setembro deste ano.

Em vez de cair num ritmo de 1,6% ao ano, a terceira maior economia do mundo contraiu-se em 1,9% ao ano ou 0,5% em relação ao trimestre anterior, noticiou o jornal The Wall St. Journal. Como vinha de uma baixa de 6,7% ao ano ou 1,7% na comparação trimestral no segundo trimestre, O Japão está em recessão.

É uma má notícia a apenas seis das das eleições parlamentares antecipadas convocadas pelo primeiro-ministro Shinzo Abe para tentar obter a aprovação popular para suas políticas destinadas a combater a deflação e a estagnação crônicas da economia japonesa, que estão relegando o país a uma posição secundária em relação à China, inimiga histórica.

Com o aumento de 5% para 8% de um imposto de circulação de mercadorias para melhorar as contas públicas, o consumo doméstico desabou, levando a economia à recessão. Uma desvalorização de 50% do iene em relação ao dólar nos últimos oito meses agravou ainda mais a crise na esperança de estimular as exportações. O Japão hoje tem décifit comercial.

Abe tenta ganhar tempo. Aposta que o aumento dos lucros com a exportação vai permitir às empresas japonesas investir mais e pagar melhores salários. Perdeu o apoio da opinião pública. Em pesquisa realizada pelo grupo Nikkei, só 33% defenderam a abeconomia, como é chamada a política econômica do atual primeiro-ministro, enquanto 51% se declararam contrários.

Mesmo assim, por falta de uma oposição bem organizada, o Partido Liberal-Democrata, de Abe, deve  obter uma ampla vitória no próximo domingo.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Inflação japonesa cai para 0,9% ao ano

Apesar dos estímulos da política econômica do primeiro-ministro Shinzo Abe, a abeconomia, a inflação na economia japonesa baixou para 0,9% ao ano.

Esse número revela as dificuldades de Abe, no poder há dois, para reinflar a terceira maior economia do mundo, livrando-a dos males de estagnação e deflação, que se arrastam desde o início dos anos 1990s.

Uma das metas da abeconomia é uma inflação de 2% ao ano. O crescimento de preços registrou alta anual de 2,9% em outubro. Excluídos os alimentos frescos, a taxa baixou para 0,9%.

O consumo doméstico encolheu 4%. Foi o sétimo mês consecutivo de recuo da economia do Japão desde que o governo Abe elevou o imposto sobre circulação de mercadorias de 5% para 8%, em abril de 2014.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Japão cai em recessão

Com uma queda surpreendente no produto interno bruto num ritmo de 1,6% ao ano, o Japão, terceira maior economia do mundo, entrou em recessão, num revés para a política da estímulo do crescimento do primeiro-ministro Shinzo Abe, que deve adiar assim um aumento de 8% para 10% no imposto sobre consumo previsto para entrar em vigor em outubro de 2015.

Nenhum dos 18 economistas ouvidos pelo jornal The Wall St. Journal previu a contração. A expectativa média era de um avanço de 2,25% ao ano. Como a economia japonesa havia se retraído num ritmo de 7,3% no segundo trimestre, depois de um aumento de 5% para 8% no imposto em abril de 2014, o país está em recessão.

Apesar do aparente fracasso da abeconomia, o primeiro-ministro deve convocar eleições parlamentares para o mês de dezembro. Eleito em 2012, Abe tenta recuperar a economia do país diante do declínio relativo em comparação com a vizinha e rival China, que cresce num ritmo de 7,4% ao ano.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Japão amplia compra de títulos para US$ 724 bilhões por ano

O Banco do Japão surpreendeu os investidores hoje ao anunciar uma expansão de seu programa ultra-agressivo de compra de títulos para retirar papéis negociados no mercado financeiro e aumentar a quantidade de dinheiro em circulação num volume anual de 80 trilhões de ienes, US$ 724 bilhões pela cotação de hoje. As bolsas da Ásia reagiram operando em alta.

Tanto o Banco do Japão quanto o Banco Central Europeu recorrem aos chamados programas de alívio quantitativo para combater a deflação e estimular o crescimento no momento em que a Reserva Federal (Fed), o banco central dos Estados Unidos, encerra seu programa. O Fed acredita que a maior economia do mundo está recuperada, mas o Banco do Japão reduziu hoje sua previsão de crescimento para este ano para 0,5% e para 2015 de 1,4% para 1%.

Ao anunciar a ampliação do programa de compra de ativos, as autoridades monetárias japonesas afirmaram ser necessária para combater a "mentalidade deflacionária", diante do consumo fraco e da queda nos preços internacionais do petróleo. Em setembro, a inflação caiu para 1%, a menor taxa em 12 meses.

A meta de inflação do primeiro-ministro Shinzo Abe é de 2% ao ano. Desde que chegou ao poder, em dezembro de 2012, Abe mostrou determinação para reinflar a terceira maior economia do mundo e acabar com a estagnação e a deflação que já dura mais de duas décadas, entre outras razões por causa da competição estratégica com a China, que ultrapassou o Japão em 2010 para se tornar a segunda maior economia do mundo.

Depois de um sucesso inicial, a chamada abeconomia, que combina gastos públicos com aumento da quantidade de moeda em circulação e reformas estruturais, sofreu um golpe.

O aumento, em 1º de abril de 2014, de um imposto sobre consumo de 5% a 10% derrubou o produto interno bruto em 1,8% no segundo trimestre para US$ 4,9 trilhões, depois de uma alta de 1,5% no primeiro. Com a ameaça de queda de preços e o aumento do desemprego de 3,5% para 3,6% em setembro, o Banco do Japão reagiu hoje.

Até agora, as aquisições eram sobretudo de títulos de longo prazo da dívida pública do Japão. Daqui para a frente, devem triplicar as compras de títulos de fundos negociados em bolsas e de fundos de investimento imobiliário.

Com a notícia, a moeda japonesa, o iene caiu para 110 por dólar, a menor cotação desde 1º de outubro de 2014. Isso ajuda as exportações japonesas abaladas pela concorrência de países vizinhos com custos de produção muito menores, a começar pela China. Os saldos comerciais espetaculares japoneses são passado.

De 1970 a 2010, o Japão apresentou saldos comerciais positivos. Desde 2011, compra mais do que vende ao exterior. Em setembro de 2014, o déficit comercial foi de US$ 8,7 bilhões.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Economia do Japão recuou ainda mais

Sob o impacto do aumento do imposto sobre consumo, a economia do Japão recuou 1,8% no segundo trimestre de 2014 e não 1,7% como anunciado na estimativa inicial, revelou hoje o governo japonês. Foi o mais forte recuo trimestral desde que o país foi submetido a um choque triplo em março de 2011: terremoto, tsunames e acidente nuclear.

A projeção anual desta queda daria uma recessão de 7,1%. Os investimentos das empresas e o consumo doméstico baixaram 5,1%.

Além de um aumento de 5% para 10% no imposto sobre vendas no varejo que entrou em vigor em 1º de abril, o mau tempo desencorajou os consumidores a saírem de casa. Esse aumento de impostos para equilibrar as contas públicas neutralizou as medidas de estímulo adotadas pelo primeiro-ministro Shinzo Abe para estimular a terceira maior economia, que enfrenta há duas décadas um misto de deflação e estagnação.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Japão cresce em ritmo anual de 5,9%

Uma corrida às compras antes de um aumento do imposto sobre vendas em abril acelerou a economia do Japão acima da expectativa no primeiro trimestre de 2014. Foi um avanço de 1,5%, num ritmo de crescimento de 5,9% ao ano, o mais forte desde a retomada pós-tsuname em meados de 2011.

Os próximos números devem avaliar o impacto da alta no imposto. A maioria dos economistas aposta numa contração da terceira maior economia do mundo em 3,3% ao ano no segundo trimestre, com uma retomada de 2% ao ano de julho a setembro deste ano.

Para evitar o primeiro aumento de alíquota no imposto de circulação de mercadorias desde 1997, os japoneses compraram tudo, de cigarros a automóveis. Se daqui em diante houver uma forte queda no consumo, a política de estímulos econômicos do primeiro-ministro Shinzo Abe para combater a estagnação e a deflação será contestada.

sábado, 3 de maio de 2014

Desemprego no Japão é menor em sete anos

A taxa de desemprego no Japão caiu em março de 2014 para 3,6%, a menor em quase sete anos, desde julho de 2007, com 2,46 milhões de trabalhadores sem emprego fixo, 12,1% a menos do que um ano antes, informou ontem o Ministério do Interior.

O total de empregados na terceira maior economia do mundo aumentou 0,8% para 62,98 milhões. Com as medidas para estimular a economia japonesa do primeiro-ministro Shinzo Abe, a abeconomia, havia dois meses atrás no Japão 107 ofertas de emprego para cada 100 pessoas procurando emprego.

Antes da entrada em vigor, em 1º de abril, de uma nova tarifa mais alta para o imposto equivalente ao imposto de circulação de mercadorias e serviços no Brasil, o consumo doméstico cresceu 7,2% em março, na comparação com o mesmo mês no ano passado.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Japão cresce pouco apesar da Abeconomia

Terceira maior economia do mundo, o Japão cresceu 1,5% em 2013. Foi o melhor resultado desde 2010, mas ficou pouco acima do 1,4% de 2012, decepcionando o governo do primeiro-ministro Shonzo Abe, que desde a posse em dezembro de 2012 adotou um vigoroso programa de estímulo ao crescimento, a chamada Abeconomia.

O governo aumentou suas despesas em cerca de US$ 100 bilhões para aumentar o consumo e o Banco do Japão tomou medidas para enfraquecer o iene e aumentar a competitividade das exportações japonesas.

Um aumento do imposto sobre vendas de 5% para 8%, que entra em vigor em 1º de abril, deve reduzir ainda mais o consumo doméstico, que estava fraco desde o fim de 2013.