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domingo, 18 de janeiro de 2026

Hoje na História do Mundo: 18 de Janeiro

SEGUNDO REICH

    Em 1871, nasce o Império Alemão, sob a liderança do chanceler (primeiro-ministro) Otto von Bismarck, o Marechal de Ferro, depois de vitórias da Prússia em guerras contra a Dinamarca (1864), a Áustria-Hungria (1866) e a França (1870-71).

Na França, a derrota na Guerra Franco-Prussiana causa a queda do Segundo Império (1852-70), de Napoleão III, e a revolta da Comuna de Paris, em 18 de março de 1871, uma das mais importantes insurreições populares do século 19, quando as massas populares tomam a capital da França, na primeira experiência de criar um poder operário de caráter socialista.

A Alemanha toma as províncias da Alsácia e da Lorena. A ascensão da Alemanha, que no fim do século 19 torna-se a maior economia da Europa, e a pretensão da França de recuperar esses territórios são causas da Primeira Guerra Mundial (1914-18), que marca o fim do que o historiador britânico Eric Hobsbawm chama de Era dos Impérios.

Com a derrota na Primeira Guerra Mundial, o Império Alemão ou Segundo Reich acaba. O Primeiro Reich é o Sacro Império Romano-Germânico, fundado pelo imperador Carlos Magno em 800. Surge a República de Weimar, que acaba com a ascensão de Adolf Hitler ao poder, em 1933, e seu Terceiro Reich.

CONQUISTA DO POLO SUL

    Em 1912, o explorador britânico Robert Falcon Scott chega ao Polo Sul numa expedição com mais quatro homens e descobre que o norueguês Roald Amundsen chegara um mês antes, em 14 de dezembro de 1911. Scott e seu grupo morrem na volta ao acampamento.

Scott nasce em Devonport, no condado de Devon, na Inglaterra, em 6 de junho de 1868. Ele entra para a Marinha Real 1880 e se torna primeiro-tenente em 1887. Comanda uma expedição à Antártida em 1901-4.

Em junho de 1910, Scott embarca numa segunda expedição à Antártida. Quer estudar a região do Mar de Ross e chegar ao Polo Sul. Consegue, mas não é o primeiro e morre na volta. O último registro em seu diário é em 29 de março.

ROMPIDO CERCO DE LENINGRADO

    Em 1944, depois de dois anos e quatro meses, quase 900 dias, o Exército Vermelho da União Soviética rompe o Cerco de Leningrado, um dos episódios marcantes da Segunda Guerra Mundial (1939-45), com a morte de cerca de um milhão de pessoas na antiga capital da Rússia, berço das revoluções de 1917.

O cerco começa em 8 de setembro de 1941, com a participação da Itália e da Finlândia, dois meses depois da invasão da União Soviética pela Alemanha Nazista. A conquista de Leningrado é um dos objetivos centrais da Operação Barbarossa.

Ao invadir a URSS, os exércitos nazistas e aliados atacam em três frentes. Uma marcha para o Norte, rumo a Leningrado, outra para o Centro em direção a Moscou e a terceira para o Sul rumo à Ucrânia.

Como há muita fome na cidade cercada, os pais não deixam os filhos menores e jovens sair de casa. Há  um mercado negro de carne humana em Leningrado.

No começo de 1944, os soviéticos mobilizam 1 milhão de soldados, o dobro do número de inimigos. As últimas unidades alemãs se rendem em 27 de janeiro de 1944.

A libertação de Leningrado, depois da ganhar as batalhas de Stalingrado e Kursk, em 1943, é decisiva no avanço do Exército Vermelho rumo a Berlim até a vitória final, em 8 de maio de 1945.

FIM DA GUERRA CIVIL EM SERRA LEOA

    Em 2002, depois de 11 anos e mais de 50 mil mortes, com uma intervenção militar britânica, termina a Guerra Civil de Serra Leoa, na África Ocidental, marcada por atrocidades, inclusive o uso de crianças como soldados, mutilações, tortura e execuções brutais. Cerca de 2,5 milhões fogem de casa.

O conflito começa em 23 de maio de 1991, quando a guerra civil na vizinha Libéria se propaga a Serra Leoa. O presidente Joseph Momoh envia tropas para a fronteira para impedir a invasão dos rebeldes da Frente Patriótica Nacional da Libéria (NPEL), liderada por Charles Taylor, e seus aliados da Frente Unida Revolucionária (RUF), liderada pelo ex-cabo do Exército serra-leonês Foday Sankoh. 

No primeiro ano da guerra, a RUF toma o Sul e o Leste da Libéria, uma região rica em diamantes, os Diamantes de Sangue do filme de 2006 com Leonardo di Caprio. O fracasso do presidente Momoh no combate aos rebeldes e o impacto sobre a produção de diamantes levam a um golpe de Estado. 

Em abril de 1992, o capitão Valentine Strasser toma o poder sob a alegação de que o governo não dá condições aos militares para vencer os rebeldes e cria o Conselho Governante Nacional Provisório com ele próprio como chefe de Estado. 

A guerra civil se agrava. A RUF ocupa mais território e controla uma parte maior do comércio de diamantes. É o período com mais atrocidades, cometidas tanto pelo governo quanto pelos rebeldes, do recrutamento de menores à força a mutilações de braços, pernas, orelhas e lábios. A escravidão e a violência sexual são generalizadas.

Uma empresa privada de mercenários sul-africanos é contratada em março de 1995 para enfrentar a RUF. Strasser cai num golpe em janeiro de 1996 por dúvida se ele entregaria o poder aos civis. 

Em março de 1996, o presidente eleito Ahmad Kabbah assume o governo de Serra Leoa. O governo civil assina com a RUF em retirada o Acordo de Abdijã. Um novo golpe militar, em maio de 1997, impõe o Conselho Revolucionário das Forças Armadas (AFRC), que se alia à RUF para tomar a capital, Freetown.

O novo chefe de Estado, Johnny Paul Koroma, anuncia o fim da guerra. Uma onda de saques, violência sexual e assassinatos assola o país. Uma força da Comunidade Econômica dos Países da África Ocidental (ECOWAS) intervém. Kabbah volta ao poder em 1998.

Sob pressão internacional, em março de 1999, o governo e a RUF assinam o Acordo de Paz de Lomé. Em troca da paz, Foday Sankoh vira vice-presidente e controla as minas de diamantes. Não dá certo. Em maio de 2000, os rebeldes avançam rumo a Freetown.

Quando a missão de paz da ONU é ameaçada, o Reino Unido intervém militarmente na antiga colônia para retomar o controle de Freetown e derrotar a RUF de uma vez por todas. Em 18 de janeiro de 2002, o presidente Kabbah proclama o fim da guerra.

Foday Sankoh é preso e entregue a um tribunal internacional. É denunciado por 17 acusações de crimes de guerra e contra a humanidade, mas morre de um acidente vascular cerebral em 29 de julho de 2003, antes de ser julgado.

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sábado, 18 de janeiro de 2025

Hoje na História do Mundo: 18 de Janeiro

 IMPÉRIO ALEMÃO

    Em 1871, nasce o Império Alemão, sob a liderança do chanceler (primeiro-ministro) Otto von Bismarck, o Marechal de Ferro, depois de vitórias da Prússia em guerras contra a Dinamarca (1864), Áustria-Hungria (1866) e França (1870-71).

Na França, a derrota na Guerra Franco-Prussiana causa a queda do Segundo Império (1852-70), de Napoleão III, e a revolta da Comuna de Paris, em 18 de março de 1871, uma das mais importantes insurreições populares do século 19, quando as massas populares tomam a capital da França, na primeira experiência de criar um poder operário de caráter socialista.

A Alemanha toma as províncias da Alsácia e da Lorena. A ascensão da Alemanha, que no fim do século torna-se a maior economia da Europa, e a pretensão da França de recuperar esses territórios são causas da Primeira Guerra Mundial (1914-18), que marca o fim do que o historiador britânico Eric Hobsbawm chama de Era dos Impérios.

Com a derrota na Primeira Guerra Mundial, o Império Alemão acaba. Surge a República de Weimar, que acaba com a ascensão de Adolf Hitler ao poder, em 1933.

CONQUISTA DO POLO SUL

    Em 1912, o explorador britânico Robert Falcon Scott chega ao Polo Sul numa expedição com mais quatro homens e descobre que o norueguês Roald Amundsen chegara um mês antes, em 14 de dezembro de 1911. Scott e seu grupo morrem na volta ao acampamento.

Scott nasce em Devonport, no condado de Devon, na Inglaterra, em 6 de junho de 1868. Ele entra para a Marinha Real 1880 e se torna primeiro-tenente em 1887. Comanda uma expedição à Antártida em 1901-4.

Em junho de 1910, Scott embarca numa segunda expedição à Antártida. Quer estudar a região do Mar de Ross e chegar ao Polo Sul. Consegue, mas não é o primeiro e morre na volta. O último registro em seu diário é em 29 de março.

ROMPIDO CERCO DE LENINGRADO

    Em 1944, depois de dois anos e quatro meses, quase 900 dias, o Exército Vermelho da União Soviética rompe o Cerco de Leningrado, um dos episódios marcantes da Segunda Guerra Mundial (1939-45), com a morte de cerca de um milhão de pessoas na antiga capital da Rússia e berço das revoluções de 1917.

O cerco começa em 8 de setembro de 1941, com a participação da Itália e da Finlândia, dois meses depois da invasão da União Soviética pela Alemanha Nazista. A conquista de Leningrado é um dos objetivos da Operação Barbarossa.

Ao invadir a URSS, as forças dos exércitos nazistas e aliados atacam em três frentes. Uma marcha para o Norte, rumo a Leningrado, outra para o Centro em direção a Moscou e a terceira para o Sul rumo à Ucrânia.

Como há muita fome na cidade cercada, os pais não deixam os filhos menores e jovens sair de casa. Havia um mercado negro de carne humana em Leningrado.

No começo de 1944, os soviéticos mobilizam 1 milhão de soldados, o dobro do número de inimigos. As últimas unidades alemãs se rendem em 27 de janeiro de 1944.

A vitória em Leningrado, depois da ganhar as batalhas de Stalingrado e Kursk, em 1943, são decisivas para o avanço do Exército Vermelho rumo a Berlim até a vitória final, em 8 de maio de 1945.

FIM DA GUERRA CIVIL EM SERRA LEOA

    Em 2002, depois de 11 anos e mais de 50 mil mortes, com uma intervenção militar britânica, termina a Guerra Civil de Serra Leoa, na África Ocidental, marcada por atrocidades, inclusive o uso de crianças como soldados, mutilações, tortura e execuções brutais. Cerca de 2,5 milhões fogem de casa.

O conflito começa em 23 de maio de 1991, quando a guerra civil na vizinha Libéria se propaga a Serra Leoa. O presidente Joseph Momoh envia tropas para a fronteira para impedir a invasão dos rebeldes da Frente Patriótica Naconal da Libéria (NPEL), liderada por Charles Taylor, e seus aliados da Frente Unida Revolucionária (RUF), liderada pelo ex-cabo do Exército serra-leonês Foday Sankoh. 

No primeiro ano da guerra, a RUF toma o Sul e o Leste da Libéria, uma região rica em diamantes, os Diamantes de Sangue do filme de 2006 com Leonardo di Caprio. O fracasso do presidente Momoh no combate aos rebeldes e o impacto sobre a produção de diamantes levam a um golpe de Estado. 

Em abril de 1992, o capitão Valentine Strasser toma o poder sob a alegação de que o governo não dá condições aos militares para vencer os rebeldes e cria o Conselho Governante Nacional Provisório com ele próprio como chefe de Estado. 

A guerra civil se agrava. A RUF ocupa mais território e controla uma parte maior do comércio de diamantes. É o período com mais atrocidades, cometidas tanto pelo governo quanto pelos rebeldes, do recrutamento de menores à força a mutilações de braços, pernas, orelhas e lábios. A escravidão e a violência sexual são generalizadas.

Uma empresa privada de mercenários sul-africanos é contratada em março de 1995 para enfrentar a RUF. Strasser cai num golpe em janeiro de 1996 por dúvida se ele entregaria o poder aos civis. 

Em março de 1996, o presidente eleito Ahmad Kabbah assume o governo de Serra Leoa. O governo civil assina com a RUF em retirada o Acordo de Abdijã. Um novo golpe militar, em maio de 1997, impõe o Conselho Revolucionário das Forças Armadas (AFRC), que se alia à RUF para tomar a capital, Freetown.

O novo chefe de Estado, Johnny Paul Koroma, anuncia o fim da guerra. Uma onda de saques, violência sexual e assassinatos assola o país. Uma força da Comunidade Econômica dos Países da África Ocidental (ECOWAS) intervém. Kabbah volta ao poder em 1998.

Sob pressão internacional, em março de 1999, o governo e a RUF assinam o Acordo de Paz de Lomé. Em troca da paz, Foday Sankoh vira vice-presidente e controla as minas de diamantes. Não dá certo. Em maio de 2000, os rebeldes avançam rumo a Freetown.

Quando a missão de paz da ONU é ameaçada, o Reino Unido intervém militarmente na antiga colônia para retomar o controle de Freetown e derrotar a RUF de uma vez por todas. Em 18 de janeiro de 2002, o presidente Kabbah proclama o fim da guerra.

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Epidemia de ebola no Congo se alastra para Uganda

A avó e um irmão de uma criança de cinco anos morta pelo vírus ebola em Uganda foram contaminados pela doença, confirmando a propagação da epidemia que começou na República Democrática do Congo, noticiou hoje a televisão pública britânica BBC.

Os conflitos no Congo, que causaram ataques contra clínicas e equipes de combate à doença, impediram o controle da epidemia até agora, ao contrário do que aconteceu na Nigéria no surto epidêmico anterior na África, que deixou milhares de mortos na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa.

Aquela epidemia começou na Guiné em dezembro de 2013 e só foi declarada extinta pela Organização Mundial da Saúde em janeiro de 2016, depois de contaminar 26.683 pessoas e matar 11.022.

O primeiro caso no Congo foi registrado em 24 de agosto de 2014. O surto atual, na região central da África, não tem relação com o anterior, ocorrido na África Ocidental, e já é o segundo maior da história, com 1.931 casos e 1.263 mortes confirmadas.

A região atingida em Uganda é remota, mas perto há áreas densamente povoadas. Se forem afetadas, a epidemia se alastra e vai exigir mais tempo e mais recursos para ser controlada.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Serra Leoa tem novo caso de ebola

Horas depois de anunciar o fim da epidemia da febre hemorrágica causada pelo vírus ebola que matou 11.315 pessoas na África Ocidental, a Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou a ocorrência de um novo caso em Serra Leoa, onde uma mulher morreu.

A OMS havia advertido que os 17.322 sobreviventes ainda poderiam transmitir o vírus. Ontem, a Libéria completou 42 dias, o dobro do prazo de incubação da doença, sem novos casos. Isso levou à declaração de que o país estava livre da moléstia. O mesmo havia ocorrido na Guiné e em Serra Leoa.

Em entrevista à televisão pública britânica BBC, um porta-voz da organização não governamental Médicos sem Fronteiras (MsF) disse que novos casos isolados de ebola eram esperados.

O risco de transmissão está associado ao número de pessoas que tiveram contato com a mulher falecida em Serra. Ela recebeu um enterro tradicional, em que o corpo é lavado antes do sepultamento. Essa prática foi interrompida no auge da epidemia.

Mesmo quando a doença é controlada, o vírus pode sobreviver em determinadas partes do corpo humano, como por exemplo nos testículos. Isso permitiria a contaminação através do ato sexual.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

OMS anuncia fim da epidemia de ebola na Guiné

Depois de 40 dias sem um caso novo, a Organização Mundial da Saúde (OMS), órgão das Nações Unidas, anunciou hoje oficialmente o fim da epidemia de ebola na Guiné, um país do Leste da África.

A Guiné foi a origem da epidemia que também atingiu duramente a Libéria e Serra Leoa, causando milhares de mortes. O vírus ebola provoca uma febre hemorrágica.

Com apoio internacional, especialmente dos Estados Unidos, de Cuba e da OMS, a epidemia foi praticamente contida nos três países africanos, embora tenham sido registrados casos em outros países. Os sobreviventes ainda apresentam sequelas e estão em observação.

sábado, 7 de novembro de 2015

OMS anuncia fim da epidemia de ebola em Serra Leoa

A Organização Mundial da Saúde, órgão das Nações Unidas, declarou hoje que Serra Leoa está livre da epidemia causada pelo vírus ebola, que provoca uma febre hemorrágica. Cerca de 4 mil pessoas morreram no país na epidemia, que atingiu outros países africanos, principalmente a Guiné e a Libéria, informa a televisão pública britânica BBC.

Há 42 dias, não há novos casos em Serra Leoa da doença que além de matar levou o país a uma depressão econômica, com queda de 23,5% no produto interno bruto. Um país é considerado livre do vírus quando não registra novos casos durante dois períodos consecutivos de 21 dias, o tempo de incubação da doença.

O alerta sobre a epidemia foi feito em dezembro de 2013 na Guiné. De setembro de 2014 a março de 2015, toda a população de Serra Leoa foi submetida a um confinamento para tentar conter a propagação do mal.

Quase 29 mil casos foram registrados e mais de 11,3 mil pessoas morreram na África na epidemia mais grave desde que o vírus ebola foi identificado, em 1976; 99% das mortes foram na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa.

A Libéria foi declarada livre da doença em setembro. Na Guiné, houve dois novos em outubro; 382 pessoas estão em observação, entre as quais 141 são consideradas de alto risco.

Além do estigma psicológico e social e do sentimento de culpa por terem resistido quando tantos morreram, os sobreviventes enfrentam problemas de saúde.

sábado, 14 de março de 2015

Vice-presidente de Serra Leoa pede asilo aos EUA

O vice-presidente do país africano de Serra Leoa, Samuel Sam Sumana, procurou asilo político na embaixada dos Estados Unidos depois que soldados cercaram sua casa, noticiou a televisão pública britânica BBC.

Na semana passada, Sumana foi expulso do partido do governo sob a acusação de criar um movimento político rival. Há duas semanas, ele anunciou que estava se internando voluntariamente para uma quarentena por causa da epidemia da febre hemorrágica ebola.

"Não me sinto seguro nesta manhã como vice-presidente", declarou o vice-presidente por telefone à agência de notícias Associated Press (AP). A embaixada americana não comentou a situação.

O ministro da Informação, Alpha Kanu, afirmou que os soldados foram enviadas à casa de Sumana para "reforçar a quarentena".

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Austrália nega visto para pessoas de países com epidemia de ebola

A decisão do governo conservador da Austrália de proibir a entrada de pessoas dos países mais afetados pela atual epidemia de ebola na África Ocidental foi considerada hoje "discriminatória" e "contraproducente" por Serra Leoa. Também foi criticada pela organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional e pelo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon, informa a televisão pública britânica BBC.

Cerca de 5 mil pessoas morreram da doença nesta epidemia, quase todas na Libéria, na Guiné e em Serra Leoa. A pretexto de se proteger, a Austrália cancelou hoje todos os vistos temporários e não permanentes. Os novos pedidos de imigração foram cancelados. Quem já tiver o visto de residência permanente e vier desses três países terá de se submeter a uma quarentena de 21 dias, período de incubação da doença.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) teme que esse tipo de atitude leve as pessoas a esconderem sua origem ou passagem por países com alta incidência de casos, dificultando o rastreamento do vírus ebola e o controle da doença.

Como os países mais atingidos são muito pobres, é mais eficiente para um país rico como a Austrália enviar recursos para acabar com a doença no nascedouro antes que a epidemia saia de controle. Já houve 10 mil casos e há o medo de que daqui a um mês haja 10 mil novos casos. Na Libéria, cada doente está infectando 2,2 pessoas. O vírus ebola está se propagando em progressão geométrica.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Primeiro paciente de ebola nos EUA morre

A primeira pessoa diagnostica com a febre hemorrágica ebola nos Estados Unidos morreu hoje em Dallas, no Texas. Thomas Eric Duncan pegou a doença ao ajudar um vizinho em seu país, a Libéria, um dos mais atingidos pela epidemia que já matou mais de 3,4 mil pessoas na África Ocidental.

Como não sabia, Duncan declarou no aeroporto de Monróvia, a capital liberiana, não ter tido contato com portadores do vírus ebola. Ele pode ter entrado com contato com até cem pessoas nos EUA antes do diagnóstico.

Os EUA vão instalar equipamentos nos aeroportos para medir a temperatura dos passageiros que chegam, como fizeram muitos países durante a epidemia da chamada gripe suína, cinco anos atrás.

Ontem, uma auxiliar de enfermagem da Espanha foi diagnosticada com ebola depois de tratar dois pacientes que contraíram a doença em Serra Leoa, outro país africano duramente atingido. Ela disse às autoridades espanholas que pode ter esfregado uma luva contaminada no resto ao tirar as vestes de proteção.

Foi o primeiro caso na Europa. Levantou suspeitas, especialmente em outros países da União Europeia, de que o sistema de saúde espanhol não tenha tomado as precauções necessárias.

Há um risco de 5% de que a doença chegue ao Brasil até o fim deste mês, advertiu um estudo divulgado ontem pela Northeastern University em Boston, nos EUA.

sábado, 27 de setembro de 2014

Ebola já matou mais de 3 mil na África Ocidental

O total de mortos na epidemia da febre hemorrágia causada pelo vírus ebola no Leste da África chegou a pelo menos 3.080, anunciou ontem a Organização Mundial da Saúde. Mais de 6,5 mil casos foram confirmados. Suspeita-se que o verdadeiro número possa ser muito maior, em torno de 20 mil.

A epidemia se concentra em três países da África Ocidental: Guiné, Libéria e Serra Leoa, onde a situação está quase fora de controle. Há o temor que o número de casos possa explodir, chegando a 1,5 milhão em algumas estimativas.

sábado, 6 de setembro de 2014

Serra Leoa vai parar para conter epidemia de ebola

O governo de Serra Leoa decidiu paralisar todas as atividades no país durante quatro dias a partir de 18 de setembro de 2014 para tentar conter o alastramento da epidemia da febre hemorrágica ebola que atinge a África Ocidental, anunciou hoje a agência de notícias Reuters.

De 18 a 21 de setembro, os cidadãos e outros residentes em Serra Leoa não poderão sair de casa. Durante este período, agentes de saúde tentarão descobrir novos casos da doença em seu estágio inicial.

Mais de 2 mil pessoas morreram nesta que é a pior epidemia da doença, transmitida pelo vírus ebola. A Organização Mundial da Saúde (OMS) admite que a situação está fora de controle.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Total de mortes por ebola passa de 1,5 mil

Com 3.069 casos registrados e 1.552 mortes confirmadas, a epidemia da febre hemorrágica viral ebola avança na África Ocidental. A expectativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), órgão das Nações Unidas, é que a doença avance, contaminando 20 mil pessoas.

A OMS espera começar a conter o avanço da epidemia dentro de três meses. Até o momento, cinco países foram atingidos: Guiné, Libéria, Serra Leoa, Nigéria e a República Democrática do Congo. Hoje foi notificado o primeiro caso no Senegal.

Além das dificuldades de acesso a zonas rurais do interior desses países, as equipes de socorro enfrentam o preconceito das populações locais, que às vezes levam dias para enterrar os mortos e expulsam médicos, enfermeiros e agentes de saúde por medo de que tragam a infecção.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Epidemia de ebola avança e ameaça Nigéria

Depois de infectar pelo menos 1.021 pessoas e de matar 672 desde março de 2014 na África Ocidental, a maior epidemia da febre hemorrágica ebola registrada até hoje ameaça a Nigéria, país mais populoso do continente, com 177 milhões de habitantes. Sem vacina nem tratamento, a única saída é isolar os doentes e tentar controlar os sintomas da fase aguda.

A situação é mais grave na Guiné, onde começou o surto, na Libéria e em Serra Leoa. Com a morte em Lagos, maior cidade do continente, com 20 milhões de habitantes, de um liberiano de 40 anos que esteve em Lomé, capital do Togo, soou o alarme. O risco de contágio chegou à Nigéria. Todos os portos e aeroportos foram colocados em estado de alerta.

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Cruz Vermelha Internacional, o Crescente Vermelho e a organização não governamental Médicos sem Fronteiras (MsF), o maior surto da história da doença desde a descoberta do vírus ebola, em 1976, virou uma "epidemia regional" e assim deve ser combatido e contido.

Apesar de ter se tornado o país mais rico da África, superando a África do Sul ao mudar a metodologia de cálculo do produto interno bruto para incorporar novos setores da economia, a Nigéria tem infraestrutura e os serviços de saúde pública precários e mal financiados.

O Ministério da Saúde nigeriano declarou que o morto não teve tempo de circular entre a população de Lagos para transmitir o vírus. Os outros passageiros e os tripulantes que voo que o levou ao país estão sendo alertados e examinados.

Por orientação da OMS, a Nigéria não fechou suas fronteiras para tentar barrar a entrada do vírus. A agência da ONU considera a medida, tomada domingo pela Libéria, "contraproducente e totalmente ineficiente".

Todas as capitais dos países atingidos registram casos, sinal de que a epidemia pode se propagar rapidamente. No domingo, uma cabeleireira de 32 anos tornou-se a primeira vítima de Freetown, a capital de Serra Leoa. Conacri, na Guiné, e Monróvia, na Libéria, já tiveram suas mortes.

O vírus ebola é transmitido pelas secreções humanas, não pelo ar, mas pelo contato físico, o que facilita muita o contágio desta doença fatal em quase 90% dos casos.

"Como não existe nenhum tratamento propriamente dito nem vacina, é essencial acompanhar as pessoas que tiveram contato com mortos ou doentes", comentou o epidemiologista Michel van Herp, dos MsF. "Esse contato pode ser em massa em funerais comunitários nas aldeias, especialmente na Libéria e em Serra Leoa."

Todo o mundo que teve contato com mortos ou doentes deve ser observado durante três semanas. Depois desse período, se a pessoa não tiver febre alta, diarreia, vômitos e grande cansaço, os sintomas da doença, não precisa mais ser acompanhada.

Dois americanos foram infectados na Libéria. Um é médico. Trabalha para a instituição beneficente evangélica Bolsa do Samaritano. A outra é uma mulher que trabalha num hospital de caridade.

Em Kenema, em Serra Leoa, 15 funcionários dos serviços de saúde pegaram a doença e morreram, o que provocou greves e protestos de médicos e enfermeiros. Equipes dos MsF foram atacadas no interior da Guiné por pessoas que acusam profissionais de saúde de levar a doença para suas aldeias.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

OMS faz reunião de emergência sobre surto de ebola

A pedido da Organização Mundial da Saúde, os ministros da Saúde de 11 países da África Ocidental se reuniram hoje em Acra, a capital de Gana para articular o combate a um surto do vírus ebola. De 763 pessoas infectadas na região, 468 morreram.

Já é o pior surto do vírus ebola. A maior parte dos casos foi registrada na Guiné, mas o ebola se espalhou para a Libéria e Serra Leoa. Também participaram do encontro representantes da Costa do Marfim, Gana, Gâmbia, a Guiné-Bissau, o Mali, a República Democrática do Congo, o Senegal e Uganda.

Para a OMS, é necessária uma "ação drástica" para eliminar o vírus e evitar sua propagação. "Precisamos fortalecer a cooperação e as respostas destes países para conter o surto", declarou Daniel Epstein, porta-voz da agência da ONU.

Como medidas para impedir a movimentação de pessoas na área afetada seriam impraticáveis, acrescentou Epstein, "precisamos de uma resposta forte, principalmente nas áreas de fronteira."

O vírus ebola mata em 90% dos casos. É transmitido pelo contato com os fluidos do corpo da pessoa infectada. Não há cura nem vacina. A maneira de conter o surto e evitar que se transforme numa epidemia é isolar os doentes e quem teve contato com eles. No momento, os médicos estão monitorando centenas de pessoas por um prazo de 21 dias.

Ebola é uma febre hemorrágica. Pode começar de repente, com febre alta, diarreia e vômito. Só 10% dos pacientes conseguem vencer o vírus. Os outros sofrem homorragias internas e externas até os órgãos pararem de funcionar.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Ex-ditador Charles Taylor pega 50 anos de prisão

O ex-ditador da Libéria Charles Taylor foi condenado hoje a 50 anos de cadeia por um tribunal especial das Nações Unidos por crimes contra a humanidade cometidos durante a guerra civil em Serra Leoa (1991-2002). Ele pode cumprir a pena numa prisão do Reino Unido.

É o primeiro chefe de Estado condenado por um tribunal internacional.

Como presidente da vizinha Libéria, Taylor apoiou um grupo rebelde, a Frente Unida Revolucionária (RUF, do inglês), tristemente conhecida pelas mutilações e violência sexual que cometia para aterrorizar as populações de áreas conquistadas, além de recrutar menores à força e obrigá-los a lutar a seu lado. Em troca, recebia diamantes.

A tragédia em Serra Leoa inspirou o filme Diamantes de Sangue.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Ex-ditador Charles Taylor é condenado em Haia

O ex-ditador da Libéria Charles Taylor se tornou hoje o primeiro chefe de Estado condenado por crimes de guerra por uma corte internacional desde o Tribunal de Nurembergue, que julgou os líderes nazistas depois da Segunda Guerra Mundial.

Taylor foi considerado culpado de atrocidades cometidas durante a guerra civil na vizinha Serra Leoa, quando apoiava a Frente Unida Revolucionária para se beneficiar do comércio ilegal de diamantes.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Naomi confirma ter recebido diamantes

LONDRES - Em depoimento ao tribunal especial das Nações Unidas sobre crimes de guerra em Serra Leoa, em Haia, na Holanda, a supermodelo Naomi Campbell confirmou ter recebido uma bolsinha com dois diamantes durante uma visita à África do Sul, em 1997.

Ela foi acordada no meio da noite por dois homens que lhe disseram que era um presente. No café da manhã, Naomi contou a história à sua agente e à atriz Mia Farrow.

No tribunal, não confirmou se o presente era do então ditador da Libéria, Charles Taylor, com quem negou ter flertado durante um jantar com o ex-presidente sul-africano Nelson Mandela.

Taylor está sendo processado por apoiar os rebeldes da Frente Unida Revolucionária, que promoveu ondas de matanças e mutilações em Serra Leoa, em troca de diamantes.

domingo, 25 de abril de 2010

Naomi Campbell não coopera com tribunal da ONU

A supermodelo britânica Naomi Campbell se recusa a cooperar com o Tribunal Especial das Nações Unidas para Serra Leoa, que está processando o ex-ditador da Libéria Charles Taylor.

Taylor responde por 11 acusações de crimes de guerra, crimes contra a humanidade e violações do direito internacional humanitário cometidos em Serra Leoa entre 30 de novembro de 1996 e 18 de janeiro de 2002. Ele apoiava os rebeldes da Frente Unida Revolucionária, responsável por uma barbárie marcada por massacres, mutilações de civis e recrutamento de crianças à força para participar da rebelião.

Durante este período, quando visitou a África do Sul para comprar armas para os rebeldes de Serra Leoa pagando com diamantes, Taylor participou de um jantar oferecido pelo presidente sul-africano, Nelson Mandela, em que Naomi Campbell estava presente.

Ela teria contado à atriz Mia Farrow, que também estava na África do Sul fazendo trabalho beneficente na época, que durante a noite enviados do então ditador da Libéria foram até seu apartamento no hotel e a presentearam com um grande diamante bruto.

Esse diamante seria uma das provas do envolvimento de Charles Taylor com um dos mais sanguinários grupos rebeldes africanos em troca de diamantes.

Os procuradores do tribunal entraram em contato com a modelo e disseram que Naomi Campbell se negou a cooperar. Na época, ela falou para Mia Farrow que daria a pedra preciosa para uma das instituições de caridade de Mandela, mas não fez isso.

Ao ser interrogado repetidamente sobre o diamante pela rede de televisão americana ABC, a supermodelo teve um de seus ataques de fúria e se negou a falar no assunto. Mas o tribunal ainda conta com sua ajuda para condenar um dos mais notórios e cruéis ditadores africanos.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Blair deixa governo britânico em 27 de junho

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, está falando no seu distrito eleitoral, em Sedgefield, no Norte da Inglaterra, e acaba de anunciar a data em que apresentará sua demissão à rainha Elizabeth II, 27 de junho, depois de ficar dez anos no poder.

Até lá, o Partido Trabalhista vai eleger um novo líder. Com certeza, será o ministro das Finanças, Gordon Brown.

Mais bem-sucedido líder trabalhista britânico, Blair se queimou ao participar da invasão do Iraque ao lado dos Estados Unidos de George Walker Bush. Ao se despedir, declarou: "Fiz o que fiz certo que de era o melhor para o país". Mas admitiu que o fracasso da intervenção do Iraque aumentou o terrorismo internacional, tornando o mundo um lugar menos seguro, o que o governo Bush não reconhece.

Europeísta, Blair tentou, sem muito sucesso, levar a Grã-Bretanha para o centro das decisões européias. Ao privilegiar a "relação especial" com os EUA, afastou-se da França e da Alemanha, o núcleo original da integração da Europa. Mas defendeu uma posição mais ativa no combate ao aquecimento global. Seu governo definiu como meta um corte de 60% nas emissões de gases carbônicos. Também lutou pelo desenvolvimento da África e pelo perdão da dívida dos países pobres.

Com as guerras no Kossovo, no Afeganistão e no Iraque, e a intervenção britânica na guerra civil em Serra Leoa, na África, Blair é o primeiro-ministro que mais mandou soldados do Reino Unido para a guerra desde Winston Churchill, na Segunda Guerra Mundial (1939-45).