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quarta-feira, 20 de agosto de 2025

Hoje na História do Mundo: 20 de Agosto

 INÍCIO DA ESCRAVIDÃO NOS EUA

     Em 1619, os primeiros escravos africanos são vendidos na colônia de Jamestown, na Virgínia, no início da escravidão no que hoje são os Estados Unidos.


São mais de 20 angolanos capturados por traficantes de escravos portugueses atacados por piratas em busca de ouro. Quando os piratas veem que são escravos, os vendem aos colonos norte-americanos.

A colônia de Jamestown, fundada em 1607 e batizada em homenagem ao rei Jaime I da Inglaterra e Jaime VI na Escócia, tem cerca de 700 habitantes em 1619.

Os escravos são capturados pelos traficantes portugueses nos reinos africanos do Kongo e de Ndongo e embarcados no navio San Juan Bautista, que os levaria a Veracruz, na colônia espanhola da Nova Espanha, hoje México.

Na travessia do Oceano Atlântico, cerca de 150 dos 350 escravos morrem. Dois navios piratas, o Leão Branco e o Tesoureiro, atacam o navio negreiro e tomam 60 escravos. O Leão Branco troca-os por comida em Jamestown.

O tráfico de escravos captura mais de 12 milhões de africanos. A maior parte (5 milhões) vem para o Brasil, outros 3 milhões para a região do Mar do Caribe e 600 mil para os EUA.

DESCOBERTA DO ALASCA

    Em 1741, em viagem a serviço da Rússia, o explorador dinamarquês Vitus Bering encontra  o Alasca.

Bering nasce em Horsens, na Dinamarca, em 1681. Depois de uma viagem às Índias Orientais, ele entra para a frota do czar Pedro I, o Grande, como subtenente.

Em 1724, o czar o nomeia capitão de uma expedição para determinar se a Ásia está ligada à América do Norte ou se existe uma passagem que permita chegar a China contornando os limites da Sibéria.

A expedição parte da Península de Kamchatka em 13 de julho de 1728. Em agosto, passa pelo Estreito de Bering e chega ao Oceano Glacial Ártico. O mau tempo não deixa avistar a América do Norte, mas ele conclui que os dois continentes não estão ligados por terra.

Durante o reinado da imperatriz Ana, Bering integra a Grande Expedição do Norte (1733-43), que mapeia a costa ártica da Sibéria. Em 4 de junho de 1741, ele zarpa de Kamchatka com o navio Saint Peter, enquanto Alexei Chirikov comanda o Saint Paul. Uma tempestade afasta os dois navios. 

Chirikov descobre várias Ilhas Aleutas e Bering chega ao Golfo do Alasca em 20 de agosto. Com escorbuto, Bering perde a capacidade de comandar o navio, destruído durante uma tempestade no porto da Ilha de Bering em novembro. Ele morre em 19 de dezembro de 1741 na Ilha de Bering, batizada em sua homenagem, assim como o estreito por onde se acredita que o homem chegou à America há 24 mil anos. Os sobreviventes conseguem chegar à Sibéria e falar das possibilidades do comércio de peles do Alasca e das Aleutas.

Em 1784, o comerciante de peles russo Grigory Chelikhov funda na ilha de Kodiak a Baía de Três Santos, o primeiro assentamento permanente da Rússia no Alasca. Depois da derrota na Guerra da Crime (1853-56), a Rússia vende o Alasca para os Estados Unidos em 1867.

O negócio é defendido pelo secretário de Estado, William Seward, que enfrenta forte oposição por se tratar de um deserto gelado.

Seward oferece US$ 7,2 milhões e os EUA assumem o controle do território em 18 de outubro de 1867. O negócio é chamado de "loucura de Seward".

A descoberta de ouro no Território de Yukon, no Canadá, em 16 de agosto de 1896 deflagra uma corrida do ouro que inclui o Alasca, a maior da história da América. Cerca de 100 mil garimpeiros vão para a região. A "loucura de Seward" se paga com alto lucro.

QUEDA DE BRUXELAS

    Em 1914, a Alemanha toma Bruxelas, a capital da Bélgica, na invasão inicial da Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Com a Europa em crise depois do assassinato do herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro, Francisco Ferdinando, em Sarajevo, na Bósnia-Herzegovina, em 28 de junho, a Bélgica reafirma sua neutralidade em 24 de agosto.

A guerra começa em 28 de julho, quando a Áustria-Hungria ataca a Sérvia. A Alemanha, aliada da Áustria-Hungria, invade Luxemburgo em 2 de agosto e exige passagem livre para suas tropas pelo território belga para atacar a França.

Diante da recusa, a Alemanha declara guerra à Belgica e invade o país em 4 de agosto, Começa a Batalha de Liège, que cai em 7 de agosto. Depois das batalhas de Mons e de Charleroi, os exércitos alemães seguem em marcha rumo à França. 

ASSASSINATO DE TROTSKY

    Em 1940, o agente stalinista Jaime Ramón Mercader ataca com uma picareta de alpinismo o líder revolucionário comunista Leon Davidovich Bronstein, mais conhecido como Leon Trotsky, que morre no dia seguinte, na sua casa no exílio na Cidade do México.

Trotsky nasce em Ianovka, na Ucrânia, numa família judaica em 7 de novembro de 1879. Vira marxista na adolescência e larga a Universidade de Odessa para organizar o Sindicato dos Trabalhadores do Sul da Rússia. 

Em 1898, é preso por suas atividades políticas. Dois anos depois, é enviado para a Sibéria. Em 1902, foge usando um passaporte falso em nome de Leon Trotsky.

Ele volta à Rússia para participar da Revolução de 1905. É preso e enviado de novo à Sibéria. Em 1907, escapa mais uma vez. Em mais uma década no exílio, Trotsky vive na Suíça, na França, na Espanha e em Nova York antes de voltar à Rússia em 1917, depois que a Revolução de Fevereiro derruba a monarquia.

Como líder do Soviete de Petrogrado, Trotsky tem um papel decisivo na Revolução de Outubro, que leva os bolcheviques ao poder. Nomeado comissário de Relações Exteriores, negocia a paz de Brest-Litovsk com a Alemanha para tirar a Rússia da Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Comissário do Povo para Assuntos Militares e Navais, cria e chefia o Exército Vermelho durante a guerra civil que se segue à Revolução Comunista. Também funda o Politburo do Comitê Central do Partido Comunista e se torna um de seus sete membros.

Depois da morte de Lenin, em 21 de janeiro de 1924, Trotsky perde a disputa pelo poder com Josef Stalin. Em 1925, deixa de ser comissário da Guerra e, em 1927, é afastado do Politburo.

Expulso da União Soviética em fevereiro de 1929, torna-se o maior crítico do stalinismo até ser morto pelo comunista espanhol Ramón Mercader, um agente internacional do Comissariado do Povo para Assuntos Internos (NKVD), a polícia política da URSS no período stalinista.

INDEPENDÊNCIA DO SENEGAL

    Em 1960, a República do Senegal se separa da Federação do Mali e se torna totalmente independente.

No fim do século 19, o que hoje é o Senegal é integrado à África Ocidental Francesa. Em 1946, o país é elevado à categoria de território ultramarino francês. A antiga colônia se torna uma república autônoma em 1958. 

Um ano depois, adere ao Sudão Francês, hoje Mali, para formar a Federação do Mali, que proclama a independência em junho de 1960. Em 20 de agosto, o Senegal se separa e Leopold Sédar Senghor (foto) se torna seu primeiro presidente.

INVASÃO DA TCHECO-ESLOVÁQUIA

    Em 1968, 200 mil soldados e 5 mil tanques do Pacto de Varsóvia, a aliança militar liderada pela União Soviética, invadem a Tcheco-Eslováquia e acabam com a Primavera de Praga, uma tentativa do líder Alexander Dubcek de humanizar o regime comunista.

Os comunistas tomam o poder na Tcheco-Eslováquia em 1948, num golpe apoiado pelo ditador soviético Josef Stalin, e impõem um regime stalinista, padrão na Europa Oriental, ocupada pelo Exército Vermelho no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

A linha dura domina o país até os anos 1960, quando há uma liberalização do regime que atinge o auge sob Dubcek, eleito primeiro-secretário do Partido Comunista em 5 de janeiro de 1968. As tentativas de descentralizar a administração e a economia, e de democratizar o regime criando um "socialismo com face humana" desagradam ao Kremlin.

Os tcheco-eslovacos protestam e resistem à invasão. Vários jovens se autoimolam e morrem queimados na luta pela liberdade, mas são impotentes contra os tanques soviéticos. 

A Tcheco-Eslováquia permanece sob o controle da URSS até a queda do regime comunista na Revolução de Veludo, em novembro de 1989. Os tanques soviéticos só deixam o país em 1991, quando acaba a URSS.

No Divórcio de Veludo, em 1º de janeiro de 1993, o país se divide em República Tcheca e Eslováquia.

terça-feira, 20 de agosto de 2024

Hoje na História do Mundo: 20 de Agosto

 INÍCIO DA ESCRAVIDÃO NOS EUA

     Em 1619, os primeiros escravos africanos são vendidos na colônia de Jamestown, na Virgínia, no início da escravidão no que hoje são os Estados Unidos.


São mais de 20 angolanos capturados por traficantes de escravos portugueses atacados por piratas em busca de ouro. Quando os piratas veem que são escravos, os vendem aos colonos norte-americanos.

A colônia de Jamestown, fundada em 1607 e batizada em homenagem ao rei Jaime I da Inglaterra e Jaime VI na Escócia, tem cerca de 700 habitantes em 1619.

Os escravos são capturados pelos traficantes portugueses nos reinos africanos do Kongo e de Ndongo e embarcados no navio San Juan Bautista, que os levaria a Veracruz, na colônia espanhola da Nova Espanha, hoje México.

Na travessia do Oceano Atlântico, cerca de 150 dos 350 escravos morrem. Dois navios piratas, o Leão Branco e o Tesoureiro, atacam o navio negreiro e tomam 60 escravos. O Leão Branco troca-os por comida em Jamestown.

O tráfico de escravos captura mais de 12 milhões de africanos. A maior parte (5 milhões) vem para o Brasil, outros 3 milhões para a região do Mar do Caribe e 600 mil para os EUA.

QUEDA DE BRUXELAS

    Em 1914, a Alemanha toma Bruxelas, a capital da Bélgica, na invasão inicial da Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Com a Europa em crise depois do assassinato do herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro, Francisco Ferdinando, em Sarajevo, na Bósnia-Herzegovina, em 28 de junho, a Bélgica reafirma sua neutralidade em 24 de agosto.

A guerra começa em 28 de julho, quando a Áustria-Hungria ataca a Sérvia. A Alemanha, aliada da Áustria-Hungria, invade Luxemburgo em 2 de agosto e exige passagem livre para suas tropas pelo território belga para atacar a França.

Diante da recusa, a Alemanha declara guerra à Belgica e invade o país em 4 de agosto, Começa a Batalha de Liège, que cai em 7 de agosto. Depois das batalhas de Mons e de Charleroi, os exércitos alemães seguem em marcha rumo à França. 

ASSASSINATO DE TROTSKY

    Em 1940, o agente stalinista Jaime Ramón Mercader ataca com uma picareta de alpinismo o líder revolucionário comunista Leon Davidovich Bronstein, mais conhecido como Leon Trotsky, que morre no dia seguinte, na sua casa no exílio na Cidade do México.

Trotsky nasce em Ianovka, na Ucrânia, numa família judaica em 7 de novembro de 1879. Vira marxista na adolescência e larga a Universidade de Odessa para organizar o Sindicato dos Trabalhadores do Sul da Rússia. 

Em 1898, é preso por suas atividades políticas. Dois anos depois, é enviado para a Sibéria. Em 1902, foge usando um passaporte falso em nome de Leon Trotsky.

Ele volta à Rússia para participar da Revolução de 1905. É preso e enviado de novo à Sibéria. Em 1907, escapa mais uma vez. Em mais uma década no exílio, Trotsky vive na Suíça, na França, na Espanha e em Nova York antes de voltar à Rússia em 1917, depois que a Revolução de Fevereiro derruba a monarquia.

Como líder do Soviete de Petrogrado, Trotsky tem um papel decisivo na Revolução de Outubro, que leva os bolcheviques ao poder. Nomeado comissário de Relações Exteriores, negocia a paz de Brest-Litovsk com a Alemanha para tirar a Rússia da Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Comissário do Povo para Assuntos Militares e Navais, cria e chefia o Exército Vermelho durante a guerra civil que se segue à Revolução Comunista. Também funda o Politburo do Comitê Central do Partido Comunista e se torna um de seus sete membros.

Depois da morte de Lenin, em 21 de janeiro de 1924, Trotsky perde a disputa pelo poder com Josef Stalin. Em 1925, deixa de ser comissário da Guerra e, em 1927, é afastado do Politburo.

Expulso da União Soviética em fevereiro de 1929, torna-se o maior crítico do stalinismo até ser morto pelo comunista espanhol Ramón Mercader, um agente internacional do Comissariado do Povo para Assuntos Internos (NKVD), a polícia política da URSS no período stalinista.

INDEPENDÊNCIA DO SENEGAL

    Em 1960, a República do Senegal se separa da Federação do Mali e se torna totalmente independente.

No fim do século 19, o que hoje é o Senegal é integrado à África Ocidental Francesa. Em 1946, o país é elevado à categoria de território ultramarino francês. A antiga colônia se torna uma república autônoma em 1958. 

Um ano depois, adere ao Sudão Francês, hoje Mali, para formar a Federação do Mali, que proclama a independência em junho de 1960. Em 20 de agosto, o Senegal se separa e Leopold Sédar Senghor (foto) se torna seu primeiro presidente.

INVASÃO DA TCHECO-ESLOVÁQUIA

    Em 1968, 200 mil soldados e 5 mil tanques do Pacto de Varsóvia, a aliança militar liderada pela União Soviética, invadem a Tcheco-Eslováquia e acabam com a Primavera de Praga, uma tentativa do líder Alexander Dubcek de humanizar o regime comunista.

Os comunistas tomam o poder na Tcheco-Eslováquia em 1948, num golpe apoiado pelo ditador soviético Josef Stalin, e impõem um regime stalinista, padrão na Europa Oriental, ocupada pelo Exército Vermelho no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

A linha dura domina o país até os anos 1960, quando há uma liberalização do regime que atinge o auge sob Dubcek, eleito primeiro-secretário do Partido Comunista em 5 de janeiro de 1968. As tentativas de descentralizar a administração e a economia, e de democratizar o regime criando um "socialismo com face humana" desagradam ao Kremlin.

Os tcheco-eslovacos protestam e resistem à invasão. Vários jovens se autoimolam e morrem queimados na luta pela liberdade, mas são impotentes contra os tanques soviéticos. 

A Tcheco-Eslováquia permanece sob o controle da URSS até a queda do regime comunista na Revolução de Veludo, em novembro de 1989. Os tanques soviéticos só deixam o país em 1991, quando acaba a URSS.

No Divórcio de Veludo, em 1º de janeiro de 1993, o país se divide em República Tcheca e Eslováquia.

domingo, 20 de agosto de 2023

Hoje na História do Mundo: 20 de Agosto

INÍCIO DA ESCRAVIDÃO NOS EUA

     Em 1619, os primeiros escravos africanos são vendidos na colônia de Jamestown, na Virgínia, no início da escravidão no que hoje são os Estados Unidos.


São mais de 20 angolanos capturados por traficantes de escravos portugueses atacados por piratas em busca de ouro. Quando os piratas veem que são escravos, os vendem aos colonos norte-americanos.

A colônia de Jamestown, fundada em 1607 e batizada em homenagem ao rei Jaime I da Inglaterra e Jaime VI na Escócia, tem cerca de 700 habitantes em 1619.

Os escravos são capturados pelos traficantes portugueses nos reinos africanos do Kongo e de Ndongo e embarcados no navio San Juan Bautista, que os levaria a Veracruz, na colônia espanhola da Nova Espanha, hoje México.

Na travessia do Oceano Atlântico, cerca de 150 dos 350 escravos morreram. Dois navios piratas, o Leão Branco e o Tesoureiro, atacam o navio negreiro e tomam 60 escravos. O Leão Branco troca-os por comida em Jamestown.

O tráfico de escravos captura mais de 12 milhões de africanos. A maior parte (5 milhões) vem para o Brasil, outros 3 milhões para a região do Mar do Caribe e 600 mil para os EUA.

QUEDA DE BRUXELAS

    Em 1914, a Alemanha toma Bruxelas, a capital da Bélgica, na invasão inicial da Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Com a Europa em crise depois do assassinato do herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro, Francisco Ferdinando, em Sarajevo, na Bósnia-Herzegovina, em 28 de junho, a Bélgica reafirma sua neutralidade em 24 de agosto.

A guerra começa em 28 de julho, quando a Áustria-Hungria ataca a Sérvia. A Alemanha, aliada da Áustria-Hungria, invade Luxemburgo em 2 de agosto e exige passagem livre para suas tropas pelo território belga para atacar a França.

Diante da recusa, a Alemanha declara guerra à Belgica e invade o país em 4 de agosto, Começa a Batalha de Liège, que cai em 7 de agosto. Depois das batalhas de Mons e de Charleroi, os exércitos alemães seguem em marcha rumo à França. 

ASSASSINATO DE TROTSKY

    Em 1940, o agente stalinista Jaime Ramón Mercader ataca com uma picareta de alpinismo o líder revolucionário comunista Leon Davidovich Bronstein, mais conhecido como Leon Trotsky, que morre no dia seguinte, na sua casa no exílio na Cidade do México.

Trotsky nasce em Ianovka, na Ucrânia, numa família judaica em 7 de novembro de 1879. Vira marxista na adolescência e larga a Universidade de Odessa para organizar o Sindicato dos Trabalhadores do Sul da Rússia. 

Em 1898, é preso por suas atividades políticas. Dois anos depois, é enviado para a Sibéria. Em 1902, foge usando um passaporte falso em nome de Leon Trotsky.

Ele volta à Rússia para participar da Revolução de 1905. É preso e enviado de novo à Sibéria. Em 1907, escapa mais uma vez. Em mais uma década no exílio, Trotsky vive na Suíça, na França, na Espanha e em Nova York antes de voltar à Rússia em 1917, depois que a Revolução de Fevereiro derruba a monarquia.

Como líder do Soviete de Petrogrado, Trotsky tem um papel decisivo na Revolução de Outubro, que leva os bolcheviques ao poder. Nomeado comissário de Relações Exteriores, negocia a paz de Brest-Litovsk com a Alemanha para tirar a Rússia da Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Comissário do Povo para Assuntos Militares e Navais, cria e chefia o Exército Vermelho durante a guerra civil que se segue à Revolução Comunista. Também funda o Politburo do Comitê Central do Partido Comunista e se torna um de seus sete membros.

Depois da morte de Lenin, em 21 de janeiro de 1924, Trotsky perde a disputa pelo poder com Josef Stalin. Em 1925, deixa de ser comissário da Guerra e, em 1927, é afastado do Politburo.

Expulso da União Soviética em fevereiro de 1929, torna-se o maior crítico do stalinismo até ser morto pelo comunista espanhol Ramón Mercader, um agente internacional do Comissariado do Povo para Assuntos Internos (NKVD), a polícia política da URSS no período stalinista.

INDEPENDÊNCIA DO SENEGAL

    Em 1960, a República do Senegal se separa da Federação do Mali e se torna totalmente independente.

No fim do século 19, o que hoje é o Senegal é integrado à África Ocidental Francesa. Em 1946, o país é elevado à categoria de território ultramarino francês. A antiga colônia se torna uma república autônoma em 1958. 

Um ano depois, adere ao Sudão Francês, hoje Mali, para formar a Federação do Mali, que proclama a independência em junho de 1960. Em 20 de agosto, o Senegal se separa e Leopold Sédar Senghor (foto) se torna seu primeiro presidente.

INVASÃO DA TCHECO-ESLOVÁQUIA

    Em 1968, 200 mil soldados e 5 mil tanques do Pacto de Varsóvia, a aliança militar liderada pela União Soviética, invadem a Tcheco-Eslováquia e acabam com a Primavera de Praga, uma tentativa do líder Alexander Dubcek de humanizar o regime comunista.

Os comunistas tomam o poder na Tcheco-Eslováquia em 1948, num golpe apoiado pelo ditador soviético Josef Stalin, e impõem um regime stalinista, padrão na Europa Oriental, ocupada pelo Exército Vermelho no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

A linha dura domina o país até os anos 1960, quando há uma liberalização do regime que atinge o auge sob Dubcek, eleito primeiro-secretário do Partido Comunista em 5 de janeiro de 1968. As tentativas de descentralizar a administração e a economia, e democratizar o regime criando um "socialismo com face humana" desagradam ao Kremlin.

Os tcheco-eslovacos protestam e resistem à invasão. Vários jovens se autoimolam e morrem queimados na luta pela liberdade, mas são impotentes contra os tanques soviéticos. 

A Tcheco-Eslováquia permanece sob o controle da URSS até a queda do regime comunista na Revolução de Veludo, em novembro de 1989. Os tanques soviéticos só deixam o país em 1991, quando acaba a URSS.

No Divórcio de Veludo, em 1º de janeiro de 1993, o país se divide em República Tcheca e Eslováquia.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Nigéria e Senegal invadem Gâmbia para depor ditador

Em nome da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental e da União Africana, com mandato do Conselho de Segurança das Nações Unidas, os exércitos da Nigéria e do Senegal invadiram hoje a Gâmbia para depor o ditador Yahya Jammeh e dar posse ao presidento eleito, o empresário Adama Barrow.

O novo presidente tomou posse na embaixada da Gâmbia em Dacar, a capital senegalesa, noticiou a agência Reuters.

Yammeh chegou a reconhecer a derrota na eleição presidencial de 1º de dezembro de 2016. Depois, voltou atrás. Em 18 de janeiro de 2017, o Parlamento prorrogou o mandato de Jammeh. Ele estava no poder desde um golpe de Estado em 1994.

domingo, 15 de janeiro de 2017

Presidente eleito da Gâmbia foge para o Senegal

O empresário Adama Barrow, eleito presidente da Gâmbia, fugiu para o vizinho Senegal, no Leste da África, noticiou hoje a agência Reuters. Depois de reconhecer a derrota, o atual presidente, Yahya Jammeh, voltou atrás e se nega a deixar o poder, que ocupa desde um golpe militar em 22 de julho de 1994.

Ao virar a mesa, o ditador jogou o país numa crise, diminuindo a expectativa de democratização numa região marcada pelo autoritarismo.

Barrow tem o apoio do Ocidente e da União Africana. Ele deveria tomar posse em 19 de janeiro de 2017. Jammeh recorreu ao Supremo Tribunal alegando fraude eleitoral.

Uma missão de mediadores da África Ocidental liderada pelos presidentes da Nigéria, Muhammadu Buhari, e da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, não conseguiu negociar uma solução. O diálogo dentro da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Ecowas, do inglês) também fracassou.

Se o ditador se negar a deixar o cargo, o grupo deve pedir autorização formal à União Africana e às Nações Unidas para intervir militarmente na Gâmbia, revelou na semana passada o enviado especial da onu para a África Ocidental e o Sahel,.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Enfermeira da Espanha está livre do vírus ebola

A enfermeira espanhola María Teresa Romero Ramos, primeira pessoas contaminada pelo vírus ebola fora da África, foi declarada livre da doença hoje depois de um segundo exame de laboratório para confirmação. O anúncio foi feito em Luxemburgo, durante uma reunião do Conselho de Ministros do Exterior da União Europeia.

Na mesma reunião, os países europeus discutiram como aumentar a ajuda aos países africanos mais afetados, Libéria, Serra Leoa e Guiné, e garantiram a repatriação imediata de trabalhadores de saúde infectados no combate à epidemia de febre hemorrágica que já matou cerca de 5 mil pessoas.

Ontem, o ministro do Exterior da França, o ex-primeiro-ministro Laurent Fabius, se opôs a uma suspensão dos voos entre a Europa e os países mais atingidos pela doença na África. A exemplo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, Fabius alegou que isso dificultaria o rastreamento de suspeitos de transmitir a doença. Os passageiros teriam a tendência de negar que venham ou tenham estado em países com muitos casos de ebola.

Hoje a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a Nigéria livre de ebola. País mais populoso da África, com 177 milhões de habitantes, era vista como o maior risco de proliferação da doença. O Senegal foi considerado livre do mal na sexta-feira passada.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

OMS faz reunião de emergência sobre surto de ebola

A pedido da Organização Mundial da Saúde, os ministros da Saúde de 11 países da África Ocidental se reuniram hoje em Acra, a capital de Gana para articular o combate a um surto do vírus ebola. De 763 pessoas infectadas na região, 468 morreram.

Já é o pior surto do vírus ebola. A maior parte dos casos foi registrada na Guiné, mas o ebola se espalhou para a Libéria e Serra Leoa. Também participaram do encontro representantes da Costa do Marfim, Gana, Gâmbia, a Guiné-Bissau, o Mali, a República Democrática do Congo, o Senegal e Uganda.

Para a OMS, é necessária uma "ação drástica" para eliminar o vírus e evitar sua propagação. "Precisamos fortalecer a cooperação e as respostas destes países para conter o surto", declarou Daniel Epstein, porta-voz da agência da ONU.

Como medidas para impedir a movimentação de pessoas na área afetada seriam impraticáveis, acrescentou Epstein, "precisamos de uma resposta forte, principalmente nas áreas de fronteira."

O vírus ebola mata em 90% dos casos. É transmitido pelo contato com os fluidos do corpo da pessoa infectada. Não há cura nem vacina. A maneira de conter o surto e evitar que se transforme numa epidemia é isolar os doentes e quem teve contato com eles. No momento, os médicos estão monitorando centenas de pessoas por um prazo de 21 dias.

Ebola é uma febre hemorrágica. Pode começar de repente, com febre alta, diarreia e vômito. Só 10% dos pacientes conseguem vencer o vírus. Os outros sofrem homorragias internas e externas até os órgãos pararem de funcionar.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Seis países recebem US$ 177 milhões contra fome

O Programa de Agricultura Global e Segurança Alimentar, um fundo de combate à fome e à miséria financiado por países ricos, vai dar US$ 177 milhões a seis países - Burúndi, Gâmbia, Maláui, Quirguistão,  Senegal e Tanzânia -, anunciou hoje o Banco Mundial.

No início de 2008, o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas advertiu que uma inflação nos preços internacionais dos alimentos estava aumentando o total de famintos do mundo para cerca de 1 bilhão.

A crise econômico-financeira deflagrada pelo colapso do banco Lehman Brothers, em setembro daquele ano, aliviou as pressões inflacionárias, mas a combinação de comida cara com desemprego e a insensibilidade das autoridades está por trás da onda de revoltas da chamada Primavera Árabe.

Apesar de tímida, a recuperação levou a nova alta nos preços dos alimentos. Em 2011, a inflação foi de 24% em relação aos preços médios de 2010, informa o Banco Mundial.

Para o subsecretário para assuntos internacionais do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, Lael Brainard, depois do lançamento em abril de 2010, "o Programa de Agricultura Global e Segurança Alimentar provou rapidamente ser um dos programas mais inovativos e efetivos que a comunidade internacional criou. Vai aumentar a renda de 7,5 milhões de pequenos agricultores e suas famílias".

segunda-feira, 26 de março de 2012

Presidente do Senegal reconhece derrota

Em um raro episódio de entrega do poder sem maior resistência na África, o presidente Abdoulaye Wade admitiu ontem sua derrota no segundo turno da eleição presidencial no Senegal.

No início da noite, ele cumprimentou pessoalmente o oposicionista Macky Sall, seu ex-protegido e ex-primeiro-ministro, informa o jornal The New York Times.

sábado, 5 de janeiro de 2008

Rali Dacar promete voltar apesar do terrorismo

Os organizadores do Rali Dacar prometem realizar de novo no próximo o evento esportivo cancelado neste fim de semana por causa de ameaças terroristas no Norte da África. Desde sua criação, em 1979, é a primeira vez que a corrida é suspensa.

A prova teria largada hoje em Lisboa. Mas, depois da morte brutal de quatro turistas franceses na Mauritânia em 24 de dezembro, o governo da França fez uma advertência oficial contra viagens a este país.

Oito etapas do rali seriam realizadas na Mauritânia, a caminho do Senegal, onde a corrida terminaria, em 20 de janeiro.

A suspensão deve custar 15 milhões em perda de receita para os organizadores.

Para o jornal francês Le Monde, "o cancelamento do Dacar revela a insegurança crescente no Sahel".

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Mauritânia procura terroristas que mataram franceses

A Procuradoria-Geral da Mauritânia declarou nesta terça-feira, 25 de dezembro, que a morte de quatro turistas franceses foi um ato terrorista. Os suspeitos que estão sendo procurados pela Polícia podem ter ligações com organização regional da rede terrorista Al Caeda para o Norte da África.

Os terroristas abriram fogo contra os turistas, todos de uma mesma família, quando faziam um piquenique à beira da estrada perto da cidade de Aleg, a 240 quilômetros a leste da capital, Nouakchott.

Só sobreviveu o pai, de cerca de 70 anos. Ele está hospitalizado em Dacar, capital do Senegal.