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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Zimbábue suspende imposto sobre exportações de platina

O governo do Zimbábue suspendeu por dois anos hoje a cobrança de um imposto de 15% sobre as exportações de platina em estado bruto, dando mais tempo aos produtores para instalar fábricas e fazer algum beneficiamento, informou o boletim All Africa.

A decisão é uma vitória para as mineradoras, que vinham pressionando o governo com o argumento de que uma forte queda nos preços da platina está inviabilizando as operações.

O Zimbábue foi o terceiro maior produtor mundial deste metal precioso em 2014, com 11 toneladas, atrás da África do Sul (110 ton) e da Rússia (25 ton).

segunda-feira, 9 de março de 2015

Japão cresceu menos no fim de 2014 do que estimativa inicial

O Japão, terceira maior economia do mundo, saiu da recessão no último trimestre de 2014, mas cresceu apenas 0,4% e não 0,6% como calculado na primeira estimativa, anunciou hoje o Banco do Japão, o banco central do país.

A recuperação tímida se reflete no crescimento do produto interno bruto do ano passado, que fechou em 0,5%, abaixo do 1,8% de 2012 e do 1,6% de 2013, quando o Japão se reerguia depois da catástrofe tríplice de 11 de março de 2011: um dos maiores terremotos da história, seguido de maremoto e de um acidente nuclear.

A retomada desandou em abril de 2014, quando o primeiro-ministro Shinzo Abe, no poder desde dezembro de 2012, autorizou um aumento de 5% para 8% na alíquota do imposto sobre consumo, equivalente ao imposto sobre circulação de mercadorias e serviços no Brasil.

O consumo desabou e a economia entrou em recessão, recuando 1,6% no segundo trimestre e 0,7% no terceiro trimestre de 2014. A recuperação se deve em parte ao aumento das exportações por causa da desvalorização iene depois que o Banco do Japão adotou a chamada política de "alívio quantitativo", passando a imprimir dinheiro para comprar títulos públicos. O objetivo é aumentar a quantidade de dinheiro em circulação para estimular a economia.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Japão cai em recessão

Com uma queda surpreendente no produto interno bruto num ritmo de 1,6% ao ano, o Japão, terceira maior economia do mundo, entrou em recessão, num revés para a política da estímulo do crescimento do primeiro-ministro Shinzo Abe, que deve adiar assim um aumento de 8% para 10% no imposto sobre consumo previsto para entrar em vigor em outubro de 2015.

Nenhum dos 18 economistas ouvidos pelo jornal The Wall St. Journal previu a contração. A expectativa média era de um avanço de 2,25% ao ano. Como a economia japonesa havia se retraído num ritmo de 7,3% no segundo trimestre, depois de um aumento de 5% para 8% no imposto em abril de 2014, o país está em recessão.

Apesar do aparente fracasso da abeconomia, o primeiro-ministro deve convocar eleições parlamentares para o mês de dezembro. Eleito em 2012, Abe tenta recuperar a economia do país diante do declínio relativo em comparação com a vizinha e rival China, que cresce num ritmo de 7,4% ao ano.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Colômbia põe Panamá na lista de paraísos fiscais

O governo da Colômbia colocou hoje o Panamá na sua lista de paraísos fiscais por se recusar a fornecer informações sobre dinheiro de colombianos depositado no país. A partir de agora, as remessas de dinheiro da Colômbia para o Panamá pagarão 32% de imposto, em vez dos 10% cobrados normalmente.

A Colômbia promete retirar o Panamá da lista assim que receber as informações solicitadas.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Japão cresce em ritmo anual de 5,9%

Uma corrida às compras antes de um aumento do imposto sobre vendas em abril acelerou a economia do Japão acima da expectativa no primeiro trimestre de 2014. Foi um avanço de 1,5%, num ritmo de crescimento de 5,9% ao ano, o mais forte desde a retomada pós-tsuname em meados de 2011.

Os próximos números devem avaliar o impacto da alta no imposto. A maioria dos economistas aposta numa contração da terceira maior economia do mundo em 3,3% ao ano no segundo trimestre, com uma retomada de 2% ao ano de julho a setembro deste ano.

Para evitar o primeiro aumento de alíquota no imposto de circulação de mercadorias desde 1997, os japoneses compraram tudo, de cigarros a automóveis. Se daqui em diante houver uma forte queda no consumo, a política de estímulos econômicos do primeiro-ministro Shinzo Abe para combater a estagnação e a deflação será contestada.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Japão revisa para cima crescimento do segundo trimestre

O governo do Japão revisou hoje para cima o crescimento do país no segundo trimestre de 2013, que passou de 0,6% na primeira estimativa para 0,9% ou 3,8% ao ano na taxa anualizada.

A revisão levou em conta dados melhores sobre investimento público e privado, aumentando a chance de que o primeiro-ministro Shinzo Abe aumente o imposto sobre vendas para equilibrar as contas públicas. O Japão tem a maior dívida entre os países ricos, estimada em 230% do produto interno bruto.

domingo, 24 de março de 2013

Chipre tem hoje para salvar sistema financeiro

O presidente do Chipre está fazendo uma reunião de última hora com os ministros de Finanças da União Europeia na busca de uma salvação para o sistema financeiro do país, que acumula dívidas de 18 bilhões de euros, acima do produto interno bruto, de cerca de 14 bilhões de euros.

Como o Chipre tem apenas 1 milhão de habitantes e seu sistema financeiro tem 68 bilhões de euros, alguns países da Europa, especialmente a Alemanha, exigem uma ampla reforma. O país é uma das praças financeiras favoritas dos russos, que têm cerca de 31 bilhões nos bancos cipriotas.

Em ano eleitoral na Alemanha, o contribuinte alemão não quer usar sua poupança para salvar os negócios ilícitos das máfias russas. Por isso, a UE e o Fundo Monetário Internacional exigem que o Chipre levante 5,8 bilhões de euros para receber uma ajuda de emergência de 10 bilhões.

Na primeira tentativa, o acordo previa a cobrança de um imposto único de 9,9% sobre contas bancárias com mais de 100 mil euros e de 6,75% abaixo disso. Esse confisco inesperado foi o problema.

Desde o início da crise, a UE prometia garantir os depósitos populares até 100 mil euros. De repente, voltava atrás causando uma onda de incerteza capaz de assustar depositantes de outros países em crise como Grécia, Irlanda, Portugal e Espanha.

O acordo foi rejeitado nas ruas e no Parlamento do Chipre. A luta agora é para fechar um acordo alternativo ainda hoje. Sem acordo, a partir de amanhã, o Banco Central Europeu para de dar as garantias necessárias para o sistema financeiro cipriota continuar operando.

Caso contrário, o Chipre vai quebrar e será forçado a deixar a união monetária europeia, abrindo um perigoso precedente depois do esforço extraordinário para evitar a saída da Grécia da Zona do Euro. O Chipre tem uma economia muito menor, de 0,2% do total da UE, mas a credibilidade do euro se assenta sob a convicção de que a moeda comum europeia veio para ficar.

"Será uma longa noite", previu um ministro de Finanças da UE.

terça-feira, 19 de março de 2013

Parlamento do Chipre rejeita acordo com a UE

O Parlamento do Chipre rejeitou hoje o imposto que seria cobrado sobre todas as contas bancárias do país, rompendo o acordo com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional para receber uma ajuda de emergência de 10 bilhões de euros.

Por pressão dos países do Norte, especialmente da Alemanha, o acordo previa a cobrança de um imposto de 9,9% sobre as contas bancárias com mais de 100 mil euros e de 6,75% das contas com menos dinheiro.

A medida viola o princípio de garantia dos depósitos em conta corrente. Foi considerada um confisco.

Nenhum deputado cipriota votou a favor. Houve 36 votos contra e 19 abstenções.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Índia impõe sobretaxa de 10% aos superricos

Para aumentar os investimentos públicos e os gastos com programas sociais em 29%, a Índia decidiu cobrar um imposto extra de 10% dos superricos, anunciou hoje o ministro das Finanças, Palaniappan Chidambaram. O objetivo é retomar as taxas de crescimento de cerca de 8% registradas antes da crise mundial de 2008.

"Conseguir alto crescimento não é novidade e não está além de nossa capacidade", declarou o ministro. "Fizemos isso antes e vamos conseguir de novo".

A taxa de crescimento esperada para este ano é de cerca de 5%.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Obama quer prorrogar cortes de impostos a classe média

Ao propor hoje a extensão por mais um ano dos cortes de impostos da era George W. Bush, mas apenas para a classe média, o presidente Barack Obama indicou que pretende fazer da justiça fiscal uma questão central de sua campanha à reeleição em 6 de novembro de 2012.

Com a taxa de desemprego estável em 8,2%, Obama não pode fazer campanha com base na recuperação da economia, que é fraca e ainda deixa 13 milhões desempregados. Sua proposta deve ser rejeitada pela maioria republicana na Câmara, que insiste em manter as reduções de impostos para todos.

"A maioria das pessoas concorda que não devemos aumentar impostos para a classe média e as pequenas empresas", declarou Obama na Casa Branca, cercado por trabalhadores e famílias que seriam beneficiadas. "Não quando tanta gente enfrenta dificuldades".


terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Sarkozy e Cameron trocam farpas

Os líderes da França e do Reino Unido não perderam a chance para trocar mais alfinetadas durante a reunião de cúpula realizada ontem pela União Europeia para fazer um pacto fiscal capaz de prevenir novas crises das dívidas públicas.

Ao ironizar a decisão do presidente Nicolas Sarkozy de criar um imposto de 0,1% sobre todas as transações financeiras, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, declarou que "o Reino Unido está de portas abertas para receber bancos e empresas francesas".

Sarkozy contra-atacou na entrevista coletiva, dizendo que "o Reino Unido não tem mais indústria". Para o governo britânico, foi uma declaração eleitoreira.

O presidente francês está a apenas três da batalha pela reeleição, e o candidato da oposição socialista, François Hollande, é o favorito.