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quarta-feira, 17 de julho de 2019

OMS declara emergência por epidemia de ebola no Congo

A Organização Mundial da Saúde, órgão das Nações Unidas, considerou hoje a epidemia de ebola na República Democrática do Congo uma "emergência de saúde pública de preocupação internacional", noticiou a Agência France Presse (AFP). 

A decisão foi tomada dois dias depois que o vírus chegou a Goma, a primeira grande cidade atingida,  que fica na fronteira com Ruanda e é um entroncamento importante da África Central.

A declaração permite à OMS alocar recursos e fundos adicionais para evitar uma propagação ainda maior da doença transmitida pelos líquidos e secreções do corpo, causa uma febre hemorrágica e pode levar à morte.

Mais de 1,6 mil pessoas morreram nesta que é a segunda pior epidemia de ebola registrada até hoje. A maior começou na Guiné, um país da África Ocidental, em dezembro de 2013, logo atingiu também a Libéria e Serra Leoa, e foi considerada sob controle em dezembro de 2015 depois de contaminar quase 27 mil pessoas e matar pouco mais de 11 mil.

A epidemia atual surgiu no Congo em agosto de 2018 no Nordeste do Congo, onde o país faz fronteira com Ruanda e Uganda. O Congo ainda não se recuperou da chamada Primeira Guerra Mundial Africana (1997-2002), em que se estima que cinco milhões de pessoas morreram em combate, de fome ou por doenças provocadas pelo conflito.

Por causa de problemas logísticos e de ataques de milícias locais contra médicos e agentes de saúde, o desafio de conter a epidemia de ebola no Congo será maior do que na África Ocidental.

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Epidemia de ebola no Congo se alastra para Uganda

A avó e um irmão de uma criança de cinco anos morta pelo vírus ebola em Uganda foram contaminados pela doença, confirmando a propagação da epidemia que começou na República Democrática do Congo, noticiou hoje a televisão pública britânica BBC.

Os conflitos no Congo, que causaram ataques contra clínicas e equipes de combate à doença, impediram o controle da epidemia até agora, ao contrário do que aconteceu na Nigéria no surto epidêmico anterior na África, que deixou milhares de mortos na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa.

Aquela epidemia começou na Guiné em dezembro de 2013 e só foi declarada extinta pela Organização Mundial da Saúde em janeiro de 2016, depois de contaminar 26.683 pessoas e matar 11.022.

O primeiro caso no Congo foi registrado em 24 de agosto de 2014. O surto atual, na região central da África, não tem relação com o anterior, ocorrido na África Ocidental, e já é o segundo maior da história, com 1.931 casos e 1.263 mortes confirmadas.

A região atingida em Uganda é remota, mas perto há áreas densamente povoadas. Se forem afetadas, a epidemia se alastra e vai exigir mais tempo e mais recursos para ser controlada.

terça-feira, 24 de abril de 2018

Bilionário francês é preso sob acusação de pagar propina na África

Um dos mais audaciosos empresários da França, o bilionário Vincent Bolloré, que deixou na semana passada a presidência do grupo de mídia Vivendi, foi preso hoje dentro de um inquérito sobre o pagamento de propina a funcionários de governos nacionais na África.

A polícia investiga uma subsidiária do império do bilionário ajudou a manipular eleições na África para conseguir contratos para operar portos no Togo e na Guiné. O Grupo Bolloré se apresenta como o maior operador de logística e transportes do continente.

Bolloré está detido em Nanterre, uma cidade-satélite de Paris, lidera um império industrial que vai da mídia e propaganda à construção civil e navegação. Como acionista majoritário da Vivendi, o Grupo Bolloré controla as empresas Havas, Canal Plus e Universal. A Vivendi tem ainda 23,9% do capital da Telecom Italia.

A suspeita é que a Havas cobrou abaixo do preço de mercado por seus serviços, em 2009 e 2010, para ajudar candidatos a presidente a chegar ao poder para ganhar os contratos de operação dos portos de Conacri, a capital da Guiné, e Lomé, a capital do Togo.

É uma empresa dirigida por Yannick Bolloré, filho de Vincent, que na semana passada assumiu o comando do grupo Vivendi em substituição ao pai.

Em nota, "o Grupo Bolloré nega formalmente que sua companhia subsidiária na África SDV tenha cometido irregularidades. Os serviços relativos a essas faturas foram realizados com toda a transparência."

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Presidente de Burkina Fasso assume Ministério da Defesa

O novo presidente de Burkina Fasso, Roch Mar Christian Kaboré, apresentou hoje o novo ministério, reservando para si o cargo de ministro da Defesa, noticiou o boletim de notícias sul-africano News24.

Seu antecessor, Blaise Compaoré, que governou de 1987 até ser deposto numa revolta popular em outubro de 2014, também foi ministro da Defesa. No governo Compaoré, Burkina Fasso exerceu um importante papel de mediação de conflitos na África Ocidental, na Costa do Marfim, na Guiné e no Mali.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

OMS anuncia fim da epidemia de ebola na Guiné

Depois de 40 dias sem um caso novo, a Organização Mundial da Saúde (OMS), órgão das Nações Unidas, anunciou hoje oficialmente o fim da epidemia de ebola na Guiné, um país do Leste da África.

A Guiné foi a origem da epidemia que também atingiu duramente a Libéria e Serra Leoa, causando milhares de mortes. O vírus ebola provoca uma febre hemorrágica.

Com apoio internacional, especialmente dos Estados Unidos, de Cuba e da OMS, a epidemia foi praticamente contida nos três países africanos, embora tenham sido registrados casos em outros países. Os sobreviventes ainda apresentam sequelas e estão em observação.

sábado, 7 de novembro de 2015

OMS anuncia fim da epidemia de ebola em Serra Leoa

A Organização Mundial da Saúde, órgão das Nações Unidas, declarou hoje que Serra Leoa está livre da epidemia causada pelo vírus ebola, que provoca uma febre hemorrágica. Cerca de 4 mil pessoas morreram no país na epidemia, que atingiu outros países africanos, principalmente a Guiné e a Libéria, informa a televisão pública britânica BBC.

Há 42 dias, não há novos casos em Serra Leoa da doença que além de matar levou o país a uma depressão econômica, com queda de 23,5% no produto interno bruto. Um país é considerado livre do vírus quando não registra novos casos durante dois períodos consecutivos de 21 dias, o tempo de incubação da doença.

O alerta sobre a epidemia foi feito em dezembro de 2013 na Guiné. De setembro de 2014 a março de 2015, toda a população de Serra Leoa foi submetida a um confinamento para tentar conter a propagação do mal.

Quase 29 mil casos foram registrados e mais de 11,3 mil pessoas morreram na África na epidemia mais grave desde que o vírus ebola foi identificado, em 1976; 99% das mortes foram na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa.

A Libéria foi declarada livre da doença em setembro. Na Guiné, houve dois novos em outubro; 382 pessoas estão em observação, entre as quais 141 são consideradas de alto risco.

Além do estigma psicológico e social e do sentimento de culpa por terem resistido quando tantos morreram, os sobreviventes enfrentam problemas de saúde.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Médico que atuou na Guiné é quarto caso de ebola nos EUA

Um médico que voltou para os Estados Unidos há dez dias, depois de tratar pacientes com ebola no Lste da África, é o quarto caso de contaminação pelo vírus ebola no país. A doença chegou a outro país africano, o Mali, um dos mais pobres do mundo e em guerra civil.

Craig Spencer, de 33 anos, morador do Harlem, em Nova York, trabalhou para a organização não governamental Médicos Sem Fronteiras (MSF) na Guiné. De volta aos EUA, ele não tinha retomado suas atividades no Centro Médico da Universidade de Colúmbia.

Na quarta-feira à noite, ele foi de metrô com a namorada e amigos da ilha de Manhattan ao bairro nova-iorquino do Brooklyn, onde eles jogaram boliche num local público. Depois, tomaram um táxi para casa.

Hoje de manhã, Spencer teve perturbações digestivas e uma febre de 39,4 graus centígrados. Avisou os MSF e decidiu se isolar no seu próprio apartamento. Mais tarde, foi levado para o Hospital Bellevue, o centro de tratamento do ebola em Nova York.

O prefeito Bill de Blasio declarou que quatro pessoas tiveram contato com ele e vão ficar em quarentena por 21 dias, inclusive a namorada do médico, já submetida a exames.

A Organização Mundial da Saúde já registrou 9.936 casos da doenças com 4.877 mortes, informou a rede de televisão árabe Al Jazira. Quase todas os casos e mortes ocorreram em três países da África Ocidental: Libéria, Guiné e Serra Leoa.

sábado, 27 de setembro de 2014

Ebola já matou mais de 3 mil na África Ocidental

O total de mortos na epidemia da febre hemorrágia causada pelo vírus ebola no Leste da África chegou a pelo menos 3.080, anunciou ontem a Organização Mundial da Saúde. Mais de 6,5 mil casos foram confirmados. Suspeita-se que o verdadeiro número possa ser muito maior, em torno de 20 mil.

A epidemia se concentra em três países da África Ocidental: Guiné, Libéria e Serra Leoa, onde a situação está quase fora de controle. Há o temor que o número de casos possa explodir, chegando a 1,5 milhão em algumas estimativas.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Total de mortes por ebola passa de 1,5 mil

Com 3.069 casos registrados e 1.552 mortes confirmadas, a epidemia da febre hemorrágica viral ebola avança na África Ocidental. A expectativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), órgão das Nações Unidas, é que a doença avance, contaminando 20 mil pessoas.

A OMS espera começar a conter o avanço da epidemia dentro de três meses. Até o momento, cinco países foram atingidos: Guiné, Libéria, Serra Leoa, Nigéria e a República Democrática do Congo. Hoje foi notificado o primeiro caso no Senegal.

Além das dificuldades de acesso a zonas rurais do interior desses países, as equipes de socorro enfrentam o preconceito das populações locais, que às vezes levam dias para enterrar os mortos e expulsam médicos, enfermeiros e agentes de saúde por medo de que tragam a infecção.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Epidemia de ebola avança e ameaça Nigéria

Depois de infectar pelo menos 1.021 pessoas e de matar 672 desde março de 2014 na África Ocidental, a maior epidemia da febre hemorrágica ebola registrada até hoje ameaça a Nigéria, país mais populoso do continente, com 177 milhões de habitantes. Sem vacina nem tratamento, a única saída é isolar os doentes e tentar controlar os sintomas da fase aguda.

A situação é mais grave na Guiné, onde começou o surto, na Libéria e em Serra Leoa. Com a morte em Lagos, maior cidade do continente, com 20 milhões de habitantes, de um liberiano de 40 anos que esteve em Lomé, capital do Togo, soou o alarme. O risco de contágio chegou à Nigéria. Todos os portos e aeroportos foram colocados em estado de alerta.

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Cruz Vermelha Internacional, o Crescente Vermelho e a organização não governamental Médicos sem Fronteiras (MsF), o maior surto da história da doença desde a descoberta do vírus ebola, em 1976, virou uma "epidemia regional" e assim deve ser combatido e contido.

Apesar de ter se tornado o país mais rico da África, superando a África do Sul ao mudar a metodologia de cálculo do produto interno bruto para incorporar novos setores da economia, a Nigéria tem infraestrutura e os serviços de saúde pública precários e mal financiados.

O Ministério da Saúde nigeriano declarou que o morto não teve tempo de circular entre a população de Lagos para transmitir o vírus. Os outros passageiros e os tripulantes que voo que o levou ao país estão sendo alertados e examinados.

Por orientação da OMS, a Nigéria não fechou suas fronteiras para tentar barrar a entrada do vírus. A agência da ONU considera a medida, tomada domingo pela Libéria, "contraproducente e totalmente ineficiente".

Todas as capitais dos países atingidos registram casos, sinal de que a epidemia pode se propagar rapidamente. No domingo, uma cabeleireira de 32 anos tornou-se a primeira vítima de Freetown, a capital de Serra Leoa. Conacri, na Guiné, e Monróvia, na Libéria, já tiveram suas mortes.

O vírus ebola é transmitido pelas secreções humanas, não pelo ar, mas pelo contato físico, o que facilita muita o contágio desta doença fatal em quase 90% dos casos.

"Como não existe nenhum tratamento propriamente dito nem vacina, é essencial acompanhar as pessoas que tiveram contato com mortos ou doentes", comentou o epidemiologista Michel van Herp, dos MsF. "Esse contato pode ser em massa em funerais comunitários nas aldeias, especialmente na Libéria e em Serra Leoa."

Todo o mundo que teve contato com mortos ou doentes deve ser observado durante três semanas. Depois desse período, se a pessoa não tiver febre alta, diarreia, vômitos e grande cansaço, os sintomas da doença, não precisa mais ser acompanhada.

Dois americanos foram infectados na Libéria. Um é médico. Trabalha para a instituição beneficente evangélica Bolsa do Samaritano. A outra é uma mulher que trabalha num hospital de caridade.

Em Kenema, em Serra Leoa, 15 funcionários dos serviços de saúde pegaram a doença e morreram, o que provocou greves e protestos de médicos e enfermeiros. Equipes dos MsF foram atacadas no interior da Guiné por pessoas que acusam profissionais de saúde de levar a doença para suas aldeias.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

OMS faz reunião de emergência sobre surto de ebola

A pedido da Organização Mundial da Saúde, os ministros da Saúde de 11 países da África Ocidental se reuniram hoje em Acra, a capital de Gana para articular o combate a um surto do vírus ebola. De 763 pessoas infectadas na região, 468 morreram.

Já é o pior surto do vírus ebola. A maior parte dos casos foi registrada na Guiné, mas o ebola se espalhou para a Libéria e Serra Leoa. Também participaram do encontro representantes da Costa do Marfim, Gana, Gâmbia, a Guiné-Bissau, o Mali, a República Democrática do Congo, o Senegal e Uganda.

Para a OMS, é necessária uma "ação drástica" para eliminar o vírus e evitar sua propagação. "Precisamos fortalecer a cooperação e as respostas destes países para conter o surto", declarou Daniel Epstein, porta-voz da agência da ONU.

Como medidas para impedir a movimentação de pessoas na área afetada seriam impraticáveis, acrescentou Epstein, "precisamos de uma resposta forte, principalmente nas áreas de fronteira."

O vírus ebola mata em 90% dos casos. É transmitido pelo contato com os fluidos do corpo da pessoa infectada. Não há cura nem vacina. A maneira de conter o surto e evitar que se transforme numa epidemia é isolar os doentes e quem teve contato com eles. No momento, os médicos estão monitorando centenas de pessoas por um prazo de 21 dias.

Ebola é uma febre hemorrágica. Pode começar de repente, com febre alta, diarreia e vômito. Só 10% dos pacientes conseguem vencer o vírus. Os outros sofrem homorragias internas e externas até os órgãos pararem de funcionar.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Vírus ebola chega à capital da Guiné

Um surto do vírus ebola, um dos mais mortais, iniciado nas florestas do interior da Guiné, perto das fronteiras com a Libéria e Serra Leoa, chegou à capital desse país do Oeste da África.

Treze casos foram notificados em Conacri, uma cidade densamente povoada de 2 milhões de habitantes onde há alto risco de transmissão da doença.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Ditadura massacra mais de cem na Guiné

NOVA YORK - O Exército da Guiné matou a tiros anteontem em mais de 100 pessoas que exigiam a democratização do país. Eles protestavam contra o ditador Moussa Dadis Câmara, que tomou o poder num golpe de Estado há dez meses e estaria planejando realizar uma eleição de cartas marcadas para dar uma aparência de legitimidade ao regime.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

União Africana suspende governo golpista da Guiné

Em protesto contra o golpe militar da semana passada, a União Africana suspendeu a República da Guiné, mas a organização regional dos países da África Ocidental reconheceu a junta militar na prática.

Os militares tomaram o poder depois da morte do ditador Lansana Conté. Eles prometem realizar eleições dentro de dois anos.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Governo da Guiné se rende aos golpistas

O primeiro-ministro da Guiné, Ahmed Tidiane Souaré, e vários ministros de seu governo se entregaram hoje na capital, Conacri, aos militares que deram um golpe de Estado depois da morte do presidente Lansana Conté, na segunda-feira, 22 de dezembro de 2008.

Na terça-feira, quando estava escondido, Souaré telefonou para os meios de comunicação declarando ter o controle da situação. Ele fez apelos à sociedade internacional para que impedisse a concretização do golpe militar.

Ontem, o líder golpista, capitão Moussa Dadis Camara, foi eleito líder de uma junta militar de 32 membros que na terça-feira suspendeu a Constituição e declarou que o governo já não tinha mais autoridade sobre o país.

"Não tenho a ambição de ser candidato a presidente", disse Camara à Rádio França Internacional. "Nunca tive ambição pelo poder". Veremos

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Morte de presidente gera tentativa de golpe

Um grupo de militares rebelados ocupou rádio e televisão depois da morte do presidente da República da Guiné, Lansana Conté, na terça-feira.

Agora há pouco, o primeiro-ministro apelou à sociedade internacional para que não reconheça o governo liderado pelo líder golpista, capitão Moussa Dadis Camara, que se autoproclamou presidente do Conselho Nacional pela Democracia e do país, prometendo realizar eleições dentro de dois anos resistem.