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segunda-feira, 2 de março de 2020

Coronavírus não é motivo para pânico, exige cautela e abala economia

A epidemia do novo coronavírus parece cada vez mais uma pandemia. Não é motivo para pânico, mas exige cautela e já abala a economia mundial. A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) reduziu hoje de 2,9% para 2,4% a expectativa de crescimento da economia mundial neste ano. 

Os governos, as empresas e os cidadãos precisam fazer planos para responder ao impacto do que cada vez mais parece uma pandemia, uma epidemia em escala global que a cada dia chega a mais países. 

É fundamental que os governos sejam honestos com a população e não manipulem os dados sobre a doenças com objetivos políticos. 

Na semana passada, enquanto os cientistas do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos advertiam para o risco de propagação do coronavírus, o principal assessor econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, mentia ao afirmar que a situação está sob controle. 

Na terça-feira passada, quando a diretora do Centro Nacional para Imunização e Doenças Respitórias, Nancy Messonnier, considerava inevitável uma pandemia, o presidente Donald Trump insistia que está tudo bem. Meu comentário:

domingo, 22 de outubro de 2017

Bilionário populista e antieuropeu vai governar a República Tcheca

O partido populista de centro-direita Ação de Cidadãos Insatisfeitos (ANO) venceu as eleições parlamentares de ontem na República Tcheca com cerca de 30% dos votos. Seu líder, o bilionário Andrej Babis, apelidado de Trump tcheco, será o próximo primeiro-ministro, informou hoje o jornal Latin American Herald Tribune.

Aos 63 anos, o Trump tcheco está sob investigação por uso fraudulento de fundos da União Europeia (UE) no valor de US$ 2 milhões. Mesmo assim, seu partido subiu 11 pontos percentuais em relação às eleições de 2013 para 29,6%. Elegeu 78 dos 200 deputados da Câmara dos Deputados. Terá de fazer alianças para formar um governo de maioria.

Com fortuna feita nos setores alimentício, químico e de meios de comunicação, ele promete dirigir o país como uma empresa e reduzir drasticamente a imigração.

Em segundo lugar, ficou o partido conservador ODS (11,3%, 25 deputados), seguido pelo anarquista Piratas (10,8%, 22 deputados) e pelo estreante, ultranacionalista e antieuropeu SPD (10,6%, 22 deputados), que chegou a aparecer em segundo lugar em pesquisas de boca de urna.

Os dois partidos tradicionais de esquerda sofreram fortes perdas. O Partido Comunista da Boêmia e da Morávia (KSCM) baixou de 15% para 7,8% do eleitorado, enquanto o Partido Social-Democrata Tcheco (CSSD) desabou de 20,4% para 7,3%, caindo de maior partido político tcheco para o sexto lugar. Ambos elegeram 15 deputados cada.

Pela primeira vez, nem o ODS nem o CSSD ganhou. Será o parlamento mais fragmentado desde a independência da República Tcheca, em 1993.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Parlamento da Espanha rejeita novo governo Mariano Rajoy

Por 180 a 170 votos, os deputados do Parlamento da Espanha rejeitaram a tentativa do primeiro-ministro conservador Mariano Rajoy de formar um governo sem maioria. Daqui a dois dias, haverá uma segunda votação. Se Rajoy perder, o país terá de realizar eleições gerais pela terceira vez em menos de um ano.

O impasse político é reflexo da crise econômica iniciada em 2011, que chegou a deixar mais de 25% dos espanhóis e mais da metade dos jovens sem emprego. Isso abalou a credibilidade dos partidos que se alternavam no poder desde 1982, o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), de centro-esquerda, e o Partido Popular (PP), de direita.

Da crise nasceram dois novos partidos, o esquerdista Podemos, antiliberal, anticapitalista e antiglobalização, e os Cidadãos, liberal, de centro-direta, dividindo o eleitorado ao galvanizar os indignados com a crise da periferia da Zona do Euro.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Theresa May assume e nomeia ministros do governo britânico

Quase 26 anos depois da queda de Margaret Thatcher, o Reino Unido tem sua segunda primeira-ministra. Theresa May, ministra do Interior há seis anos, foi convidada hoje pela rainha Elizabeth II para formar o novo governo britânico. 

O ex-ministro do Exterior Philip Hammond vai para as Finanças e o ex-prefeito de Londres Boris Johnson, líder da campanha para sair da União Europeia, será o ministro do Exterior, noticia o jornal britânico The Independent.

A nomeação de Johnson já é motivo de piada na Internet. Durante a campanha para a eleição da líder conservadora, May levantou dúvidas sobre as habilidades negociadoras do ex-prefeito e agora o indica para a equipe que vai discutir a saída da UE.

Outro eurocético, David Davis, será o encarregado das negociações com a UE e Liam Fox, também antieuropeu, será o ministro do Comércio Internacional. Ambos foram aprovados pelo neofascista Nigel Farage, líder do Partido da Independência do Reino Unido (UKIP) e grande vencedor do plebiscito de 23 de junho.

Antes de entrar na residência oficial da 10 Downing Street, no centro de Londres, a nova chefe de governo prometeu governar para todos os britânicos e não apenas para os privilegiados. É difícil de acreditar. O Partido Conservador sempre foi o partido do privilégio e do poder. Com o declínio econômico inevitável devido à saída da UE, de onde vai sair o dinheiro para investimentos sociais.

Na tradição de Margaret Thatcher, os conservadores trabalham há mais de 30 anos para reduzir a máquina do Estado. Isso implica cortes nos gastos sociais.

Durante a campanha para o plebiscito, os defensores da Brexit (saída britânica) acenaram com a possibilidade de investir no Serviço Nacional de Saúde (SNS) os 350 milhões de libras enviados semanalmente para a UE. Na prática, com o dinheiro recebido da UE, o valor real da contribuição britânica cai para 150 milhões por semana.

Logo depois da vitória, os partidários da saída da UE deixaram claro que era uma falsa promessa. Aparentemente, eles não esperavam ganhar e não tinham feito o planejamento necessário para a transição.

A grande questão agora é como serão as relações econômicas entre o Reino Unido e a UE. Em entrevista à televisão pública britânica BBC, um economista ligado à Brexit disse que só há duas alternativas: ou o país continua fazendo parte do mercado comum europeu e assim precisa seguir todas as regras do bloco, inclusive a livre circulação de pessoas, contrariando a promessa de reassumir o controle sobre a imigração; ou adota uma política de livre comércio, abrindo totalmente seu mercado interno.

Nos dois casos, o eleitorado britânico foi enganado. Sair da Europa e continuar seguindo as regras do bloco significa se submeter a decisões das quais não vai participar e a aceitar a política europeia de imigração rejeitada no plebiscito. Já uma política de comércio totalmente livre vai agravar a situação de regiões e trabalhadores não competitivos na economia globalizada.

A análise dos resultados do plebiscito indica que a saída da UE ganhou nas regiões menos cosmopolitas, onde a economia está deprimida e há menos imigrantes.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Rei da Espanha convida líder socialista a formar governo

O rei Felipe VI pediu hoje ao líder do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), Pedro Sánchez, para formar o próximo governo da Espanha, noticiou o jornal El País. O conservador Partido Popular, do atual primeiro-ministro Mariano Rajoy, foi o mais votado, mas ele disse ao rei que não conseguiria articular uma maioria absoluta no Parlamento.

Com o surgimento de novos partidos como o esquerdista Podemos e o centro-direitista Cidadãos depois da forte crise econômica que elevou o desemprego a mais de 25%, as eleições parlamentares de 20 de dezembro de 2015 produziram um Parlamento fragmentado. Foi o fim do bipartidarismo em vigor na prática. Desde 1982, o PSOE e o PP se alternaram no poder.

O líder socialista prometeu conversar com "a direita e a esquerda", mas descartou a possibilidade de um acordo com o PP, que na sua opinião seria "recompensar a corrupção", e com os partidos a favor da independência da Catalunha.

"A mudança não é patrimônio de nenhum partido nem líder político e, sim, de milhões de cidadãos", afirmou Sánchez, comprometendo-se a formar um "governo de mudança, progressista e reformista".

É um recado em parte dirigido a Pablo Iglesias, líder do Podemos, que colocou a realização de um referendo sobre a independência da Catalunha entre as exigências para participar do governo. Para Sánchez, a integridade da Espanha é inegociável.

Se Podemos e Cidadãos não acabarem com o veto recíproco, o PSOE também não terá condições de formar um novo governo na Espanha.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Parlamento aprova novo governo da Moldova

Com os votos de 57 dos 101 deputados, o Parlamento da ex-república soviética da Moldova (antiga Moldávia) aprovou o governo liderado pelo primeiro-ministro Pavel Filip, acabando com um impasse político que vinha desde outubro de 2015, quando caiu o governo anterior em meio a um escândalo de corrupção, informou a Rádio Europa Livre.

Filip pertence ao Partido Democrático e era ministro das Telecomunicações desde 2011.

Do lado de fora do Parlamento, grupos políticos rivais como uma aliança oposicionista apoiada pela Rússia e o movimento pela adesão à União Europeia protestaram contra o novo governo exigindo a realização de novas eleições.

A Moldova tem uma população com a maioria de origem romena que gostaria de se juntar à Romênia, mas, como na maior parte das ex-repúblicas soviéticas, há um enclave de maioria russa, no caso a região da Transnístria, que prefere reforçar os laços com Moscou.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Deputados sunitas boicotam governo e parlamento do Iraque

O Parlamento do Iraque suspendeu a sessão hoje depois que os deputados e ministros sunitas decidiram boicotar as reuniões do governo e do Poder Legislativo em protesto contra a violência contra a minoria sunita no Leste do país, noticiou a agência Reuters.

Um atentado terrorista suicida cometido pela milícia sunita Estado Islâmico do Iraque e do Levante na cidade de Mikdadia em 11 de janeiro deflagrou uma onda de violência sectária com retaliações de milícias xiitas contra mesquitas e civis.

A alienação da minoria sunita pelo governo central de maioria xiita em Bagdá é uma das razões do sucesso do Estado Islâmico em ocupar vastas regiões do Iraque.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Esquerda deve derrubar governo de centro-direita em Portugal

A coalizão entre o Partido Social-Democrático (PSD) e o Centro Democrático Social (CDS) liderada pelo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho apresenta hoje e amanhã seu projeto de governo à Assembleia da República de Portugal, onde será rejeitado pelos partidos de esquerda.

No sábado, o diretório nacional do Partido Socialista (PS) aprovou um acordo com o Partido Comunista Português (PCP) e o Bloco de Esquerda para formar uma maioria parlamentar e entregar a chefia do governo ao secretário-geral do PS, António Costa. No domingo, o PCP deu seu consentimento.

Seu compromisso central é o repúdio às medidas de austeridade econômica adotadas a partir de 2011 para enfrentar a crise em troca de uma ajuda de 78 bilhões de euros da Zona do Euro, do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Central Europeu (BCE).

Durante o debate na Assembleia da República, Passos Coelho acusou a oposição de estar a "jogadas políticas do governo" e defendeu sua administração, alegando que as medidas de austeridade foram impostas "por necessidade".

Em resposta, a deputada Catarina Martins, porta-voz do Bloco de Esquerda, afirmou que "não são jogadas políticas, é a democracia a funcionar".

Entre as medidas negociadas para articular a coligação de esquerda, estão o aumento do salário mínimo para 600 euros por mês até 2019, a reposição em 2016 dos salários dos funcionários públicos que tiveram seus ganhos reduzidos, o aumento de valor de vários benefícios sociais e a redução do imposto sobre valor agregado (IVA) cobrado de restaurantes de 23% para 13%.

Mesmo sem maioria absoluta, a aliança de centro-direita recebeu instruções do presidente conservador Aníbal Cavaco Silva para formar um novo governo. Ele acusa a esquerda de romper compromissos internacionais de Portugal ao repudiar os programas de austeridade fiscal para equilibrar as contas do setor público.

Para o líder do PCP, Jerónimo de Sousa, o presidente da República não tem "nenhuma razão política ou institucional" para rejeitar um governo de esquerda.

Diante da expectativa de um governo de esquerda, a Bolsa de Valores de Lisboa caiu cerca de 3% e os juros pagos para refinanciamento da dívida pública de Portugal subiram.

domingo, 19 de julho de 2015

Governo sírio retoma vilas na província de Latakia

Com bombardeios por terra e ar, as Forças Armadas da Síria reconquistaram várias vilas da província de Latakia que estavam em poder de milícias jihadistas na guerra civl que assola o país há quatro anos e quatro meses, noticiou hoje a agência Reuters citando fontes militares sírias.

O Exército bombardeou rotas de suprimento dos rebeldes e retomaram cinco vilas e topos de montanha de importância estratégica na região da província de Latakia junto à fronteira com a Turquia.

A Frente al-Nusra, ligada à rede terrorista Al Caeda, controla diversas áreas ao norte do porto de Latakia, a capital da província, que está sob controle da ditadura de Bachar Assad. O governo intensificou as operações militares na região depois que os rebeldes tomaram a cidade de Jisr al-Shughour, em abril de 2015.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Rebeldes atacam aeroporto controlado por governo reconhecido da Líbia

Um avião bombardeou o aeroporto de Zintan, uma cidade controlada pelo governo da Líbia reconhecido internacionalmente, liderada pelo primeiro-ministro Abdala al-Thani, noticiou hoje a agência de notícias Reuters. O terminal de passageiros foi danificado, mas ninguém foi ferido.

Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelo ataque. O governo reconhecido pelo resto do mundo, com sede em Tobruk, e outro, dominado pelas milícias jihadistas da aliança Amanhecer da Líbia, com sede na capital, Trípoli, lutam pelo controle do país, que vive no caos e na anarquia desde a queda e morte do ditador Muamar Kadafi, em 2011.

Ontem, o Congresso Nacional Geral, o primeiro parlamento criado depois da queda de Kadafi, hoje dominado pelas milícias islamitas, destituiu o primeiro-ministro Omar al-Hassi da chefe do "governo de salvação nacional". Seu novo chefe é Khalifa al-Gauil, informou o jornal Latin American Herald Tribune.

O parlamento islamita descreveu a troca de primeiro-ministro como um passo para a fusão com o governador reconhecido internacionalmente. Hassi rejeitou a demissão e prometeu consultar as milícias que o apoiam.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Perícia encomendada pela família conclui que Nisman foi assassinado

Com base numa perícia encomendada pela família, a juíza federal argentina Sandra Arroyo Salgado afirmou hoje que seu ex-marido, o promotor Alberto Nisman, "foi vítima de homicídio, sem sombra de dúvida". Em entrevista em San Ysidro, onde trabalha, a juíza acrescentou que esta versão "tem respaldo de rigor científico" que "descarta com contundência as hipóteses de acidente ou suicídio", noticiou o jornal Clarín.

Em resposta, a promotora encarregada do caso, Viviana Fein, declarou que ainda não tomou uma posição: "Nada me permite afirmar hoje de maneira categórica se foi homicídio ou suicídio", citou o jornal La Nación.

Nisman foi encontrado morto em seu apartamento no aristocrático bairro de Porto Madero, em Buenos Aires, na noite de domingo, 18 de janeiro de 2015, horas antes de uma audiência na Comissão de Legislação Penal da Câmara de Deputados da Argentina.

O promotor esclareceria aos deputados os indícios da denúncia contra a presidente Cristina Kirchner, assessores e aliados, acusados de fazer um acordo secreto com o Irã para acobertar a participação de sete iranianos e um libanês no pior atentado terrorista da história argentina. O ataque contra a Associação Mutual Israelita Argentina, em 18 de julho de 1994, deixou 85 mortos e quase 300 feridos.

No primeiro momento, a presidente Cristina Kirchner sugeriu que foi suicídio, ao perguntar em redes sociais: "O que faz alguém querer tirar a própria vida?" Na quinta-feira após a morte, mudou a versão para homicídio, insinuando que Nisman teria sido morto pelos mesmos agentes secretos que teriam lhe passado afirmações falsas para incriminá-la.

Em seguida, Cristina extinguiu a Secretaria de Inteligência do Estado (Side), sem dar tempo às autoridades competentes de fazer as devidas investigações. O agente secreto apontado como suspeito pelo governo, Antonio Jaime Stiuso, que estava no serviço secreto desde 1972, tendo passado pela guerra suja da última ditadura militar (1976-83), fugiu da Argentina.

Desde então, a investigação oficial da promotora Viviana Fein se encaminharia, de acordo com a imprensa independente argentina, para a hipótese de suicídio. A fim de contestar esta versão, a juíza Arroyo Salgado contratou uma perícia privada realizada pelo legista Osvaldo Roffo, o médico Julio Ravioli, o criminalista Daniel Salcedo, o psiquiatra Ricardo Risso e o especialista em informática Gustavo Presman.

A perícia paralela chegou a pelo menos três conclusões diferentes da oficial. "Não houve espasmo cadavérico, o que quer dizer que houve agonia", declarou a juíza, o que seria comprovado por "uma copiosa hemorragia externa". Nisman agonizou antes de morrer.

O corpo foi movido de lugar. "A posição em que foi encontrado o corpo não foi a da morte", disse Sandra Salgado, sem esclarecer se a movimentação foi necessária para abrir a porta do banheiro onde o cadáver foi encontrado.

A hora da morte também estaria errada. Enquanto a inquérito oficial aponta o domingo como dia do assassinato, Salgado Arroyo acredita que a morte ocorreu cerca de 36 horas antes do início da autópsia, realizada às 8h de 19 de fevereiro. Portanto, Nisman teria morrido no sábado à noite.

O tiro fatal partiu mesmo de uma pistola Bersa calibre 22, como está no inquérito oficial, mas não havia vestígios de pólvora nas mãos do promotor, como teria de haver se ele mesmo tivesse disparado e insunuou no primeiro momento o sítio oficial Infojus. E Nisman não estava havia bebido, enfatizou sua ex-mulher: "Não se demonstrou a presença de álcool nas vísceras, no sangue ou na urina."

Na Câmara dos Deputados, o ex-vice-presidente Julio Cobos e o ex-ministro da Economia Martín Lousteau criticaram as manobras oficiais do kirchnerismo para manchar a imagem do promotor morto. Em nota, Cobos declarou que "o Poder Executivo deve colaborar com a investigação da morte do promotor Nisman."

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Governo do Iêmen renuncia em massa

Diante da nova ofensiva dos rebeldes hutis, da seita xiita zaidita, que já controlavam a capital desde setembro, todo o governo do Iêmen, o presidente, o primeiro-ministro e os demais ministros, renunciou hoje, deixando acéfalo o mais pobre país árabe.

A solução constitucional seria a posse do presidente do Parlamento, mas o Legislativo não aceitou as renúncias e convocou uma sessão de emergência.

Os hutis, financiados pelo Irã, são antiamericanos e anti-israelenses. Isso complica a estratégia dos Estados Unidos, que eram aliados do governo deposto na luta contra o terrorismo, especialmente da rede Al Caeda na Península Arábica, que se instalou no Iêmen para fugir da repressão na Arábia Saudita e é alvo permanente dos bombardeios de aviões não tripulados (drones) americanos.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Ministra da Saúde é nomeada primeira-ministra do Haiti

A atual ministra da Saúde, Florence Duperval Guillaume foi nomeada primeira-ministra do Haiti, anunciou hoje a agência Reuters. Ela substitui Laurent Lamothe, que pediu demissão em 14 de dezembro de 2014, sob pressão de uma onda de protestos populares.

Os manifestantes também exigiam a renúncia do presidente Michel Martelly, um cantor pop que conseguiu reconstruir parcialmente o país depois do terremoto que arrasou a capital, Porto Príncipe, em 12 de janeiro de 2010. Cerca de 80% dos desabrigados já tem casa para morar.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Cai o governo da França

Diante de críticas do ministro da Economia, Arnaud Montebourg, contra as políticas de austeridade econômica impostas pela Alemanha à Zona do Euro, o primeiro-ministro da França, Manuel Valls, anunciou a demissão coletiva do ministério e foi encarregado pelo presidente François Hollande de formar um novo governo até amanhã.

"A França é a segunda maior economia da Eurozona e a quinta maior do mundo, e não pretende se alinhar às obsessões excessivas dos conservadores da Alemanha", declarou Montebourg ao jornal francês Le Monde, selando sua queda com palavras como "exagero" e "absurdo".

Sem Montebourg e outros dois ministros que o apoiaram, Valls prometeu formar uma equipe "coerente com as orientações" que Hollande, "ele mesmo, definiu para nosso país". Para os padrões franceses, isso significa um governo socialista mais à direita, mais aberto às reformas pró-mercado e à desregulamentação da economia.

A economia francesa ainda não se recuperou da Grande Recessão (2008-9). Está estagnada. O desemprego não cai. Hollande tem baixíssima popularidade. No governo, Valls é o mais popular. A mudança é assim mais no sentido de formar um ministério mais alinhado com as políticas liberalizantes do primeiro-ministro.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Ucrânia deve antecipar eleições parlamentares

Com o colapso da coalizão de governo em plena guerra contra os separatistas apoiados pela Rússia e a demissão hoje do primeiro-ministro Arseni Yatseniuk, o Parlamento da Ucrânia tem 30 dias para formar uma nova aliança majoritária. Se não conseguir, o presidente Petro Porochenko pode dissolver o parlamento e antecipar as eleições legislativas.

Os partidos Svoboda (Liberdade), de extrema direita, e a Aliança Democrática Ucraniana para a Reforma (ADUR), liderada pelo ex-campeão de boxe e ex-prefeito de Kiev Vitali Klitschko, retiraram o apoio ao governo. Eles foram as maiores forças por trás do movimento popular contra o presidente Viktor Yanukovich iniciado em novembro de 2013, quando ele rejeitou um acordo de associação com a União Europeia.

A atual legislatura ainda é a mesma, mas passou por grandes mudanças desde a revolta que derrubou Yanukovich, apoiado pela Rússia, o que levou à intervenção militar promovida pelo Kremlin e à anexação da Crimeia à Federação Russa.

Quando a revolta começou, o Partido das Regiões, de Yanukovich, tinha 187 das 450 cadeiras do Parlamento da Ucrânia. Governava com o apoio dos 32 deputados comunistas e dos 43 independentes. Com a queda de Yanukovich, houve uma debandada geral. O PR tinha ontem 87 deputados.

Com a revolução, surgiram três novos partidos: Ucrânia Europeia Soberana, com 35 deputados; Desenvolvimento Econômico, com 39; e Pela Paz e Estabilidade, com 34 cadeiras. Os dois primeiros apoiam a aproximação à UE e o terceiro, a aliança com a Rússia.

Os três partidos de oposição a Yanukovich que viraram parte do governo revolucionário também sofreram mudanças. O maior, chamado de Pátria, liderado pelos ex-primeiros-ministros Yatseniuk e Yulia Timochenko, é pró-Ocidente. Tem 86 deputados. A ADUR tem 41 deputados e a Svoboda, 35.

Porochenko, um bilionário conhecido como rei do chocolate, foi eleito em maio pelo partido Solidariedade, que não tem representação no Parlamento. As eleições parlamentares seriam assim uma oportunidade para fortalecer o poder do presidente.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Austrália: ex-colônia penal é país desenvolvido

A Comunidade da Austrália nasceu como uma colônia penal, mas tornou-se um dos melhores países do mundo. Em 2013, ficou em segundo lugar no índice de desenvolvimento humano das Nações Unidas, abaixo apenas da Noruega. Em política externa, aproximou-se do Leste da Ásia, beneficiando-se de seu crescimento econômico, e alinhou-se aos Estados Unidos, inclusive enviando 2 mil soldados para a invasão do Iraque.

GEOGRAFIA
Com 7,7 milhões de quilômetros quadrados, a Austrália é um país-continente situado na placa tectônica indo-australiana, dominando a Oceania. É o sexto maior país do mundo, atrás da Rússia, China, Canadá, EUA e Brasil. Além da maior ilha mundo, incluiu a Ilha da Tasmânia e outras ilhas menores.

Seu nome vem de Terra Australis, uma massa territorial do Sul do planeta que se imaginava que existia desde a Antiguidade.

Esta ilha de dimensões continentais apresenta características distintas, com florestas subtropicais no Nordeste, cadeias de montanhas no Sudoeste, Sudeste e Leste, e desertos na região central, o grande sertão australiano.

No Nordeste, a costa australiana é cercada pela Grande Barreira de Corais, a maior e mais linda do mundo, uma das grandes atrações turísticas do país, que é ameaçada pelo aquecimento global.

O clima, fortemente influenciado por correntes oceânicas, também varia bastante, de tropical com fortes chuvas de verão no Norte a subtropical e mediterrâneno no Sul.

BIODIVERSIDADE
Por causa de sua antiguidade geológica, da grande variabilidade de climas e do longo isolamento geográfico, a flora e a fauna é única e diversa. Isso a coloca como um dos 17 países megadiversos (o Brasil tem a maior diversidade biológica).

Os cogumelos são um exemplo disso. Estima-se que existam na Austrália 250 mil espécies diferentes de cogumelos, das quais só 5% foram descritas e catalogadas. Cerca de 84% dos mamíferos, mais de 45% das aves, 89% dos peixes que vivem perto de suas costas, 90% dos insetos e 93% dos anfíbios são exclusivos de seus habitats característicos. A Austrália tem o maior número de espécies de répteis do mundo: 755.

Entre os animais que só existem na Austrália, destacam-se duas das cinco espécies de monotremados, como o ornitorrinco, os únicos mamíferos que poem ovos, e os marsupiais, que colocam os filhos recém-nascidos em bolsas, como os cangurus e coalas.

FERAS
Essa fauna inclui uma grande quantidade de feras como o tubarão-branco, entre outras 165 espécies de tubarão, e o crocodilo-de-águas-salgadas, além de algumas das cobras mais venenosas do mundo.

Só três espécies de tubarão são consideradas perigosas para seres humano: o tubarão-branco, o tubarão-tigre e o tubarão-touro. Desde 1580, foram registrados 510 ataques de tubarões na Austrália, sendo 144 fatais.

POPULAÇÃO
A Austrália tem uma população de apenas 23 milhões de habitantes, mais de 80% de origem europeia. Dá uma média de 2,8 habitantes por quilômetro quadrado, uma das menores densidades populacionais do mundo. Isto a torna um dos destinos favoritos para migrantes, mas o governo é rigoroso com a imigração ilegal.

A projeção para o futuro é de uma população de 45 milhões em 2050.

Cerca de 75% dos australianos vivem em grandes cidades e áreas costeiras. A praia é parte integral da identidade nacional. As maiores cidades são Sídnei e Melbourne, ambas com mais de 4 milhões de habitantes, mas a capital é Camberra.

A Austrália é um país de imigrantes. Cerca de 25% dos australianos nasceram no exterior e 43% têm ao menos um dos pais nascido no exterior.

De 1945 a 1973, mais de 2 milhões de imigrantes europeus desembarcaram na Austrália. Depois, foram revogadas as leis racistas que proibiam a imigração de não brancos, o que atraiu asiáticos e nativos das ilhas do Pacífico.

DISCRIMINAÇÃO
Seus primeiros habitantes, os aborígenes, habitam a maior ilha do planeta há 60 mil anos, afirma a Enciclopédia Britânica. Quando os europeus chegaram, seriam de 250 a 500 mil, falando 250 línguas diferentes quando os europeus chegaram. Hoje, depois de massacres, epidemias e discriminação, são 548 mil.

A política de “assimilação cultural” imposta pela Lei de Proteção aos Aborígenes, de 1869, na verdade serviu para dizimar a população nativa ao tirar os filhos dos pais e entregá-los a instituições estatais ou religiosas, o que aconteceu durante cem anos. Na História da Austrália, são as “gerações roubadas”.

Só em 1962 todos os aborígenes passaram a ter pleno direito de votar em eleições federais. Só em 1967 eles passaram a ser contados para cálculo da distribuição de cadeiras no Parlamento.

Na Olimpíada de Sídnei, em 2000, Cathy Freeman, uma atleta aborígene, acendeu a tocha olímpica. Mas também surgiu um partido para lutar pela supremacia dos brancos, Uma Nação, liderado pela ex-deputada Pauline Hanson.

DESCOBRIMENTO
A primeira tentativa europeia de confirmar a existência da Terra Australis partiu de Lima, no Vice-Reino do Peru, que cobria na época toda a América do Sul espanhola, em 1567, sob o comando de Álvaro Mendaña, e descobriu as Ilhas Salomão. Ele tentou outra vez em 1595, sem sucesso.

O primeiro europeu a chegar à Austrália foi o capitão holandês Willem Janszoon, que a batizou como Nova Holanda. Ele chegou ao Cabo York e desembarcou junto ao Rio Pennefather em 26 de janeiro de 1606.

O explorador inglês William Dampler, o primeiro homem a dar a volta ao mundo três vezes, visitou a costa noroeste duas vezes, em 1688 e 1699.

Em 1770, James Cook visitou a mapeou o Sudeste da Austrália, batizando a região como Nova Gales do Sul e reivindicando-o para a coroa britânica.

COLÔNIA PENAL
Com a perda do chamado Primeiro Império na independência dos EUA, o início da colonização da Austrália marca o início da segunda fase do Império Britânico. Em 26 de janeiro de 1788, foi instalada uma colônia penal para criminosos britânicos na Cova de Sídnei, no Porto Jackson. É a data nacional australiana.

A primeira frota com presos saiu da Inglaterra em 13 de maio de 1787 com 11 navios e 730 condenados, sendo 570 homens e 160 mulheres.

Por isso, até hoje os ingleses contam uma piada politicamente incorretíssima: “Quando alguém vai pedir visto para a Austrália e o funcionário consular encarregado dos vistos pergunta se o viajante tem antecedentes criminais, responda com uma pergunta: ainda é necessário?”

Em 1803, os britânicos criaram o primeiro assentamento na ilha da Tasmânia, transformada em colônia em 1825. Em 1828, o Império Britânico reivindicou a soberania sobre o Oeste da Austrália.

COLONIZAÇÃO
A realidade hoje é totalmente diferente. Seis colônias (Austrália do Sul, Austrália Ocidental, Nova Gales do Sul, Queenslândia, Tasmânia e Vitória), hoje estados, foram criadas nos séculos 18 e 19, dedicando-se inicialmente à agricultura e à pecuária.

A Austrália do Sul, a Austrália Ocidental e Vitória foram fundadas como “províncias livres”. As duas últimas aceitaram presos, mas a Austrália do Sul nunca foi uma colônia penal.

O sistema autoritário, com um governador militar e nenhum tipo de representação, causou revoltas. Em 1808, o governador William Bligh, famoso pelo motim contra ele quando era capitão do navio Bounty (que virou filme com Marlon Brando), foi deposto na Rebelião do Rum. Surgiu uma movimento emancipacionista para que os moradores, na maioria ex-apenados, tivessem maior participação no governo.

O Império Britânico reagiu estimulando a migração de colonos ricos distribuindo grandes áreas de terra.

DESENVOLVIMENTO
Até 1830, 58 mil presos tinham sido enviados à Austrália, sendo 50 mil homens. Aí começa uma grande mudança, com o desenvolvimento da mineração e da criação de ovelhas, uma imigração que aumentou a população para 1,15 milhão de habitantes de origem europeia.

A mineração começa em 1842, com a descoberta de cobre na Austrália do Sul. O ouro foi encontrado primeiro em Nova Gales do Sul, em 1851, e depois em Vitória, na Queenslândia, na Austrália Ocidental, hoje a grande região produtora, deflagrando uma corrida do ouro que atraiu ainda mais migrantes.

Uma campanha dos habitantes de Nova Gales do Sul acabou com a colônia penal original. O último navio com presos chegou em 1848.

COMUNIDADE
Em 1901, as seis colônias formaram uma federação, a Comunidade da Austrália, uma monarquia constitucional parlamentarista que até hoje continua a ter como chefe de Estado o rei ou a rainha da Inglaterra, representada por um governador-geral.

Há um movimento republicano emergente mas, em 1999, um plebiscito manteve o regime monárquico porque o presidente não seria eleito pelo voto popular. Mais do que votar pela rainha, os australianos rejeitaram um chefe de Estado escolhido indiretamente, pelo Parlamento, mais um político para viver da máquina do Estado.

GUERRAS MUNDIAIS
O país participou ativamente das duas guerras mundiais ao lado do Império Britânico.

Hoje passou para a esfera de influência dos EUA e se apresenta cada vez mais como um país asiático, beneficiando-se do extraordinário crescimento econômico da região, especialmente da China.

ALIADA DOS EUA
Como aliada incondicional dos EUA, a Austrália forneceu o grosso das tropas e do equipamento para a força de paz da ONU no Timor Leste, em 1999, quando acabou a ocupação indonésia e o país se tornou independente. Na visão dos fundamentalistas muçulmanos e do líder terrorista Ossama ben Laden, foi um território islâmico perdido para o cristianismo.

Dos 202 mortos no atentado terrorista na ilha de Báli, na Indonésia, em 12 de outubro de 2002, 88 eram australianos. Este ataque engajou a Austrália na guerra global dos EUA contra o terrorismo dos fundamentalistas muçulmanos, o jihadismo.

Desde então, a política externa da Austrália está mais voltada para seu entorno no Sudeste Asiático. Para o ministro do Exterior australiano na época do ataque a Báli, Alexandre Downer, “a Indonésia foi fragilizada pela crise asiática. A pobreza não é a causa do terrorismo. Mas num ambiente de pobreza é fácil para o terrorismo prosperar. As escolas extremistas são as encubadoras.”

A rica Austrália se preocupa com a fragilidade de seus vizinhos. Uma crise na Indonésia pode jogar milhares de refugiados no mar em barcos precários rumo à Austrália.

POLÍTICA
A Austrália faz parte da Comunidade das Nações, a antiga Comunidade Britânica. É uma monarquia constitucional, com um governador-geral que representa a rainha da Inglaterra, um parlamento bicameral e um primeiro-ministro como chefe de governo.
A Câmara tem 150 deputados eleitos por vo

to distrital em turno único, como no Parlamento Britânico. O Senado tem 76 cadeiras, seis para cada estado e mais duas para os territórios (o distrito federal, que tem status de território, e os Territórios do Norte).

As mulheres conquistaram o direito de voto em 1901, quando foi aprovada a primeira Constituição, em vigor até hoje.

Há três décadas, a cena política é dominada por três partidos, o Nacional da Austrália, o Liberal da Austrália e o Trabalhista Australiano. Desde 2007, depois de 11 anos de governos conservadores do PLA, o país foi governado pelo PTA, mas seus líderes, Kevin Rudd e Julia Gillard viviam brigando e se alternando no poder. Isso ajudou a vitória do conservador Tony Abbott nas eleições de 7 de setembro de 2013.

Ao assumir, Rudd assinou o Protocolo de Quioto, que limitava a emissão de gases que agravam o efeito estufa pelos países ricos, e pediu desculpas aos aborígenes australianos pela discriminação do passado e pelas crianças roubadas de suas famílias e levadas para agências do governo ou missões religiosas.

Diante da crise financeira internacional de 2008, o governo lançou um pacote de estímulos. A Austrália foi um dos poucos países ricos a evitar à Grande Recessão de 2008-9.

Em junho de 2010, Rudd foi substituído por Julia Gillard numa eleição da bancada trabalhista. Voltou em 26 de junho de 2013, em mais uma eleição interna do partido, um troca-troca que irritou o eleitorado.

A coalizão conservadora PLA-PNA, liderada por Tony Abbott, ganhou as eleições de 7 de setembro de 2013.

PARTIDO WIKILEAKS
Uma novidade das últimas eleições é o Partido WikiLeaks, fundado para que o criador do WikiLeaks, Julian Assange, concorresse a uma vaga no Senado. Sem sucesso.

Assange está refugiado na Embaixada do Equador em Londres para não ser extraditado para a Suécia, onde é suspeito de crimes sexuais. Ele teme ser enviado para os EUA, onde é procurado por divulgar na Internet mais de 700 mil documentos sigilosos do governo americano.

Em janeiro de 2013, Assange anunciou que o partido iria “combinar uma pequena liderança centralizada (ele) com o máximo envolvimento das bases. Por usar o modelo decentralizado do WikiLeaks, com conteúdo gerado pelos usuários, não vai precisar de aparelho. O partido será incorruptível e ideologicamente unido.”

Também concorreu um partido dedicado à liberação da maconha HEMP (Help End Marijuana Prohibition), que significa cânhamo em inglês.

MILAGRE ECONÔMICO
Com ajuda do extraordinário crescimento da China, grande consumidora dos produtos primários australianos como carvão e ferro, o país cresce há 22 anos sem parar.

O produto interno bruto de US$ 1,505 trilhão (FMI) em 2012 faz da Austrália o 12º país mais rico do mundo. A renda media por habitante, de US$ 68 mil por ano, é quinta maior do mundo. Um dólar australiano valia em junho de 2014 US$ 0,94.

No segundo trimestre de 2013, a expansão foi de 0,6%. A taxa de crescimento anual está em 2,6%, abaixo do ideal para o nível de desenvolvimento do país, que seria de 3,5% ao ano.

A dívida pública, de US$ 190 milhões, é de cerca de um terço do PIB. O déficit orçamentário previsto para 2013 é de 1,9% do PIB.

COMPOSIÇÃO DO PIB
A economia australiana se beneficia com o crescimento da Ásia, sobretudo da China, que aumenta a demanda por suas matérias-primas. A maior parte do PIB vem do setor de serviços (turismo, educação e finanças). O turismo gera 5 milhões de empregos e contribui com 5% do PIB.

Hoje a mineração contribui com 5% e a agricultura com apenas 4% do PIB, mas são importantes para a exportação. A indústria representa 12,5%.

EXPORTAÇÕES
As exportações representam 17% do PIB. Suas maiores exportações são produtos primários, como carvão, ouro, carne, lã, alumina, minério de ferro, trigo e algodão, além de máquinas e equipamento de transportes.

Nos anos 1950s, a agricultura chegou a representar 20% do PIB. Só 10% das terras são dedicadas à produção intensiva, 25% praticamente não são usados e os outros 65% servem para pastagem, na maior parte natural. O trigo e o algodão são as colheiras de maior valor.

Além de ser um dos maiores produtores e exportadores de minério de ferrro depois do Brasil, a Austrália tem as maiores reservas mundiais de zinco e chumbo, e as de níquel e bauxita (minério de alumínio) estão entre as maiores. É o terceiro maior produtor mundial de ouro, depois da África do Sul e da China.

A Austrália é o maior produtor mundial de diamantes e de lã, com um terço da produção mundial, e tornou-se um dos maiores exportadores mundiais de vinho, com 1,2 mil vinícolas aproveitando a aridez da maior parte do solo e o baixo volume de chuva no interior.

A pesca também se destaca. O país tem a terceira maior zona pesqueira do mundo. Exporta camarões, lagosta, atum e salmão, especialmente para o Japão.

IDIOMAS
O país não tem língua oficial, mas o inglês domina amplamente. É a única língua falada em mais de 80% das residências. Sobrevivem 70 línguas indígenas, mas só 18 são faladas por pessoas de todas as idades.

Como um quarto da população nasceu no exterior, os dados do censo de 2011 indicam que 1,7% fala mandariam, 1,5% italiano, 1,4% árabe, 1,3% cantonês, 1,3% grego e 1,2% vietnamita.

RELIGIÃO
A Austrália não tem religião oficial. No censo de 2011, 61,1% dos australianos se declararam cristãos, sendo 25,3% católicos e 17,1% anglicanos; 22,3% disseram não ter religião; 7,2% professam outras religiões, sendo 2,5% budistas, 2,2% muçulmanos, 1,3% hinduístas e 0,5% judeus; e 9,4% não responderam.

De acordo com pesquisa da Fundação Bertelsmann, “a Austrália é um dos países menos religiosos do mundo”, com “cerca de três quartos da população dizendo que não têm religião ou que a religião não têm um papel importante em suas vidas”.

CULTURA
A base da cultura australiana veio da colonização britânica. Mas, antes da chegada dos europeus, a cultura aborígene havia produzido cavernas, escultura em pedra e pintura corporal.

Desde os anos 50, há uma grande influência da cultura popular dos EUA, especialmente do cinema e da música. De resto, os imigrantes sempre levam sua cultura, levando a uma grande diversidade.

ARTES PLÁSTICAS
A natureza privilegiada inspirou artistas como Albert Namatijira, Arthur Streeton, Arthur Boyd e Sydney Nolan.

O movimento de Arte Contemporânea Indígena Australiana, iniciado em 1971, lançou pintores como Clifford Possum Tjapaltjarri, Kaapa Tjampitjinpa, Shirley Purdie e Linda Syddick Napaltjarri. É considerado a maior contribuição do país à arte no século 20.

O índice de visitas a museus e galerais de arte é maior do que nos EUA e na Grã-Bretanha.

LITERATURA
O australiano Patrick White ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em 1973.

Outros escritores importantes são os poetas Judith Wright e Les Murray, os novelistas Peter Carey, David Malouf, Thomas Keneally e Thea Astley, e o dramaturgo David Williamson.

MÚSICA
Uma das obras de arquitetura moderna mais importantes do país, a Ópera de Sídnei, é sede da Ópera da Austrália, onde se destacou Joan Sutherland, uma das maiores cantoras de ópera do século 20.

Sob influência anglo-americana, a Austrália também é terra de rock’n’roll, com bandas como AC-DC, INXS e Midnight Oil, e roqueiros como Nick Cave.

CINEMA
O primeiro filme australiano, A História da Gangue de Kelly, sobre o mitológico bandido australiano Ned Kelly, foi lançado em 1906. Mick Jagger viveu Kelly em A Forca Será Tua Recompensa (1970), mas o diretor Tony Richardson era inglês.

Alguns sucessos recentes incluem Mad Max e Gallipoli. Entre os grandes atores australianos, estão Errol Flynn, Nicole Kidman, Naomi Watts, Heath Ledger e Cate Blanchett.

CULINÁRIA
Com a colonização europeia, a Austrália é hoje um dos país que mais consomem carne por habitante do mundo. O churrasco e o rosbife estão entre os pratos favoritos da família australiana no domingo.

Por causa da grande migração, também há grande influência da chamada cozinha mediterrânea (espanhola, italiana e grega) e também da Ásia (chinesa, indonésia, indiana e vietnamita).

SAÚDE
A Austrália tem a maior expectativa de vida depois da Islândia, do Japão e de Hong Kong, de 79 anos e meio para os homens e 84 anos para as mulheres.

Por causa da grande insolação e da população majoritariamente de origem europeia, o país tem a maior incidência de câncer de pele no mundo.

O consumo de cigarros é a maior causa de mortes evitáveis (7,8%), seguido pela hipertensão (7,6%) e a obesidade (7,5%).

ESPORTE
Cerca de 24% dos australianos acima de 15 anos participam de atividades esportivas organizadas.

A Austrália é uma potência em esportes herdados do Império Britânico, como críquete, hóquei na grama e rúgbi, nos quais foi campeã olímpica ou mundial pelo menos duas vezes em cada esporte nos últimos 25 anos. Também é muito forte em ciclismo, golfe, remo, natação e tênis.

O país é o segundo maior ganhador de medalhas em Olimpíadas na natação, atrás apenas dos EUA. Alguns nadadores, como Dawn Fraser e Ian Thorpe são considerados heróis nacionais.

Nos anos 60, os australianos dominavam o ranking mundial do tênis, com nomes como Rod Laver (o único tenista a ganhar todos os torneios do Grand Slam no mesmo ano duas vezes), Roy Emerson, Fred Stole, Evonne Goolagong.

O australiano Jack Brabham foi três vezes campeão mundial de Fórmula Um. O golfista Greg Norman, conhecido como Grande Tubarão Branco, foi número um do mundo.

No atletismo, um destaque importante é a aborígene Kathy Freeman, medalha de ouro nos 400 metros na Olimpíada de Sídnei.

Num país com um dos maiores litorais do mundo, o surfe também é um elemento importante da cultura esportiva australiana.

FUTEBOL
A seleção australiana participou de três Copas do Mundo (1974, 2006, 2010).

Em 2006, na Alemanha, ficou no grupo com Brasil, Croácia e Japão na primeira fase. Depois de uma vitória de 3-1 na estreia sobre o Japão, a Austrália perdeu por 2-0 para o Brasil e empatou com a Croácia em 2-2, classificando-se pela primeira vez para a segunda fase de uma Copa, quando foi eliminada pela Itália por 1-0.

Na África do Sul, a Austrália levou 4-0 da Alemanha na estreia, empatou em 1-1 com Gana e ganhou de 2-1 da Sérvia, sendo eliminada.


O Campeonato Australiano não é dos mais importantes, mas o italiano Alessandro del Piero está  jogando no Sydney F. C. há mais de um ano e já se tornou ídolo.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Ségolène Royal volta como ministra do Meio Ambiente

A ex-candidata à Presidência da França derrotada por Nicolas Sarkozy em 2007 e ex-mulher e mãe dos quatro filhos do presidente François Hollande está de volta ao centro das atenções. Ségolène Royal será ministra do Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Energia do governo do primeiro-ministro, Manuel Valls, nomeado depois da derrocada do Partido Socialista nas eleições municipais dos dois últimos domingos.

Com a indicação de Pierre Moscovici para comissário de Finanças da União Europeia, Arnaud Montebourg será o novo ministro da Economia e Michel Sapin, das Finanças. Benoît Hamon vai para o Ministério da Educação.

Serão mantidos o ex-primeiro-ministro Laurent Fabius como ministro do Exterior e Christiane Taubira como ministra da Justiça, apesar das acusações que sofreu por causa do vazamento de gravações de telefonemas do ex-presidente Sarkozy.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Cai o primeiro-ministro da França

A derrota do Partido Socialista nas eleições municipais derrubou o primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault. O novo chefe de governo da França será o até agora ministro do Interior, Manuel Valls, da ala mais conservadora do partido.

Ao anunciar uma ampla reforma ministerial em discurso na televisão, o presidente François Hollande reconheceu o descontentamento do eleitorado francês com a crise econômica, o desemprego e a lentidão nas reformas para recuperar o país.

O presidente tentou reforçar a presença dos ecologistas no governo, mas a líder dos Verdes, Cecile Duflot, nega-se a participar de um ministério chefiado por Valls, que considera muito à direita.

terça-feira, 11 de março de 2014

Primeiro-ministro da Líbia cai

O Congresso Nacional Geral da Líbia afastou hoje o primeiro-ministro Ali Zeidan por não conseguir evitar a exportação ilegal de petróleo por milícias do Leste do país. Nos próximos 15 dias, até a eleição de um novo chefe de governo, o cargo será ocupado pelo ministro da Defesa, Abdullah al-Thani.

O parlamento provisório teve seu mandato prorrogado até a realização de novas eleições.

Como o paranoico ditador Muamar Kadafi (1969-2011) temia golpes militares, a Líbia não tinha Forças Armadas estruturadas nacionalmente. Assim, as milícias que o derrubaram ainda têm muito poder. O grande desafio do novo regime é assumir o controle de fato sobre todo o território nacional.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Parlamento da Ucrânia indica primeiro-ministro

Com 371 votos a favor, o Parlamento da Ucrânia aprovou hoje a nomeação do ex-ministro da Economia e ex-ministro do Exterior Arseni Yatseniuk pra chefiar o novo governo do país. Ele é ligado à ex-primeira-ministra Yulia Timochenko, libertada no fim da semana passada. Estabeleceu como prioridade o ingresso na União Europeia.

O presidente deposto, Viktor Yanukovitch, que estaria refugiado na Rússia, declarou que ainda é o "presidente legítimo" da Ucrânia. Ele deve dar entrevista coleta amanhã.  O governo russo prometeu garantir a segurança do aliado.

Na região ucraniana da Crimeia, de maioria russa, homens armados invadiram o parlamento regional, hastearam a bandeira russa e pediram "unificação" com o país vizinho, enquanto as Forças Armadas da Rússia fazem manobras militares na vizinhança e seus caças a jato sobrevoam a fronteira entre os dois países.

Desde a guerra contra a ex-república soviética da Geórgia, a Rússia incluiu a defesa e a proteção dos russos no exterior como parte de sua doutrina de segurança nacional.