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sábado, 8 de outubro de 2016

Partido Republicano afasta candidato que chamou Obama de macaco

O Partido Republicano do estado do Kentucky, nos Estados Unidos, pediu a retirada da candidatura a deputado estadual de Dan Johnson, que publicou na Internet fotos do presidente Barack Obama e da primeira-dama Michelle Obama com caras de macaco.

Em carta, o presidente regional do partido afirmou que, embora a Primeira Emenda à Constituição
dos Estados Unidos garanta total liberdade de expressão, os líderes eleitos "devem manter padrões elevados".

As fotos foram retiradas do mural do candidato no Facebook. Incluem um chimpanzé com a legenda "Obama quando bebê" e uma foto do jovem presidente Ronald Reagan dando uma madeira para um chimpanzé com a legenda "fotos raras de Reagan como babá de Obama em 1962".

Johnson se negou a pedir desculpas e negou ser racista: "Amo os EUA. Amo o povo. Acredito que vermelhos, amarelos, brancos e pretos, todos são preciosos sob o olhar de Deus. Não sou racista", declarou à televisão local WRDB.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Hillary é a primeira mulher candidata a presidente dos EUA

Como uma "forte adesão de última hora de superdelegados", pelos cálculos da agência Associated Press a ex-secretária de Estado Hillary Clinton já tem o apoio dos 2.384 delegados, uma mais do que o necessário para garantir sua indicação como candidata do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos em novembro de 2016 na convenção nacional de 25 a 28 de julho na Filadélfia. Será a primeira mulher a concorrer à Casa Branca.

Seu adversário, o senador socialista Bernie Sanders, está em plena campanha para a eleição primária desta terça-feira na Califórnia na esperança de superar Hillary na contagem de delegados excluindo os superdelegados.

Sanders critica os superdelegados, mas aposta numa "convenção contestada" para tentar convencer os superdelegados a mudar para ele.

"A secretária Clinton não tem e não terá o número requerido de delegados para garantir a nomeação", afirmou Michael Briggs, o porta-voz do senador. "Ele vai depender dos superdelegados, que não votam até 25 de julho e que podem mudar de ideia até lá."

No cômputo geral, Hillary recebeu nas eleições primárias e convenções estaduais do Partido Democrata 3 milhões de votos a mais do que Sanders e conquistou assim 300 delegados a mais.

Como o partido costuma dividir os delegados proporcionalmente à votação e Hillary tem uma vantagem de quatro pontos nas pesquisas, é improvável que os 548 delegados da Califórnia pesem decisivamente a favor de Sanders.

Há semanas, os caciques democratas pressionam Sanders a cessar os ataques, abandonar a campanha e unir o partido em torno da candidatura Hillary. Com o fervor dos jovens e esquerdistas atraídos pelo senador, o risco é que a frustração de uma derrota nas eleições primárias os afaste das eleições de 8 de novembro.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Mais dois republicanos entram na corrida à Casa Branca

Mais dois aspirantes anunciaram a intenção de disputar a candidatura do Partido Republicano, de oposição, à Presidência dos Estados Unidos em 2016: o ex-governador da Flórida Jeb Bush, que desponta como favorito, o o magnata imobiliário Donald Trump.

Antes de anunciar a candidatura, Jeb enfrentou fogo cerrado por ter dito que "com base nas informações disponíveis na época, também teria invadido o Iraque", a exemplo do que fez seu irmão mais velho, George W. Bush, com consequências desastrosas, como o surgimento da milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

Jeb não deve ser subestimado. É um conservador moderado, foi governador de um estado decisivo em eleições presidenciais e é casado com uma mexicana. Isso ajudaria a atrair o voto dos eleitores de origem latino-americana. Em 2012, 73% dos latinos votaram no presidente Barack Obama.

Além disso, Jeb Bush, filho do ex-presidente George Herbert Walker Bush e irmão do ex-presidente George Walker Bush, é o favorito da cúpula do Partido Republicano. Nas últimas eleições, o vencedor sempre foi o candidato do establishment, como o senador e herói de guerra John McCain em 2008 e o milionário ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, em 2012.

Antes de anunciar sua candidatura, Trump declarou ter uma fortuna de US$ 9 bilhões. É a quinta vez que ele flerta com a candidatura, mas a primeira em que entra na disputa, prometendo promover o crescimento econômico. Ele lança a candidatura hoje na Torre Trump, em Nova York.

Entre os candidatos declarados e os que ainda avaliam suas chances, há 15 republicanos de olho na Casa Branca.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Ultraconservador é o primeiro a lançar candidatura à Casa Branca

Em discurso na Universidade da Liberdade, uma instituição cristã do estado da Virgínia fundada pelo pregador fundamentalista Jerry Falwell, o senador ultradireitista Ted Cruz lançou hoje sua pré-candidatura à Presidência dos Estados Unidos pelo Partido Republicano prometendo acabar com o programa de saúde pública do governo Barack Obama e até mesmo com a Receita Federal americana.

Cruz, de 44 anos, de origem cubana, nasceu em Calgary, no Canadá, o que pode complicar suas pretensões. A Constituição dos EUA exige que o presidente tenha nascido no país. Em 2013, ele renunciou à cidadania canadense.

Filho de de mãe americana e pai cubano, Cruz foi educado nas universidades de elite de Harvard e Princeton. Em 2012, foi eleito para o Senado pelo estado do Texas com o apoio do movimento radical de direita Festa do Chá.

Ted Cruz é contra a universalização da cobertura de saúde, contra o aborto, contra o casamento gay, contra as negociações nucleares com o Irã, contra causas ambientais, a favor do apoio incondicional a Israel e da guerra contra o terrorismo. Ele não acredita que o homem seja responsável pelo aquecimento global.

No seu discurso, Cruz conclamou a direita religiosa a se mobililizar para assumir o controle do partido e do país. Em 34 minutos, o senador texano usou 40 vezes o verbo "imaginem", mas num sentido completamente diferente da música de John Lennon.

"Imaginem uma nova América", declarou o senador. "Imaginem um presidente que honra a Constituição e que sob nenhuma circunstância deixe o Irã ter armas nucleares." E seguiu defendendo o fim da Receita Federal, a adoção de uma alíquota única e baixa para o imposto de renda, e uma guerra mais decidida contra o Estado Islâmico.

Para o jornal The Washington Post, sua pré-candidatura testa os limites do conservadorismo americano. Já o governador da Califórnia, o considerada "inapto" para ocupar a Casa Branca.

O lançamento de sua candidatura coloca uma pressão à direita sobre o governador da Wisconsin, Scott Walker, e o ex-governador da Flórida Jeb Bush, filho do ex-presidente George Herbert Walker Bush e irmão do ex-presidente George Walker Bush.

No momento, Cruz é o oitavo colocado nas pesquisas sobre os possíveis candidatos republicanos, lideradas por Jeb Bush. O descendente de imigrantes cubano mais bem-cotado é o senador Marco Rubio, da Flórida, outro favorito da ala mais direitista do partido.

Numa reação à candidatura do ultraconservador, Jeb apoiou na semana passada uma proposta indecorosa para dar aos comerciantes o direito de se recusar a atender clientes homossexuais por motivos religiosos.

Em visita a Atlanta, na Geórgia, Jeb não chegou a apoiar um projeto neste sentido tramitando no legislativo estadual, mas manifestou simpatia.

O problema das eleições primárias nos EUA é que os ativistas envolvidos costumam ser os mais radicais de seus partidos, empurrando-os muito à direita ou à esquerda. Isso acaba atrapalhando a campanha eleitoral quando chega a hora de conquistar o eleitorado de centro, sem filiação partidária.

A favorita à Casa Branca, com 44% das preferências, é a ex-primeira-dama e ex-secretária de Estado Hillary Clinton, do Partido Democrata. Enquanto Cruz discursava em Richmond, na Virgínia, Hillary falava no Centro para o Progresso Americano, em Washington, defendendo mais investimentos em infraestrutura urbana e formação profissional.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Romney não será candidato à Casa Branca em 2016

O ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, candidato do Partido Republicano derrotado na eleição presidencial de 2012 nos Estados Unidos, não vai concorrer à Casa em 2016.

"Depois de pensar seriamente em concorrer mais uma vez à Presidência, decidi que é melhor dar a outros líderes do partido a oportunidade de se tornar nosso candidato", diz o texto de um discurso preparado para um encontro com possíveis doadores da campanha.

Romney perdeu a candidatura republicana para o senador John McCain e concorreu na última eleição. Ambos foram derrotados pelo presidente Barack Obama.

Vários republicanos já manifestaram a intenção de concorrer à Casa Branca, como os ultradireitistas Rand Paul e Ted Cruz, e o ex-governador da Flórida Jeb Bush, filho do ex-presidente George Herbert Walker Bush e irmão do ex-presidente George Walker Bush. Jeb representa a ala moderada do partido, o que pode lhe criar sérios problemas nas eleições primárias republicanas.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Presidente da Nigéria é candidato à reeleição

Apesar da inação e da incompetência do governo no combate à milícia terrorista Boko Haram, o presidente Goodluck Jonathan anunciou hoje a intenção de concorrer a um novo mandato como presidente da Nigéria em 2015, revelou a agência de notícias Reuters.

Jonathan, um cristão sulista, foi indicado pelo Partido Popular Democrático como vice-presidente de Umaru Yar'Adua, um muçulmano nortista, numa composição para manter o equilíbrio político interno entre regiões e religiões. Ele assumiu a presidência em 2010, quando Yar'Adua morreu do coração.

Reeleito em 2011, Jonathan deveria dar lugar a um muçulmano do Norte da Nigéria, a região mais atingida pela insurreição muçulmana do grupo Boko Haram, que significa "não à educação ocidental". Com base neste princípio absurdo, um terrorista suicida atacou ontem uma escola na cidade de Potiskum, no estado de Yobe, uma das regiões de maior atividade da milícia, matando 48 pessoas.

A Nigéria, país mais rico e mais populoso da África, conseguiu conter a epidemia de ebola, mostrando ter um sistema de saúde bem equipado e um bom sistema de comunicação pública para alertar a população e rastraer possíveis contaminados. Por outro lado, fracassa totalmente na luta contra o terrorismo muçulmano.

Há sete meses, mais de 200 meninas foram raptadas num ataque a outra escola do Nordeste do país. O governo chegou a anunciar um acordo de cessar-fogo e a libertação das meninas, mas o Boko Haram desmentiu, declarando que todas se converteram ao islamismo e se casaram, o que pode configurar um crime de guerra.

Alguns observadores da política nigeriana entendem que um presidente muçulmano teria mais autoridade moral para enfrentar a milícia. Se Jonathan conquistar mais um mandato, os nortistas e muçulmanos vão se sentir alienados do processo político.

terça-feira, 12 de março de 2013

Maduro ameaça usar força para defender revolução

Ao assumir oficialmente ontem sua candidatura à sucessão de Hugo Chávez, o presidente interino da Venezuela, Nicolás Maduro, ameaçou usar a força para defender a revolução bolivarista.

"Não sou Chávez, mas sou seu filho", declarou Maduro, admitindo ao mesmo que tempo não ter a dimensão histórica do caudilho morto e representar sua herança.

Para não deixar dúvidas, ele entregou à presidente do Conselho Nacional Eleitoral, Tibisay Lucena, o mesmo programa apresentado por Chávez para a eleição de 7 de outubro de 2012.

"Venho pedindo a Deus sua bênção e proteção, ao Libertador todas as suas luzes, e a nosso pai redentor Chávez que me dê força, sabedoria e me permita cumprir a ordem que me deu naquela noite de 8 de dezembro quando disse que, se algo sucedesse com sua vida aqui na Terra, nós tomaríamos sua bandeira e seguiríamos com a tarefa de consolidação da pátria", discursou Maduro.

Apoiam a candidatura oficial o Partido Comunista da Venezuela (PCV), Pátria para Todos (PPT), Redes de Resposta de Mudanças Comunitárias, Movimento Eleitoral do Povo (MEP), Tupamaro, Podemos, Novo Caminho Revolucionário, União Patriótica Venezuelana, Independentes pela Comunidade Nacional, Partido Revolucionário dos Trabalhadores e Correntes Revolucionárias Venezuelanas.

"A nós nos move um amor incondicional", acrescentou o candidato em sua pregação quase religiosa em homenagem ao líder morto. "Sinto que o meu coração se conecta com o coração de Chávez. Não tenho dúvida nenhuma de que sua luz se expandiu e nos protege com suas bendições".

Em seguida, deixou claro que o regime chavista não tem a menor intenção de entregar o poder à oposição: "Se for necessário algum dia, estamos prontos para pegar em armas para defender a pátria de Chávez".