Mostrando postagens com marcador África Ocidental. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador África Ocidental. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 4 de março de 2020

Congresso dos EUA quer manter forças no Sahel

A aliança entre Al Caeda e o Estado Islâmico na região do Sahel, na África, ameaça alguns dos países pobres do mundo. O Congresso dos Estados Unidos e a França tentam impedir o governo Donald Trump de retirar as forças americanas da região. 

Deputados e senadores americanos quere aprovar uma lei para impedir o presidente Donald Trump de retirar forças dos Estados Unidos que combatem o terrorismo dos extremistas muçulmanos na África. 

A preocupação é com os jihadistas, que estão ganhando espaço na África Oriental e na região do Sahel da África Ocidental. Com a nova doutrina de segurança nacional feita pelo governo Donald Trump, a prioridade deixa de ser a guerra contra o terrorismo deflagrada pelo então presidente George W. Bush depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos. 

Trump está mais preocupado com a competição estratégica com a China e a Rússia. Meu comentário:

domingo, 26 de janeiro de 2020

Terroristas suicidas do Boko Haram atacam mesquita na Nigéria

Dois homens-bomba da milícia extremista muçulmana Boko Haram atacaram hoje uma mesquita em Gwoza, no estado de Borno, no Nordeste da Nigéria. Um menino de 12 anos morreu e várias pessoas saíram feridas.

Depois do atentado, o 192º Batalhão do Exército da Nigéria isolou a área ao redor da mesquita. O presidente Muhammadu Buhari e as Forças Armadas nigerianas estão sob pressão dos ataques frequentes do Boko Haram no Nordeste do país.

Recentemente, o grupo terrorista matou o estudante Ropvil Daciya Dalep, duas semanas depois de sequestrá-lo em 9 de janeiro. Dalep foi executado friamente com um tiro na cabeça disparado por um soldado menor de idade. O vídeo circula na rede mundial de computadores.

"Não vamos parar antes de vingar o sangue dos mortos", declarou o menino antes de matar. O nome Boko Haram significa "não à educação ocidental".

Desde 2009, quando o Boko Haram aderiu à luta armada para impor a lei islâmica, mais de 35 mil rebeldes, soldados das forças de segurança nigerianas e civis morreram, a grande maioria no Nordeste da Nigéria, mas também nos vizinhos Chade e Níger.

O pico da guerra civil foi em 2014 e 2015, quando os Exércitos da região se uniram para reconquistar as regiões ocupadas pelo Boko Haram. Em 2015, o grupo se dividiu com o surgimento da Província do Estado Islâmico na África Ocidental.

Com a perda da base territorial, o Boko Haram passou a apelar mais para o terrorismo suicida dos homens e mulheres-bomba.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Nigéria resgata 165 mulheres e crianças reféns de terroristas

O Exército da Nigéria libertou 165 mulheres e crianças mantidas reféns pelo grupo terrorista Boko Haram e sua dissidência Província do Estado Islâmico na África Ocidental no estado de Borno, no Nordeste do país, anunciou hoje em Abuja o porta-voz militar coronel Aminu Iliyasu. Vários terroristas foram mortos na operação.

A ação foi realizada na região da Bama. As crianças resgatas foram imediatamente vacinadas contra a poliomielite. Os militares prenderam 75 suspeitos de pertencer às milícias terroristas e apreenderam pelo menos 15 veículos.

Pelo menos 20 mil foram mortas no Nordeste da Nigéria e países vizinhos desde que o Boko Haram aderiu à luta armada para impor a lei islâmica à África Ocidental.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

EUA consideram retirar forças que combatem terrorismo na África Ocidental

Em mais um recuo estratégico de sérias consequências para o combate ao terrorismo dos extremistas muçulmanos e à liderança dos Estados Unidos, o Departamento da Defesa, o Pentágono, está cogitando reduzir significativamente as forças americanas estacionadas na África Ocidental e considera até mesmo a possibilidade de uma retirada total, noticiou na véspera do Natal o jornal The New York Times

Uma redução drástica ou uma retirada total das tropas americanas e sobrecarregar ainda mais as forças da França e dos países africanos miseráveis que combatem o jihadismo na região do Sahel, ao sul do Deserto do Saara. 

A medida faz parte revisão estratégica e da doutrina de segurança nacional dos EUA feita pelo governo Trump. Há cerca de 200 mil soldados americanos no exterior. O objetivo é abandonar o combate a grupos terroristas geograficamente distantes, que em tese não representam uma ameaça direta aos EUA, e se concentrar na competição estratégica com grandes potências, no caso, a China e a Rússia.

Desta maneira, o governo Donald Trump pode abandonar uma base de drones recém-construída no Níger a um custo de 110 milhões de dólares, mais de 344 milhões de reais, e suspender a ajuda às forças da França que combatem o terrorismo em Burkina Fasso, no Mali e no Níger. Meu comentário:

sábado, 2 de novembro de 2019

Jihadistas matam 53 soldados do Exército do Mali

Pelo menos 53 soldados e um civil foram mortos num ataque de terroristas muçulmanos na sexta-feira à noite a um posto militar no Nordeste do Mali, um país da África Ocidental sem saída para o mar onde atuam várias milícias jihadistas, especialmente na região do Sahel, ao sul do Deserto do Saara.

"A situação agora está sob controle", declarou o ministro da Comunicação, Yaya Sangare. Os jihadistas, armados com armas pesadas, chegaram em motocicletas e caminhonetes, divididos em três grupos que iniciaram o ataque de três pontos diferentes.

O Exército do Mali precisou de várias horas para retomar o controle do posto militar depois da chegada de reforços. Este tipo de ataque tem sido comum no país. Os milicianos tomam instalações militares em operações de guerrilha e recuam horas depois.

Com as derrotas da rede Al Caeda e do Estado Islâmico, o jihadismo tenta se estabelecer em outras regiões do planeta como o Sahel, onde ficam países pobres com milhões de miseráveis que podem ser recrutados para sua "guerra santa".

O ataque foi atribuído à Província do Estado Islâmico na África Ocidental, uma dissidência do grupo terrorista nigeriano Boko Haram.

quarta-feira, 17 de julho de 2019

OMS declara emergência por epidemia de ebola no Congo

A Organização Mundial da Saúde, órgão das Nações Unidas, considerou hoje a epidemia de ebola na República Democrática do Congo uma "emergência de saúde pública de preocupação internacional", noticiou a Agência France Presse (AFP). 

A decisão foi tomada dois dias depois que o vírus chegou a Goma, a primeira grande cidade atingida,  que fica na fronteira com Ruanda e é um entroncamento importante da África Central.

A declaração permite à OMS alocar recursos e fundos adicionais para evitar uma propagação ainda maior da doença transmitida pelos líquidos e secreções do corpo, causa uma febre hemorrágica e pode levar à morte.

Mais de 1,6 mil pessoas morreram nesta que é a segunda pior epidemia de ebola registrada até hoje. A maior começou na Guiné, um país da África Ocidental, em dezembro de 2013, logo atingiu também a Libéria e Serra Leoa, e foi considerada sob controle em dezembro de 2015 depois de contaminar quase 27 mil pessoas e matar pouco mais de 11 mil.

A epidemia atual surgiu no Congo em agosto de 2018 no Nordeste do Congo, onde o país faz fronteira com Ruanda e Uganda. O Congo ainda não se recuperou da chamada Primeira Guerra Mundial Africana (1997-2002), em que se estima que cinco milhões de pessoas morreram em combate, de fome ou por doenças provocadas pelo conflito.

Por causa de problemas logísticos e de ataques de milícias locais contra médicos e agentes de saúde, o desafio de conter a epidemia de ebola no Congo será maior do que na África Ocidental.

terça-feira, 18 de junho de 2019

Atentado suicida do Boko Haram mata 30 pessoas na Nigéria

O governador do estado de Borno, Babagana Umara, prometeu ontem fortalecer o sistema de saúde pública para melhorar a resposta a emergências, um dia depois que um triplo atentado terrorista suicida matou 30 pessoas e feriu outras 42 em Mandari, na região de Konduga, no Nordeste da Nigéria, o país mais rico e mais populoso da África.

Eram por volta de oito horas da noite pelo hora local (4h10) quando os terroristas se explodiram. Umara visitou o setor de emergência do hospital local, consolou os feridos e famílias - e pediu à direção do hospital para apresentar um plano de expansão do setor de emergência. As obras seriam iniciadas imediatamente.

Umara doou uma quantia não revelada para as vítimas e prometeu ajuda do governo para pagar todas as despesas de tratamento médico dos feridos.

Desde que aderiu à luta armada para impor uma versão extremista e puritana do Alcorão, a guerra ao Boko Haram, cujo nome significa "não à educação ocidental", matou entre 14 e 20 mil pessoas.

À medida que aumenta o radicalismo islâmico na África Subsaariana, especialmente na região do Sahel, ao sul do Deserto do Saara, aumenta o desafio nesta nova frente da guerra contra o terrorismo dos extremistas muçulmanos.

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Epidemia de ebola no Congo se alastra para Uganda

A avó e um irmão de uma criança de cinco anos morta pelo vírus ebola em Uganda foram contaminados pela doença, confirmando a propagação da epidemia que começou na República Democrática do Congo, noticiou hoje a televisão pública britânica BBC.

Os conflitos no Congo, que causaram ataques contra clínicas e equipes de combate à doença, impediram o controle da epidemia até agora, ao contrário do que aconteceu na Nigéria no surto epidêmico anterior na África, que deixou milhares de mortos na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa.

Aquela epidemia começou na Guiné em dezembro de 2013 e só foi declarada extinta pela Organização Mundial da Saúde em janeiro de 2016, depois de contaminar 26.683 pessoas e matar 11.022.

O primeiro caso no Congo foi registrado em 24 de agosto de 2014. O surto atual, na região central da África, não tem relação com o anterior, ocorrido na África Ocidental, e já é o segundo maior da história, com 1.931 casos e 1.263 mortes confirmadas.

A região atingida em Uganda é remota, mas perto há áreas densamente povoadas. Se forem afetadas, a epidemia se alastra e vai exigir mais tempo e mais recursos para ser controlada.

domingo, 19 de maio de 2019

Ex-presidente da Nigéria adverte para ameaça terrorista na África

Em uma dura crítica aos últimos governos da Nigéria, o ex-ditador e ex-presidente Olusegun Obasanjo criticou a leniência com o grupo terrorista muçulmano Boko Haram e com massacres cometidos por tribos agropastoris no Norte do país, noticiou o jornal nigeriano Daily Post.

"Os atos de violência do Boko Haram e dos pastores não foram tratados como deveriam no começo", declarou Obasanjo ao sínodo dos bispos católicos, reunido na Catedral de São Paulo, da Igreja Anglicana, em Olê, no estado do Delta, no Sul do país, onde a maioria é cristã.

"Ambas as crises foram encubadas e se desenvolveram além do que a Nigéria pode resolver. Agora, estão combinadas e internacionalizadas, sob o controle do Estado Islâmico", acrescentou o político mais prestigiado do país, pacificador da guerra civil de Biafra (1967-70), ditador (1976-79) e presidente eleito na redemocratização da Nigéria (1999-2007).

Obasanjo alerta para a internacionalização de crises internas: "Não é mais uma questão de falta de educação e de falta de emprego para nossos jovens, que estão na origem do problema. É a islamização da África Ocidental e a ação de redes globais do crime organizado, com tráfico de pessoas, tráfico de drogas, tráfico de armas, lavagem de dinheiro, mineração ilegal e mudanças de regime."

O ex-governador Alhaji Sule Lamido, que foi ministro do Exterior no primeiro governo democrático de Obasanjo (1999-2003), criticou o ex-chefe, dizendo que o desapontamento com o governo Muhammadu Buhari não o deve tornar numa pessoa amarga. Mas o alerta está feito.

Se a Nigéria, o país mais rico da África, tem dificuldade para combater o terrorismo, o que dizer dos outros?

Desde 2009, quando aderiu à luta armada para tentar impor a lei islâmica na região, o Boko Haram, que significa repúdio à educação ocidental, é responsável por uma guerra civil com número de mortos estimado em 20 mil. A revolta atinge também os vizinhos Camarões, Níger e Chade,

O presidente Goodluck Jonathan (2010-15), um cristão iorubá do Sul da Nigéria era considerado incapaz de acabar com uma rebelião muçulmana no Norte do país, onde os muçulmanos são maioria. Ele conseguiu controlar a revolta no Delta do Rio Níger, principal região produtora de petróleo do maior produtor da África.

Em 2015, o líder do Boko Haram, Abubakar Shekau, jurou lealdade ao Estado Islâmico e passou a chamar seu grupo de Província do Estado Islâmico na África Ocidental.

Com a miséria, a instabilidade política e o tráfico de armas, que aumentou com a guerra civil na Líbia, a ameaça do jihadismo se espalha hoje por toda a região do Sahel, ao Sul do Deserto do Saara, da Mauritânia à Somália, passando por Burkina Fasso, Mali, Níger, Nigéria, Camarões, República Centro-Africana, Chade, Sudão e Etiópia.

sábado, 11 de maio de 2019

Dois soldados franceses morrem em resgate de reféns na África

Uma operação de resgate de turistas franceses sequestrados por terroristas muçulmanos no Benin, na África, mobilizou 20 soldados especializados em resgate de reféns, drones e helicópteros das Forças Armadas da França no Norte de Burkina Fasso, na África Ocidental. 

Quatro reféns foram libertados, entre eles dois franceses, uma americana e uma sul-coreana, mas dois soldados franceses morreram em ação, noticiou o jornal francês Le Monde. É mais um sinal de que a guerra contra o terrorismo se dá cada vez mais na África.

Laurent Lassimouillas e Patrick Picque faziam um safári no Parque da Pendjari, no Norte do Benin, uma das últimas reservas de vida selvagem na África Ocidental, que fica ao longo da fronteira com Burkina Fasso. Na noite de 1º de maio, eles não voltaram ao acampamento. Dias depois, foi encontrado corpo seviciado de seu guia.

A operação de resgate foi realizada pela força francesa na região Sahel, no Sul do Deserto do Saara, chamada Barkhane e a Força-Tarefa Sabre, com a participação de 20 especialistas do Comando Hubert, uma das sete unidades comandos da Marinha e talvez a tropa de elite mais prestigiada das Forças Armadas da França.

Tudo foi planejado e feito com a cooperação da inteligência militar dos Estados Unidos na região e com o Exército de Burkina Fasso. Desde que os reféns foram sequestrados, os serviços secretos formaram uma rede para obter informações sobre seu paradeiro.

Um oficial francês revelou que os reféns em trânsito em Burkina Fasso. Os terroristas pretendiam levá-los para o Norte do Mali. Em 7 de maio, os franceses foram localizados no Norte de Burkina Fasso. Enquanto o comboio estava em movimento, era impossível agir sem ameaçar a vida dos reféns, explicou o comandante militar da operação.

Na quinta-feira, o comandante de operações especiais viu que os sequestradores haviam parado e pediu a autorização ao presidente Emmanuel Macron para atacar. À noite, Macron deu a ordem.

A decisão foi tomada antes que os reféns fossem entregues a outra grupo terrorista mais poderoso, a katiba Macina ou Frente de Libertação do Macina, uma milícia islamista ligada à rede terrorista Al Caeda que atua no Norte do Mali e teria encomendado o sequestro.

Seu líder, Amadou Koufa, é considerado mais do que um comandante militar. É um guia espiritual, um catalisador das frustrações dos jovens da região. Em janeiro de 2015, ele lançou sua insurreição, que no ano passado causou a morte de cerca de 500 civis.

Em março de 2017, Koufa apareceu ao lado de líderes tuaregues do Mali e da rede Al Caeda no Magreb e Al Mourabitoun, unindo suas forças no Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos. Todos estavam sob o comando de Ag Ghali dentro de Al Caeda no Magreb Islâmico.

Mas, de acordo com o serviço secreto burkinense, o sequestro no Norte do Benin foi realizado pelo Estado Islâmico no Grande Saara. Se for o caso, a Frente Macina, afiliada a Al Caeda, mantém ligações com outros grupos jihadistas como o burkinense Ansaroul Islam e com o Estado Islâmico, concorrente da Caeda.

Sob a noite escura, os comandos franceses avançaram 200 metros a céu aberto e passaram por um sentinela para chegar às quatro barracas do acampamento. Quando estavam a cerca de 10 metros, foram percebidos. Os sequestradores engatilharam suas armas. Mesmo assim, os franceses decidiram não abrir fogo para preservar os reféns.

Neste momento, os soldados Cédric de Pierrepont e Alain Bertoncello foram mortos, cada um em uma barraca. Quatro terroristas foram mortos e dois conseguiram fugir. A presença das duas outras reféns, a americana e a sul-coreana, não era esperada. Elas eram reféns há 28 dias.

O presidente Macron "curva-se com emoção e gravidade diante do sacrifício de nossos dois militares", declarou em nota o Palácio do Eliseu. Em 14 de maio, às 11h em Paris (6h em Brasília), Macron vai presidir uma homenagem aos mortos no Palácio dos Inválidos, onde fica o túmulo de Napoleão Bonaparte.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Buhari é reeleito presidente da Nigéria

Depois do adiamento por uma semana e de confrontos que deixaram pelo menos 39 mortos, Muhammadu Buhari foi reeleito hoje presidente da Nigéria para um segundo mandato de quatro anos. A oposição denuncia fraude.

Pelos resultados oficiais, Buhari, de 77 anos, do Congresso de Todos os Progressistas (APC) teve 56% dos votos, contra 41% para o ex-vice-presidente Atiku Abubakar, de 72 anos, do Partido Democrático Popular (PDP), que está pedindo novas eleições em quatro dos 36 estados nigerianos.

Durante a votação, no sábado, 128 pessoas foram presas sob suspeita de crimes eleitorais como tentativa de roubar a urna, compra de votos e identidade falsa. O adiamento por uma semana prejudicou o comparecimento às urnas.

Só 33% dos 84 milhões de eleitores inscritos votaram. Um país com 90 milhões de jovens não se empolgou com uma eleição disputada por dois septuagenários. A abstenção foi maior na região de Biafra, onde só 18% participaram.

Em Lagos, a maior cidade nigeriana, só 20% dos eleitores inscritos votaram. No estado de Borno, onde o grupo terrorista Boko Haram é mais ativo, Buhari teve 90% dos votos.

O presidente reeleito é um general da reserva. Em 1984 e 1985, foi ditador. Esta foi a sexta eleição consecutiva desde a redemocratização da Nigéria, em 1999. Seu primeiro governo democrático foi afetado pela queda nos preços internacionais do petróleo.

A Nigéria é o país mais rico, mais populoso e o maior produtor de petróleo da África, mas cerca de 25% da força de trabalho está desempregada e a metade da população, que neste ano deve chegar a 200 milhões de habitantes, sobrevive com menos de US$ 2 por dia.

Uma das promessas do primeiro governo era derrotar a milícia extremista muçulmana Boko Haram, que se apresenta como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental. Desde 2009, quando aderiu à luta armada, o grupo deflagrou uma guerra civil em que pelo menos 31 mil pessoas foram mortas.

No auge da revolta muçulmana no Nordeste do país, foram mais de 11,5 mil mortes. Houve avanços, mas a violência voltou a aumentar em 2018, com cerca de 2,7 mil mortes.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Tribunal Penal Internacional absolve ex-presidente da Costa do Marfim

O Tribunal Penal Internacional, com sede em Haia, na Holanda, ordenou a libertação do ex-presidente da Costa do Marfim Laurent Gbagbo, absolvido das acusações de crimes contra a humanidade. Sua recusa em aceitar a derrota na eleição presidencial de 2011 causou uma rebelião em que mais de 3 mil marfinenses morreram e 500 mil tiveram de fugir de casa.

Por falta de provas, os juízes do TPI concluíram que não havia elementos suficientes para condenar Gbagbo e seu aliado Charles Ble Goude por crimes supostamente cometidos na tentativa de não entregar o poder. Assim, Gbagbo está apto a disputar a eleição presidencial de 2020.

Com a provável saída de cena do atual presidente, Alassane Ouattara, vitorioso em 2011, a incerteza política volta a rondar uma das economias que mais crescem na África, num ritmo de 7,6% ao ano na última estimativa, no terceiro trimestre de 2018, depois de crescer 8,8% em 2015, 8,3% em 2016 e cerca de 8% em 2017. A libertação de Gbagbo provocará uma onda de choque na política da Costa do Marfim.

Desde sua derrota, os partidários de Gbagbo têm dificuldade para desafiar a autoridade de Ouattara, que se tornou a força política dominante no país. O atual presidente vinha preparando a sucessão. A volta do ex-inimigo deve alterar seus planos.

A libertação da Gbagbo ressuscita a memória da guerra civil de 2011, quando forças das Nações Unidas e da França, ex-potência colonial, intervieram e prenderam o presidente rebelde, em 11 de abril daquele ano. Sete meses depois, ele foi extraditado para ser processado pelo TPI. A expectativa é que ele volte ao país, reconstrua sua máquina política e tente reconquistar a Presidência.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Ditador de Camarões conquista sétimo mandato presidencial

Com 71,3% dos votos válidos numa eleição em que só a metade da população adulta votou, o ditador Paul Biya foi reeleito no domingo para um sétimo mandato como presidente da República dos Camarões, um país pobre da África Ocidental. No poder desde 1982, ele fica mais sete anos no cargo.

As regiões do país que falam inglês estão rebeladas há anos. Os confrontos frequentes entre os separatistas e as forças de segurança causaram a fuga de milhares de pessoas para a vizinha e mais rica Nigéria.

Como a oposição denuncia fraude eleitoral mais uma vez, é provável que a violência política aumente. Em meio a uma grande abstenção, nas regiões anglófonas só 5% do eleitorado votou, de acordo com o International Crisis Group.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Exército da Nigéria anuncia libertação de mil reféns do Boko Haram

Nesta segunda-feira, o Exército da Nigéria anunciou a libertação de mais de mil pessoas que eram reféns da milícia extremista muçulmana Boko Haram em vilas do município de Bama, no estado de Borno, no Nordeste do país, informou o jornal nigeriano Daily Post.

O resgate foi realizado por soldados da 22ª Brigada da Operação Lafiya Dole e da Força-Tarefa Conjunta Multinacional, uma aliança com países da região (Benin, Camarões, Chade, Níger e Nigéria) para combater o terrorismo islâmico, informou em Maiduguri, a capital de Borno, o diretor de relações públicas do Exército, general Texas Chukwu.

De acordo com o general, a maioria dos reféns era de mulheres, crianças e jovens recrutados à força para lutar pelo Boko Haram. A operação atacou os rebeldes nas vilas Amchaka, Gora, Malamkari e Walasa.

"O Exército nigeriano queria lembrar o público de sua determinação de acabar com o Boko Haram e de libertar todos os reféns", declarou o general Chukwu. "O público também é aconselhado a denunciar qualquer pessoa suspeita para ação imediata das autoridades competentes."

Desde que o Boko Haram aderiu à luta armada para impor a lei islâmica à Africa Ocidental, cerca de 20 mil pessoas morreram na guerra civil do grupo contra a Nigéria, o Níger, o Chade e Camarões.

Em março de 2015, o líder do Boko Haram, Abubakar Shekau, jurou lealdade à organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Desde então, o grupo se apresenta como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental.

Mas o Boko Haram, que significa repúdio à educação ocidental, se dividiu. Outra parte aderiu à Vanguarda para Proteção dos Muçulmanos nas Terras Negras (Ansaru), o ramo da rede terrorista Al Caeda na África subsaariana, ao sul do Sahel.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Treze estudantes sequestradas pelo Boko Haram em Chibok morreram

Pelo menos 13 das 276 estudantes do ensino médio sequestradas pela milícia terrorista Boko Haram em 2014 numa escola em Chibok, no estado de Borno, no Nordeste da Nigéria, morreram em bombardeiros, de fome, malária ou picada de cobra, revelou reportagem do jornal americano The Wall Street Journal.

Das 276 meninas, 163 estão livres. Destas, 57 fugiram nos primeiros dias depois do sequestro. Três escaparam depois e 103 foram libertadas com a intermediação da Suíça. Pelo menos 13 morreram e o destino de outras 100 não foi esclarecido.

A maioria das mortes teria acontecido em bombardeios. Duas meninas obrigadas a casar com rebeldes morreram no parto.

Quando o último grupo, de 82 estudantes, foi solto, o presidente nigeriano, Muhammadu Buhari, prometeu às famílias libertar todas as meninas que faltam. Está devendo.

Cerca de 20 mil pessoas foram mortas desde que a milícia extremista muçulmana Boko Haram aderiu à luta armada para impor a lei islâmica na região, em 2009. Seu nome significa "repúdio à educação ocidental". Por isso, atacaram uma escola

Em março de 2015, seu líder, Abubakar Shekau, jurou lealdade à organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. O grupo passou a se chamar Província do Estado Islâmico na África Ocidental.

Estas duas organizações são responsáveis pela maioria das mortes em ataques terroristas no mundo inteiro.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Chefe da Casa Civil da Casa Branca mentiu sobre deputada

Um dos adultos encarregados de pôr um mínimo de ordem no caótico governo Donald Trump foi pego mentindo sobre a deputada que revelou a insensibilidade do presidente dos Estados Unidos ao dar condolências à viúva grávida de um militar morto por terroristas no Níger, na África Ocidental. O chefe da Casa Civil da Casa Branca, general John Kelly, mentiu para atacar a deputada federal Frederica Wilson.

Trump levou 12 dias para encontrar em contato com as famílias dos quatro soldados mortos kem 4 de outubro na África, numa emboscada de terroristas ligados ao grupo Estado Islâmico. Teria dito à viúva: "Seu marido sabia o que estava assinando, mas entendo que dói de qualquer maneira." O presidente nem citou o nome do sargento La David Johnson, indignou-se a mãe dele. A viúva chorou ao desligar o telefone.

A deputada federal democrata Frederica Wilson deu publicidade à indignação da família e logo se tornou alvo das retaliações da Casa Branca. O general Kelly afirmou que, ao participar da inauguração da nova sede do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos EUA, em Miami, em 2015, Frederica Wilson teria alegado que ela conseguira os US$ 20 milhões para a obra.

Kelly apresentou Wilson como uma política cínica e oportunista, em busca da notoriedade fácil. Mas um vídeo divulgado pelo jornal The Sun Sentinel, da Flórida, derrubou a versão do general, dando razão à deputada.

Em seu discurso de nove minutos, ela nunca reivindicou para si a obtenção do dinheiro, admitindo ter sido aprovado antes de ser eleita para a Câmara dos Representantes.

Wilson fez, sim, com outros deputados, o projeto para dar ao edifício o nome de dois agentes do FBI, Benjamin Grogan e Jerry Dove, mortos em troca de tiros com assaltantes de bancos em 1986, reportou o jornal Miami Herald.

Hoje a deputada reagiu e levou o caso para a questão racial: "A Casa Branca está cheia de supremacistas brancos", disparou. "Tenho pena dele por achar que precisa mentir sobre mim, que não sou sua inimiga. Não posso nem imaginar por que ele inventou uma mentira dessas. É totalmente insano. Estou pasmada porque era tão fácil de descobrir."

Frederica Wilson era amiga da família. Conhecia La David Johnson desde o ensino fundamental, quando ele entrou para um programa de tutoria criado por ela. A deputada estava com a família dentro da limusine esperando o caixão com o corpo do sargento na pista do aeroporto quando o presidente ligou. Ela ouviu a conversa pelo viva-voz do rádio do carro.

Mais um bate-boca gerado pelo governo Trump suscitou dúvidas sobre o que realmente aconteceu no Níger em 4 de outubro. Aparentemente, os soldados americanos acompanhavam uma patrulha do Exército local perto da fronteira como Mali quando foram surpreendidos por 50 jihadistas. Não tinham homens nem poder de fogo para resistir.

A primeira questão é: que informações de inteligência esses militares tinham para se arriscar andar sem proteção especial numa fronteira de alto risco? O que eles estavam fazendo lá? Quem os mandou para essa missão? Houve negligência?

Os democratas comparam com o ataque terrorista ao consulado dos EUA em Bengázi, na Líbia, em 11 de setembro de 2012, quando morreram o embaixador e outros três americanos. A na época oposição republicana explorou o episódio, mais ainda porque Hillary Clinton era a secretária de Estado, no primeiro governo Barack Obama.

Pior para o governo Trump é a revelação de que o sargento Johnson foi abandonado no campo de batalha. Seu corpo foi resgatado 48 horas depois. A deputada chegou a cogitar que tenha ficado vivo agonizando durante horas. Isso quebra uma regra fundamental das Forças Armadas dos EUA: nenhum soldado pode ser deixado para trás. Johnson era o único negro do grupo.

sábado, 30 de setembro de 2017

Boko Haram ataca quartel do Exército da Nigéria

Vários milicianos do grupo terrorista Boko Haram morreram numa tentativa de tomar um quartel do Exército na cidade de Bama, no estado de Borno, no Nordeste da Nigéria. Os jihadistas atacaram às 18h30 de sexta-feira pela hora local (14h30 em Brasília) e foram rechaçados depois de uma hora e quinze minutos de combate.

Na fuga, os milicianos tocaram fogo num veículo militar e mataram um policial. "Elementos do Boko Haram tentaram entrar no quartel do Exército em Bama, mas não tiveram sucesso. Os militares mataram muitos terroristas", afirmou uma testemunha citada pelo jornal nigeriano The Daily Post.

O  comandante do teatro de operações da guerra contra o Boko Haram, coronel Onyema Nwachukwo, não comentou o ataque.

A milícia extremista muçulmana Boko Haram, cujo nome significa "repúdio à educação ocidental", aderiu em 2009 à luta armada para impor a lei islâmica na África Ocidental. Desde então, mais de 15 mil pessoas foram mortas na guerra civil deflagrada por sua rebelião, que se estende a países vizinhos: Camarões, Chade e Níger.

Em março de 2015, o líder do Boko Haram, Abubakar Shekau, jurou lealdade à organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. A partir daí, o grupo passou a se apresentar como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Boko Haram matou 381 civis nos últimos cinco meses

A milícia terrorista Boko Haram matou pelo menos 381 civis nos últimos cinco meses na Nigéria em Camarões, países da África Ocidental, denunciou ontem a organização não governamental de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional

O aumento no número de mortos é atribuído a atentados terroristas suicidas cometidos por mulheres e meninas. Milhões de pessoas na região do Lago Chade precisam de proteção e ajuda humanitária. Mais de 7 milhões correm risco de passar fome.

"Mais uma vez, o Boko Haram está cometendo crimes de guerra em grande escala, exemplificados pela depravação de forçar meninas de carregar explosivos com a única intenção de matar o maior número de pessoas possível", acusou Alioune Tine, diretor da AI para África Central e Ocidental.

Desde abril, foram pelo menos 223 mortos na Nigéria e 158 em Camarões, quatro vezes do que nos cinco meses precedentes, sendo 100 só em agosto. O pior ataque foi em 25 de julho, quando os rebeldes islamistas mataram 40 pessoas e sequestraram três de uma equipe de exploração de petróleo em Magumere, no estado de Borno, no Nordeste da Nigéria.

Em Camarões, o pior ataque foi em 12 de julho em Waza, onde 16 civis foram mortos e outros 34 feridos num atentado terrorista suicida cometido por uma menina-bomba num local de jogos eletrônicos cheio de gente.

Com a guerra civil deflagrada pelos jihadistas em 2009, que matou cerca de 15 mil pessoas, cerca de 2,3 milhões de fugiram de suas casas. Um milhão e 600 mil desalojados ficaram na Nigéria e 303 mil em Camarões, enquanto 374 mil fugiram para os vizinhos Chade e Níger.

"A onda de choque da violência do Boko Haram mostra a necessidade urgente de proteção e ajuda para milhões de civis na região do Lago Chade", apelou o diretor da Anistia. Cinco milhões estão ameaçados pela fome na Nigéria e 1,6 milhão em Camarões. Cerca de 515 mil crianças sofrem de desnutrição aguda, mais de 85% na Nigéria.

O Boko Haram, cujo nome significa repúdio à educação ocidental, declarou em 2015 lealdade à organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Desde então, apresenta-se como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental.

domingo, 19 de março de 2017

Líder do Boko Haram ameaça tomar a África Ocidental

Para desmentir e desafiar o Exército de Nigéria, que anunciou a derrota militar do grupo, o líder da milícia jihadista Boko Haram, Abubakar Shekau, prometeu lutar até conquistar vários países da África Ocidental e impor a lei islâmica, noticiou o jornal nigeriano The Daily Post.

Em vídeo divulgado na última sexta-feira, Shekau ameaçou derrubar os governos do Benin, de Camarões, do Chade, do Mali, do Níger e da Nigéria. A gravação apresentava armas, munições, insígnias e outros objetos que supostamente pertenciam a soldados camaroneses.

A gravação, de 27 minutos, foi enviada a jornalistas de Abuja, a capital nigeriana, por um jornalista com contato no Boko Haram, cujo nome significa repúdio à educação ocidental. Há três dias, a milícia divulgara outro vídeo anunciado ter matado três homens que acusou de serem espiões do governo.

Ao aderir a luta armada para impor a lei islâmica no Nordeste da Nigéria, em 2009, o Boko Haram deflagrou uma guerra civil com um total de mortos estimado hoje em 15 mil. Em 7 de maio de 2015, Shekau declarou lealdade ao Estado Islâmico do Iraque e do Levante, seu líder Abubaker al-Baghdadi e o califado por ele proclamado.

Desde então, o Boko Haram se apresenta como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental. É a segunda maior organização terrorista não estatal em número de mortos, atrás apenas do Estado Islâmico em violência e malignidade.

terça-feira, 14 de março de 2017

Nigéria anuncia libertação de 455 reféns do Boko Haram

O Exército da Nigéria, o país mais populoso da África, anunciou hoje ter destruído uma base da milícia extremista muçulmana Boko Haram e libertado 455 pessoas sequestradas pelo grupo terrorista, informou o jornal nigeriano The Daily Post. 

A grande operação de varredura visa a acabar com os últimos redutos da milícia no estado de Borno. Atingiu as regiões de Artano, Saduguma, Duve, Bordo, Kala, Bok, Magan, Misherde, Ahisari,
Gilgil, Mika, Hiwa, Kala Balge, Kutila e Shirawa.

Em Kutila, os jihadistas atacaram os soldados em aproximação, declarou o porta-voz do Exército, Sani Usman: "As tropas responderam, neutralizaram os terroristas do Boko Haram e os expulsaram da área. Vários feridos escaparam pela floresta densa."

Os reféns libertados foram para um campo de pessoas deslocadas internamente pela guerra civil na Nigéria, país-líder da África Ocidental.

Pelo menos 15 mil pessoas foram mortas desde 2009 pela guerra civil deflagrada pela adesão do Boko Haram à luta armada para impor a lei islâmica na África Ocidental a partir do empobrecido Nordeste da Nigéria. É a organização terrorista não governamental que mais mata no mundo hoje depois do Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

Em março de 2015, o líder do Boko Haram, que significa "repúdio à educação ocidental", Abubakar Shekau, declarou lealdade ao Estado Islâmico. Desde então, o Boko Haram é a Província do Estado Islâmico na África Ocidental, mas há pouca colaboração operacional entre as duas milícias.