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terça-feira, 30 de janeiro de 2024

EUA devem retaliar alvos da Guarda Revolucionária Iraniana

O presidente Joe Biden examina as possibilidades de retaliação contra a milícia apoiada pelo Irã responsável pelo bombardeio de domingo que matou três soldados norte-americanos numa base militar na Jordânia e provavelmente também contra a Guarda Revolucionária Iraniana, responsável por mais de 60 milícias no Oriente Médio. 

O contra-ataque deve ser suficientemente forte para dissuadir novos ataques, sem provocar a entrada do Irã na guerra. Apesar das pressões da oposição republicana, o território iraniano não deve ser alvejado para evitar uma conflagração geral no Oriente Médio que causaria uma forte alta nos preços do petróleo. 

Foram as primeiras mortes de militares dos Estados Unidos por fogo inimigo nesta guerra, as primeiras por drones e o primeiro ataque mortal contra militares do país desde 15 de abril de 1953, durante a Guerra da Coreia.

O último ataque dos EUA em território iraniano foi a tentativa frustrada de resgatar reféns sequestrados na embaixada norte-americana em Teerã, em 24 de abril de 1980, que, ao lado da inflação causada pela segunda crise do petróleo, ajudou a derrotar o presidente Jimmy Carter na eleição presidencial daquele ano.

Desde 17 de outubro, houve 180 ataques a bases militares onde há soldados norte-americanos no Iraque, na Síria e agora na Jordânia, de acordo com o pesquisador Charles Lister, do Instituto Oriente Médio, em Washington. O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, John Kirby, declarou que os EUA não querem guerra com o Irã – o Irã também não quer –, mas a retaliação virá.

Se o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu rejeitar um acordo aceitável para libertar os reféns em poder dos terroristas, o governo de emergência cai, advertiu na manhã desta terça-feira o ministro Chili Tropper, do partido Unidade Nacional, que fazia oposição, mas aderiu ao gabinete de guerra. De qualquer jeito, Netanyahu pode continuar governando com seus aliados de extrema direita. 

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Estado Islâmico ataca sede da comissão eleitoral da Líbia

A organização terrorista Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade por um ataque em que terroristas suicidas e atiradores atacaram a sede central da comissão eleitoral da Líbia, em Trípoli, a capital do país. Pelo menos 11 pessoas foram mortas e o prédio foi incendiado, noticiou hoje a agência Reuters.

O ataque é mais uma tentativa de tentar impedir a organização de eleições a serem realizadas até o fim do ano como parte do esforço das Nações Unidas para criar um governo nacional capaz de unir, estabilizar e pacificar a Síria depois de anos de anarquia.

Sete anos depois da revolução e queda da ditadura de 42 anos do coronel Muamar Kadafi, com intervenção militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte, a aliança militar liderada pelos Estados Unidos, com o aval do Conselho de Segurança das Nações Unidas, três governos provisórios disputam o poder.

A Câmara dos Deputados com sede em Tobruk e seu governo, liderado pelo primeiro-ministro Abdullah al-Thani, é o principal órgão legislativo do Acordo Político Líbio. Mas seu controle é limitado, assim como de seu aliado, o general Khalifa Hifter, comandante do autoproclamado Exército Nacional da Líbia, fundado há quatro anos.

Com quartel-general em Bengázi, no Leste do país, este exército não conseguiu avanços importante no Oeste nos últimos 12 meses.

No Oeste da Líbia, onde fica a capital, Trípoli, o poder está nas mãos do Governo do Acordo Nacional e seu conselho presidencial, liderado pelo primeiro-ministro Fayez al-Serraj, reconhecido pela ONU como o governo oficial da Líbia. Mas o poder de fato está com as milícias de Trípoli, Zintã, Missurata e outras cidades. Elas sabem que o Exército Nacional não tem força para assumir o controle do país inteiro.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

França encerra intervenção militar na República Centro-Africana

Depois de quase três anos, o ministro da Defesa da França, Jean-Yves Le Drian, anunciou hoje em Bangui, a capital da da República Centro-Africana, o fim da Operação Sangaris, lançada em dezembro de 2013 para acabar com os massacres promovidos por milícias muçulmanas e cristãs depois da queda presidente François Bozizé.

A retirada de 2 mil soldados franceses acontece num momento de denúncias sobre uma nova onda de massacres no país centro-africano. Cerca de 350 militares franceses vão ficar na República Centro-Africana para dar apoio a uma missão de paz das Nações Unidas.

Com o fim da Operação Sangaris, a missão da ONU será a única responsável pela segurança no país. Quando as tropas francesas deixarem as ruas da capital, é provável que as milícias testem a capacidade de reação das tropas da ONU.

sábado, 15 de outubro de 2016

Rebeldes tomam sede do Parlamento da Líbia em Trípoli

Uma facção contrária ao governo de união nacional reconhecido internacionalmente tomou a sede do Parlamento da Líbia em Trípoli, noticiou hoje a agência Reuters.

Os líderes do primeiro governo formado depois da queda do ditador Muamar Kadafi, em 2011, que tomaram o Hotel Rixos, faziam parte do governo de união nacional reconhecido pelas Nações Unidas. O governo, que luta para impor sua autoridade a milícias rivais, condenou a ação.

Esse desafio ao governo é mais uma ameaça à estabilização da Líbia, que vive em estado de anarquia desde a queda de Kadafi, e à unidade necessária para combater a infiltração no país da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

domingo, 14 de agosto de 2016

Forças da Líbia avançam na luta contra o Estado Islâmico

Milícias leais ao governo reconhecido internacionalmente da Líbia avançaram neste domingo na luta contra o principal reduto no país da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, na cidade de Sirte, informou a agência Reuters.

As forças governistas são lideradas por milícias da cidade de Missurata. Desde 1º agosto, contam com o apoio de bombardeios da Força Aérea dos Estados Unidos. Assim, conseguiram cercar os milicianos do Estado Islâmico no centro residencial de Sirte.

As brigadas de Missurata anunciaram ter assumido o controle de uma emissora de rádio usada pelo Estado Islâmico, que se instalou em Sirte no ano passado. A ofensiva para reconquistar a cidade, terra natal do falecido ditador Muamar Kadafi, começou em maio, quando o Estado Islâmico avançava rumo a Missurata.

Sob intensa pressão nos campos de batalha do Oriente Médio, perdendo territórios na Síria e no Iraque, o Estado Islâmico aprovou a anarquia em que vive a Líbia desde a queda de Kadafi, há cinco anos, para se estabelecer no país.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Milícias aliadas aos EUA tomam quartel do Estado Islâmico na Líbia

Milícias aliadas do Ocidente anunciaram hoje ter assumido o controle do quartel-general da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante na cidade de Sirte, na Líbia, noticiou há pouco a televisão pública britânica BBC.

"O centro de convenções Uagadugu está em nossas mãos", declarou um porta-voz das forças leais ao governo líbio reconhecido internacionalmente. O Estado Islâmico dominava Sirte desde fevereiro de 2015.

A Líbia vive em estado de anarquia e guerra civil desde a queda do ditador Muamar Kadafi há cinco anos, com milícias rivais disputando o poder. Sirte é a terra natal de Kadafi.

domingo, 26 de junho de 2016

Iraque toma último distrito de Faluja em poder do Estado Islâmico

Depois de uma batalha de cinco semanas, com o apoio aéreo dos Estados Unidos e aliados, o Exército do Iraque e milícias aliadas recapturaram hoje o último distrito da cidade de Faluja ainda em poder da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, noticiou a agência Reuters citando como fonte o comandante militar iraquiano.

Pelo menos 1,8 mil milicianos do Estado Islâmico foram mortos e outros fugiram, assim como 85 mil moradores de Faluja, sobrecarregando os campos de desalojados criados pelo governo. As Nações Unidas receberam denúncias de abusos cometidos contra civis por milícias xiitas.

O primeiro-ministro Haider al-Abadi declarou que a retomada de Faluja, que estava sob o controle do Estado Islâmico desde janeiro de 2014, abre caminho para a reconquista de Mossul, a segunda maior cidade iraquiana, tomada pelos jihadistas há dois anos.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Explosão em depósito de armas mata dezenas de pessoas na Líbia

Um arsenal explodiu hoje na cidade de Garabule, na Líbia. Pelo menos 29 pessoas morreram e dezenas saíram feridas, noticiou a Agência France Presse (AFP).

A explosão aconteceu depois que homens armados chegaram ao depósito, que pertenceria à milícia da cidade de Missurata, que apoia o governo do acordo nacional, uma tentativa de estabilizar o país.

A Líbia vive em estado de anarquia desde a queda do ditador Muamar Kadafi, em agosto de 2011. Durante muito tempo, milícias rivais disputaram o poder. O país está cheio de armas e grupos armados irregulares, além de haver uma infiltração do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em Sirte, a terra natal de Kadafi.

O governo de união nacional tenta assumir o controle sobre todo o território líbio.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Exército do Iraque lança assalto final a Faluja

Depois de tomar as vilas nos arredores da cidade, o Exército do Iraque e aliados lançaram hoje o assalto final contra Faluja, que está em poder da milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante desde janeiro de 2014, informou a televisão pública britânica BBC.

A ofensiva para retomar Faluja foi lançada há uma semana. As forças de segurança, inclusive membros da unidade antiterrorismo, avançam sobre Faluja por diversas frentes e já se infiltram no perímetro urbano.

Os milicianos do Estado Islâmico resistem com atentados suicidas e carros-bomba. Até agora, a luta se concentra nas defesas externas ao perímetro urbano. Líderes de milícias aliadas ao governo central de Bagdá disseram que é provável que haja uma pausa antes do ataque final ao centro da cidade para permitir a fuga da população civil.

Num alerta aos civis, o Exército do Iraque fez um apelo a que saiam da cidade ou se refugiem nas suas casas. O Estado Islâmico tenta impedir a fuga de civis, que usa como escudos humanos.

Se Faluja, onde os Estados Unidos travaram em 2004 duas das mais violentas batalhas da invasão do Iraque, cair, restará Mossul, a segunda maior cidade iraquiana, em poder do Estado Islâmico. Os EUA calculam que a mílicia tenha perdido 20% dos territórios que tomou na Síria e 40% no Iraque.

domingo, 29 de maio de 2016

Milícias do governo da Líbia cercam Estado Islâmico em Sirte

Forças leais ao governo de união da Líbia apoiado pelas Nações Unidas estão a 15 quilômetros do centro de Sirte e planejam cercar a cidade natal do falecido ditador Muamar Kadafi, hoje a principal base no país da milícia jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

São milícias da cidade de Missurata, no Oeste da Líbia, que abandonaram Sirte no verão passado no Hemisfério Norte permitindo ao Estado Islâmico assumir o controle total da cidade.

No início de maio, os milicianos do Estado Islâmico avançaram em direção a Missurata, a noroeste de Sirte, tomando vilas e postos militares até serem obrigados a recuar diante da contraofensiva inimiga.

Cerca de 75 combatentes das milícias de Missurata foram mortos e outros 350 feridos neste mês de maio. Embora haja comandos de operações especiais da Europa e dos Estados Unidos no terreno na Líbia, o porta-voz das forças governistas declarou não ter recebido nenhuma ajuda internacional direta.

Milícias do Leste do país que enfrentaram as milícias de Missurata no passado e não aderiram ao governo de união nacional reconhecido internacionalmente anunciaram a intenção de tomar Sirte, provocando temor de reinício da guerra civil.

A Líbia viva em estado de anarquia com milícias rivais disputando o poder desde a queda do ditador Muamar Kadafi, em agosto de 2011, numa revolta popular apoiada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

terça-feira, 20 de outubro de 2015

UE admite desarmar milícias da Líbia se houver acordo de paz

A União Europeia pode ajudar a Líbia a fortalecer suas fronteiras e desarmar as milícias se houver um acordo para formar um governo de união nacional, noticiou hoje a agência Reuters citando um documento interno do bloco europeu.

O texto preparado pela comissária de Relações Exteriores da UE, a ex-chanceler italiana Federica Mogherini, foi enviada aos países-membros ontem em preparação para uma reunião realizada hoje em Bruxelas, na Bélgica.

A Líbia vive em estado de anarquia desde a queda do ditador Muamar Kadafi, em agosto de 2011, com milícias rivais disputando o poder. A UE é a principal mediadora do diálogo entre as diferentes facções, mas enfrenta sérios problemas internos como as crises econômica e de refugiados para investir o tempo e o dinheiro necessários para reconstruir as instituições estatais líbias.

Kadafi caiu cinco meses depois de uma intervenção militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) aprovada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas para impedir o massacre de civis em caso de vitória do ditador. Mas a ONU não enviou uma missão de paz para promover a reconciliação nacional.

O resultado foi a anarquia generalizada. A produção de petróleo, maior riqueza do país, desabou. Há dois governos paralelos disputando o poder. A Líbia se tornou ponto de partida para embarcações precárias que levam refugiados e imigrantes ilegais para a Europa. E a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante se infiltrou no país.

domingo, 16 de agosto de 2015

Estado Islâmico derrota revolta em Sirte matando 70 pessoas

A organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante esmagou uma rebelião contra seu domínio da cidade de Sirte, na Líbia, terra natal do ditador Muamar Kadafi, deposto e morto na chamada Primavera Árabe. Pelo menos 70 pessoas foram mortas, noticiou a agência Reuters citando como fontes moradores da cidade.

O Estado Islâmico sufocou uma revolta de um grupo salafista, a mesma corrente linha-dura do Islã, apoiada por habitantes de Sirte que não aguentam a ditadura jihadista.

Desde a queda e morte de Kadafi, em 2011, a Líbia vive em estado de anarquia, com diferentes milícias que ajudaram a derrubar o tirano e novos grupos como o Estado Islâmico disputando o poder.

Em declaração divulgada ontem, o governo reconhecido internacionalmente da Líbia pediu aos países árabes que façam ataques aéreos contra posições do Estado Islâmico no país. A milícia tem uma cabeça de ponte na Líbia na cidade de Kadafi.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Governo reconhecido controla todos campos de petróleo da Líbia

Todos os campos de petróleo da Líbia estão sob o controle total e a proteção das forças leais ao governo reconhecido internacionalmente, baseado no Leste do país, afirmou ontem o ministro da Informação, Omar Qweri, citado pela agência de notícias russa Sputnik.

O ministro admitiu que a produção de petróleo foi duramente abalada pela disputa de poder entre as milícias que derrubaram o ditador Muamar Kadafi em agosto de 2011. Desde então, os campos de petróleo, a principal riqueza líbia, foram alvo dos dois governos paralelos.

Um dos maiores campos de petróleo do país, Sidra, está fechado depois de repetidos ataques nos dois últimos anos.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Exército e milícias do Iraque preparam assalto a Faluja

A alta liderança das Unidades de Mobilização Popular ordenou às milícias que lutam ao lado do Exército do Iraque que preparem um ataque contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante para retomar a cidade de Faluja, informou hoje a agência de notícias iraquiana Shafaq.

O governo e aliados também estariam cercando a cidade de Ramadi, capital da província de Ambar, em preparação a um ataque à cidade, tomada pelo Estado Islâmico em maio de 2015.

A retomada da província de Ambar, de maioria sunita, é uma questão de honra para o governo do primeiro-ministro Heidar Abadi provar que não representa apenas os xiitas.

sábado, 4 de julho de 2015

Dois carros-bomba explodem em batalha na Líbia

Pelo menos cinco pessoas morreram e outras 15 saíram feridas com a explosão de dois carros-bomba na cidade de Derna, durante uma batalha entre milícias islamitas e grupos aliados ao Estado Islâmico do Iraque e do Levante, noticiou hoje a agência oficial de notícias da Líbia. 

Há mulheres e crianças entre as vítimas. Depois das explosões, a população civil foi alvo do bombardeio de morteiros. Nenhum grupo reivindicou a responsabilidade pelo ataque.

A Líbia não governo estável. Vive em estado de anarquia com diferentes milícias disputando o poder desde a queda do ditador Muamar Kadafi em agosto de 2011.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Governo reconhecido da Líbia rejeita plano de paz da ONU

O governo reconhecido internacionalmente da Líbia rejeitou a proposta de paz apresentada pelas Nações Unidas para formar uma união nacional com o governo paralelo liderado por milícias islamitas, noticiou hoje a agência de notícias Reuters.

A proposta foi apresentada ontem pelo embaixador da ONU no país a delegados dos dois governos rivais. Desde agosto de 2014, o governo reconhecido pelo resto do mundo se refugiou na cidade de Tobruk, a 800 quilômetros da capital, enquanto a coligação islamita Amanhecer da Líbia controla Trípoli.

Pelo plano da ONU, o governo seria formado por um conselho de ministros liderado por um primeiro-ministro e dois vice-primeiros-ministros. O Parlamento de Tobruk rejeitou a proposta porque daria cargos ao governo rival de Trípoli.

Assim, não há acordo possível. A Líbia vai continuar no estado de caos e anarquia em que se encontra desde a queda do ditador Muamar Kadari, em agosto de 2011.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Estado Islâmico ataca Embaixada da Espanha na Líbia

A milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante explodiu uma bomba ontem à noite diante da Embaixada da Espanha em Trípoli, informou o World Bulletin. O exterior do prédio e edificações vizinhas foram danificados, mas ninguém saiu ferido.

Por motivos de segurança, a embaixada está desocupada desde o último verão no Hemisfério Norte. Vários grupos jihadistas atuantes na Líbia juraram lealdade ao Estado Islâmico, mas essas alianças são consideradas frágeis por analistas estratégicos.

Desde a queda do ditador Muamar Kadafi, em agosto de 2011, a Líbia não um governo estável. No momento, duas coalizões disputam o poder. Um governo formado por milícias islamitas controla a capital, Trípoli, enquanto o governo reconhecido internacionalmente se instalou em Tobruk, a 800 km da capital.

quinta-feira, 5 de março de 2015

EUA e Irã chegam a entendimento sobre ações militares no Iraque

Os Estados Unidos e o Irã trocaram informações para evitar o agravamento das tensões sectárias entre sunitas e xiitas em suas operações militares contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, mas não estão coordenado as ações, informou hoje o jornal árabe Ashraq al-Awsat.

Desde setembro, as forças aéreas dos EUA e de países aliados bombardeiam posições da milícia jihadista, mas não participam da ofensiva terrestre lançada nesta semana pelo Exército do Iraque e milícias xiitas, com o apoio da Guarda Revolucionária Iraniana, contra a cidade de Tikrit e a província de Saladino.

Como as milícias xiitas iraquianas não têm o apoio das tribos sunitas que vivem na região, os iranianos terão um papel importante na batalha pela cidade de Nínive. Sob a orientação do Irã, as milícias xiitas formaram uma aliança chamada Mobilização Popular. As milícias sunitas, por sua vez, receberam a promessa de serem integradas à Guarda Nacional do Iraque.

A negociação para evitar que o programa nuclear iraniano faça a bomba atômica reaproximou os EUA e o Irã, e a luta contra o Estado Islâmico é mais um fator para reforçar essa reaproximação.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Terroristas sequestram mais 35 egípcios na Líbia

Pelo menos 35 egípcios foram sequestrados em regiões da Líbia dominadas pelas milícias extremistas muçulmanas Ansar al-Charia e Estado Islâmico, noticiou hoje o jornal Libya Herald. Seria uma retaliação aos ataques da Força Aérea do Egito contra bases jihadistas depois do massacre de 21 coptas, os cristãos egípcios, pelo Estado Islâmico, revelado no fim de semana.

Depois da divulgação do vídeo documentando mais uma atrocidade dos terroristas, o primeiro-ministro do governo líbio reconhecido internacionalmente, Abdala al-Thani, pediu às potências ocidentais que bombardeiem as milícias jihadistas que tomaram a capital, Trípoli, em agosto de 2014.

Desde então, o governo reconhecido fugiu para Tobruk, no Leste do país, a mais de mil quilômetros da verdadeira capital.

A aliança Amanhecer da Líbia, que reúne as milícias extremistas, deu 48 horas para todos os egípcios saírem do país.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Foguete atinge maior porto exportador de petróleo da Líbia

Em meio a uma batalha entre milícias que apoiam dois governos paralelos, um foguete atingiu hoje o porto de Es Sider, maior terminal de exportação de petróleo da Líbia, mas os danos não foram muito significativos, reportou a agência Reuters.

Os dois maiores terminais de petróleo líbios estão fechados há duas semanas por causa dos combates entre milícias islamitas e grupos secularistas liderados pelo general Khalifa Hifter, que foi nomeado comandante do Exército pelo governo reconhecido internacionalmente.

A Líbia não tem um governo estável desde a queda do ditador Muamar Kadafi, em agosto de 2011.