Diante da estagnação do processo de paz no Oriente Médio e da constante ampliação das colônias judaicas na Cisjordânia ocupada, a França advertiu Israel ontem que vai reconhecer a independência da Palestina se as negociações não forem retomadas, informou o jornal The Times of Israel.
"A França vai se engajar nas próximas semanas na preparação de uma conferência internacional para atrair as partes e seus principais aliados americanos, árabes e europeus para preservar e realizar a solução baseada em dois Estados" (Israel e Palestina), declarou o ministro do Exterior, Laurent Fabius.
Como membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, acrescentou o chanceler, a França tem a obrigação de lutar pela paz e tentar a chegar a uma solução em que dois países convivam pacificamente lado a lado, como previa a decisão de 1947 que criou o Estado de Israel.
Se mais esta tentativa fracassar, "vamos assumir nossa responsabilidade e reconhecer o Estado palestino", afirmou Fabius.
O embaixador da Autoridade Nacional Palestina na ONU, Riyad Mansur, revelou que os palestinos estão em campanha para a ONU reiniciar o processo de paz com uma nova resolução do Conselho de Segurança condenando a expansão dos assentamentos israelenses.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sábado, 30 de janeiro de 2016
quarta-feira, 29 de julho de 2015
França convida presidente do Irã a visitar o país
Na primeira visita de um ministro do Exterior francês ao Irã em 12 anos, Laurent Fabius convidou o presidente iraniano, Hassan Rouhani, a visitar a França em novembro de 2015, noticiou hoje a agência Reuters.
O último presidente iraniano em exercício a visitar a França foi o aiatolá moderado Mohamed Khatami, em 1999.
Fabius chegou a Teerã nesta quarta-feira com o objetivo de relançar as relações internacionais com o regime fundamentalista iraniano depois da assinatura do acordo nuclear entre as grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas, a Alemanha e o Irã para desarmar o programa nuclear iraniano.
Durante as negociações, Fabius fez o papel do negociador linha-dura preocupado com as exigências sobretudo de Israel para evitar que a república dos aiatolás faça a bomba atômica. Ao desembarcar na capital iraniana, ele foi recebido por manifestantes que prometiam "não perdoar nem esquecer".
O último presidente iraniano em exercício a visitar a França foi o aiatolá moderado Mohamed Khatami, em 1999.
Fabius chegou a Teerã nesta quarta-feira com o objetivo de relançar as relações internacionais com o regime fundamentalista iraniano depois da assinatura do acordo nuclear entre as grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas, a Alemanha e o Irã para desarmar o programa nuclear iraniano.
Durante as negociações, Fabius fez o papel do negociador linha-dura preocupado com as exigências sobretudo de Israel para evitar que a república dos aiatolás faça a bomba atômica. Ao desembarcar na capital iraniana, ele foi recebido por manifestantes que prometiam "não perdoar nem esquecer".
quinta-feira, 28 de maio de 2015
França rejeita acordo nuclear sem inspeção de todas instalações do Irã
A França vai se opor a um acordo nuclear com a República Islâmica do Irã se os inspetores internacionais não tiverem acesso irrestrito a todas as instalações nucleares do país, inclusive militares, advertiu ontem o ministro do Exterior francês, Laurent Fabius, em depoimento na Assembleia Nacional.
Como o Irã alega que seu programa nuclear é pacífico e não tem objetivos militares, o Supremo Líder Espiritual da Revolução Islâmica, aiatolá Ali Khamenei, o ditador que manda de fato no país descartou a possibilidade de inspeções a instalações militares.
Na terça-feira, o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) declarou à Agência France Presse que o Irã concordou em aplicar o protocolo adicional ao Tratado de Não Proliferação Nuclear que autoriza inspeções sem aviso prévio.
Além de Khamenei, o ministro do Exterior iraniano, Mohamed Javad Zarif, admitiu "algum acesso", mas não inspeções irrestritas, para "proteger nossos segredos econômicos e militares".
O Irã, as cinco grandes potências com direito de veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas (EUA, China, França, Reino Unido e Rússia) e a Alemanha têm até 30 de junho de 2015 para chegar a um acordo definitivo que impeça o programa nuclear iraniano de fabricar a bomba atômica. Em troca, as sanções internacionais ao Irã seriam levantadas gradualmente.
Como o Irã alega que seu programa nuclear é pacífico e não tem objetivos militares, o Supremo Líder Espiritual da Revolução Islâmica, aiatolá Ali Khamenei, o ditador que manda de fato no país descartou a possibilidade de inspeções a instalações militares.
Na terça-feira, o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) declarou à Agência France Presse que o Irã concordou em aplicar o protocolo adicional ao Tratado de Não Proliferação Nuclear que autoriza inspeções sem aviso prévio.
Além de Khamenei, o ministro do Exterior iraniano, Mohamed Javad Zarif, admitiu "algum acesso", mas não inspeções irrestritas, para "proteger nossos segredos econômicos e militares".
O Irã, as cinco grandes potências com direito de veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas (EUA, China, França, Reino Unido e Rússia) e a Alemanha têm até 30 de junho de 2015 para chegar a um acordo definitivo que impeça o programa nuclear iraniano de fabricar a bomba atômica. Em troca, as sanções internacionais ao Irã seriam levantadas gradualmente.
França tenta ressuscitar negociações entre Israel e os palestinos
Em mais uma tentativa de salvar o moribundo processo de paz no Oriente Médio, o ministro do Exterior da França, Laurent Fabius, viaja no mês que vem para o Egito, Israel e os territórios árabes ocupados, noticiou hoje a agência Reuters. O objetivo é ressuscitar a proposta de dois países, Israel e a Palestina, convivendo lado a lado.
A diplomacia francesa já negocia com a Liga Árabe a elaboração de uma resolução a ser apresentada ao Conselho de Segurança das Nações Unidas estabelecendo um cronograma para o processo de paz. Diante da declaração do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu às vésperas das eleições israelenses de que jamais permitiria a criação de um Estado Nacional palestino, os Estados Unidos podem não usar seu poder de veto para proteger Israel.
O processo de paz está estagnado desde a guerra de Israel contra o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) na Faixa de Gaza. Antes disso, quando o Hamas se reconciliou com a Fatah (Luta), partido do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Netanyahu já havia descartado qualquer possibilidade de acordo, sob a alegação de seu líder, Mohamed Abbas, estava mais interessado num acordo com o Hamas do que com Israel.
Diante do sequestro e morte de três adolescentes palestinos na Cisjordânia ocupada, em junho de 2014, o governo linha-dura israelense aproveitou a oportunidade para iniciar uma nova guerra contra o Hamas. As ações deste grupo na Faixa de Gaza levaram à tese de que, se Israel se retirar da Cisjordânia, como fez em Gaza, sofrerá ainda mais ataques de radicais palestinos.
Depois de uma surpreendente vitória nas eleições de 17 de março de 2015, Netanyahu formou governo com o ultradireitista Naftali Bennett, que quer simplesmente anexar a Cisjordânia, ignorando o povo palestino.
A diplomacia francesa já negocia com a Liga Árabe a elaboração de uma resolução a ser apresentada ao Conselho de Segurança das Nações Unidas estabelecendo um cronograma para o processo de paz. Diante da declaração do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu às vésperas das eleições israelenses de que jamais permitiria a criação de um Estado Nacional palestino, os Estados Unidos podem não usar seu poder de veto para proteger Israel.
O processo de paz está estagnado desde a guerra de Israel contra o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) na Faixa de Gaza. Antes disso, quando o Hamas se reconciliou com a Fatah (Luta), partido do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Netanyahu já havia descartado qualquer possibilidade de acordo, sob a alegação de seu líder, Mohamed Abbas, estava mais interessado num acordo com o Hamas do que com Israel.
Diante do sequestro e morte de três adolescentes palestinos na Cisjordânia ocupada, em junho de 2014, o governo linha-dura israelense aproveitou a oportunidade para iniciar uma nova guerra contra o Hamas. As ações deste grupo na Faixa de Gaza levaram à tese de que, se Israel se retirar da Cisjordânia, como fez em Gaza, sofrerá ainda mais ataques de radicais palestinos.
Depois de uma surpreendente vitória nas eleições de 17 de março de 2015, Netanyahu formou governo com o ultradireitista Naftali Bennett, que quer simplesmente anexar a Cisjordânia, ignorando o povo palestino.
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sábado, 21 de março de 2015
Supremo Líder e presidente do Irã divergem sobre acordo nuclear
A República Islâmica do Irã manda sinais contraditórios sobre as negociações com as cinco grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas (EUA, China, França, Reino Unido e Rússia) para desarmar o programa nuclear iraniano. Enquanto o presidente Hassan Rouhani acredita que um anteprojeto de acordo possa ser feito até o fim deste mês, o Supremo Líder, aiatolá Ali Khamenei, acusou os Estados Unidos de "coação", informa a agências Reuters.
Depois de negar mais uma vez que o regime dos aiatolás esteja desenvolvendo armas atômicas, Khamenei manifestou desconfiança em relação às intenções dos EUA ao negociar.
O secretário de Estado americano, John Kerry, declarou haver um "progresso genuíno" rumo a um acordo, mas insistiu que o Irã deve tomar "decisões difíceis". A França mostrou ceticismo. Para o ministro do Exterior francês, Laurent Fabius, qualquer acordo precisa incluir garantias de que o Irã não terá armas atômicas.
Diante das repetidas ressalvas feitas pelo Líder Supremo, fica evidente que a reaproximação entre EUA e Irã ainda não gerou a confiança necessária, especialmente entre a linha-dura representada por Khamenei e a Guarda Revolucionária Iraniana, o braço armado do regime teocrático dos aiatolás. Rouhani está mais interessado no fim das sanções e no desenvolvimento econômico, enquanto Khamenei prefere continuar demonizando os EUA e acusando-o por todos os males do país.
As negociações devem levar a um acordo preliminar até o fim de março e um acordo definitivo até 30 de junho de 2015.
Depois de negar mais uma vez que o regime dos aiatolás esteja desenvolvendo armas atômicas, Khamenei manifestou desconfiança em relação às intenções dos EUA ao negociar.
O secretário de Estado americano, John Kerry, declarou haver um "progresso genuíno" rumo a um acordo, mas insistiu que o Irã deve tomar "decisões difíceis". A França mostrou ceticismo. Para o ministro do Exterior francês, Laurent Fabius, qualquer acordo precisa incluir garantias de que o Irã não terá armas atômicas.
Diante das repetidas ressalvas feitas pelo Líder Supremo, fica evidente que a reaproximação entre EUA e Irã ainda não gerou a confiança necessária, especialmente entre a linha-dura representada por Khamenei e a Guarda Revolucionária Iraniana, o braço armado do regime teocrático dos aiatolás. Rouhani está mais interessado no fim das sanções e no desenvolvimento econômico, enquanto Khamenei prefere continuar demonizando os EUA e acusando-o por todos os males do país.
As negociações devem levar a um acordo preliminar até o fim de março e um acordo definitivo até 30 de junho de 2015.
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segunda-feira, 20 de outubro de 2014
Enfermeira da Espanha está livre do vírus ebola
A enfermeira espanhola María Teresa Romero Ramos, primeira pessoas contaminada pelo vírus ebola fora da África, foi declarada livre da doença hoje depois de um segundo exame de laboratório para confirmação. O anúncio foi feito em Luxemburgo, durante uma reunião do Conselho de Ministros do Exterior da União Europeia.
Na mesma reunião, os países europeus discutiram como aumentar a ajuda aos países africanos mais afetados, Libéria, Serra Leoa e Guiné, e garantiram a repatriação imediata de trabalhadores de saúde infectados no combate à epidemia de febre hemorrágica que já matou cerca de 5 mil pessoas.
Ontem, o ministro do Exterior da França, o ex-primeiro-ministro Laurent Fabius, se opôs a uma suspensão dos voos entre a Europa e os países mais atingidos pela doença na África. A exemplo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, Fabius alegou que isso dificultaria o rastreamento de suspeitos de transmitir a doença. Os passageiros teriam a tendência de negar que venham ou tenham estado em países com muitos casos de ebola.
Hoje a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a Nigéria livre de ebola. País mais populoso da África, com 177 milhões de habitantes, era vista como o maior risco de proliferação da doença. O Senegal foi considerado livre do mal na sexta-feira passada.
Na mesma reunião, os países europeus discutiram como aumentar a ajuda aos países africanos mais afetados, Libéria, Serra Leoa e Guiné, e garantiram a repatriação imediata de trabalhadores de saúde infectados no combate à epidemia de febre hemorrágica que já matou cerca de 5 mil pessoas.
Ontem, o ministro do Exterior da França, o ex-primeiro-ministro Laurent Fabius, se opôs a uma suspensão dos voos entre a Europa e os países mais atingidos pela doença na África. A exemplo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, Fabius alegou que isso dificultaria o rastreamento de suspeitos de transmitir a doença. Os passageiros teriam a tendência de negar que venham ou tenham estado em países com muitos casos de ebola.
Hoje a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a Nigéria livre de ebola. País mais populoso da África, com 177 milhões de habitantes, era vista como o maior risco de proliferação da doença. O Senegal foi considerado livre do mal na sexta-feira passada.
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quarta-feira, 2 de abril de 2014
Ségolène Royal volta como ministra do Meio Ambiente
A ex-candidata à Presidência da França derrotada por Nicolas Sarkozy em 2007 e ex-mulher e mãe dos quatro filhos do presidente François Hollande está de volta ao centro das atenções. Ségolène Royal será ministra do Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Energia do governo do primeiro-ministro, Manuel Valls, nomeado depois da derrocada do Partido Socialista nas eleições municipais dos dois últimos domingos.
Com a indicação de Pierre Moscovici para comissário de Finanças da União Europeia, Arnaud Montebourg será o novo ministro da Economia e Michel Sapin, das Finanças. Benoît Hamon vai para o Ministério da Educação.
Serão mantidos o ex-primeiro-ministro Laurent Fabius como ministro do Exterior e Christiane Taubira como ministra da Justiça, apesar das acusações que sofreu por causa do vazamento de gravações de telefonemas do ex-presidente Sarkozy.
Com a indicação de Pierre Moscovici para comissário de Finanças da União Europeia, Arnaud Montebourg será o novo ministro da Economia e Michel Sapin, das Finanças. Benoît Hamon vai para o Ministério da Educação.
Serão mantidos o ex-primeiro-ministro Laurent Fabius como ministro do Exterior e Christiane Taubira como ministra da Justiça, apesar das acusações que sofreu por causa do vazamento de gravações de telefonemas do ex-presidente Sarkozy.
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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
Yanukovitch aceita antecipar eleições na Ucrânia
Durante encontro hoje com o presidente Viktor Yanukovitch, os ministros do Exterior da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier; da França, Laurent Faibus; e da Polônia, Radoslaw Sikorski; defenderam a antecipação das eleições como forma de resolver a crise política na Ucrânia. Há pouco, a revista francesa Le Nouvel Observateur disse que ele concordou.
A missão da União Europeia exigiu a reabertura de negociações com a oposição. O chanceler francês deixou claro que altos funcionários ucranianos serão submetidos a sanções internacionais caso a violência não cesse.
A missão da União Europeia exigiu a reabertura de negociações com a oposição. O chanceler francês deixou claro que altos funcionários ucranianos serão submetidos a sanções internacionais caso a violência não cesse.
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quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Ministro francês quer uso da força contra armas químicas
O ministro do Exterior da França, Laurent Fabius, admitiu hoje a possibilidade de uso da força caso fique provado que a ditadura de Bachar Assad atacou os rebeldes com armas químicas na guerra civil da Síria.
Nos Estados Unidos, o presidente Barack Obama está sob forte pressão para tomar uma atitude, se a responsabilidade do regime sírio for comprovada.
O total de mortos no ataque realizado ontem contra a periferia de Damasco é estimado em até 1,3 mil.
Nos Estados Unidos, o presidente Barack Obama está sob forte pressão para tomar uma atitude, se a responsabilidade do regime sírio for comprovada.
O total de mortos no ataque realizado ontem contra a periferia de Damasco é estimado em até 1,3 mil.
terça-feira, 4 de junho de 2013
França reafirma que Síria usou armas químicas
Diante de um relatório inconclusivo das Nações Unidas, o ministro do Exterior da França, Laurent Fabius, confirmou hoje que o gás sarin foi usado como arma química "várias vezes" na guerra civil da Síria. Em pelo menos uma vez, "não há dúvida de que foram o regime e seus cúmplices".
O chanceler declarou que amostras de sangue e urina colhidas das vítimas e examinadas em laboratórios da França "comprovaram a presença de gás sarin", uma substância química venenosa que ataca o sistema nervoso.
"É inaceitável que os culpados por esses crimes permaneçam impunes", afirmou Fabius, sem citar nomes. A França entregou suas provas à comissão das Nações Unidas encarregada de investigar o uso de armas químicas na guerra civil síria.
Pelos cálculos do Observatório de Direitos Humanos na Síria, com sede em Londres, mais de 96,4 mil pessoas foram mortas em dois anos e três meses de conflito. O último relatório da ONU denunciou o aumento recente da brutalidade da guerra.
O chanceler declarou que amostras de sangue e urina colhidas das vítimas e examinadas em laboratórios da França "comprovaram a presença de gás sarin", uma substância química venenosa que ataca o sistema nervoso.
"É inaceitável que os culpados por esses crimes permaneçam impunes", afirmou Fabius, sem citar nomes. A França entregou suas provas à comissão das Nações Unidas encarregada de investigar o uso de armas químicas na guerra civil síria.
Pelos cálculos do Observatório de Direitos Humanos na Síria, com sede em Londres, mais de 96,4 mil pessoas foram mortas em dois anos e três meses de conflito. O último relatório da ONU denunciou o aumento recente da brutalidade da guerra.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Novo ministério francês tem 17 homens e 17 mulheres
O novo ministério apresentado ontem pelo primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault é, pela primeira vez na História da França, dividido meio a meio. São 34 ministros, 17 homens e 17 mulheres. Confira seus perfis no jornal francês Le Monde.
Pierre Moscovici será ministro das Finanças e o ex-primeiro-ministro Laurent Fabius será ministro do Exterior. Em 2005, ele fez campanha contra a Constituição da Europa, rejeitada em plebiscitos na França e na Holanda.
Em sua primeira declaração como ministro, Moscovici declarou que "a França e a Alemanha querem manter a Grécia na Zona do Euro. É um desafio que nos espera, mas que encaramos com grande vontade. É preciso salvar o euro, defender o euro, promover o euro, fazer do euro uma moeda radiante numa Europa que se reorienta".
Moscovici advertiu que a França nao vai ratificar o pacto fiscal de sustentação do euro se ele não tiver instrumentos para estimular o crescimento econômico.
O novo governo assume com a França estagnada, o desemprego em quase 10% e um desentendimento com a Alemanha sobre como superar a crise das dívidas públicas da Zona do Euro.
Germanófilo e ex-professor de alemão, o novo primeiro-ministro foi descrito pelo jornal liberal alemão Süddeutsche Zeitung como o "chuchu de Berlim" por sua afinidade com a cultura da Alemanha.
Ayrault já avisou: ministro que for derrotado nas eleições legislativas de 10 e 17 de junho perde o cargo.
Pierre Moscovici será ministro das Finanças e o ex-primeiro-ministro Laurent Fabius será ministro do Exterior. Em 2005, ele fez campanha contra a Constituição da Europa, rejeitada em plebiscitos na França e na Holanda.
Em sua primeira declaração como ministro, Moscovici declarou que "a França e a Alemanha querem manter a Grécia na Zona do Euro. É um desafio que nos espera, mas que encaramos com grande vontade. É preciso salvar o euro, defender o euro, promover o euro, fazer do euro uma moeda radiante numa Europa que se reorienta".
Moscovici advertiu que a França nao vai ratificar o pacto fiscal de sustentação do euro se ele não tiver instrumentos para estimular o crescimento econômico.
O novo governo assume com a França estagnada, o desemprego em quase 10% e um desentendimento com a Alemanha sobre como superar a crise das dívidas públicas da Zona do Euro.
Germanófilo e ex-professor de alemão, o novo primeiro-ministro foi descrito pelo jornal liberal alemão Süddeutsche Zeitung como o "chuchu de Berlim" por sua afinidade com a cultura da Alemanha.
Ayrault já avisou: ministro que for derrotado nas eleições legislativas de 10 e 17 de junho perde o cargo.
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