O candidato do Partido Republicano vencido pelo presidente Barack Obama na eleição de 2012, o ex-governador Mitt Romney atacou duramente hoje o bilionário Donald Trump, líder da disputa pela candidatura na eleição presidencial de 2016 nos Estados Unidos, acusando-o de falsidade e fraude.
É mais uma tentativa de conter o irresistível falastrão, que faz campanha atacando a tudo e a todos, com tiradas racistas e sexistas, Romney questionou a honestidade, a integridade, o comportamento e seu equilíbrio emocional. Afirmou que suas propostas econômicas vão gerar uma grande recessão e que sua política externa vai enfraquecer os EUA.
"Se nós, republicanos, escolhermos Donald Trump como nosso candidato, a perspectiva de um futuro próspero e seguro será grandemente diminuída", advertiu Romney em discurso de 17 minutos no Instituto Hinckley, da Universidade de Utah.
Com sete vitórias em 12 eleições prévias e convenções regionais realizadas na Superterça-feira, Trump disparou na liderança, provocando a reação da cúpula do partido através do ex-candidato.
"Donald Trump é falso e uma fraude", acusou Romney. "Suas promessas valem tanto quanto um diploma da Universidade Trump. Ele está manipulando o povo americano como um aproveitador: ele segue livremente rumo à Casa Branca e nós ficamos com chapéu de palhaço."
Em comício em Portland, no estado do Maine, Romney chamou Trump de "candidato fracassado" e desleal: "Vocês podem ver como ele é leal", atacou Trump. "Ele implorou por meu apoio. Eu poderia ter dito, Mitt, se ajoelhe. Ele teria se ajoelhado. Estava mendigando."
Romney pediu aos republicanos que apoiem os outros candidatos, citando explicitamente o senador Marco Rubio na eleição primária da Flórida e o governador John Kasich na prévia do estado de Ohio, ambas marcadas para 15 de março. Até agora, eles só ganharam em estados pequenos e pouco expressivos.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quinta-feira, 3 de março de 2016
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
Romney não será candidato à Casa Branca em 2016
O ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, candidato do Partido Republicano derrotado na eleição presidencial de 2012 nos Estados Unidos, não vai concorrer à Casa em 2016.
"Depois de pensar seriamente em concorrer mais uma vez à Presidência, decidi que é melhor dar a outros líderes do partido a oportunidade de se tornar nosso candidato", diz o texto de um discurso preparado para um encontro com possíveis doadores da campanha.
Romney perdeu a candidatura republicana para o senador John McCain e concorreu na última eleição. Ambos foram derrotados pelo presidente Barack Obama.
Vários republicanos já manifestaram a intenção de concorrer à Casa Branca, como os ultradireitistas Rand Paul e Ted Cruz, e o ex-governador da Flórida Jeb Bush, filho do ex-presidente George Herbert Walker Bush e irmão do ex-presidente George Walker Bush. Jeb representa a ala moderada do partido, o que pode lhe criar sérios problemas nas eleições primárias republicanas.
"Depois de pensar seriamente em concorrer mais uma vez à Presidência, decidi que é melhor dar a outros líderes do partido a oportunidade de se tornar nosso candidato", diz o texto de um discurso preparado para um encontro com possíveis doadores da campanha.
Romney perdeu a candidatura republicana para o senador John McCain e concorreu na última eleição. Ambos foram derrotados pelo presidente Barack Obama.
Vários republicanos já manifestaram a intenção de concorrer à Casa Branca, como os ultradireitistas Rand Paul e Ted Cruz, e o ex-governador da Flórida Jeb Bush, filho do ex-presidente George Herbert Walker Bush e irmão do ex-presidente George Walker Bush. Jeb representa a ala moderada do partido, o que pode lhe criar sérios problemas nas eleições primárias republicanas.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
Obama bate promessas eleitorais dos adversários republicanos
Apesar do crescimento em ritmo de 5% ao ano e da queda do desemprego para 5,8% depois da pior crise econômica desde a Grande Depressão, o Partido Democrata perdeu as eleições intermediárias de 4 de novembro de 2014. A partir de janeiro, terá minoria nas duas casas do Congresso dos Estados Unidos. Mas o presidente Barack Obama bateu várias promessas eleitorais de seus adversários do Partido Republicano, constatou o jornalista Steve Benen, no Maddowblog.
Durante a campanha de 2012, Mitt Romney, o candidato derrotado prometia que, se fosse eleito, sua política econômica reduziria o desemprego para menos de 6% até 2016. Com Obama, os EUA chegaram lá dois anos antes.
O ex-presidente da Câmara Newt Gingrich, vencido por Romney nas eleições primárias do Partido Republicano, acenava com outra ameaça: se Obama fosse reeleito, o galão (3,785 litros) de gasolina subiria para US$ 10, enquanto sob Gingrich baixaria para US$ 2,50. O preço médio do galão está em US$ 2,38.
Com cortes de impostos de trilhões de dólares, o ex-governador Tim Pawlenty pretendia elevar a taxa de crescimento para 5% ao ano. O atual presidente aumentou impostos para os ricos e os EUA estão crescendo 5% ao ano.
Durante a campanha de 2012, Mitt Romney, o candidato derrotado prometia que, se fosse eleito, sua política econômica reduziria o desemprego para menos de 6% até 2016. Com Obama, os EUA chegaram lá dois anos antes.
O ex-presidente da Câmara Newt Gingrich, vencido por Romney nas eleições primárias do Partido Republicano, acenava com outra ameaça: se Obama fosse reeleito, o galão (3,785 litros) de gasolina subiria para US$ 10, enquanto sob Gingrich baixaria para US$ 2,50. O preço médio do galão está em US$ 2,38.
Com cortes de impostos de trilhões de dólares, o ex-governador Tim Pawlenty pretendia elevar a taxa de crescimento para 5% ao ano. O atual presidente aumentou impostos para os ricos e os EUA estão crescendo 5% ao ano.
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terça-feira, 16 de dezembro de 2014
Jeb Bush lança pré-candidatura à Presidência dos EUA
O ex-governador da Flórida Jeb Bush, filho do ex-presidente George Herbert Walker Bush e irmão do ex-presidente George Walker Bush, anunciou hoje que está "explorando ativamente a possibilidade" de se candidatar à Casa Branca na eleição presidencial de 2016, noticiou hoje o jornal The New York Times.
De olho na Casa Branca, Jeb Bush vai abrir em janeiro um comitê de ação política. Em sua página no Facebook, ele disse ter tomado a decisão depois de conversar com a família no feriado do Dia Nacional de Ação de Graças. Jeb é considerado moderado dentro do Partido Republicano e deve enfrentar resistência do movimento de ultradireita Festa do Chá.
Como governador da Flórida, Jeb organizou as eleições no estado em 2000, quando George W. Bush venceu o vice-presidente Al Gore por apenas 500 votos, conquistando a Casa Branca depois de uma série de contestações do resultado na Justiça, com recontagem de votos, cédulas que induziram o eleitor a erro e problemas para votar em bairros de maioria negra.
Tudo isso levantou sérias suspeitas de fraude e manipulação. Quando a Suprema Corte vetou a recontagem total dos votos pedida pelo Tribunal de Justiça do Estado da Flórida, a vitória de Bush foi confirmada. Ficou a suspeita no ar de que a democracia americana não é a prova de fraude.
Com a ampla derrota do Partido Democrata nas eleições intermediárias de 4 de novembro de 2014, os republicanos estão de olho na reconquista da Casa Branca. Por enquanto, a favorita é a ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama Hillary Clinton. Os democratas apostam no desgaste de Congresso, que será dominado pelos republicanos na Câmara e no Senado a partir de janeiro de 2015, para manter a Presidência depois dos oito anos de governo de Barack Obama.
Entre os republicanos, o candidato derrotado em 2012 Mitt Romney pode tentar mais uma vez. Outro nome cogitado é o senador Rand Paul, ligado à ala mais à direita do partido, a Festa do Chá, que já tem um candidato em potencial na Flórida, o senador Marco Rubio. Ele já avisou que a candidatura de Jeb não o tira da corrida à Casa Branca.
De olho na Casa Branca, Jeb Bush vai abrir em janeiro um comitê de ação política. Em sua página no Facebook, ele disse ter tomado a decisão depois de conversar com a família no feriado do Dia Nacional de Ação de Graças. Jeb é considerado moderado dentro do Partido Republicano e deve enfrentar resistência do movimento de ultradireita Festa do Chá.
Como governador da Flórida, Jeb organizou as eleições no estado em 2000, quando George W. Bush venceu o vice-presidente Al Gore por apenas 500 votos, conquistando a Casa Branca depois de uma série de contestações do resultado na Justiça, com recontagem de votos, cédulas que induziram o eleitor a erro e problemas para votar em bairros de maioria negra.
Tudo isso levantou sérias suspeitas de fraude e manipulação. Quando a Suprema Corte vetou a recontagem total dos votos pedida pelo Tribunal de Justiça do Estado da Flórida, a vitória de Bush foi confirmada. Ficou a suspeita no ar de que a democracia americana não é a prova de fraude.
Com a ampla derrota do Partido Democrata nas eleições intermediárias de 4 de novembro de 2014, os republicanos estão de olho na reconquista da Casa Branca. Por enquanto, a favorita é a ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama Hillary Clinton. Os democratas apostam no desgaste de Congresso, que será dominado pelos republicanos na Câmara e no Senado a partir de janeiro de 2015, para manter a Presidência depois dos oito anos de governo de Barack Obama.
Entre os republicanos, o candidato derrotado em 2012 Mitt Romney pode tentar mais uma vez. Outro nome cogitado é o senador Rand Paul, ligado à ala mais à direita do partido, a Festa do Chá, que já tem um candidato em potencial na Flórida, o senador Marco Rubio. Ele já avisou que a candidatura de Jeb não o tira da corrida à Casa Branca.
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terça-feira, 25 de março de 2014
Obama desqualifica Rússia como "potência regional"
Em meio à guerrinha fria deflagrada pela anexação da Crimeia, o presidente Barack Obama atacou verbalmente a Rússia hoje, descrevendo-a como uma "potência regional" e não a potência mundial dos sonhos do homem-forte do Kremlin, Vladimir Putin. A maioria dos americanos discorda, observa o jornal The Washington Post.
Durante entrevista coletiva em Haia, ao lado do primeiro-ministro da Holanda, Mark Rutte, Obama disparou: "A Rússia é uma potência regional que está ameaçando alguns de seus vizinhos próximos não por causa de sua força, mas por causa de sua fraqueza."
O presidente americano respondia a uma pergunta provocativa sobre uma advertência feita por seu adversário republicano na eleição de 2012. Num debate, Mitt Romney advertiu que a Rússia era o inimigo estratégico número um dos Estados Unidos. Obama não deu importância, considerou uma herança do pensamento conservador do tempo da Guerra Fria.
Mas a ameaça do passado sobrevive na consciência coletiva dos EUA. Uma sondagem recente do Centro de Pesquisas Pew indicou que 26% dos americanos veem a Rússia como "adversária" e outras 43% a consideram um "problema sério". Ou seja, 69% não têm uma boa imagem do inimigo histórico da Guerra Fria.
Quando Obama chama a Rússia de potência regional, sugere que o país não tem recursos econômicos para projetar seu poderio militar para qualquer canto do planeta. A economia russa já estava estagnada e vai sofrer mais ainda com as sanções impostas pelo Ocidente.
Mas a Rússia herdou as armas nucleares da extinga União Soviética, que podem atingir o mundo inteiro, e Putin se dedica a reconstruir as forças convencionais depois da vergonhosa derrota na Primeira Guerra da Chechênia (1994-96), vendendo armas por aí afora para financiar essa modernização. Pela capacidade para criar problemas, não é uma potência para ser ignorada.
Durante entrevista coletiva em Haia, ao lado do primeiro-ministro da Holanda, Mark Rutte, Obama disparou: "A Rússia é uma potência regional que está ameaçando alguns de seus vizinhos próximos não por causa de sua força, mas por causa de sua fraqueza."
O presidente americano respondia a uma pergunta provocativa sobre uma advertência feita por seu adversário republicano na eleição de 2012. Num debate, Mitt Romney advertiu que a Rússia era o inimigo estratégico número um dos Estados Unidos. Obama não deu importância, considerou uma herança do pensamento conservador do tempo da Guerra Fria.
Mas a ameaça do passado sobrevive na consciência coletiva dos EUA. Uma sondagem recente do Centro de Pesquisas Pew indicou que 26% dos americanos veem a Rússia como "adversária" e outras 43% a consideram um "problema sério". Ou seja, 69% não têm uma boa imagem do inimigo histórico da Guerra Fria.
Quando Obama chama a Rússia de potência regional, sugere que o país não tem recursos econômicos para projetar seu poderio militar para qualquer canto do planeta. A economia russa já estava estagnada e vai sofrer mais ainda com as sanções impostas pelo Ocidente.
Mas a Rússia herdou as armas nucleares da extinga União Soviética, que podem atingir o mundo inteiro, e Putin se dedica a reconstruir as forças convencionais depois da vergonhosa derrota na Primeira Guerra da Chechênia (1994-96), vendendo armas por aí afora para financiar essa modernização. Pela capacidade para criar problemas, não é uma potência para ser ignorada.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Obama recebe Romney para almoço amanhã
Para honrar a promessa de campanha de negociar com a oposição, o presidente Barack Obama convidou o adversário Mitt Romney para almoçar amanhã na Casa Branca, informa o jornal The Washington Post. O objetivo é final é chegar a um acordo para reduzir o déficit público federal dos Estados Unidos, que passou de US$ 1 trilhão nos últimos quatro anos, para evitar que o país caia no chamado "abismo fiscal".
"Nossa meta é um acordo que reduza o déficit a longo prazo, tornando a dívida sustentável", declarou hoje o presidente. Obama espera uma solução em semanas.
Se não houver acordo até o fim do ano, em janeiro de 2013 expiram os cortes de impostos do governo Bush (2001-9) e entram em vigor automaticamente cortes de gastos públicos. Com isso, sairiam de circulação US$ 600 bilhões. O país correria o risco de cair num abismo fiscal que traria de volta a recessão.
Ao convidar Romney, o presidente abre um caminho para dialogar com a oposição. No discurso da vitória, em 6 de novembro de 2012, Obama manifestou interesse em ouvir Romney, lembrando que ele viabilizou a Olimpíada de Inverno de Salt Lake City quando o projeto ia mal. Mas quem vota o orçamento é a Câmara dos Deputados, onde a oposição tem uma maioria confortável e muita gente deve estar descontente com o desempenho de seu candidato à Casa Branca.
Leia mais no jornal digital americano The Huffington Post.
"Nossa meta é um acordo que reduza o déficit a longo prazo, tornando a dívida sustentável", declarou hoje o presidente. Obama espera uma solução em semanas.
Se não houver acordo até o fim do ano, em janeiro de 2013 expiram os cortes de impostos do governo Bush (2001-9) e entram em vigor automaticamente cortes de gastos públicos. Com isso, sairiam de circulação US$ 600 bilhões. O país correria o risco de cair num abismo fiscal que traria de volta a recessão.
Ao convidar Romney, o presidente abre um caminho para dialogar com a oposição. No discurso da vitória, em 6 de novembro de 2012, Obama manifestou interesse em ouvir Romney, lembrando que ele viabilizou a Olimpíada de Inverno de Salt Lake City quando o projeto ia mal. Mas quem vota o orçamento é a Câmara dos Deputados, onde a oposição tem uma maioria confortável e muita gente deve estar descontente com o desempenho de seu candidato à Casa Branca.
Leia mais no jornal digital americano The Huffington Post.
Por que os republicanos perderam nos EUA
Em meio à pior crise econômica em 70 anos, a oposição republicana chegou à eleição presidencial de 6 de novembro de 2012 nos Estados Unidos confiante na vitória. Sofreu uma ampla derrota que obriga o partido a rever sua estratégia eleitoral e a investir no eleitorado de origem latino-americana.
Entre os eleitores que se declararam independentes, Romney ganhou por 50% a 45%. George W. Bush perdeu para John Kerry por 1% em 2004. Na faixa de renda de US$ 50 mil a US$ 100 mil, venceu por 52% a 46%, menos do que Bush, que teve uma vantagem de 12 pontos, informou o jornal The Washington Post.
Romney ganhou o voto branco por 20 pontos de vantagem, a maior já obtida por um candidato republicano. Mas o eleitorado branco diminuiu de 78% para 72% do eleitorado, e os eleitores democratas superaram muito os republicanos, neutralizando a vantagem do ex-governador entre os independentes. O presidente Barack Obama venceu decisivamente entre os jovens.
Ao investigar os números da derrota, o pesquisador republicano Glen Bolger, sócio da empresa Public Opinion Strategies, concluiu que, se o eleitorado fosse o mesmo de 2000 ou 2004, o ex-governador Mitt Romney teria reconquistado a Casa Branca para o partido.
O ex-governador articulou uma coalizão que teria vencido as eleições presidenciais em 2000 e 2004, mas não levou em 2012 e não deve ganhar no futuro. Foi o primeiro candidato a vencer amplamente entre os independentes e não chegar à Casa Branca.
Não basta mais ao Partido Republicano o voto branco nem conquistar a maioria dos independentes, concluiu Bolger. Para vencer no futuro, os conservadores terão de atrair os latinos.
O ex-presidente Ronald Reagan, até hoje a grande estrela do partido, dizia que "os latinos são republicanos, só que ainda não sabem". Estava se referindo à religiosidade, à importância de Deus, da pátria e da família nas comunidades de origem latino-americana. Mas enquanto a direita republicana for hostil aos latinos por causa da imigração ilegal, eles continuarão votando nos democratas.
Entre os eleitores que se declararam independentes, Romney ganhou por 50% a 45%. George W. Bush perdeu para John Kerry por 1% em 2004. Na faixa de renda de US$ 50 mil a US$ 100 mil, venceu por 52% a 46%, menos do que Bush, que teve uma vantagem de 12 pontos, informou o jornal The Washington Post.
Romney ganhou o voto branco por 20 pontos de vantagem, a maior já obtida por um candidato republicano. Mas o eleitorado branco diminuiu de 78% para 72% do eleitorado, e os eleitores democratas superaram muito os republicanos, neutralizando a vantagem do ex-governador entre os independentes. O presidente Barack Obama venceu decisivamente entre os jovens.
Ao investigar os números da derrota, o pesquisador republicano Glen Bolger, sócio da empresa Public Opinion Strategies, concluiu que, se o eleitorado fosse o mesmo de 2000 ou 2004, o ex-governador Mitt Romney teria reconquistado a Casa Branca para o partido.
O ex-governador articulou uma coalizão que teria vencido as eleições presidenciais em 2000 e 2004, mas não levou em 2012 e não deve ganhar no futuro. Foi o primeiro candidato a vencer amplamente entre os independentes e não chegar à Casa Branca.
Não basta mais ao Partido Republicano o voto branco nem conquistar a maioria dos independentes, concluiu Bolger. Para vencer no futuro, os conservadores terão de atrair os latinos.
O ex-presidente Ronald Reagan, até hoje a grande estrela do partido, dizia que "os latinos são republicanos, só que ainda não sabem". Estava se referindo à religiosidade, à importância de Deus, da pátria e da família nas comunidades de origem latino-americana. Mas enquanto a direita republicana for hostil aos latinos por causa da imigração ilegal, eles continuarão votando nos democratas.
sábado, 10 de novembro de 2012
Vitória de Obama na Flórida é confirmada
Quatro dias depois da eleição presidencial nos Estados Unidos, chegou ao fim a contagem dos votos na Flórida. O presidente Barack Obama venceu com 50% dos votos contra 49,1% para o ex-governador Mitt Romney. A diferença foi de 74 mil.
Obama terá 332 delegados e Romney 206 no Colégio Eleitoral, que se reúne em 17 de dezembro de 2012, para concluir o processo de escolha do presidente dos EUA.
Obama terá 332 delegados e Romney 206 no Colégio Eleitoral, que se reúne em 17 de dezembro de 2012, para concluir o processo de escolha do presidente dos EUA.
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Advogados dos partidos preparam batalha pelos votos
Com uma eleição presidencial disputadíssima, os advogados dos dois grandes partidos dos Estados Unidos se preparam para batalhas judiciais até o último voto. Desde o início do ano passado, 23 governadores estaduais sancionaram leis que restringem o direito ao voto, informa a revista The New Republic.
A principal exigência pode parecer até estranha para um brasileiro. Em vários estados, só vota quem apresentar um documento oficial com foto. Como os EUA são uma sociedade liberal, seus cidadãos não são obrigados a portar identidade. Tiram documentos quando precisam deles, como carteira de motorista e passaporte.
Um estudo do Centro Brennan, da Universidade de Nova York, indica que 25% dos negros, 16% dos latinos e 8% dos brancos não têm documentos emitidos pelo governo. A exigência, então, prejudica o voto das minorias, que tendem a votar mais em democratas do que em republicanos.
O estado mais rigoroso é o Kansas, ultraconservador, parte do chamado Cinturão da Bíblia. Lá, Obama não tem chance. Mas é em estados-chaves como Ohio, o grande campo de batalha desta eleição, em que essas manobras podem ser decisivas. É o estado que mais recebeu visitas de candidatos nesta eleição: 83, ao todo.
Nenhum republicano chegou à Casa Branca até hoje sem ganhar em Ohio. Desde 1964, o vencedor no estado vira presidente.
Em 2004, o então presidente George W. Bush ganhou a eleição na onda de solidariedade e união nacional que se seguiu aos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, mas, para isso, precisava de Ohio. O então secretário de Estado do governo estadual, Ken Blackwell, rejeitou pilhas de registros eleitorais. Em algumas zonas eleitorais, faltaram máquinas de votação. Os eleitores tiveram de esperar horas na fila.
A demora em votar, usada sobretudo para afastar negros e latinos das urnas, é um sintoma da deterioração da democracia americana.
O maior problema foi a eleição de Bush em 2000, quando ele perdeu no voto popular para o presidente Al Gore, mas ganhou no Colégio Eleitoral por causa da Flórida, onde seu irmão Jeb Bush era governador. A secretária de Estado da Flórida, que presidiu a eleição no estado, chefiou a campanha de W.
Houve o famoso voto-borboleta, onde nomes apareciam dos dois lados da cédula, confundindo o eleitor, e um longo debate sobre votos dados mecanicamente em que a cédula não estaria claramente perfurada.
A vitória de Bush só foi confirmada quando a Suprema Corte mandou a Flórida suspender uma recontagem geral dos votos ordenada pelo Tribunal de Justiça do Estado. O presidente que deixava o cargo, Bill Clinton, chegou a ironizar em campanhas posteriores: "Aqui as eleições são diferentes. Eles contam todos os votos".
Uma segunda vitória de um presidente no Colégio Eleitoral sem respaldo no voto popular reacenderia a discussão sobre a necessidade e a conveniência de reformar a Constituição para eleger diretamente o presidente. Mas isso exige dois terços dos votos nas duas câmaras do Congresso e a ratificação por 75% dos estados - e o atual sistema dá grande poder aos pequenos estados.
A principal exigência pode parecer até estranha para um brasileiro. Em vários estados, só vota quem apresentar um documento oficial com foto. Como os EUA são uma sociedade liberal, seus cidadãos não são obrigados a portar identidade. Tiram documentos quando precisam deles, como carteira de motorista e passaporte.
Um estudo do Centro Brennan, da Universidade de Nova York, indica que 25% dos negros, 16% dos latinos e 8% dos brancos não têm documentos emitidos pelo governo. A exigência, então, prejudica o voto das minorias, que tendem a votar mais em democratas do que em republicanos.
O estado mais rigoroso é o Kansas, ultraconservador, parte do chamado Cinturão da Bíblia. Lá, Obama não tem chance. Mas é em estados-chaves como Ohio, o grande campo de batalha desta eleição, em que essas manobras podem ser decisivas. É o estado que mais recebeu visitas de candidatos nesta eleição: 83, ao todo.
Nenhum republicano chegou à Casa Branca até hoje sem ganhar em Ohio. Desde 1964, o vencedor no estado vira presidente.
Em 2004, o então presidente George W. Bush ganhou a eleição na onda de solidariedade e união nacional que se seguiu aos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, mas, para isso, precisava de Ohio. O então secretário de Estado do governo estadual, Ken Blackwell, rejeitou pilhas de registros eleitorais. Em algumas zonas eleitorais, faltaram máquinas de votação. Os eleitores tiveram de esperar horas na fila.
A demora em votar, usada sobretudo para afastar negros e latinos das urnas, é um sintoma da deterioração da democracia americana.
O maior problema foi a eleição de Bush em 2000, quando ele perdeu no voto popular para o presidente Al Gore, mas ganhou no Colégio Eleitoral por causa da Flórida, onde seu irmão Jeb Bush era governador. A secretária de Estado da Flórida, que presidiu a eleição no estado, chefiou a campanha de W.
Houve o famoso voto-borboleta, onde nomes apareciam dos dois lados da cédula, confundindo o eleitor, e um longo debate sobre votos dados mecanicamente em que a cédula não estaria claramente perfurada.
A vitória de Bush só foi confirmada quando a Suprema Corte mandou a Flórida suspender uma recontagem geral dos votos ordenada pelo Tribunal de Justiça do Estado. O presidente que deixava o cargo, Bill Clinton, chegou a ironizar em campanhas posteriores: "Aqui as eleições são diferentes. Eles contam todos os votos".
Uma segunda vitória de um presidente no Colégio Eleitoral sem respaldo no voto popular reacenderia a discussão sobre a necessidade e a conveniência de reformar a Constituição para eleger diretamente o presidente. Mas isso exige dois terços dos votos nas duas câmaras do Congresso e a ratificação por 75% dos estados - e o atual sistema dá grande poder aos pequenos estados.
Última pesquisa Post-ABC dá vantagem a Obama
Na véspera da eleição nos Estados Unidos, a última pesquisa do jornal The Washington Post e da rede de televisão ABC dá ao presidente Barack Obama 50% das preferências contra 47% para o ex-governador Mitt Romney. Mas, como o resultado está dentro da margem de erro da pesquisa, de 2,5 pontos percentuais, isso significa um empate técnico.
Apesar da disputa apertada, 55% dos 2.345 prováveis eleitores ouvidos no último fim de semana esperam a reeleição do presidente, enquanto 35% acreditam na vitória de Romney.
Desde o início da pesquisa, em julho, nenhum candidato superou os 50% nem caiu abaixo de 46%.
Apesar da disputa apertada, 55% dos 2.345 prováveis eleitores ouvidos no último fim de semana esperam a reeleição do presidente, enquanto 35% acreditam na vitória de Romney.
Desde o início da pesquisa, em julho, nenhum candidato superou os 50% nem caiu abaixo de 46%.
domingo, 4 de novembro de 2012
Pesquisa WSJ-NBC dá 48% a 47% para Obama
A dois dias de uma das eleições presidenciais mais disputadas da História dos Estados Unidos, os dois principais candidatos à Casa Branca está tecnicamente empatados. Na pesquisa encomendada pelo jornal The Wall St. Journal e a rede de televisão ABC, o presidente Barack Obama tem 48% das preferências de prováveis eleitores e o desafiante Mitt Romney, 47%.
Ambos estão envolvidos em campanhas frenéticas nesta reta final. Como o voto não é obrigatório nos EUA, uma preocupação é mobilizar seu próprio eleitorado. Obama tem uma ligeira vantagem nos estados-chaves para a vitória no Colégio Eleitoral, mas isso depende do comparecimento às urnas.
Ambos estão envolvidos em campanhas frenéticas nesta reta final. Como o voto não é obrigatório nos EUA, uma preocupação é mobilizar seu próprio eleitorado. Obama tem uma ligeira vantagem nos estados-chaves para a vitória no Colégio Eleitoral, mas isso depende do comparecimento às urnas.
sábado, 3 de novembro de 2012
Obama mantém vantagem na Flórida e em Ohio
A três dias da eleição presidencial nos Estados Unidos, o presidente Barack Obama leva vantagem nos estados decisivos da Flórida e de Ohio, indica uma pesquisa do Instituto Marista para o jornal The Wall St. Journal e a rede de televisão NBC.
Na Flórida, o maior dos estados onde o resultado ainda está indefinido, a vantagem do presidente, de 49% a 47%, está dentro da margem de erro da pesquisa. Em Romney, onde o ex-governador Mitt Romney precisa vencer, Obama tem 51% a 45%.
Em política externa, os eleitores da Flórida preferem o presidente por 50% a 44%. Na delicada questão do Medicare, o programa de saúde para idosos, a vantagem é de 51% a 43%. Muitos aposentados se mudam para os estados do Sul para fugir do frio na velhice, então o tema é importante.
Em outras pesquisas, o presidente vence também nos estados-chaves de Iowa, Nevada, Novo Hampshire e Wisconsin.
Nenhum republicano conquistou a Casa Branca sem ganhar em Ohio. Pelo mapa eleitoral do jornal The New York Times, o presidente já teria 243 dos 270 votos necessários no Colégio Eleitoral para ser reeleito . Romney teria 206 votos. Esses números somam os estados onde a vitória é certo com aqueles onde um candidato leva nítida vantagem nas pesquisas.
Na Flórida, o maior dos estados onde o resultado ainda está indefinido, a vantagem do presidente, de 49% a 47%, está dentro da margem de erro da pesquisa. Em Romney, onde o ex-governador Mitt Romney precisa vencer, Obama tem 51% a 45%.
Em política externa, os eleitores da Flórida preferem o presidente por 50% a 44%. Na delicada questão do Medicare, o programa de saúde para idosos, a vantagem é de 51% a 43%. Muitos aposentados se mudam para os estados do Sul para fugir do frio na velhice, então o tema é importante.
Em outras pesquisas, o presidente vence também nos estados-chaves de Iowa, Nevada, Novo Hampshire e Wisconsin.
Nenhum republicano conquistou a Casa Branca sem ganhar em Ohio. Pelo mapa eleitoral do jornal The New York Times, o presidente já teria 243 dos 270 votos necessários no Colégio Eleitoral para ser reeleito . Romney teria 206 votos. Esses números somam os estados onde a vitória é certo com aqueles onde um candidato leva nítida vantagem nas pesquisas.
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
EUA ganharam 171 mil empregos em outubro
A economia dos Estados Unidos criou 171 mil empregos a mais do que fechou em outubro de 2012, acima da expectativa dos analistas, que era de um saldo de 125 mil vagas, informou hoje o Departamento do Trabalho. Os números de agosto e setembro foram revisados para cima, indicando um ganho adicional de 84 mil contratações.
Apesar da alta de 16% em relação a setembro, a taxa de desemprego, calculada em outra pesquisa, subiu de 7,8% para 7,9%. É um sinal de aumento do número de pessoas em busca de trabalho, como destacou o jornal The Washington Post.
O relatório de emprego é a última divulgação de dados econômicos importantes antes das eleições presidencial e parlamentares de 6 de novembro. Aponta uma lenta recuperação da maior economia do mundo, com melhoria em todos os setores, menos no setor governamental.
"De modo geral, o relatório mostra que as coisas estão melhores do que esperávamos e certamente melhor do que pensávamos poucos meses atrás", observou o economista Paul Dales, analista sênior da empresa Capital Economics, citado pelo jornal The New York Times.
Tanto o presidente Barack Obama quanto o desafiante Mitt Romney deram interpretações favoráveis a seus discursos de campanha. Obama afirmou que os números confirmam a recuperação da economia e que os EUA criaram 5,5 milhões de empregos durante seu governo. Lembrou ainda que foi a maior quantidade de empregos gerados em oito meses.
Por outro lado, o ex-governador de Massachusetts alegou que a economia americana está estagnada e que faltam 24 milhões de empregos. Na verdade, com a Grande Recessão (2008-9), cerca de 15 milhões de pessoas perderam o emprego nos EUA.
Então, ainda falta muita gente para a retomada do nível de emprego anterior à crise, mas Romney infla sua conta ao incluir desempregados de longo prazo que já estavam fora do mercado de trabalho antes do agravamento da situação, com a falência do banco Lehman Brothers, em 15 de setembro de 2008.
Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, nenhum presidente se reelegeu com índice de desemprego acima de 7,2%, mas está é a pior crise desde a Grande Depressão (1929-39).
Apesar da alta de 16% em relação a setembro, a taxa de desemprego, calculada em outra pesquisa, subiu de 7,8% para 7,9%. É um sinal de aumento do número de pessoas em busca de trabalho, como destacou o jornal The Washington Post.
O relatório de emprego é a última divulgação de dados econômicos importantes antes das eleições presidencial e parlamentares de 6 de novembro. Aponta uma lenta recuperação da maior economia do mundo, com melhoria em todos os setores, menos no setor governamental.
"De modo geral, o relatório mostra que as coisas estão melhores do que esperávamos e certamente melhor do que pensávamos poucos meses atrás", observou o economista Paul Dales, analista sênior da empresa Capital Economics, citado pelo jornal The New York Times.
Tanto o presidente Barack Obama quanto o desafiante Mitt Romney deram interpretações favoráveis a seus discursos de campanha. Obama afirmou que os números confirmam a recuperação da economia e que os EUA criaram 5,5 milhões de empregos durante seu governo. Lembrou ainda que foi a maior quantidade de empregos gerados em oito meses.
Por outro lado, o ex-governador de Massachusetts alegou que a economia americana está estagnada e que faltam 24 milhões de empregos. Na verdade, com a Grande Recessão (2008-9), cerca de 15 milhões de pessoas perderam o emprego nos EUA.
Então, ainda falta muita gente para a retomada do nível de emprego anterior à crise, mas Romney infla sua conta ao incluir desempregados de longo prazo que já estavam fora do mercado de trabalho antes do agravamento da situação, com a falência do banco Lehman Brothers, em 15 de setembro de 2008.
Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, nenhum presidente se reelegeu com índice de desemprego acima de 7,2%, mas está é a pior crise desde a Grande Depressão (1929-39).
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Setor privado tem saldo de 158 mil empregos nos EUA
As empresas privadas dos Estados Unidos criaram 158 mil vagas de emprego a mais do que fecharam em outubro, estimou hoje a empresa de recursos humanos ADP, maior processadora de folhas de pagamento do país.
Na semana passada, o número de novos pedidos de seguro-desemprego caiu 9 mil para 363 mil.
O relatório oficial de emprego será divulgado amanhã. Um aumento significativo na abertura de postos de trabalho favorece o presidente Barack Obama, que disputa a reeleição daqui a cinco dias. Seu adversário, o ex-governador Mitt Romney, vai alegar que a situação poderia estar muito melhor.
A taxa de desemprego está em 7,8%. Depois da Segunda Guerra Mundial, nenhum presidente se reelegeu com o índice acima de 7,2%.
Na semana passada, o número de novos pedidos de seguro-desemprego caiu 9 mil para 363 mil.
O relatório oficial de emprego será divulgado amanhã. Um aumento significativo na abertura de postos de trabalho favorece o presidente Barack Obama, que disputa a reeleição daqui a cinco dias. Seu adversário, o ex-governador Mitt Romney, vai alegar que a situação poderia estar muito melhor.
A taxa de desemprego está em 7,8%. Depois da Segunda Guerra Mundial, nenhum presidente se reelegeu com o índice acima de 7,2%.
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Pesquisa ABC-Washington Post dá empate em 49%
A última pesquisa do jornal The Washington Post e da rede de televisão ABC sobre a eleição presidencial de 6 de novembro de 2012 deu empate entre o presidente Barack Obama e o desafiante Mitt Romney em 49%.
sábado, 27 de outubro de 2012
Obama ganha por 54% a 39% no voto antecipado
Cerca de 18% dos eleitores inscritos para votar nas eleições de 6 de novembro nos Estados Unidos já o fizeram. A apuração só será realizada quando as urnas forem fechadas, daqui a dez anos, mas uma pesquisa de boca de urna do instituto Ipsos para a agência de notícias Reuters indica uma vantagem inicial de 54% a 39% para o presidente Barack Obama sobre o ex-governador Mitt Romney.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Economia dos EUA cresce em ritmo de 2% ao ano
A economia dos Estados Unidos cresceu no terceiro trimestre de 2012 num ritmo de 2% ao ano, anunciou hoje o Departamento do Comércio. É mais do que a expectativa de expansão do Brasil neste ano, que está em 1,54% e uma boa notícia para o presidente Barack Obama, a nove dias da eleição presidencial.
Foi a mesma taxa do primeiro trimestre do ano. No segundo, o ritmo caiu para 1,3%, levando a Reserva Federal (Fed), o banco central americano, a lançar seu terceiro programa de compra de títulos para jogar mais dinheiro mercado.
O consumo doméstico também avançou numa taxa anualizada de 2% e o investimento no setor habitacional em 14,4%, acima dos 8,5% do segundo trimestre.
A boa notícia chega no momento em que as empresas dos EUA estão cortando gastos para se preparar para o chamado "abismo fiscal ". Em janeiro, terminam as reduções de impostos da era Bush e, como não houve acordo entre o governo e a oposição para diminuir o déficit orçamentário, entram em vigor automaticamente cortes nos gastos públicos.
Estas duas medidas ameaçam tirar ainda mais dinheiro da economia, daí a expressão "abismo fiscal".
Em comício em Ohio, o ex-governador Mitt Romney, candidato do Partido Republicano, ignorou o aumento do produto interno bruto e acusou o governo Obama de destruir empregos e o sistema de saúde pública, e de endividar o país em mais US$ 6 trilhões.
É um discurso oportunista, que ignora o passivo da era George W. Bush (2001-9) e joga todos os problemas na conta do atual presidente, mas aparentemente está colando. As pesquisas começam a dar vantagem a Romney e a disputa nos estados-chaves está ficando mais apertada.
Foi a mesma taxa do primeiro trimestre do ano. No segundo, o ritmo caiu para 1,3%, levando a Reserva Federal (Fed), o banco central americano, a lançar seu terceiro programa de compra de títulos para jogar mais dinheiro mercado.
O consumo doméstico também avançou numa taxa anualizada de 2% e o investimento no setor habitacional em 14,4%, acima dos 8,5% do segundo trimestre.
A boa notícia chega no momento em que as empresas dos EUA estão cortando gastos para se preparar para o chamado "abismo fiscal ". Em janeiro, terminam as reduções de impostos da era Bush e, como não houve acordo entre o governo e a oposição para diminuir o déficit orçamentário, entram em vigor automaticamente cortes nos gastos públicos.
Estas duas medidas ameaçam tirar ainda mais dinheiro da economia, daí a expressão "abismo fiscal".
Em comício em Ohio, o ex-governador Mitt Romney, candidato do Partido Republicano, ignorou o aumento do produto interno bruto e acusou o governo Obama de destruir empregos e o sistema de saúde pública, e de endividar o país em mais US$ 6 trilhões.
É um discurso oportunista, que ignora o passivo da era George W. Bush (2001-9) e joga todos os problemas na conta do atual presidente, mas aparentemente está colando. As pesquisas começam a dar vantagem a Romney e a disputa nos estados-chaves está ficando mais apertada.
Romney chega pela primeira vez a 50% em pesquisa
O ex-governador Mitt Romney abriu uma vantagem de três pontos percentuais sobre o presidente Barack Obama e pela primeira vez chegou a 50% na pesquisa do jornal The Washington Post e da rede de televisão ABC sobre a eleição de 6 de novembro de 2012 nos Estados Unidos.
É a primeira vantagem do candidato do Partido Republicano. Como gestor da economia, 52% disseram ter mais confiança em Romney contra 43% que preferiram o presidente. Em política externa, apesar de suposta vitória no debate sobre o tema, Obama não leva vantagem.
Há também uma questão racial. Entre o eleitorado branco masculino, Obama está muito aquém da votação de 2008.
Romney ganhou votos ao se apresentar nos três debates como um candidato moderado, defensor dos direitos da classe média e das pequenas empresas, que não vai entrar em guerra, quando Obama tentava apresentá-lo como um radical de direita refém do movimento Festa do Chá. Essa linha de ataque teria sido sugerida pelo ex-presidente Bill Clinton.
Talvez, como observou um comentarista do New York Times, fosse mais inteligente alegar que Romney é um oportunista disposto a dizer qualquer coisa para chegar lá.
É a primeira vantagem do candidato do Partido Republicano. Como gestor da economia, 52% disseram ter mais confiança em Romney contra 43% que preferiram o presidente. Em política externa, apesar de suposta vitória no debate sobre o tema, Obama não leva vantagem.
Há também uma questão racial. Entre o eleitorado branco masculino, Obama está muito aquém da votação de 2008.
Romney ganhou votos ao se apresentar nos três debates como um candidato moderado, defensor dos direitos da classe média e das pequenas empresas, que não vai entrar em guerra, quando Obama tentava apresentá-lo como um radical de direita refém do movimento Festa do Chá. Essa linha de ataque teria sido sugerida pelo ex-presidente Bill Clinton.
Talvez, como observou um comentarista do New York Times, fosse mais inteligente alegar que Romney é um oportunista disposto a dizer qualquer coisa para chegar lá.
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Obama ganhou dois debates e Romney mais votos
Depois de um desempenho péssimo no primeiro debate, o presidente Barack Obama venceu o ex-governador Mitt Romney nos dois outros debates da campanha para a eleição de 6 de novembro de 2012 nos Estados Unidos, mas uma pesquisa do jornal The Washington Post e da rede de televisão ABC indica que o desafiante ganhou mais votos de eleitores indecisos.
A pesquisa nacional dá uma pequena vantagem a Romney, de 49% a 48%, o que significa um empate técnico por estar dentro da margem de erro da sondagem.
Cerca de 40% dos eleitores independentes saíram dos debates com uma impressão melhor do candidato republicano. Na gestão da economia, os independentes preferem Romney por 56% a 39%, o que lhe dá uma vantagem neste segmento decisivo do eleitorado, onde Obama levou oito pontos de vantagem sobre o senador John McCain em 2008.
De qualquer maneira, o republicano precisa ganhar no estado de Ohio, que até agora pende para o presidente, para alcançar os 270 votos necessários no Colégio Eleitoral para conquistar a Casa Branca.
A pesquisa nacional dá uma pequena vantagem a Romney, de 49% a 48%, o que significa um empate técnico por estar dentro da margem de erro da sondagem.
Cerca de 40% dos eleitores independentes saíram dos debates com uma impressão melhor do candidato republicano. Na gestão da economia, os independentes preferem Romney por 56% a 39%, o que lhe dá uma vantagem neste segmento decisivo do eleitorado, onde Obama levou oito pontos de vantagem sobre o senador John McCain em 2008.
De qualquer maneira, o republicano precisa ganhar no estado de Ohio, que até agora pende para o presidente, para alcançar os 270 votos necessários no Colégio Eleitoral para conquistar a Casa Branca.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Pesquisa CNN dá vitória a Obama no último debate
Por 48% a 40%, uma pesquisa com eleitores inscritos para votar em 6 de novembro consideraram que o presidente Barack Obama venceu o debate desta noite contra o ex-governador Mitt Romney, o último da campanha eleitoral de 2012 nos Estados Unidos.
Nas pesquisas nacionais, os dois candidatos estão virtualmente empatados. O presidente leva melhor nas pesquisas estado por estado para tentar antecipar a divisão de votos no Colégio Eleitoral que vai decidir quem será o próximo presidente dos EUA.
Para chegar à Casa Branca, são necessários pelo menos 270 votos dos chamados grandes eleitores do Colégio Eleitoral. Pelas pesquisas, Obama teria hoje cerca de 236 delegados e Romney 207. Essa contagem considera os estados onde a vitória é certa ou provável. Ficaram de fora os poucos estados que tendem a ser decisivos: Flórida, Ohio, Virgínia, Iowa, Colorado e Wisconsin.
Nas pesquisas nacionais, os dois candidatos estão virtualmente empatados. O presidente leva melhor nas pesquisas estado por estado para tentar antecipar a divisão de votos no Colégio Eleitoral que vai decidir quem será o próximo presidente dos EUA.
Para chegar à Casa Branca, são necessários pelo menos 270 votos dos chamados grandes eleitores do Colégio Eleitoral. Pelas pesquisas, Obama teria hoje cerca de 236 delegados e Romney 207. Essa contagem considera os estados onde a vitória é certa ou provável. Ficaram de fora os poucos estados que tendem a ser decisivos: Flórida, Ohio, Virgínia, Iowa, Colorado e Wisconsin.
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