O candidato da ultraesquerda à Presidência da França, Jean-Luc Mélenchon, se nega a apoiar o independente Emmanuel Macron, um defensor da economia de mercado, mas não quer que nenhum de seus mais de 7 milhões de eleitores (19,6%) vote na neofascista Frente Nacional.
Desde domingo, os candidatos derrotados no primeiro turno da eleição presidencial francesa estão sob pressão para definir suas posições para o segundo turno, marcado para 7 de maio. O ex-primeiro-ministro conservador François Fillon e o ex-ministro da Educação socialista Benoît Hamon declararam apoio a Macron.
Mélenchon, uma das surpresas desta eleição, chegou a sonhar com uma vaga no segundo turno. Ganhou com o descontentamento da esquerda com a presidência de François Hollande. No primeiro momento, ele se negou a orientar seus eleitores, alegando não ter mandato para isso.
Agora, seu movimento França Insubmissa desceu parcialmente do muro sem assumir o apoio a Macron: "Nenhum voto deve ir para a Frente Nacional", declarou hoje Alexis Corbière, porta-voz de Mélenchon.
A reação vem porque a ultradireitista Marine Le Pen tenta aproveitar o sentimento antiglobalização dos eleitores de Mélenchon para tentar conquistar seus votos para o segundo turno.
Na sua estratégia de caracterizar Macron como candidato das oligarquias e da "globalização selvavem", Le Pen tenta captar o voto operário. Hoje ela fez uma visita de surpresa à fábrica da empresa Whirlpool em Amiens, enquanto o ex-ministro participava um encontro intersindical na Câmara de Comércio da cidade.
A fábrica está em greve. Os trabalhadores tentam impedir seu fechamento e reabertura na Polônia. Le Pen afirmou que "está no meio dos trabalhadores que resistem à globalização selvagem".
Há uma certa inquietação na França com a possibilidade de uma vitória da extrema direita. Em 21 de abril de 2002, quando Jean-Marie Le Pen, pai de Marine, derrotou o primeiro-ministro socialista Lionel Jospin, todas as outras forças políticas se mobilizaram para apoiar a reeleição do presidente Jacques Chirac, inclusive Mélenchon.
Chirac teve 20% no primeiro turno e 80% no segundo. Agora, Mélenchon é contra a FN, mas não pede voto para Macron. O eleitorado direitista cristão que se mobilizou contra o casamento gay e apoiou Fillon tende a votar em Le Pen. Prefere o antiliberalismo ou casamento gay.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Mostrando postagens com marcador Benoît Hamon. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Benoît Hamon. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 26 de abril de 2017
segunda-feira, 24 de abril de 2017
Marine Le Pen deixa presidência do partido para ampliar eleitorado
Em grande desvantagem nas primeiras pesquisas depois do segundo turno, a candidata de extrema direita à Presidência da França, Marine Le Pen, anunciou hoje que vai deixar a presidência da Frente Nacional.
É uma jogada para vender uma imagem mais centrista e tentar captar os votos, por exemplo, dos eleitores de Jean-Luc Mélenchon, da ultraesquerda, descontentes com as políticas pró-mercado do favorito, Emmanuel Macron, a quem ela acusa de apoiar uma "globalização selvagem".
Candidato independente, o ex-ministro da Economia Macron venceu o primeiro turno com 8.657.326 ou 24% dos votos com propostas a favor da globalização, do internacionalismo liberal, da União Europeia e da economia de mercado.
Le Pen ficou em segundo com 21,3% com uma plataforma ultranacioanalista, prometendo combater o terrorismo islâmico, expulsar os imigrantes, deixar o euro, convocar um plebiscito para sair da UE, fechar as fronteiras e proteger a economia. Ela obteve 7.679.593 votos, batendo o recorde do pai, Jean-Marie Le Pen. Ele obteve 6,8 milhões em 2012, quando derrotou o primeiro-ministro socialista Lionel Jospin e foi para o segundo turno.
Os candidatos conservador François Fillon (20%) e socialista Benoît Hamon (6,36%) deram apoio a Macron para vencer a ameaça da extrema direita. O presidente François Hollande, o mais impopular da história recente da França, também declarou apoio a seu ex-ministro da Economia.
As pesquisas dão 60% a 64% das preferências para Macron no segundo turno, marcado para 7 de maio de 2017.
Marine tenta reagir apresentando o adversário como "filho do hollandismo", liberal e pró-europeu. Na visão da ultradireita, isso significa que "as fronteiras continuaram abertas e a França e sua cultura continuarão sendo invadidas".
Macron é o grande vencedor. Há um ano, estava no governo. Saiu e criou o movimento Em Marcha para lançar a candidatura. Foi beneficiado pelo escândalo que abalou o favorito, o ex-primeiro-ministro conservador Fillon, acusado de empregar mulher e filhos como funcionários-fantasmas do Senado.
O grande derrotado é o Partido Socialista, que teve a pior votação de sua história, apenas 6,36% dos votos no primeiro turno. A ala mais moderada apoiou Macron e a mais radical votou em Mélenchon. Mas o partido gaulista Os Republicanos também perdeu muito ao insistir num candidato manchado pela corrupção e rejeitado pelo eleitoral.
A Europa e o mercado festejaram o resultado, com alta generalizada nas bolsas de valores. O fantasma da ascensão da extrema direita, alimentado pelo plebiscito que decidiu pela saída do Reino Unido da UE e pela vitória de Donald Trump nos Estados Unidos, não assombrou a eleição presidencial francesa.
É uma jogada para vender uma imagem mais centrista e tentar captar os votos, por exemplo, dos eleitores de Jean-Luc Mélenchon, da ultraesquerda, descontentes com as políticas pró-mercado do favorito, Emmanuel Macron, a quem ela acusa de apoiar uma "globalização selvagem".
Candidato independente, o ex-ministro da Economia Macron venceu o primeiro turno com 8.657.326 ou 24% dos votos com propostas a favor da globalização, do internacionalismo liberal, da União Europeia e da economia de mercado.
Le Pen ficou em segundo com 21,3% com uma plataforma ultranacioanalista, prometendo combater o terrorismo islâmico, expulsar os imigrantes, deixar o euro, convocar um plebiscito para sair da UE, fechar as fronteiras e proteger a economia. Ela obteve 7.679.593 votos, batendo o recorde do pai, Jean-Marie Le Pen. Ele obteve 6,8 milhões em 2012, quando derrotou o primeiro-ministro socialista Lionel Jospin e foi para o segundo turno.
Os candidatos conservador François Fillon (20%) e socialista Benoît Hamon (6,36%) deram apoio a Macron para vencer a ameaça da extrema direita. O presidente François Hollande, o mais impopular da história recente da França, também declarou apoio a seu ex-ministro da Economia.
As pesquisas dão 60% a 64% das preferências para Macron no segundo turno, marcado para 7 de maio de 2017.
Marine tenta reagir apresentando o adversário como "filho do hollandismo", liberal e pró-europeu. Na visão da ultradireita, isso significa que "as fronteiras continuaram abertas e a França e sua cultura continuarão sendo invadidas".
Macron é o grande vencedor. Há um ano, estava no governo. Saiu e criou o movimento Em Marcha para lançar a candidatura. Foi beneficiado pelo escândalo que abalou o favorito, o ex-primeiro-ministro conservador Fillon, acusado de empregar mulher e filhos como funcionários-fantasmas do Senado.
O grande derrotado é o Partido Socialista, que teve a pior votação de sua história, apenas 6,36% dos votos no primeiro turno. A ala mais moderada apoiou Macron e a mais radical votou em Mélenchon. Mas o partido gaulista Os Republicanos também perdeu muito ao insistir num candidato manchado pela corrupção e rejeitado pelo eleitoral.
A Europa e o mercado festejaram o resultado, com alta generalizada nas bolsas de valores. O fantasma da ascensão da extrema direita, alimentado pelo plebiscito que decidiu pela saída do Reino Unido da UE e pela vitória de Donald Trump nos Estados Unidos, não assombrou a eleição presidencial francesa.
Marcadores:
Benoît Hamon,
Eleição presidencial,
Emmanuel Macron,
França,
François Fillon,
Globalização,
Marine Le Pen,
Mélenchon,
Os Republicanos,
pesquisa,
PS,
segundo turno,
UE
sexta-feira, 14 de abril de 2017
Eleição presidencial da França embola na reta final
A oito dias do primeiro turno da eleição presidencial na França, quatro candidatos estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro e podem chegar ao segundo turno, indica pesquisa divulgada pelo jornal francês Le Monde.
Os dois favoritos até agora, o ex-ministro da Economia Emmanuel Macron, independente, e a líder da extrema direita, Marine Le Pen, lideravam com 24% das preferências.
Eles perderam dois pontos e caíram para 24%.
Ao mesmo tempo, Jean-Luc Mélenchon, da Aliança França Insubmissa, de ultraesquerda, subiu, 1,5 ponto percentual e chegou a 20%, enquanto o ex-primeiro-ministro François Fillon, ganhou um ponto e tem agora 19% das intenções de voto. O socialista Benoît Hamon caiu para 7,5%.
A pesquisa ouviu 1.509 eleitores inscritos em 12 e 13 de abril. Cerca de dois terços dos eleitores franceses pretendem votar. O segundo turno será realizado em 7 de maio.
Os dois favoritos até agora, o ex-ministro da Economia Emmanuel Macron, independente, e a líder da extrema direita, Marine Le Pen, lideravam com 24% das preferências.
Eles perderam dois pontos e caíram para 24%.
Ao mesmo tempo, Jean-Luc Mélenchon, da Aliança França Insubmissa, de ultraesquerda, subiu, 1,5 ponto percentual e chegou a 20%, enquanto o ex-primeiro-ministro François Fillon, ganhou um ponto e tem agora 19% das intenções de voto. O socialista Benoît Hamon caiu para 7,5%.
A pesquisa ouviu 1.509 eleitores inscritos em 12 e 13 de abril. Cerca de dois terços dos eleitores franceses pretendem votar. O segundo turno será realizado em 7 de maio.
quarta-feira, 29 de março de 2017
Ex-primeiro-ministro Valls apoia Macron na França
Mais um líder do Partido Socialista anuncia que vai apoiar o ex-ministro da Economia e candidato independente Emmanuel Macron no primeiro turno da eleição presidencial da França, em 23 de abril de 2017. É o ex-primeiro-ministro Manuel Valls, derrotado na eleição prévia do PS pelo ex-ministro da Educação Benoît Hamon, que está em quinto lugar nas pesquisas.
Em entrevista na manhã de hoje à televisão BFMTV, Valls declarou estar na hora de "tomar uma posição responsável" e não de simples "alinhamento". "Não quero, na noite do primeiro turno, ficar diante de uma escolha entre François Fillon e Marine Le Pen. Não podemos correr esse risco."
Macron foi ministro do governo Valls, mas é considerado liberal demais pela velha guarda socialista. Ele lidera as pesquisas sobre o primeiro turno com 26,5% votos, um pouco acima da candidata neofascista Marine Le Pen, da Frente Nacional, com 25%.
O ex-primeiro-ministro conservador François Fillon era o favorito até ser revelado que empregou a mulher e os filhos como funcionários-fantasmas do Senado. Só a mulher, Penelope Fillon, ganhou 800 mil euros. Ambos estão sendo processados. Seu marido caiu para 17%.
Enquanto Macron agradeceu, Hamon acusou Valls de "não manter a palavra empenhada" e "não respeitar o veredito das urnas". O deputado Patrick Mennucci disse ter "vergonha" de Valls.
"O que vale daqui para a frente um acordo assinado por um homem como Manuel Valls?", perguntou o ex-ministro da Economia Arnaud Montebourg, também derrotado na primária socialista. "Nada. É o que vale um homem sem honra."
Valls negou que esteja traindo o PS ao não apoiar o vencedor da prévia: "O interesse superior da França está acima das regras de um partido, de uma primária, de uma comissão." Outros líderes socialistas e o presidente François Holland apoiam Macron discretamente.
Em entrevista na manhã de hoje à televisão BFMTV, Valls declarou estar na hora de "tomar uma posição responsável" e não de simples "alinhamento". "Não quero, na noite do primeiro turno, ficar diante de uma escolha entre François Fillon e Marine Le Pen. Não podemos correr esse risco."
Macron foi ministro do governo Valls, mas é considerado liberal demais pela velha guarda socialista. Ele lidera as pesquisas sobre o primeiro turno com 26,5% votos, um pouco acima da candidata neofascista Marine Le Pen, da Frente Nacional, com 25%.
O ex-primeiro-ministro conservador François Fillon era o favorito até ser revelado que empregou a mulher e os filhos como funcionários-fantasmas do Senado. Só a mulher, Penelope Fillon, ganhou 800 mil euros. Ambos estão sendo processados. Seu marido caiu para 17%.
Enquanto Macron agradeceu, Hamon acusou Valls de "não manter a palavra empenhada" e "não respeitar o veredito das urnas". O deputado Patrick Mennucci disse ter "vergonha" de Valls.
"O que vale daqui para a frente um acordo assinado por um homem como Manuel Valls?", perguntou o ex-ministro da Economia Arnaud Montebourg, também derrotado na primária socialista. "Nada. É o que vale um homem sem honra."
Marcadores:
Arnaud Montebourg,
Benoît Hamon,
Eleição presidencial,
Emmanuel Macron,
França,
François Fillon,
Manuel Valls,
Marine Le Pen,
Partido Socialista,
PS
quinta-feira, 23 de março de 2017
Partido Socialista cai para 5º lugar na eleição presidencial da França
Com o avanço de Jean-Luc Mélenchon, candidato da frente de esquerda França Insubmissa, a um mês do primeiro turno da eleição presidencial na França, o ex-ministro da Educação Benoît Hamon, candidato oficial do Partido Socialista, caiu para quinto lugar numa pesquisa de opinião realizada na terça-feira para a televisão BFMTV e a revista L'Express.
O líder na pesquisa sobre o primeiro turno, marcado para 23 de abril de 2017, é o ex-ministro da Economia do atual governo, Emmanuel Macron, considerado liberal demais dentro do PS, com avanço de 0,5 ponto percentual e 26% das preferências.
Em segundo lugar, vem a chefe da neofascista Frente Nacional, Marine Le Pen, com queda de meio ponto percentual e 24,5%. Ela promete acabar com a "imigração legal e ilegal", e tirar a França da União Europeia.
Marine Le Pen se inspira nas vitórias do plebiscito sobre a saída do Reino Unido do bloco europeu e a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos. Tem o apoio do presidente da Rússia, Vladimir Putin. Um banco russo emprestou 8 milhões de euros a seu partido de ultradireita. É a maior ameaça nesta eleição.
Todos os partidos devem se unir contra Le Pen no segundo turno. Foi que aconteceu com seu pai, Jean-Marie Le Pen, quando ele superou o primeiro-ministro socialista Lionel Jospin, em 21 de abril de 2002, e foi para o segundo turno contra o presidente Jacques Chirac, vencedor no final por ampla margem.
De acordo com as pesquisas, Macron e Le Pen devem disputar o segundo turno, em 7 de maio, deixando de fora os grandes partidos que dominaram a 5ª República, o PS e o partido gaulista, herdeiro das ideias do general Charles de Gaulle, grande herói da Segunda Guerra Mundial e principal dirigente do país no pós-guerra, que hoje se chama Os Republicanos.
O candidato gaulista, o ex-primeiro-ministro François Fillon, era o favorito depois de ganhar a eleição primária do partido até a imprensa denunciar que ele empregou a mulher os filhos como funcionários-fantasmas do Senado. Apesar do escândalo e de estar sendo processado, Fillon se recusa a abandonar a candidatura. Está em queda e perdeu mais 0,5 ponto desde a pesquisa anterior. Tem 17%.
Mélenchon é o quarto, com um avanço de meio ponto e 13,5% do total, ultrapassando o socialista Hamon, que caiu 2 pontos para 11,5%, o pior resultado da história do PS.
Por causa de sua impopularidade, o presidente François Hollande desistiu de concorrer e o ex-primeiro-ministro Manuel Valls foi derrotado pela esquerda, que optou por Hamon. Mas cada vez mais os socialistas embarcam na candidatura Macron. O próprio presidente Hollande pediu outro dia a desistência de Fillon, numa clara jogada para beneficiar a candidatura de seu jovem ex-ministro.
O líder na pesquisa sobre o primeiro turno, marcado para 23 de abril de 2017, é o ex-ministro da Economia do atual governo, Emmanuel Macron, considerado liberal demais dentro do PS, com avanço de 0,5 ponto percentual e 26% das preferências.
Em segundo lugar, vem a chefe da neofascista Frente Nacional, Marine Le Pen, com queda de meio ponto percentual e 24,5%. Ela promete acabar com a "imigração legal e ilegal", e tirar a França da União Europeia.
Marine Le Pen se inspira nas vitórias do plebiscito sobre a saída do Reino Unido do bloco europeu e a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos. Tem o apoio do presidente da Rússia, Vladimir Putin. Um banco russo emprestou 8 milhões de euros a seu partido de ultradireita. É a maior ameaça nesta eleição.
Todos os partidos devem se unir contra Le Pen no segundo turno. Foi que aconteceu com seu pai, Jean-Marie Le Pen, quando ele superou o primeiro-ministro socialista Lionel Jospin, em 21 de abril de 2002, e foi para o segundo turno contra o presidente Jacques Chirac, vencedor no final por ampla margem.
De acordo com as pesquisas, Macron e Le Pen devem disputar o segundo turno, em 7 de maio, deixando de fora os grandes partidos que dominaram a 5ª República, o PS e o partido gaulista, herdeiro das ideias do general Charles de Gaulle, grande herói da Segunda Guerra Mundial e principal dirigente do país no pós-guerra, que hoje se chama Os Republicanos.
O candidato gaulista, o ex-primeiro-ministro François Fillon, era o favorito depois de ganhar a eleição primária do partido até a imprensa denunciar que ele empregou a mulher os filhos como funcionários-fantasmas do Senado. Apesar do escândalo e de estar sendo processado, Fillon se recusa a abandonar a candidatura. Está em queda e perdeu mais 0,5 ponto desde a pesquisa anterior. Tem 17%.
Mélenchon é o quarto, com um avanço de meio ponto e 13,5% do total, ultrapassando o socialista Hamon, que caiu 2 pontos para 11,5%, o pior resultado da história do PS.
Por causa de sua impopularidade, o presidente François Hollande desistiu de concorrer e o ex-primeiro-ministro Manuel Valls foi derrotado pela esquerda, que optou por Hamon. Mas cada vez mais os socialistas embarcam na candidatura Macron. O próprio presidente Hollande pediu outro dia a desistência de Fillon, numa clara jogada para beneficiar a candidatura de seu jovem ex-ministro.
sábado, 18 de março de 2017
França projeta crescimento de 1,1% em 2017
A França, segunda maior economia da Zona do Euro e sexta do mundo, deve crescer 0,3% no primeiro trimestre de 2017 e 1,1% no ano inteiro, a mesma taxa do ano passado, previu ontem o Insee (Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos).
O crescimento previsto para o segundo trimestre foi revisado de 0,4% para 0,5%. A queda do desemprego iniciada no fim de 2016 deve continuar no primeiro semestre de 2017. O índice, ainda elevado, deve baixar de 9,7% para 9,5% na França metropolitana e de 10% para 9,8% incluindo as províncias ultramarinhas. São as menores taxas de desemprego desde o terceiro trimestre de 2012
Ao crescer 1,1% em 2016, a França saiu de um período de estagnação. Nos três anos anteriores, ficara abaixo da média da Eurozona. Agora, equipara-se aos países vizinhos. Mas o consumo das famílias, principal motor da economia francesa, continua fraco. Deve avançar 0,2% no primeiro trimestre e 0,4% no segundo.
A melhora relativa no crescimento e no emprego chega tarde demais para o presidente François Hollande e o Partido Socialista. Seu candidato, Benoît Hamon, está em quarto lugar nas pesquisas e deve ser eliminado no primeiro turno da eleição presidencial francesa em 23 de abril.
Por ironia, o favorito no momento é o ex-ministro da Economia do governo socialista, Emmanuel Macron, um jovem de 37 anos que trabalhou no mercardo financeiro, não é considerado suficientemente de esquerda pelo partido e nunca havia disputado uma eleição.
Com a resistência do candidato do partido gaulista Os Republicanos, François Fillon, acusado de contratar a mulher e os filhos como funcionários-fantasmas do Senado, Macron é o favorito para enfrentar a neofascista Marine Le Pen, da Frente Nacional, no segundo turno, em 7 de maio.
Como Marine Le Pen não deve passar de um terço dos votos, quem quer que a enfrente no segundo turno deve derrotar a extrema direita. O fracasso da ultradireita na Holanda deu novo ânimo aos franceses, mas as vitórias do não à União Europeia no Reino Unido e a eleição de Donald Trump animaram a Frente Nacional.
A exemplo de Trump, Le Pen tem o apoio do homem-forte da Rússia, Vladimir Putin. Bancos russos emprestaram pelo menos 8 milhões de euros. Em sua guerra cibernética contra o Ocidente e a UE, o alvo do Kremlin hoje deve ser Macron.
O crescimento previsto para o segundo trimestre foi revisado de 0,4% para 0,5%. A queda do desemprego iniciada no fim de 2016 deve continuar no primeiro semestre de 2017. O índice, ainda elevado, deve baixar de 9,7% para 9,5% na França metropolitana e de 10% para 9,8% incluindo as províncias ultramarinhas. São as menores taxas de desemprego desde o terceiro trimestre de 2012
Ao crescer 1,1% em 2016, a França saiu de um período de estagnação. Nos três anos anteriores, ficara abaixo da média da Eurozona. Agora, equipara-se aos países vizinhos. Mas o consumo das famílias, principal motor da economia francesa, continua fraco. Deve avançar 0,2% no primeiro trimestre e 0,4% no segundo.
A melhora relativa no crescimento e no emprego chega tarde demais para o presidente François Hollande e o Partido Socialista. Seu candidato, Benoît Hamon, está em quarto lugar nas pesquisas e deve ser eliminado no primeiro turno da eleição presidencial francesa em 23 de abril.
Por ironia, o favorito no momento é o ex-ministro da Economia do governo socialista, Emmanuel Macron, um jovem de 37 anos que trabalhou no mercardo financeiro, não é considerado suficientemente de esquerda pelo partido e nunca havia disputado uma eleição.
Com a resistência do candidato do partido gaulista Os Republicanos, François Fillon, acusado de contratar a mulher e os filhos como funcionários-fantasmas do Senado, Macron é o favorito para enfrentar a neofascista Marine Le Pen, da Frente Nacional, no segundo turno, em 7 de maio.
Como Marine Le Pen não deve passar de um terço dos votos, quem quer que a enfrente no segundo turno deve derrotar a extrema direita. O fracasso da ultradireita na Holanda deu novo ânimo aos franceses, mas as vitórias do não à União Europeia no Reino Unido e a eleição de Donald Trump animaram a Frente Nacional.
A exemplo de Trump, Le Pen tem o apoio do homem-forte da Rússia, Vladimir Putin. Bancos russos emprestaram pelo menos 8 milhões de euros. Em sua guerra cibernética contra o Ocidente e a UE, o alvo do Kremlin hoje deve ser Macron.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2017
Ex-presidente Sarkozy será julgado por financiamento ilegal de campanha
Um juiz da França instaurou hoje um processo contra ex-presidente Nicolas Sarkozy e outras 13 pessoas por esconder US$ 20 milhões em gastos da sua campanha à reeleição, em 2012, noticiou a imprensa francesa.
Sarkozy rejeita a denúncia de que seu partido conspirou com a empresa de relações públicas Bygmalion para manipular as cifras e desrespeitar o limite legal de despesas numa campanha presidencial.
Na época, o partido Os Republicanos, de centro-direita, se chamava União por um Movimento Popular (UMP).
O ex-presidente tentou concorrer à eleição presidencial deste ano, mas ficou em terceiro lugar na eleição primária do partido. O vencedor foi o ex-primeiro-ministro François Fillon, que está sendo pressionado a desistir depois que o jornal semanal Canard Enchaîné revelou que sua mulher e seus filhos foram funcionários-fantasmas.
Este escândalo abala ainda mais a imagem dos partidos tradicionais e favorece a campanha da neofascista Marine Le Pen, que promete convocar um plebiscito para tirar a França da União Europeia e conta com o apoio dos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin.
Extremamente impopular, o presidente socialista François Hollande decidiu não disputar a reeleição. Seu ex-primeiro-ministro Manuel Valls perdeu a eleição primária do PS para o ex-ministro da Educação Benoît Hamon, da ala mais esquerdista do partido. Sem argumentos para defender o atual governo, o candidato socialista parece condenado à derrota.
Quem desponta como alternativa à extrema direita é o ex-ministro da Economia Emmanuel Macron, um ex-funcionário do mercado financeiro com uma visão econômica liberal. Sem chances de conquistar a candidatura socialista, Macron criou seu próprio movimento, Em Marcha, para levar adiante seu projeto. Sem um partido por trás, sua candidatura foi desprezada inicialmente.
No momento, as pesquisas apontam a vitória de Marine Le Pen no primeiro turno e sua derrota no segundo, seja qual for o rival. Com o escândalo envolvendo Fillon, que já liderou as pesquisas, Macron subiu para o segundo lugar.
Sarkozy rejeita a denúncia de que seu partido conspirou com a empresa de relações públicas Bygmalion para manipular as cifras e desrespeitar o limite legal de despesas numa campanha presidencial.
Na época, o partido Os Republicanos, de centro-direita, se chamava União por um Movimento Popular (UMP).
O ex-presidente tentou concorrer à eleição presidencial deste ano, mas ficou em terceiro lugar na eleição primária do partido. O vencedor foi o ex-primeiro-ministro François Fillon, que está sendo pressionado a desistir depois que o jornal semanal Canard Enchaîné revelou que sua mulher e seus filhos foram funcionários-fantasmas.
Este escândalo abala ainda mais a imagem dos partidos tradicionais e favorece a campanha da neofascista Marine Le Pen, que promete convocar um plebiscito para tirar a França da União Europeia e conta com o apoio dos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin.
Extremamente impopular, o presidente socialista François Hollande decidiu não disputar a reeleição. Seu ex-primeiro-ministro Manuel Valls perdeu a eleição primária do PS para o ex-ministro da Educação Benoît Hamon, da ala mais esquerdista do partido. Sem argumentos para defender o atual governo, o candidato socialista parece condenado à derrota.
Quem desponta como alternativa à extrema direita é o ex-ministro da Economia Emmanuel Macron, um ex-funcionário do mercado financeiro com uma visão econômica liberal. Sem chances de conquistar a candidatura socialista, Macron criou seu próprio movimento, Em Marcha, para levar adiante seu projeto. Sem um partido por trás, sua candidatura foi desprezada inicialmente.
No momento, as pesquisas apontam a vitória de Marine Le Pen no primeiro turno e sua derrota no segundo, seja qual for o rival. Com o escândalo envolvendo Fillon, que já liderou as pesquisas, Macron subiu para o segundo lugar.
Marcadores:
Benoît Hamon,
Caso Bygmalion,
Eleição presidencial,
Emmanuel Macron,
financiamento ilegal,
França,
François Fillon,
Marine Le Pen,
Nicolas Sarkozy,
Os Republicanos,
processo,
UMP
quarta-feira, 2 de abril de 2014
Ségolène Royal volta como ministra do Meio Ambiente
A ex-candidata à Presidência da França derrotada por Nicolas Sarkozy em 2007 e ex-mulher e mãe dos quatro filhos do presidente François Hollande está de volta ao centro das atenções. Ségolène Royal será ministra do Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Energia do governo do primeiro-ministro, Manuel Valls, nomeado depois da derrocada do Partido Socialista nas eleições municipais dos dois últimos domingos.
Com a indicação de Pierre Moscovici para comissário de Finanças da União Europeia, Arnaud Montebourg será o novo ministro da Economia e Michel Sapin, das Finanças. Benoît Hamon vai para o Ministério da Educação.
Serão mantidos o ex-primeiro-ministro Laurent Fabius como ministro do Exterior e Christiane Taubira como ministra da Justiça, apesar das acusações que sofreu por causa do vazamento de gravações de telefonemas do ex-presidente Sarkozy.
Com a indicação de Pierre Moscovici para comissário de Finanças da União Europeia, Arnaud Montebourg será o novo ministro da Economia e Michel Sapin, das Finanças. Benoît Hamon vai para o Ministério da Educação.
Serão mantidos o ex-primeiro-ministro Laurent Fabius como ministro do Exterior e Christiane Taubira como ministra da Justiça, apesar das acusações que sofreu por causa do vazamento de gravações de telefonemas do ex-presidente Sarkozy.
Marcadores:
Arnaud Montebourg,
Benoît Hamon,
Christiane Taubira,
França,
François Hollande,
governo,
grampo telefônico,
Laurent Fabius,
Partido Socialista,
Pierre Moscovici,
Sarkozy,
Ségolène Royal
Assinar:
Postagens (Atom)